sábado, julho 4, 2026

Agro

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Soja tem poucos negócios; confira as cotações pelo país



O dia foi de poucos negócios e poucas novidades no mercado brasileiro de soja. Na indústria, embora tenha ocorrido pagamentos acima da paridade de exportação, os lotes negociados foram pouco expressivos.

De acordo com a Safras & Mercado, os produtores, ainda focados na colheita, consideram os preços atuais muito baixos. No mercado, os preços ficaram mistos, com o frete pesando na formação.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): de R$ 133,00 para R$ 133,50
  • Região das Missões (RS): de R$ 133,00 para R$ 133,50
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): de R$ 124,00 para R$ 124,50
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): de R$ 112,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): de R$ 116,00 para R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): estabilizou em R$ 111,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços em leve alta. Após passar a maior parte do dia em território negativo, o mercado reagiu tecnicamente, fechando com ganhos moderados. O retorno das chuvas na Argentina amenizou os prejuízos no potencial produtivo da safra daquele país, o que gerou pressões sobre as cotações. A produção de soja da Argentina para a safra 2024/25 está estimada em 47,5 milhões de toneladas, abaixo das expectativas.

Projeções

A produção brasileira de soja deve alcançar 166,01 milhões de toneladas na temporada 2024/25, o que representa um aumento de 12,4% em comparação com a safra anterior (147,72 milhões de toneladas). Esta estimativa foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 5º levantamento de acompanhamento da safra de grãos.

Exportações dos EUA

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos, para a temporada 2024/25, chegaram a 185.500 toneladas na semana encerrada em 6 de fevereiro. A China liderou as importações com 222.000 toneladas. Para a temporada 2025/26, mais 24,3 mil toneladas foram exportadas. Analistas esperavam um volume de exportação entre 300 mil e 800 mil toneladas.

Preços de Mercado em Chicago

Os preços de mercado em Chicago apresentaram variações na quinta-feira. O contrato de soja com entrega em março fechou a US$ 10,30 por bushel, com alta de 2,25 centavos ou 0,21%.

Já o contrato de soja com vencimento em maio foi cotado a US$ 10,47 por bushel, com ganho de 1,25 centavos ou 0,11%. O farelo de soja para março registrou uma queda de US$ 1,40, fechando a US$ 292,70 por tonelada, o que representa uma desvalorização de 0,47%. Por outro lado, o óleo de soja para março teve alta de 0,59 centavos, com cotação de US$ 46,25 centavos por libra, ou um ganho de 1,29%.

Câmbio

Quanto ao câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,07%, negociado a R$ 5,7669 para venda e R$ 5,7649 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,7564 e R$ 5,7994.



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AgroNewsPolítica & Agro

Show Rural 2025 bate recorde de público nos primeiros dias



Show Rural conta com a participação de 600 expositores nacionais e internacionais




Foto: Divulgação

A 37ª edição do Show Rural Coopavel, realizada em Cascavel (PR), registrou um novo recorde de público. Na quarta-feira (12), o evento recebeu 112.498 visitantes, superando a marca anterior de 109.091, alcançada na mesma data da edição de 2024.

O crescimento na visitação também foi notável nos dias anteriores. Na terça-feira (11), o público chegou a 84.086 pessoas, um novo recorde para o segundo dia do evento, ultrapassando os 83.280 visitantes da edição passada. Já na segunda-feira (10), primeiro dia do Show Rural 2025, 56.510 pessoas passaram pelo parque, superando os 55.356 da abertura de 2024.

Nos três primeiros dias, o evento já atraiu 253.498 visitantes, 5.771 a mais que no mesmo período do ano passado, quando o total foi de 247.727 pessoas. A expectativa é que os números sigam crescendo até o encerramento do evento, na sexta-feira (14).

Com o tema “Nossa natureza fala mais alto”, o Show Rural 2025 conta com a participação de 600 expositores nacionais e internacionais. A entrada e o estacionamento são gratuitos, garantindo amplo acesso ao público interessado nas inovações do agronegócio.





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Com dúzia de ovos a R$ 60, norte-americanos começam a criar galinhas em casa



A gripe aviária tem causado problemas cada vez maiores à população dos Estados Unidos. Desde o início do surto, há cerca de três anos, o vírus H5N1 exterminou cerca de 120 milhões de galinhas, perus e outras aves em 49 estados norte-americanos, conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O efeito prático disso é, obviamente, a redução na oferta de ovos e o aumento dos preços do produto, que já atingem mais de 10 dólares a dúzia (o equivalente a R$ 60).

Por conta disso, conforme informações da agência AFP, uma loja de criação de animais no estado de Houston vendeu recentemente 100 galinhas em quatro dias, número que normalmente é alcançado em três semanas, ou seja, muitas pessoas estão recorrendo à produção dos seus próprios ovos em casa para driblar a escalada dos preços.

“Nas últimas semanas, vimos um aumento dramático na demanda por galinhas, com pessoas querendo comprá-las porque os preços dos ovos subiram ou simplesmente não há ovos disponíveis. Nossas vendas de aves dobraram ou até triplicaram”, diz John Berry, de 43 anos, gerente da Wabash, que também vende alimento para essas aves, em entrevista à agência de notícias.

Ele explica que a maioria de seus novos clientes está apenas começando na criação. É o caso de Arturo Becerra, que recentemente comprou 10 galinhas, pelas quais pagou US$ 400 (R$ 2.308). Ele gastou US$ 20 (R$ 115) em alimento para um mês.

O novo criador já disse que pretende expandir o plantel porque a família é grande. Todas as que possui ainda são jovens e devem começar a pôr ovos em algumas semanas. Desde que as normas de saúde sejam cumpridas, várias cidades do Texas permitem a criação de aves no quintal.

Outro que está expandindo a criação é o empreiteiro da construção civil Bill Underhill, que já é um ávido criador de galinhas. “Ouvi alguém dizer que os ovos custavam cerca de US$ 10 a dúzia, então já estava pensando em comprar mais algumas galinhas. Compro algumas a cada dois meses porque algumas eventualmente morrem e param de botar, então vou manter o fluxo de ovos na minha família”, afirma, em entrevista à AFP.

De acordo com o USDA, apenas neste ano, 21 milhões de galinhas poedeiras foram sacrificadas devido à gripe aviária, fator que acerta em cheio as grandes granjas do país.

Roubo de ovos

Ainda conforme a reportagem da AFP, os ovos ‘premium’ atingiram um preço de mais de US$ 10 (R$ 57) a dúzia, e as versões básicas chegaram a US$ 6 (R$ 34) em alguns supermercados, mais que o dobro do preço normal.

Na cidade de Seattle, região noroeste dos Estados Unidos, um restaurante foi assaltado durante a madrugada na semana passada. Resultado: mais de 500 ovos foram roubados de seu depósito.



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SP lança plano para fortalecer cooperativismo rural no estado



O governo de São Paulo lançou um plano para fortalecer o cooperativismo rural no estado, contemplando medidas como a criação de uma diretoria específica dentro da Secretaria de Agricultura e a ampliação do acesso ao crédito para cooperativas. O plano foi assinado pelo secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, durante o Intercâmbio Técnico do Cooperativismo Agropecuário, realizado na Universidade de St. Gallen, na Suíça, e organizado pelo Sistema Ocesp.

Entre as principais iniciativas está a inclusão das cooperativas de produtores e de crédito no Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). A medida busca atingir a meta de aquisição de mil máquinas agrícolas em 2025 por meio da linha de crédito Pró-Trator, que subvenciona 4% dos juros incidentes nas operações de financiamento. A expectativa é que o valor da subvenção estadual cresça 400% em relação a 2024.

O secretário ressaltou a importância do incentivo para impulsionar o setor. “Vamos ampliar e facilitar ainda mais o acesso do produtor ao Feap com as cooperativas. Nossa meta é que o setor adquira mil máquinas agrícolas este ano”, afirmou Piai.

Outro destaque do plano é a inclusão do café no Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS). Além disso, o governo estadual, por meio do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), está desenvolvendo um processo de simplificação para a adesão de produtores cooperados ao programa.

A cadeia produtiva do leite também será contemplada no plano. A parceria com a Comevap e a continuidade do Hub do Leite beneficiarão aproximadamente 600 produtores. A ação envolve pesquisas aplicadas para aprimorar a qualidade, eficiência e competitividade do setor, com apoio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Com a assinatura do plano, foi oficializada a criação da Diretoria de Cooperativismo e Associativismo dentro da Secretaria de Agricultura. O objetivo é garantir a participação ativa das cooperativas na formulação das políticas públicas do estado.

Segundo a Ocesp, São Paulo conta com 181 cooperativas agropecuárias e 165 mil produtores cooperados. O modelo cooperativo facilita o acesso a insumos, tecnologia, assistência técnica e comercialização, fortalecendo as comunidades rurais e impulsionando a economia do agronegócio no estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

comercialização do milho supera safra anterior



Comercialização do milho avança, mas preço cai




Foto: Divulgação

No Mato Grosso, a comercialização de milho avançou na safra 2023/24, atingindo 96,62% da produção total, conforme dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em 10 de fevereiro. O percentual representa um avanço de 2,96 pontos percentuais em relação a dezembro de 2024.

Segundo a análise semanal do Imea, crescimento nas vendas foi impulsionado pela necessidade dos produtores de liberar espaço nos armazéns, já que o preço do milho apresentou queda de 4,45% no último mês, fechando em média a R$ 55,97 por saca. Ainda assim, os negócios desta safra estão 8,30 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra passada.

Para a safra 2024/25, os negócios alcançaram 32,16%, um avanço de 5,50 pontos percentuais ante dezembro de 2024. Esse aumento foi influenciado pela valorização de 1,75% no preço do cereal, que atingiu R$ 46,42 por saca, cobrindo os custos operacionais da produção no estado.

Apesar do avanço, o ritmo de comercialização da safra 2024/25 ainda está 12,81 pontos percentuais atrás da média das últimas cinco safras, evidenciando uma cautela maior do mercado em relação ao futuro dos preços e da demanda pelo grão.





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Safra 2025 pode ser 11,1% maior que a do ano passado, diz IBGE



A safra agrícola de 2025 deve totalizar um recorde de 325,3 milhões de toneladas, 32,6 milhões de toneladas a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 11,1%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de janeiro, divulgado nesta quinta-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao terceiro Prognóstico da Produção Agrícola de 2025, houve um aumento de 0,8% na estimativa, 2,7 milhões de toneladas a mais.

A área a ser colhida na safra agrícola de 2025 deve totalizar 80,9 milhões de hectares, 1,8 milhão de hectares a mais que o desempenho de 2024, um aumento de 2,4%, segundo o levantamento do IBGE divulgado nesta quinta.

Em relação ao terceiro Prognóstico da Produção Agrícola de 2025, houve um aumento de 0,6% na estimativa da área colhida, 472,1 mil hectares a mais.

Soja

A expectativa de uma nova safra recorde de soja tem ajudado a turbinar a projeção para a produção agrícola brasileira de 2025. A colheita da oleaginosa deve totalizar um ápice de 166,5 milhões de toneladas neste ano, um aumento de 14,9% em relação a 2024.

Em relação ao terceiro prognóstico para a safra 2025, porém, houve uma retração de 0,6% no rendimento médio e de 0,4% na estimativa da produção, o que representou uma queda de 750,2 mil toneladas.

“Ainda assim, estima-se que teremos um incremento de 11,7% no rendimento médio anual, que deve alcançar 3.519 kg/ha, contribuindo para que o volume colhido da oleaginosa represente mais da metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País em 2025”, frisou o IBGE.

Clima favorável

Além da soja, o país deve colher neste ano mais milho, algodão, sorgo, arroz e feijão. São esperados aumentos em 2025 para a soja (alta de 14,9%, para um recorde de 166,5 milhões de toneladas) e o milho (8,2%, para 124,1 milhões de toneladas).

O milho 1ª safra terá alta de 10,0%, para 25,2 milhões de toneladas, e o milho 2ª safra terá aumento de 7,8%, totalizando 98,9 milhões de toneladas.

As projeções são de aumentos também para o arroz (8,3%, para 11,5 milhões de toneladas), feijão (10,9%, para 3,4 milhões de toneladas), algodão (1,6%, para um novo recorde de 9,0 milhões de toneladas) e sorgo (5,4%, para 4,2 milhões de toneladas). O trigo deve encolher 3,3%, para 7,3 milhões de toneladas.

“O clima está beneficiando as lavouras, embora as chuvas tenham demorado a chegar. Desde os meses de outubro e novembro, tem chovido bem, com exceção da Região Sul, que já apresenta algumas secas”, disse Carlos Barradas, gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE, em nota.

Segundo o pesquisador, a estiagem atinge principalmente o Rio Grande do Sul, mas as perdas no estado ainda não estão contabilizadas no levantamento de janeiro.

As equipes do IBGE ainda estão em campo para atualizar as estimativas nas divulgações seguintes.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou estatísticas sobre a safra brasileira nesta quinta-feira. O órgão indica a colheita de 325,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, um crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior. Os números da Conab diferem em relação aos divulgados pelo IBGE, pois utilizam metodologias diferentes, além de a Conab adotar o ano-safra e o IBGE, o ano civil.



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Onda de calor afeta 8 estados e se estende até 24 de fevereiro


A onda de calor que já atua no Brasil deve persistir e se intensificar nos próximos dias, estendendo-se até 24 de fevereiro de 2024, diz a Climatempo.

Além da duração prolongada, deve alcançar novas regiões, com destaque para o Centro-Oeste, além de Sul e Sudeste. Ao todo (conforme o mapa abaixo), oito estados e o Distrito Federal serão mais atingidos:

  • Paraná;
  • São Paulo;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Goiás;
  • Minas Gerais;
  • Rio de Janeiro;
  • Espírito Santo; e
  • Bahia

Nessas áreas, as temperaturas podem subir entre 5°C e 7°C acima da média, o que configura uma onda de calor.

mapa de calor
Foto: Climatempo

“Além disso, o fenômeno se prolongará até o dia 24, favorecendo uma sequência de dias extremamente quentes”, diz a Climatempo.

De acordo com a empresa de meteorologia, é importante destacar que a onda de calor será restrita às áreas em vermelho do mapa, onde as temperaturas permanecerão pelo menos 5°C acima da média por cinco dias consecutivos.

Já nas áreas em laranja, o calor será intenso, com temperaturas elevadas entre 3°C e 5°C acima da média, mas sem atingir os critérios para ser classificado como onda de calor.

Qual será o pico do calor?

O início da onda de calor não acontece de forma homogênea em todas as regiões. Assim, algumas áreas aquecem mais rápido do que outras, influenciadas pela geografia local e pelas diferenças climáticas regionais.

No entanto, ao longo da próxima semana, a tendência é de uma elevação mais generalizada das temperaturas em todas as áreas afetadas, prevê a Climatempo.

Apesar do calor intenso, a chuva ainda deve ocorrer nos próximos dias, mas de forma isolada. Contudo, as pancadas serão mais esparsas e terão pouco efeito na redução do calor.

Isso acontece porque a massa de ar quente inibe a formação de nuvens carregadas, favorecendo dias mais secos e quentes na maior parte das regiões impactadas.



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Cogo projeta diminuição no potencial produtivo da soja; confira os números



A colheita da soja no Brasil tem avançado de forma lenta devido a condições climáticas adversas. O sul do país sofre com a estiagem, enquanto outras regiões enfrentam excesso de chuvas. Esse cenário tem impactado diretamente a produtividade da soja e as expectativas de safra para o ano 2024/2025. Em paralelo, a semeadura do milho da segunda safra também enfrenta desafios devido à janela de plantio apertada.

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De acordo com o consultor em Agronegócios Carlos Cogo, as perdas de produtividade são em estados como Paraná e Rio Grande do Sul, devido às temperaturas altas e à seca. Contudo, a região do Matopiba apresenta condições promissoras, com destaque para a Bahia, que deve registrar uma produtividade recorde, superior a 4.000 kg por hectare. No entanto, a colheita de soja está atrasada, com apenas 16% da área colhida até 10 de fevereiro, contra 23% na mesma época do ano anterior.

Apesar desse atraso, a previsão é que a colheita avance mais rapidamente nas próximas semanas, com o retorno de um período seco, especialmente na região do Cerrado. A redução do potencial produtivo em algumas áreas tem levado consultorias a revisar suas estimativas de safra, com a projeção atual para a soja sendo de 165,5 milhões de toneladas, uma diminuição em relação à previsão anterior de 170 milhões de toneladas.

No entanto, a recuperação dos preços da soja tem sido uma notícia positiva para os produtores brasileiros, com os preços futuros de Chicago atingindo valores entre US$ 10,50 e US$ 10,80 por bushel, após uma elevação.

No que diz respeito ao milho, apesar da lentidão na semeadura, as expectativas são otimistas, com um aumento na área plantada estimado em 4%, o que poderia levar a produção total para 126 milhões de toneladas.

A janela de plantio do milho está apertada, com apenas 20% da área semeada até 10 de fevereiro, comparado a 35% no ano passado. No entanto, as condições de mercado são favoráveis, com uma alta nas cotações futuras na Bolsa de Chicago e boas perspectivas para os produtores no Centro-Oeste, região que concentra a maior parte da produção.

Carlos Cogo destaca que, apesar dos atrasos, os produtores devem acelerar o plantio do milho à medida que a colheita da soja avança, aproveitando as condições climáticas favoráveis. O risco de um frio mais intenso durante o inverno também preocupa, por isso, quanto mais cedo o milho for plantado, menor o risco para a safra.



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‘Dou continuidade ao que meu pai trabalhou a vida toda’, diz Claudia D’Agostini


Mulher indicada ao Prêmio Soja Brasil
Foto: Canal Rural | Personagem Claudia D´Agostini

A produtora rural Claudia D’Agostini, de Sabáudia, no Paraná, foi indicada ao Prêmio Personagem Soja Brasil. Junto com sua irmã, Claudia segue firme no processo de sucessão familiar na propriedade rural, continuando o legado de seu pai.

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Há cerca de oito anos, as irmãs começaram a assumir a liderança nas decisões da propriedade, quando o pai delas passou a responsabilidade diretamente para elas. Claudia compartilha a enorme responsabilidade de dar continuidade ao trabalho de uma vida inteira e, ao mesmo tempo, construir algo novo e especial.

“Para mim, a responsabilidade de ser sucessora vai além de simplesmente manter o que foi feito antes. Eu me esforço muito para conduzir de forma excepcional e construir o futuro da propriedade com dedicação”, explica Claudia.

Ela destaca que o maior desafio é equilibrar a sua visão e personalidade na gestão da propriedade, sem perder de vista as tradições passadas de geração em geração. No entanto, ela acredita que a troca de ideias com sua irmã tem sido muito positiva, pois essas divergências acabam se complementando, resultando em práticas mais eficientes.

Uma das inovações que a dupla implementou na propriedade foi a adoção do Manejo Integrado de Solo (MIP), uma abordagem que busca disseminar por meio de práticas agrícolas sustentáveis. Após realizar o curso de MIP, as irmãs decidiram implementar o método em toda a área da propriedade. Atualmente, 100% da lavoura já adota esse manejo, que tem mostrado ser uma forma segura e eficiente de promover uma agricultura mais sustentável.

“O agro é muito sustentável e vemos a importância de boas práticas e um bom manejo, principalmente diante das mudanças climáticas que estamos enfrentando. Como trabalhadores do campo, sentimos essas mudanças na pele, e acreditamos que a nova geração está mais aberta e preparada para utilizar essas práticas”, comenta Claudia.

Claudia também reflete sobre a realidade de ser mulher no campo. Crescida na propriedade, ela observa a diferença entre ela e seus amigos de infância. “Percebo que, enquanto para os meninos o espaço no campo parece ser algo natural, para nós, mulheres, precisamos conquistar esse espaço, provar que somos capazes”, afirma.

A indicação ao Prêmio Personagem Soja Brasil é um reconhecimento importante para Claudia, que celebra a oportunidade de ter seu trabalho reconhecido. “Independentemente de ganhar ou não, ser indicada para um prêmio desse porte já é uma alegria imensa”, conclui.



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Safra e produção de petróleo devem deixar real mais valorizado, diz secretário da Fazenda



O secretário de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou nesta quinta-feira (13), que um motivo para acreditar em um real mais valorizado é a elevada safra esperada para este ano e a maior produção de petróleo.

Mello disse que o agronegócio e a produção de petróleo, duas atividades importantes, terão dinamismo razoável em 2025. Segundo ele, ambas as atividades têm a característica de reduzir preços.

“Safra [maior] impacta o preço dos alimentos e a produção de petróleo pode reduzir preços e combustíveis e energia”, afirmou.

O secretário explicou que o aumento nos preços monitorados e a pequena queda nos preços livres traz visão de que a inflação deve fechar próxima de 4,8% este ano. O cálculo foi baseado em um câmbio de R$ 6 para cada dólar.

“Caso esse câmbio mais valorizado persista, obviamente isso terá impactos no nosso cenário inflacionário, impactos de redução desse quadro”, afirmou.

“A safra mais forte e a produção maior de petróleo também devem impactar no resultado pouco superior na balança comercial, o que representa também maior disponibilidade de dólares no mercado doméstico”, disse ele.

Ele reiterou que o mercado de trabalho ficará menos pressionado em 2025 por um ritmo moderado de serviços. Em relação à maneira como o pico do dólar em 2024 vai afetar a inflação em 2025, Mello disse que é algo a ser avaliado.



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