sábado, julho 4, 2026

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ABINBIO defende inclusão dos biológicos na Lei de Patentes



Reunião discutiu necessidade de debate sobre atualização da Lei



Entidades da Sociedade Civil e Academia podem contribuir com a modernização
Entidades da Sociedade Civil e Academia podem contribuir com a modernização – Foto: Divulgação

O Diretor de Relações Internacionais da ABINBIO, Mauro Heringer, esteve recentemente reunido com a Andrea Maceraa, Secretária de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Na ocasião ele apresentou o pleito da Associação quanto a necessidade de debate sobre a mudança na Lei de Patentes, visando permitir a patente de produtos biológicos e seres vivos não transgênicos.

Com a instituição de Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual pelo MDIC, Heringer defendeu que o novo debate precisa ser feito pelo Governo, criando espaços para que as entidades da sociedade civil e academia possam contribuir com a modernização da legislação. Andrea Maceraa garantiu que haverá espaço para que a ABINBIO possa contribuir com o GT de Propriedade Intelectual, uma vez que o debate sobre patente de seres vivos tem muitos lados e não é um tema pacífico dentro do governo.

Além disso, os representantes do MDIC informaram que o GT produz, anualmente, um estudo amplo sobre um tema definido no início do ano. O tema de 2025 ainda não foi definido, de forma que levarão o tema de patentes de seres vivos para deliberação interna.

Por fim, os representantes do Ministério pediram que a ABINBIO encaminhe ofício com o Pleito para eles, apresentando os pleitos do setor, a importância da discussão do tema, exemplos de patentes brasileiras em outros países, bem como a sugestão de realização de seminário, no âmbito do MDIC, para debater o assunto.

Além de Andrea Maceraa, participaram da reunião pela SCPR Juliana Ghizzi Pires, Diretora do Departamento de Política de Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade e Miguel Carvalho, Coordenador-Geral de Propriedade Intelectual. Junto com Mauro Heringer esteve Enrico Ribeiro, da Consillium.





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pesquisa aumenta ganho de peso em mais de duas vezes e diminui tempo de criação


Pesquisa coordenada pela Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) conseguiu aumentar em mais de duas vezes o ganho de peso do tambaqui em tanque-rede. Com técnicas que envolvem suplementação hormonal e alimentar, os cientistas obtiveram 1,7 kg em dez meses nesse sistema de produção, o que representa uma taxa de ganho de peso 2,04 maior em relação ao resultado normalmente alcançado, que é de aproximadamente 1 kg em doze meses.

Esses dados são de tanques com densidade de 40 quilos por metro cúbico (kg/m³) e o acréscimo de peso foi calculado com base na média mensal.

Promover melhorias na produção de tambaqui em tanque-rede é uma das prioridades da pesquisa agropecuária voltada à pesca e à aquicultura, uma vez que pode contribuir para a inclusão socioprodutiva de piscicultores familiares. É o caso do projeto “Uso de populações monossexo de tambaquis”, ou Monotamba, liderado pela pesquisadora Flávia Tavares.

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Foto: Aliny Melo/Embrapa

A produção de tambaqui em tanques-rede é uma forma eficiente e ambientalmente responsável de cultivar essa espécie, por promover uma aquicultura sustentável e com ganhos crescentes de produtividade.

Além disso, facilita o acesso a mercados locais em regiões ribeirinhas, permitindo uma produção mais próxima dos consumidores finais, o que pode reduzir custos de transporte e melhorar a qualidade do produto final.

Na pesquisa foram utilizadas somente fêmeas, que em tambaqui demonstram maior ganho de peso, ao contrário da tilápia, por exemplo. Elas receberam o hormônio estradiol na fase de recria por seis semanas. Parte da pesquisa foi feita no Sistema de Recirculação de Água (RAS) e parte em tanque-rede no Lago de Palmas, onde a Embrapa tem desenvolvido experimentos nesse sistema de produção.

Outra iniciativa nesse sentido, no projeto BRS Aqua, já havia conseguido reduzir de doze para nove meses o tempo para o tambaqui atingir 1 kg em tanque-rede na densidade de 40 kg/m³. Para isso, houve manejos como classificação dos animais e ajustes na tabela alimentar.

No projeto Monotamba, foram obtidos bons resultados também com a população chamada mista (em que machos e fêmeas compõem o mesmo lote). O ganho de peso chegou a 1,4 kg em dez meses, o que é considerado positivo. Essa população não recebeu estradiol na etapa de recria e funcionou como controle no tanque-rede, ou seja, foi a população que serviu como base de comparação para aquela que recebeu o hormônio e era composta apenas por fêmeas.



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Mercado de trigo no Sul segue pressionado


Segundo a TF Agroeconômica, os moinhos do Rio Grande do Sul avançam lentamente na cobertura de suas necessidades para abril, o que mantém pressão sobre os preços. Com uma disponibilidade estimada em 1,15 milhão de toneladas, os negócios seguem constantes, mas sem grandes altas devido à ausência de demanda de fora do estado. No mercado interno, os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.300,00 por tonelada para embarque e pagamento no fim de março, enquanto para trigos mais fortes os valores sobem para R$ 1.350,00. Já os vendedores variam entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00. Para exportação, as negociações seguem alinhadas às nomeações de navios, enquanto o preço da pedra em Panambi se manteve em R$ 65,00 por saca.  

Em Santa Catarina, os preços do trigo e a demanda dependem diretamente da movimentação do mercado de farinhas. As ofertas FOB variam entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00 por tonelada, com valores finais chegando a R$ 1.600,00 no leste do estado devido ao frete e ICMS. A procura por farelo caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00 ensacado. Algumas cooperativas estão segurando os estoques à espera de valorizações futuras. Os preços pagos aos triticultores se mantiveram estáveis pela quarta semana consecutiva, com variações regionais entre R$ 68,00 e R$ 74,33 por saca.  

No Paraná, os preços do trigo apresentaram leve alta de 0,33% conforme o CEPEA. As cotações oscilaram entre R$ 1.390,00 e R$ 1.445,00 por tonelada, dependendo da necessidade dos compradores e dos custos logísticos. O preço mais frequente ficou em R$ 1.450,00 CIF moinhos para entrega em março e pagamento em abril, com alguns negócios pontuais a R$ 1.400,00 FOB devido à necessidade de liberar espaço para soja e milho. No norte e oeste, compradores indicam valores entre R$ 1.450,00 e R$ 1.470,00, mas a logística segue limitada até março. O aumento nos fretes, impulsionado pela chegada da safra de milho e soja, e as chuvas têm dificultado a movimentação do grão.

 





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resistência a defensivos preocupa produtores e exige novas soluções


O Show Rural Coopavel 2025, realizado entre os dias 10 e 14 de fevereiro em Cascavel, Paraná, consolidou-se como um dos maiores eventos do agronegócio na América Latina. Com mais de 600 expositores nacionais e internacionais, a feira atraiu produtores rurais em busca de soluções inovadoras para o controle de doenças e pragas, um dos grandes desafios da agricultura atual.

Caruru resistente: um desafio crescente

O caruru (Amaranthus) tem se tornado uma das principais ameaças à produtividade das lavouras, especialmente no Rio Grande do Sul. De acordo com João Tomás, gerente de marketing regional da Ihara, a disseminação dessa planta daninha está diretamente relacionada à resistência aos herbicidas convencionais.

“Se essa planta daninha se torna resistente ao glifosato, o controle passa a ser ineficaz. Além disso, ela possui um alto potencial de disseminação, pois cada planta produz milhares de sementes”, explicou Tomás. Para mitigar esse problema, ele destaca a importância do uso de herbicidas pré-emergentes como o Yamato, que garante um controle mais eficiente e evita a competição inicial com a cultura principal.

O combate ao percevejo e a importância dos inseticidas rápidos

O percevejo tem sido outra grande preocupação dos produtores. Segundo Tomás, a escolha de defensivos adequados é essencial para evitar perdas significativas.

“Se o inseticida demora para agir, o percevejo continua causando danos e colocando ovos, aumentando ainda mais a infestação. Produtos como Zeus garantem uma ação rápida, impedindo a reinfestação e reduzindo a necessidade de reaplicação”, afirmou.

Pragas e estresse climático

A Sumitomo também apresentou soluções eficazes para o manejo de plantas daninhas e pragas. Luciano Jaloto, diretor de marketing da empresa no Brasil, destacou o herbicida pré-emergente de três ativos que controla eficientemente plantas como pé de galinha e Amaranthus.

“Nosso produto atua mesmo em solos cobertos com palha, diferentemente de outros herbicidas que têm dificuldades nessas condições”, afirmou Jaloto.

Além disso, a empresa trouxe ao evento o Kaiso Max, um inseticida formulado para combater percevejos com ação de choque rápida e excelente efeito residual.

Outro foco da Sumitomo foi a linha “Soja Mais e Milho Mais”, que visa melhorar a estrutura da planta para resistir a condições climáticas adversas. “A agricultura tropical enfrenta desafios crescentes com estiagens e altas temperaturas. Essa linha ajuda no desenvolvimento radicular e melhora a absorção de água e nutrientes”, acrescentou.

Genética e resistência: o papel das sementes no manejo de doenças

A importância do melhoramento genético no controle de pragas e doenças também foi um dos temas abordados na feira. Marcelo, representante da Supra Sementes, destacou que o desenvolvimento de híbridos resistentes é essencial para garantir produtividade e estabilidade nas lavouras.

“Os híbridos precisam ser adaptados às condições regionais e às principais ameaças sanitárias. Somente com pesquisas localizadas conseguimos selecionar os materiais mais adequados”, explicou.

O mercado de milho, segundo ele, continuará crescendo, impulsionado pela produção de etanol e pela safrinha. “A resistência à cigarrinha é uma das principais demandas dos produtores hoje, e temos trabalhado para desenvolver materiais que atendam a essa necessidade”, afirmou Marcelo.

O mercado de defensivos e os desafios climáticos

Felipe Daltro, diretor de marketing da Corteva, trouxe um panorama sobre o mercado de defensivos no Brasil.

“Nosso mercado é o maior do mundo, e a tendência é de crescimento. O produtor precisa de mais aplicações por hectare para garantir um controle eficiente de pragas e doenças”, afirmou Daltro.

Sobre os desafios climáticos no Rio Grande do Sul, Daltro ressaltou a resiliência dos agricultores gaúchos. “A seca impacta algumas regiões, mas a diversidade de culturas ajuda a compensar as perdas e manter o setor fortalecido.”

Agricultura digital e o futuro do manejo de pragas

“A integração entre sementes, defensivos e ferramentas digitais é essencial. A agricultura digital permite que o produtor monitore sua lavoura com precisão, otimizando as aplicações de defensivos e maximizando a produtividade”, afirmou Oliveira.

A Bayer também está investindo em novas formulações de fungicidas e herbicidas, focadas na sustentabilidade e na segurança ambiental. “As novas soluções apresentam toxicidade reduzida e maior seletividade, atacando apenas as pragas-alvo sem prejudicar organismos benéficos”, explicou.

O Show Rural Coopavel 2025 reforçou que a combinação de biotecnologia, defensivos avançados e agricultura digital é essencial para enfrentar os desafios do campo. O manejo preventivo e integrado de pragas e doenças é a melhor estratégia para garantir produtividade e sustentabilidade nas lavouras brasileiras. Com um mercado de defensivos em expansão e tecnologias cada vez mais inovadoras, o produtor tem à disposição ferramentas eficazes para proteger sua produção e maximizar seus resultados.





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Pancadas fortes de chuva trazem alerta para o país; confira a previsão de hoje



Dia de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade em boa parte do país. Alerta de temporais no Norte e no Nordeste. Veja a previsão para as cinco regiões:

Sul

Áreas de instabilidades ainda estimulam nuvens carregadas sobre o Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná neste sábado. Risco de temporais no oeste, sul e parte do leste gaúcho. Atenção no sul catarinense e paranaense, com possibilidade de pancadas fortes.

Sudeste

A chuva ocorre em forma de pancadas moderadas a forte em São Paulo, no Triângulo e sul de Minas Gerais e em parte do centro-sul do Rio de Janeiro. Chuva mais irregular no centro-norte e nordeste mineiro e no estado do Espírito Santo.

Centro-Oeste

A chuva mais forte continua concentrada em Mato Grosso, com pancadas a qualquer momento no centro-leste e norte do estado. Chove com moderada a forte intensidade e risco para raios em parte de Mato Grosso do Sul e em Goiás. Pancadas à tarde no Distrito Federal.

Nordeste

Chove de maneira pontual e isolada no norte da Bahia e no litoral. Tempo firme no interior de Pernambuco e na região do Recife. Alerta para temporais entre o litoral do Ceará e do Maranhão.

Norte

A chuva continua forte na Região, com alerta entre o Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e Tocantins – risco alto de temporais e chuva volumosa em Manaus, Belém e Macapá.



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Desenrola rural prevê descontos de até 96% em dívidas de agricultores



As condições para a quitação de dívidas de agricultores familiares pelo Desenrola Rural preveem descontos de até 96% no valor devido.

Lançado esta semana em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa de renegociação e acesso a crédito está disponível para 1,35 milhão de agricultores que têm alguma pendência financeira. Esse volume representa 33% de um total de 5,43 milhões de agricultores familiares no país.

“Aqueles que têm dívidas menores, o desconto chega a 96%. Além disso, o nome fica limpo, porque retira os agricultores da chamada prisão perpétua, termo cunhado pelo presidente Lula a quem renegociava com o banco, mas ficava no escore negativo. Essa questão o decreto agora resolve”, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, durante apresentação dos detalhes do programa, em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (14), no Palácio do Planalto.

Segundo técnicos da pasta, após conversas com o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste (BNB), o Banco da Amazônia (Basa) e a Caixa Econômica Federal, o conjunto das dívidas desses agricultores familiares será incluída na negociação, e não apenas aquelas ligadas ao crédito rural. Na prática, isso vai permitir que eles possam regularizar a avaliação de crédito para acessar novas operações.

“O Pronaf é uma política pública que é implementada por algumas instituições financeiras específicas. Nós autorizamos, por lei, que os bancos possam voltar a executar operações de crédito mesmo que, no passado, esse agricultor familiar tenha ocasionado algum tipo de prejuízo a essa instituição”, esclareceu a secretária-executiva do MDA, Fernanda Machiaveli.

Famílias de agricultores endividadas

Um levantamento do MDA constatou que, das famílias endividadas, 70% estão com restrições nos bancos e 30% com restrições nos serviços de proteção ao crédito, muitos por atrasos nas contas de água, luz e telefone.

Em relação às instituições de crédito, 69% dos débitos dos agricultores familiares têm valor inferior a R$ 10 mil. Entre as pessoas com restrição de crédito, 47% têm dívidas de até R$ 1 mil.

O programa abrange tanto dívidas de crédito rural, como aquelas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), quanto débitos inscritos na Dívida Ativa da União e créditos de instalação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Descontos a assentados e quilombolas

Os maiores descontos, que chegam a 96% da dívida total, beneficiam justamente os assentados da reforma agrária e agricultores quilombolas que acessaram alguma modalidade do crédito de instalação, entre 27 de maio de 2014 e 29 de junho de 2022.

Esse crédito, concedido pelo Incra, serve para a construção de moradia e investimentos iniciais de quem obtém terras pelo programa fundiário federal.

Operações de crédito concedidas pelo Banco do Brasil, por exemplo, a instituição financeira que mais concede financiamentos do Pronaf, vão oferecer abatimentos que chegam a 86%.

A meta do governo federal é conseguir que ao menos 250 mil agricultores consigam renegociar suas dívidas este ano, podendo se reinserir no mercado de crédito e contribuir com a ampliação da produção de alimentos.

Para dívidas do Pronaf ou dívidas bancárias de qualquer natureza, o produtor familiar deverá procurar a instituição financeira para regularizar a situação também a partir do dia 24, primeiro dia útil após o prazo de 10 dias da publicação do decreto.

Se a dívida for de crédito de instalação de beneficiários da reforma agrária, o pequeno agricultor deve ir ao Incra para quitar os débitos com o desconto.

O MDA também orienta os agricultores familiares a procurar os sindicatos, as associações e as entidades representativas para receberem ajuda. A adesão vai até 31 de dezembro.



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Dólar pressiona preços da soja, mas prêmios garantem sustentação



Contrato de soja fechou a quinta-feira (13) em US$ 10,30 por bushel,




Foto: Pixabay

Após semanas de desvalorização do Real acima dos R$ 6,00 por dólar, a recente valorização da moeda brasileira para patamares entre R$ 5,70 e R$ 5,80 pressionou os preços internos da soja. No entanto, a queda foi limitada pela melhora dos prêmios no Brasil, impulsionada por uma safra menor do que o esperado.

Segundo dados da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o contrato de soja fechou a quinta-feira (13) em US$ 10,30 por bushel, contra US$ 10,60 uma semana antes. A média de dezembro/24 ficou em US$ 9,83/bushel, enquanto janeiro/25 registrou US$ 10,29, representando um avanço de 4,7% em relação ao mês anterior. Em comparação, janeiro de 2024 teve média de US$ 12,30/bushel.

Nos Estados Unidos, as exportações de soja na semana encerrada em 6 de fevereiro totalizaram 1,04 milhão de toneladas, dentro das projeções do mercado. No acumulado da temporada 2024/25, os embarques somam 35,2 milhões de toneladas, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na Argentina, as chuvas retornaram na última semana e aliviaram o déficit hídrico que afetava cerca de 60% das lavouras. No entanto, assim como no sul do Brasil, a distribuição irregular das precipitações deixou algumas áreas ainda sob estresse hídrico. Apesar da interrupção dos danos na safra de soja, as perdas já consolidadas não serão revertidas.





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Aviação agrícola ganha reconhecimento legal no Rio Grande do Sul



A Lei Estadual n.º 16.267/25, que declara a aviação agrícola como atividade de relevante interesse social, público e econômico, entrou em vigor no Rio Grande do Sul. A norma foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adolfo Brito (PP), em 9 de janeiro, e publicada no Diário da Assembleia no dia 10.

Aprovada em dezembro de 2024, a lei recebeu 31 votos favoráveis e 12 contrários e tem origem no Projeto de Lei 442/23, de autoria do deputado Marcus Vinicius (PP), coassinado por outros 23 parlamentares.

O principal objetivo da medida é garantir segurança jurídica a um setor estratégico para a agricultura do estado, reforçando a precisão, eficiência e transparência das operações aéreas no manejo das lavouras.

Impacto para a agricultura gaúcha

A aviação agrícola no Brasil é regulamentada por legislações federais e monitorada por órgãos ambientais e de agricultura. No Rio Grande do Sul, berço dessa tecnologia no país desde 1947, produtores dizem que a aplicação aérea é essencial para culturas como soja, milho, trigo e, especialmente, arroz.

O estado responde por 70% da produção nacional de arroz, e boa parte das lavouras depende diretamente da aviação agrícola para garantir produtividade e qualidade.

Além disso, o Rio Grande do Sul possui a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do Brasil. O setor também acompanha a modernização das operações com o crescente uso de drones na aplicação de insumos, ampliando a eficiência e sustentabilidade das lavouras.

Homenagem a um pioneiro do setor

A nova legislação recebeu o nome de “Lei Telmo Fabrício Dutra”, em reconhecimento ao ex-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) entre 1997 e 1999.

Dutra foi um dos fundadores da entidade em 1991 e teve papel fundamental na consolidação do sindicato em Porto Alegre, impulsionando o setor no cenário nacional e internacional.

Para a entidade, o reconhecimento da Assembleia Legislativa reforça a importância da aviação agrícola para o desenvolvimento humano e tecnológico, além de consolidar o Rio Grande do Sul como referência nacional no setor.

Com a promulgação da lei, o Sindag reforça que o setor aeroagrícola ganha respaldo jurídico para atuar em todo o território gaúcho, desde que sejam cumpridas as normas regulatórias vigentes.



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Entre alta e queda nos preços; confira como o mercado da soja fechou a semana



O mercado brasileiro de soja apresentou dois momentos distintos nesta sexta-feira (14). Pela manhã, quando a Bolsa de Chicago teve forte alta, os preços melhoraram em algumas praças de comercialização do Brasil. A forte queda do dólar, acompanhada da perda de força na CBOT, deixou os preços mistos. Nos portos, houve alta nos preços, favorecida pelos prêmios. A comercialização foi pequena no dia.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,50 para R$ 133,00
  • Missões (RS): preço recuou de R$ 134,50 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 133,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 124,50
  • Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): preço diminuiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 111,00 para R$ 110,50

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em alta, reduzindo as perdas acumuladas ao longo da semana. O mercado se sentiu aliviado com o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tarifas recíprocas.

O fato da decisão não ter efeito imediato foi interpretado pelo mercado como uma porta aberta deixada por Trump para negociações, evitando uma guerra comercial com importantes parceiros. Com isso, a perspectiva é de que os produtos agrícolas americanos não sejam impactados imediatamente por retaliações.

O resultado foi uma sexta-feira de menor aversão ao risco no mercado financeiro, com recuo do dólar, favorecendo as exportações americanas, e com maior fluxo de capital para as commodities.

Os investidores seguem acompanhando de perto a questão do clima na América do Sul. Apesar da previsão de mais chuvas para a Argentina, o potencial produtivo das lavouras argentinas está comprometido.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 6,00 centavos de dólar, ou 0,58%, a US$ 10,36 por bushel. A posição de maio teve cotação de US$ 10,52 3/4 por bushel, ganho de 5,75 centavos, ou 0,54%.

Nos subprodutos, a posição de março do farelo fechou com alta de US$ 3,20, ou 1,09%, a US$ 295,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 46,07 centavos de dólar, com baixa de 0,18 centavo, ou 0,38%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,21%, negociado a R$ 5,6967 para venda e a R$ 5,6947 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6942 e a máxima de R$ 5,7704. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,64%.



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Veja como os preços da arroba do boi terminaram a semana



O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando algumas tentativas de compra em patamares mais baixos.

No entanto, de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a pressão baixista se mostrou menos intensa, com algumas indústrias passando a se ausentar da compra de gado, prática que é relativamente comum às sextas-feiras.

“A oferta de fêmeas é o grande elemento de pressão neste momento, resultando em uma posição mais confortável das escalas de abate, o que possibilita tentativas de compra em patamares mais baixos”, disse.

  • São Paulo: R$ 318,15 (R$ 318,32 ontem)
  • Goiás: R$ 300,18 (estável)
  • Minas Gerais: R$ 307,35 (R$ 308,53 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 309,77 (sem alterações)
  • Mato Grosso: R$ 316,92 (R$ 317,74 na quinta)

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,21%, sendo negociado a R$ 5,6967 para venda e a R$ 5,6947 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6942 e a máxima de R$ 5,7704. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,64%.



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