domingo, julho 5, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

A soja vai seguir desvalorizando: Consultoria



Entre os fatores de alta, destaca-se a menor produção de canola no Canadá



Entre os fatores de alta, destaca-se a menor produção de canola no Canadá
Entre os fatores de alta, destaca-se a menor produção de canola no Canadá – Foto: Ivan Bueno/APPA

A TF Agroeconômica alerta que a soja continua em queda desde janeiro de 2024, reforçando sua recomendação para que produtores fixem preços e vendam antes de novas desvalorizações. A alta dos preços em Chicago no ano passado incentivou o aumento da produção global, levando à atual pressão baixista no mercado. 

Além disso, o crescimento da demanda por óleo de soja para biocombustível não tem sido suficiente para compensar o excesso de farelo, cujos estoques estão muito acima da média dos últimos anos. O setor produtivo e o governo ainda não tomaram medidas para reverter essa situação, que poderia representar uma oportunidade comercial para o Brasil.  

“Nesta sexta-feira, mais uma consultoria privada brasileira estimou a safra atual em 174,88 milhões de toneladas (a segunda: todas as outras estimam entre 170/173MT, enquanto a Conab estima 166 MT e o USDA 169 MT). A seca que atinge a região sul do país está sendo compensada pelo aumento de produtividade trazido pelas fortes chuvas do Centro-Oeste do país”, comenta.

Entre os fatores de alta, destaca-se a menor produção de canola no Canadá, o que pode elevar a demanda por óleo de soja. Além disso, a previsão de aumento da mistura de biodiesel no Brasil, de B14 para B15 a partir de março, tende a aquecer o mercado interno.  

Já entre os fatores de baixa, pesam as perdas nos mercados acionários, forçando grandes fundos de investimento a realizarem lucros, além da melhora nas condições das lavouras argentinas devido a recentes chuvas. O mercado também sente os efeitos da entrada da nova safra brasileira no circuito comercial e teme uma escalada na guerra tarifária entre EUA e China, o que pode impactar negativamente as exportações norte-americanas.

 





Source link

News

Trump anunciará tarifas de 25% sobre aço e alumínio, produtos exportados pelo Brasil



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que anunciará hoje (10) tarifas de 25% sobre alumínio e aço importados. Esses produtos são exportados pelo Brasil aos EUA. Procurado, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmou que não vai se manifestar.

O republicano também disse que deve anunciar, na terça ou quarta-feira, tarifas recíprocas a países que “tiram vantagem” dos EUA.

Em entrevista a repórteres no avião presidencial, a caminho do Super Bowl, Trump afirmou que os EUA vão cobrar o mesmo nível de taxas impostas pelos parceiros comerciais.

“Não vai afetar todos os países, porque há alguns com os quais temos tarifas similares; mas com aqueles que estão tirando vantagem dos EUA, teremos reciprocidade”, afirmou.

Após ameaçar o Canadá e o México com tarifas de 25%, Trump concedeu a ambos um adiamento de 30 dias em 3 de fevereiro. Ele também anunciou uma cobrança de 10% a importações chinesas.

As tarifas retaliatórias da China contra produtos americanos entraram oficialmente em vigor no domingo, 9 (segunda-feira, 10, pelo horário de Pequim).



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mais uma queda da soja em Chicago


A soja fechou em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira, pressionada pelas chuvas na Argentina e pela expectativa de uma safra recorde no Brasil, segundo a TF Agroeconômica. O contrato de março recuou 1,04%, ou 11,00 cents/bushel, encerrando a $1049,50, enquanto o de maio caiu 0,95%, ou 10,25 cents/bushel, para $1065,50. O farelo de soja para março registrou queda de 1,63%, cotado a $301,4 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 1,28%, para $45,98 por libra-peso.  

“A soja negociada em Chicago fechou o dia em baixa, mas o acumulado da semana em alta. Com as idas e vindas sobre a imposição de tarifas pela Casa Branca, o mercado optou por realizar lucros e passar o final de semana protegido”, comenta.

A realização de lucros marcou o pregão, em meio à incerteza sobre tarifas que podem ser impostas pela Casa Branca. Além disso, as chuvas na Argentina aliviaram parte do estresse hídrico, mas 30% da safra segue em condições regulares ou ruins, segundo a Bolsa de Rosário. No Brasil, os atrasos na colheita não impediram projeções de uma safra recorde, com estimativas acima de 174 milhões de toneladas, reforçando a pressão baixista sobre os preços globais.  

Apesar das quedas, o óleo de soja evitou perdas maiores para o grão, sustentado pelos estoques historicamente baixos de óleo de canola no Canadá. Como resultado, a soja acumulou alta de 0,72% na semana, ou 7,50 cents/bushel. O farelo de soja avançou 0,10%, ou $0,3 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja recuou 0,28%, ou $0,13 por libra-peso. A volatilidade deve continuar influenciando o mercado diante das condições climáticas na América do Sul e das incertezas no cenário comercial global.

 





Source link

News

Tarifas de Trump e inflação global: como isso afeta a economia? Ouça análise


PODCAST Diário Econômico

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que os mercados globais operam com cautela após dados fortes de emprego nos EUA e declarações de Trump sobre tarifas.

No Brasil, as preocupações fiscais pesaram sobre os ativos, com o Ibovespa fechando a semana em baixa. O IPCA de janeiro será o grande foco dos investidores, enquanto o Fed monitora sinais da inflação americana.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

O post Tarifas de Trump e inflação global: como isso afeta a economia? Ouça análise apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Boas expectativas para a colheita de soja; confira o resumo



O Brasil está a caminho de colher uma grande safra de soja, com estimativas que superam até mesmo as projeções iniciais. Segundo a Safras & Mercado, apesar de alguns problemas climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul, as boas colheitas em outros estados, como Mato Grosso, compensam as perdas, e a safra nacional promete um desempenho alto.

A produção de soja na safra 2024/25 deverá alcançar 174,88 milhões de toneladas, um aumento de 14,8% em relação aos 152,3 milhões de toneladas da temporada passada, conforme a estimativa de Safras & Mercado. Esse aumento é um reflexo das boas perspectivas em várias regiões, com destaque para Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil.

As previsões mais recentes indicam uma elevação de 0,67% em relação à projeção de 10 de janeiro, que era de 173,71 milhões de toneladas. A área destinada ao cultivo também cresceu, com uma estimativa de 47,47 milhões de hectares plantados, um aumento de 2,2% sobre os 46,45 milhões de hectares da safra anterior. A produtividade média deverá passar de 3.295 quilos por hectare para 3.702 quilos, conforme o levantamento.

Os ajustes nas estimativas foram motivados por fatores climáticos e o andamento da colheita, que, apesar de ainda estar lenta, tem mostrado resultados positivos. “O principal motivo das revisões foi o quadro climático atual, além do andamento, ainda que lento, da colheita”, explica o analista de Safras, Rafael Silveira.

Entre os ajustes negativos, destacam-se os resultados no Rio Grande do Sul, que sofreu com o clima quente e seco, com perdas superiores a 2 milhões de toneladas. Inicialmente, a previsão para o estado era de 23,3 milhões de toneladas, mas a revisão reduziu a expectativa para 19,8 milhões de toneladas, um número inferior ao da temporada passada.

Em Mato Grosso do Sul, a região Sul foi prejudicada pelas chuvas recentes, mas a produtividade em várias áreas do estado ainda é boa, o que ameniza o impacto. A previsão inicial era de 15,8 milhões de toneladas, mas agora a expectativa é de 13,8 milhões de toneladas.

Por outro lado, o centro do país, especialmente Mato Grosso, surpreende positivamente, com um potencial produtivo elevado, apesar das fortes chuvas. “A surpresa vem do centro do país, especialmente de Mato Grosso, onde, apesar das fortes chuvas, o potencial produtivo das lavouras continua elevado”, destaca o consultor.

Além de Mato Grosso, outros estados, como Goiás, Minas Gerais e regiões do Nordeste, também apresentam boas perspectivas de produção, melhorando as expectativas gerais para a safra nacional de soja. “Dessa forma, a produção total do Brasil segue bem projetada, refletindo não apenas as perdas reais, mas também o cenário de boa produtividade em várias regiões, o que, no somatório, melhora a expectativa para a safra brasileira de soja em 2025”, conclui Silveira.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱



Source link

News

Café brasileiro se destaca em missão comercial no Oriente Médio



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto Agro.BR, promove, entre os dias 10 a 14 de fevereiro, uma missão comercial a Dubai, com foco na promoção dos cafés brasileiros. A missão inclui a participação na World of Coffee Dubai, a principal feira da indústria cafeeira para o mercado da região e de outros países.

Segundo a CNA, além da feira, o grupo terá uma programação repleta de atividades, com visitas a importantes torrefadoras, cafés e centros especializados, visando ampliar o conhecimento sobre as inovações do setor e buscar novos parceiros comerciais. As visitas incluem locais como a Grandmother Coffee Roastery, Nightjar Coffee Roasters, e o DMCC Coffee Centre.

O foco principal da missão é a promoção do café brasileiro no exterior, especialmente em mercados emergentes como o do Oriente Médio, onde a demanda por produtos de qualidade continua a crescer. A presença das empresas brasileiras em eventos de relevância internacional contribui para a construção de novas conexões comerciais e para o fortalecimento da imagem do Brasil como um dos maiores produtores de café do mundo.

Além dos empresários, a delegação conta com especialistas do setor, como o coordenador de Promoção Comercial da CNA, Rodrigo da Matta, e a assessora de Relações Internacionais, Rosilene Bandera. O trabalho desenvolvido visa consolidar a presença do Brasil no mercado global de cafés especiais, sempre focando na qualidade e na diversidade do produto nacional.



Source link

News

Exclusivo! Secretário do Mapa fala sobre novos mercados e desafios com Trump



Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luís Rua, abordou as incertezas sobre novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e as oportunidades geradas por uma possível guerra comercial entre a maior economia do mundo e a China.

Soja e mercado chinês

Um dos temas centrais foi a suspensão da importação de soja de cinco empresas brasileiras pela China, ocorrida em janeiro. Segundo Rua, a situação envolve apenas cinco unidades produtivas entre mais de 1.700 habilitadas a exportar para o país asiático.

“É um problema pequeno no contexto do comércio internacional. Já estamos trabalhando junto às unidades notificadas pela autoridade chinesa”, afirmou. Ele prevê que a situação será resolvida até março.

Expansão de mercados

Rua ressaltou o trabalho do governo na abertura de novos mercados, citando a recente habilitação do Quênia para importar carne bovina brasileira. O secretário reforçou que, além da busca por novas oportunidades externas, o mercado doméstico continua sendo uma prioridade, já que responde por 70% do consumo da produção nacional.

“A ampliação das exportações é essencial, mas sem esquecer da demanda interna”, destacou.

Tarifas dos EUA e relação comercial

Sobre as tarifas do governo Trump, Rua afirmou que ainda há muita especulação e destacou que os produtos brasileiros são, em sua maioria, complementares aos americanos, sem concorrência direta.

“O Brasil quer manter uma relação próxima com os Estados Unidos, um dos nossos principais compradores de produtos agropecuários”, disse.

Oportunidades para o agro brasileiro

O secretário enfatizou que o Brasil está pronto para negociar com mercados estratégicos, destacando a solidez, a segurança e a sustentabilidade da produção nacional.

“O Brasil é um parceiro confiável e estável, capaz de fornecer alimentos com qualidade e sustentabilidade para atender às demandas globais”, concluiu.

Confira a entrevista completa no vídeo a seguir:



Source link

News

Onda de calor se prolonga pelo país



Uma onda de calor que atinge o Sul do Brasil desde o início de fevereiro continuará na região por mais alguns dias. O fenômeno é o causador de temperaturas altas, com a previsão de que as máximas continuem a superar os 40°C no Rio Grande do Sul. Com informações do canal de comunicação Climatempo, essa onda de calor se estenderá até pelo menos o dia 12, próxima quarta-feira.

As áreas mais afetadas incluem, também, Santa Catarina e do Paraná, com destaque para as regiões oeste, centro e sul de Santa Catarina, e o sudoeste e sul do Paraná. Essas áreas também estão em alerta, com a previsão de temperaturas excepcionais para os próximos dias. A intensidade do calor tem sido notável, com a sensação térmica frequentemente muito mais alta devido ao calor seco e à baixa umidade do ar.

Além disso, o impacto da onda de calor não se limita ao Brasil. O Paraguai, o Uruguai, o norte e o centro-oeste da Argentina também estão sendo severamente atingidos, com algumas regiões chegando a temperaturas recordes de até 46° C nos últimos dias. O serviço nacional de meteorologia da Argentina já emitiu um alerta para a continuidade dessa onda de calor em várias regiões do país, destacando os riscos associados à saúde e ao meio ambiente.

Esse fenômeno climático, que afeta uma grande área da América do Sul, está sendo monitorado de perto, pois pode gerar impactos, como o aumento do risco de incêndios, danos à agricultura e dificuldades no abastecimento de água em algumas regiões. A recomendação das autoridades meteorológicas é que a população tome cuidados especiais para evitar complicações de saúde, como desidratação e insolação, além de evitar exposição prolongada ao sol.

A expectativa é de que o calor persista por mais alguns dias, até que o sistema de alta pressão que vem provocando esse clima de verão intenso comece a perder força. Até lá, o alerta continua sendo reforçado, e é importante que as pessoas sigam as orientações para se proteger desse calor extremo.



Source link

News

Mosca-dos-chifres causa prejuízos de R$ 15 bi ao ano à pecuária; saiba como controlar o parasita



A mosca-dos-chifres é uma praga que causa prejuízos diretos à pecuária brasileira, com impactos financeiros da ordem de R$ 15 bilhões ao ano.

De acordo com o médico-veterinário Felipe Pivoto, temperaturas acima de 25 °C e umidade relativa do ar superior a 80% são condições favoráveis ao aparecimento do parasita.

Segundo ele, a maior frequência de chuva acelera significativamente o ciclo do parasita, possibilitando mais de 30 gerações da praga durante o período de um ano.

“Isso acontece porque a umidade do ar evita a dessecação do ovo no ambiente, gerando maior eclosão das larvas e, consequentemente, o desenvolvimento da pupa da mosca”, destaca.

Por outro lado, em ambientes que sofrem com a estiagem, como o Rio Grande do Sul nos últimos anos, a infestação ambiental do parasita é menor. Pivoto destaca que o agente causador da tristesa parasitária bovina é um exemplo de doença transmitida pela mosca-dos-chifres.

“Esse parasita também prejudica muito a questão de bem-estar animal que, consequentemente, traz prejuízo na questão de consumo alimentar e, assim, no ganho de peso médio diário dos animais”, afirma o médico-veterinário.

Medidas de controle à mosca-dos-chifres

Pivoto destaca que o controle do parasita depende muito de cada região do país e, também, da realidade de cada fazenda. No entanto, os brincos mosquicidas são o que há de mais efetivo e com ação prolongada atualmente.

“Existem no mercado vários brincos mosquicidas e, além deles, também temos produtos injetáveis à base de lactonas que vão agir principalmente a nível de bolo fecal, evitando o desenvolvimento desse parasita. Há também os produtos por via purol à base de piretroides e organos fosforados que também vão ser efetivos no controle da mosca”.

Segundo ele, a diferença é a durabilidade de cada produto, sendo que a ação do brinco mosquicida é de longo período, com até 210 dias de eficácia.

“Os produtos por via purol, principalmente à base de piretroides, têm intervalo muito curto de proteção, de quatro ou cinco dias, mas, muitas vezes, são ferramentas fundamentais para serem associadas ao uso de brinco mosquicida para se alcançar uma efetividade próxima de 100%”.



Source link