domingo, julho 5, 2026

Agro

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RS tem registros de perda total em lavouras de soja, diz Emater



Lavouras de soja semeadas em outubro no Rio Grande do Sul registram perda total em algumas regiões, principalmente no sul de Ijuí, em municípios como Coronel Barros, Joia e Boa Vista do Incra. Segundo relatório da Emater-RS, a “situação é crítica em diversas áreas do estado”, onde volumes de chuva de apenas 20 mm em janeiro causaram severos sintomas de estresse nas plantas, como murchamento e morte em reboleira.

O monitoramento indica que 42% das lavouras estão em floração e outros 42% em enchimento de grãos, comparado a 41% e 29%, respectivamente, na semana anterior, mostrando avanço mais acelerado para a fase reprodutiva.

A parcela em germinação ou desenvolvimento vegetativo recuou de 30% para 16% em uma semana. O ritmo está mais lento que em 2024, quando 37% das áreas ainda estavam em fase vegetativa nesta época.

A previsão meteorológica para os próximos dias indica possibilidade de chuvas isoladas em algumas regiões, com volumes moderados na Campanha, Vale do Rio Pardo e partes do Alto Uruguai, variando entre 5 e 100 mm. Na Fronteira Oeste e Missões, “não são esperados volumes superiores a 5 mm”, o que deve manter o estresse hídrico das lavouras.

Em Santa Rosa, técnicos relatam que “há danos irreversíveis à cultura, independentemente da época de semeadura”, com perdas quase totais em áreas de solo compactado ou com rochas expostas.

A situação seria agravada pela baixa cobertura de seguros agrícolas devido a restrições e custos elevados. Na região da Campanha, “o porte das plantas continua abaixo do normal, com entrelinhas apenas parcialmente fechadas mesmo nas áreas em floração”.

A área plantada de soja na safra 2024/25 no Rio Grande do Sul cresceu 1,54%, atingindo 6,81 milhões de hectares, com expectativa inicial de produtividade 13,17% maior, de 3.179 kg/ha.

O clima quente e seco tem favorecido ataques de ácaros e tripes onde ainda há umidade adequada. Em São Borja, produtores recorrem a fertilizantes foliares e bioinsumos para estimular o desenvolvimento das plantas e mitigar efeitos do estresse hídrico.

Na região de Ijuí, cerca de 50% da área localizada no centro-norte da região foi pouco afetada pela seca, enquanto ao sul, em municípios como Boa Vista do Incra e Salto do Jacuí, “as perdas são totais em lavouras semeadas em outubro”.

No Baixo Vale do Rio Pardo e Centro Serra, a escassez hídrica afeta a cultura em sua fase reprodutiva, enquanto no Alto da Serra do Botucaraí, “as chuvas foram mais frequentes, mas de volumes variáveis”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho na B3 acompanha Chicago



O cenário global também contribui para o fortalecimento das cotações



Diante desse contexto, os contratos futuros registraram ganhos no dia
Diante desse contexto, os contratos futuros registraram ganhos no dia – Foto: Canva

A B3 acompanhou a alta em Chicago e encerrou a quinta-feira (06) com valorização nos principais contratos futuros de milho, segundo análise da TF Agroeconômica. O mercado segue pressionado pela preocupação com a redução do potencial da segunda safra brasileira, devido a atrasos na colheita da safra de verão e no plantio da safrinha, que pode perder a janela ideal em diversas regiões. Além disso, a disputa entre a indústria e os portos mantém os preços aquecidos.

O cenário global também contribui para o fortalecimento das cotações. A demanda externa segue firme, enquanto os estoques e a produtividade enfrentam incertezas. No Brasil, a colheita tardia da soja atrasou a semeadura do milho safrinha, o que pode impactar negativamente os rendimentos, elevando as preocupações do mercado e sustentando os preços em patamares mais altos.

Diante desse contexto, os contratos futuros registraram ganhos no dia. O vencimento para março de 2025 fechou a R$ 77,95, alta de R$ 1,33 no dia e R$ 2,21 na semana. O contrato de maio/25 subiu R$ 0,75 no dia e R$ 1,72 na semana, encerrando a R$ 77,28. Já o julho/25 fechou a R$ 72,34, com elevação de R$ 0,50 no dia e R$ 1,22 na semana. 

O milho na CBOT fechou em alta após o México revogar restrições à compra de milho transgênico. A decisão beneficia exportadores dos EUA e ajudou a reverter as perdas do dia. O contrato de março subiu 0,41%, a US$ 495,25, e o de maio avançou 0,54%, a US$ 507,50. Além disso, as exportações cresceram 9%, com o México liderando as compras. A medida pode manter os preços sustentados, enquanto o mercado monitora fatores como demanda global e condições climáticas nos EUA.

 





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Sancionada lei que remunera produtor de cana por créditos do Renovabio


Foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei 15.082, de 2024, que garante ao produtor de cana-de-açúcar destinada ao biocombustível participação nas receitas obtidas com a negociação de créditos de descarbonização. A lei altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), para incluir produtores independentes de matéria-prima para biocombustíveis na divisão dos chamados Créditos de Descarbonização (CBios). O texto que modifica o marco regulatório do setor permite que produtores de cana participem dessa remuneração, antes exclusiva das usinas produtoras de etanol.

Publicada no Diário Oficial da União da terça-feira (31), a norma altera a Lei 9.478, de 1997, sobre a comprovação de estoque para retirada de biodiesel, e reforça a regulação do setor com medidas como o aumento de multas para os agentes que não cumprirem as metas estabelecidas. O não cumprimento das metas de descarbonização passa a ser tipificado como crime ambiental e a comercialização de combustíveis será proibida para distribuidores inadimplentes com sua meta individual.

A legislação também revoga a autorização dada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em casos de reincidência de descumprimento das metas. 

O RenovaBio é um programa de descarbonização da matriz de transportes, com impactos relevantes para o meio ambiente, contribuindo para o atendimento aos compromissos do Brasil no âmbito do Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

Receitas

De acordo com a lei, os produtores de cana-de-açúcar deverão receber parcelas de, no mínimo, 60% das receitas oriundas da comercialização dos CBios gerados a partir do processamento da cana entregue por eles às usinas. Quando o agricultor fornecer à indústria os dados primários necessários ao cálculo da nota de eficiência energético-ambiental, além desses 60%, ele deverá receber 85% da receita adicional sobre a diferença de créditos, já descontados os custos de emissão.

Já os produtores das demais matérias-primas de biocombustíveis, como soja e milho, usados para a produção de biodiesel e etanol, respectivamente, poderão negociar a parcela de remuneração no âmbito privado.

Crime ambiental

A nova lei também endurece as regras para o cumprimento das metas individuais de descarbonização pelas distribuidoras de combustíveis. Elas deverão ser cumpridas até 31 de dezembro de cada ano. O descumprimento configura crime ambiental, com multa que poderá variar de R$ 100 mil a R$ 500 milhões. Para cumprir as metas, as distribuidoras compram os CBios emitidos pelas usinas de biocombustíveis.

Cada crédito representa uma tonelada de carbono equivalente que deixou de ser emitida.

Vetos

Lula vetou dois trechos da lei. Um deles permitia a tomada de créditos de contribuições tributárias pelas distribuidoras na aquisição dos CBios. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento observaram que o texto vetado “equipara os créditos de descarbonização a insumos para os distribuidores a fim de gerar créditos para compensação no processo de não cumulatividade de tributos federais”.

Segundo o Executivo, “o preceito contraria o interesse público” e é inconstitucional por criar “renúncia de receita sem estimativa de impacto orçamentário e financeiro”.

O outro veto também foi pedido pelo Ministério da Fazenda ao trecho que equipara os CBios aos demais valores mobiliários.

Projeto

A Lei 15.082, de 2024, teve origem no PL 3.149/2020, aprovado pelo Senado em 4 de dezembro. O texto é de autoria do então deputado e atual senador Efraim Filho (União-PB). Ele próprio foi o relator da matéria no Senado. 





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comitiva com mais de 1,3 mil cabeças de gado brangus cruza 360 km do Pantanal


Pela primeira vez, em pleno pico do verão, uma comitiva de gado brangus está cruzando o Pantanal brasileiro. São mais de 1,3 mil cabeças que saíram no dia 10 de janeiro da Fazenda Bandeirantes, em Aquidauana (MS), rumo à Fazenda Aparecida, em Corumbá (MS).

Ao todo, as 1.270 novilhas e os 61 touros – que serão utilizados para reprodução – devem trilhar 360 quilômetros até o destino. A previsão é de que a jornada termine na segunda-feira (10).

A comitiva é comandada por Pantaleão Flores, que acumula anos de experiência na atividade, e conta com oito pessoas, incluindo ponteiro, capataz, cozinheiro e peões.

“Essa primeira viagem transportando gado Brangus é uma experiência nova para nós. Na hora que esquenta muito o sol a gente faz umas paradas, mas o gado é bom de mexer, manso e tem uma carne especial”, avalia Flores.

O diretor de Marketing da Associação Brasileira de Brangus, João Paulo Schneider, o Kaju, afirma que a comitiva chama atenção por onde percorre. “Este trajeto é comumente cruzado por rebanhos brancos e azebuados. O preto do brangus vem causando admiração pelos lugares onde passa por ser justamente um recorde se considerarmos uma espécie distinta do nelore. Para a Associação Brasileira de Brangus, é uma grande satisfação acompanhar este feito de um criador que há muito tempo trabalha com a raça e está satisfeito com a entrega que a mesma proporciona na criação extensiva no Pantanal”, destaca o diretor da entidade.

Sem caminhão

De acordo com a Fazenda Bandeirantes, a escolha pela travessia deve-se às condições de difícil acesso nas estradas da região. O gado é nascido e criado há várias gerações na sub-região do Rio Negro e está sendo apenas transferido para a sub-região do Paiaguás, conhecida por apresentar umas das cheias mais intensas do Pantanal.

Comitiva gado Brangus Pantanal Comitiva gado Brangus Pantanal
Escolha pela não utilização de caminhão no transporte deve-se às condições das estradas na região

Tradição

A propriedade trabalha há 37 anos com a raça no Pantanal sul-mato-grossense e colhe resultados positivos com a criação. O gado brangus pasta nos brejos banhados, característico da região pantaneira, além de apresentar qualidade de carne, docilidade e longevidade das fêmeas.



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Inmet emite 2 alertas laranjas para tempestade e risco de acumulado elevado de chuva


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos de grande perigo por conta de tempestades no Sudeste. Um alerta laranja, válido até as 21h desta sexta-feira (7), refere-se ao risco de chuva de até 100 mm e ventos intensos (de 60 a 100 km/h), predominantemente em áreas de São Paulo, mas também no sul de Minas Gerais e pontos do Rio de Janeiro (veja mapa abaixo).

As áreas do alerta de grande perigo para tempestade são:

São Paulo

  • Araraquara
  • Bauru
  • Campinas
  • Itapetininga
  • Litoral Sul
  • Piracicaba
  • Ribeirão Preto 
  • Região Macro Metropolitana
  • Região Metropolitana de São Paulo
  • Vale do Paraíba 

Minas Gerais

Rio de Janeiro

O segundo alerta laranja do Inmet indica perigo para grande acumulado de chuva até o fim do sábado (8) no sul de São Paulo e em áreas do Paraná e de Santa Catarina (veja abaixo). O aviso ali é sobre a possibilidade de até 100 mm de chuva em 24 horas, com risco de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios.

Áreas do alerta laranja até o fim do sábado:

São Paulo

  • Itapetininga
  • Litoral Sul
  • Região Macro Metropolitana Paulista
  • Região Metropolitana de São Paulo

Paraná

  • Região Metropolitana de Curitiba

Santa Catarina

Além desses novos avisos, ainda está mantido o alerta vermelho para onde de calor no Rio Grande do Sul, com validade até a próxima segunda-feira (10). Muitos municípios do estado já registraram nos últimos dias temperaturas acima de 40 °C.

Também estão mantidos os avisos laranja e amarelo para chuvas intensas para áreas do Nordeste e do Norte, respectivamente.



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Indústrias seguem comprando milho no Sul


No mercado do estado do Rio Grande do Sul, as indústrias seguem olhando e comprando milho, agora cobrindo o mês de fevereiro e março, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços de compra da indústria: Santa Rosa R$ 70,00 Ijuí R$ 70,00 Não Me Toque R$ 71,00 Marau R$ 72,00 Gaurama R$ 72,00 Arroio do Meio R$ 73,00 Lajeado R$ 73,00 Frederico R$ 73,00 Montenegro R$ 74,00 Armazenadores, vão vendendo, na medida que o produtor vende. Pedidas variam de R$ 71,00 a R$ 73,00 interior, fevereiro cheio. Exportação, com a elevação em Chicago, indicou R$ 80,00 sobre rodas entrega fevereiro e pagamento em meados de março”, comenta.

A colheita em SC está atrasada, com apenas 4,2% da área colhida, mas tem boa produtividade no Meio-Oeste. Lavouras no Planalto e Serra apresentam bom desenvolvimento.  preço ao produtor caiu 1,79% em dezembro e segue em leve retração em janeiro. Enquanto o mercado interno diverge, Chicago prevê alta para março/2025. Nos portos, os valores variam de R$ 72,00 (agosto) a R$ 72,50 (outubro).

No Paraná, os produtores esperam uma boa produtividade. “As ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 72,00/saca no interior. Para a safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 72,00 com entrega em agosto e pagamento em 30/09 até 73,00 com entrega em setembro e pagamento em 30/10”, completa.

O plantio do milho safrinha no Mato Grosso do Sul está levemente atrasado, alcançando 5% da área. A comercialização atingiu 77% até 20 de janeiro, 3,55 pontos abaixo de 2024.  O preço da saca subiu 0,99% entre 17 e 27 de janeiro, chegando a R$ 63,56. A média do período foi R$ 63,08, alta de 35,65% em relação a 2024. “As cotações no mercado físico caíram na média geral no MS. Campo Grande está em R$ 63,00 Chapadão R$ 60,00, Dourados apresentou alta para R$ 65,99, assim como Maracaju (64,00). Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia onde os preços subiram para R$ 64,50”, conclui.

 





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‘O Brasil que produz está atrás da porteira’, diz Alceu Moreira



No segundo painel da Abertura Nacional da Colheita da Soja, o foco foi o papel dos biocombustíveis na produção de alimentos e os desafios e oportunidades para o setor. O mediador Wellington Andrade, diretor da Aprosoja Mato Grosso, iniciou a discussão parabenizando a Aprosoja MT pelos 20 anos de trabalho e crescimento, ressaltando os desafios enfrentados pelo setor ao longo do tempo.

A primeira questão abordada foi a Lei do Combustível do Futuro, levantada por Wellington ao deputado Arnaldo Jardim. O participante do painel explicou que a reforma tributária representava uma grande ameaça ao setor agropecuário, mas que o esforço conjunto permitiu que o jogo fosse revertido.

O mediador também questionou o deputado Alceu Moreira, deputado federal, sobre os avanços do RenovaBio e sobre como os juros mais baixos poderiam beneficiar o setor. Moreira apontou que, apesar das críticas frequentes ao Congresso Nacional por não entregar resultados imediatos, o trabalho em favor do agronegócio segue constante.

Assim, ele enfatizou a relevância de Mato Grosso como modelo de inovação tecnológica e produtividade no campo. “O Brasil que produz está atrás de uma porteira. Hoje, temos a maior tecnologia possível. Não há ninguém mais receptivo do que o povo da lavoura”, afirmou.

O painel também abordou o crescimento da produção de milho, que tem apresentado uma expansão, tanto em Mato Grosso quanto em outras regiões do Brasil. Bruno Alves, diretor-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), trouxe a relevância do milho na segunda safra e destacou a importância da associação entre os produtores para o êxito do agronegócio.

Alves destacou que mais de 90% da produção de milho em Mato Grosso vem da segunda safra, o que evidencia o potencial de crescimento do estado e do país para uma produção agrícola sustentável.

Bruno também sublinhou a necessidade de um marco regulatório sólido para o setor agropecuário, com políticas públicas que incentivem o crescimento da produção e a inovação tecnológica. “Precisamos de políticas públicas que convertam todo o aprendizado que Mato Grosso deu ao mundo em mais dinheiro e desenvolvimento para o estado”, afirmou.

O debate sobre reciprocidade no comércio internacional também foi levantado. O representante explicou que está sendo trabalhado um projeto na Câmara dos Deputados para garantir a soberania nacional no setor agropecuário, reforçando que o país deve crescer de acordo com suas próprias regras e políticas. ‘Podemos expandir nossa produção de alimentos sem ceder a pressões externas’, afirmou.

Alceu Moreira completou a reflexão sobre a reciprocidade, destacando que a legislação internacional deve ser justa e aplicável a todos os países. Ele frisou que a aceitação de um código florestal global, juntamente com uma lei de reciprocidade, poderia representar um marco regulatório importante, dando ao Brasil maior autoridade e reconhecimento internacional.



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é preciso agir com responsabilidade fiscal para baixar os preços dos alimentos



O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a situação atual dos preços dos alimentos não tem soluções fáceis e requer decisões do governo que passam pela questão fiscal. Segundo Motta, não dá para enfrentar a alta dos preços com medidas superficiais.

Para o presidente, é necessária uma mudança de rumo na economia e foco na responsabilidade fiscal, com corte de despesas. Motta deu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, após uma solenidade no município de Conde (PB).

“O que está acontecendo com os alimentos? Você está tendo a alta [dos preços] porque estamos com toda uma vinculação à política internacional, como a alta do dólar e outros fatores que afetam os preços”, explicou Motta.

“[Isso] passa por uma questão fiscal do país. Medidas superficiais não trazem constância a médio e longo prazo. É necessária uma mudança de rumo na economia e responsabilidade para discutir corte de gastos. Só isso vai resolver”, afirmou.

Prioridade da Câmara

Motta voltou a defender a pauta econômica como uma agenda prioritária da Casa. Ele reafirmou a disposição dos parlamentares de colaborar com o momento econômico de alta nas taxas de juros e dólar alto.

“A maioria da população sofre quando o cenário econômico não está favorável, quando temos a inflação corroendo nossas moedas. Isso é grave e preocupante”, disse o presidente da Câmara.

“Temos um papel fundamental para ajudar a resolver essa situação. O país depende de nossa harmonia e pacificação para que os problemas da economia sejam resolvido.”

Semipresidencialismo

Hugo Motta também afirmou que a discussão sobre o semipresidencialismo é um papel do Parlamento para melhorar a eficiência do governo, mas não há pressa no tema. Segundo ele, não há compromisso de pautar a proposta de forma urgente. “Vamos discutir essa matéria”, afirmou.

“É papel do Parlamento discutir modelos de governo e formas de melhorar o sistema eleitoral”, disse.

Ontem foi protocolada na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/25, que institui o semipresidencialismo e o voto distrital misto no Brasil a partir de 2030.

Em reunião de líderes na quarta-feira (5), Motta sinalizou aos parlamentares a criação de uma comissão para debater uma proposta de reforma eleitoral para instituir o voto distrital misto. Não há prazo nem calendário definido para instalação desse colegiado.



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PF apreende 5 mil pés de maconha em propriedade rural no interior da Bahia


A Polícia Federal (PF), em ação integrada com a Polícia Militar da Bahia, realizou nesta quinta-feira (6) uma Ação de erradicação de plantios de Cannabis Sativa Lineu (Maconha), no interior do estado.

A Operação Carcará II contou com apoio da CIPE-Caatinga/PMBA e localizou uma plantação com 5.360 pés de maconha em uma área com cerca de 3.110m² no município de Umburanas, região norte baiano.

Uma pessoa que estava na propriedade foi presa em flagrante e responderá por tráfico de drogas. O crime possui pena máxima de 15 anos.

POLÍCIA FEDERAL LOCALIZA PÉS DE MACONHA NA BAHIAPOLÍCIA FEDERAL LOCALIZA PÉS DE MACONHA NA BAHIA

Novas ações

A PF informou que o ciclo produtivo da cannabis é monitorado pelos policiais federais e novas ações são realizadas nos períodos próximos à colheita, coibindo a finalização do cultivo. Segundo a instituição, as ações de erradicação de plantios de maconha tem como efeito a diminuição da oferta da droga no mercado consumidor.

“Com essas operações consecutivas, as Polícias Federal e Militar contribuem significativamente para o desabastecimento dos pontos de venda de droga nos estados da Região Nordeste, evitando assim a escalada da violência tais como: roubos, furtos, homicídios, latrocínios, guerra pelo domínio dos territórios de drogas, dentre outros crimes violentos, geralmente essas ocorrências giram em torno do tráfico de drogas”, encerra a nota publicada no site da PF.

A plantação será incinerada.

*Com informações da Polícia Federal



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O chamado global à responsabilidade pela produção sustentável



O evento da Abertura Nacional da Colheita da Soja segue a todo vapor, com discussões aprofundadas sobre os desafios e impactos da COP 30 no setor agropecuário brasileiro, com especial atenção a Mato Grosso e à produção de soja.

O primeiro painel, intitulado “Sustentabilidade e os Desafios da COP 30”, reuniu especialistas e líderes do setor para abordar a relevância da sustentabilidade na agricultura e os reflexos dessa conferência global para o Brasil.

O moderador do painel foi Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, que iniciou a conversa destacando a importância da COP 30 para o setor agropecuário, especialmente no contexto da soja.

Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, começou sua fala destacando que a COP 30 trará à tona projetos focados na sustentabilidade da produção agrícola. No entanto, ele questionou a eficácia real da conferência, apontando que, apesar de sua participação nas edições anteriores, as decisões tomadas nem sempre geraram impactos positivos.

Bier destacou que muitas das medidas adotadas nas COPs acabam prejudicando a agricultura brasileira, que ainda é retratada negativamente no cenário internacional, especialmente no que tange ao impacto ambiental.

Além disso, Bier mencionou a Moratória da Soja e defendeu que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) deve fornecer mais apoio ao setor para enfrentar as barreiras comerciais impostas por países como a Europa.

O jornalista, ex-ministro e ex-deputado, Aldo Rebelo, fez uma análise crítica sobre o papel das COPs ao longo dos anos. Rebelo sugeriu que o Brasil aproveitasse a COP 30 para promover um código florestal global, transformando o meio ambiente em um instrumento de desenvolvimento e não uma ferramenta de guerra comercial.

Em relação à saída dos Estados Unidos dos acordos climáticos, Rebelo afirmou que esse movimento enfraquece a COP 30 e compromete os esforços globais. A leitura global será a de que a referência dada por essas conferências perde força, com o afastamento do país mais importante do mundo. Para ele, o governo brasileiro deveria usar a COP para reforçar a importância do meio ambiente como um instrumento de desenvolvimento, em vez de uma disputa entre países.

Daniel Vargas, especialista em questões ambientais, abordou os desafios das COPs e a crise de identidade enfrentada por essas conferências ao longo dos anos. Segundo Vargas, embora o objetivo inicial das COPs fosse a redução das emissões de gases de efeito estufa, elas se concentram, atualmente, em soluções rápidas e econômicas, como a proteção das florestas e a adoção de práticas sustentáveis no setor produtivo.

Ele destacou que, na COP 30, as necessidades dos países tropicais, como o Brasil, precisam ser ouvidas. Vargas alertou que soluções baseadas exclusivamente em modelos europeus não atendem à demanda global por alimentos. O Brasil, para ele, deve chamar o mundo à responsabilidade e apresentar um modelo de produção sustentável que seja viável tanto para o país quanto para o resto do mundo.

O professor também trouxe à tona uma questão central sobre segurança alimentar global. Ele defendeu que a maior ameaça à humanidade não é a preservação ambiental, mas a miséria e a pobreza. “Se um cidadão está lutando contra a fome, não é racional esperar que ele preserve uma árvore”, afirmou o especialista.

Vargas destacou a necessidade de investir em inovação científica e tecnológica para garantir a segurança alimentar e energética no futuro. Ele também ressaltou que a resolução dos desafios ambientais exige a promoção de riqueza e renda para os produtores rurais, que enfrentam não apenas dificuldades internas, mas também ataques de um cenário internacional cada vez mais complexo. O professor concluiu com a proposta de criar um programa global de investimentos em inovação, a fim de garantir que as questões climáticas não prejudiquem a produtividade agrícola.



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