sábado, julho 4, 2026

Agro

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Projeto usa suplementos naturais para substituir antibióticos em suínos



A produção de suínos no Brasil deve atingir cerca de 5,53 milhões de toneladas em 2025, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

Para que o país se mantenha entre os maiores produtores e exportadores da proteína no mundo, têm sido realizadas pesquisas para uma produção mais sustentável e livre de antibióticos.

O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por exemplo, foca em melhoria na nutrição de leitões na fase de creche.

Segundo o pesquisador do órgão Fábio Enrique Lemos Budiño, o projeto “Resposta fisiológica de leitões desmamados suplementados com bacteriocina nisina e ácidos graxos de cadeia média”, tem o objetivo de avaliar o efeito dessas substâncias em dietas iniciais sobre o desempenho, incidência de diarreia, parâmetros sanguíneos, microbioma, histologia intestinal e mediadores inflamatórios.

“O desmame é uma fase de grande estresse para os leitões, além da separação da mãe, ocorre a mudança de ambiente, a passagem da alimentação líquida para sólida, e o convívio com outros animais devido a mistura de leitegadas. O uso de aditivos na dieta destes animais estimula o consumo, melhora a digestibilidade e reduz o nível de transtornos alimentares no pós-desmame, melhorando o desempenho dos animais”, destaca Budino.

De acordo com ele, com a utilização destes aditivos, é possível evitar a resistência bacteriana e, com isso, atingir mercados em que o uso de antimicrobianos é proibido, aumentando a exportação de carne e garantindo que o Brasil se mantenha entre os maiores produtores e exportadores de carne suína no mundo.

A nisina é um peptídeo que é produzido por bactérias comuns encontradas no leite, sendo considerada um antibiótico natural contra bactérias Gran-positivas. Ela inibe a multiplicação de bactérias patogênicas influenciando de forma positiva a modulação na microbiota intestinal.

Já os acidificantes apresentam atividade antimicrobiana, melhoram a digestão de proteínas, e influenciam positivamente as vilosidades intestinais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Seca reduz produção de citros em até 30%



Falta de chuvas compromete safra de citros no RS




Foto: Divulgação

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (13), a produção de citros no Rio Grande do Sul enfrenta desafios devido à seca. O déficit hídrico tem provocado queda na produtividade e prejudicado o desenvolvimento dos frutos em diversas regiões do estado.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, a produção de laranja e bergamota sofreu redução de aproximadamente 30%, resultado da falta de chuvas. Além disso, os citricultores relataram aumento na queda prematura dos frutos, o que agrava ainda mais as perdas.

Já na região de Lajeado, no município de São José do Sul, produtores realizam o raleio da variedade Caí, abrangendo cerca de 30% das áreas cultivadas. O preço da caixa de 25 kg está em R$ 20,00. Algumas plantas já demonstram sinais de estresse hídrico, como folhas ressecadas e crescimento lento dos frutos, mas ainda não há estimativa de perdas na produção.

Na região de Santa Rosa, os pomares estão em fase de frutificação. Apesar da intensa floração, a carga de frutos das bergamoteiras está abaixo do esperado. Além disso, queimaduras nas folhas e nos frutos, causadas pela forte exposição ao sol, foram observadas.

Por sua vez, na região de Soledade, os citros seguem em fase de formação dos frutos. Embora a seca tenha desacelerado o crescimento, a produção não sofreu impactos significativos até o momento. Além disso, a pressão de pragas e doenças permanece baixa. A variedade Bergamota Okitsu deve atingir a maturação no início de março.

A Emater/RS-Ascar segue monitorando as condições climáticas e seus impactos na fruticultura gaúcha. Produtorels estão atentos às mudanças no clima e possíveis novas perdas decorrentes da estiagem prolongada.





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Você viu? Distribuidoras querem dispensa do mandato de mistura do biodiesel ao diesel



As grandes distribuidoras de combustíveis do país consideram pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP), um “waiver”, espécie de dispensa temporária, do cumprimento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel B vendido a varejistas. Esta foi uma das reportagens mais lidas do site do Canal Rural na semana. Saiba todos os detalhes:

Segundo fontes do setor, a petição administrativa à ANP seria feita pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). A informação foi confirmada pelo diretor-executivo do Sindicom, Mozart Rodrigues.

O documento está pronto e aguarda aprovação final das presidências das empresas associadas. Contudo, não há reunião agendada para tratar do tema nesta segunda-feira (10).

O Sindicom reúne hoje Vibra, Raízen e Ipiranga, além de Shell, TotalEnergies, YPF, Castrol, Iconic, Moove e Petronas Lubrificantes.

Qual a razão do pedido?

O pedido de “waiver” por parte das grandes empresas do setor vem em resposta a uma suposta escalada das fraudes ligadas ao alto preço do biodiesel que, em dezembro, superou o do combustível fóssil em R$ 2,70 por litro, diferença que ficou comumente acima dos R$ 2,30 ao longo do ano.

Ao não realizar a mistura, empresas regionais obtêm vantagem de até R$ 0,37 por litro em cima de empresas que observam a regra, calcula o Instituto Combustível Legal (ICL), um think tank setorial financiado por algumas das empresas reclamantes.

Hoje o mandato do biodiesel está em 14% da mistura do diesel, o que deve passar a 15% a partir de março e aumentar em 1 ponto porcentual por ano até 2030, conforme previsão em lei.

A movimentação feita agora, portanto, também se antecipa ao aumento previsto em 1º de março, cujo efeito prático é tornar o descumprimento do mandato ainda mais vantajoso financeiramente.

Movimento de pressão

Executivos do setor enxergam o pedido mais como um “movimento de pressão” por maior fiscalização, visto que, dificilmente, a ANP concordaria em suspender o mandato do biodiesel.

Formalmente, a ideia é que o pedido de interrupção do cumprimento da mistura valha até que a agência demonstre capacidade de fiscalizar o setor.

Eles ressaltam que, nos últimos meses de 2024, o trabalho de fiscalização da qualidade dos combustíveis feito pela ANP chegou a ser interrompido por falta de verba.

“Chegamos a uma situação limite. Se há número tão grande de ‘players’ atuando de forma irregular, é preciso rever essa fiscalização. E até lá, que se suspenda a exigência. Pelo menos até que o xerife (ANP) tenha condições de fiscalizar”, diz uma fonte.



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avião de pequeno porte cai em canavial de São Paulo



Um avião de pequeno porte caiu na manhã deste sábado (15) em um canavial localizado às margens da Estrada Municipal Zulmira Coelho Miranda de Oliveira, no município de Quadra, região metropolitana de Itapetininga, no interior de São Paulo.

De acordo com a Defesa Civil do estado, a queda matou os dois tripulantes. No momento em que as equipes do Corpo de Bombeiros de Tatuí e Sorocaba chegaram ao local, a aeronave estava em chamas e os corpos, carbonizados. A identidade das vítimas ainda não foi revelada.

De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), acionado para investigar o acidente, o avião estava regular e tinha autorização para voos durante o dia. De matrícula PU-MSM, a aeronave é um monomotor experimental fabricado em 1999 com capacidade para transportar até 458 kg.

Conforme reportagem do UOL, a aeronave decolou do Clube de Voo Aeroquadra (SIVQ), também no município de Quadra, local que seria o mesmo programado para o pouso após um sobrevoo pela região do interior paulista.

A Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que agentes do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) foram direcionados para estabelecer os primeiros primeiros da ocorrência.





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Capacitação fortalece cacauicultura no Xingu e impulsiona bioeconomia


Cacauicultores da região do Xingu participaram de um treinamento focado em bioeconomia e biossegurança, promovido pelo Projeto Sustenta e Inova, fruto da parceria entre o Sebrae Pará e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

A capacitação reforçou a importância da prevenção contra pragas, como a monilíase – doença que afeta o cacau e pode comprometer safras inteiras -, e também apresentou novas possibilidades de transformar o cacau em produtos mais competitivos no mercado.

Além disso, a qualificação estimulou a diversificação da produção, incentivando a criação de produtos inovadores e sustentáveis.

Ministrado por especialistas da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o curso que aconteceu em Altamira, no sudoeste do Pará mostrou algumas soluções inovadoras e informações estratégicas aos produtores.

A programação incluiu palestras sobre a legalização de fábricas de chocolate, além de aulas sobre o aproveitamento do cacau em diferentes produtos.

Com o Pará, sendo o segundo maior produtor de cacau do Brasil, o conhecimento técnico adquirido nesse treinamento pode fortalecer a cadeia produtiva e impulsionar a sustentabilidade do setor e, claro, incentivar o empreendedorismo.

Márcia Carneiro, analista do Sebrae no Pará e gestora do Projeto Sustenta e Inova, destacou a importância da capacitação para os empreendedores rurais.

“O curso de bioeconomia é uma ação para agregar valor aos produtos, a biossegurança é um alerta aos produtores rurais e uma prevenção para receber turistas sem causar danos às propriedades. Esperamos que os empreendimentos acompanhados pelo Projeto possam inovar em seus produtos, gerando sustentabilidade, ambiental , social e financeira”, afirmou Carneiro.

Valdete Prado, produtora do município de Senador José Porfírio, participou dos três dias de capacitação e ressaltou a relevância de diversificar os produtos do cacau.

 “O que mais gostei foi de saber que podemos diversificar os produtos que temos na roça, isso é um avanço para quem mexe com o cacau. Também aprendi sobre a doença da Monílise”, disse Prado.

As ações de aprendizado podem ajudar inclusive a promover uma verdadeira revolução verde, garantindo que a transição ambiental também seja econômica e socialmente inclusiva, foco da COP 30 que vai acontecer em novembro, em Belém.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você é micro ou pequeno produtor rural e deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 27 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

Arte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta EmpreenderArte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30.

Acesse aqui e confira temas abordados como Exportação para Pequenos Produtores, Acesso ao Crédito, Indicação Geográfica, entre outros. Acesse e participe pelo WhatsApp!



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AgroNewsPolítica & Agro

Nova York registra queda no açúcar; Londres avança


Segundo dado divulgado pela Udop, as cotações do açúcar foram entregues mistas nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (13). Enquanto o açúcar bruto negociado na ICE Futures de Nova York registrou queda no contrato de março/25, os demais vencimentos tiveram leve valorização. Já o açúcar branco, na ICE Futures Europe de Londres, fechou o dia em alta para todos os lotes.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato março/25 do açúcar bruto foi negociado a 19,76 cents/lb, uma queda de 11 pontos em relação à sessão anterior. Por outro lado, o contrato maio/25 teve nível alto de 6 pontos, cotado a 18,34 centavos/lb. Os demais vencimentos também obtiveram ganhos, variando entre 4 e 9 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, todos os contratos de açúcar branco fecharam valorizados. O contrato março/25 arrecadou US$ 12,50, sendo comercializado a US$ 545,30 por tonelada. O contrato maio/25 avançou US$ 6,10, negociado a US$ 518,40 por tonelada. Os demais vencimentos tiveram altas entre US$ 4,70 e US$ 5,50.

No Brasil, as cotações do açúcar cristal recuaram na quarta-feira, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP). O saco de 50 kg foi comercializado a R$ 143,86, contra R$ 144,89 da véspera, o que representa uma queda de 0,71%.

O etanol hidratado também registrou desvalorização, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. As usinas venderam o biocombustível a R$ 2.942,50 por metro cúbico, frente aos R$ 2.952,50 de terça-feira, representando uma queda de 0,34%.





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Programa quer ampliar produção de alimentos saudáveis no Nordeste



Uma parceria entre o governo federal e os estados do Nordeste está implementando o Programa de Produção e Consumo de Alimentos Saudáveis nos Territórios do Nordeste (PAS Nordeste). A iniciativa busca ampliar a produção e o consumo de alimentos saudáveis, promovendo a segurança alimentar e enfrentando os desafios das mudanças climáticas.

O programa está alinhado à Política Nacional de Abastecimento Alimentar (PNAAB) e será coordenado pelo ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

“Esse programa já nasce com recursos para beneficiar 71% dos municípios do Nordeste. Contamos com a participação de diversas entidades e queremos integrar os Fóruns de Participação Social dos Estados para fortalecer todos os territórios da região”, destacou Macêdo.

Ações e estratégias

O programa será desenvolvido em duas fases:

  • Curto prazo (até 24 meses) – Implementação de assistência técnica, fortalecimento da produção e comercialização de alimentos saudáveis.
  • Médio prazo – Elaboração e execução do Plano Territorial de Abastecimento Alimentar para garantir continuidade e expansão do programa.

Entre as ações imediatas, destacam-se:

  • Criação da Agenda Territorial de Ações Imediatas com Visão Estratégica (Agter);
  • Desenvolvimento de um roteiro de governança territorial;
  • Formação de uma rede de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater);
  • Implementação de uma estratégia de segurança alimentar e nutricional;
  • Estruturação de um circuito territorial de abastecimento e comercialização

Para viabilizar o PAS Nordeste, a Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) firmou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com vigência de 48 meses. Além disso, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) participa do programa por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED).

A meta para 2025/2026 é consolidar um modelo de governança territorial que integre políticas públicas e fortaleça a participação social, garantindo mais alimentos saudáveis e sustentáveis para o Nordeste.



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Fábrica educadora da JBS é inaugurada com o potencial de formar carreiras internacionais


A JBS e o Instituto J&F deram mais um passo importante na formação e qualificação profissional de jovens aprendizes: a inauguração da fábrica educadora de Amparo, em São Paulo, neste sábado (15).

Com um investimento de R$ 3 milhões em infraestrutura e operação, a unidade capacitará ao longo deste ano 200 alunos, com idade entre 18 e 23 anos, por meio do Programa Evoluir.

Localizado na unidade de produção da JBS no município, o espaço é um ambiente de aprendizado moderno, equipado com salas de aula multimídia com projetores, lousas interativas e câmeras, tudo para proporcionar aos jovens estudantes uma experiência dinâmica e tecnológica.

Além disso, o empreendimento conta com auditório, sala exclusiva para professores, vestiários e uma área dedicada a atividades esportivas.

Porta de entrada ao mercado de trabalho

Durante a cerimônia de inauguração, que contou com 400 pessoas, a diretora-executiva de Gente e Gestão da Seara, empresa do Grupo J&F, Rosângela Pereira, destacou a importância de iniciativas que acolham o início de carreira.

“Todos nós que estamos aqui, não começamos deste ponto. Alguém, em algum momento, abriu uma porta para que a nossa carreira começasse. Essa é uma iniciativa onde estamos buscando um jovem que não tem experiência para ele entrar em uma fábrica educadora e conseguir aprender a parte teórica e prática para que possa ir ao mercado de trabalho, que, se ele quiser, pode ser na própria Seara porque ele vai aprender fazendo e vai crescer muito dentro da companhia ou dentro da JBS como um todo, e nós não temos limite.”

A unidade de produção em Amparo, inaugurada em 1974, é um importante polo profissional da região, contando com 2.300 colaboradores diretos. Especializada em aves, atende às marcas Seara, Seara DaGranja e Swift.

Carreira internacional

O diretor-executivo de Operações In Natura da Seara, Daniel Ávila, reforçou que os aprendizes da fábrica educadora podem almejar até mesmo carreiras internacionais.

“Temos uma operação muito grande fora do Brasil, estamos em cinco continentes e trabalhamos em cerca de 190 países. Daqui [do Programa Evoluir], saiu o Gabriel, um supervisor que assumiu uma responsabilidade e está trabalhando nos Estados Unidos. Temos um programa que se chama Global Talent em que identificamos potenciais e quem quer ter novos desafios e quer trabalhar fora [do país]. Aos alunos que vamos incentivar, saibam que o seu futuro é promissor e você vai poder escolher aonde quer trabalhar.”

Além disso, Ávila reforçou que a unidade de Amparo da JBS que agora conta com a fábrica educadora vai gerar ainda mais economia e bens sociais à comunidade e a todo o município de Amparo, localizado na Região Administrativa de Campinas.

O gerente da unidade de Amparo, Lucas Henrique Steinmetz, ressalta que a fábrica possui mais de 50 anos e os alimentos produzidos na planta não abastecem apenas o mercado interno, mas também grande parte dos países onde a JBS atua.

Programa Evoluir

JBS inaugura Fábrica Educadora em Amparo (SP)JBS inaugura Fábrica Educadora em Amparo (SP)
Foto: JBS

Com duração de 12 meses, o Programa Evoluir oferece aos participantes uma combinação de uma hora e meia diária de atividades teóricas, com conteúdo exclusivo do Instituto J&F, e seis horas e meia semanais de prática, com possibilidade de efetivação na JBS após o quarto mês.

“O Evoluir é uma das principais portas de entrada para novos talentos na JBS. Aqui na unidade, o programa tem sido um grande sucesso, e esperamos fortalecê-lo cada vez mais, oferecendo aos jovens da região a oportunidade de desenvolver suas habilidades e iniciar suas carreiras conosco. O crescimento da operação ampliará ainda mais essas oportunidades”, afirma Steinmetz.

Além do Programa Evoluir, a unidade em Amparo conta com a iniciativa Germinare VET, que oferecerá 25 vagas para o Ensino Médio, para formação de futuros líderes na área de produção e supervisão fabril, com foco em veterinária, e o Programa Master de Produção, que capacita colaboradores internos para cargos de supervisão, com 90 vagas previstas para 2025. No total, serão mais de 300 vagas de educação.

O Instituto J&F, entidade responsável pela qualificação dos programas de jovem aprendiz da JBS promove uma formação que integra escola, empresa, família e comunidade. Em 2025, o Instituto completa 15 anos de existência, e, desde 2024, é a entidade qualificadora do Programa Evoluir, formando jovens para a JBS e outras empresas educadoras do Grupo J&F.

As inscrições para o Programa Evoluir em Amparo devem ser realizadas neste site.

*Colaboração de Michelle Jardim



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saiba como prevenir e controlar doença que desafia a pecuária leiteira



A mastite é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores de leite, especialmente no período chuvoso. A doença, que provoca a inflamação das glândulas mamárias, compromete não só a saúde das vacas, como também a qualidade do leite, causando prejuízos econômicos. 

“Durante o período chuvoso, os bovinos ficam mais vulneráveis, por estarem mais tempo em contato com lama e fezes. O excesso de umidade é propício para a proliferação de bactérias que entram pelos tetos da vaca e provocam o processo infeccioso”, afirma o pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) Daniel Sobreira Rodrigues.

Com o intuito de alertar sobre a prevenção e o controle da mastite, Rodrigues e duas graduandas do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Sete Lagoas (Unifemm), Gabrielle Gonçalves e Leide Dayane Guimarães, listam algumas práticas preventivas para minimizar a infestação. Entre as recomendações, estão a limpeza e a higiene das instalações e dos equipamentos.

“Manter as instalações secas e ventiladas ajuda a minimizar o estresse e a proliferação de patógenos e pragas. Além disso, é fundamental garantir a limpeza e a manutenção das máquinas de ordenha. A imersão dos tetos em solução antisséptica antes (pré-dipping) e após a ordenha (pós-dipping) é essencial para evitar infecções”, aponta o pesquisador.  

Tipos e identificação

A mastite apresenta dois tipos principais: a clínica, caracterizada por sintomas visíveis, como edema no úbere, endurecimento dos tetos, presença de grumos, pus e sangue no leite; e a subclínica que não tem sintomas claros, mas afeta a composição, a produção e a qualidade do leite.

É importante que os responsáveis pela ordenha estejam capacitados para identificar precocemente os sinais da doença e adotar medidas preventivas. O diagnóstico da mastite clínica pode ser feito pelo descarte dos primeiros jatos de leite em uma caneca de fundo preto telado para a verificação dos grumos.

A partir do diagnóstico é possível empregar estratégias como a linha de ordenha, que estabelece uma sequência de modo a evitar que animais com mastite contaminem os sadios. A ordem seria: vacas que não possuem mastite (primíparas), vacas que nunca tiveram a doença (multíparas), vacas curadas, vacas com mastite subclínica e, ao final, aquelas com mastite clínica.



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Desemprego é o menor da série histórica em 14 estados


Em meio a um mercado de trabalho aquecido, a taxa média anual de desemprego recuou ao piso da série histórica em 14 das 27 unidades da Federação em 2024, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na média nacional, a taxa anual de desemprego recuou 1,2 ponto porcentual em um ano, passando de 7,8% em 2023 para 6,6% em 2024. A tendência de queda foi acompanhada por 25 unidades da Federação.

Diversificação de setores

A queda disseminada da taxa de desemprego no país reflete a diversificação da expansão da ocupação ao longo de 2024, registrada em diversas atividades econômicas, como comércio, indústria, transporte e logística e construção, justificou Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa do IBGE.

“De modo geral, as regiões reproduzem o que acontece no cenário nacional”, apontou.

As 14 unidades da Federação com taxa anual de desocupação no piso histórico foram:

  • Rio Grande do Norte (8,5%);
  • Amazonas (8,4%);
  • Amapá (8,3%);
  • Alagoas (7,6%);
  • Maranhão (7,1%);
  • Ceará (7,0%);
  • Acre (6,4%);
  • São Paulo (6,2%);
  • Tocantins (5,5%);
  • Minas Gerais (5,0%);
  • Espírito Santo (3,9%);
  • Mato Grosso do Sul (3,9%);
  • Santa Catarina (2,9%); e
  • Mato Grosso (2,6%)

As maiores taxas médias de 2024 foram registradas na Bahia (10,8%), Pernambuco (10,8%) e Distrito Federal (9,6%), enquanto as menores ficaram com Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%).

Renda mensal dos trabalhadores

mãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima créditomãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima crédito
Foto: Agência Brasil

A renda média real mensal habitual auferida pelos trabalhadores brasileiros em 2024 alcançou um ápice histórico de R$ 3.225 em 2024, impulsionada por recordes em 13 unidades da Federação.

Os maiores rendimentos médios foram vistos no Distrito Federal (R$ 5.043), São Paulo (R$ 3.907) e Paraná (R$ 3.758), enquanto os menores ocorreram no Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).

Contrariando uma tendência sazonal de recuo, houve aumento na taxa de desocupação no período em 12 unidades da Federação, porém, com variação considerada estatisticamente estável, ou seja, dentro do intervalo da margem de erro da pesquisa.

Nenhum estado, incluindo o Distrito Federal, teve elevação estatisticamente significativa na taxa de desemprego, segundo o IBGE.

Na média nacional, a taxa de desemprego caiu de 6,4% no terceiro trimestre de 2024 para 6,2% no último trimestre do ano. Em São Paulo, esse índice passou de 6,0% para 5,9% no período.

Os recuos na taxa de desocupação para além da margem de erro ocorreram no Paraná (0,7 ponto porcentual), Minas Gerais (0,7 ponto porcentual) e Rio Grande do Sul (0,6 ponto porcentual).

No quarto trimestre de 2024, as maiores taxas de desocupação foram as de Pernambuco (10,2%), Bahia (9,9%) e Distrito Federal (9,1%), enquanto as menores ocorreram em Mato Grosso (2,5%), Santa Catarina (2,7%) e Rondônia (2,8%).



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