domingo, julho 5, 2026

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Inflação recua para 0,16% em janeiro, menor taxa para o mês desde 1994



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,16% em janeiro de 2025, a menor variação para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. A taxa ficou 0,36 ponto percentual (p.p.) abaixo da registrada em dezembro (0,52%), levando o acumulado em 12 meses a 4,56%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Queda na energia elétrica alivia inflação

O maior impacto negativo veio da energia elétrica residencial, que recuou 14,21% e reduziu o IPCA em 0,55 p.p. Essa queda está relacionada ao Bônus de Itaipu, creditado nas faturas de janeiro. Com isso, o grupo Habitação, que inclui a conta de luz, apresentou retração de 3,08%, exercendo um impacto de -0,46 p.p. no índice geral.

Transportes e alimentação continuam em alta

Apesar da desaceleração da inflação, os preços de transportes e alimentos subiram. O grupo Transportes avançou 1,30%, impulsionado por passagens aéreas (+10,42%) e ônibus urbano (+3,84%), gerando um impacto de 0,27 p.p. no IPCA.

Já o grupo Alimentação e bebidas teve o quinto aumento consecutivo (+0,96%), contribuindo com 0,21 p.p. para o índice. Os principais destaques foram a cenoura (+36,14%), o tomate (+20,27%) e o café moído (+8,56%). Por outro lado, itens como batata-inglesa (-9,12%) e leite longa vida (-1,53%) tiveram queda nos preços.

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro, com menor variação no preço de lanches (+0,94%) e refeições (+0,58%).

Variações regionais

Entre as 16 localidades pesquisadas pelo IBGE, Aracaju teve a maior alta de preços (0,59%), puxada pelo aumento das passagens aéreas (+13,65%). Já Rio Branco registrou a maior queda (-0,34%), devido ao recuo da energia elétrica residencial (-16,60%). Além disso, cinco capitais apresentaram variação negativa do IPCA em janeiro: Goiânia (-0,03%), Porto Alegre (-0,03%), São Luís (-0,08%), Curitiba (-0,09%) e Rio Branco (-0,34%).

INPC tem variação nula em janeiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, não variou em janeiro (0,0%), acumulando alta de 4,17% nos últimos 12 meses. Os preços dos alimentos desaceleraram para 0,99%, enquanto os produtos não alimentícios registraram queda de -0,33%.

Assim como no IPCA, Salvador teve a maior variação do INPC (+0,47%), impactada pela alta do transporte urbano (+6,00%), enquanto Rio Branco registrou a menor (-0,49%), puxada pela redução da energia elétrica. Oito localidades tiveram deflação no índice.

O próximo resultado do IPCA, referente a fevereiro, será divulgado pelo IBGE em 12 de março.



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Exportação de carne bovina cresce em janeiro e receita supera US$ 1 bilhão



O Brasil exportou 209.192 toneladas de carne bovina em janeiro, gerando uma receita de US$ 1,002 bilhão, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) com base no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é o melhor para o mês desde o início da série histórica.

O volume embarcado cresceu 2% em relação a janeiro de 2024, enquanto a receita avançou 11,4%, impulsionada pelo aumento de 9,4% no preço médio da carne bovina, que registrou o maior patamar desde junho de 2023.

Principais destinos da carne bovina brasileira

A China manteve a liderança entre os importadores, com 92.797 toneladas adquiridas e receita de US$ 452 milhões. No entanto, houve queda nos embarques em relação a janeiro do ano passado e a dezembro de 2024.

Os Estados Unidos, segundo maior mercado, compraram 18.974 toneladas, movimentando US$ 106,6 milhões – uma retração de 8,5% na comparação anual.

Já a União Europeia registrou um crescimento expressivo de 82,6% em relação a dezembro, atingindo 9.270 toneladas e US$ 69,7 milhões em faturamento. A Argélia também se destacou, com alta de 204% no volume importado, totalizando 8.059 toneladas e receita de US$ 42,9 milhões.

“Os Estados Unidos iniciaram o ano com estoques internos elevados, o que reduziu a demanda por importações. No caso da União Europeia, o aumento das compras reflete a reposição de estoques e a competitividade do produto brasileiro”, explicou o presidente da Abiec, Roberto Perosa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Controle da trapoeraba exige estratégias avançadas



Planta daninha resistente preocupa lavouras no Brasil


Foto: coniferconifer

Segundo o informado pelo agrônomo Henrique Fabrício Placido publicou um artigo no Blog da Aegro, a trapoeraba (Commelina benghalensis), uma planta daninha de ciclo perene e caules suculentos, tem se tornado um grande desafio para os agricultores brasileiros. Presente em lavouras anuais e perenes em todo o país, a espécie se adapta melhor a solos férteis, úmidos e sombreados, dificultando seu controle.

A trapoeraba é considerada uma planta de difícil controle, pois possui mecanismos naturais que reduzem a absorção de herbicidas, tornando o manejo químico um desafio. Especialistas alertam que o uso incorreto de herbicidas pode comprometer a eficácia do controle, favorecendo a resistência da espécie.

Para enfrentar essa planta daninha, é essencial adotar boas práticas de aplicação e evitar baixos volumes de herbicidas, além de utilizar adjuvantes adequados para melhorar a absorção dos produtos.

No cultivo do arroz, algumas das opções químicas registradas para controle da trapoeraba incluem os herbicidas:

  • 2,4-D
  • Metsulfuron
  • Bentazon
  • Imazamox

Além do controle químico, especialistas reforçam a importância do manejo integrado, combinando práticas culturais e mecânicas para reduzir a incidência da planta daninha nas lavouras.





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safra 2024/25 é revisada e deve alcançar 228,52 milhões de caixas



A terceira reavaliação da safra de laranja 2024/25 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro prevê produção de 228,52 milhões de caixas de laranja de 40,8 kg, 2,4% maior do que o volume estimado anteriormente (223,14 milhões de caixas), em dezembro.

Apesar do crescimento, o volume ainda é 1,7% menor do que a projeção inicial, de 232,38 milhões, prevista em maio, informa o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). A Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) é realizada pelo Fundecitrus em parceria com o Departamento de Ciências Exatas, FCAV/Unesp Campus Jaboticabal.

“As chuvas dos últimos dois meses foram bem distribuídas em todas as regiões, superando as previsões e mesmo a média histórica em dezembro, o que contribuiu diretamente para o aumento do tamanho dos frutos da quarta florada, principalmente das variedades pêra e natal”, segundo as entidades.

Para compor uma caixa de 40,8 kg são necessários 258 frutos, indicando três frutos a menos em comparação com a recálculo feito em dezembro.

Desta forma, o peso médio das laranjas de primeira, segunda e terceira floradas permanece projetado em 161 gramas, enquanto os frutos da quarta florada registraram um aumento de 20 gramas em relação à reestimativa de dezembro, atingindo 146 gramas.

Como a maior parte da produção que ainda será colhida é proveniente da quarta florada, cuja emissão ocorreu tardiamente, os frutos deverão ser colhidos com 158 gramas na média geral, 2 gramas a mais do que o previsto anteriormente.

Outro fator que influenciou o aumento da safra em relação à revisão anterior foi a redução da taxa de queda das variedades valência, folha murcha e natal de 19% na reestimativa de dezembro para 18% nesta atual projeção.

“A diminuição da taxa de queda está relacionada à colheita antecipada dos frutos das duas primeiras floradas e à menor quantidade de frutos nas árvores em relação às safras passadas neste período da temporada”, explicou o Fundecitrus.

Estima-se que, até meados de janeiro, cerca de 89% da produção foi colhida. As laranjas das variedades precoces já foram extraídas, enquanto ainda restam 15% da produção da variedade pêra rio, 16% das variedades valência e folha murcha e 10% da variedade natal para serem colhidas até o fim da safra.



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Exposição em Brasília apresenta máquinas e equipamentos agrícolas a prefeitos


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) promove, até 12 de fevereiro, uma exposição de máquinas e equipamentos agrícolas disponíveis nas Atas de Registro de Preços do órgão. A iniciativa integra a programação do Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, realizado pelo governo federal.

A exposição, no estacionamento externo do Mapa, reúne tratores, retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, pás carregadeiras e caminhões. Técnicos especializados estão no local para esclarecer dúvidas e orientar os gestores municipais sobre a aplicação dos equipamentos, com foco na mecanização agrícola e na recuperação de estradas vicinais, essenciais para o desenvolvimento do setor agropecuário.

As Atas de Registro de Preços, reguladas pela Lei nº 14.133/21, permitem agilizar processos licitatórios e facilitar parcerias entre o Mapa e os municípios. Durante o evento, prefeitos podem conhecer detalhes sobre o funcionamento dos maquinários e avaliar sua aplicabilidade conforme as necessidades locais.

Apoio a municípios afetados pelas chuvas

No dia 10, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu uma comitiva de prefeitos do Mato Grosso, estado que enfrenta desafios na recuperação de estradas vicinais e pontes após fortes chuvas.

EXPOSIÇÃO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS EM BRASÍLIA EXPOSIÇÃO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS EM BRASÍLIA
Comitiva de prefeitos e prefeitas do Mato Grosso e o ministro Fávaro durante a exposição

O Mapa já executou cerca de 1.500 quilômetros de recuperação de estradas no estado e investiu aproximadamente R$ 15 milhões em máquinas e equipamentos para atender os municípios. O ministro destacou a eficiência dos programas do Mapa, que disponibilizam maquinário de alta qualidade e assistência técnica, garantindo maior agilidade na recuperação da infraestrutura rural.

Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas

Realizado entre 11 e 13 de fevereiro, em Brasília (DF), o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas busca fortalecer o pacto federativo e ampliar a participação dos municípios em programas do governo federal.

O evento é promovido pela Presidência da República, com coordenação da Secretaria de Relações Institucionais e apoio da Associação Brasileira de Municípios (ABM), da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).



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Dólar recua mesmo com ameaça tarifária dos EUA



Dólar turismo chega a R$ 5,99 em meio a volatilidade




Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney divulgados nesta segunda-feira (10), apesar das recentes ameaças dos Estados Unidos de impor novas tarifas de importação, o dólar fechou a segunda-feira em leve baixa frente ao real. O movimento reflete a cautela do mercado diante da política comercial norte-americana e a atuação de exportadores brasileiros, que venderam moeda quando as cotações superaram os R$ 5,80.

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,12%, cotado a R$ 5,7859. No acumulado de 2025, a moeda norte-americana já registra uma desvalorização de 6,36%.

Na B3, às 17h05, o contrato de dólar futuro para março, o mais negociado atualmente, apresentava recuo de 0,41%, sendo cotado a R$ 5,8065.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,785
  • Venda: R$ 5,785

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,817
  • Venda: R$ 5,997





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AgroNewsPolítica & Agro

Coopavel e Agridrones sortearão um drone pulverizador



A promoção foi lançada nesta segunda-feira (10)


Foto: Divulgação

A Coopavel lançou uma promoção inédita para os produtores que fizerem compra de insumos da pecuária, agrícolas ou de máquinas com a cooperativa. Eles podem ganhar um kit completo de drone para pulverização. Trata-se de um DJI Agras T50, que já inclui misturador de cauda, gerador de energia, com dispersor sólido, bico atomizador extra e três baterias. O valor de comercialização varia de R$ 220 mil a R$ 240 mil durante a feira. A promoção foi lançada nesta segunda-feira (10), primeiro dia da 37ª edição do Show Rural Coopavel.

Segundo o supervisor do Departamento Técnico Agronômico da Coopavel, Anderson Granville, a cada R$ 4 mil de compra de insumos, tanto pecuária, como agrícola ou máquinas, o produtor ganha um número da sorte. Se for sócio ele aumenta as possibilidades de ganho, pois receberá um número da sorte em dobro.

“Estamos com condições especiais em insumos com possibilidade de troca por soja, por milho. Temos uma lista de condições especiais para o período do Show Rural. Essa é uma grande oportunidade para o pessoal escolher fazer a compra de insumos de qualidade, com tecnologia de inovação, produtos para a safra de verão do ano que vem e ainda estar concorrendo a um drone que vai otimizar ainda mais a operação dele na propriedade”, salienta Anderson.

Essa é a primeira vez que a Coopavel sorteia um drone pulverizador, alvo do desejo de muitos produtores ainda. “A Agridrones e a Coopavel firmaram essa parceria que vai revolucionar a agricultura no Estado do Paraná. Nós, aqui no Show Rural Coopavel, teremos condições especiais para que cooperados e não cooperados também possam adquirir o seu drone. O compromisso é de levar a mais alta tecnologia em drones agrícolas para o produtor, além de ter uma mudança na propriedade com produtividade e sustentabilidade”, presidente da Agridrones Solutions, Valdicimar de Assis Mattusoch. O ganhador do drone será divulgado no dia 26 de março.





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o que mexe com os mercados hoje


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a alta de 0,83% do Ibovespa, impulsionada pelo setor metálico, enquanto o dólar caiu 0,13%.

A Moody’s alertou sobre impactos da política dos EUA em bancos multilaterais.

Hoje, o foco está no IPCA de janeiro, que deve desacelerar para 4,53% em 12 meses, com alívio nos bens industriais, mas pressão de alimentos e transportes.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Dia será marcado por temporal no Sul motivado por frente fria



A estiagem que afetava parte da Região Sul, especialmente o território gaúcho, vai sair de cena, pelo menos durante o dia de hoje. Confira a previsão para todo o país:

Sul

A aproximação de uma nova frente fria pelo Rio Grande do Sul provoca pancadas de chuva na campanha, sul e leste do estado, que podem vir na forma de temporal. No Paraná, pancadas isoladas, assim como no sul e norte catarinense. No interior gaúcho e oeste catarinense, predomínio de tempo firme. A onda de calor vai seguir atuando, mantendo as temperaturas elevadas nos três estados do Sul.

Sudeste

Dia de sol entre algumas variações de nebulosidade sobre a Região. A partir da tarde, a combinação de calor e umidade favorece para pancadas isoladas com raios, mas que podem ser fortes pelo interior de São Paulo e no sul e Triângulo mineiros. No Espírito Santo, chuva isolada na metade norte do estado, enquanto no Rio de Janeiro e centro-norte de Minas Gerais o predomínio é de tempo firme.

Centro-Oeste

O tempo segue instável e com pancadas de chuva, especialmente a partir da tarde em grande parte da Região. Na metade norte de Mato Grosso, o dia fica mais nublado e pode chover a qualquer hora com alguns temporais. Em Mato Grosso do Sul e no sul e oeste de Goiás, chove forte com raios, enquanto no Distrito Federal as pancadas são mais irregulares e com menor intensidade. As temperaturas permanecem elevadas e o tempo fica abafado na Região.

Nordeste

Na costa norte do Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) estimula a formação de nuvens carregadas e pancadas de chuva que podem ser fortes desde o Rio Grande do Norte até o Maranhão. Por outro lado, na costa leste, a infiltração marítima favorece para chuva isolada. No interior da Bahia e no sertão nordestino, predomínio de sol e calor.

Norte

Previsão de pancadas de chuva a qualquer momento em toda a Região, com chance para temporais no Acre, Amazonas, Pará e oeste do Tocantins. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical favorece chuva forte e condição para temporal.



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Trump eleva tarifas de importação de aço e alumínio para 25%; Brasil não sairá ‘machucado’, diz entidade


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (10) uma sobretaxa de 25% sobre o aço e alumínio de todos os países que exportam ao país em relação aos 10% que havia imposto em 2018, em seu primeiro governo.

O mandatário da Casa Branca já havia sinalizado, durante a campanha, que lançaria mão de tais expedientes contra os países que, em suas palavras, querem prejudicar os Estados Unidos.

O Brasil é a segunda nação que mais vende tais commodities minerais aos norte-americanos. Em 2024, recorde histórico das vendas nacionais, foram computados mais de US$ 6 bilhões em comercialização ao país, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Ao todo, o país da América do Norte compra 48% do ferro e do aço exportados pelo Brasil.

‘Pé de igualdade’ no aço e no alumínio

tubo de açotubo de aço
Foto: Pixabay

Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a sobretaxa anunciada trará impactos negativos, considerando que as exportações desses produtos para o mercado norte-americano são expressivas para a economia brasileira.

A entidade pondera, por outro lado, que, por se tratar de uma taxação aplicada a todas as economias e não exclusivamente ao Brasil, o cenário colocaria os países em condições de concorrência mais equilibradas.

O presidente da Federação, Flávio Roscoe, afirma que a expectativa é de que o Brasil não seja prejudicado de forma significativa nas sobretaxas sobre o alumínio e o aço.

“Assim como ocorreu no primeiro mandato de Donald Trump, entendemos que, mesmo com a adoção de sanções, o Brasil poderá obter algumas concessões. Grande parte das nossas exportações são de produtos semi-elaborados, que passam por processos de industrialização em empresas norte-americanas, muitas delas coligadas a companhias brasileiras. Isso pode ser um fator favorável para que o Brasil não saia machucado dessa situação”, afirma.

Princípio da reciprocidade

Em entrevista a rádios mineiras na última quarta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia afirmado que, em uma eventual taxação do governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, aplicaria o princípio da reciprocidade.

Lula lembrou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) permite a taxação de até 35% para qualquer produto importado. “Para nós, o que seria importante seria os Estados Unidos baixarem a taxa, e nós baixarmos a taxação. Mas se ele, ou qualquer país, aumentar a taxa de imposto para o Brasil, nós iremos utilizar a reciprocidade, nós iremos taxar eles também”, disse.

Tal situação, para o presidente, é simples e democrática e não envolve questões ideológicas.

Contudo, seguindo a linha do presidente, a ordem no governo brasileiro é a de usar o “pragmatismo e a serenidade” para dar uma resposta. O Itamaraty não quer aumentar a crise, mas também já sinalizou que não vai se silenciar.

O portal UOL revelou no sábado (8) que uma lista de produtos e setores começou a ser desenhada para uma eventual retaliação. Neste rol, um dos segmentos aventados seria o de produtos digitais.



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