O mercado brasileiro de soja teve um dia calmo nesta quarta-feira (5), com preços de estáveis a mais baixos. A queda de Chicago contribuiu para os poucos movimentos de negócios. Os vendedores seguram seu produto, à espera de preços melhores. A indústria oferta indicações mais firmes no curto prazo.
Confira os preços da soja:
Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
Missões (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,50
Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,50
Cascavel (PR): preço manteve-se em R$ 125,00
Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
Dourados (MS): preço caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 115,00 para R$ 114,00
Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela falta de urgência de Donald Trump em negociar com a China a implementação de tarifas comerciais. Em meio às incertezas, os investidores realizaram lucros.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 18,00 centavos de dólar ou 1,67% a US$ 10,57 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,72 1/4 por bushel, com recuo de 15,75 centavos, ou 1,44%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 5,70 ou 1,81% a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,09 centavos de dólar, com recuo de 0,67 centavo ou 1,46%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,41%, negociado a R$ 5,7935 para venda e a R$ 5,7915 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7503 e a máxima de R$ 5,8178.
A China formalizou queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas de 10% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no fim de semana.
Segundo comunicado da OMC, o país asiático alega que as medidas tarifárias dos norte-americanos violam as obrigações em relação ao status de nação mais favorecida, com base nas normas da entidade de comércio global.
A queixa inicia uma disputa oficial entre as duas maiores economias do planeta no âmbito da OMC.
Nos próximos 60 dias, serão realizadas consultas com as duas partes para discutir o assunto e buscar uma solução satisfatória sem a necessidade de um litígio.
Se não houver acordo no período, a China poderá solicitar a decisão de um painel.
O Brasil poderá exportar carne bovina e derivados para o Suriname, país da América do Sul, anunciou nesta quarta-feira (5), o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro.
“Abrimos mercado para exportar carne bovina brasileira ao Suriname. São 325 mercados abertos para produtos da agropecuária brasileira desde o início do governo Lula”, afirmou Fávaro, durante abertura do evento para apresentação de medidas para escoamento da safra de grãos 2024/25.
O ministro disse que a abertura de inúmeros mercados para produtos da agropecuária nacional não seria possível se a infraestrutura do Brasil não fosse eficiente.
“Aberturas de mercados crescentes demandam investimentos em infraestrutura para sermos competitivos”, afirmou Fávaro.
Segundo levantamentos realizados pelo Comex Stat, os principais itens brasileiros exportados para o Suriname são produtos alimentícios e animais vivos. Nesta categoria, o faturamento foi de US$ 10,13 milhões em 2024.
O governo federal vai reduzir de 20% para 15% o limite de alimentos processados e ultraprocessados que poderão compor o cardápio das escolas públicas brasileiras em 2025, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
O objetivo é oferecer alimentação mais saudável aos estudantes, priorizando alimentos mais nutritivos, produção local e maior diversidade de cultura alimentar das regiões do país.
A determinação consta em uma nova resolução do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Em 2026, o limite de ultraprocessados na merenda será reduzido ainda mais, para até 10%.
O programa atende 40 milhões de crianças e jovens em 150 mil escolas dos 5.570 municípios do Brasil. São 50 milhões de refeições diárias e cerca de 10 bilhões por ano, com custo anual de cerca de R$ 5,5 bilhões.
O anúncio foi feito durante a 6ª edição do Encontro Nacional do PNAE, em Brasília, na tarde desta terça-feira (4), em Brasília, que contou com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Educação, Camilo Santana, de outras autoridades, além de merendeiras, nutricionistas e integrantes da comunidade escolar de diversas regiões do país, como professores, gestores e os próprios estudantes. O evento não ocorria há 15 anos.
“Nossa dívida histórica com a educação é quase impagável em um século. Até o começo do século passado, ninguém se importava se criança tinha que ir para escola. Aliás, não era obrigatório ir para escola. Menina não podia ir para escola para não aprender a escrever carta para o namorado. E menino não tinha que ir para escola porque tinha que ir trabalhar, cortar cana, qualquer outra coisa”, afirmou Lula.
“E isso justifica, quando a gente investe na alimentação escolar, porque ninguém consegue estudar com barriga vazia. Uma criança que sai de casa sem tomar café, que não jantou uma janta de qualidade com as calorias e a proteínas necessárias à noite, o que ela vai aprender na escola? Quem nunca passou fome não sabe a capacidade de não aprender nada com fome. É duro. Paulo Freire dizia, quando a gente come, a gente fica inteligente”, acrescentou o presidente.
Qualidade da alimentação
“Nós sabemos os impactos desses alimentos [ultraprocessados] na alimentação dessas crianças, o problema da obesidade. Portanto, o PNAE vai garantir qualidade nessa alimentação”, destacou o ministro Camilo Santana, em discurso ao anunciar a medida.
O ministro também informou que o programa vai priorizar a compra da agricultura familiar com recorte para mulheres agricultoras. A lei já prevê que 30% dos alimentos comprados da agricultura alimentar devem ser provenientes da agricultura familiar.
“O PNAE já um grande indutor e essa nova diretriz potencializa ainda mais esse impacto, garantindo que mulheres agricultoras tenham papel central na alimentação de nossas escolas”.
“Nós ficamos muito tempo na escola, e com o lanche que as merendeiras fazem, nos ajuda na concentração, na hora da atividade, da explicação do professor, no foco”, descreveu o estudante Miguel Moura, 13 anos, aluno do 8º ano do Centro de Ensino Fundamental 3 (CEF3), de Sobradinho, no Distrito Federal.
Saíram biscoitos industrializados, entraram canjica, cuscuz, maior oferta de frutas, feijão in natura, entre outros gêneros alimentícios, explica Jaqueline de Souza, nutricionista que participa do programa. “Melhorou muito a alimentação escolar no país”, afirmou, em um vídeo institucional divulgado pelo MEC.
“Muitas das vezes, a merenda escolar é a única refeição de qualidade do estudante naquele dia”, afirmou a presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba.
De acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional 2023, do Ministério da Saúde, a cada sete crianças brasileiras, uma está com excesso de peso ou obesidade. Isso significa 14,2% das crianças com menos de cinco anos. A média global é de 5,6%. Entre os adolescentes, a taxa é ainda mais alta e atinge 33% do total.
Projeto Alimentação Nota 10
Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência
Durante o encontro, o governo lançou o projeto Alimentação Nota 10, para capacitar merendeiras e nutricionistas do PNAE em segurança alimentar e nutricional.
O investimento será de R$ 4,7 milhões, numa parceria entre FNDE, Itaipu Binacional, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissionalizante e Tecnológico.
“A abordagem busca criar um ambiente colaborativo para promover práticas alimentares saudáveis, sustentáveis e ecologicamente conscientes para mais de 4,5 mil nutricionistas”, informou o governo.
Em 2023, o governo concedeu reajuste 39% no valor da merenda escolar para os ensinos médio e fundamental, etapas que representam mais de 70% dos alunos atendidos. Para a educação infantil e escolas indígenas ou quilombolas, o reajuste foi de 35%, enquanto para as demais etapas e modalidades, o percentual ficou em 28%. Até então, a alimentação escolar estava há cerca de seis anos sem reajuste.
Os preços da soja estão em leve queda nesta manhã, com a cotação na CBOT para março registrando US$ 1.073,75, uma queda de 1,25 pontos, segundo a TF Agroeconômica. Esse movimento é impulsionado pela baixa nos preços do óleo, devido à possibilidade de maior importação de óleo de canola canadense para os Estados Unidos, além da continuação das tarifas sobre as importações chinesas e uma leve recuperação das chuvas nas áreas produtoras da Argentina.
“O atraso na colheita no Brasil e a valorização do real frente ao dólar, que melhorou a competitividade das exportações norte-americanas em detrimento das brasileiras, também dão suporte”, comenta.
No mercado de milho, os preços apresentam uma leve alta, com o contrato de março da CBOT alcançando US$ 496,50, uma variação positiva de 2,0 pontos. Fatores como o adiamento das tarifas impostas pela Casa Branca aos principais parceiros comerciais, México e Canadá, além do atraso na semeadura da safrinha no Brasil, são responsáveis por esse movimento positivo.
“Quanto à Argentina, embora chuvas muito necessárias estejam sendo registradas hoje em várias áreas agrícolas do país, uma onda de calor está prevista para o fim de semana, o que pode prejudicar novamente o desenvolvimento das lavouras, que estão na fase-chave que determinará seu rendimento futuro”, completa.
Já o trigo registrou preços mais altos em Chicago e Kansas, com a CBOT para março chegando a US$ 581,25, alta de 4,25 pontos. Esse aumento é impulsionado pelo adiamento das tarifas contra o México, que é um mercado-chave para as exportações de trigo dos EUA, e pela desaceleração das exportações da região do Mar Negro. A desvalorização do dólar frente ao euro também contribui para essa tendência, melhorando a competitividade das exportações americanas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu novo alerta de grande perigo por conta de onda de calor para o Rio Grande do Sul. Há risco de as temperaturas, que chegaram a ultrapassar 40 °C em algumas localidades (veja mais abaixo), ficarem 5 °C acima da média até a próxima segunda-feira (10) em boa parte do estado, o que pode ocasionar problemas de saúde.
Área sob alerta de grande perigo por conta de onda de calor no Rio Grande do Sul. Fonte: Climatempo
O Rio Grande do Sul enfrentou mais uma tarde extremamente quente nesta quarta-feira (5). Em alguns locais, segundo a Climatempo, a temperatura voltou a superar a marca de 40 °C, fazendo do estado o local mais quente do Brasil, repetindo a condição dos últimos dias. Na terça-feira (4), o município de Quaraí, na fronteira com o Uruguai, atingiu 43,8°C, a maior temperatura registrada no estado desde o início do século XX e a mais alta do Brasil em 2025 até o momento.
10 maiores temperaturas no Brasil no dia 5 de fevereiro (até 16h)
Quaraí (RS): 42 °C
Santiago (RS): 40,3 °C
Uruguaiana (RS): 40,1 °C
São Vicente do Sul (RS): 39,1 °C
Dom Pedrito (RS): 38,9 °C
Teutônia (RS): 38,8 °C
Santa Maria (RS): 38,8 °C
Bagé (RS): 38,5 °C
São Gabriel (RS): 38,3 °C
Campo Bom (RS): 38,2 °C
Santana do Livramento (RS): 38 °C
A onda de calor que atinge o sul do Brasil e parte da América do Sul tem mantido as temperaturas elevadas, afetando também Paraguai, Uruguai e o norte da Argentina. Segundo a previsão meteorológica, o calor deve persistir nos próximos dias, podendo levar a novos recordes em cidades como Porto Alegre.
Calor extremo em Mato Grosso do Sul e Paraná
A onda de calor também afeta áreas próximas à fronteira do Paraguai nos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Na terça-feira, Porto Murtinho (MS) registrou 38,5 °C, enquanto Baixo Iguaçu (PR) atingiu 37,1 °C na terça-feira.
Temperaturas elevadas no Sudeste
No Sudeste, o calor intenso atinge o Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de partes do norte e leste de Minas Gerais. Diferentemente do Sul, as altas temperaturas na região são resultado da baixa nebulosidade, pouca chuva e ausência de massas de ar frio de origem polar.
Na cidade do Rio de Janeiro, os termômetros marcaram 37,2 °C, enquanto Alfredo Chaves (ES) registrou 36,5 °C. Em Muriaé (MG), a máxima foi de 36,1 °C. Não há previsão de passagem de frente fria pelo Sudeste nas próximas 48 horas, o que pode manter o calor elevado nos próximos dias.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou, nesta quarta-feira (5), ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Hugo Motta (Republicanos), a agenda econômica do governo federal com as prioridades para o biênio de 2025 e 2026.
“Trouxemos uma pauta com 25 iniciativas, das quais 15 ainda dependem do Legislativo, oito projetos que já estão tramitando, e sete que serão encaminhados nas próximas semanas. São projetos estratégicos, estamos falando de projetos que vão ter impacto em algum mercado, em algum setor da economia importante”, destacou o ministro.
Após a reunião, Haddad e Motta, em declaração à imprensa, destacaram a importância da parceria entre Legislativo e Executivo para o cumprimento da agenda apresentada hoje.
“O Brasil tem um grande desafio econômico para o ano de 2025 e nada melhor do que essa cooperação entre o poder Executivo e o poder Legislativo para que a agenda aqui seja priorizada e possamos entregar o melhor para a sociedade brasileira”, afirmou o presidente da Câmara.
A lista de prioridades apresentada se divide em três temas: estabilidade macroeconômica, melhoria do ambiente de negócios e plano de transformação ecológica. Entre os tópicos estão:
Plano Safra e Renovagro – aprimoramento dos critérios de sustentabilidade para melhoria das condições de crédito para práticas agrícolas sustentáveis e regularização do cadastro ambiental, além de assistência técnica. As resoluções já foram expedidas pelo Conselho Monetário Nacional e novas medidas de aprimoramento nos próximos Planos Safra
Fortalecimento do arcabouço fiscal, para assegurar expansão sustentável do PIB, desemprego e inflação baixos e estabilidade da dívida.
Reforma tributária sobre a renda, com isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e criação de alíquota sobre rendimentos altos.
Avanço na implantação do mercado de carbono (governança e decreto regulamentador) – Criação do mercado regulado no Brasil, com teto de emissões e mecanismo de precificação
Estruturação do Fundo Internacional das Florestas – criação de fundo global cujos rendimentos sejam repassados a países que preservam suas florestas tropicais.
Além disso foi apresentado a Limitação dos supersalários, o aprimoramento da governança na Lei de Falências e a reforma da previdência dos militares.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entregou, entre segunda-feira e terça-feira (3 e 4), 51 equipamentos agrícolas a municípios de Pernambuco. A ação ocorreu na Superintendência de Agricultura e Pecuária de Recife (SFA-PE).
A ação, que contou com a participação e parceria do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), beneficiou 23 municípios, sendo 12 prefeituras e 11 associações.
Entre os equipamentos entregues, estavam tratores, retroescavadeiras e motoniveladoras que foram adquiridos com recursos provenientes de realocações e sobras orçamentárias de diversas fontes da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024.
“Vários municípios estão sendo agraciados com máquinas e equipamentos, fruto do trabalho realizado pelo Governo Federal. Estamos aqui entregando não só apenas máquinas, mas estamos nutrindo produção e o desejo para o melhor do nosso estado e nosso povo”, destacou o superintendente da SFA-PE, Flávio Sotero.
O Ministério da Agricultura estima que 1,250 bilhão de toneladas de produtos agropecuários circulam pelos portos e rodovias nacionais. O número foi apresentado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em evento conjunto com as pastas da infraestrutura para apresentação das medidas para escoamento da safra de grãos 2025.
A perspectiva de movimentação inclui a previsão de safra recorde de grãos em 2024/25 estimada em 322,25 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de carnes e açúcar do País.
No evento, Fávaro defendeu a eficiência da infraestrutura nacional, afirmando que a logística brasileira é competitiva.
“Se a nossa infraestrutura não fosse tão eficiente, não estaríamos abrindo tantos mercados e exportando. Temos competitividade na infraestrutura”, disse.
Entre as medidas que serão adotadas pela pasta para acelerar o escoamento da produção, Fávaro citou a ampliação dos certificados eletrônicos para movimentação de cargas agropecuárias, como é feito hoje com o Certificado Sanitário Nacional (CSN) digital para trânsito interno de produtos de origem animal. “Isso será acelerado. Para carnes, temos 80 mil certificados eletrônicos sendo emitidos”, pontuou Fávaro.
Outra prioridade da pasta será o chamamento de novos auditores fiscais federais agropecuários, em concurso já aprovado, para atuação nos portos brasileiros. “Para não termos barreiras e as exportações acontecerem”, afirmou.
A colheita da soja no Brasil segue enfrentando atrasos. Até o momento, apenas 8% das lavouras foram colhidas, muito abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado. A principal razão para esse atraso tem sido a falta de chuva e o calor intenso, fatores que afetam diretamente a produtividade das lavouras, principalmente no Rio Grande do Sul.
Nesta segunda-feira (3), Quaraí, cidade localizada no extremo sul do estado, registrou uma temperatura recorde de 42,5°C, a maior já registrada no Brasil em 2025, superando até os 42,4°C do dia 23 de janeiro, também em Quaraí.
O meteorologista do Canal Rural explicou que a chuva continua atrapalhando muito os trabalhos no campo. Arthur Müller detalhou que, apesar disso, a tendência para esta semana é que haja uma aceleração nas operações, com alguns estados começando a avançar na colheita.
Desafios para a soja
A colheita no Brasil segue atrasada. No Mato Grosso, por exemplo, a colheita alcançou apenas 15 a 16% da área plantada, o que também representa um atraso em relação ao ano passado. Em contrapartida, o estado da Bahia tem avançado mais rapidamente, especialmente em áreas irrigadas, onde a ausência de chuvas não impacta tanto a colheita.
No cenário meteorológico, a previsão é que as chuvas continuem afetando a produtividade das lavouras, especialmente no Centro-Oeste e Norte do país. A chuva intensa no Mato Grosso do Sul deve continuar nas próximas semanas, mas a boa notícia é que o tempo mais seco deverá predominar nas regiões Sul, ajudando a acelerar a colheita no Paraná e em Minas Gerais.
Calor extremo e suas consequências
O calor extremo registrado no sul do país tem sido um dos principais fatores dificultando o avanço da colheita. A previsão é que as temperaturas continuem elevadas, especialmente no Rio Grande do Sul, onde as máximas podem ultrapassar os 40°C até quinta-feira. Contudo, uma frente fria deve se aproximar do estado, trazendo chuvas e aliviando o calor intenso.
Previsão para as próximas semanas
Nos próximos 30 dias, o cenário deve continuar com chuvas volumosas no norte do Brasil, especialmente no Matopiba. Já no Sul as chuvas devem se tornar mais frequentes, embora cheguem mais tarde para o Rio Grande do Sul. Para os estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as chuvas devem seguir a tendência de volumes moderados, enquanto São Paulo e Minas Gerais terão períodos de maior estabilidade climática.
A expectativa é que, mesmo com o tempo ainda instável, a colheita da soja ganhe ritmo nas próximas semanas, especialmente com a previsão de uma janela de tempo seco na parte final de fevereiro.