sábado, julho 4, 2026

Agro

News

Entre alta e queda nos preços; confira como o mercado da soja fechou a semana



O mercado brasileiro de soja apresentou dois momentos distintos nesta sexta-feira (14). Pela manhã, quando a Bolsa de Chicago teve forte alta, os preços melhoraram em algumas praças de comercialização do Brasil. A forte queda do dólar, acompanhada da perda de força na CBOT, deixou os preços mistos. Nos portos, houve alta nos preços, favorecida pelos prêmios. A comercialização foi pequena no dia.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,50 para R$ 133,00
  • Missões (RS): preço recuou de R$ 134,50 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 124,50
  • Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): preço diminuiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 111,00 para R$ 110,50

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em alta, reduzindo as perdas acumuladas ao longo da semana. O mercado se sentiu aliviado com o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tarifas recíprocas.

O fato da decisão não ter efeito imediato foi interpretado pelo mercado como uma porta aberta deixada por Trump para negociações, evitando uma guerra comercial com importantes parceiros. Com isso, a perspectiva é de que os produtos agrícolas americanos não sejam impactados imediatamente por retaliações.

O resultado foi uma sexta-feira de menor aversão ao risco no mercado financeiro, com recuo do dólar, favorecendo as exportações americanas, e com maior fluxo de capital para as commodities.

Os investidores seguem acompanhando de perto a questão do clima na América do Sul. Apesar da previsão de mais chuvas para a Argentina, o potencial produtivo das lavouras argentinas está comprometido.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 6,00 centavos de dólar, ou 0,58%, a US$ 10,36 por bushel. A posição de maio teve cotação de US$ 10,52 3/4 por bushel, ganho de 5,75 centavos, ou 0,54%.

Nos subprodutos, a posição de março do farelo fechou com alta de US$ 3,20, ou 1,09%, a US$ 295,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 46,07 centavos de dólar, com baixa de 0,18 centavo, ou 0,38%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,21%, negociado a R$ 5,6967 para venda e a R$ 5,6947 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6942 e a máxima de R$ 5,7704. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,64%.



Source link

News

Veja como os preços da arroba do boi terminaram a semana



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando algumas tentativas de compra em patamares mais baixos.

No entanto, de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a pressão baixista se mostrou menos intensa, com algumas indústrias passando a se ausentar da compra de gado, prática que é relativamente comum às sextas-feiras.

“A oferta de fêmeas é o grande elemento de pressão neste momento, resultando em uma posição mais confortável das escalas de abate, o que possibilita tentativas de compra em patamares mais baixos”, disse.

  • São Paulo: R$ 318,15 (R$ 318,32 ontem)
  • Goiás: R$ 300,18 (estável)
  • Minas Gerais: R$ 307,35 (R$ 308,53 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 309,77 (sem alterações)
  • Mato Grosso: R$ 316,92 (R$ 317,74 na quinta)

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,21%, sendo negociado a R$ 5,6967 para venda e a R$ 5,6947 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6942 e a máxima de R$ 5,7704. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,64%.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja e milho avançam com fatores externos


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de soja, milho e trigo abriu em alta nesta quarta-feira (14), impulsionado por fatores políticos e climáticos. A soja na CBOT para março subiu para US$ 1.038,75 (+8,75), enquanto o indicador Cepea recuou 0,73% no dia, fechando a R$ 130,68, mas ainda acumulando alta de 1,31% no mês. A valorização ocorre após a ordem executiva assinada ontem pelo ex-presidente Donald Trump, que acelera a aplicação de tarifas recíprocas contra países que taxam importações dos EUA. 

“Além do exposto acima, contribuem para a melhora as reduções nas expectativas de safra da Argentina e a valorização do real frente ao dólar até agora neste ano, o que reduz o incentivo de venda para os produtores brasileiros, em plena safra”, comenta.

O milho também segue em alta, com os contratos para março negociados a US$ 495,75 (+2,25) na CBOT. No Brasil, o milho na B3 avançou 1,41%, para R$ 79,76, e o indicador Cepea subiu 0,15% no dia, chegando a R$ 79,12. Entre os fatores de suporte estão as exportações norte-americanas mais firmes, segundo o USDA, além do atraso no plantio da safrinha no Brasil e a redução da safra na Argentina.

“Além disso, a firmeza do milho também responde ao bom desempenho das exportações confirmado ontem pelo USDA; o atraso no plantio da safrinha brasileira; os cortes nas expectativas de safra argentina, e o já mencionado sobre a valorização do real frente ao dólar, que melhora a competitividade das exportações norte-americanas, em detrimento das brasileiras”, completa.

O trigo também abriu em alta, com os contratos de março subindo para US$ 587,50 (+9,75) na CBOT. No Brasil, o trigo no Paraná atingiu R$ 1.435,00 (+0,28%), e o indicador Cepea nacional permaneceu estável em R$ 1.318,70, mas acumulando alta de 0,77% no mês. O aumento nos preços se deve à desaceleração das exportações da região do Mar Negro, além dos desafios no “plano de paz” proposto por Trump entre Rússia e Ucrânia. A possibilidade de uma onda de frio afetando lavouras nos EUA, Rússia e Ucrânia também adiciona um fator de risco ao mercado.

 





Source link

News

Nova fronteira agrícola pode transformar Goiás no 3º maior produtor de grãos do país



Considerada a nova fronteira agrícola de Goiás e do Centro-Oeste brasileiro, a região do Vale do Araguaia já produz cerca de 10% da safra de soja e 15% do milho do estado.

No entanto, em evento realizado nesta sexta-feira (14) por produtores rurais e pela Federação da Agricultura de Goiás (Faeg), destacou-se que a região tem potencial para aumentar sua área agricultável em pelo menos 50% no curto-prazo.

Se isso for feito, a safra agrícola goiana pode ser elevada para mais de 50 milhões de toneladas ao ano, número que consolidaria Goiás como o terceiro maior produtor de grãos do país. Mato Grosso lidera e Paraná e Rio Grande do Sul revezam a segunda colocação, a depender da quebra de safra que cada um vivencia ano a ano.

Em território goiano, a temporada 2024/25 está prevista em 36 milhões de toneladas, a maior na história do agronegócio do estado.

No evento com os produtores que contou com a presença do governador em exercício Daniel Vilela e de prefeitos de 10 municípios do Vale do Araguaia, ficou claro que para que essas perspectivas positivas se tornem realidade, existem desafios a serem superados. E o principal deles é garantir o fornecimento de energia elétrica.

Na ocasião, o governo anunciou o projeto de duplicar a rodovia estadual GO-164, que faz a ligação do Vale do Araguaia (a partir de São Miguel do Araguaia) até o sul e o sudoeste goiano. Além disso, serão recuperados mil quilômetros da malha rodoviária goiana, com foco em importantes estradas da região produtora.

O produtor rural e ex-prefeito de Trindade, Jânio Darrot, afirmou que o Vale do Araguaia vive uma transformação acelerada, com áreas propícias para produção agrícola e maior produtividade.

“Além da grande disponibilidade de terras, outro fator decisivo para que a região se destaque no agronegócio é seu enorme potencial hídrico. Com irrigação, podemos transformar uma área de pastagem degradada e produzir três vezes mais que em área não irrigada”, afirma.

Desafios ao crescimento

Apesar de estar se tornando rapidamente na maior fronteira do agronegócio brasileiro, o Vale do Araguaia ainda enfrenta grandes desafios. O maior deles é a oferta de energia elétrica, principalmente no que diz respeito à indisponibilidade de carga. “Muitos produtores ainda têm de usar geradores de energia, o que torna o custo de produção muito alto e, para a maioria, inviável”, frisa Darrot.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), Clodoaldo Calegari, afirma que o agronegócio goiano vive no Vale do Araguaia seu novo momento de forte expansão.

“Temos ainda muita terra disponível na região para a agricultura, altamente favorecida pelo seu relevo e abundantes recursos hídricos. Vamos viver um novo crescimento até o final desta década com a conclusão da obra da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), prevista para 2029”, diz.

Expansão da rede elétrica em Goiás

O superintendente de Engenharia e Planejamento da Equatorial Goiás, Roberto Silva Vieira, afirmou durante o evento que a distribuidora tem todo o interesse em expandir a rede de energia elétrica para o Vale do Araguaia.

“Para se ter uma ideia, a demanda desta região por energia cresceu nos últimos cinco anos a uma taxa média anual de 9%, contra a média nacional de 2%. Isto é reflexo direto do crescimento do agronegócio nesta parte do estado”, frisa.

Entretanto, o executivo afirmou que serão precisos investimentos em linha de transmissão de energia. “Não podemos resolver apenas de forma paliativa. O grande gargalo no Vale do Araguaia é que não temos na região uma empresa de transmissão. Em parceria com o governo de Goiás, estamos atuando na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para termos uma solução definitiva, que só acontecerá com o leilão de construção de nova linha de transmissão, previsto para este ano”, afirma Vieira.

O governador em exercício ressaltou que o leilão da linha de transmissão para a região deve ser realizado até outubro deste ano. “Uma vez realizado, vamos concentrar esforços sobre a empresa ganhadora, para que antecipe o seu cronograma de investimentos. A expectativa inicial é que esta linha esteja concluída até 2029, com ponto de distribuição em Matrinchã [noroeste goiano]. Mas o Vale do Araguaia tem urgência e vamos trabalhar forte para anteciparmos esse calendário.”



Source link

News

Colheita de soja avança em MS, mas 1,9 mi de hectares estariam comprometidos



A colheita da safra de soja 2024/25 em Mato Grosso do Sul alcançou 778.673 hectares, o equivalente a 17,3% da área total, segundo dados do Projeto Siga-MS, da Associação dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja-MS). Apesar do avanço, cerca de 1,9 milhão de hectares, ou 43% da área, estão comprometidos pelo estresse hídrico.

“Nos últimos sete dias, o estado registrou precipitações consideráveis, com acumulados variando entre 8 e 73 milímetros. Essas chuvas foram fundamentais para a manutenção dos cultivos nas regiões mais afetadas pela estiagem. Graças a isso, as condições das lavouras permaneceram praticamente estáveis”, afirmou, em nota, o coordenador técnico da Aprosoja-MS, Gabriel Balta.

O levantamento mostra que a colheita está mais adiantada na região sul do estado, onde 20,8% da área foi colhida. Na região centro, o índice é de 18%, enquanto no norte apenas 2,6% da área foi colhida até o momento.

“O pico da colheita começa nesta semana, entre os dias 14 de fevereiro e 14 de março. Nesse período, espera-se colher aproximadamente 79% da área estimada”, destacou Balta.

A expectativa para a safra 2024/2025 é de um crescimento de 6,8% em relação ao ciclo anterior, alcançando 4,501 milhões de hectares. A produtividade média prevista é de 51,7 sacas por hectare, o que deve resultar em uma produção total de 13,977 milhões de toneladas.

As condições das lavouras variam conforme a região. No norte, 90% das áreas apresentam boas condições, enquanto 9,5% estão regulares e 0,5%, ruins. No sul, o cenário é mais crítico, com 37% das áreas em condição regular, 33,5% ruins e 28,8% boas. No sudoeste, 49,3% das lavouras estão em boas condições, 37,7% regulares e 13% ruins. Na região sul-fronteira, 29,9% das áreas são boas, 25,2% regulares e 45% estão comprometidas.

Milho segunda safra em Mato Grosso do Sul

Paralelamente à colheita da soja, a Aprosoja-MS monitora o plantio do milho segunda safra 2024/2025. Até agora, 15% da área total foi plantada na região centro, 14% no sul e 1,2% no norte.

“É importante que o plantio seja feito o mais cedo possível dentro da janela, preferencialmente até o fim de fevereiro, para reduzir os riscos de déficit hídrico nas fases críticas, como o florescimento e o enchimento de grãos”, ressaltou Balta.

A estimativa é que a área plantada com milho segunda safra alcance 2,103 milhões de hectares, com produtividade média de 80,8 sacas por hectare e produção projetada de 10,199 milhões de toneladas, 20,6% acima do registrado na safra anterior.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

o que está por trás da alta dos preços?


O café, uma das commodities mais apreciadas no mundo, está enfrentando uma alta histórica nos preços. Mas o que explica esse aumento tão expressivo? Eugenio Stefanelo, professor universitário, doutor em engenharia da produção e ex-secretário da Agricultura do Paraná, explicou sobre os fatores que impulsionaram essa escalada nos preços do café.

Segundo Stefanelo, o café é uma commodity global, o que significa que seu valor no mercado interno brasileiro é diretamente influenciado pela cotação internacional. “Como o Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, o preço que pagamos aqui no país reflete, em grande parte, a cotação internacional multiplicada pela taxa de câmbio”, explica o especialista.

A cotação internacional e o impacto nos preços

Na safra 2024/2025, a produção mundial de café aumentou 4,1%, totalizando 174,9 milhões de sacas. No entanto, o consumo global também subiu, o que reduziu drasticamente os estoques. O estoque final de café foi o menor registrado nos últimos 25 anos, com 20,9 milhões de sacas, o que provocou um aumento significativo nas cotações internacionais.

Na Bolsa de Nova York, o preço do café Arábica, entre janeiro de 2024 e dezembro de 2024, disparou para US$ 3,22 por libra, uma alta de 66%. Já o café Conilon, na Bolsa de Londres, teve uma valorização ainda mais acentuada, com aumento de 79%, atingindo US$ 2,30 por libra. Esse cenário de oferta abaixo da demanda fez com que os preços subissem vertiginosamente, afetando diretamente o mercado brasileiro.

Os efeitos da bienalidade e do clima na produção brasileira

No Brasil, a produção de café também passou por uma queda. Entre 2024 e 2025, a área plantada foi reduzida em 1,5%, o que resultou em uma diminuição de 4,4% na produção. Stefanelo atribui essa redução a fatores climáticos, como a seca na florada e as altas temperaturas, além da bienalidade negativa, característica natural da cultura de café, que alterna entre anos de alta e baixa produção. Isso tudo contribui para uma oferta limitada de grãos no mercado interno.

Taxa de câmbio: outro fator que inflacionou os preços

A taxa de câmbio também teve um papel crucial no aumento dos preços do café no Brasil. O dólar, com sua cotação elevada devido às incertezas fiscais no país, fez com que o preço do café no mercado interno subisse para níveis recordes. Em 2024, o café tipo 6, por exemplo, chegou a custar entre R$ 2.500 e R$ 2.900 a saca, um valor muito superior ao praticado em anos anteriores. Apesar de uma leve queda no início de 2025, a cotação do dólar ainda permanece bastante alta em comparação com os valores de 2024, o que mantém os preços elevados.

O que esperar dos preços em 2025?

Com relação às perspectivas para o preço do café em 2025, o especialista é categórico: a cotação deve permanecer elevada ao longo do ano. A possibilidade de uma redução mais significativa só ocorreria se a safra mundial de 2025/2026 fosse excepcionalmente superior à demanda. Contudo, Stefanelo é cauteloso ao afirmar que isso é improvável, já que os estoques de café estão em níveis extremamente baixos, o que dificulta uma queda substancial nos preços.

Além disso, o especialista destaca que a alta no preço do café não é consequência apenas da oferta reduzida, mas também do aumento nos custos de produção. A mão de obra, a energia elétrica, os combustíveis e os custos de embalagens subiram significativamente nos últimos meses, impactando diretamente o preço final do café para o consumidor.

A realidade do café no Brasil: preço alto e perspectivas inciertas

No ano passado, o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) do café moído subiu 37%, o que reflete o aumento no preço da matéria-prima e nos custos de produção. Esse aumento, segundo Stefanelo, não é fruto de especulação, mas sim das condições reais do mercado. “Os preços estão elevados porque a oferta está limitada e os custos de produção e transporte também aumentaram”, comenta.

Com as previsões climáticas alertando para chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas em fevereiro, a preocupação entre os cafeicultores é grande. Esse período de desenvolvimento final da safra pode ser decisivo para a qualidade do café, já que o calor excessivo prejudica a planta, comprometendo a produção de grãos de alta qualidade. A safra 2025/2026, portanto, pode ser impactada, o que traria mais pressão sobre os preços nos próximos meses.

Café caro: uma tendência para o futuro próximo

Com os estoques globais baixos e os custos de produção cada vez mais elevados, o café deve continuar sendo um item de consumo mais caro. Para os “tomadores de café”, infelizmente, a notícia não é das melhores, e essa tendência de preços elevados tende a se manter ao longo de 2025, com poucas possibilidades de alívio.

Em resumo, o cenário de alta no preço do café é complexo, envolvendo uma série de fatores que vão desde o clima até questões econômicas globais. As perspectivas para o curto prazo são de preços elevados, e qualquer mudança significativa dependerá de uma produção excepcional nas próximas safras, algo que está longe de ser garantido.





Source link

News

Filme de Cacá Diegues falava de pesca, Deus e o amor pelo Brasil; relembre



O cineasta brasileiro Carlos José Fontes Diegues, mundialmente conhecido como Cacá Diegues, morreu nesta sexta-feira (14) aos 84 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações causadas por uma cirurgia.

Ele nasceu em 19 de maio de 1940, em Maceió, Alagoas, e mudou-se para território fluminense com a família aos seis anos de idade.

Diegues foi um dos grandes precursores do movimento artístico Cinema Novo e, entre as suas obras, uma em particular tem íntima relação com a pesca, atividade que ajuda o agronegócio a ser a potência que contribui com mais de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O filme “Deus é brasileiro”, de 2003, conta a história de Deus (interpretado por Antônio Fagundes), que está cansado dos erros da humanidade e, para descansar, resolve tirar férias, mas, antes disso, precisa encontrar um substituto para ficar em Seu lugar. Resultado: vem ao Brasil procurá-lo, tendo em vista ser um país tão religioso.

Nessa busca, seu guia é um esperto pescador chamado Taoca (papel de Wagner Moura), que vê em seu encontro com Deus a grande chance de se livrar dos problemas pessoais. Juntos, rodam o Brasil em busca de um substituto ideal.

As filmagens aconteceram nos estados de Tocantins, Alagoas, Rio de Janeiro e Pernambuco, mostrando pontos turísticos, a atividade pesqueira e tudo o que o Brasil tem de melhor – e também de pior. A trama está disponível no streaming Sony One.

Antes de morrer, Cacá Diegues estava produzindo o seu 20º filme. Previsto para ser lançado no segundo semestre deste ano, “Deus ainda é brasileiro”, teve toda sua filmagem em Alagoas.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços aumentam com quebra de safra


Os preços do milho no Brasil apresentaram tendência de alta na primeira quinzena de fevereiro de 2025, com valores mais elevados em diversas regiões do país, segundo dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA). No Rio Grande do Sul, os preços se mantiveram estáveis, fechando a semana em R$ 67,63/saco, ligeiramente acima dos R$ 67,00 registrados em meados de dezembro. Já em outras praças do Brasil, os preços do milho subiram para a faixa entre R$ 60,00 e R$ 75,00/saco, contra R$ 58,00 e R$ 69,00/saco no final de 2024.

Esse comportamento no mercado nacional pode ser explicado pela quebra parcial da safra de verão no sul do Brasil, juntamente com uma demanda sustentada. A expectativa para a safra brasileira de milho de verão está em torno de 20 a 22 milhões de toneladas, bem abaixo dos 26 a 28 milhões inicialmente previstos. A produção nacional, segundo estimativas do USDA, deverá alcançar 126 milhões de toneladas, um aumento em relação aos 122 milhões de toneladas do ano passado, mas abaixo dos 137 milhões registrados dois anos antes. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma safra menor, ao redor de 119 milhões de toneladas, com riscos de uma produção ainda mais baixa dependendo do impacto da seca no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Além disso, o atraso na colheita da soja no Centro-Oeste, causado pelas chuvas, está dificultando o avanço do plantio da safrinha de milho, que, até esta semana, estava com apenas 23,5% da área projetada plantada. No mesmo período de 2024, esse índice era de 42,1%, e a média histórica gira em torno de 36,1%. Esse cenário tem afastado os vendedores do mercado livre, que aguardam novas altas nos preços. Segundo dados do Cepea/Esalq, a prioridade dos produtores tem sido a colheita e a entrega de soja, o que tem deixado as vendas de milho em segundo plano e gerado alta nos custos de frete. Por outro lado, os consumidores demonstram interesse em adquirir novos lotes, mas enfrentam dificuldades diante dos preços mais altos pedidos pelos vendedores.





Source link

News

‘É preciso saber lidar com as adversidades na lavoura’, comenta o produtor de soja Oliverio Alves



Hoje, vamos conhecer mais uma história dos indicados ao Prêmio Personagem Soja Brasil. A trajetória de Oliverio Alves de Melo, produtor de soja de Balsas, no Maranhão, é marcada por 30 anos de dedicação ao agro.

Natural do sul da Bahia, Oliverio cresceu em um berço agropecuário voltado à pecuária. Seu primeiro contato com o setor agrícola aconteceu ainda jovem, e aos poucos, foi se envolvendo com a lavoura no Cerrado de Minas Gerais, especialmente na região de Curvelo.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Em 1995, ele se mudou para o Maranhão para integrar o Projeto Proder (Programa de Desenvolvimento do Cerrado), onde iniciou sua jornada no cultivo de grãos. Com formação em Agropecuária e Administração de Empresas, o sojicultor diz que a agricultura e a pecuária é algo mais forte do que uma simples profissão: é algo que ele carrega com orgulho.

”A agricultura é uma indústria de produção a céu aberto, e, por isso, é essencial ter uma gestão eficiente e bem planejada. Além disso, é preciso lidar com as adversidades como o clima, a chuva e as pragas, que estão fora do nosso controle”, explica.

Ele acredita que o agro é a vocação natural para alimentar o mundo e que a sustentabilidade e a responsabilidade devem ser princípios fundamentais na gestão agrícola. Ao longo de sua trajetória, Oliverio tem buscado transmitir esses valores às futuras gerações, com o objetivo de formar filhos e sucessores no ramo agropecuário.

A região de Balsas, onde ele atua, era conhecida por ter um dos piores índices de desenvolvimento humano (IDH) no Maranhão, mas, graças ao trabalho dos produtores rurais, hoje é considerada uma das melhores, resultado do compromisso com o desenvolvimento local e a sustentabilidade.

Oliverio é um exemplo de como a agricultura é também uma atividade social. Ele destaca a importância do associativismo, que fortalece o vínculo entre os produtores e contribui para o desenvolvimento comunitário.

Para ele, a agricultura é uma atividade que beneficia tanto a gestão interna das propriedades quanto o engajamento com a sociedade ao redor. ”Aqui, nós temos uma cultura de associativismo com os produtores rurais. E, com isso, conseguimos fazer dessa região um pedacinho do céu, onde a produção de grãos do Cerrado Brasileiro tem seu espaço, conclui.



Source link

News

Show Rural Coopavel 2025 bate recorde de público e movimenta R$ 7,05 bilhões



A 37ª edição do Show Rural Coopavel registrou números inéditos em sua história. Realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro, em Cascavel (PR), o evento recebeu 407.094 visitantes e alcançou uma movimentação financeira de R$ 7,05 bilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (14) pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

O número de visitantes superou em 15.778 pessoas a melhor marca anterior, registrada em 2024, quando 391.316 compareceram ao evento. Já o volume de negócios cresceu quase R$ 1 bilhão, superando os R$ 6,1 bilhões movimentados na última edição.

Com mais de 600 expositores, o Show Rural Coopavel reuniu empresas nacionais e internacionais para apresentar inovações e tecnologias voltadas ao agronegócio. O evento contou com a presença de autoridades e líderes do setor e manteve o compromisso de trazer novidades que impulsionam a produtividade e a modernização das propriedades rurais.

O último dia de visitação, na sexta-feira (14), registrou 58.404 pessoas, superando a marca do ano anterior, que foi de 58.216 visitantes. “Tivemos recordes nos cinco dias desta edição de 2025, confirmando o crescimento de um evento que é referência global no setor agropecuário”, afirmou Grolli.

Edição de 2026 já tem data definida

Com o encerramento da edição de 2025, a Coopavel já confirmou a data do próximo Show Rural. A 38ª edição do evento será realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026.



Source link