domingo, julho 5, 2026

Agro

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Exportação cai em relação a janeiro de 2024, mas é a segunda maior da série histórica



O diretor de Planejamento e Inteligência Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Brandão, afirmou nesta sexta-feira (7), que, embora menor que o de 2024, o valor de exportações registrado no mês passado é o segundo maior da série histórica para meses de janeiro. As vendas somaram US$ 25,18 bilhões.

Na comparação como o mesmo mês do ano passado, o resultado foi mais negativamente influenciado pela queda de preços, de 5,2%, já que o volume de vendas caiu apenas 0,9%.

Agronegócio

Na agropecuária, os embarques foram impactados tanto pelo volume, que recuou 6,7%, como pelos preços, que caíram 4%.

As exportações no setor somaram US$ 3,8 bilhões em janeiro, contra US$ 4,2 bilhões vendidos no mesmo mês de 2024. A soja foi um dos produtos que mais influenciou neste número. A queda nos embarques foi de 70,1%, com recuo de 62,4% nos volumes e de 20,3% nos preços.

“Embora tenhamos uma safra maior de soja esse ano em relação ao ano passado, esse embarque de janeiro cai. Eu sempre destaco aqui que a safra, embora seja mais ou menos constante, o período de escoamento não é totalmente constante, varia um pouco ao longo do ano, dependendo das condições climáticas”, disse Brandão.

“Nesse ano observamos que provavelmente os maiores volumes vão ocorrer mais para frente”, completou.

Na indústria extrativa também houve grande queda de preço nas vendas para fora, com petróleo caindo a 16,1% e minério de ferro a 26,3%, o que puxou para baixo o valor exportado dessas duas commodities.

Entre os destaques positivos o diretor do Mdic citou as exportações de celulose (avanço de 44,2%), de carne bovina (crescimento de 10,5%) e de carne de ave (alta de 21,9%) em janeiro. As vendas de café foram expressivas, com aumento de 79,4% em relação ao mesmo mês no ano passado, com alta de 9,5% no volume vendido, e de 63,8% nos preços.

Outro destaque dado por Brandão foi para as exportações à Argentina, que cresceram 57,9% em janeiro, número auxiliado pelas vendas do setor automotivo.



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Índice de Preço de Alimentos da FAO recua em janeiro com baixas em açúcar, óleo e carnes



O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) teve média de 124,9 pontos em janeiro, queda de 2,1 pontos (0,5%) ante dezembro. O recuo foi atribuído aos subíndices de açúcar, óleos vegetais e carnes, que compensou o avanço de lácteos e cereais. O índice mensal ficou 7,3 pontos (6,2%) acima de janeiro do ano passado, mas permaneceu 35,3 pontos (22%) abaixo do pico atingido em março de 2022.

O subíndice de preços dos Cereais registrou média de 111,7 pontos em janeiro, alta de 0,3 ponto (0,3%) ante dezembro, mas 8,2 pontos (6,9%) abaixo de dezembro de 2024.

Segundo a FAO, os preços do trigo caíram ligeiramente, pressionados pela fraca demanda, apesar do impulso da oferta apertada na Rússia e das condições de safra piores no país, além da União Europeia e EUA. Contudo, o preço do milho avançou, superando os níveis do ano anterior pela primeira vez em dois anos.

Os ganhos foram influenciados pela oferta apertada, pelas condições desfavoráveis na Argentina e pelo progresso lento na principal safra do Brasil (safrinha), além da revisão para baixo das estimativas de produção e estoque nos EUA.

Entre outros grãos, os preços mundiais de sorgo e cevada aumentaram, embora o aumento da cevada tenha sido apenas marginal, disse a FAO. Enquanto isso, o Índice de Preços do Arroz da FAO caiu 4,7% em janeiro.

O levantamento mensal da FAO também mostrou que o subíndice de preços dos Óleos Vegetais registrou média de 153 pontos em janeiro, queda de 9,1 pontos (5,6%) ante o mês anterior, mas ainda 24,9% acima do nível do ano anterior.

A FAO atribuiu o recuo aos preços mais baixos do óleo de palma e de colza, enquanto as cotações do óleo de soja e de girassol permaneceram estáveis. Após subir por sete meses consecutivos, o óleo de palma caiu, em parte, por causa do racionamento da demanda. As cotações do óleo de soja permaneceram estáveis com apoio do clima desfavorável em partes dos países produtores de soja da América do Sul.

Já o subíndice de preços da Carne da FAO teve média de teve média de 117,7 pontos em janeiro, baixa de 1,7 ponto (1,4%) ante dezembro, mas permaneceu 8,9 pontos (8,1%) acima do valor correspondente do ano passado. O declínio foi motivado pelos preços da carne ovina, suína e de aves, que superaram os aumentos da carne bovina, segundo a FAO. A carne ovina diminuiu com a demanda reduzida após os feriados de fim de ano.

Enquanto isso, a carne suína caiu com as cotações mais baixas na União Europeia, após um surto de febre aftosa na Alemanha desencadear proibições de importação, resultando em oferta excedente. Já a carne de aves diminuiu com a ampla oferta, principalmente do Brasil, onde os preços competitivos da ração sustentaram a produção. Em contraste, a carne bovina aumentou, com a forte demanda de importação.

O relatório mostrou, ainda, que o subíndice de preços de Lácteos teve média de 142,9 pontos em janeiro, alta de 3,3 pontos (2,4%) em relação a dezembro e 24,3 pontos (20,4%) acima do nível de janeiro de 2024.

Segundo a FAO, as cotações de queijo aumentaram (7,6% mês a mês), com a crescente demanda em meio a uma produção em recuperação lenta e fortes vendas no varejo doméstico nos principais países produtores. Já os preços da manteiga continuaram a cair, apesar da crescente demanda na Europa e na Oceania. Os preços do leite em pó desnatado e integral também recuaram, com a recuperação da produção na Europa e a lenta demanda doméstica e de importação.

De acordo com a instituição, o subíndice de preços do Açúcar teve média de 111,2 pontos em janeiro, queda de 8,1 pontos (6,8%) em relação ao mês anterior e 25,2 pontos (18,5%) abaixo do valor de janeiro de 2023, chegando ao menor nível desde outubro de 2022 (108,6 pontos).

O declínio em janeiro ocorreu com as melhores perspectivas de oferta global para a atual temporada 2024/25, após um clima favorável no Brasil nos últimos meses, que favoreceu a cana-de-açúcar que será colhida a partir de abril, disse a FAO. Além disso, a decisão do governo da Índia de retomar as exportações de açúcar, após limitá-las desde outubro de 2023, exerceu pressão.



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Erva-mate gaúcha é certificada como produto de origem reconhecida



A erva-mate produzida na região de Machadinho, no Rio Grande do Sul, recebeu a indicação geográfica (IG) na modalidade indicação de procedência (IP) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O reconhecimento abrange as modalidades de chimarrão, tereré e chá mate tostado, fabricados tanto pelo método industrial quanto pelo método artesanal barbaquá, de origem indígena.

A certificação atende a um pedido da Associação dos Produtores de Erva-mate de Machadinho (Apromate), que contou com o apoio do Sebrae no processo. Com essa concessão, o Brasil passa a contar com 128 produtos reconhecidos com Indicação Geográfica, sendo esta a terceira para a erva-mate.

As outras duas são das regiões de São Matheus (PR) e do Planalto Norte Catarinense (SC).

Região de produção da erva-mate

A IG concedida ao produto da região de Machadinho abrange dez municípios do Rio Grande do Sul, formando uma área contínua de 2.716.868 km².

Os municípios contemplados são:

  • Barracão
  • Cacique Doble
  • Machadinho
  • Maximiliano de Almeida
  • Paim Filho
  • Sananduva
  • Santo Expedito do Sul
  • São João da Urtiga
  • São José do Ouro
  • Tupanci do Sul

Valorização dos produtores e garantia de qualidade

De acordo com Hulda Giesbrecht, coordenadora de tecnologias portadoras de futuro do Sebrae Nacional, a indicação geográfica agrega valor ao produto e fortalece o trabalho dos pequenos produtores rurais que seguem boas práticas e preservam a tradição da erva-mate da região.

“Ao comprar produtos com IG, o consumidor tem a garantia da qualidade, da origem e da reputação. Diferenciais que agregam valor e aumentam a competitividade desses pequenos negócios rurais”, destaca Giesbrecht.

A certificação do Inpi reforça a identidade da erva-mate gaúcha, garantindo reconhecimento oficial para um produto que faz parte da cultura e da economia da região Sul do Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas melhoram solo para soja, mas atrasam colheita



USDA: chuvas irregulares impactam lavouras no Brasil




Foto: Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontou que quase todas as regiões agrícolas do Brasil registraram precipitações na última semana, mas em volumes bastante irregulares.

No Centro-Oeste, as chuvas variaram entre 10 mm e 50 mm, melhorando a umidade do solo e favorecendo as lavouras de soja nos estágios finais de desenvolvimento. No entanto, os volumes também causaram atrasos na colheita, especialmente em áreas onde os trabalhos já haviam sido iniciados. O plantio do algodão de segunda safra também foi impactado, sofrendo atrasos no Mato Grosso, embora a umidade tenha beneficiado culturas já germinadas.

Por outro lado, no sul do país, a falta de chuvas e as temperaturas elevadas agravaram a seca no Rio Grande do Sul, onde os volumes registrados foram inferiores a 10 mm. A escassez de água limitou ainda mais a umidade do solo, acelerando o desenvolvimento das lavouras de soja, mas com impacto negativo na produtividade.

A persistência das condições climáticas adversas no Sul pode comprometer os rendimentos da safra, enquanto no Centro-Oeste, as precipitações podem continuar interferindo nos trabalhos de campo, conforme os dados do boletim do USDA.





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AgroNewsPolítica & Agro

Seguros são fundamentais na crise climática



Os seguros agrícolas são ferramentas fundamentais nessa estratégia



Para enfrentar os desafios climáticos, produtores devem começar avaliando riscos
Para enfrentar os desafios climáticos, produtores devem começar avaliando riscos – Foto: Pixabay

A adaptação às mudanças climáticas é uma necessidade estratégica para o agronegócio, e os seguros desempenham um papel essencial nesse cenário. Segundo Claudio Durante, executivo da Aon, a gestão de riscos climáticos permite maior previsibilidade e continuidade das operações, garantindo a sustentabilidade do setor diante de eventos extremos.  

Para enfrentar os desafios climáticos, produtores devem começar avaliando riscos como secas e inundações, desenvolvendo planos de mitigação. O uso de tecnologias avançadas, como sistemas de irrigação eficientes e monitoramento climático, também fortalece a resiliência das lavouras. Além disso, práticas agrícolas sustentáveis, como rotação de culturas e conservação do solo, ajudam a minimizar impactos ambientais e econômicos.  

Os seguros agrícolas são ferramentas fundamentais nessa estratégia. Eles oferecem proteção financeira contra perdas inesperadas, permitindo que os produtores mantenham suas atividades mesmo após desastres naturais. A diversificação de culturas também se apresenta como alternativa para reduzir riscos e explorar novas oportunidades de mercado.  

A resiliência climática deve ser encarada como uma vantagem competitiva, e não apenas como uma medida de precaução. O planejamento contínuo e o uso inteligente de seguros garantem maior segurança para o agronegócio, permitindo que o setor cresça de forma sustentável e inovadora. “Preparar-se para desastres climáticos é uma chance de inovar e se destacar no mercado. Os seguros agrícolas são fundamentais para garantir a sustentabilidade do setor”, conclui.

 





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Dia será marcado por temporais e muito calor; confira a previsão



Veja a previsão do tempo para as cinco regiões do país neste sábado (8): tem calor, temporais, pancadas de chuva e rajadas de vento.

Sul

Não chove no noroeste, oeste e sul do Rio Grande do Sul. Tempo firme também em Porto Alegre, com muito calor. Contudo, no norte do estado, precipitações em forma de pancadas, assim como em todo o Paraná e em Santa Catarina. Risco alto de temporais no centro-norte e leste paranaense.

Sudeste

Dia de sol e muito calor no Sudeste. O tempo continua firme no leste, nordeste e norte de Minas Gerais. Não chove e faz muito calor no norte do Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Pancadas típicas de verão no noroeste e Triângulo de Minas, assim como no estado de São Paulo.

Centro-Oeste

Fim de semana abafado e com pancadas típicas de verão no Centro-Oeste. O sol predomina, as temperaturas sobem e faz calor. À tarde, a combinação de calor e umidade favorece a condição de pancadas fortes de chuva com raios e ventos moderados. Alerta no oeste e noroeste de Mato Grosso do Sul e no oeste e noroeste de Mato Grosso.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) estimula nuvens carregadas no centro-norte do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, com risco alto de temporais. Dia abafado com sol, aumento de nuvens e calor. As pancadas podem ocorrer a qualquer momento do dia. Chuva moderada no litoral da Bahia, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

Norte

Sol entre nuvens e pancadas a qualquer momento entre o Acre, Rondônia, Amazonas, centro-norte do Tocantins, Roraima e Amapá. Risco alto para temporais com raios e ventos moderados a fortes.



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Boa oferta brasileira pressiona soja, milho se beneficia



No mercado de milho, os futuros em Chicago também recuaram




Foto: Emerson Peres

As cotações da soja em Chicago encerraram a semana passada em queda, com o contrato para março fechando a sexta-feira (31) em 1.042 cents por bushel, recuo de 1,3%, segundo a StoneX. O mercado segue atento à safra da América do Sul e às tensões geopolíticas dos EUA com Colômbia, México, Canadá e China. Além disso, as vendas fracas de exportação continuam pressionando os preços. Com a colheita avançando no Brasil e a soja nacional mais competitiva que a norte-americana, o mercado monitora o impacto sobre os estoques dos EUA. A política tarifária dos EUA, apesar de ter tido ajustes, ainda gera incertezas.  

No mercado de milho, os futuros em Chicago também recuaram, com o contrato para março/25 fechando a semana a 482 cents por bushel, queda de 0,9%. No início do período, fundos de investimento impulsionaram as compras, apostando nos riscos climáticos da safra sul-americana. No entanto, os rumores de novas tarifas dos EUA sobre produtos do Canadá e México trouxeram cautela ao mercado, reduzindo o apetite dos investidores e pressionando os preços.  

Na B3, o milho seguiu trajetória oposta e registrou alta. O contrato para março encerrou a semana a R$ 75,50/saca, avanço de 0,5%. “Se por um lado a posição mais isolacionista da política tarifária dos EUA tende a penalizar os preços em Chicago, o milho brasileiro só tem a ganhar com esse movimento, uma vez que a medida retira competitividade de um importante mercado exportador de grãos, favorecendo a posição brasileira no comércio global e entregando, consequentemente, suporte aos preços domésticos”, indica.

 





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Óleo de soja sobe com tarifas dos EUA sobre importação



O mercado asiático operou com volumes reduzidos



A imposição das tarifas pelos EUA adiciona um novo elemento ao cenário global do óleo de soja
A imposição das tarifas pelos EUA adiciona um novo elemento ao cenário global do óleo de soja – Foto: Abiove

Segundo a StoneX, o óleo de soja registrou valorização na última semana, impulsionado pela decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de importação ao Canadá, México e China. Após quatro pregões praticamente estáveis, os contratos saltaram 2,5% na sexta-feira (31), atingindo o maior nível em duas semanas. O vencimento para março de 2025 fechou a US¢ 46,1/lb, uma alta de 2,0%, refletindo a percepção de que a medida pode favorecer o consumo do óleo de soja americano e fortalecer sua competitividade no mercado interno.  

O mercado asiático operou com volumes reduzidos devido ao feriado de Ano Novo Lunar, o que limitou grandes oscilações. A Bursa da Malásia permaneceu fechada na quarta e quinta-feira, e as bolsas chinesas também interromperam as negociações. Com isso, o contrato para abril de 2025 foi cotado a USD 963,8/t, mantendo estabilidade frente à semana anterior. A ausência de novas movimentações nesse período contribuiu para a falta de direcionamento mais claro nos preços da região.  

A imposição das tarifas pelos EUA adiciona um novo elemento ao cenário global do óleo de soja. A expectativa é que a demanda interna nos Estados Unidos aumente, o que pode sustentar os preços no curto prazo. No entanto, a retomada das operações na Ásia pode trazer novas influências ao mercado, especialmente considerando o impacto do consumo chinês sobre os preços internacionais dos óleos vegetais.

“O mercado asiático teve volumes significativamente menores e poucas novidades devido ao feriado de Ano Novo Lunar, com a Bursa fechada para operações na quarta e quinta-feira, com as bolsas chinesas também paralisadas por conta do feriado”, conclui.

 





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Futuros da soja sobem em Chicago


A TF Agroeconômica informou que os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta nesta quinta-feira (15), impulsionados por compras de oportunidade. O contrato para março, referência para a safra brasileira, subiu 0,33%, encerrando a US$ 1.060,50/bushel, enquanto o contrato de maio também avançou 0,33%, fechando a US$ 1.075,75/bushel. No mercado de derivados, o farelo de soja caiu 0,62%, para US$ 306,4/ton curta, enquanto o óleo de soja registrou valorização de 0,69%, sendo negociado a US$ 45,40/libra-peso.  

Apesar da leve recuperação, o cenário fundamentalista não favorece a oleaginosa. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que as vendas líquidas caíram 12% na semana, ficando 40% abaixo da média das quatro semanas anteriores. Além disso, a Argentina recebeu boas chuvas, o que pode reduzir perdas na safra. O Brasil, por sua vez, avança na colheita, aumentando a pressão sobre os preços diante da oferta crescente.  

No mercado internacional, os dados de exportação dos EUA seguiram fracos, reforçando o viés baixista. O USDA reportou que, entre 24 e 30 de janeiro, foram vendidas 387,7 mil toneladas de soja da safra 2024/25, abaixo das 438 mil toneladas da semana anterior. A China liderou as compras, adquirindo 208,7 mil toneladas, mas o volume total ficou próximo do mínimo esperado pelo setor privado.  

O mercado segue atento ao impacto das condições climáticas na América do Sul e ao ritmo da colheita no Brasil. O avanço do novo grão no circuito comercial tende a influenciar as cotações, enquanto os traders avaliam oportunidades de compra diante das oscilações diárias.

 





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Como a soja encerrou o dia?


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, segundo a TF Agroeconômica, não há indicações no porto. “No interior, os preços seguem o balizamento de cada praça: R$ 134,00 em Cruz Alta (pagamento em 17/02 – para fábrica), R$ 134,00 em Passo Fundo (pagamento no fim de fevereiro), R$ 134,00 em Ijuí (pagamento em 17/02 – para fábrica), e R$ 134,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento no fim de fevereiro). Os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 126,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra de soja 2024/2025 em Santa Catarina deve crescer 12,2%, com 768,6 mil hectares plantados e produtividade média de 3.771 kg/ha, totalizando 2,91 milhões de toneladas. No entanto, as exportações do estado caíram 5,7% em volume e 23% em receita devido à queda nos preços internacionais, que atingiram o menor nível em quatro anos. O mercado global segue pressionado pela alta oferta e volatilidade. No porto de São Francisco, os preços variam de R$ 132,29/t em fevereiro a R$ 141,00/t em junho.

O Paraná deve enfrentar desafios de logística em virtude do crescimento da safra. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam ideia de R$ 134,00 para entrega em janeiro 31/01 e pagamento 28/02. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços foram a 130,00 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 123,47 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, completa.

A colheita de soja em Mato Grosso do Sul atingiu 12% da área prevista, ficando 1,5 pontos percentuais abaixo do ano passado. A maior produtividade está na região Sul (13,9%), seguida pelo Centro (13,3%) e Norte (0,5%). No entanto, 42% da área total, cerca de 1,8 milhão de hectares, sofre com estresse hídrico, afetando lavouras plantadas entre setembro e outubro. A Aprosoja/MS espera que as chuvas melhorem as condições. Os preços da soja variam entre R$ 114,47/t em Chapadão do Sul e R$ 117,57/t em Dourados, Campo Grande e Maracaju.

O custo de produção está marcando alta expressiva e preocupando o produtor no Mato Grosso. “O Ponto de Equilíbrio (PE) foi calculado em R$ 96,29 por saca, ou 52,08 sacas por hectare. Embora o preço da soja tenha ficado 11,31% acima do PE até dezembro, a recente desvalorização no mercado acende um alerta para os produtores no planejamento da próxima safra. Campo Verde: R$ 117,71, Lucas do Rio Verde: R$ 108,8. Nova Mutum: R$ 108,8. Primavera do Leste: R$ 112,33. Rondonópolis: R$ 112,33. Sorriso: R$ 108,8”, conclui.





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