domingo, julho 5, 2026

Agro

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Confira os preços da soja em dia de relatório do USDA



Os preços da soja ficaram mistos no Brasil nesta terça-feira. O atraso na entrada da safra nova tem criado uma disputa entre a indústria doméstica e o mercado de exportação. Em algumas regiões, no interior, a indústria paga acima da paridade de exportação, o que facilita a realização de negócios. Nos portos, o dia foi travado, com as tradings sem espaço para negociar.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Missões (RS): preço subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): preço se estabilizou em R$ 113,00
  • Dourados (MS): preço permaneceu em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 114,00 para R$ 112,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça com perdas predominantes. O aguardado relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não trouxe surpresas e, mesmo com corte nos estoques mundiais e na safra argentina, o quadro ainda é de amplo abastecimento.

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USDA

A frustração com o USDA, a perspectiva de chuvas na Argentina e a preocupação com possíveis retaliações envolvendo produtos agrícolas americanos após Donald Trump ter confirmado sobretaxa de 25% sobre as importações de aço e alumínio compuseram um cenário de pressão.

O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,366 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 118,82 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 50,7 bushels por acre. Os números são os mesmos indicados em fevereiro.

Os estoques finais estão projetados em 380 milhões de bushels ou 10,34 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 382 milhões de bushels ou 10,39 milhões de toneladas. O USDA manteve a projeção de janeiro.

O USDA manteve a previsão de esmagamento em 2,410 bilhões de bushels. Para as exportações, também não houve mudança e a previsão permanece em 1,825 bilhões de bushels.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 420,76 milhões de toneladas. Em janeiro, o número era de 424,26 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,97 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 124,34 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 128,5 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 128,4 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,5 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. O mercado esperava um aumento na atual temporada para 170 milhões de toneladas.

Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi reduzida de 52 milhões de toneladas para 49 milhões de toneladas. O mercado apostava em 50,6 milhões de toneladas.

As importações chinesas em 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 6,00 centavos de dólar ou 0,57% a US$ 10,43 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,60 1/4 por bushel, perda de 5,25 centavos ou 0,49%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,29% a US$ 296,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 46,13 centavos de dólar, com baixa de 0,40 centavo ou 0,87%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,29%, negociado a R$ 5,7672 para venda e a R$ 5,7652 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7574 e a máxima de R$ 5,8064.



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Brasil exportou menos café em janeiro, mas receita foi 60% maior


O Brasil exportou 3,977 milhões de sacas de 60 kg de café em janeiro de 2025, redução de 1,6% em relação aos 4,042 milhões de sacas apurados no primeiro mês do ano passado, conforme relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Porém, em receita, há incremento de 59,9% no mesmo intervalo comparativo, com o ingresso de divisas saltando de US$ 823 milhões para os atuais US$ 1,316 bilhão.

“Por estarmos em período de entressafra no Brasil e continuarmos enfrentando intensos gargalos logísticos, podemos considerar como boa a performance das exportações, em janeiro, quando comparadas com o mesmo período de 2024. Já o incremento na receita cambial, na casa dos 60%, ratifica o efeito das altas dos preços que já vem desde longo período”, analisa o presidente da entidade, Márcio Ferreira.

Tipos de café

Em janeiro, o café arábica, com a emissão de 3,278 milhões de sacas ao exterior, permaneceu como o mais exportado pelo Brasil. Esse volume equivale a 82,4% do total embarcado, mesmo implicando leve queda de 0,3% frente a janeiro de 2024, mostra o relatório do Cecafé.

Na sequência, vieram os cafés canéforas (conilon + robusta), apesar de recuo de 28,9 pontos percentuais na comparação anual. No primeiro mês deste ano, o país remeteu 328.074 sacas ao exterior dessa espécie, o que gerou uma representatividade de 8,3% nas exportações totais.

Completam a lista os segmentos do café solúvel, com 365.598 sacas, avanço de 24,8% e 9,2% do total, e do produto torrado e moído, com 4.968 sacas (+156,6% e 0,1% de representatividade).

“Os cafés industrializados puxaram a fila do bom desempenho em janeiro. Todavia, não podemos deixar de notar a redução no volume dos canéforas, que foi motivada, principalmente, pelo fato de o café concorrente do Vietnã, desde a entrada da safra, em novembro, ter se tornado bem mais competitivo em termos de preço. Esse movimento deve continuar nos próximos meses, no mínimo, até a colheita da safra nacional de conilon e robusta, em maio”, comenta Ferreira.

Ele analisa, ainda, a leve redução no volume de arábica remetido ao exterior. “Também é possível notar outras origens mais competitivas do que o Brasil, em especial no que se refere a cafés naturais finos e aos de peneiras maiores em relação aos nossos cafés semi-lavado ou cereja descascado. Essa tendência, quando falamos em volume, deve permanecer, similar ao que prevejo aos canéforas, até a entrada da próxima safra de arábica brasileira”, completa.

Principais destinos

Entre os principais destinos do café brasileiro no mês passado, destacam-se:

  • Estados Unidos: importação de 713.348 sacas, 17,9% do total (+3,1% na comparação com janeiro de 2024)
  • Alemanha: 457.569 sacas, 11,5% de representatividade (-35%)
  • Itália: 262.809 sacas (+31,2%);
  • Japão: 247.840 sacas (+15,5%); e
  • Bélgica: 206.283 sacas (-50,4%).

Mesmo com os cafés vietnamitas e indonésios mais competitivos que os canéforas nacionais em janeiro, o Brasil ainda ampliou seus embarques de café verde para ambos os destinos asiáticos, em 387,2% (51.963 sacas) e 95,3% (37.562 sacas), respectivamente.

“As exportações para Vietnã e Indonésia são de contratos fechados em meados do ano passado, quando nossos conilon e robusta eram mais competitivos. Esses cafés, em verdade, já deveriam ter saído de nosso país se não fossem, principalmente, os gargalos logísticos nos portos brasileiros, que impediram o embarque de 1,8 milhão de sacas em 2024 devido a constantes atrasos de navios e alterações de escalas”, afirma Ferreira.

Também para esses destinos, a tendência é de redução nos próximos meses, diz o presidente do Cecafé.

Cafés diferenciados

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O relatório da entidade mostra que os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 25,4% das exportações totais brasileiras no mês passado, com a remessa de 1,012 milhão de sacas ao exterior. Esse volume é 24,5% superior ao registrado em janeiro de 2024.

A um preço médio de US$ 388,35 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 393 milhões, o que correspondeu a 29,9% do obtido com todos os embarques de café no primeiro mês deste ano. No comparativo anual, o valor foi 113,1% maior do que o registrado em janeiro de 2024.

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, os Estados Unidos também ficaram na liderança, com a compra de 206.657 sacas, o equivalente a 20,4% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, apareceram:

  • Bélgica: 135.216 sacas e representatividade de 13,4%;
  • Alemanha: 134.749 sacas (13,3%);
  • Japão: 67.181 sacas (6,6%); e
  • Holanda (Países Baixos): 57.869 sacas (5,7%)

A respeito dos portos que mais embarcam o café nacional, o Porto de Santos permaneceu como o principal exportador dos cafés do Brasil em janeiro, com 2,996 milhões de sacas e representatividade de 75,3% no total.

Na sequência, apareceram o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 21% dos embarques ao remeter 834.220 sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 35.995 sacas e teve representatividade de 0,9%.

Safra 24/25

Cultura de Café ArábicaCultura de Café Arábica
Foto: Gilberto Marques

As exportações brasileiras de café, no acumulado de julho de 2024 a janeiro de 2025, totalizaram 30,147 milhões de sacas, gerando o ingresso de US$ 8,522 bilhões no país, mostra o relatório do Cecafé.

Na comparação com o primeiro septimestre da temporada 2023/24, foram registrados crescimentos de 11,3% em volume e 60,3% em receita cambial.

Os dois desempenhos são os maiores da história para esse intervalo de sete meses de um ano safra cafeeiro no Brasil e foram impulsionados pelos recordes alcançados, em sacas e dólares, com os embarques de café verde e industrializado, principalmente o produto solúvel.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita do feijão avança, mas estiagem afeta qualidade


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (6), a colheita da primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul está em fase final nas regiões que adotam o cultivo em duas safras. A produtividade segue variável, dependendo do uso de insumos e das condições climáticas durante o ciclo produtivo.

Os grãos colhidos nas lavouras mais precoces apresentam peso e qualidade adequados, garantindo boa aceitação no mercado. No entanto, a qualidade dos grãos colhidos recentemente caiu significativamente, afetando a rentabilidade dos produtores. A produtividade média alcançada no estado está estimada em 1.600 kg por hectare.

Na região de Ijuí, 86% da área já foi colhida, mas a produtividade das lavouras de sequeiro caiu, resultando em grãos com tegumento enrugado, tamanho reduzido e coloração pálida. Além disso, a umidade extremamente baixa dos grãos tem dificultado a colheita, exigindo cuidados adicionais para evitar perdas. O rendimento médio ficou em 1.900 kg/ha.

Já na região de Pelotas, o ciclo produtivo ainda está em andamento. Atualmente, 8% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 20% no enchimento de grãos, 19% em maturação e 43% já foram colhidos. A produtividade varia entre 1.200 e 1.500 kg/ha, com algumas áreas alcançando 1.800 kg/ha.

Em Santa Maria, as lavouras semeadas mais cedo (70% da área) tiveram bons resultados, enquanto as demais foram fortemente impactadas pela estiagem, comprometendo a produção.

Na região de Soledade, onde a colheita já foi concluída, a produtividade média ficou em 1.500 kg/ha, e a qualidade do produto foi considerada satisfatória.

Nos Campos de Cima da Serra, onde a semeadura ocorre mais tarde (final de dezembro e início de janeiro), as lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo e floração. A sanidade das plantas é adequada, e os produtores realizam pulverizações para o controle de pragas e doenças.





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USDA mantém estimativas para a safra do Brasil



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de fevereiro, com atualizações importantes sobre a safra de soja para 2024/25. A projeção mundial foi ajustada para 420,76 milhões de toneladas, uma redução em relação aos 424,26 milhões estimados em janeiro. Para a temporada 2023/24, a estimativa permanece em 394,97 milhões de toneladas.

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Os estoques finais para 2024/25 também sofreram um corte, passando de 128,4 milhões de toneladas para 124,34 milhões, abaixo da previsão do mercado de 128,5 milhões. Para 2023/24, os estoques estão estimados em 112,5 milhões de toneladas.

Em relação à produção brasileira, o USDA manteve a previsão para 2023/24 em 153 milhões de toneladas e a estimativa para 2024/25 foi confirmada em 169 milhões de toneladas. O mercado, no entanto, esperava um aumento para 170 milhões de toneladas na temporada atual.

Soja na Argentina

Para a Argentina, a projeção de safra de 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Contudo, a previsão para 2024/25 foi revista para baixo, de 52 milhões para 49 milhões de toneladas, abaixo da expectativa de 50,6 milhões do mercado.

Importações chinesas

As importações chinesas de soja foram mantidas em 112 milhões de toneladas para 2023/24, enquanto para a próxima temporada a previsão é de 109 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao mês anterior.

Estados Unidos

O relatório de fevereiro do USDA também trouxe atualizações sobre a soja nos Estados Unidos, sem grandes mudanças em relação à previsão de janeiro. A produção de soja para a safra 2024/25 é estimada em 4,366 bilhões de bushels (equivalente a 118,82 milhões de toneladas), com produtividade projetada em 50,7 bushels por acre.

Os estoques finais para 2024/25 foram estimados em 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas), ligeiramente abaixo da expectativa de 382 milhões de bushels (10,39 milhões de toneladas) do mercado. O USDA manteve as estimativas de esmagamento e exportações, que permanecem em 2,410 bilhões de bushels e 1,825 bilhões de bushels, respectivamente.



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AgroNewsPolítica & Agro

chuvas superam média histórica de janeiro



Temperaturas também ficaram acima da média




Foto: Divulgação

O mês de janeiro foi marcado por chuvas intensas e temperaturas acima da média na capital paulista. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estação meteorológica do Mirante de Santana registrou um acumulado de 332,7 mm de chuva, volume 13,9% acima da média histórica (1991-2020), que é de 292,2 mm.

O evento mais extremo ocorreu no dia 25 de janeiro, quando 144,1 mm de chuva foram registrados em um período de 24 horas, tornando-se o segundo maior volume já medido desde 1961. O recorde permanece com os 151,8 mm registrados em 21 de dezembro de 1988.

Além das fortes chuvas, o calor também se destacou. A temperatura máxima média em janeiro foi de 29,5°C, ficando 0,9°C acima da média climatológica (28,6°C). O desvio positivo aumentou em relação a dezembro, que havia ficado 0,2°C acima da média.

O dia mais quente do mês foi 22 de janeiro, quando os termômetros atingiram 33,9°C, reforçando a tendência de temperaturas elevadas no verão paulistano.

Os dados indicam um padrão climático de precipitações intensas e períodos de calor acima do esperado, o que pode impactar o planejamento urbano e medidas preventivas para eventos extremos na capital.





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Produtor rural de 86 anos morre após acidente de moto



Natural de Ibirubá, noroeste do Rio Grande do Sul, o produtor rural Aley Geraldo Belló, de 86 anos, morreu nesta segunda-feira (10) em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.

O agricultor foi um dos pioneiros nas aberturas de áreas agrícolas no município mato-grossense e não resistiu aos ferimentos de um acidente de trânsito ocorrido no último sábado (8).

Belló pilotava uma motocicleta quando colidiu na lateral de um carro que fazia uma conversão. Ele sofreu múltiplas fraturas, foi socorrido e levado ao Hospital São Lucas, mas, após dois dias internado, não resistiu aos ferimentos. O produtor deixa esposa, quatro filhos, 11 netos e quatro bisnetos.

Nota de pesar

Em nota, o Sistema Famato, em nome do seu presidente, Vilmondes Tomain, e de toda a diretoria, manifesta profundo pesar pelo falecimento do produtor.

“Pioneiro em Lucas do Rio Verde, Aley construiu uma trajetória de dedicação ao agro e à sua família. Natural de Ibirubá (RS), deixa um legado de trabalho e compromisso com o desenvolvimento do setor”, diz o texto.

O agricultor era pai de Carlos Belló, ex-presidente do Sindicato Rural de Tapurah. “Neste momento de dor, expressamos nossas condolências e solidariedade aos familiares e amigos. Que Deus conforte a todos”, finaliza a nota.

A prefeitura de Lucas do Rio Verde também manifestou nota de pesar: “Conhecido como Beló, ele foi pioneiro de Lulas do Rio Verde, morador do município há 39 anos e deixa um legado de trabalho comunitário em prol da construção e desenvolvimento do município”.



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‘A pesquisa busca soluções para as plantas que são problemas no campo’, afirma Anderson Cavenaghi



Dando continuidade à divulgação dos indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil, destacamos a trajetória de Anderson Cavenaghi, referência no campo da pesquisa sobre controle de plantas daninhas nas grandes culturas, com ênfase no Mato Grosso. Ele é engenheiro agrônomo, com doutorado em proteção de plantas pela FCA/UNESP – Botucatu-SP, com foco em herbicidas e plantas daninhas.

Pesquisador da Univag-MT, Cavenaghi conduz projetos de pesquisa sobre controle de plantas daninhas nas principais culturas do Cerrado. Com mais de 30 anos de experiência, Anderson é professor e pesquisador, dedicando sua carreira a entender as complexas interações entre as plantas daninhas e a produção agrícola, especialmente na soja, uma das culturas mais importantes do Brasil.

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Sua história começou com a graduação em Engenharia Agronômica, quando iniciou sua carreira no campo, trabalhando em multinacionais e cooperativas agrícolas. No entanto, a busca constante por respostas para as inúmeras dúvidas que surgiam na prática agrícola fez com que ele se aprofundasse ainda mais na pesquisa. “Comecei a trabalhar com pesquisa porque sentia a necessidade de entender as diferenças nas recomendações de manejo que eu via no campo. Eu queria saber por que alguns produtos funcionavam enquanto outros não”, comenta Anderson.

Esse desejo de entender a fundo os fenômenos que impactam a produção agrícola levou-o a realizar mestrado e doutorado, ampliando seu conhecimento sobre as plantas daninhas e suas interações com as culturas agrícolas. “A pesquisa sempre procura soluções para as plantas que começam a causar problemas no campo”, explica ele, destacando a importância de antecipar problemas e encontrar soluções eficazes antes que as plantas daninhas se tornem obstáculos para a produção.

Um dos maiores feitos de sua carreira foi a criação de um mapeamento detalhado das áreas de cultivo do Mato Grosso e de outras regiões do Brasil. Ao longo de 12 anos, Anderson e sua equipe identificaram quais plantas poderiam se tornar resistentes ao glifosato e outros herbicidas. “Estamos tentando prever qual planta será a próxima a se tornar resistente, para alertar os produtores e permitir que eles ajustem o manejo antes que o problema se agrave”, afirma.

Entretanto, sua trajetória não foi sem desafios. O alto custo de equipamentos e a escassez de investimentos são obstáculos constantes em sua pesquisa. Apesar disso, Anderson destaca a importância das parcerias com instituições de fomento, fundamentais para o avanço das tecnologias agrícolas no país. Ele também reforça a relevância da pesquisa no desenvolvimento do setor agrícola como um todo.

Além de sua contribuição para a pesquisa, Anderson também busca deixar um legado na educação. Ele incentiva a formação de novos pesquisadores e educadores na área agrícola, destacando que, com o avanço de tecnologias como a inteligência artificial, a demanda por profissionais capacitados nunca foi tão grande. “A pesquisa é uma porta aberta para aqueles que desejam continuar e, com o avanço das tecnologias, a necessidade de novos profissionais capacitados só aumenta”, observa Anderson.

O reconhecimento de seu trabalho, especialmente pelo impacto positivo nas lavouras de soja e outras culturas, é uma das maiores fontes de motivação para sua continuidade na pesquisa. “O reconhecimento é gratificante porque significa que estamos fazendo a diferença na vida das pessoas”, afirma Anderson, que segue na missão de contribuir para um Brasil mais produtivo e sustentável, com pesquisas focadas na prevenção e no manejo eficaz das plantas daninhas.



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USDA estima safra de milho dos 6 maiores produtores mundiais


Milho - deral
Foto: Pixabay

O relatório de fevereiro sobre a oferta e demanda mundial de milho divulgado nesta terça-feira (11) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a projeção da safra global 2024/25 de 1.214,35 (número de janeiro) para 1.212,47 bilhão de toneladas.

O órgão manteve a produção norte-americana em 377,63 milhões de toneladas. Para os outros grandes produtores, as estimativas de colheita foram as seguintes:

  • China: 294,92 milhões de toneladas (sem mudanças)
  • Brasil: 126 milhões de toneladas (um milhão de toneladas a menos ante o relatório de janeiro)
  • Argentina: 50 milhões de toneladas (também um milhão de toneladas a menos)
  • Ucrânia: 26,5 milhões de toneladas (sem alterações)
  • África do Sul: 17 milhões de toneladas (sem modificações perante o mês passado)

O USDA estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 de milho em 290,31 milhões de toneladas, ante as 293,34 milhões de toneladas indicadas em janeiro e abaixo das 293,1 milhões de toneladas previstas pelo mercado.

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Fusão fortalece oferta de tecnologia agrícola



“Estamos somando expertise para enfrentar os desafios do setor”



Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores
Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores – Foto: Pixabay

Acompanhando a tendência de crescimento do agronegócio, o Grupo Piccin, referência em implementos agrícolas há seis décadas, anunciou a aquisição da Carmetal, empresa de Carazinho-RS com 28 anos de experiência no mercado. A operação visa ampliar o portfólio de equipamentos e reforçar o compromisso das marcas em oferecer soluções inovadoras e de alta qualidade para produtores rurais no Brasil e na América Latina.  

Com a fusão, o Grupo Piccin expande sua capacidade de atender diferentes perfis de agricultores, incorporando à sua linha os reconhecidos distribuidores agrícolas da Carmetal. Segundo Camilo Ramos, CEO do grupo, a sinergia entre as empresas resultará em maior eficiência operacional para os clientes, além de um suporte técnico mais ágil e um pós-venda fortalecido. “Nosso objetivo é proporcionar ao produtor rural equipamentos que elevem sua produtividade no campo, aliando inovação e confiabilidade”, destaca.  

A Carmetal consolidou sua reputação no setor com soluções voltadas ao preparo do solo, oferecendo distribuidores para autopropelidos, modelos de arrasto, pendulares, acopláveis em caminhões e opções rodoviárias. A qualidade e durabilidade de seus produtos conquistaram a confiança dos agricultores, tornando a marca uma escolha frequente entre pequenos, médios e grandes produtores.  

Combinando tradição e tecnologia, a união entre as empresas reforça a posição do Grupo Piccin como um dos principais players do mercado. “Estamos somando expertise para enfrentar os desafios do setor e garantir soluções cada vez mais eficientes aos nossos clientes”, conclui Ramos.

 





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SRB propõe medidas ao governo para conter alta dos alimentos



A Sociedade Rural Brasileira (SRB) enviou um documento ao governo federal com sugestões para conter a alta dos preços dos alimentos. O material foi encaminhado à Presidência da República, Vice-Presidência, Ministério da Fazenda, Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento Agrário (Mapa), destacando a necessidade de políticas econômicas e institucionais que garantam maior estabilidade ao setor agropecuário.

No documento, assinado pelo presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, a entidade ressalta que fatores como custos de produção, logística, armazenagem e o cenário econômico e climático influenciam diretamente os preços dos alimentos.

Principais propostas da SRB

  • Controle fiscal – Redução dos gastos públicos, valorização da moeda e queda da taxa de juros.
  • Apoio ao produtor – Melhores condições de acesso ao crédito rural e seguro agrícola.
  • Redução de custos – Regulamentação da Lei de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para aliviar os gastos da produção.
  • Infraestrutura e armazenagem – Recriação do Empréstimo do Governo Federal (EGF) para incentivar o armazenamento de grãos e evitar a venda abaixo do custo de produção.

A SRB reforça que o setor produtivo precisa de segurança para continuar abastecendo o mercado com eficiência e competitividade.

“O produtor rural brasileiro, como qualquer cidadão, espera produzir com segurança e contribuir para a oferta de alimentos acessíveis”, diz o documento.

A entidade se colocou à disposição do governo para colaborar com subsídios técnicos e aprofundar o debate sobre as medidas propostas.



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