domingo, julho 5, 2026

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Importações predatórias atingem indústria química


A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) alertou sobre a crise enfrentada pelo setor químico nacional devido às importações predatórias, especialmente dos Estados Unidos e da Ásia. Em 2024, o Brasil importou US$ 63,9 bilhões em produtos químicos, o segundo maior valor da série histórica, atrás apenas dos US$ 80,3 bilhões de 2022. 

O volume importado cresceu 11,5% em relação a 2023, totalizando 65,3 milhões de toneladas, com destaque para os 41,1 milhões de toneladas de intermediários de fertilizantes. Esses insumos poderiam ser produzidos no Brasil se houvesse maior oferta de gás a preços competitivos. Esse cenário resultou no aumento da capacidade ociosa da indústria nacional, afetando a competitividade do setor. 

O crescimento das importações impactou a produção local, especialmente em resinas e elastômeros (32,4%), orgânicos (14,3%), inorgânicos (9,1%) e outros químicos industriais (9,3%). Os produtos chegaram ao Brasil com preços 6,3% menores que no ano anterior, prejudicando a indústria e levando ao fechamento de fábricas estratégicas. A Ásia foi a principal origem das importações, representando 31% do total, com um déficit comercial de US$ 18 bilhões. 

Apesar das dificuldades, as exportações brasileiras de produtos químicos cresceram 4,3%, totalizando US$ 15,2 bilhões. O déficit comercial do setor foi de US$ 48,7 bilhões, uma redução em relação ao recorde de US$ 63 bilhões de 2022, graças aos preços baixos dos produtos importados. O Brasil teve saldo positivo apenas com Mercosul e Aladi, enquanto enfrentou déficits com a União Europeia, Nafta e Ásia.

   





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Governo lança plano de escoamento da Safra 2024/25 com R$ 7,15 bi em investimentos


Com a expectativa de que a colheita de grãos da safra 2024/2025 seja a maior da história do Brasil, o governo federal apresentou, hoje (5), um plano para o escoamento da produção, que deve crescer 8,3%, alcançando um total de 322,47 milhões de toneladas de grãos.

Para garantir eficiência no grande fluxo, os ministérios de Portos e Aeroportos (MPOR), dos Transportes e da Agricultura e Pecuária apresentaram o plano para reforçar a infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária do país.

O governo federal vai investir R$ 7,15 bilhões em medidas. A cifra inclui investimentos públicos previstos pelo MPor e considera valores previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2025.

O ministro de Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a importância da iniciativa para o escoamento da safra.

“A gente não dá a dimensão e o valor da força brasileira, da força de empresários, da produção agrícola, da infraestrutura, de construção de obra, de empresários que acreditam em concessões, empresários que acreditam no crescimento desse país e estão fazendo as coisas acontecerem. O resultado disso é o crescimento da economia, é o crescimento das oportunidades” disse.

De acordo com o Ministério dos Transportes, apenas no ano passado, os corredores do agro receberam R$ 3,6 bilhões em melhorias nas rotas por onde passaram cerca de 298 milhões de toneladas de alimentos como arroz, feijão, soja e milho.

“O Brasil cresce em exportação porque tem infraestrutura de qualidade. E esse é um desafio nosso, porque a safra vai aumentar ainda mais”, afirmou o ministro Renan Filho, durante o evento de lançamento.

Ministro dos Transportes Renan FilhoMinistro dos Transportes Renan Filho

O investimento do Ministério dos Transportes em 2025 vai alcançar R$ 4,5 bilhões e deve ser aplicado para reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade do Brasil no mercado agrícola internacional. As obras estarão integradas ao Novo PAC e as melhorias estarão concentradas no Arco Norte e o Corredor Sul e Sudeste, vias importantes para o agronegócio brasileiro.

“O centro gravitacional da produção agrícola mudou, saiu do Sul e migrou para o Mato Grosso, a infraestrutura precisou toda ser deslocada”, comentou o ministro dos Transportes.

Portos

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, salientou que os portos brasileiros desempenham um papel essencial na economia do país, sendo as principais vias de entrada e saída do comércio exterior.

Ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa FilhoMinistro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho
Ministro Silvio Costa Filho durante o lançamento do Plano Safra

Entre as iniciativas, destacam-se projetos voltados para a melhoria da infraestrutura logística na região Norte, como a implantação de um terminal de cargas, e um projeto para recuperação do cais flutuante do Porto de Porto Velho (RO). Também haverá a ampliação e modernização do cais.

Silvio Costa Filho também falou sobre a implantação de um terminal de cargas e ampliação do terminal da Cargill Agrícola S.A no Porto-Cidade de Santarém (PA).

*Com informações do Ministério dos Transportes e de Portos e Aeroportos



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Brasil vai aplicar reciprocidade em caso de taxação dos Estados Unidos, diz Lula



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (5), que, em uma eventual taxação do governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, vai aplicar o princípio da reciprocidade. “É lógico. O mínimo de decência que merece um governo é utilizar a lei da reciprocidade”, disse em entrevista a rádios de Minas Gerais.

O presidente norte-americano, Donald Trump, vem prometendo aplicar tarifas abrangentes a diversos países com superávit comercial com os Estados Unidos, como a China e até a parceiros mais próximos como México e Canadá.

Contudo, o Brasil vive situação oposta, tem déficit comercial, ou seja, comprou mais do que vendeu aos estadunidenses, e ainda não foi taxado diretamente, mas deve receber reflexos da guerra de tarifas.

Lula lembrou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite a taxação de até 35% para qualquer produto importado. “Para nós, o que seria importante seria o Estados Unidos baixarem a taxa, e nós baixarmos a taxação. Mas se ele, ou qualquer país, aumentar a taxa de imposto para o Brasil, nós iremos utilizar a reciprocidade, nós iremos taxar eles também”, disse.

Tal situação, para o presidente, é simples e democrática e não envolve questões ideológicas. “O que eu acho é que o mundo está precisando de paz, de serenidade”, acrescentou o presidente, defendendo que “a diplomacia volte a funcionar” e que a harmonia entre os países seja restabelecida.

Brasil pode ser beneficiado

Para o presidente da Câmara Brasil-China, Charles Tang, Donald Trump fará um acordo comercial com o presidente da China, Xi Jinping. “O Trump não é de guerra, ele quer os Estados Unidos em primeiro lugar. Essas tarifas que ele está colocando foi o que ele prometeu fazer na campanha dele e o povo norte-americano o elegeu para ele fazer essa guerra comercial”, considera.

De acordo com Tang, no governo do ex-presidente Joe Biden, os Estados Unidos “provocou” a China e, agora, Trump transformará essa atmosfera de crise entre os dois gigantes em uma época de maior pacificação. “Então essas tarifas que os Estados Unidos impõe à China só beneficiam o Brasil. O Brasil vai conseguir vender sem tarifas e a China vai conseguir comprar
pelo preço norte-americano”.

Para Lula, os Estados Unidos estão se isolando do mundo, mas também precisam de boas relações com outros países. “Nenhum país, por mais importante que seja, pode brigar com todo mundo o todo tempo”, disse.

Segundo o presidente, Trump precisa entender a importância do grupo econômico de países emergentes. “O Brics significa praticamente metade da população mundial, significa quase metade do comércio exterior nesse mundo e nós temos o direito de discutir a criação de uma forma de comercialização em que a gente não dependa só do dólar. Não foi o mundo que decidiu que o dólar seria a moeda [oficial das transações comerciais], foi os Estados Unidos”.

Lula também alertou que não se deve ter preocupação com as “bravatas” do presidente Donald Trump, já que “ninguém pode viver de bravata a vida inteira”. “É importante que a gente comece a selecionar as coisas sérias para que a gente possa discutir”, afirmou.



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Tensões comerciais e seus efeitos


A recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre medidas de reciprocidade, caso Donald Trump aumente as tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, reacendeu o debate sobre os impactos de uma possível guerra comercial entre os dois países. Se confirmada, a disputa pode afetar setores estratégicos da economia brasileira, elevando custos para consumidores e exportadores.

Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em Direito Tributário, alerta para as consequências dessa escalada de tensões. Segundo ele, se os EUA aumentarem as tarifas e o Brasil reagir da mesma forma, a relação entre os países pode se deteriorar a ponto de uma guerra comercial. 

“Caso os Estados Unidos realmente aumentem tarifas para produtos do Brasil, e o governo brasileiro reaja da mesma forma, a relação entre os dois países pode se deteriorar a ponto de caracterizar uma guerra comercial. O grande questionamento aqui é: quem sai perdendo?”, analisa o tributarista.

As ações de Trump geraram questionamentos sobre a violação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que busca garantir um comércio internacional justo. Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, pode ser contestado na OMC, mas medidas protecionistas, mesmo contestadas, afetam o comércio global.

“Quando um país aumenta tarifas unilateralmente, ele pode ser questionado no Órgão de Solução de Controvérsias da OMC. Isso já aconteceu antes, e os EUA foram derrotados em disputas anteriores. No entanto, medidas protecionistas, mesmo que contestadas, acabam impactando o comércio global”, explica Censoni Filho.

Se a guerra comercial avançar, os efeitos serão sentidos pelo consumidor. Aumento de tarifas sobre produtos como trigo pode elevar o preço do pão, por exemplo, além de reduzir a oferta de certos itens no mercado. Censoni Filho ressalta que os desdobramentos dessa disputa podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor final. “Os desdobramentos podem afetar desde grandes exportadores até o consumidor que faz compras no supermercado”, conclui.

 





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Brasil deve exportar até 11 milhões de toneladas de soja em fevereiro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil exporte entre 8,3 milhões e 11,2 milhões de toneladas de soja em fevereiro, segundo seu boletim semanal. Em janeiro, os embarques da oleaginosa somaram 1,1 milhão de toneladas, enquanto em fevereiro de 2024 foram 9,6 milhões de toneladas.

Milho, farelo de soja e trigo

Milho: previsão de 1,02 milhão de toneladas, contra 3,1 milhões em janeiro e 794 mil em fevereiro de 2024.
Farelo de soja: exportações devem somar 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 1,6 milhão de toneladas de janeiro, mas acima das 1,4 milhão de fevereiro de 2024.
Trigo: projeção de 478,2 mil toneladas, ante 657,9 mil toneladas em janeiro e 538,4 mil toneladas no mesmo mês do ano passado.

Desempenho semanal

Na semana entre 26 de janeiro e 1º de fevereiro, os embarques foram:

  • Milho: 499,5 mil toneladas
  • Soja: 230,7 mil toneladas
  • Farelo de soja: 728,1 mil toneladas
  • Trigo: 234 mil toneladas

Para a semana de 2 a 8 de fevereiro, com base no line-up dos portos, a Anec projeta:

  • Milho: 601,1 mil toneladas
  • Soja: 2,36 milhões de toneladas
  • Farelo de soja: 456,8 mil toneladas
  • Trigo: 176,9 mil toneladas



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Ibama apreende 40 toneladas de peixe durante operações


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, nesta terça-feira (4), uma fiscalização em empresas que exercem atividades pesqueiras, em Icoaraci, distrito de Belém (PA), no âmbito da operação Caburi II.

Durante a operação, os agentes do Instituto verificaram as licenças ambientais, notas fiscais dos pescados e conferiram as espécies que estariam no período de defeso.

O trabalho identificou que duas das empresas estavam funcionando sem documentação válida pelos órgãos ambientais. Em uma delas, ficou constatado que parte do produto pesqueiro não apresentava comprovante de origem legal, além de não possuir o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). A empresa teve suas atividades suspensas até a devida regularização.

A Operação Caburi II apreendeu 31 toneladas de peixes de várias espécies e 100 quilos de camarão rosa, que está no período do defeso. As empresas foram multadas, até o momento, em aproximadamente R$ 680 mi. O pescado apreendido foi doado ao programa social Mesa Brasil, que beneficia a população em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização no Ceará apreende 10 toneladas de pescado

Em janeiro, a Equipe de Fiscalização de Comércio Exterior do Ibama no Ceará (Efex/CE) realizou uma série de operações que culminaram com a apreensão de mais de 10 toneladas de pescado ilegal.

APREENSÃO DE PEIXES CEARÁ IBAMAAPREENSÃO DE PEIXES CEARÁ IBAMA

As ações tiveram foco no município de Acaraú (CE), no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante (CE), no Aeroporto Internacional de Fortaleza e no Mercado São Sebastião, na capital cearense.

O Ibama realizou inspeções no Porto do Pecém e em uma empresa de Acaraú, com foco na fiscalização de cargas de pescado em processo de exportação, especialmente do pargo (Lutjanus purpureus), espécie em risco de extinção.

No local os fiscais apreenderam 4.380 kg de pargo que seriam exportados para os Estados Unidos, além de outros 4.390 kg da mesma espécie, capturados ilegalmente e estocados para futura exportação. A pesca foi realizada em profundidades proibidas pela legislação brasileira ou dentro de Unidades de Conservação de Proteção Integral.

No Aeroporto Internacional de Fortaleza, um carregamento de 1.321 quilos de pescado que seria exportado para os Estados Unidos de forma irregular foi apreendido. A carga; composta por sirigado (Mycteroperca bonaci), guaiúba (Ocyurus chrysurus), ariacó (Lutjanus synagris) e cioba (Lutjanus analis); não possuía origem válida, o que indica que foi proveniente de pescarias ilegais.

Comércios de pescado de Fortaleza também foram alvos da operação e todo o pescado foi doado a Organizações Militares (Marinha do Brasil e Exército Brasileiro), ao Ministério da Saúde, com destinação ao Distrito Sanitário Especial Indígena do Estado do Ceará (Dsei-CE), e, também, ao Programa Mesa Brasil.

Defeso

Pargo, gurijuba, pirarucu, mapará, pirapitinga, curimatá, aracu, pacu, jatuarana, fura calça, branquinha e camarão rosa são espécies de pescado que se encontram no período do defeso. O defeso, período durante o qual a pesca de determinada espécie é proibida com o intuito de proteger a reprodução desses animais, é necessário para garantir a reprodução e manutenção das espécies e, por consequência, toda a atividade pesqueira.

Qualquer atividade pesqueira sem a licença obrigatória e o RGP (Registro Geral de Pesca) coloca em risco as espécies e a própria pescaria, trazendo prejuízos ao ambiente e à cadeia produtiva do pescado.

*Com informações do Ibama



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Como está a colheita da soja no Paraná?



O Paraná, um dos três maiores produtores de soja do Brasil, já colheu 23% da área plantada com soja na safra 2024/25, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). A colheita segue em ritmo semelhante ao registrado no ano passado, quando, na mesma época, 25% da área havia sido colhida. A safra de soja no estado é projetada em 21,34 milhões de toneladas, um aumento de 15% em comparação com a safra anterior.

Entretanto, o Deral destaca algumas preocupações com as chuvas recentes. Embora as precipitações tenham beneficiado as lavouras mais novas de soja, que representam uma pequena parcela da produção, não houve melhorias nas lavouras em fase final de frutificação, o que pode afetar a produtividade.

Além disso, o excesso de chuvas tem gerado apreensão quanto à qualidade dos grãos, especialmente nas áreas que estão em pré-colheita, dificultando também a aplicação de defensivos contra pragas e doenças.

O Departamento também informou que o plantio de milho segunda safra no Paraná avançou para 28% da área projetada, e a colheita da primeira safra de milho já atingiu 11% da área total. A expectativa para a segunda safra de milho é de 15,53 milhões de toneladas, com aumento de 24% em relação ao ciclo anterior, impactado por condições climáticas desfavoráveis.



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Agricultores atingidos pelo rompimento da Barragem do Fundão devem fazer novo acordo



O governo federal implementará o Programa de Transferência de Renda Rural (PTR-Rural) para agricultores familiares impactados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em 2015. A iniciativa faz parte do Novo Acordo de Mariana (MG) e visa reparar os danos causados à Bacia do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo.

O programa beneficiará agricultores familiares e assentados da reforma agrária nos dois estados, auxiliando na retomada das atividades produtivas. O PTR-Rural prevê um auxílio mensal de 1,5 salário mínimo por 36 meses, seguido de 1 salário mínimo por mais 12 meses.

Quem pode receber o benefício?

Para acessar o recurso, é necessário estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou ter DAP ativa até 6 de março de 2025 e possuir propriedades nas seguintes áreas:

  • Até 5 km da calha do Rio Gualaxo do Norte, do Rio Carmo ou do Rio Doce (MG)
  • Até 5 km da calha do Rio Doce, entre Baixo Guandu e o distrito de Farias, em Linhares (ES)
  • Na mancha de inundação, do distrito de Farias até a foz do Rio Doce (ES)

Os agricultores que ainda não possuem inscrição no CAF devem procurar uma instituição cadastradora em seu município para se regularizar o quanto antes. As dúvidas e orientações sobre o PTR-Rural podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-000-7110.

Acordo de Mariana

Em outubro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o Novo Acordo do Rio Doce, que destinará R$ 132 bilhões para ações de recuperação ambiental e apoio à população local. Desse valor, R$ 100 bilhões serão repassados ao poder público pelas empresas responsáveis, enquanto R$ 32 bilhões permanecerão sob responsabilidade das mineradoras.

*Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar



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tarifas contra Canadá e México elevariam preços nos EUA



Embora a China tenha anunciado tarifas sobre equipamentos agrícolas fabricados nos Estados Unidos, os fabricantes Deere, CNH Industrial e AGCO enfrentam uma ameaça maior com uma possível guerra comercial na América do Norte. As vendas, cadeias de suprimentos e unidades de produção dessas empresas estão fortemente integradas nos EUA, Canadá e México.

Na segunda-feira (3), o governo dos EUA suspendeu por 30 dias a imposição de tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá, após abrir negociações com os dois países sobre o controle das fronteiras.

A CNH, que tem as marcas Case IH e New Holland, informou nesta terça-feira (4) que cerca de US$ 400 milhões de suas importações estariam sujeitas às tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México. “Qualquer aumento nos custos será repassado aos nossos clientes”, disse o CEO da CNH, Gerrit Marx, durante teleconferência com analistas.

Segundo ele, a empresa está avaliando opções para realocar parte da produção, a fim de reduzir a exposição às tarifas. Essas mudanças poderiam levar até 18 meses para serem concluídas, e não serão realizadas se as tarifas forem de curto prazo, acrescentou Marx.

Já a tarifa retaliatória de 10% imposta pela China a tratores, colheitadeiras e outros equipamentos agrícolas fabricados nos EUA provavelmente terá impacto mínimo sobre os fabricantes americanos, segundo analistas. De acordo com uma análise do banco de investimento Jefferies, baseada em dados do Census Bureau, as exportações americanas de equipamentos agrícolas para a China somam cerca de US$ 500 milhões por ano. Para efeito de comparação, as vendas totais de equipamentos da Deere no ano passado foram de quase US$ 45 bilhões.



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Preço do algodão recua em janeiro após dois meses de alta



Preço do algodão em pluma perdeu força




Foto: Canva

Após dois meses de valorização, o preço do algodão em pluma perdeu força em janeiro, conforme levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). No acumulado do mês, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em oito dias, registrou queda de 1,92%, encerrando janeiro a R$ 4,1143/lp.

A média mensal foi de R$ 4,1567/lp, valor 0,26% superior ao de dezembro de 2024, mas ainda 2,45% inferior ao de janeiro de 2024, considerando a correção pelo IGP-DI de dezembro de 2024.

Segundo pesquisadores do Cepea, embora alguns vendedores tenham se mantido ativos no mercado spot ao longo do mês, a demanda enfraquecida influenciou a retração nos preços. As novas aquisições ocorreram de forma pontual, concentradas especialmente nas últimas semanas de janeiro.

Além disso, agentes do setor focaram na formalização de novos contratos, tanto para a entrega da safra 2023/24 nos próximos meses quanto para as próximas temporadas, incluindo a 2024/25 e a 2025/26.





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