domingo, julho 5, 2026

Agro

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Desenvolvimento Agrário destinará 5 t de alimentos aos afetados pelas enchentes em SP



A doação será realizada através do Banco Ceagesp de Alimentos (BCA). Alimentos como batatas, tomates, abóboras, berinjelas, mangas, entre outros poderão ser retirados pelos moradores na Sociedade Amigos de Vila Mara.

A organização promove assistência social, programas recreativos, educacionais, esportivos, e culturais. A entrega ocorrerá a partir das 10h. A instituição fica na rua Salvador Fernandes Cárdia, 1037- Vila Mara São Miguel Paulista.

Ceagesp

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo é uma empresa pública federal, sob a forma de sociedade anônima, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e representa um importante elo na cadeia de abastecimento de produtos hortícolas.



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AgroNewsPolítica & Agro

R$ 354 mil investidos na compra de alimentos



PAA garante alimentos para 9 mil pessoas o estado




Foto: Divulgação

A partir da próxima segunda-feira (10), agricultores familiares de Santa Catarina iniciarão o fornecimento de 38,09 toneladas de alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar. A iniciativa é viabilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), e beneficiará instituições socioassistenciais em Lages (SC).

Os alimentos adquiridos incluem maçã, mel e pinhão e foram comprados na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Vinte e oito agricultores familiares dos municípios de São Joaquim e Bom Jardim da Serra participam da operação, sendo também responsáveis pela distribuição dos produtos.

A ação recebeu um investimento de R$ 354,5 mil e atenderá cerca de 9 mil pessoas em vulnerabilidade social. O PAA tem como objetivos incentivar a agricultura familiar, promover a inclusão social e econômica, estimular a produção sustentável e gerar renda aos produtores rurais.





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Nova tecnologia transforma subproduto do etanol de milho em biocombustível para aviação


Uma pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), encontrou formas de transformar o óleo de destilação do etanol de milho (DCO) em combustíveis renováveis, como bioquerosene para aviação e diesel verde.

O estudo, publicado na Nature Communications, detalha a estrutura e o funcionamento de uma enzima natural capaz de gerar hidrocarbonetos similares aos obtidos nas refinarias de petróleo.

A enzima identificada pelo Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) do CNPEM tem um diferencial importante para que o DCO (do inglês distillers corn oil) assuma um papel de destaque na indústria de combustíveis avançados como diesel verde e bioquerosene para aviação: é altamente eficiente e suporta altas temperaturas, o que permite sua aplicação direta nesse coproduto da produção de etanol de milho — atualmente subaproveitado.

Imagem da enzima transformando óleo de milho em hidrocarboneto. As cores representam os átomos: vermelho para oxigênio, azul-escuro para nitrogênio, verde-azulado para carbono e rosa para ferro

A enzima é capaz de atuar no processamento do DCO, uma matéria prima ácida com alto teor de ácidos graxos livres. Ela faz a descarboxilação do DCO, removendo oxigênio de ácidos graxos, transformando-os em moléculas muito semelhantes às obtidas no processo de refino do petróleo.

Além de combustível, os compostos resultantes podem ser usados na produção de plásticos, cosméticos e outros produtos industriais.

Produção de DCO nas indústrias de etanol

No Brasil, em 2023, foram produzidas 145.700 toneladas de DCO nas indústrias de etanol de milho, que poderiam ser utilizadas para produção de combustível. Em âmbito global, a produção do DCO é estimada em 4,3 milhões de toneladas por ano.

O CNPEM é pioneiro nos estudos sobre o aproveitamento da matéria-prima na produção sustentável de hidrocarbonetos usando enzimas. Para a aplicação industrial ainda há etapas a serem vencidas, mas a descoberta representa um passo importante para que a tecnologia seja licenciada.

“O grande desafio era encontrar uma enzima que pudesse trabalhar diretamente com materiais brutos e variados, como subprodutos e/ou coprodutos industriais. Não só identificamos essa enzima, mas também elucidamos completamente seu modo de ação e entendemos que características a deixaram extremamente eficiente para atuar no DCO”, explica a pesquisadora Letícia Zanphorlin, do CNPEM, que liderou o estudo.

Para chegar a essas informações, os pesquisadores transformaram a enzima em cristais para que sua estrutura atômica fosse revelada por cristalografia de proteínas realizada na linha de luz Manacá, do Sirius, acelerador de partículas de 4ª geração do CNPEM, um dos três em atividade no mundo e o maior equipamento científico do país.

Além do impacto científico, a descoberta tem implicações reais no desenvolvimento sustentável. No Brasil, o etanol de milho é uma indústria crescente, especialmente no Centro-Oeste, onde o milho é plantado entre as safras de soja, sem necessidade de novas áreas agrícolas.

Cadeia valor do milho

O óleo gerado na produção de etanol de milho, que atualmente tem pouca aplicação comercial, agora pode ser convertido em combustível para transporte de longas distâncias, aumentando o retorno econômico da cadeia produtiva, e contribuindo para a circularidade do setor.

“O CNPEM tem apostado em soluções que prezam pela sustentabilidade de uma maneira mais ampla, indo além da redução das emissões de gases de efeito estufa, e incluindo questões relacionadas ao uso responsável dos recursos naturais e manutenção do equilíbrio dos ecossistemas”, ressalta o diretor do LNBR, Eduardo Couto.

“A tecnologia agrega valor à cadeia do milho e fortalece a sustentabilidade. Essa cadeia gera o etanol, o DDGS (do inglês, “Distiller’s Dried Grains with Solubles”) e o DCO. O DGGS já vira ração animal, e agora o óleo residual pode ganhar uma destinação importante que é o SAF (combustível sustentável para aviação)”, explica Letícia. Ela também destaca o potencial de outras matérias-primas, como babaçu e macaúba, que estão no radar para estudos futuros.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Inmet divulga alerta de tempestade de granizo com rajadas de até 60 km/h nesta tarde



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou aviso neste sábado (8) que chuvas de até 50 mm, com ventos intensos – pico de 60 km/h – e queda de granizo podem castigar algumas regiões pelo Brasil. O fenômeno tem potencial de causar estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.

O instituto informa que a região central de Goiás, quase todo o estado de Minas Gerais, leste do Mato Grosso do Sul, norte Paranaense, oeste baiano, sul do Tocantins e grande parte do estado de São Paulo, incluindo a capital, podem ser afetados pelas tempestades.

Instruções

Em caso de rajadas de vento, o Inmet reforça que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores devido ao risco de queda e descargas elétricas, não estacionem veículos próximos a torres de transmissão e que evitem usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Mais informações podem ser obtidas junto à Defesa Civil da sua região através do telefone 199 e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).



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Programa Agroamigo completa 20 anos



O Programa de Microfinança Rural do Banco do Nordeste atende milhares de agricultores e agricultoras familiares, enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Desde sua criação, o Agroamigo aplicou mais de R$ 41,7 bilhões, compreendendo 8,1 milhões de operações contratadas. A iniciativa possui uma carteira ativa de R$ 13,2 bilhões, com mais de 1,3 milhão de clientes ativos.

Para comemorar esses resultados, uma solenidade foi realizada, nesta sexta-feira (7), em uma das unidades do banco em Teresina (PI). O evento contou com a participação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, o presidente da instituição financeira, Paulo Câmara, e do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

Na ocasião, o ministro destacou os avanços da economia no país, com foco no setor rural, onde o Agroamigo atua, citando a parceria com o MDS. “Isso é possível a partir da integração do social com o econômico. O social como parte do desenvolvimento econômico, no Piauí, no Nordeste e no Brasil”, pontuou.

O titular da pasta relembrou os mais de 24 milhões de brasileiros que saíram da insegurança alimentar em 2023, segundo estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente do banco, Paulo Câmara, falou sobre a importância e os benefícios do programa. “Dá destaque à agricultura familiar e tem números impactantes, está fazendo diferença na vida das pessoas”, afirmou.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, enalteceu os resultados do projeto. “Estamos aqui para comemorar os 20 anos desse programa essencial. Em 2024, houve cerca de R$ 1 bilhão em crédito subsidiado para a agricultura familiar, com mais de 90 mil operações realizadas”, celebrou.

*Com informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome



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Plantas ornamentais são alternativa rentável para agricultores familiares



O mercado de plantas ornamentais tem se mostrado uma excelente oportunidade de diversificação e geração de renda para produtores rurais. Em Rio Negrinho (SC), o casal Vanderlei Binancheski e Tereza Faustino da Silva tem ampliado sua produção de flores e folhagens, transformando o cultivo em um negócio promissor.

Com uma estufa adaptada para begônias e suculentas, além de trepadeiras e flores a pleno sol, a propriedade do casal de assentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem se consolidado no setor. Eles começaram a produção a partir de matrizes, propagando mudas que hoje são comercializadas em feiras e diretamente na propriedade.

“O cultivo de plantas ornamentais é uma alternativa altamente rentável para produtores rurais, pois há uma grande variedade de espécies com alto valor agregado. Além disso, é possível integrar essa produção a outras atividades agrícolas, sem comprometer o desempenho da propriedade”, afirma Jussara D’Ambrósio Ferreira, engenheira agrônoma do Incra-SC.

Expansão para o turismo rural

A família agora planeja expandir suas atividades, melhorando a infraestrutura do lote para integrar a propriedade ao projeto Acolhida na Colônia, voltado ao turismo rural. A ideia é receber visitantes para vivenciar a rotina no campo e conhecer a diversidade de plantas cultivadas.

“Queremos que as pessoas venham nos visitar, tragam a família para conhecer a produção e aproveitar esse espaço, que será cada vez mais estruturado para receber o público”, afirma Vanderlei.

O setor de plantas ornamentais cresce anualmente e pode ser uma alternativa viável para médios e grandes produtores que buscam diversificação e novas oportunidades de mercado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Clima quente acelera maturação da uva



Colheita da uva Bordô se aproxima do fim no RS




Foto: Divulgação

Segundo dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (6), a colheita da uva segue avançando no Rio Grande do Sul. Em Quaraí, na região administrativa de Bagé, a colheita já atingiu 40% dos 75 hectares cultivados.

Na Serra Gaúcha, o clima dos últimos dias – com chuvas, ventos e redução da radiação solar – dificultou a maturação dos frutos e a sanidade das plantas. No entanto, a colheita já ultrapassou metade do volume previsto. A variedade Bordô está próxima da finalização, enquanto a Isabella começou a ser colhida devido ao amadurecimento acelerado. Se o ritmo for mantido, a colheita deve terminar até o fim de fevereiro.

O processo tem sido fortemente mecanizado, reduzindo a dependência de mão de obra. No entanto, alguns produtores entregaram a safra para a indústria sem definição de preço ou prazo de pagamento. A cotação da Niágara Rosada apresentou sinais de recuperação, com preço médio de R$ 3,80/kg, enquanto as uvas finas variam entre R$ 8,00 e R$ 12,00/kg.

Na região de Erechim, os frutos apresentam ótima qualidade, e muitos vitivinicultores têm buscado uvas da Serra Gaúcha para vinificação, sucos e consumo in natura. A região é responsável por aproximadamente 40% da produção consumida.

Já em Santa Maria, o clima seco e quente adiantou o ciclo da cultura, fazendo com que os cachos amadurecessem até 20 dias antes do esperado. Além disso, as uvas estão com alto teor de açúcar, o que pode impactar a qualidade dos vinhos e sucos produzidos.





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Exportação cai em relação a janeiro de 2024, mas é a segunda maior da série histórica



O diretor de Planejamento e Inteligência Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Brandão, afirmou nesta sexta-feira (7), que, embora menor que o de 2024, o valor de exportações registrado no mês passado é o segundo maior da série histórica para meses de janeiro. As vendas somaram US$ 25,18 bilhões.

Na comparação como o mesmo mês do ano passado, o resultado foi mais negativamente influenciado pela queda de preços, de 5,2%, já que o volume de vendas caiu apenas 0,9%.

Agronegócio

Na agropecuária, os embarques foram impactados tanto pelo volume, que recuou 6,7%, como pelos preços, que caíram 4%.

As exportações no setor somaram US$ 3,8 bilhões em janeiro, contra US$ 4,2 bilhões vendidos no mesmo mês de 2024. A soja foi um dos produtos que mais influenciou neste número. A queda nos embarques foi de 70,1%, com recuo de 62,4% nos volumes e de 20,3% nos preços.

“Embora tenhamos uma safra maior de soja esse ano em relação ao ano passado, esse embarque de janeiro cai. Eu sempre destaco aqui que a safra, embora seja mais ou menos constante, o período de escoamento não é totalmente constante, varia um pouco ao longo do ano, dependendo das condições climáticas”, disse Brandão.

“Nesse ano observamos que provavelmente os maiores volumes vão ocorrer mais para frente”, completou.

Na indústria extrativa também houve grande queda de preço nas vendas para fora, com petróleo caindo a 16,1% e minério de ferro a 26,3%, o que puxou para baixo o valor exportado dessas duas commodities.

Entre os destaques positivos o diretor do Mdic citou as exportações de celulose (avanço de 44,2%), de carne bovina (crescimento de 10,5%) e de carne de ave (alta de 21,9%) em janeiro. As vendas de café foram expressivas, com aumento de 79,4% em relação ao mesmo mês no ano passado, com alta de 9,5% no volume vendido, e de 63,8% nos preços.

Outro destaque dado por Brandão foi para as exportações à Argentina, que cresceram 57,9% em janeiro, número auxiliado pelas vendas do setor automotivo.



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Índice de Preço de Alimentos da FAO recua em janeiro com baixas em açúcar, óleo e carnes



O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) teve média de 124,9 pontos em janeiro, queda de 2,1 pontos (0,5%) ante dezembro. O recuo foi atribuído aos subíndices de açúcar, óleos vegetais e carnes, que compensou o avanço de lácteos e cereais. O índice mensal ficou 7,3 pontos (6,2%) acima de janeiro do ano passado, mas permaneceu 35,3 pontos (22%) abaixo do pico atingido em março de 2022.

O subíndice de preços dos Cereais registrou média de 111,7 pontos em janeiro, alta de 0,3 ponto (0,3%) ante dezembro, mas 8,2 pontos (6,9%) abaixo de dezembro de 2024.

Segundo a FAO, os preços do trigo caíram ligeiramente, pressionados pela fraca demanda, apesar do impulso da oferta apertada na Rússia e das condições de safra piores no país, além da União Europeia e EUA. Contudo, o preço do milho avançou, superando os níveis do ano anterior pela primeira vez em dois anos.

Os ganhos foram influenciados pela oferta apertada, pelas condições desfavoráveis na Argentina e pelo progresso lento na principal safra do Brasil (safrinha), além da revisão para baixo das estimativas de produção e estoque nos EUA.

Entre outros grãos, os preços mundiais de sorgo e cevada aumentaram, embora o aumento da cevada tenha sido apenas marginal, disse a FAO. Enquanto isso, o Índice de Preços do Arroz da FAO caiu 4,7% em janeiro.

O levantamento mensal da FAO também mostrou que o subíndice de preços dos Óleos Vegetais registrou média de 153 pontos em janeiro, queda de 9,1 pontos (5,6%) ante o mês anterior, mas ainda 24,9% acima do nível do ano anterior.

A FAO atribuiu o recuo aos preços mais baixos do óleo de palma e de colza, enquanto as cotações do óleo de soja e de girassol permaneceram estáveis. Após subir por sete meses consecutivos, o óleo de palma caiu, em parte, por causa do racionamento da demanda. As cotações do óleo de soja permaneceram estáveis com apoio do clima desfavorável em partes dos países produtores de soja da América do Sul.

Já o subíndice de preços da Carne da FAO teve média de teve média de 117,7 pontos em janeiro, baixa de 1,7 ponto (1,4%) ante dezembro, mas permaneceu 8,9 pontos (8,1%) acima do valor correspondente do ano passado. O declínio foi motivado pelos preços da carne ovina, suína e de aves, que superaram os aumentos da carne bovina, segundo a FAO. A carne ovina diminuiu com a demanda reduzida após os feriados de fim de ano.

Enquanto isso, a carne suína caiu com as cotações mais baixas na União Europeia, após um surto de febre aftosa na Alemanha desencadear proibições de importação, resultando em oferta excedente. Já a carne de aves diminuiu com a ampla oferta, principalmente do Brasil, onde os preços competitivos da ração sustentaram a produção. Em contraste, a carne bovina aumentou, com a forte demanda de importação.

O relatório mostrou, ainda, que o subíndice de preços de Lácteos teve média de 142,9 pontos em janeiro, alta de 3,3 pontos (2,4%) em relação a dezembro e 24,3 pontos (20,4%) acima do nível de janeiro de 2024.

Segundo a FAO, as cotações de queijo aumentaram (7,6% mês a mês), com a crescente demanda em meio a uma produção em recuperação lenta e fortes vendas no varejo doméstico nos principais países produtores. Já os preços da manteiga continuaram a cair, apesar da crescente demanda na Europa e na Oceania. Os preços do leite em pó desnatado e integral também recuaram, com a recuperação da produção na Europa e a lenta demanda doméstica e de importação.

De acordo com a instituição, o subíndice de preços do Açúcar teve média de 111,2 pontos em janeiro, queda de 8,1 pontos (6,8%) em relação ao mês anterior e 25,2 pontos (18,5%) abaixo do valor de janeiro de 2023, chegando ao menor nível desde outubro de 2022 (108,6 pontos).

O declínio em janeiro ocorreu com as melhores perspectivas de oferta global para a atual temporada 2024/25, após um clima favorável no Brasil nos últimos meses, que favoreceu a cana-de-açúcar que será colhida a partir de abril, disse a FAO. Além disso, a decisão do governo da Índia de retomar as exportações de açúcar, após limitá-las desde outubro de 2023, exerceu pressão.



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Erva-mate gaúcha é certificada como produto de origem reconhecida



A erva-mate produzida na região de Machadinho, no Rio Grande do Sul, recebeu a indicação geográfica (IG) na modalidade indicação de procedência (IP) pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

O reconhecimento abrange as modalidades de chimarrão, tereré e chá mate tostado, fabricados tanto pelo método industrial quanto pelo método artesanal barbaquá, de origem indígena.

A certificação atende a um pedido da Associação dos Produtores de Erva-mate de Machadinho (Apromate), que contou com o apoio do Sebrae no processo. Com essa concessão, o Brasil passa a contar com 128 produtos reconhecidos com Indicação Geográfica, sendo esta a terceira para a erva-mate.

As outras duas são das regiões de São Matheus (PR) e do Planalto Norte Catarinense (SC).

Região de produção da erva-mate

A IG concedida ao produto da região de Machadinho abrange dez municípios do Rio Grande do Sul, formando uma área contínua de 2.716.868 km².

Os municípios contemplados são:

  • Barracão
  • Cacique Doble
  • Machadinho
  • Maximiliano de Almeida
  • Paim Filho
  • Sananduva
  • Santo Expedito do Sul
  • São João da Urtiga
  • São José do Ouro
  • Tupanci do Sul

Valorização dos produtores e garantia de qualidade

De acordo com Hulda Giesbrecht, coordenadora de tecnologias portadoras de futuro do Sebrae Nacional, a indicação geográfica agrega valor ao produto e fortalece o trabalho dos pequenos produtores rurais que seguem boas práticas e preservam a tradição da erva-mate da região.

“Ao comprar produtos com IG, o consumidor tem a garantia da qualidade, da origem e da reputação. Diferenciais que agregam valor e aumentam a competitividade desses pequenos negócios rurais”, destaca Giesbrecht.

A certificação do Inpi reforça a identidade da erva-mate gaúcha, garantindo reconhecimento oficial para um produto que faz parte da cultura e da economia da região Sul do Brasil.



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