domingo, julho 5, 2026

Agro

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SRB propõe medidas ao governo para conter alta dos alimentos



A Sociedade Rural Brasileira (SRB) enviou um documento ao governo federal com sugestões para conter a alta dos preços dos alimentos. O material foi encaminhado à Presidência da República, Vice-Presidência, Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento Agrário (Mapa), destacando a necessidade de políticas econômicas e institucionais que garantam maior estabilidade ao setor agropecuário.

No documento, assinado pelo presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, a entidade ressalta que fatores como custos de produção, logística, armazenagem e o cenário econômico e climático influenciam diretamente os preços dos alimentos.

Principais propostas da SRB

  • Controle fiscal – Redução dos gastos públicos, valorização da moeda e queda da taxa de juros.
  • Apoio ao produtor – Melhores condições de acesso ao crédito rural e seguro agrícola.
  • Redução de custos – Regulamentação da Lei de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para aliviar os gastos da produção.
  • Infraestrutura e armazenagem – Recriação do Empréstimo do Governo Federal (EGF) para incentivar o armazenamento de grãos e evitar a venda abaixo do custo de produção.

A SRB reforça que o setor produtivo precisa de segurança para continuar abastecendo o mercado com eficiência e competitividade.

“O produtor rural brasileiro, como qualquer cidadão, espera produzir com segurança e contribuir para a oferta de alimentos acessíveis”, diz o documento.

A entidade se colocou à disposição do governo para colaborar com subsídios técnicos e aprofundar o debate sobre as medidas propostas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem e calor afetam as pastagens


O Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (06), aponta um cenário desigual para as pastagens no Rio Grande do Sul, com diferenças entre as regiões do estado.

No leste, onde as chuvas foram mais frequentes, a oferta de forragem se mantém estável. Já no oeste, a estiagem e o calor intenso limitaram o desenvolvimento das pastagens anuais, especialmente onde a precipitação foi irregular e de baixos volumes. Em algumas áreas de pastejo contínuo, a degradação é evidente, e espécies invasoras como milhã, papuã e capim-arroz tornam-se alternativa alimentar.

Na Fronteira Oeste, a situação varia conforme o regime hídrico. Em municípios com maior acumulado de chuvas em janeiro, a oferta forrageira melhorou. Já em áreas com precipitações escassas e alta carga animal, os campos permanecem secos e degradados, levando muitos produtores a utilizar capim-annoni como principal fonte de alimentação. Em Santa Margarida do Sul, houve novos registros de incêndios em campos nativos.

Na Serra Gaúcha, o cenário é mais positivo. Em Caxias do Sul, a combinação de chuvas regulares, calor e luminosidade favoreceu o crescimento das gramíneas, e muitos produtores aplicaram ureia para estimular o desenvolvimento das pastagens. Situação semelhante foi observada em Erechim, onde precipitações de 80 mm melhoraram a disponibilidade de forragem.

Já na Região Celeiro e Alto Jacuí, a estiagem severa impactou as pastagens anuais de verão, resultando em seca das folhas e rejeição pelos animais. Em municípios com menor volume de chuvas, o crescimento das forrageiras foi antecipado, encerrando o ciclo produtivo.

Na Campanha e Zona Sul, os campos nativos apresentaram alguma recuperação após chuvas esparsas, mas em áreas com precipitação irregular, o crescimento das plantas permanece estagnado, prejudicando a oferta alimentar para os rebanhos.

Em Santa Rosa, a reposição de umidade melhorou o desenvolvimento das pastagens, mas o estresse hídrico persiste nos solos rasos. O uso de irrigação segue intenso, e o nível de alguns reservatórios já preocupa os pecuaristas.

Diante das adversidades climáticas, muitos produtores têm recorrido ao uso de feno, silagem e ração, elevando os custos de produção.





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Fiscais de Goiás apreendem e destroem 350 mudas frutíferas ilegais



A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) apreendeu e destruiu 350 mudas frutíferas e arbóreas que eram comercializadas ilegalmente em um caminhão, estacionado em Anápolis, município da região central do estado.

As mudas eram de Herculândia, interior de São Paulo, e não apresentavam documentação que atestasse a sanidade de produção na origem. De acordo com a entidade, esse é um agravante que coloca em risco a disseminação de pragas nas lavouras goianas.

A ação foi realizada no último sábado (8) por fiscais estaduais agropecuários da Regional Rio das Antas e da Gerência de Fiscalização Agropecuária da Agrodefesa, com o apoio do Batalhão Rural da Polícia Militar.

O responsável pelo caminhão foi autuado e todo o material apreendido encaminhado para destruição no Aterro Sanitário de Anápolis.

Ameaça à fruticultura

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, afirma que esse tipo de trabalho é amparado por determinações legais federais e normativas estaduais e tem como objetivo impedir a comercialização de materiais propagativos que possam transmitir ou disseminar pragas ainda inexistentes no estado ou que estejam restritas a determinadas áreas para as demais regiões produtoras.

“A todo momento também estamos desenvolvendo ações educativas com foco em alertar sobre os riscos e os impactos que essa prática ilegal pode causar à fruticultura goiana. É de extrema importância que todos tenham conhecimento sobre a gravidade da venda ilegal de mudas e o elevado risco fitossanitário aos pomares comerciais do estado”, enfatiza.

Comércio ambulante proibido

O comércio ambulante de mudas e plantas frutíferas ou ornamentais é proibido em Goiás desde 2011.

Mesmo assim, a gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio, salienta que algumas pessoas, por falta de informação ou má-fé, continuam a comercializar mudas de forma irregular em ruas e praças, utilizando caminhões, caminhonetes, carros de passeio e até carroças.

“Essa prática, sem a devida certificação de sanidade vegetal e em desacordo com a legislação, compromete a segurança da produção agrícola e ornamental, podendo afetar negativamente setores como a fruticultura e o paisagismo em Goiás”, ressalta.

O gerente de Fiscalização Agropecuária da Agrodefesa, Janilson Júnior, reforça que as equipes técnicas de fiscalização volante estão sempre atentas ao trânsito e comercialização irregular.

Para ele, no entanto, é importante que a população se conscientize do potencial risco de comprometer a agricultura goiana.

“Atuamos tanto na educação sanitária, de modo a informar sobre normas corretas do trânsito e comércio de material de propagação vegetativa, quanto em ações de fiscalização para coibir o comércio ambulante de mudas sem origem legal”.

Ele enfatiza que para denunciar o comércio ambulante ilegal de mudas no estado, basta entrar em contato pelo telefone 0800 646 1122.

A lista de viveiros credenciados para venda de mudas certificadas está disponível no site da Agrodefesa.



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Mapa firma parceria com estados para inovação no agronegócio



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), firmou protocolos de intenções com os estados do Pará e do Rio de Janeiro para impulsionar a inovação nos sistemas agroindustriais.

Segundo o secretário da SDI, Pedro Neto, a iniciativa visa integrar pesquisa, tecnologia e novos modelos produtivos para aumentar a eficiência e a competitividade do agro. “A criação de comitês gestores e a implementação da plataforma MapaConecta serão fundamentais para estimular a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a geração de novos negócios”, destacou Neto.

O acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Sedeics) busca impulsionar a inovação no setor agropecuário fluminense, fomentando pesquisa, tecnologia e novos negócios. O Mapa destaca que a parceria abre novas oportunidades para fortalecer a produção sustentável e a competitividade do agronegócio estadual.

No Pará, a parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) tem como foco fortalecer a produção agrícola e pesqueira, promovendo inovação e sustentabilidade. O Mapa avalia que o protocolo representa um avanço estratégico para integrar ciência e tecnologia ao agronegócio local, impulsionando a economia e contribuindo para o crescimento do setor no país.



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Exportações de açúcar caem 35% em janeiro


De acordo com os dados divulgados pela a União Nacional da Bioenergia (Udop), as exportações brasileiras de açúcar registraram uma queda de 35% em janeiro, em comparação com o mesmo período de 2024. O recuo no volume embarcado ocorre em meio a um mercado global de baixa liquidez e variações nos preços da commodity.

Na sexta-feira (7), os preços do açúcar encerraram o dia em queda tanto no Brasil quanto no exterior. Na ICE Futures, de Nova York, o contrato para março/25 do açúcar bruto foi negociado a 19,36 centavos de dólar por libra-peso, uma desvalorização de 21 pontos em relação ao dia anterior. Na semana, no entanto, a cotação se manteve estável.

O contrato para maio/25 também fechou em queda, sendo cotado a 17,86 centavos de dólar por libra-peso, uma redução de 20 pontos. Os demais contratos registraram baixas entre 2 e 19 pontos, em um dia de poucas negociações. A baixa movimentação foi atribuída à participação de diversos agentes do setor na conferência anual do açúcar em Dubai, que ocorre nesta semana.

Na ICE Futures Europe, de Londres, o açúcar branco também registrou recuo em todos os lotes. O contrato para março/25 fechou a US$ 517,70 por tonelada, uma queda de US$ 4,70 em relação ao dia anterior. O contrato para maio/25 foi cotado a US$ 502,50 por tonelada, recuando US$ 5,60. As demais negociações tiveram perdas entre US$ 1,80 e US$ 5,30.

No Brasil, o açúcar cristal também teve um dia de desvalorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, o produto foi comercializado a R$ 146,71 por saca de 50 kg, contra R$ 149,23 na véspera, o que representa uma queda de 1,69%.





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Abate de bovinos, suínos e frangos cresce no 4º trimestre de 2024



Os abates de bovinos, suínos e frangos registraram crescimento no 4º trimestre de 2024, segundo dados preliminares das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, divulgadas nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com o mesmo período de 2023, o abate de bovinos avançou 3,5%, o de suínos aumentou 0,6% e o de frangos teve alta de 5,3%.

Entretanto, na comparação com o 3º trimestre de 2024, houve quedas de 8,6% no abate de bovinos, 4,8% no de suínos e 0,7% no de frangos.

Produção de carnes

No 4º trimestre de 2024, foram abatidos:

  • Bovinos: 9,48 milhões de cabeças
  • Suínos: 14,23 milhões de animais
  • Frangos: 1,61 bilhão de aves

O total de carnes produzidas no período foi de:

  • 2,48 milhões de toneladas de carcaças bovinas (+1,8% ante o 4º tri de 2023; -9,9% em relação ao 3º tri de 2024)
  • 1,31 milhão de toneladas de carcaças suínas (+0,6% ante o 4º tri de 2023; -6,8% em relação ao 3º tri de 2024)
  • 3,35 milhões de toneladas de carne de frango (+5,1% ante o 4º tri de 2023; -3,4% em relação ao 3º tri de 2024)

Leite e couro

A aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção sanitária somou 6,75 bilhões de litros no período, alta de 4,1% na comparação anual e de 7,3% frente ao 3º trimestre de 2024.

Já os curtumes que processam pelo menos 5 mil peças inteiras de couro cru bovino por ano declararam ter recebido 9,85 milhões de unidades no 4º trimestre de 2024, representando alta de 10,1% ante o mesmo período de 2023, mas queda de 6,6% na comparação com o trimestre anterior.

Ovos de galinha

A produção nacional de ovos atingiu 1,19 bilhão de dúzias no 4º trimestre de 2024, um avanço de 11,0% em relação ao ano anterior, mas leve recuo de 0,8% em relação ao trimestre anterior.

Pesquisas do IBGE

O IBGE realiza periodicamente levantamentos estatísticos sobre a conjuntura agropecuária, incluindo a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, a Pesquisa Trimestral do Leite, a Pesquisa Trimestral do Couro e a Produção de Ovos de Galinha.

Desde 2018, os primeiros resultados são divulgados cerca de um mês antes dos dados completos, que estarão disponíveis em 18 de março de 2025 no boletim Indicadores IBGE: Estatística da Produção Pecuária.



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Goiás lidera produção de tomate no Brasil


De acordo com a edição de fevereiro do Agro em Dados, publicação mensal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Goiás se mantém como o maior produtor de tomate do Brasil, com destaque para a produção de tomate industrial, responsável por consolidar o estado no cenário nacional. Os principais municípios produtores estão no sul e sudeste goiano, além da região do Entorno do Distrito Federal, com destaque para Cristalina, Silvânia e Morrinhos.

O sucesso da tomaticultura goiana resulta de fatores como clima favorável, localização estratégica, investimento em tecnologia e inovação agrícola. O uso de cultivares resistentes a doenças e técnicas avançadas de irrigação tem garantido um produto de alta qualidade, valorizado dentro e fora do país.

Nos últimos anos, Goiás registrou um crescimento na área cultivada e na produção de tomate. A área plantada saltou de 10 mil hectares, em 2015, para 15,7 mil hectares, em 2024, um aumento de 56,8%. Já a produção passou de 879,6 mil toneladas para 1,4 milhão de toneladas, um avanço de 66,4%.

Além do volume produzido, o estado se destaca pelo alto rendimento médio das lavouras, alcançando 93,4 toneladas por hectare, um desempenho 23,5% superior à média nacional. Com esses números, Goiás responde por mais de um terço da produção nacional de tomate.

No segmento de tomate de mesa, as variedades saladete e longa vida apresentam variação sazonal de preços, com quedas em julho, devido ao aumento da oferta, e altas a partir de outubro, quando as condições climáticas dificultam a produção. Já o tomate cereja, de maior custo de produção e valor agregado, sofre maior volatilidade de preços, influenciado pela demanda gastronômica e festividades ao longo do ano.

No mercado internacional, Goiás também se fortalece. As exportações brasileiras de tomate atingiram em 2024 o melhor desempenho desde 2018. O estado se destaca na comercialização de suco de tomate, cujas exportações começaram em 2022, com 379,5 toneladas e faturamento de US$ 339 mil. Atualmente, Goiás exporta 1,5 mil toneladas para sete países, incluindo Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia.

Nos últimos anos, houve uma mudança no perfil das exportações. Em 2021, Goiás interrompeu as vendas de tomate in natura para priorizar a exportação de suco de tomate, que hoje representa 76,4% do valor exportado pelo estado. Em janeiro de 2024, as exportações atingiram um recorde de 166,2 toneladas, um aumento de 82,8% em relação a 2023. Goiás também se destaca no mercado internacional por conseguir preços 10,6% superiores à média nacional.

No mercado de importação, o suco de tomate é o principal produto adquirido pelo estado, com maior volume nos meses de março, abril e junho. Em 2024, os Estados Unidos assumiram a liderança como principal fornecedor, superando Argentina e Itália, que lideraram em 2023.

O crescimento das exportações de derivados de tomate e a valorização do produto reforçam o potencial das agroindústrias goianas. Com uma produção consolidada e demanda crescente, Goiás tem espaço para ampliar sua competitividade global e se firmar como referência na exportação de tomate e seus derivados.





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Tempo instável no Sul do Brasil; confira a previsão nas áreas de soja



Esta semana, o tempo apresenta uma combinação de alívio para algumas regiões e desafios para outras no Brasil, com destaque para as áreas produtoras de soja. Vamos conferir o que esperar de cada região:

A nova frente fria que se aproxima entre terça (11) e quarta-feira (12) trará uma pausa no calor intenso que tem afetado o estado, proporcionando chuva para as lavouras de soja. Porém, é importante ficar atento, pois a chuva pode vir acompanhada de temporais, com fortes rajadas de vento e até possibilidade de queda de granizo, principalmente na porção oeste do estado.

Em Santa Catarina e no Paraná, a frente fria também trará instabilidade para o tempo, com o risco de tempestades. Apesar disso, as condições climáticas favorecem as atividades no campo em algumas áreas, com a expectativa de chuvas moderadas. O produtor precisa monitorar as previsões, pois a instabilidade pode afetar o trabalho nas lavouras de soja, especialmente no oeste e nas regiões serranas.

O tempo em Minas Gerais e São Paulo

Para as lavouras de soja em Minas Gerais e São Paulo, a semana promete ser mais tranquila, com o clima favorecendo as atividades no campo. Apesar de a frente fria provocar alguma instabilidade no interior de São Paulo, com a possibilidade de trovoadas entre quarta e quinta-feira, não há previsão de grandes prejuízos para as lavouras, o que deve permitir a continuidade dos trabalhos.

Centro-Oeste: Atenção para os temporais

No Centro-Oeste, as condições climáticas são mais favoráveis para as atividades em Goiás e Mato Grosso do Sul, com destaque para a ausência de chuvas fortes. No entanto, ainda existe o risco de granizo e rajadas de vento intensas, especialmente no oeste de Mato Grosso, onde se espera um volume de chuva alto, com possibilidade de até 150 mm em algumas regiões. A chuva volumosa pode dificultar os trabalhos de campo em locais como Sapezal, afetando a logística e a colheita.

Chuvas moderadas no Matopiba

No Matopiba, as chuvas continuam a atingir o Maranhão e o Tocantins, mas, apesar dos maiores volumes, não devem prejudicar as atividades do produtor de soja nesta semana. As condições de trabalho permanecem favoráveis, com chuvas em volumes que devem beneficiar o desenvolvimento das lavouras, sem causar grandes transtornos.

Muita chuva: o tempo no Pará

A situação mais preocupante ocorre no Pará, onde as chuvas serão intensas, com volumes superiores a 100 mm nos próximos cinco dias. Esse cenário continua a dificultar os trabalhos em campo, já que a chuva constante compromete a colheita e a logística das lavouras, representando um desafio para os produtores da região.



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Passaporte Agro fortalece a presença do Brasil em novos mercados internacionais 


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, lançou o Passaporte Agro, uma iniciativa criada para oferecer suporte direto a exportadores brasileiros que desejam acessar mercados internacionais recém-abertos.

A ferramenta complementa o AgroInsights, outra iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que tem o objetivo de fornecer dados e análises sobre o mercado internacional para ajudar as empresas a tomarem decisões informadas sobre suas exportações

Ambos os recursos fazem parte dos esforços do ministro Carlos Fávaro, que busca expandir e consolidar a presença do Brasil nos mais de 300 mercados abertos nos últimos dois anos.

O Passaporte Agro funciona como uma espécie de “guia” para exportadores, especialmente aqueles com menos experiência, oferecendo informações sobre o registro de produtos, listas de potenciais compradores, diretrizes para processos alfandegários e outras orientações mercadológicas essenciais. 

A ideia é reduzir as barreiras operacionais e garantir que os exportadores possam se estruturar de forma segura e competitiva para aproveitar as novas oportunidades comerciais.

Essa ferramenta foi criada para garantir que os não apenas acessem os mercados recém-abertos, mas também estejam preparados para fazer negócios de forma eficiente, com a ajuda de informações estratégicas que são continuamente atualizadas. 

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

O Passaporte Agro e o AgroInsights são respostas diretas às necessidades do setor produtivo e exportador, refletindo um esforço do governo para apoiar o agronegócio brasileiro e gerar mais renda e emprego no país.

A iniciativa será inicialmente oferecida às associações que representam os setores produtivos envolvidos nas aberturas comerciais. Além disso, o Passaporte Agro complementa outros programas de apoio oferecidos pela ApexBrasil, pelo MDIC e pelo MRE.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Assista ao Porteira Aberta Empreender no dia 13/02, quinta-feira, às 17h45. Entre os assuntos que serão abordados estão, exportação, fairtrade e muito mais.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você descobrir produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo no campo.

Confira onde assistir ao programa

CanaisCanais
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30

Acesse aqui e confira outros temas abordados como Acesso ao Crédito e Indicação Geográfica. 



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AgroNewsPolítica & Agro

Com seca e pragas, safra de milho segue sob alerta


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (6), no Rio Grande do Sul, a colheita do milho registrou avanço na última semana, passando de 38% para 43% da área projetada. A seca e o calor intenso aceleraram a maturação das lavouras, permitindo a conclusão da colheita em diversos municípios da Região Oeste do estado.

As lavouras semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) apresentaram bons resultados, com mínimos impactos climáticos. No entanto, os cultivos tardios enfrentam sérios desafios devido à estiagem prolongada, especialmente em áreas com baixo volume de chuvas.

Os plantios realizados fora do período ideal foram fortemente afetados pela falta de chuvas, resultando em perdas expressivas. As lavouras apresentam plantas menores, menor emissão foliar e falhas na polinização, comprometendo o potencial produtivo da cultura. Como a fase de enchimento de grãos ainda não ocorreu e não há previsão de chuvas significativas, o risco de queda na produtividade segue elevado.

Na Região Leste do estado, onde as precipitações foram mais frequentes, as lavouras tardias apresentam melhor desenvolvimento.

Após as chuvas no final de janeiro, alguns produtores optaram pelo plantio tardio do milho. No entanto, em algumas áreas, a opção foi por substituir o milho pela soja, devido à sensibilidade da cultura à seca e ao aumento da incidência da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

As lavouras de milho safrinha, que ainda estão em estágio de emergência e desenvolvimento vegetativo inicial, apresentam alta infestação de cigarrinhas, exigindo grande esforço no controle fitossanitário. A praga, responsável pela transmissão de doenças como o enfezamento, pode comprometer a produtividade da segunda safra.

Diante do cenário de estiagem prolongada e pressão de pragas, especialistas alertam para impactos na produção e possíveis ajustes no mercado do grão no estado.





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