domingo, julho 5, 2026

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Futuros da soja sobem em Chicago


A TF Agroeconômica informou que os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta nesta quinta-feira (15), impulsionados por compras de oportunidade. O contrato para março, referência para a safra brasileira, subiu 0,33%, encerrando a US$ 1.060,50/bushel, enquanto o contrato de maio também avançou 0,33%, fechando a US$ 1.075,75/bushel. No mercado de derivados, o farelo de soja caiu 0,62%, para US$ 306,4/ton curta, enquanto o óleo de soja registrou valorização de 0,69%, sendo negociado a US$ 45,40/libra-peso.  

Apesar da leve recuperação, o cenário fundamentalista não favorece a oleaginosa. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas líquidas caíram 12% na semana, ficando 40% abaixo da média das quatro semanas anteriores. Além disso, a Argentina recebeu boas chuvas, o que pode reduzir perdas na safra. O Brasil, por sua vez, avança na colheita, aumentando a pressão sobre os preços diante da oferta crescente.  

No mercado internacional, os dados de exportação dos EUA seguiram fracos, reforçando o viés baixista. O USDA reportou que, entre 24 e 30 de janeiro, foram vendidas 387,7 mil toneladas de soja da safra 2024/25, abaixo das 438 mil toneladas da semana anterior. A China liderou as compras, adquirindo 208,7 mil toneladas, mas o volume total ficou próximo do mínimo esperado pelo setor privado.  

O mercado segue atento ao impacto das condições climáticas na América do Sul e ao ritmo da colheita no Brasil. O avanço do novo grão no circuito comercial tende a influenciar as cotações, enquanto os traders avaliam oportunidades de compra diante das oscilações diárias.

 





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Como a soja encerrou o dia?


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, segundo a TF Agroeconômica, não há indicações no porto. “No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 134,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 134,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 134,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 134,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra de soja 2024/2025 em Santa Catarina deve crescer 12,2%, com 768,6 mil hectares plantados e produtividade média de 3.771 kg/ha, totalizando 2,91 milhões de toneladas. No entanto, as exportações do estado caíram 5,7% em volume e 23% em receita devido à queda nos preços internacionais, que atingiram o menor nível em quatro anos. O mercado global segue pressionado pela alta oferta e volatilidade. No porto de São Francisco, os preços variam de R$ 132,29/t em fevereiro a R$ 141,00/t em junho.

O Paraná deve enfrentar desafios de logística em virtude do crescimento da safra. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 134,00 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 130,00 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,47 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, completa.

A colheita de soja em Mato Grosso do Sul atingiu 12% da área prevista, ficando 1,5 pontos percentuais abaixo do ano passado. A maior produtividade está na região Sul (13,9%), seguida pelo Centro (13,3%) e Norte (0,5%). No entanto, 42% da área total, cerca de 1,8 milhão de hectares, sofre com estresse hídrico, afetando lavouras plantadas entre setembro e outubro. A Aprosoja/MS espera que as chuvas melhorem as condições. Os preços da soja variam entre R$ 114,47/t em Chapadão do Sul e R$ 117,57/t em Dourados, Campo Grande e Maracaju.

O custo de produção está marcando alta expressiva e preocupando o produtor no Mato Grosso. “O Ponto de Equilíbrio (PE) foi calculado em R$ 96,29 por saca, ou 52,08 sacas por hectare. Embora o preço da soja tenha ficado 11,31% acima do PE até dezembro, a recente desvalorização no mercado acende um alerta para os produtores no planejamento da próxima safra. Campo Verde: R$ 117,71, Lucas do Rio Verde: R$ 108,8. Nova Mutum: R$ 108,8. Primavera do Leste: R$ 112,33. Rondonópolis: R$ 112,33. Sorriso: R$ 108,8”, conclui.





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Semana reserva chuva de 200 mm no Norte e alívio da estiagem no Sul



Entre este sábado e a próxima quarta-feira (12), o norte de Mato Grosso deve receber volume de chuva superior a 100 mm, o que pode inviabilizar a continuidade da colheita de soja no estado.

Em Mato Grosso do Sul e em Goiás as precipitações também ganham força, fator que atrapalha os trabalhos em campo.

Já nas áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a chuva também se faz presente em território maranhense e tocantinense. Porém, na Bahia e no Piauí, os acumulados são menores, de cerca de 30 mm em cinco dias.

Contudo, o alerta da semana vai para o norte do país, principalmente em Rondônia e no Pará. Paragominas, Santarém e Altamira, por exemplo, regiões de suma importância para a soja, devem receber volumes que ultrapassarão os 200 mm até o dia 12.

No Sudeste, a frente fria avança neste final de semana, mas não deve trazer precipitações volumosas. Contudo, pode vir acompanhada da queda de granizo e de rajadas de vento que ultrapassam os 70 km/h.

Chuva de volta ao Sul

Nos próximos cinco dias, praticamente não chove de forma volumosa no Sul do país. Lavouras gaúchas que sofrem com a estiagem devem continuar sentindo os efeitos da seca e calor excessivos.

No entanto, ao analisar a previsão entre os dias 13 a 17, as precipitações voltam a cair na região com acumulados mais significativos que tendem a passar de 70 mm.



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País caminha para supersafra e desafio é armazenagem, diz presidente do BNDE



O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu maior presença do Estado para garantir o equilíbrio dos preços de alimentos, com medidas como o estímulo a investimentos em armazenamento de grãos e desenvolvimento do mercado interno para commodities.

“Nós precisamos de mais participação do Estado e mais política pública”, disse, apontando a necessidade de infraestrutura de silagem e o impacto da dolarização de commodities, inclusive as produzidas no Brasil.

“Estamos caminhando para uma supersafra. O desafio é armazenagem”, destacou.

“O BNDES está se antecipando para estimular o armazenamento da safra porque a venda desta safra está muito dependente dos desdobramentos da tensão geopolítica.”

China e EUA

Mercadante avaliou que, se a China fizer acordo com os EUA para comprar mais alimentos, haverá restrições às exportações do Brasil. Mas, se a tensão entre a China e os EUA crescer, o país asiático vai suprir parte da produção de grãos de concorrentes do Brasil. “Estamos num cenário em que precisamos ter mais infraestrutura de armazenamento, silagem. Estamos trabalhando fortemente nisso”, frisou.

“A segunda questão é o câmbio. Porque parte dos preços dos alimentos está dolarizada”, afirmou, citando produtos em que o Brasil se destaca como produtor – café, suco de laranja – e que, mesmo assim, estão ficando mais caros nas prateleiras. “Então nós temos oferta, só que o preço está indexado à bolsa internacional.”

O executivo disse ainda que é preciso desenvolver a agricultura familiar e o mercado interno de alimentos.

Mercadante abordou segurança alimentar e preços dos alimentos em entrevista coletiva para anúncio de acordo com o Rio Grande do Sul visando proteção contra eventos climáticos extremos e estruturas de resposta a ocorrências. Ele comentou que o banco de fomento criou uma área específica para lidar com impactos da emergência climática.

O executivo comentou que os resultados do BNDES sairão em breve e antecipou que o índice de inadimplência foi de 0,001% em 2024.



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Confira como os preços da arroba do boi gordo terminaram a semana


O mercado físico do boi gordo fecha a semana apresentando calmaria e inexpressivo fluxo de negócios.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, algumas indústrias passam a se ausentar da compra de gado, o que é bastante usual para uma sexta-feira.

“A expectativa de curto prazo ainda é de alguma alta dos preços, mesmo que isso ocorra de maneira comedida. Até mesmo na Região Norte o mercado já apresenta maiores sintomas de estabilidade”, considera.

De acordo com Iglesias, o bom escoamento da carne de boi ao longo da primeira quinzena do mês é uma variável chave para justificar essa maior propensão a reajustes no curto prazo.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 329,10
  • Goiás: R$ 306,25
  • Minas Gerais: R$ 314,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,95
  • Mato Grosso: R$ 322,42.

Mercado atacadista

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Foto: Freepik

O mercado atacadista apresenta preços firmes, ainda com perspectiva de alta das cotações no curto prazo, com boa perspectiva de reposição entre atacado e varejo, produto da entrada dos salários na economia.

Por sua vez, é importante mencionar que haverá maior espaço para alta dos preços dos cortes dianteiro e da ponta de agulha, em linha com a população que permanece descapitalizada, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 25,00, por quilo. Já o quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50, por quilo. A ponta de agulha, por sua vez, permanece no patamar de R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,7916 para venda e a R$ 5,7896 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7349 e a máxima de R$ 5,8079. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,75%.



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Mercado da soja já reage ao próximo relatório do USDA; veja cotações


A sexta-feira foi de poucas ofertas no mercado físico de soja do Brasil. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, apenas lotes pontuais foram negociados.

Assim, os preços ficaram de estáveis a mais baixos no spot. No mercado futuro, os patamares ficaram estáveis, com eventuais altas ligadas aos fretes. A Bolsa de Chicago caiu. A volatilidade do dólar contribuiu para a oscilação no Brasil.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 132
  • Região das Missões: baixou de R$ 133,50 para R$ 133
  • Porto de Rio Grande: estabilizou em R$ 132
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 124,50 para R$ 124
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 132 para R$ 131
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 112
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117 para R$ 118
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 114 para R$ 112

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em queda, reduzindo a alta semanal.

Os agentes optaram por realizar lucros e se posicionar frente ao relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na terça-feira (11).

A previsão de retorno das chuvas na Argentina e no sul do Brasil e a estimativa de que a produção brasileira (174,8 milhões de toneladas, 14,8% acima da 2023/24, conforme estimativa da Safras & Mercado) poderá ficar acima das mais otimistas projeções contribuíram para a queda dos contratos.

Relatório do USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá, no seu relatório de fevereiro, indicar poucas alterações no quadro de oferta e demanda americano de soja, conforme projeção de Safras.

Na avaliação do mercado, o órgão poderá elevar a estimativa de safra do Brasil e cortar a previsão para a Argentina.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 382 milhões de bushels em 2024/25. Em janeiro, a previsão do USDA foi de 380 milhões.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 128,5 milhões de toneladas. Em janeiro, o número ficou em 128,4 milhões.

O USDA deverá elevar a estimativa para a safra do Brasil de 169 milhões para 170 milhões de toneladas. Já a estimativa para a Argentina deverá ser reduzida de 52 milhões para 50,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

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Foto: Ministério da Agricultura
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 11,00 centavos de dólar ou 1,03% a US$ 10,49 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,65 1/2 por bushel, com perda de 10,25 centavos, ou 0,95%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 5,00 ou 1,63% a US$ 301,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,98 centavos de dólar, com alta de 0,58 centavo ou 1,27%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, sendo negociado a R$ 5,7916 para venda e a R$ 5,7896 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7349 e a máxima de R$ 5,8079. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,75%.



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Alerta de chuvas intensas no Norte e Nordeste



Alerta indica a possibilidade de precipitações e ventos fortes




Foto: Arquivo

Nesta sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alertas de chuvas intensas para diversas áreas das regiões Norte e Nordeste do Brasil. Esses avisos, classificados nas cores laranja e amarelo, indicam a possibilidade de precipitações e ventos fortes, exigindo atenção da população.

Região Norte:

Manaus (AM): Alerta laranja em vigor até as 9h de hoje, com previsão de chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, acompanhadas de ventos de 60 a 100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Belém (PA): Alerta amarelo válido até as 10h, indicando chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos de 40 a 60 km/h. O risco é menor, mas ainda inclui possíveis alagamentos e descargas elétricas.

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Região Nordeste:

Salvador (BA): Alerta amarelo até as 10h, com previsão de chuvas rápidas e isoladas, podendo acumular até 50 mm/dia e ventos de até 60 km/h.

Recife (PE): Alerta laranja em vigor até as 10h, com possibilidade de chuvas intensas e ventos fortes, similares aos previstos para Manaus.





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Projeto de lei quer renegociação de dívidas rurais em até 20 anos


Os produtores rurais gaúchos têm sofrido há quatro safras seguidas com perdas causadas pela seca e, também, por enchentes. Por conta disso, muitos seguem afundados em dívidas e temem até largar a atividade.

Uma saída para essa questão que aflige os agricultores pode ser o novo projeto de lei (PL 320/25) protocolado no Senado pelo senador Luis Carlos Heinze nesta quinta-feira (6).

A proposta oferece condições para o pagamento das dívidas do setor agropecuário com prazo de até 20 anos para quitação e juros reduzidos.

Além disso, propõe a securitização das dívidas agropecuárias, convertendo-as em títulos lastreados pelo Tesouro Nacional até o limite de R$ 60 bilhões.

As operações de custeio, investimento e comercialização contratadas até 30 de junho de 2025, por exemplo, poderão ser incluídas no programa, com um teto de renegociação de R$ 5 milhões por CPF e dois anos de carência.

“Nosso objetivo é dar um fôlego financeiro aos produtores que foram atingidos por eventos climáticos severos. Com esse projeto, garantimos um prazo maior para pagamento e taxas de juros reduzidas, permitindo que os agricultores possam continuar investindo em suas lavouras sem serem sufocados pelas dívidas”, destacou Heinze.

Escala de juros

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Foto: Mapa

Os juros propostos pelo PL 320/25 variam conforme o perfil do produtor:

  • 1% ao ano para beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • 2% para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp); e
  • 3% para os demais produtores

O projeto de lei também prevê bonificações para produtores que quitarem suas parcelas em dia, com desconto de 30% sobre cada parcela paga dentro do vencimento, limitado a R$ 100 mil, e 15% sobre valores que excederem esse montante.

De acordo com o senador, a proposta é que os produtores securitizados também tenham acesso prioritário a linhas de crédito especiais para investimento e custeio rural.

“Estamos incentivando o pagamento em dia com bonificações, porque queremos que os produtores consigam honrar seus compromissos sem comprometer sua produção. O desconto para quem paga em dia será um diferencial importante”, ressaltou.

Como o projeto será viabilizado?

Para viabilizar as ações do projeto de lei, a ideia é instituir o Fundo Garantidor para a Securitização das Dívidas Rurais (FGSDR), que será mantido por recursos dos próprios produtores, com a destinação de 0,2% da produção para o fundo.

Além disso, contará com aportes de fundos constitucionais do Nordeste (FNE), do Centro-Oeste (FCO) e do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Segundo o parlamentar, outro ponto importante do projeto é a criação de uma linha de crédito especial via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), voltada para recuperação de solo e investimentos em irrigação, com taxas de juros de até 5% ao ano.

“A recuperação do solo e o investimento em irrigação são fundamentais para evitar novas perdas e garantir a produtividade. Com essa linha de crédito especial, o produtor terá condições de se preparar melhor para enfrentar os desafios climáticos futuros”, destacou Heinze.

Proteção ao produtor

A proposta do senador busca também garantir que os produtores não fiquem impedidos de acessar crédito bancário. O texto prevê que, em caso de novo evento climático, haverá prorrogação automática do pagamento por 12 meses, sem penalidades.

Nesse sentido, as parcelas cobertas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) serão excluídas da renegociação.

O senador defende que a medida é essencial para a recuperação do setor, especialmente no Rio Grande do Sul, que vem enfrentando adversidades climáticas recorrentes.

“Este é um texto inicial que atende às necessidades dos produtores e preserva a produção de alimentos. O próximo passo é articular sua aprovação e realizar um trabalho de sensibilização junto ao governo federal”, finalizou.



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Governo aposta em supersafra para conter alta dos alimentos, diz ministro



O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou nesta sexta-feira (7), que o governo projeta uma redução nos preços dos alimentos ainda no primeiro semestre de 2025, impulsionada por uma colheita recorde prevista para o período.

“Este ano, a expectativa é de uma supersafra. O clima está ajudando e, ao longo deste primeiro semestre, teremos a colheita. Todos os dados indicam que teremos uma supersafra, o que resultará na queda do preço dos alimentos. Portanto, a expectativa é positiva”, afirmou o ministro em entrevista ao Portal Metro1 – Rádio Metropole, da Bahia .

O anúncio ocorre em meio a preocupações com o impacto da inflação sobre o custo de vida, o que levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a sugerir que os consumidores evitem comprar produtos com preços elevados como forma de pressionar o mercado.

O governo também mantém diálogo com empresários e ministérios na busca por medidas para conter os aumentos.

‘Inflação de alimentos é infinitamente menor que na gestão Bolsonaro’

Costa também afirmou na entrevista que as críticas sobre a alta nos preços dos alimentos em 2024 não levam em conta a queda registrada no ano anterior e a comparação com o governo de Jair Bolsonaro.

“O que eles esquecem de dizer é duas coisas: primeiro, se você comparar a inflação de alimentos dos dois anos do governo Lula, ela é infinitamente menor que nos quatro anos ou nos dois anos do governo Bolsonaro. Ou seja, se comparar, não fica de pé esse argumento, porque os preços em 2023 caíram”, disse o ministro.

Segundo ele, a alta recente da carne faz parte de um ciclo natural do setor. Ele explicou que a baixa nos preços em 2023 levou a um aumento do abate de fêmeas, reduzindo o rebanho e, consequentemente, a oferta para o abate, o que impulsionou a valorização do produto.

“O preço da carne estava em baixa em 2023 e isso levou ao que eles chamam de ciclo da carne: quando os preços mergulham muito, os produtores começam a abater as fêmeas e aí você diminui o rebanho, diminui a oferta para o abate e isso força uma escassez do produto e a subida do preço”, explicou.

Rui Costa também atribuiu a pressão sobre os preços à abertura de novos mercados internacionais para os produtos brasileiros e a eventos climáticos extremos. “O Brasil abriu para mais de 200 mercados internacionais para exportação e isso impacta a oferta interna. Os episódios de gripe aviária nos EUA e a doença nas laranjas norte-americanas – que também ocorreu em São Paulo”, afirmou.

Ele destacou ainda que as condições climáticas atípicas de 2024, incluindo secas severas e enchentes no Rio Grande do Sul, tiveram forte impacto na oferta de alimentos. “Primeiro nós tivemos muita seca e, depois, todos acompanharam o Rio Grande do Sul ficar debaixo da água por mais de 30 dias. Então isso impacta na oferta de alimentos”, concluiu.



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Plataforma Abastece SP completa um ano e fecha R$ 680 milhões em negócios



A plataforma Abastece SP fechou R$ 680,9 milhões em negócios em 2024, aumento de 44% em relação ao registrado no ano anterior, segundo dados da Coordenadoria de Desenvolvimento do Agronegócio (Codeagro).

O montante negociado é referente a 623 editais atendidos por meio da plataforma, que previam a compra de 168 produtos, como frutas, verduras, legumes e até queijos e iogurtes.

De acordo com o secretário de Agricultura do estado de São Paulo, centenas de produtores paulistas foram beneficiados pela plataforma, que garantiu a compra de seus alimentos com preços acima dos praticados no mercado.

A plataforma Abastece SP pode ser acessada pelo celular e tem como objetivo ser de fácil acesso e operação. O serviço, que entrou no ar em fevereiro de 2024, disponibiliza os editais públicos abertos, podendo ser acessados por produto ou por município, incentivando a compra de alimentos produzidos no estado de São Paulo.

“A plataforma facilita a visibilidade dessas chamadas abertas, agregando conexão entre o agricultor e as instituições compradoras”, afirma a diretora do Departamento de Apoio ao Cooperativismo e Associativismo da Codeagro, Déia Rodrigues.

Facilidade em encontrar os editais

Segundo a diretora, antes da plataforma, a maior dificuldade do agricultor era justamente localizar os editais, seja por desconhecimento das oportunidades ou do manuseio das tecnologias.

“O produtor rural que desconhece o Abastece SP tem um caminho muito maior para encontrar oportunidades de negócios por chamamento público. Normalmente, precisam se locomover até as prefeituras e as Casas da Agricultura, por exemplo, para conseguir os editais. A plataforma já facilita isso para ele, dispondo todas as informações com transparência e também permitindo a oferta dos produtos.”

Ela lembra que a plataforma Abastece SP disponibiliza chamadas públicas no âmbito dos programas de compras institucionais, que podem ser atendidas pelos produtores rurais paulistas por meio de programas governamentais.

Assim, há o estímulo da compra de produtos da agricultura familiar para compor a merenda de escolas públicas e, também, atender famílias cadastradas em situação de insegurança alimentar. Os produtos também são ofertados em hospitais, escolas, presídios, entre outras instituições públicas.



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