sábado, julho 4, 2026

Agro

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De que forma o manejo e o clima impactam na produtividade da soja?



A safra de soja 2024/25 do Brasil está a caminho de se tornar uma das maiores da história, com expectativas positivas tanto para a produtividade quanto para a comercialização. A colheita já está em andamento em várias regiões, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção atinja 166,33 milhões de toneladas, representando um aumento de 12,6% em relação ao ciclo anterior.

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Além disso, levando em conta uma safra de 173,71 milhões de toneladas, a Safras & Mercado projeta uma comercialização antecipada de 35%, o equivalente a 60,83 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 29,1% e a média para o período é de 39%. No relatório anterior, o número era de 31,2%.

A região Centro-Oeste, liderada pelo estado de Mato Grosso, segue como principal produtora de soja do país. Com uma projeção de produção de 47,7 milhões de toneladas e uma produtividade média de 63,4 sacas por hectare, o estado se beneficia de condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento da lavoura.

Contudo, algumas regiões enfrentam desafios climáticos, como o sul de Mato Grosso do Sul e o Rio Grande do Sul, que podem impactar a produtividade. No Paraná, espera-se uma leve redução na produção, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado.

Embora o cenário seja otimista, o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da Ihara, Gustavo Corsini, destaca que a safra segue em um momento decisivo. ”Os produtores devem estar atentos especialmente ao controle de insetos e doenças. A combinação de boas práticas agrícolas, uso de tecnologias avançadas e monitoramento constante são fundamentais para garantir o melhor desempenho da lavoura”, explica.

Manejo eficiente na soja

Para alcançar o sucesso nas lavouras, é fundamental que os produtores estejam preparados para enfrentar os desafios impostos por pragas, doenças e plantas daninhas. O uso adequado de defensivos agrícolas, por meio de um manejo integrado, é essencial para garantir alta produtividade e contribuir para a segurança alimentar global.

A evolução no manejo reflete o crescente entendimento sobre o comportamento das pragas, seus danos e sua resistência aos produtos. A indústria tem investido em novas formulações com ingredientes ativos mais eficazes, que otimizam o controle das pragas e reduzem seus impactos na produtividade.



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Polícia apreende caminhão carregado de milho com 9 toneladas de maconha em SP


A Polícia Militar Rodoviária localizou mais de 9 toneladas de maconha e skunk em meio a uma carga de milho na rodovia Castello Branco, em Porangaba, no interior de São Paulo. A ação ocorreu ontem (12) e resultou na maior apreensão de drogas do ano.

O flagrante

Segundo a polícia, equipes do 5° Batalhão de Polícia Rodoviária estavam em patrulhamento, quando desconfiaram de um veículo que estava com a placa suja de barro, impedindo a visualização e deram ordem de parada.

As suspeitas aumentaram, pois o motorista, de 32 anos, ficou nervoso na abordagem. Durante a vistoria foram encontrados 9,3 mil quilos de maconha e mais 132 quilos de skunk, divididos em cerca de 650 fardos com as drogas.

Carregamento de maconha na rodovia Castelo Branco Carregamento de maconha na rodovia Castelo Branco
Foram encontrados 9,3 mil quilos de maconha e mais 132 quilos de skunk, divididos em cerca de 650 fardos com as drogas Foto: SSP

As drogas tinham como destino o Porto de Santos. De acordo com a polícia, a apreensão resultou num prejuízo estimado ao crime organizado de quase R$ 13 milhões.

As substâncias e o caminhão foram apreendidos para a perícia. O motorista foi preso por tráfico de drogas e encaminhado à Delegacia Seccional de Botucatu, onde permanece à disposição da Justiça



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Brasil deve colher safra recorde de 325,7 milhões de toneladas de grãos em 2024/25



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou hoje que o Brasil deve colher 325,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, um crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior.

Segundo o órgão, o resultado é reflexo de um aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, e a recuperação de 7,1% na produtividade média das lavouras, prevista para 3.990 quilos por hectare.

Se isso se confirmar, este será o maior volume a ser colhido na série histórica da Conab. Os dados constam no 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25.

Milho

A Conab aponta para um aumento na produção total do cereal, com expectativa de produção chegando a 122 milhões de toneladas, alta de 5,5% sobre a colheita no ciclo anterior.

Conforme indica o Progresso de Safra publicado pela Companhia, a colheita da primeira safra do milho atinge 13,3% da área plantada. Porém, com uma redução de 6,6% na área semeada para o milho 1ª.

Mas, de acordo com o Conab, a queda foi compensada pelo ganho da produtividade média, superior em 9,9% à 2023/24. A projeção é de que sejam colhidas 23,6 milhões de toneladas apenas neste primeiro ciclo.

A semeadura da 2ª safra do grão foi realizada em 18,8% da área. “As condições climáticas são favoráveis e projeta-se, no momento, crescimento de 2,4% para a área de plantio, refletindo em uma produção de 96 milhões de toneladas, crescimento de 6,4%”, informa o relatório.

Soja

Com 14,8% da área já colhida, a expectativa é que a produção da oleaginosa alcance 166 milhões de toneladas, cerca de 18 milhões de toneladas acima do total produzido na safra anterior.

Segundo o Conab, o resultado reflete o aumento na área destinada para a cultura combinada com a recuperação da produtividade média nas lavouras do país. O clima ajudou, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e na maioria dos estados do Centro-Oeste.

Em compensação, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul tiveram problemas, pois registraram restrição hídrica a partir de meados de dezembro.

Arroz

A área destinada para semeadura do o arroz deve atingir 1,7 milhão de hectares, 6,4% superior à área cultivada na safra anterior. Entretanto, no Rio Grande do Sul, as altas temperaturas e a redução hídrica dos reservatórios, causam preocupações aos produtores.

A Companhia acredita que a produção chegue a 11,8 milhões de toneladas, alta de 11,4% quando comparada com a colheita da safra passada.

Feijão

Para safra 2024/25 do feijão, a Conab estima uma produção de 3,3 milhões de toneladas. O órgão informa que, até o dia 10 de fevereiro, 47% da área estava colhida. “A Conab verifica aumento tanto de área como de produtividade, com a produção estimada em 1,1 milhão de toneladas.”

A projeção para a segunda safra de feijão deve alcançar 1,46 milhão de toneladas; enquanto que na terceira sejam colhidas 778,9 mil de toneladas.

Algodão

Expectativa para o crescimento de 4,8% na área de plantio, estimada em 2 milhões de hectares. A semeadura passa de 87% da área e a perspectiva para produção é de 3,8 milhões de toneladas, um recorde para a cultura.

As primeiras estimativas para cultura de inverno de trigo indicam uma produção de 9,1 milhões de toneladas. O início do plantio no Paraná será em meados de abril e no Rio Grande do Sul em maio.

Mercado

No caso do milho, a 2ª safra desta temporada se apresenta mais atrativa em relação ao ciclo 2023/24, a demanda interna também passou por atualização e está estimada em 86,9 milhões de toneladas neste levantamento. A Conab prevê que as exportações do cereal tenham uma uma leve redução com volume de exportação chegando a 34 milhões de toneladas na safra 2024/25.

A Conab atualizou a área semeada para o arroz, resultando em uma produção de 11,8 milhões de toneladas. As exportações do arroz brasileiro devem chegar a 2 milhões de toneladas.



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Balsas e rebocadores farão a travessia de veículos entre o MA e TO



O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) publicou no Diário Oficial da União a contratação das balsas para travessia de pedestres e veículos pelo Rio Tocantins, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

Em dezembro de 2024, a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR – 226, que ligava os dois municípios, desabou provocando a morte de 14 pessoas – três ainda seguem desaparecidas.

A região é um importante corredor logístico para o agronegócio. Pelo local caminhões levam produtos como a soja para diversos terminais.

O contrato foi assinado na sexta-feira (7) e prevê a operação de cinco balsas e seis rebocadores de forma ininterrupta, todos os dias da semana, por um ano. Três balsas e quatro rebocadores serão utilizados para o transporte de caminhões de carga. O serviço de transporte hidroviário será gratuito para todos os usuários, garantindo o deslocamento.

Segundo o DNIT, em até 15 dias – a contar da assinatura do contrato – está prevista a primeira operação de travessia.

“Desta forma, o DNIT restabelecerá temporariamente a trafegabilidade da BR-226/TO/MA até que a nova ponte, que substituirá a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, seja concluída”, informa o órgão.

O valor total desta nova contratação é de aproximadamente R$ 39,9 milhões.

Nova ponte

As equipes do DNIT e do consórcio contratado para construir uma nova ponte sobre o Rio Tocantins realizam os serviços de remoção dos detritos da estrutura remanescente da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira. As duas cabeceiras que sobraram da estrutura foram demolidas.

Em paralelo à limpeza da área, os técnicos elaboraram os projetos de engenharia da nova ponte. De acordo com o DNIT, a travessia terá 630 metros de extensão, com um vão livre de 150 metros.

“A Obra de Arte Especial, denominada Ponte de Estreito, será mais comprida e mais larga que a antiga. A estrutura nova terá 19 metros de largura distribuídos em duas faixas de rolamento de 3,60 metros cada, dois acostamentos de 3 metros cada, duas barreiras de proteção tipo New Jersey de 40 centímetros cada, dois passeios de 2,3 metros cada e guarda-corpo em cada extremidade do tabuleiro”, informa o DNIT.



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Iniciativas de conservação da palmeira-juçara impulsionam a renda de agricultores em SP


A Fundação Florestal lançou a segunda edição do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais da Palmeira-Juçara (PSA Juçara), que agora vai beneficiar o dobro de famílias no estado de São Paulo.

De 100, o número de participantes passa para 200, e a área de atuação cresce para 15 territórios. A iniciativa cobre regiões como o Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e Litoral Norte, incluindo Unidades de Conservação de uso sustentável e áreas de proteção integral.

O programa tem como objetivo principal a conservação da palmeira-juçara, que está ameaçada de extinção, e oferece alternativas de renda sustentável para os pequenos produtores rurais e comunidades tradicionais. 

Os participantes recebem pagamento por ações como o plantio, cuidado e proteção dessa planta, essencial para a biodiversidade local.

Na primeira edição, o PSA Juçara teve resultados importantes: 260 mil palmeiras plantadas em 261 hectares, mais de 40 colmeias de abelhas nativas instaladas e 200 atividades de capacitação realizadas. 

Ao todo, as famílias beneficiadas receberam até R$ 36 mil. Agora, com a ampliação do programa, as metas aumentam: o objetivo é plantar 360 mil novas palmeiras em até 600 hectares e oferecer até R$ 38 mil às famílias nos próximos cinco anos.

O programa vai atuar em 15 territórios, abrangendo cinco Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDSs) e 10 zonas de amortecimento de parques estaduais.

Entre os territórios contemplados estão as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Barreiro/Anhemas, Lavras, Pinheirinhos e Quilombos de Barra do Turvo, além de áreas de amortecimento de parques estaduais como Caverna do Diabo, Intervales e Serra do Mar.

Para participar, é preciso ser agricultor familiar, indígena ou membro de uma comunidade tradicional, podendo se inscrever diretamente ou por meio de associações e cooperativas.

O programa prevê a remuneração dos participantes por um período de cinco anos, proporcionalmente à área cadastrada, que pode variar de 1 a 3 hectares, com a exigência de manter ao menos 600 unidades de palmeira-juçara por hectare.

Além disso, incentiva atividades eletivas, como a implantação de colmeias de abelhas nativas e participação em capacitações, promovendo a conscientização e o manejo sustentável.

Para o cadastro, basta entregar a documentação listada no edital de chamamento público durante o período de credenciamento determinado, fisicamente na Unidade de Conservação mais próxima ou via e-mail.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você é micro ou pequeno produtor rural e deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 13 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

Arte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta EmpreenderArte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30.

Acesse aqui e confira temas os abordados como Acesso ao Crédito e Indicação Geográfica. 



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AgroNewsPolítica & Agro

Você conhece o Índice Consecana?



Com essa estrutura, o Índice Consecana desempenha um papel essencial



A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra
A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra – Foto: Canva

O Índice Consecana é um dos principais referenciais para a precificação da cana-de-açúcar no Brasil, trazendo maior previsibilidade ao setor sucroalcooleiro. Segundo Ruan Augusto, analista financeiro na Raízen, o índice é calculado a partir da média dos valores dos ATRs (Açúcares Totais Recuperáveis) de cada produto, ponderados conforme sua participação no mix de comercialização. Esse modelo busca refletir a realidade do mercado e garantir transparência na remuneração dos produtores.  

A formação do índice considera os preços médios de comercialização do açúcar e do etanol desde o início da safra, em abril, até o mês de referência. Como a cana é paga com base nesse indicador, os fornecedores conseguem ter maior previsibilidade na receita ao longo da safra. Isso permite um planejamento mais eficiente, reduzindo riscos e tornando o processo de negociação mais equilibrado entre produtores e indústrias.  

Em regiões onde há maior concorrência pela cana, as empresas adotam estratégias para garantir o fornecimento necessário às usinas. Algumas oferecem subsídios, fecham contratos de compra e venda de cana (CCT) e até disponibilizam serviços adicionais, como transporte e assistência técnica. Essas medidas visam fidelizar os fornecedores e evitar oscilações na oferta da matéria-prima.  

Com essa estrutura, o Índice Consecana desempenha um papel essencial na cadeia produtiva, ajudando a equilibrar os interesses do mercado. Além de contribuir para a estabilidade do setor, ele influencia diretamente as estratégias comerciais das usinas e a sustentabilidade financeira dos produtores.

 





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TCU recomenda ao governo análise detalhada sobre programas rurais



O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira recomendar ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) a “análise detalhada” das entregas do Plano Plurianual (PPA 2024-2027), mais especificamente a execução de programas relacionados à “inclusão e sustentabilidade rural”.

Essa análise visa corrigir “sobreposições, fragmentações e duplicidades” entre programas voltados ao setor.

A sugestão da Corte de Contas é que esse esforço seja feito de forma integrada com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e outras pastas.

O TCU é o órgão de controle externo do governo federal e auxilia o Congresso Nacional na missão de acompanhar a execução orçamentária e financeira do país e contribuir com o aperfeiçoamento da Administração Pública em benefício da sociedade.



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Yara suspende produção de fertilizante fosfatado e de ácido sulfúrico em unidades de SP



A fabricante norueguesa de fertilizantes Yara informou ter suspendido a produção de fertilizantes fosfatados e ácido sulfúrico nas plantas de Cubatão (SP) e Paulínia (SP). Segundo nota da empresa, o plano de hibernação ocorrerá gradualmente ao longo de 2025, com encerramento previsto para o terceiro trimestre do ano.

Fertilizantes fosfatados são aqueles que contêm fósforo como principal nutriente. O fósforo é um dos três macronutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento das plantas, juntamente com o nitrogênio e o potássio.

Cerca de 60% da produção mundial de ácido sulfúrico é destinada à fabricação de fertilizantes fosfatados, que são essenciais para a agricultura.

Justificativa

A companhia disse que está com foco na produção de fertilizantes nitrogenados, além de frentes estratégicas como soluções de baixo carbono, neutralidade climática e agricultura regenerativa.

A Yara disse que Cubatão continua sendo estratégica para a atuação da companhia no Brasil, com ativos de nitrogênio, e que as demais atividades no polo permanecem inalteradas. A empresa negocia os direitos trabalhistas com o sindicato do segmento, mas não informou número de funcionários afetados.

Relatou, ainda, que a decisão não prejudicará o fornecimento de fertilizantes ao mercado, “pois os volumes estão garantidos pela robusta estrutura da companhia”. As unidades de Rio Grande (RS) e Ponta Grossa (PR) continuarão atendendo o mercado de fosfatados.

Na semana passada, o balanço da companhia mostrou prejuízo líquido de US$ 290 milhões (US$ 1,14 por ação) no quarto trimestre de 2024. O resultado reverteu o lucro registrado em igual período do ano anterior, de US$ 246 milhões (US$ 0,96 por ação). A receita caiu 5% no mesmo comparativo, de US$ 3,598 bilhões ante US$ 3,419 bilhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja, milho e trigo: Clima, tarifas e tendências



No setor de trigo, a China tenta vender 600 mil toneladas compradas de outros países



A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump
A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump – Foto: USDA

O mercado agrícola global se ajusta após o Ano Novo Lunar na China, enquanto a América do Sul enfrenta desafios climáticos. As recentes chuvas aliviaram parte do estresse hídrico na Argentina e no Brasil, mas as altas temperaturas podem comprometer as lavouras de milho e soja. No cenário internacional, as tarifas impostas por Donald Trump sobre México, Canadá e China reacendem preocupações de uma nova guerra comercial, afetando a dinâmica dos mercados.  

A China, que retomou as atividades econômicas, respondeu às tarifas de Trump com impostos sobre petróleo e gás dos EUA, mas não sobre grãos ou soja. Segundo Luiz Fernando Roque, da Hedgepoint Global Markets, se novas tarifas forem aplicadas à soja americana, o mercado pode reviver o cenário de 2018/19 e 2019/20, quando os estoques dos EUA cresceram e o Brasil aumentou suas exportações para a China.  

No setor de trigo, a China tenta vender 600 mil toneladas compradas da Austrália e Canadá, indicando menor demanda ou expectativa de preços mais baixos. Já na Argentina, as chuvas foram insuficientes para parte das lavouras de milho, reduzindo a projeção da safra para 47 milhões de toneladas. O governo argentino cortou impostos sobre soja e milho, o que pode estimular as vendas. No Brasil, a colheita da soja e o plantio do milho seguem atrasados, mas o Mato Grosso apresenta produtividades recordes.  

Nos fundos de investimento, a posição neutra na soja reflete incertezas climáticas no Brasil e Argentina. No milho, a visão é altista, com compras em nível máximo desde fevereiro de 2023. O mercado segue atento ao clima no Sul do Brasil e às movimentações políticas dos EUA, que podem impactar as exportações.

 





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ouça análise dos impactos na economia


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o recuo de 0,5% do setor de serviços em dezembro, reforçando a desaceleração econômica.

O dólar fechou estável a R$ 5,76 e a inflação americana superou as expectativas, elevando as apostas em juros mais altos pelo Fed.

Hoje, o foco está na produção industrial da Zona do Euro e na PMC no Brasil, com a expectativa de queda de 0,2% no varejo em dezembro e crescimento de 4,9% em 2024.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário EconômicoAriane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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