domingo, julho 5, 2026

Agro

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O chamado global à responsabilidade pela produção sustentável



O evento da Abertura Nacional da Colheita da Soja segue a todo vapor, com discussões aprofundadas sobre os desafios e impactos da COP 30 no setor agropecuário brasileiro, com especial atenção a Mato Grosso e à produção de soja.

O primeiro painel, intitulado “Sustentabilidade e os Desafios da COP 30”, reuniu especialistas e líderes do setor para abordar a relevância da sustentabilidade na agricultura e os reflexos dessa conferência global para o Brasil.

O moderador do painel foi Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, que iniciou a conversa destacando a importância da COP 30 para o setor agropecuário, especialmente no contexto da soja.

Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, começou sua fala destacando que a COP 30 trará à tona projetos focados na sustentabilidade da produção agrícola. No entanto, ele questionou a eficácia real da conferência, apontando que, apesar de sua participação nas edições anteriores, as decisões tomadas nem sempre geraram impactos positivos.

Bier destacou que muitas das medidas adotadas nas COPs acabam prejudicando a agricultura brasileira, que ainda é retratada negativamente no cenário internacional, especialmente no que tange ao impacto ambiental.

Além disso, Bier mencionou a Moratória da Soja e defendeu que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) deve fornecer mais apoio ao setor para enfrentar as barreiras comerciais impostas por países como a Europa.

O jornalista, ex-ministro e ex-deputado, Aldo Rebelo, fez uma análise crítica sobre o papel das COPs ao longo dos anos. Rebelo sugeriu que o Brasil aproveitasse a COP 30 para promover um código florestal global, transformando o meio ambiente em um instrumento de desenvolvimento e não uma ferramenta de guerra comercial.

Em relação à saída dos Estados Unidos dos acordos climáticos, Rebelo afirmou que esse movimento enfraquece a COP 30 e compromete os esforços globais. A leitura global será a de que a referência dada por essas conferências perde força, com o afastamento do país mais importante do mundo. Para ele, o governo brasileiro deveria usar a COP para reforçar a importância do meio ambiente como um instrumento de desenvolvimento, em vez de uma disputa entre países.

Daniel Vargas, especialista em questões ambientais, abordou os desafios das COPs e a crise de identidade enfrentada por essas conferências ao longo dos anos. Segundo Vargas, embora o objetivo inicial das COPs fosse a redução das emissões de gases de efeito estufa, elas se concentram, atualmente, em soluções rápidas e econômicas, como a proteção das florestas e a adoção de práticas sustentáveis no setor produtivo.

Ele destacou que, na COP 30, as necessidades dos países tropicais, como o Brasil, precisam ser ouvidas. Vargas alertou que soluções baseadas exclusivamente em modelos europeus não atendem à demanda global por alimentos. O Brasil, para ele, deve chamar o mundo à responsabilidade e apresentar um modelo de produção sustentável que seja viável tanto para o país quanto para o resto do mundo.

O professor também trouxe à tona uma questão central sobre segurança alimentar global. Ele defendeu que a maior ameaça à humanidade não é a preservação ambiental, mas a miséria e a pobreza. “Se um cidadão está lutando contra a fome, não é racional esperar que ele preserve uma árvore”, afirmou o especialista.

Vargas destacou a necessidade de investir em inovação científica e tecnológica para garantir a segurança alimentar e energética no futuro. Ele também ressaltou que a resolução dos desafios ambientais exige a promoção de riqueza e renda para os produtores rurais, que enfrentam não apenas dificuldades internas, mas também ataques de um cenário internacional cada vez mais complexo. O professor concluiu com a proposta de criar um programa global de investimentos em inovação, a fim de garantir que as questões climáticas não prejudiquem a produtividade agrícola.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cesta básica registra alta em 13 capitais do Brasil


O preço da cesta básica registrou alta em janeiro de 2024 em 13 das 17 capitais monitoradas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores elevações ocorreram em Salvador (6,22%), Belém (4,80%) e Fortaleza (3,96%). Por outro lado, quatro cidades apresentaram queda no custo dos itens essenciais: Porto Alegre (-1,67%), Vitória (-1,62%), Campo Grande (-0,79%) e Florianópolis (-0,09%).

A cidade de São Paulo lidera o ranking da cesta básica mais cara do país, com um valor de R$ 851,82, representando aproximadamente 60% do salário mínimo vigente (R$ 1.518). No cálculo do Dieese, para cobrir despesas básicas de uma família de quatro pessoas, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 7.156,15.

Fatores que impulsionaram a alta

O Dieese apontou que o aumento no custo da cesta básica foi impulsionado por três produtos essenciais:

Café em pó, que teve alta em todas as cidades pesquisadas no último ano.

Tomate, cujo preço subiu em cinco capitais e teve aumentos superiores a 40% em Salvador, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, devido às chuvas.

Pão francês, com elevação de preços em 16 das 17 cidades, reflexo da menor oferta de trigo nacional e da necessidade de importação em um cenário de câmbio desvalorizado.

Por outro lado, alguns produtos ajudaram a conter reajustes ainda maiores. A batata registrou queda em todas as capitais nos últimos 12 meses, enquanto o leite integral, apesar de oscilações, ficou mais barato em 12 cidades em dezembro. O arroz e o feijão também apresentaram redução nos preços recentes, devido ao aumento da oferta.





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Acordo entre UE e Mercosul é destaque no Conselho Agropecuário do Sul



A 59ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS) ocorreu em Punta del Este, Uruguai, e reuniu representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O encontro abordou temas estratégicos, como a conclusão do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, a política ambiental europeia, o seguro agrícola e as importações de leite em pó.

Acordos internacionais e sustentabilidade

O primeiro bloco da reunião focou no acordo comercial Mercosul-UE e na reunião com o Conselho da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), onde o Brasil apresentou seu pleito para o reconhecimento internacional como livre de febre aftosa sem vacinação.

No segundo bloco, foram discutidas estratégias para mitigar os impactos das iniciativas ambientais nas relações comerciais e os efeitos do regulamento europeu contra o desmatamento. O ministro Carlos Fávaro reforçou o compromisso do Brasil com a transparência nas práticas agrícolas, mas destacou que não aceitará exigências que ultrapassem a legislação brasileira.

“O Brasil tem uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e daremos total transparência às nossas práticas. Porém, a soberania nacional estará sempre em primeiro lugar”, afirmou Fávaro.

Seguro agrícola como prioridade

O seguro agrícola foi apontado como tema prioritário pelo Brasil. O ministro destacou que o Plano Safra 2025/26 incluirá avanços na proteção ao produtor, com uso de tecnologia e monitoramento climático. Fávaro anunciou que o Rio Grande do Sul será o primeiro estado com cobertura total de radares meteorológicos, o que permitirá maior precisão nas previsões climáticas para o setor agrícola.

COP30

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apoiará tecnicamente a Presidência da COP30 na definição da Agenda de Ação em Agricultura e Sistemas Alimentares. Para isso, foi criado o Comitê Executivo da Agricultura e Pecuária, que facilitará a articulação do setor durante o evento global sobre mudanças climáticas.

Fávaro aproveitou a reunião do CAS para convidar os países membros a participarem ativamente da COP30, reforçando o papel estratégico do agro sul-americano nas discussões sobre sustentabilidade e segurança alimentar global.

Conselho Agropecuário do Sul (CAS)

Criado em 2003, o CAS reúne os ministros da Agricultura de seis países sul-americanos e tem como principal objetivo coordenar ações e definir prioridades para o setor agropecuário regional.

A reunião também contou com a participação da Federação das Associações Rurais do Mercosul (Farm), da Coordenação das Organizações de Agricultores Familiares do Mercosul (Coprofam) e de representantes de órgãos técnicos como Cosave, CVP e Procisur.

*Com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária



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a Abertura Nacional da Colheita da Soja em MT!


Depois de muita espera, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2024/2025 já começou! Com mais de mil presentes, o evento é realizado em Santa Carmem (MT), na região de Sinop, na Fazenda Esperança, para celebrar o início da colheita da soja. Confira ao vivo:

O evento iniciou destacando que, em cada nova safra, histórias de superação e o uso de tecnologias inovadoras se entrelaçam, o que representa a trajetória das mãos que plantam neste país. Essas mãos sabem o que é esperar pela chuva, temer pela seca e percorrer um caminho de desafios e conquistas.

Com uma manhã repleta de aprendizado e troca de experiências, os presentes acompanharão de perto debates sobre os desafios e as oportunidades que o setor agrícola enfrenta. A programação também conta com painéis sobre sustentabilidade, biocombustíveis e a COP 30. Confira o andamento do evento:

Anfitrião

Foto: Matheus Martins

Invaldo Weiss, proprietário da Fazenda Esperança, que compartilha sua trajetória com os presentes. Ele conta sobre os altos e baixos vivenciados ao longo de sua jornada e o preparo necessário para cultivar 2.750 hectares de soja. Invaldo também comenta que, apesar de um início com pouca chuva, a colheita não foi prejudicada até o momento, embora os custos elevados continuem sendo o maior gargalo do setor.

Santa Carmem: palco do evento da soja!

Foto: Matheus Martins/Canal Rural

Pela sétima vez, o estado de Mato Grosso é o palco escolhido para o Projeto Soja Brasil, com a Fazenda Esperança, de Invaldo Weiss, sendo o cenário de um evento de grande importância, que também celebra os 20 anos da Aprosoja MT.

Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT, ressalta a importância da união do setor para fortalecer a agricultura no estado, destacando que essa colaboração é essencial para o sucesso contínuo da produção agrícola.

Ele também sublinha os benefícios dos investimentos no setor, que transformam as cidades do estado, especialmente aquelas com alto IDH, que devem grande parte de seu desenvolvimento à soja.

Bier também menciona que, ao longo dos 20 anos da Aprosoja MT, os produtores conquistam seus direitos e fortalecem a agricultura, consolidando Mato Grosso como o “coração do agronegócio”. A realização do evento no estado reafirma o compromisso com o desenvolvimento contínuo e a busca por soluções sustentáveis que impactam positivamente a agricultura e a economia.

Julio Cargnino, presidente do Canal Rural, destaca a relevância do evento para o agronegócio brasileiro. Durante a cerimônia de abertura, ele expressa sua honra em participar da 13ª edição do Projeto Soja Brasil e agradece a Invaldo Weiss por abrir as portas da Fazenda Esperança.

“Hoje é um dia especial, pois todos os produtores rurais estão unidos neste grande evento. Agradecemos, Invaldo, por representar as famílias e produtores rurais de todo o país”, afirma Cargnino, ressaltando a importância da transmissão ao vivo para todo o Brasil.

Cargnino ainda saúda Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, e agradece aos 13 presidentes das Aprosojas estaduais presentes, destacando que este evento marca um recorde de participação. Ele também faz questão de agradecer aos parceiros de longa data do projeto, como Mitsubishi, Bayer, Ihara e Campo Forte.

Ana Euler, diretora de Inovação da Embrapa, destaca a importância de estar presente neste momento significativo, que celebra os 50 anos da Embrapa e os 20 anos da Aprosoja MT. Ela ressalta que este é um marco relevante, especialmente com os lançamentos recentes de novas plataformas e o contínuo crescimento do setor.

Evento ao vivo em andamento

Foto: Matheus Martins

Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, destaca que este evento é um momento de troca de conhecimentos e fortalecimento do setor agrícola. “O público pode acompanhar ao vivo debates que trarão novas perspectivas para o futuro da soja no Brasil”, afirma Buffon.

Durante seu pronunciamento, Buffon também agradece a todos os presentes e às autoridades, ressaltando que “é um privilégio estar aqui, celebrando o início da colheita da soja” e destacando a importância do evento para o fortalecimento contínuo do setor agrícola.

O potencial da soja em MT

Mato Grosso se consolida como o maior estado produtor de soja do Brasil. O grão chegou ao país em 1908 com a migração japonesa, sendo introduzido no Rio Grande do Sul em 1914, e, em Mato Grosso, o cultivo ganhou destaque nas décadas de 1970 e 1980, tornando-se uma nova fronteira agrícola. Técnicas de fertilização do solo e o apoio da Embrapa são fundamentais para o sucesso contínuo da soja, permitindo o melhor aproveitamento da terra e a maximização da produtividade.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, ressalta o crescimento da soja no estado, que se torna cada vez mais relevante no cenário nacional. “Nos tornamos o maior estado produtor de soja do Brasil. A soja terá um destaque especial e, com o apoio de investimentos em logística e, acima de tudo, a qualidade de vida, veremos um crescimento contínuo”, afirma o governador.

A safra 2024/2025, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), abrange mais de 12,5 milhões de hectares de soja cultivados no estado, com uma produção estimada em 44 milhões de toneladas de grãos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo inicia mês sem muita movimentação



Em Santa Catarina, o mercado segue estável



No Paraná, a expectativa para a safra 2025/26 é de aumento na área plantada
No Paraná, a expectativa para a safra 2025/26 é de aumento na área plantada – Foto: Canva

A TF Agroeconômica reporta que o mercado de trigo no Rio Grande do Sul iniciou fevereiro com pouca movimentação. Os moinhos locais já garantiram suas posições para o mês e avançam lentamente na cobertura de março. As indicações de compra estão em R$ 1.280,00 por tonelada no interior para embarque em março, enquanto trigos mais fortes (W290 e estabilidade 10) chegam a R$ 1.350,00. Os vendedores pedem entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00. Já na exportação, os compradores estão apenas ajustando suas posições conforme a nomeação dos navios, com preços similares aos do mercado interno.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável, acompanhando o ritmo de vendas das farinhas. Os preços CIF variam entre R$ 1.400,00 em Mafra e R$ 1.500,00 por tonelada em Pinhalzinho. Há também movimentação em torno do trigo importado, que chega a R$ 1.700,00 no porto e R$ 1.800,00 no interior. Os preços pagos aos triticultores se mantiveram em Canoinhas (R$ 72,00/saca) e Chapecó (R$ 69,00), mas subiram em Joaçaba (R$ 74,33). Rio do Sul (R$ 68,00), São Miguel do Oeste e Xanxerê (R$ 73,00) registraram estabilidade.

No Paraná, a expectativa para a safra 2025/26 é de aumento na área plantada, impulsionada pela queda nos preços da soja. Apesar disso, o mercado segue cauteloso quanto à concretização dessa tendência. No curto prazo, os preços mais comuns estão em R$ 1.400,00 CIF moinhos na região centro-sul, para entrega em fevereiro e pagamento no início de março, com alguns recebendo apenas em março. O aumento dos fretes tem reduzido os preços FOB, impactando a comercialização.

 





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Seca compromete lavouras de soja no RS; perdas são totais em algumas regiões



A estiagem tem causado perdas significativas nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul, especialmente em áreas semeadas em outubro. Em municípios como Coronel Barros, Joia e Boa Vista do Incra, no sul da região de Ijuí, a falta de chuvas resultou em perdas totais. Segundo a Emater-RS, a situação é crítica em diversas partes do estado, com volumes de precipitação de apenas 20 mm em janeiro, levando ao murchamento e morte de plantas em reboleira.

Atualmente, 42% das lavouras estão em floração e outros 42% em enchimento de grãos, avanço acelerado em relação à semana anterior (41% e 29%, respectivamente). A parcela em germinação ou desenvolvimento vegetativo caiu de 30% para 16% no mesmo período, ritmo inferior ao de 2024, quando 37% ainda estavam em fase vegetativa nesta época.

Previsão do tempo e impactos nas lavouras

A previsão para os próximos dias indica chuvas isoladas, com volumes entre 5 mm e 100 mm na Campanha, Vale do Rio Pardo e partes do Alto Uruguai. Já na Fronteira Oeste e Missões, os volumes não devem ultrapassar 5 mm, prolongando o estresse hídrico.

Em Santa Rosa, técnicos relatam danos irreversíveis, independentemente da época de semeadura, agravados pela baixa cobertura de seguros agrícolas devido a restrições e custos elevados. Na Campanha, o porte das plantas segue abaixo do esperado, com entrelinhas apenas parcialmente fechadas, mesmo nas áreas em floração.

Apesar da área plantada de soja no estado ter crescido 1,54%, atingindo 6,81 milhões de hectares, e da expectativa inicial de produtividade ser 13,17% maior (3.179 kg/ha), as condições climáticas adversas ameaçam esse potencial. O tempo quente e seco tem favorecido ataques de ácaros e tripes em áreas com umidade residual. Em São Borja, produtores recorrem a fertilizantes foliares e bioinsumos para amenizar os efeitos da seca.
Regiões mais afetadas

Na região de Ijuí, cerca de 50% da área ao centro-norte apresenta impacto moderado, enquanto ao sul, as perdas são totais em lavouras semeadas em outubro. No Baixo Vale do Rio Pardo e Centro Serra, a escassez hídrica afeta lavouras na fase reprodutiva. No Alto da Serra do Botucaraí, as chuvas foram mais frequentes, mas com volumes variáveis.



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exportações disparam 150% e atingem 4,1 milhões de sacas



O Espírito Santo exportou 150% mais café para a União Europeia em 2024, saindo de 1,6 milhão de sacas em 2023 para 4,1 milhões de sacas em 2024, informou em nota a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca.

Os números consideram café cru em grãos, café solúvel e torrado e moído. “Foi o maior volume exportado para o bloco europeu na série histórica”, confirma a pasta. Já o faturamento alcançou US$ 852,6 milhões, valor 227% maior em relação aos US$ 260,1 milhões de 2023.

Ainda segundo a secretaria, cerca de 3,95 milhões de sacas deste volume consistem em café cru em grãos e 107,7 mil sacas em café solúvel. A União Europeia adquiriu, em 2023, 26,2% do total de café exportado pelo Espírito Santo e, no ano passado, este porcentual saltou para 40,3%.

O secretário da Agricultura do Espírito Santo, Enio Bergoli, disse que o desempenho deve-se a “fatores internos e externos”. “Internamente, destacam-se os investimentos em tecnologia e a capacidade dos produtores, que elevaram a qualidade do café capixaba, especialmente o conilon”, explica na nota.

“Externamente, a quebra de safra no Vietnã, conflitos internacionais e a demanda por café sustentável impulsionaram a expansão.”

Bergoli lembra também que a quebra de safra por causa de problemas climáticos em países produtores de conilon, como o Vietnã, e atrasos nas exportações reduziram os estoques europeus da commodity. E, também, “o receio das novas exigências regulatórias da União Europeia impulsionou uma antecipação de compras, consolidando o café brasileiro como uma escolha estratégica para os importadores”.

Na mesma nota, o presidente do Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV), Fabrício Tristão, avaliou que o café robusta brasileiro ganhou competitividade. “Ampliamos nossa oferta de cafés capixabas certificados, e também houve uma certa antecipação de compras, pelo advento da implementação da lei antidesmatamento da União Europeia, que seria em dezembro de 2024 e acabou não acontecendo.”

A implementação do regulamento europeu provocou incertezas no mercado, levando importadores a buscar fornecedores que atendessem às novas exigências ambientais. Desta forma, países como Bélgica, Alemanha, Itália e Espanha ampliaram significativamente suas importações de café do Espírito Santo em 2024, sendo os principais destinos dos cafés capixabas no último ano.



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URGENTE! Avião cai em avenida de São Paulo e acerta veículos e um ônibus



Uma avião de pequeno porte caiu na Avenida Marques de São Vicente, perto dos centros de treinamento do Palmeiras e do São Paulo, na Barra Funda, zona oeste da capital, na manhã de hoje (7). O Corpo de Bombeiros está no local.

As primeiras informações indicam que a aeronave decolou do Aeroporto Campo de Marte, na zona norte e tentou fazer um pouso forçado, caindo sobre diversos veículos, incluindo um ônibus; todos pegaram fogo.

Segundo a TV Globo, dois corpos foram encontrados carbonizados. A São Paulo Transporte (SPTrans), informou que o prefixo do ônibus era o 732, da Viação Santa Brígida. Não há informações se os passageiros do ônibus conseguiram sair a tempo e se há outras vítimas até o momento. A via permanece interditada.

Ainda não há informações sobre o proprietário nem sobre a aeronave.



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Inovações que fazem a diferença no agronegócio



A revolução do agronegócio brasileiro vai além da produção de alimentos, e empresas inovadoras estão cada vez mais presentes neste cenário. 

Um exemplo disso é a BioUs, startup goiana que se destaca ao transformar resíduos da produção agrícola e agroindustrial em biofertilizantes e biopolímeros. 

A empresa desenvolveu uma plataforma biotecnológica capaz de produzir biofertilizantes e biopolímeros utilizando bactérias “do bem”. Com isso, consegue criar um biopolímero 100% biodegradável.

Os biofertilizantes são substâncias naturais que ajudam no crescimento das plantas, enquanto os biopolímeros são materiais plásticos produzidos a partir de fontes renováveis. O reaproveitamento dos resíduos gera menos impacto ambiental.

 Em 2021, a empresa validou a produção do biopolímero PHA (polihidroxialcanoato), com a ajuda do programa Catalisa ICT, projeto do Sebrae, a BioUs conseguiu comprovar a capacidade de produzir o material de forma eficiente e sustentável.

O PHA é um tipo de plástico biodegradável produzido por bactérias a partir de resíduos orgânicos, como os da agroindústria. 

Esse biopolímero é uma alternativa ao plástico convencional, sendo completamente degradável no meio ambiente, o que reduz o impacto ambiental causado pelo descarte de plásticos comuns. 

A validação da produção garante que a empresa possa produzir PHA de maneira escalável e com qualidade, abrindo portas para a comercialização e o uso em diversas aplicações.

Raimundo Lima, CEO da BioUs, explica que a participação no Catalisa ICT foi essencial para a transformação da empresa, que começou em 2013 com consultoria no campo. 

“A gente fez uma transição de consultoria técnica para uma formatação de uma solução nos moldes do campo de inovação em startup”, comenta Lima, que destaca a mudança de rumos da empresa, que se estruturou como startup apenas em 2021, após o início do programa.

A empresa passou a adotar práticas e metodologias típicas de startups, o que significa que a empresa fez uma transição de um modelo de consultoria tradicional para um modelo de negócios voltado para inovação e escalabilidade, como o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis e a busca por crescimento rápido. 

Esse novo formato permitiu que a instituição se posicionasse como uma deep tech, ou seja, uma startup com base em tecnologias avançadas e científicas, capazes de gerar grandes impactos no mercado e na sociedade.

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O impacto do Catalisa ICT

O Catalisa ICT tem sido fundamental para o crescimento e a inovação de muitas startups no Brasil, especialmente no setor agrícola. 

Com a missão de transformar pesquisas científicas em soluções de impacto para a sociedade, o programa está ajudando empresas como a BioUs a se destacarem em mercados internacionais e a promoverem o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. 

O programa, promovido pelo Sebrae, transforma pesquisas com grande potencial em soluções que podem mudar até mesmo o futuro do agronegócio.

Quer participar do programa Catalisa ICT?

Aproveite que as inscrições para o novo ciclo da jornada Catalisa ICT foram estendidas até o dia 9 de março.

Ao longo de 24 meses, os participantes contarão com capacitação, mentorias, eventos de conexão e, nas etapas subsequentes, receberão fomento para desenvolver suas pesquisas em soluções práticas.



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‘O produtor de soja precisa de cautela neste ano’, diz presidente da Aprosoja Brasil



Daqui a pouco, às 8h30 (horário de Brasília), começa a Abertura Nacional da Colheita da Soja 24/25, um evento de grande importância para o setor do agronegócio. O anfitrião desse grande evento é Invaldo Weiss, proprietário da Fazenda Esperança, localizada em Santa Carmem, Mato Grosso. É nesse espaço que acontecerão discussões, painéis e um momento simbólico, destacando a importância da soja no Brasil. Assista aqui!

Invaldo, que chegou a Mato Grosso há 46 anos, nunca imaginou que a soja tomaria tamanho protagonismo em sua trajetória. Hoje, ele é dono de 4.600 hectares de terra, dos quais 2.750 são dedicados ao cultivo de soja. “Minha meta é sempre superar as 65 sacas por hectare que já alcançamos, utilizando as tecnologias mais avançadas e mantendo um cuidado constante com cada detalhe da produção”, afirma o produtor.

A Fazenda Esperança, escolhida para sediar a Abertura da Colheita, reflete o esforço e a dedicação de Invaldo e sua equipe, que buscam a excelência em cada safra. “É uma grande honra ser escolhido para sediar um evento tão significativo para o agronegócio. Este ano, celebramos os 20 anos da soja em Mato Grosso, e estamos ansiosos para compartilhar as conquistas de nossa produção”, declara Invaldo.

Segundo Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, 2025 será um ano desafiador para os produtores de soja. “Será necessário ter muita cautela e estratégia para equilibrar as contas e se manter na atividade. Esperamos que o clima favoreça e que a colheita seja positiva, garantindo que os produtores consigam equilibrar suas finanças”, afirma Buffon.

O evento contará com discussões importantes sobre sustentabilidade, a COP30, a produção de alimentos e biocombustíveis, temas fundamentais para o futuro do agronegócio. Não fique de fora e acompanhe!



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