sábado, julho 4, 2026

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Mercado de milho mantém preços firmes no Brasil, apesar de negociações travadas



O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana com preços firmes, mesmo com o ritmo lento das negociações. Consumidores demonstram interesse na composição de lotes, mas a falta de acordo sobre preços e as incertezas climáticas e logísticas dificultam avanços nos negócios. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em alta, enquanto o dólar recua frente ao real.

Em estados como São Paulo e Paraná, a oferta dos produtores segue restrita, tornando mais difícil a reposição de estoques pelos consumidores. A evolução do clima e o andamento da colheita da safra de verão seguem como fatores de atenção, assim como o impacto da colheita de soja na logística e no custo dos fretes, conforme apontado pelo analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Tabela de preços

  • Porto de Santos (CIF): R$ 78,00 – R$ 80,00/saca
  • Porto de Paranaguá: R$ 78,00 – R$ 80,00/saca
  • Paraná (Cascavel): R$ 73,00 – R$ 75,00/saca
  • São Paulo (Mogiana): R$ 78,00 – R$ 80,00/saca
  • São Paulo (Campinas CIF): R$ 82,50 – R$ 85,00/saca
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 71,00 – R$ 74,00/saca
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 72,00 – R$ 73,00/saca
  • Goiás (Rio Verde CIF): R$ 68,00 – R$ 70,00/saca
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 66,00 – R$ 68,00/saca

Cenário internacional

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em março operam a US$ 4,97 3/4 por bushel, alta de 4,25 centavos de dólar (+0,86%). O mercado caminha para a segunda semana consecutiva de ganhos, impulsionado por estoques globais reduzidos, forte demanda e preocupações climáticas na Argentina. Apesar das chuvas recentes, as condições adversas ainda sustentam os preços.

Na sessão de ontem (13), o milho com entrega em dezembro fechou cotado a US$ 4,93 1/2 por bushel, alta de 3,25 centavos de dólar (+0,66%). Já o contrato para março de 2025 encerrou a US$ 5,06 por bushel, avanço de 2,00 centavos de dólar (+0,39%).



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Brasil não é problema comercial para os EUA, diz Alckmin



O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou na noite desta quinta-feira (13) que o Brasil não representa um “problema comercial” para os Estados Unidos.

Alckmin deu a declaração ao comentar o anúncio, pelo presidente estadunidense, Donald Trump, da aplicação de tarifas de reciprocidade contra qualquer país que imponha impostos contra as importações norte-americanas.

“É natural que o novo governo americano queira avaliar o seu comércio exterior, estudar, avaliar a questão do comércio exterior. O Brasil não é problema comercial para os Estados Unidos. A balança comercial nossa de bens é equilibrada. Nós exportamos US$ 40 bilhões e importamos US$ 40 bilhões”, disse Alckmin em coletiva.

“Quando nós incluímos os serviços, os Estados Unidos tem um superávit de US$ 7,4 bilhões. É o sétimo maior superávit da balança comercial americana. Então nós não somos problema comercial”, acrescentou.

O vice-presidente ressaltou que dos dez produtos mais exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, apenas quatro não são taxados pela alfândega estadunidense, nos demais são impostas tarifas. Já nos dez produtos mais importados pelo Brasil vindos dos EUA, oito entram totalmente livres de tarifas.

“O caminho do comércio exterior é ganha-ganha. É ter reciprocidade, não é alíquota igual. Reciprocidade é você vender mais onde é mais competitivo, onde você é menos competitivo, você compra. Produtos que você não tem, você adquire. Essa é a regra e é nesse princípio que nós vamos trabalhar”, disse.

Etanol brasileiro

Geraldo Alckmin defendeu ainda o etanol brasileiro e disse acreditar que a resolução da questão comercial será com base no diálogo e entendimento entre os países. “No caso do etanol, primeiro é importante destacar que o etanol do Brasil, ele é de cana-de-açúcar. Ele descarboniza mais, ele tem um terço a menos de pegada de carbono”, disse.

O vice-presidente disse que um dos caminhos de solução poderá ser a adoção de cotas para os produtos brasileiros, assim como ocorreu com o aço, em 2018, quando os EUA também levantaram barreiras comerciais contra o produto.

“No caso do aço, lá atrás, se caminhou para a cota, chamada hard cota, porque acima de um limite não pode entrar. Esse pode ser um dos caminhos, vamos aprofundar todos esses temas”.

“O comércio exterior é um caminho de diálogo, um caminho de entendimento, um caminho de ganha ganha, de buscar alternativas. É isso que vai ser feito”, acrescentou.

Balança

Os dez principais produtos brasileiros exportados para os EUA são: óleos brutos (sem taxação), produtos semimanufaturados de ferro ou aço (taxa de 7,2%), café não torrado (9%), pastas químicas de madeira (3,6%), ferro fundido (3,6%), aviões (sem taxa), gasolinas (sem taxa), aviões a turbojato (sem taxa), carnes desossadas (10,8%), ligas de aço (7,2%).

Já os dez principais produtos dos EUA importados pelo Brasil são parte de turborreatores (sem taxa), turborreatores de empuxo (sem taxa), gás natural liquefeito (sem taxa), óleos brutos de petróleo (sem taxa), óleo diesel (sem taxa), naftas (sem taxa), hulha betuminosa (sem taxa), copolímeros de etileno (20% de taxa), óleos lubrificantes (sem taxa), polietilenos (20%).



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Primeiro caso de ferrugem asiática é registrado na Bahia



A Bahia registrou o primeiro caso de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) na safra de soja 2024/25, após a colheita ter começado. A confirmação da doença aconteceu no dia 5 de fevereiro, com amostras coletadas pela equipe do Programa Fitossanitário da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) na área produtora de Rosário, localizada no município de Correntina, no Oeste do estado.

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O diagnóstico foi confirmado por meio de análise em laboratório oficial, com apoio da Fundação BA, em Luís Eduardo Magalhães. Embora o registro tenha ocorrido tardiamente, ele é considerado um reflexo positivo das estratégias de monitoramento e controle fitossanitário na região. Diferente dos anos anteriores, quando os primeiros casos surgiram entre novembro e dezembro, a presença da doença em fevereiro indica a eficácia das ações de prevenção adotadas.

De acordo com a Aiba, o uso de boas práticas agrícolas e o monitoramento constante, especialmente por meio do sistema de Caça-Esporos, têm garantido um controle mais preciso sobre a situação. As instituições envolvidas, como a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), também ressaltam que não há motivo para alarde, pois a doença está ocorrendo com baixa pressão.

A Aiba e outras entidades do agronegócio, como a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e a Embrapa, seguem apoiando os produtores com monitoramento contínuo, técnicas de manejo e orientações para a aplicação de fungicidas de forma adequada.

A identificação tardia da ferrugem asiática é vista como um bom indicativo da estabilidade da safra e do sucesso das ações de controle preventivo.



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Trump anuncia tarifas recíprocas e cita etanol do Brasil como exemplo



Em nova investida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem (13), um memorando com o objetivo de criar novas taxas para as importações de todos os países com as mesmas tarifas que são cobradas de exportadores americanos, aumentando os temores de uma guerra comercial global. A Casa Branca citou como exemplo dessa disparidade tarifária o etanol brasileiro.

As novas tarifas serão impostas individualmente, país por país, depois de estudo encomendado ao Departamento de Comércio, e devem entrar em vigor em 2 de abril.

Segundo o jornal Washington Post, em conversa com jornalistas durante a semana, Trump citou que seu país poderia vender mais carros para a Europa, motocicletas para a Índia e também carne e laticínios para o Brasil.

No caso do combustível renovável brasileiro, conforme a Casa Branca, “a tarifa dos Estados Unidos sobre o etanol é de apenas 2,5%”.

“Mesmo assim, o Brasil cobra das exportações de etanol dos EUA uma tarifa de 18%. Como resultado, em 2024 os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto os EUA exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil”, diz trecho de documento que acompanhou o memorando.

No ano passado, os EUA foram o segundo maior comprador do etanol brasileiro, atrás apenas da Coreia do Sul. O país, porém, tem reduzido suas compras do Brasil. Em 2024, importou 309,7 milhões de metros cúbicos de etanol brasileiro, o equivalente a 16,3% do total embarcado.

Em 2019, esse mesmo volume havia sido de 1,1 bilhão de metros cúbicos, ou 63% do total, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

Há anos, os produtores e fabricantes americanos pressionam o Brasil para reduzir essa tarifa de importação. A taxa chegou a ser zerada no governo Bolsonaro, em 2022, mas foi retomada agora no governo Lula. O Brasil pede como contrapartida aumento do acesso do açúcar brasileiro ao mercado americano – hoje limitado a uma cota anual.

Ministros brasileiros voltaram a dizer que estão à disposição de negociar com o governo americano, a exemplo da postura adotada depois que Trump anunciou sobretaxa de 25% para o aço e o alumínio.

Na prática, a decisão de Trump acaba com tarifas mais baixas sobre a maioria dos itens comprados pelos EUA, em uma política que permite que os americanos tenham acesso a produtos mais baratos de todo o mundo.

Questionado se os preços desses itens podem subir, Trump respondeu que “um pouco no curto prazo”, mas que devem cair na sequência. “É justo para todos.” (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do trigo variam com pouca demanda externa


A demanda por trigo no Brasil segue influenciada por fatores regionais, com os moinhos do Rio Grande do Sul avançando na cobertura de abril, pressionando os preços. Segundo a TF Agroeconômica, o estado ainda possui cerca de 1,15 milhão de toneladas disponíveis, o que mantém uma certa estabilidade no mercado local. As indicações de compradores para trigo comum estão em R$ 1.300,00 por tonelada no interior, com preços de trigos mais fortes chegando a R$ 1.350,00. Para exportação, os compradores ajustam posições conforme as nomeações de navios, com preços entre R$ 1.280,00 e R$ 1.350,00 por tonelada no interior. A cotação da pedra em Panambi segue estável em R$ 65,00 a saca.

Em Santa Catarina, os preços do trigo dependem do desempenho das vendas de farinha, que seguem fracas. As ofertas do Rio Grande do Sul estão em torno de R$ 1.300,00/t FOB, enquanto os preços no leste catarinense chegam a R$ 1.600,00/t com impostos e frete. A demanda por farelo também caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00 a tonelada ensacada. Algumas cooperativas optam por segurar estoques na expectativa de preços melhores. Os preços da pedra se mantiveram estáveis pela quarta semana consecutiva, exceto em Joaçaba, onde subiram para R$ 74,33 a saca.

No Paraná, os preços do trigo estão 0,33% mais altos, segundo o CEPEA. O valor mais frequente para entrega em março e pagamento em abril é de R$ 1.450,00 CIF para moinhos na região centro-sul. Alguns negócios foram fechados a R$ 1.400,00 FOB por necessidade de espaço para soja e milho. No norte e oeste do estado, compradores pagam entre R$ 1.450 e R$ 1.470 por tonelada, com entregas previstas para março. O trigo importado da Argentina, comprado no ano passado, está sendo ofertado a US$ 270/t no porto, enquanto o paraguaio chega ao oeste do estado a R$ 1.450,00 CIF. A média de preços da pedra recuou 0,08% na semana, para R$ 72,85, reduzindo a margem de lucro dos triticultores para 6,07%.

 





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Fiagro cresce 315% em 2 anos e chega a patrimônio líquido de R$ 43,7 bi



A indústria de Fiagro (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) cresceu 315% nos últimos dois anos, enquanto o mercado como um todo avançou 17,4%. O patrimônio líquido investido no segmento saltou de R$ 10,5 bilhões, em dezembro de 2022, para R$ 43,7 bilhões, em dezembro de 2024.

Os dados fazem parte da 9ª edição do Boletim CVM Agronegócio, publicado nesta quinta-feira, 13, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O boletim destaca ainda a performance dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), cujo patrimônio líquido cresceu R$ 57,98 bilhões e alcançou R$ 153,5 bilhões em dezembro de 2024, incremento de 60%.

Nos últimos dois anos, a fatia do mercado de capitais correspondente ao agronegócio cresceu 16%. Enquanto o volume financeiro do segmento agro cresceu 36% no período, a R$ 540 bilhões, o volume financeiro total do mercado de capitais variou 17%, a R$ 15,3 trilhões.



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Alerta de terremoto assusta moradores de SP e RJ



Na madrugada desta sexta-feira (14), moradores de cidades como Ubatuba, São Paulo e Rio de Janeiro receberam um alerta inesperado em celulares Android sobre um suposto terremoto no litoral norte paulista. A notificação indicava possíveis tremores entre 4,4 e 5,5 de magnitude, com epicentro a cerca de 55 quilômetros de Ubatuba.

Apesar do susto, a Defesa Civil de São Paulo informou que não emitiu nenhum alerta e não registrou ocorrências relacionadas. O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitoram atividades sísmicas, também descartaram qualquer abalo na região.

Até o momento, o Google, responsável pelo sistema operacional Android e pelo envio da notificação, não se pronunciou sobre o ocorrido.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ibovespa recua e caminha para 4ª queda semanal seguida


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SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa caía nesta sexta-feira, a caminho de registrar seu quarto declínio semanal consecutivo, ainda sob o pessimismo do mercado com o quadro fiscal da economia brasileira e os juros altos, e com uma agenda doméstica vazia sem fornecer gatilhos relevantes que ancorassem o índice.

Por volta de 11h10, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,61%, a 119.396,06 pontos, tendo marcado 119.330,34 pontos na mínima e 120.355,51 pontos na máxima da sessão até o momento.

O volume financeiro somava 2,28 bilhões de reais no pregão.

Para o analista-chefe da Planner Investimentos, Mario Mariante, a expectativa é de uma percepção mais clara da tendência do indicador a partir da próxima semana. “Mas seguimos sem otimismo para o mercado no curto prazo, mesmo com preços relativamente descontados em boas empresas”, afirmou.

Estrategistas da XP adotaram uma visão neutra para as ações brasileiras neste ano, com os riscos de revisões de lucro para baixo, devido aos juros mais elevados, ofuscando os preços descontados das ações.

“Ciclos de alta de juros historicamente são negativos para a Bolsa brasileira”, disseram os especialistas, liderados por Fernando Ferreira, em relatório a clientes.

A equipe reduziu a estimativa de valor justo do Ibovespa para o final de 2025 de 150 mil para 145 mil pontos, de modo a levar em consideração o cenário de juros mais elevados.

Segundo Mariante, da Planner, o cenário político adverso e o sentimento de que não haverá mudanças nesse sentido no curto prazo devem manter os investidores aversos ao risco e voltados para a renda fixa, sem apostar numa recuperação da bolsa.

Nos Estados Unidos, os futuros acionários indicavam uma abertura positiva para as bolsas, com investidores atentos aos próximos dados econômicos e se preparando para possíveis mudanças na política sob o novo governo de Donald Trump.

DESTAQUES

– PETROBRAS PN caía 0,41%, apesar da recuperação nos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent ganhava 0,22%. A estatal informou na véspera que elevou em aproximadamente 7% o preço médio do querosene de aviação (QAV) que será vendido a distribuidoras em janeiro, em praças como Guarulhos (SP), Betim (MG) e Duque de Caxias (RJ).

– VALE ON perdia 1,01%, tendo como pano de fundo a baixa dos contratos futuros do minério de ferro na China, com alguns traders liquidando posições compradas devido à demanda fraca depois que a maioria das siderúrgicas da China concluiu o reabastecimento de matérias-primas antes do feriado. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 2,18%, a 764 iuanes (104,66 dólares) a tonelada.

– ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,56%, BRADESCO PN cedia 0,56%, SANTANDER BRASIL UNIT tinha em baixa de 0,67% e BANCO DO BRASIL ON recuava 0,46%.

– ENEVA ON subia 4,82%, após forte queda na véspera em meio à divulgação de regras pelo Ministério de Minas e Energia para a realização de um leilão de energia, algumas das quais impediriam a Eneva de tentar recontratar certas usinas. Analistas do BTG Pactual consideraram a reação desproporcional e disseram que há uma oportunidade de negociação muito assimétrica sobre o papel.

imétrica sobre o papel.





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Sul de Minas entra no mapa dos grandes vinhos brasileiros


Os vinhos de inverno do sul de Minas Gerais ganharam um importante reconhecimento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a certificação como Indicação de Procedência (IP), destacando a reputação e tradição da região na produção da bebida.

Esse selo funciona como um passaporte para os vinhos mineiros conquistarem novos mercados, garantindo que a bebida seja feita exclusivamente com a uva Vitis vinifera L., seguindo rigorosos padrões de qualidade. O Brasil agora soma 129 Indicações Geográficas (IGs), sendo 13 delas para vinhos.

Mas o que torna os vinhos do sul de Minas tão especiais? O segredo está na técnica da dupla poda, que inverte o ciclo da videira e permite a colheita no inverno, entre junho e setembro. Esse método favorece a maturação das uvas em um clima mais seco, garantindo vinhos mais encorpados e aromáticos.

A certificação abrange dez municípios mineiros: São João da Mata, Cordislândia, São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações, Três Pontas, Campos Gerais, Boa Esperança, Bom Sucesso, Ibituruna e Ijaci.

Para os pequenos produtores, essa chancela é um divisor de águas. Segundo Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, a Indicação Geográfica fortalece o mercado local e protege os viticultores contra falsificações.

“Os pequenos produtores ganham mais visibilidade e competitividade, e a região garante um selo de qualidade que impede o uso indevido do nome reconhecido”, explica Hulda.

O Brasil e suas regiões vinícolas certificadas

O Brasil já conta com duas regiões vinícolas na categoria Denominação de Origem (DO): Vale dos Vinhedos (RS) e Altos de Pinto Bandeira (RS). As demais são qualificadas como Indicação de Procedência.  Confira a lista:

  • Pinto Bandeira (RS)
  • Vale do São Francisco (PE/BA)
  • Vale dos Vinhedos (RS)
  • Altos Montes (RS)
  • Monte Belo (RS)
  • Farroupilha (RS)
  • Campanha Gaúcha (RS)
  • Vales da Uva Goethe (SC)
  • Vinhos de Altitude de Santa Catarina (SC)
  • Vinhos de Bituruna (PR)
  • Sul de Minas (MG)

Com esse reconhecimento, os vinhos de inverno mineiros ganham prestígio e abrem caminho para novas oportunidades no mercado nacional e internacional. Agora, os amantes do vinho têm mais um motivo para brindar com um rótulo brasileiro.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você é micro ou pequeno produtor rural e deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 27 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

Canais
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30

Acesse aqui e confira temas abordados como Acesso ao Crédito e Indicação Geográfica.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja valoriza, milho sofre ajuste e trigo se recupera



O milho opera em baixa na CBOT



Já o trigo se recupera após quatro dias de perdas
Já o trigo se recupera após quatro dias de perdas – Foto: Agrolink

Os preços da soja estão sendo negociados em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato para março cotado a US$ 1.028,75 por bushel (+1,0), segundo a TF Agroeconômica. O movimento reflete expectativas de cortes na produção argentina, enquanto a nova safra brasileira pressiona os limites de alta. Nos EUA, a desaceleração das exportações segue como um fator de cautela, podendo ser agravada pela possível escalada tarifária proposta por Donald Trump. No Brasil, a soja recuou 0,75% no dia, para R$ 131,64/sc (Cepea), mas acumula alta de 2,05% no mês.  

O milho opera em baixa na CBOT, com o contrato para março a US$ 489,0 por bushel (-1,25), impactado por uma realização de lucros e pelo novo impasse tarifário entre os EUA, México e Canadá. Por outro lado, os preços encontram suporte no atraso da semeadura da safrinha brasileira e no bom desempenho das exportações americanas. No Brasil, o milho subiu 1,33% no dia e acumula alta de 5,35% no mês, com a cotação Cepea em R$ 79,00/sc.  

Já o trigo se recupera após quatro dias de perdas, avançando US$ 5,0 na CBOT, com o contrato para março a US$ 579,25 por bushel. A alta decorre de compras estratégicas por investidores e das promessas de Donald Trump para aliviar tensões no Mar Negro, após conversas com os presidentes da Rússia e da Ucrânia. Além disso, as exportações russas e ucranianas desaceleram devido à redução dos estoques internos e ao risco de perdas por frio intenso. No Brasil, o trigo segue estável, com a cotação Cepea no Paraná em R$ 1.430,96 e no Rio Grande do Sul em R$ 1.318,67.  

 





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