domingo, julho 5, 2026

Agro

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CEOs do agro estão otimistas com economia, entretanto veem desafios futuros



Mais de três quartos (76%) dos CEOs do agronegócio brasileiro estão otimistas com o crescimento da economia nos próximos 12 meses, segundo a 28ª edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC. Em 2023, esse índice era de 69%. Outros 16% preveem estabilidade, enquanto 8% veem risco de desaceleração.

A confiança do agro supera a média nacional, que registra 73% de otimismo entre os executivos de diversos setores. No cenário global, apenas 57% dos líderes empresariais esperam crescimento econômico.

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O sócio da PwC Brasil e líder do setor agropecuário, Maurício Moraes, atribui esse otimismo à expectativa de retomada do setor após um 2024 desafiador. “O agro deve se recuperar a partir do segundo semestre, impulsionado por um cenário global favorável e pelas disputas comerciais entre EUA e China, que podem beneficiar o Brasil”, avalia.

Apesar da confiança, 44% dos CEOs do agro temem que seus negócios não sejam viáveis em 10 anos sem mudanças estratégicas. Esse número era de 31% no ano passado, refletindo a necessidade urgente de inovação e adaptação. “O setor tem buscado novas bases de clientes, parcerias estratégicas e diversificação para garantir competitividade”, destaca Moraes.

Outro desafio é a expansão do quadro de funcionários. Apenas 38% das empresas do agro planejam aumentar suas equipes, abaixo da média nacional de 53%. Ainda assim, 66% dos CEOs do setor projetam crescimento da receita nos próximos três anos, sinalizando um ambiente de negócios mais favorável no longo prazo.



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média mensal é a menor desde agosto



Em janeiro, o indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS (58% grãos inteiros, com pagamento à vista) teve média de R$ 99,72 por saca, sendo o menor valor desde agosto de 2023. No comparativo com janeiro de 2024, a desvalorização é de 21,63%. 

Segundo pesquisadores do Cepea, desde novembro do ano passado, a comercialização do produto tem se mostrado enfraquecida, refletindo a ‘queda de braço’ entre vendedores e compradores. Além disso, a pressão do atacado e varejo, que busca cotações menores para o arroz beneficiado, vem limitando as compras de matéria-prima pelas unidades de beneficiamento, que comentam dificuldade no repasse de preços. 

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Do lado dos produtores, pesquisadores do Cepea explicam que muitos, descontentes com os patamares atuais, preferem adiar as negociações, aguardando uma possível valorização. Assim, parte desses orizicultores se mantém focada no manejo das lavouras, buscando melhorar a produtividade, enquanto outros seguem colhendo soja

Historicamente, nesta época do ano, os preços do arroz costumam subir, impulsionados pela oferta mais restrita, com o término da safra, e pela maior demanda especialmente por parte das indústrias, ainda conforme o Centro de Pesquisas.



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indicador do arábica atinge recorde real diário



Depois de atingir a maior média mensal da série histórica do Cepea em janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, inicia fevereiro com máximas reais também diárias. 

Na última segunda-feira (3), o indicador fechou a R$ 2.565,86/saca de 60 kg, recorde da série histórica do Cepea, iniciada em setembro de 1996 para a variedade (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI).

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Pesquisadores do Cepea explicam que o impulso segue vindo da oferta limitada de cafés para negociação dos estoques apertados por conta da menor produção no Brasil e no Vietnã, tendo em vista o alto volume já vendido. Outros fatores são a demanda internacional firme e projeções indicando safra 2025/26 de café ainda pequena.



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Cooperativa Copagril fatura R$ 2,5 bi em 2024 e anuncia expansão em MS



A Cooperativa Agroindustrial Copagril, de Marechal Cândido Rondon (PR), registrou faturamento bruto de R$ 2,5 bilhões em 2024, queda de 10,7% em relação ao ano anterior. Os números foram apresentados durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada na sexta-feira (31).

O quadro de associados cresceu 16,6%, alcançando 7.500 cooperados, frente aos 6.430 de 2023. A distribuição de sobras somou R$ 11,2 milhões, avanço de 30,2% ante os R$ 8,6 milhões do exercício anterior.

“Encerramos o exercício com a certeza de que estamos no caminho certo. As mudanças implementadas e os resultados alcançados fortalecem nossa visão de futuro, com foco em sustentabilidade, inovação e rentabilidade para todos os associados”, afirmou a diretoria da Copagril, em nota.

A cooperativa ampliou sua atuação no setor de pellets de madeira e créditos de carbono. Também anunciou a abertura de cinco novas filiais em Mato Grosso do Sul, nos municípios de Dourados, Jardim, Maracaju, Rio Brilhante e Sidrolândia, dobrando sua presença no Estado, que agora conta com 10 unidades.

“Vamos expandir nossa presença em regiões estratégicas, fortalecendo nossa atuação em um dos Estados mais dinâmicos do agronegócio”, disse o diretor-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa, em nota.

O plano de crescimento prevê a inauguração de mais 14 filiais até 2027. “Essa iniciativa consolida a cooperativa como protagonista no agronegócio brasileiro”, afirmou o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, em nota. Atualmente, a cooperativa opera 40 unidades de negócios distribuídas entre Paraná e Mato Grosso do Sul.

Além de aprovar o resultado fiscal do ano, os cooperados aprovaram a negociação para aquisição de 45% das quotas societárias da NetWord Agro, empresa de tecnologia agrícola com sede em Palotina (PR).

A companhia desenvolve sensores para monitoramento digital de solos, lavouras e confinamento animal, além da mensuração de carbono em propriedades rurais. Com a parceria, a Copagril será a primeira cooperativa do País apta a atuar no mercado regulado de créditos de carbono.

Trajetória

Com mais de 50 anos de história, a Coapgril é uma das principais cooperativas agroindustriais do Brasil, tendo como foco principal a produção, armazenagem e comercialização de grãos, como soja, milho, trigo e sorgo, além da produção e comercialização de insumos para alimentação animal, máquinas e implementos agrícolas.



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Aquicultores podem aumentar rentabilidade com tecnologia



Piscicultores e carcinicultores do norte e do nordeste ganham oportunidade para melhorar produtividade e competitividade por meio da tecnologia e da capacitação. A iniciativa provém da parceria entre Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Secretaria Nacional de Aquicultura (SNA) do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)  e Sebrae.

O projeto Inovação Organizacional e Tecnológica da Aquicultura de Pequena Escala no Norte e Nordeste do Brasil quer ainda fortalecer a governança setorial para consolidar a aquicultura como um segmento estratégico para o desenvolvimento econômico.

As primeiras visitas técnicas acontecem em Alagoas (AL) entre os dias 5 e 7 de fevereiro, com a parceria do Sebrae local. A parceria entre instituições prevê alcançar e capacitar cem aquicultores no período de três meses.

“Sem o acesso a tecnologias, assistência técnica de qualidade e a redes cooperativas estruturadas, os pequenos produtores aquícolas encontram dificuldades para aumentar a produtividade e manter-se na atividade”, afirmou  Giselle Duarte, coordenadora do projeto na FAO .

De acordo com a FAO, um dos pilares do projeto é a democratização da digitalização no setor. Para isso, a plataforma Check Fish será usada para facilitar o monitoramento e a gestão da produção, permitindo a coleta de dados em tempo real.

Conhecimento multiplicado

O projeto inclui a formação de extensionistas e técnicos governamentais, que serão multiplicadores de conhecimento. A ideia é difundir as práticas produtivas e promover organização dos pequenos produtores aquícolas em associações e cooperativas. 

O Inovação Organizacional e Tecnológica da Aquicultura de Pequena Escala também deve impulsionar a inclusão socioeconômica de grupos vulneráveis, como jovens, mulheres, povos indígenas e comunidades negras.

 As entidades pretendem contribuir para geração de emprego, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável da região de Alagoas. Além de aumentar a produtividade e a rentabilidade dos produtores.



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BNDES corta crédito rural no valor de R$ 728 milhões a desmatadores ilegais



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) evitou a concessão de cerca de R$ 728 milhões em financiamentos a produtores rurais que tenham propriedades desmatadas ilegalmente. Isso é possível por causa da parceria firmada entre o Banco e a plataforma MapBiomas que monitora os biomas brasileiros via satélite.

Segundo o BNDES, o valor corresponde a 0,92% dos R$ 79,5 bilhões de crédito rural solicitados ao Banco desde fevereiro de 2023, quando a ferramenta foi adotada, até dezembro do ano passado.

Os 3.461 alertas ativos de desmatamento equivalem a 1,12% das quase 309 mil solicitações de crédito rural encaminhadas ao BNDES nesse período.

São consideradas de crédito rural as operações dos programas agropecuários do Governo Federal, com juros equalizados; da linha BNDES Crédito Rural e aquelas que tenham marcação de crédito agrícola pelo Banco Central (BC).

Regiões mais afetadas

A região Norte teve o maior percentual de financiamentos impedidos (2,1% dos R$ 3,9 bilhões solicitados), com alertas ativos de desmatamento em 2,5% das 6,6 mil solicitações. O Nordeste foi a região que registrou a maior taxa de alertas ativos de desmatamento (2,76% das mais de 8,4 mil solicitações), tendo sido bloqueados 1,7% dos R$ 5,5 bilhões solicitados.

A região Sudeste, por sua vez, apresentou os menores indicadores, com bloqueio de 0,4% dos R$ 13,9 bilhões solicitados e alertas de desmatamento em 0,3% das 42,1 mil solicitações. O Centro-Oeste registrou bloqueio de 0,8% dos R$ 18,1 bilhões solicitados e alertas de desmatamento em 1% das 20,2 mil solicitações, enquanto a região Sul teve evitados 0,9% dos R$ 37,6 bilhões solicitados e apresentou 1,2% das 231,5 mil solicitações com alertas de desmatamento.

O Estado do Amazonas teve os maiores percentuais, com 6,38% de alertas de desmatamento em 47 solicitações de crédito rural e 12,67% de financiamentos evitados dos quase R$ 13 milhões solicitados. Entre todos os entes federativos, o Distrito Federal e o Amapá foram os únicos que não tiveram alertas.

Em 2024 os financiamentos evitados somaram R$ 393 milhões, o que representa 0,9% dos R$ 43,6 bilhões de crédito rural solicitados ao Banco. Os 2.090 alertas ativos de desmatamento correspondem a 1,21% das mais de 173 mil solicitações encaminhadas ao BNDES no ano passado.

Ferramenta tecnológica

A plataforma MapBiomas, através de imagens de alta resolução, valida alertas de desmatamento e gera laudos de desmatamentos recentes. Essa ferramenta, integrada ao BNDES, permite ao Banco monitorar operações de crédito rural já contratadas, verificando se as propriedades rurais estão registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“A integração dos alertas de desmatamento do MapBiomas com a plataforma operacional do BNDES nos permite atuar de forma ágil e precisa na análise dos financiamentos. Dessa forma, evitamos que recursos públicos incentivem práticas que comprometam a preservação ambiental, ao mesmo tempo que garantimos segurança jurídica e previsibilidade para os produtores que operam dentro da legalidade”, afirmou a diretora de Crédito Digital para MPMEs do BNDES, Maria Fernanda Coelho.

O BNDES não libera crédito rural para produtores com embargo do Ibama em qualquer propriedade, mesmo que não seja a financiada. Essa regra é mais rígida que a do Banco Central, que só impede o crédito se o embargo for na propriedade financiada.

Se o embargo ocorrer após o contrato, o dinheiro é bloqueado até que o produtor apresente documentos de regularização ao Ibama. Se a regularização não acontecer em 12 meses, o contrato é cancelado. Se o produtor não cumprir algum acordo de regularização com o Ibama, o contrato é cancelado em 30 dias

*Com informações da Agência BNDES de Notícias



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Membros da FPA lutam contra a decisão que dá poder de polícia à Funai


Os parlamentares que integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) estão mobilizados e querem impedir que o governo federal conceda poder de polícia aos servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em cumprimento a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O vice-presidente da FPA, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), manifestou insatisfação com a decisão. Já o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), um dos líderes da bancada do agro no Congresso Nacional, protocolou na noite da segunda-feira (03) um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) com o objetivo de impedir os efeitos da decisão publicada pelo Palácio do Planalto.

A decisão

O decreto, com a nova determinação, foi publicado na segunda-feira (3) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A publicação atende a uma exigência do STF de dezembro do ano passado e prevê que a Funai deve usar o poder de polícia para prevenir a violação – ou a ameaça de violação – dos direitos dos indígenas, e evitar a ocupação ilegal de suas terras.

Em 2020, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) havia entrado com uma ação contra o poder público, por causa da forma como estavam sendo tratados os povos indígenas durante a pandemia. Na ação, foram propostas medidas de proteção às comunidades e aos territórios.

Alceu Moreira disse que o ato acarretará em uma “baderna institucionalizada” por todo o país. “Vou pedir uma convocação ao Pedro (Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – FPA) para que unamos forças de todas as frentes possíveis e possamos derrubar esse absurdo. Temos votos para aprovar”, conclui o parlamentar.

Deputado Federal Alceu MoreiraDeputado Federal Alceu Moreira
Deputado Alceu Moreira protocolou um PDL para sustar a decisão

O deputado Evair de Melo argumenta que a regulamentação pode enfraquecer as forças policiais já existentes, como a Polícia Federal e as Forças Armadas, que, segundo ele, são as instituições responsáveis pela segurança e fiscalização dos territórios indígenas.

“Nós já temos as Forças Armadas, temos a Polícia Federal, que precisam ser potencializadas e equipadas para exercer poder de polícia. A Funai deve cumprir seu papel social e organizacional, mas não de polícia”, destacou.

Taxação dos Fiagros

Outra decisão que desagrada os membros da FPA é a taxação dos Fundos de Investimento do Agronegócio (Fiagros), determinada após a reforma tributária, também é alvo de críticas dos integrantes da FPA. Para Evair de Melo, o veto à isenção desses fundos prejudica diretamente o setor agropecuário.

Na opinião do deputado, a decisão pode impactar negativamente a produção agrícola e a economia do país. “Quando o governo tira a isenção desses fundos, ele reduz a área plantada, reduz a oferta e gera inflação, piorando ainda mais a vida do brasileiro”, alertou.

Deputado Federal Evair de MeloDeputado Federal Evair de Melo
Evair de Melo disse que veto aos Fiagros impacta negativamente o setor agropecuário

O parlamentar defende que o Fiagro seja um instrumento para garantir crédito rápido e acessível ao setor agropecuário. “Queremos dinheiro barato, simplificado e sem burocracia para garantir o crescimento do agro”, pontuou.

Evair reforçou que a FPA e outros setores do Congresso Nacional trabalharão para derrubar o veto e manter os incentivos aos Fiagros e aos Fundos Imobiliários. “O governo terá que enfrentar a Frente Parlamentar da Agropecuária e as forças produtivas no Congresso. E ele será derrotado”, concluiu.



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Ministro da Agricultura diz que preços dos alimentos tendem a baixar com super safra e dólar



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o preço dos alimentos tende a baixar, devido a uma “super safra” prestes a ser entregue e aos dois Planos Safras já lançados pelo governo federal. As declarações ocorreram em conversa com jornalistas após um encontro com a bancada do seu partido, o PSD, na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (4).

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“No que tange ao Ministério da Agricultura, para o combate à alta dos preços dos alimentos, fizemos os dois planos Safras mais fortes da história e, dada a mudança climática, temos uma super safra na iminência de ser entregue à população brasileira. Isso tende a baixar o preço dos alimentos e a dar mais viabilidade”, declarou.

Fávaro também mencionou a variação cambial e citou a aproximação do dólar ao valor de R$ 5,80. “O reflexo vai também acontecer no preço dos alimentos”, afirmou.

O ministro disse, ainda, que vê como necessário o incentivo do plantio dos produtos da cesta básica que possam ter diminuição de ofertas. Ele disse que pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um “tratamento diferenciado” ao Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

“Se a gente tiver qualquer perspectiva de diminuição na produção de batata, por exemplo, então que a gente incentive de forma mais contundente os produtores de batata”, declarou.

O líder do PSD na Câmara, Antonio Brito, também disse que a bancada “demonstrou satisfação com o ministro”, em meio a discussões no governo federal sobre uma reforma ministerial nos próximos meses.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja sobe com pausa nas tarifas dos EUA


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira em alta, impulsionada pela suspensão temporária das tarifas dos Estados Unidos sobre importações do México e Canadá. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para março subiu 1,56%, ou 16,25 cents/bushel, para US$ 1058,25. O contrato de maio avançou 1,44%, ou 15,25 cents/bushel, fechando em US$ 1072,75. No complexo da soja, o farelo para março teve alta de 0,86%, a US$ 303,7/ton curta, enquanto o óleo subiu 0,87%, para US$ 46,51/libra-peso.

A alta foi impulsionada pelo acordo firmado pelo governo americano com o México e, após o fechamento do pregão, também com o Canadá, suspendendo por um mês a implementação de tarifas sobre importações desses parceiros. Esse movimento trouxe otimismo ao mercado, refletindo positivamente sobre os preços dos grãos, apesar da alta volatilidade ainda presente no cenário comercial.

Outro fator relevante foi a piora das condições climáticas na Argentina, que superou as projeções de aumento de produtividade da safra brasileira feitas por algumas consultorias. A preocupação com o impacto do clima sobre a produção argentina sustentou os preços da soja, compensando parte do efeito de uma colheita mais robusta no Brasil.

No lado comercial, os Estados Unidos embarcaram 37,30% mais soja do que na semana anterior, reforçando o otimismo com a demanda externa. Com a pausa nas tarifas e a continuidade das negociações, o mercado segue atento aos próximos desdobramentos, que podem influenciar a dinâmica de preços nas próximas sessões. As informações foram divulgadas nesta manhã.





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Dólar cai pela 12ª vez e ata do Copom mantém cautela sobre juros; ouça análise de especialista


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a 12ª queda seguida do dólar, que fechou em R$ 5,77, e o tom mais duro do Copom na ata, mantendo cautela sobre os juros.

O Ibovespa caiu 0,65%, enquanto a frustração com o adiamento da conversa entre Trump e Xi Jinping pesou nos mercados.

Hoje, o foco está na PIM no Brasil e nos dados de emprego e PMI de serviços nos EUA e Europa.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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