domingo, julho 5, 2026

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Adab monitora abrigos de morcegos-vampiros para evitar novos focos da raiva


A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) está monitorando abrigos de morcegos-hematófagos, também conhecidos como morcegos-vampiros – que se alimentam de sangue de outros animais – após o aumento do número de casos em animais de produção, com sintomas do vírus da raiva, no estado.

Na última semana, 500 profissionais de saúde, entre veterinários, médicos, enfermeiros e agentes de saúde e de endemias, que atuam na zona urbana e rural, de Guanambi e Caetité, no Sudoeste da Bahia, foram capacitados para atuarem no controle e prevenção da raiva animal.

A iniciativa é fruto de uma ação conjunta entre a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep/Sesab), secretarias municipais de saúde e a Adab.

profissionais da adab fazem capacitação para prevenção e combate da raivaprofissionais da adab fazem capacitação para prevenção e combate da raiva
Foto: Divulgação/Adab

O médico veterinário e coordenador do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), Paulo Ferraz, representou a Adab.

Para ele, além do acolhimento e protocolo das pessoas que manipularam o animal e tiveram contato com a saliva, é importante a notificação imediata à Adab para bloqueio do foco do agente transmissor.

A partir dessas notificações, delimitaremos uma área de atuação mais precisa para monitoramento dos abrigos de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), principal vetor de transmissão da doença no animal, e posterior captura destes”, explica Ferraz.

Orientação

A orientação da Adab aos produtores é que, ao detectar mordedura em seus animais, seja aplicada a pasta anticoagulante vampiricida, ao redor da ferida por, no mínimo, três dias seguidos.

“Isso porque os morcegos voltam para se alimentar, no mesmo animal e lesão, e se contaminam com a pasta. Ao retornar ao seu habitat, morrem e contaminam outros. Com esse controle direto, estima-se que, para cada morcego que recebeu a medicação tópica, outros 20 também morram, reduzindo o número de casos”, estima Paulo Ferraz.

Como resultado desse trabalho, em Guanambi e região, foram monitorados 8 abrigos de morcegos hematófagos, com captura em um deles de nove animais e tratamento em oito, com utilização da pasta. A ação foi realizada pelos técnicos da Adab.

morcegos capturadosmorcegos capturados
Foto: Divulgação/Adab

“Os profissionais precisam se conscientizar de que a raiva é Saúde Única, cuja abordagem precisa ser integrada e a conexão entre a saúde humana, animal e ambiental reconhecida”, adverte Ferraz.

Além disso, ele também reforça sobre a necessidade do criador vacinar, anualmente, contra a raiva o seu rebanho.

“Atualmente, a vacinação apenas se torna obrigatória em casos positivos, na propriedade e área circunvizinha, num raio de 10 quilômetros, mas não podemos negligenciá-la, em função da alta propagação e letalidade”.

A doença

De acordo com a Adab, a raiva é uma doença infecciosa viral aguda grave, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%.

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Foto: Divulgação/Adab

No entanto, trata-se de uma doença passível de controle pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação animal e a realização de bloqueios de foco.

Os animais de produção que podem ser acometidos pela doença são os bovinos e bubalinos, equídeos, ovinos e caprinos, além dos suínos.


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‘O meu maior desafio na profissão sempre foi ser mulher’, diz Cecilia Czepak



Vamos conhecer, a partir de hoje (10), as histórias dos indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil. O primeiro nome é de Cecilia Czepak, pesquisadora da Universidade Federal de Goiás, que se destaca pelo seu trabalho inovador e contribuições no campo da soja.

Cecilia é professora da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás e acumula 26 anos de experiência no campo acadêmico. Formada em Agronomia, ela iniciou sua trajetória em Goiás logo após a formatura, se destacando por sua atuação ao lado de pesquisadores da cultura da soja.

“O grande desafio, para mim, sempre foi ser mulher nessa profissão. Quando me formei, eram 90 alunos na minha turma, apenas 5 eram mulheres, e logo que comecei a procurar emprego, muitas empresas não contratavam mulheres”, lembra Cecilia, que, com determinação, decidiu seguir sua carreira acadêmica, buscando mestrado e doutorado para mudar essa realidade.

Com uma visão voltada para a constante evolução da pesquisa, Cecilia destaca a importância de não depender de uma única ferramenta de controle no campo. Ela aponta a soja transgênica BT como uma importante inovação, mas ressalta que é necessário continuar a busca por novas soluções e estratégias para os produtores. “A pesquisa nunca pode parar. Precisamos de abordagens dinâmicas, onde novas tecnologias estão sempre sendo introduzidas para beneficiar a cultura da soja”, afirma.

Seu trabalho foca no manejo integrado de pragas, buscando reduzir a população de insetos antes que causem danos significativos nas lavouras. Um dos projetos inovadores que ela lidera é a técnica de “macho-confusão”, que utiliza feromônios para confundir os machos de insetos e evitar a reprodução, impedindo que as lagartas se proliferem no campo.

“São 40 anos de trabalho, mas eu não estou sozinha. Tenho o apoio da universidade e, principalmente, de alunos que estão no mercado e com quem compartilho o conhecimento”, destaca Cecilia, ressaltando que o reconhecimento não é apenas individual, mas sim um reconhecimento coletivo da instituição e da comunidade de produtores.

Em um dos momentos marcantes de sua trajetória, Cecilia lembra de um dia em que estava acompanhando um produtor no campo, e o filho do agricultor, ao caminhar ao seu lado, disse: “A coisa que meu pai mais quer é um agrônomo na área”. Este tipo de contato direto com o campo e a constante troca de experiências é o que a motiva a continuar sua jornada de pesquisa e ensino.

A partir do dia 18 de fevereiro você vai poder votar no seu escolhido aqui no site do Soja Brasil!



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AgroNewsPolítica & Agro

Manejo integrado aumenta produtividade da soja



Os resultados de campo comprovam os benefícios da estratégia



A abordagem se baseia em três eixos
A abordagem se baseia em três eixos – Foto: USDA

A produtividade agrícola depende de práticas integradas ao longo de todo o ciclo produtivo, combinando manejo adequado e tecnologia. Com base nessa premissa, a Agrocete, multinacional brasileira especializada em nutrição e biológicos, desenvolveu o conceito de Construção da Produtividade. A estratégia, fundamentada em mais de 330 estudos científicos, busca otimizar o potencial das lavouras, reduzindo riscos e aumentando a eficiência da produção, com o objetivo de atingir 100 sacas por hectare na cultura da soja.  

A abordagem se baseia em três eixos: Plantio, Vigor e Enraizamento; Arranque e Força no Crescimento; e Tecnologia de Aplicação. A combinação de soluções nutricionais, fisiológicas e biológicas fortalece as plantas, melhora a microbiologia do solo e reduz a resistência de pragas e doenças. Além disso, o manejo integrado inclui a rotação de culturas e o uso combinado de produtos biológicos e químicos para enfrentar desafios como a resistência de nematoides.  

“O diferencial está na compatibilidade e sinergia entre os produtos, que potencializam os resultados e reduzem os riscos de resistência de pragas e doenças”, destaca Luis Felipe Dresch, Gerente de Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM) Brasil da Agrocete.

Os resultados de campo comprovam os benefícios da estratégia. No Rio Grande do Sul, a produtividade da soja aumentou 6,02% na safra 2023/24, enquanto em Porteirão (GO), mesmo sob condições climáticas adversas, produtores registraram ganhos de até 10 sacas por hectare. O conceito também tem sido aplicado com sucesso em outras regiões, garantindo resiliência e maior rentabilidade para os agricultores.  

“Quando se utiliza repetidamente um único produto químico, aumenta-se o risco de desenvolvimento de resistência. Por isso, integramos diferentes frentes: nutricional, fisiológica, biológica e química. Essa abordagem reduz drasticamente o risco de resistência, garantindo maior eficiência a longo prazo”, detalha Dresch.


 





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o que esperar do clima nesta semana


Retorno da chuva no Rio Grande do Sul, precipitações acima de 100 mm em duas regiões do país e frente fria para amenizar a alta dos termômetros.

Esses são alguns dos destaques do último balanço do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que contempla o período entre esta segunda-feira (10) e a próxima (17). Confira:

Sul

O tempo quente e seco continuará no Rio Grande do Sul até terça-feira (11), entretanto, a passagem de um sistema frontal a partir de quarta-feira (12) possibilitará o retorno das chuvas ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm. Por outro lado, as instabilidades no Paraná e Santa Cantarina se intensificarão também a partir de quarta-feira, com chuvas mais expressivas no leste desses estados e acumulados acima de 60 mm, podendo ultrapassar 100 mm (tons de vermelho a rosa no mapa abaixo) em algumas áreas.

Sudeste

A tendência é de tempo firme em grande parte de Minas Gerais e Espírito Santo, com possibilidade de pancadas de chuva no final da tarde, típicas de verão, devido à combinação de calor e umidade. Em São Paulo e áreas do Triângulo Mineiro, a previsão indica risco de chuva intensa no início dessa semana, com pancadas que podem ser localmente fortes. Os maiores acumulados estão previstos para a faixa leste paulista com volumes acima de 60 mm.

mapa brasil chuvamapa brasil chuva
Foto: Reprodução Inmet

Centro-Oeste

A combinação de calor e umidade favorecerá a persistência de áreas de instabilidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no oeste de Goiás, com acumulados acima de 40 mm. No oeste mato-grossense, as chuvas poderão ser mais volumosas ao longo da semana, ultrapassando 80 mm em algumas localidades. No centro-sul de Goiás, Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso do Sul, há condição de tempestade entre segunda e terça-feira (10 e 11). Por outro lado, a partir de quinta-feira (13), a tendência é que as chuvas diminuam no leste de Goiás.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) em sua posição mais ao sul favorecerá a chuva no norte da região, com precipitações acima de 80 mm para o norte do Maranhão, do Piauí e no litoral do Ceará. Na faixa leste da região, as precipitações ocorrem em pontos isolados na forma de pancadas de chuva, com acumulados inferiores a 20 mm, enquanto na parte central da Bahia, de Pernambuco e no sudeste do Piauí, a tendência é de tempo firme nos próximos dias.

Norte

As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm (tons de verde no mapa) em grande parte da região, com exceção de grande parte de Roraima, onde as chuvas serão mais escassas, com volumes inferiores a 20 mm. As chuvas podem superar 100 mm no Acre, em Rondônia, no leste do Amazonas e na faixa central e sudoeste do Pará. A ZCIT posicionada mais a sul provocará acumulados acima de 100 mm no nordeste do Pará e em áreas do leste do Amapá.

Temperaturas mínimas e máximas

Para os próximos dias, temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte do
Nordeste com valores entre 30°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C em algumas localidades do interior.

Na Região Norte, as máximas estarão entre 25°C e 28°C em grande parte da região, exceto em Roraima e oeste do Amazonas, onde ficarão acima de 30°C.

No Centro-Oeste, a semana inicia com temperaturas máximas mais amenas, variando entre 24°C e 28°C em grande parte da região. Contudo, no decorrer da semana, os termômetros devem se elevar, variando entre 28°C e 34°C, com maiores valores sobre o oeste de Mato Grosso do Sul.

Na Região Sudeste, os valores estarão entre 28°C e 34°C, enquanto na no Sul, a onda de calor atuará até terça-feira (11) e deixará as temperaturas elevadas no Rio Grande do Sul, com valores previstos entre 30°C e 38°C, podendo ultrapassar 40°C em algumas localidades.

Além disso, a partir de quarta-feira (12), a aproximação de uma frente fria trará declínio das máximas para o Sul do país. Por conta disso, as temperaturas devem oscilar entre 22°C e 32°C.



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Taxação dos EUA ao México pode beneficiar exportações do milho brasileiro



A decisão dos Estados Unidos de recuar na taxação ao México impulsionou as cotações do milho na Bolsa de Chicago, resultando em valorizações ao longo da semana. No entanto, o cenário de incerteza persiste.

Apesar da alta nas cotações, houve redução na oferta por parte dos vendedores, que estão focados nas atividades de campo, como a colheita da safra de verão e a semeadura da segunda safra.

Quanto ao plantio no Brasil, pouco avançou na semana passada: a semeadura do milho segunda safra progrediu cerca de 4% da área em relação aos últimos dias de janeiro, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mato Grosso se destaca com um ritmo 80% inferior ao do ano passado.

Quanto aos preços, em Chicago, o milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,87 por bushel, com alta de 0,83%. No Brasil, na B3, o contrato do cereal para março de 2025 registrou alta significativa de 3,44%, finalizando a R$ 78,10 por saca. Assim, no mercado físico, os preços começaram a reagir.

Mercado do milho: o que esperar?

Análise da plataforma Grão Direto elenca três questões para ficar de olho nesta semana:

  • Relatório de oferta e demanda: semelhante ao cenário da soja, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve adotar uma abordagem mais conservadora para a oferta e demanda no país norte-americano. Na Argentina, o clima seco e quente pode prejudicar a produção. “No Brasil, o órgão tende a manter as projeções, apostando em um plantio da segunda safra dentro da normalidade, apesar do atraso. Quanto à demanda, a estimativa de 47 milhões de toneladas anuais também deve ser mantida”.
  • Condições Climáticas no Mar Negro: um novo surto de frio deve atingir a região do Mar Negro, com condições especialmente severas na Rússia entre 16 e 20 de fevereiro, representando riscos para as lavouras de trigo de inverno. As preocupações com as condições das safras na região, incluindo Rússia e Ucrânia – grandes fornecedores globais de trigo –, vem impulsionando as altas dos preços futuros do grão em Chicago. “A alta das cotações do trigo acaba servindo de suporte para as cotações do milho”, diz a análise da Grão Direto.
  • México, Estados Unidos e Brasil: o México, principal comprador de milho dos Estados Unidos, adquiriu 260 mil toneladas na semana encerrada em 30 de janeiro, mas as tarifas ameaçadas por Donald Trump poderiam elevar os custos de importação, reduzindo suas compras do cereal norte-americano. “O adiamento dessas tarifas por 30 dias trouxe um alívio temporário ao mercado, mas a incerteza persiste. Caso as tarifas sejam implementadas, o México pode buscar fornecedores alternativos, beneficiando países como o Brasil, que se torna mais competitivo nas exportações devido à valorização do dólar frente ao real”.

Diante desse cenário, as cotações do milho na B3 e no mercado físico podem continuar sendo impulsionadas para cima, apesar de uma possível correção das cotações.



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São Paulo passará a comprar café diretamente de cooperativas de agricultura familiar


O café produzido em São Paulo foi incluído no Programa Paulista de Aquisição de Alimentos de Interesse Social (PPAIS) por meio da Secretaria de Agricultura do estado na última semana.

Agora, o poder público estadual pode adquirir o café torrado e moído para abastecimento de suas secretarias e órgãos vinculados – como escolas e hospitais estaduais – diretamente de agricultores familiares por meio de suas cooperativas.

Compra de café

Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) - compra de caféPrograma Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) - compra de café
Foto: Gilberto Marques

Segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, apenas em 2024, São Paulo comprou R$ 10 milhões do grão para suas unidades.

Agora, com a inclusão do café no PPAIS, as aquisições em 2025 devem ultrapassar o montante do ano anterior e ajudar pequenas lavouras que passam a contar com uma venda garantida com previsão de demanda.

“A inclusão do café nas compras públicas tem como objetivo fortalecer esse grão que faz parte da vida de todos os paulistas e garantir um mercado seguro às pequenas propriedades que se dedicam à cafeicultura”, comenta o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai.

Principal comprador

O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social é uma ação do Governo do Estado de São Paulo que visa estimular a produção e garantir a comercialização dos produtos da agricultura familiar.

A iniciativa, que em 2024 comprou aproximadamente R$ 21 milhões de agricultores familiares paulistas, faz com que o estado se tornasse o principal adquirente dos produtos da agricultura familiar.



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Até quando o La Niña deve durar e quais impactos ele ainda pode causar no Brasil?



O planeta já está sob o efeito do La Niña, conforme anunciado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA – Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) em janeiro deste ano.

O fenômeno climático caracteriza-se pelo resfriamento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Assim, cabem as perguntas: como ele impacta o Brasil e até quando deve durar?

A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Danielle Ferreira, explica que, em anos de La Niña, observa-se a redução das chuvas na Região Sul do Brasil, tanto na quantidade, quanto na frequência, havendo possibilidade de períodos longos sem precipitações.

No entanto, não é somente no Sul brasileiro que o La Niña tem forte impacto. Na faixa norte das regiões Norte e Nordeste do Brasil ocorre o inverso: o excesso de chuva, o que vem acontecendo atualmente em grande parte dessas áreas, com constantes avisos laranja de perigo para chuvas intensas.

“As frentes frias passam mais rapidamente sobre a parte leste da Região Sul e acabam levando mais chuvas para a Região Sudeste, podendo chegar até parte do litoral nordestino. Esse comportamento típico nem sempre ocorre, pois é necessário considerar também outros fatores como a temperatura do Oceano Atlântico (Tropical e Sudeste da América do Sul), que também pode atenuar ou intensificar os impactos do fenômeno”, afirma a meteorologista.

Até quando o La Niña vai durar?

Para os próximos meses (primeiro trimestre de 2025), são esperadas temperaturas acima da média em grande parte do território brasileiro e chuvas mais concentradas nas Regiões Norte, Centro-Oeste e áreas do norte e oeste da Região Nordeste, conforme Danielle.

A forma como tem impactado as regiões brasileiros leva à resposta da segunda pergunta. A profissional do Inmet conta que os modelos climáticos da NOAA apontam que o La Niña tem 59% de probabilidade de persistir durante os meses de fevereiro, março e abril deste ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de feijão reage com boas vendas



O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta



O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta
O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta – Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE) relatou ontem um bom volume de vendas por parte de produtores e empacotadores, o que trouxe mais otimismo ao mercado. No Noroeste de Minas, os melhores lotes foram comercializados a R$ 225, dentro da margem de oscilação, com qualidade entre 8 e 8,5. O feijão-preto manteve estabilidade. 

Segundo o IBRAFE, o mercado de feijão tem momentos de alta e baixa, mas também períodos de estagnação, especialmente quando referências antigas, como as de São Paulo, deixam de refletir a realidade. Além disso, alertam para a influência de informações manipuladas em redes sociais.

O IBRAFE destaca a importância do CEPEA como uma referência de preços isenta e incentiva críticas construtivas para aprimorar sua precisão. A entidade reforça que o uso de dados confiáveis evita distorções e especulações prejudiciais ao setor. Um dos maiores empacotadores do Brasil confirmou que as vendas de janeiro ficaram dentro do esperado para o período, indicando um mercado equilibrado, apesar dos desafios.

A entidade também ressaltou que a comercialização de feijão a preços entre R$ 180 e R$ 200 impõe cortes significativos nas margens, tornando a operação mais apertada para produtores e comerciantes. Isso reforça a necessidade de eficiência e estratégias para minimizar impactos financeiros no setor.

Por fim, o IBRAFE informou que buscará ampliar as exportações do feijão brasileiro, com um representante embarcando para a Índia na próxima semana para fomentar negociações. Durante esse período, os comentários da entidade poderão ser mais limitados.

 





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Exportação de carne de frango cresce 9,4% e atinge 443 mil t, recorde para o mês



O Brasil exportou 443 mil toneladas de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) em janeiro. O volume é recorde para o mês na série histórica. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e representam um aumento de 9,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 404,9 mil toneladas.

O faturamento também cresceu, para US$ 826,4 milhões, avanço de 20,9% na comparação anual, frente aos US$ 683,6 milhões registrados em janeiro de 2024. A China manteve a posição de principal destino da carne de frango brasileira, com 44,3 mil toneladas importadas no mês, aumento de 15% em relação a janeiro de 2024.

Os Emirados Árabes Unidos foram o segundo maior comprador, com 38,9 mil toneladas (volume estável), seguidos pela Arábia Saudita (31,8 mil toneladas, -9%), Japão (28,1 mil toneladas, -30%), África do Sul (27,5 mil toneladas, -14%), União Europeia (22 mil toneladas, +41%), Filipinas (20,4 mil toneladas, +39%), Coreia do Sul (14,6 mil toneladas, +14%), Iraque (14,6 mil toneladas, +4%) e Cingapura (14,1 mil toneladas, +20%).

“A China, as Filipinas e outros mercados têm mantido fluxo relevante positivo de importações do produto brasileiro, reforçando perspectivas positivas quanto ao comportamento destes mercados ao longo do ano. Para o próximo mês são esperados resultados positivos de outros mercados com avanços recentes, como é o caso do México, com a renovação do programa de segurança alimentar que influenciou positivamente a compra de produtos brasileiros”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin, na nota.

Entre os Estados exportadores, o Paraná liderou os embarques, com 180,7 mil toneladas (+8,9%), seguido por Santa Catarina, com 94,2 mil toneladas (+3,9%), Rio Grande do Sul, com 58,2 mil toneladas (+7,2%), São Paulo, com 26,1 mil toneladas (+11,2%) e Goiás, com 23,4 mil toneladas (+21,1%).



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Haddad diz que governo vai esperar decisão concreta sobre taxação do aço para se manifestar



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evitou comentar o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que irá impor tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, o que afetaria o Brasil. Questionado pela imprensa sobre quais ações o Executivo brasileiro adotaria em resposta, Haddad respondeu que o governo tomou a decisão de só se manifestar “oportunamente”, com base em decisões concretas, e não em anúncios que, na avaliação do ministro, podem ser mal interpretados ou revistos.

“Então o governo vai aguardar decisão oficialmente antes de qualquer manifestação”, disse o ministro da Fazenda a jornalistas.

Perguntado então se não haveria nada previsto sobre a taxação de big techs norte-americanas, Haddad voltou a dizer que vai aguardar a orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, depois de as medidas dos EUA serem efetivamente implementadas.



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