sábado, julho 4, 2026

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Produtividade do girassol varia no RS; MT diminui plantio



Goiás aposta no girassol como alternativa ao milho




Foto: Divulgação

O quinto levantamento da safra de grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a colheita do girassol no Rio Grande do Sul está em fase final, enquanto Mato Grosso segue reduzindo sua área plantada e Goiás aposta na cultura como alternativa ao milho.

No Rio Grande do Sul, a colheita do girassol está praticamente concluída, restando apenas 4% das áreas em maturação. A expectativa é que o processo seja finalizado até fevereiro. A produtividade tem variado entre 1.500 kg/ha e 3.000 kg/ha, influenciada pelo nível de investimento tecnológico, uso de insumos e condições climáticas.

A regularidade das chuvas durante o desenvolvimento da cultura e as temperaturas amenas na floração e enchimento de grãos favoreceram a safra. No final do ciclo, o clima seco contribuiu para uma boa maturação e qualidade dos grãos.

Já em Mato Grosso, o cenário não é favorável para o girassol. A cultura tem perdido espaço para milho, feijão-caupi e gergelim, que oferecem melhor retorno financeiro, maior facilidade logística e melhor adaptação ao clima da segunda safra.

Em Goiás, a estimativa de plantio para a safra 2024/25 é de 60 mil hectares. O girassol tem se consolidado como uma opção viável em regiões com histórico de estiagem, devido ao seu sistema radicular profundo, que permite maior tolerância ao déficit hídrico em comparação ao milho.

A rentabilidade e a resistência da cultura à seca têm incentivado produtores a adotá-la como uma alternativa promissora para a segunda safra.





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Paraná colhe 33% da soja



Região sul lidera os trabalhos




Foto: Pixabay

A colheita da soja no Paraná avançou 10 pontos percentuais na última semana, alcançando 33% da área total estimada em 5,77 milhões de hectares. Os dados são do Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

Na semana anterior, o índice de colheita estava em 23%, o que demonstra um ritmo acelerado das atividades no campo. No momento, restam 3,8 milhões de hectares a serem colhidos, com maior concentração nas regiões sul (40%) e norte (35%) do estado.

As condições das lavouras seguem estáveis, com 77% da área classificada como boa, enquanto 20% apresentam condição mediana e apenas 4% são consideradas ruins.

O avanço da colheita ocorre em um momento de expectativa para os produtores, que acompanham os impactos do clima sobre a produtividade e a qualidade da safra.





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Boi gordo encerra a semana com queda



As indústrias frigoríficas seguem com escalas de abate confortáveis




Foto: Canva

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, oferta elevada de boiadas e o ritmo lento no escoamento da carne bovina pressionaram os preços do boi gordo em São Paulo e Minas Gerais. As indústrias frigoríficas seguem com escalas de abate confortáveis, em média de sete dias, o que reduziu o ritmo das compras.

Com isso, o preço do boi gordo encerra a semana com queda de R$ 2,00 por arroba em São Paulo. Já os preços das fêmeas permaneceram estáveis.

No Minas Gerais, o estado também registrou recuo nos preços, acompanhando a boa oferta de boiadas, principalmente de fêmeas. No Triângulo Mineiro, o boi gordo, a vaca e a novilha caíram R$ 3,00/@.

Em Belo Horizonte, a arroba do boi gordo também teve redução de R$ 3,00, enquanto os preços das fêmeas seguiram estáveis.

Na região Norte, a vaca caiu R$ 3,00/@ e a novilha R$ 2,00/@, enquanto o boi gordo manteve os valores da semana anterior. Já no Sul do estado, as quedas foram mais acentuadas: R$ 4,00/@ para a vaca e R$ 5,00/@ para a novilha.

Na região Sul da Bahia, a boa oferta de animais garantiu escalas de abate confortáveis, chegando a duas semanas. Com isso, o preço da novilha recuou R$ 3,00/@.





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Produção de banana no Paraná cai 30% em dez anos


O Paraná consolidou-se como o 13º maior produtor de bananas do Brasil em 2023, segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado na quinta-feira (13). O estado registrou uma produção de 148,2 mil toneladas em uma área de 7,5 mil hectares, gerando um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 213,3 milhões.

Apesar da relevância da cultura, os dados apontam queda de 30,1% na produção e de 22,2% na área cultivada na última década. Em 2014, a colheita era de 230,2 mil toneladas e a área plantada somava 9,9 mil hectares.

A bananicultura paranaense está presente em 311 municípios, mas é fortemente concentrada no Litoral do estado, que responde por 59% da produção. O município de Guaratuba se destaca com 76,8 mil toneladas colhidas, representando 47,8% da produção estadual. A comunidade de Cubatão é o principal polo produtor.

Outras regiões de destaque são:

Região de Apucarana – 9,8% da produção estadual, com Novo Itacolomi como principal produtor.

Norte Pioneiro – 5,8% da produção, com Santa Amélia liderando na região.

Região Metropolitana de Curitiba – 4,4% da colheita estadual, com destaque para São José dos Pinhais.

Juntas, essas quatro regiões concentram 79,5% da bananicultura do Paraná.

O preço da banana sofreu oscilações nos últimos meses. Em janeiro, o produtor paranaense recebeu R$ 32,48 por caixa de 22 kg, valor 8,3% menor que em dezembro de 2024. Entretanto, comparado a janeiro do ano passado, houve alta de 25,2%.

No atacado da Ceasa de Curitiba, a banana caturra/nanica de primeira caiu 18,1% em um mês e 35,7% em relação a 2024. No varejo, o preço médio do quilo ficou em R$ 5,31, uma alta de 35,6% na comparação anual.

As fortes chuvas no Litoral, especialmente em Guaratuba, causaram alagamentos em 1,5 mil hectares de bananais, sendo 80 hectares com perda total. O impacto deve refletir na qualidade da fruta e no custo de beneficiamento.

Apesar da queda na produção, o Paraná mantém-se como um importante fornecedor de bananas no mercado nacional.





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Alta nos custos preocupa produtores de leite


As altas temperaturas, frequentemente próximas dos 40°C, têm impactado o bem-estar dos rebanhos e a produtividade do leite no Rio Grande do Sul, segundo o Boletim Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13). A sensação térmica elevada e a escassez de forragem agravam o cenário, obrigando os produtores a recorrerem à suplementação alimentar, o que aumenta os custos operacionais.

Apesar da adoção de estratégias como pastoreio em horários mais frescos do dia, a oferta de alimento natural não tem sido suficiente para atender à demanda nutricional dos animais. Com isso, a produção de leite segue em queda, refletindo um momento crítico para a atividade.

Campanha e Fronteira Oeste: A chuva de 5 de fevereiro melhorou a oferta de forragem em algumas propriedades da região de Bagé, mas a necessidade de suplementação com feno e ração continua pressionando os custos. Já em Santana do Livramento, a estiagem provocou perdas de até 30% na produtividade leiteira. Em São Gabriel, as chuvas recentes ajudaram a recuperar as pastagens nativas.

Serra Gaúcha: Na região de Caxias do Sul, a produtividade do leite caiu levemente devido ao estresse térmico. A infestação de moscas foi relatada, mas o estado corporal dos bovinos segue adequado.

Noroeste e Planalto: Em Ijuí, alguns produtores enfrentam problemas reprodutivos, com um número elevado de vacas retornando ao cio. Já em Passo Fundo, a silagem de milho e trigo tem sido essencial para manter a alimentação dos animais.

Região Metropolitana e Centro do Estado: Em Porto Alegre e Santa Maria, a situação segue estável devido à suplementação alimentar. As chuvas das últimas semanas favoreceram o crescimento das pastagens, mas ainda não foram suficientes para normalizar a produção.

Missões e Fronteira Noroeste: Em Santa Rosa, produtores dependem fortemente de alimentos conservados e concentrados para suprir as necessidades nutricionais do rebanho.

Apesar dos desafios climáticos, o estado sanitário do gado leiteiro segue satisfatório, com os protocolos de controle de ectoparasitas sendo mantidos. No entanto, os custos elevados com alimentação e a queda na produção preocupam os pecuaristas.

A expectativa do setor é que a recuperação da oferta de pastagens nos próximos meses reduza a necessidade de suplementação e traga alívio financeiro para os produtores.





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Arroba do boi gordo teve queda de até 4,5% na semana; entenda se o preço deve cair ou aumentar



O mercado físico do boi gordo apresentou queda generalizada de preços para a arroba ao longo da semana.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o avanço da oferta de fêmeas entre os meses de janeiro e fevereiro foi o grande elemento baixista para justificar a pressão de queda.

“As indústrias conseguiram posicionar confortavelmente suas escalas de abate, e a expectativa é que sejam testados patamares mais baixos de preço no curtíssimo prazo”, enfatizou.

As exportações, por sua vez, estão em bom nível e são uma importante variável de suporte. “O mercado doméstico já começa a apresentar fragilidades durante a segunda quinzena de fevereiro, contando com queda das cotações, em especial em alguns cortes de maior valor agregado, como a alcatra, o contrafilé e a picanha”, ressaltou Iglesias.

Variação de preços da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 14 de fevereiro em comparação com o dia 7:

  • São Paulo (capital): R$ 315, baixa de 4,45% (R$ 330)
  • Goiás (Goiânia): R$ 300, queda de 1,64% (R$ 305)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 305, retração de 3,17% (R$ 315)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 310, diminuição de 1,59% (R$ 315)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, redução de 1,54% (R$ 325)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, desvalorização de 0,71% (R$ 282)

Mercado atacadista

O ambiente de negócios no atacado ainda sugere pelo recuo das cotações no curto prazo, de acordo com Iglesias. A análise considera o arrefecimento da demanda ao longo da segunda quinzena do mês.
"Percebe-se que o movimento foi mais acentuado em determinados cortes, a exemplo da picanha, alcatra e do contrafilé. Este movimento se encaixa perfeitamente no perfil de consumo delimitado para o primeiro bimestre, com a preferência da população recaindo sobre proteínas mais acessíveis", ressaltou.
O quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 17,00 o quilo, queda de 4,49% frente ao valor praticado no fechamento da semana passada, de R$ 17,80 o quilo. Já o quarto do traseiro do boi foi vendido por R$ 25,00 o quilo, alta de 2,04% frente aos R$ 24,50 por quilo registrados na semana anterior.



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PicPay vence Prêmio iBest 2024 na categoria Bancos Digitais



O PicPay acaba de vencer o Prêmio iBest 2024 na categoria Bancos Digitais. A instituição é parceira do Canal Rural no podcast Diário Econômico.

De acordo com o banco, esse reconhecimento reforça a posição da companhia entre os principais players do setor, destacando sua missão de transformar a vida financeira de milhões de brasileiros.

A vitória no iBest, um dos mais prestigiados do país, se soma a outros importantes prêmios conquistados pelo PicPay, como o Prêmio Reclame Aqui 2024, onde foi vencedor nas categorias “Pagamentos Online” e “Empréstimos Online”.

Melhor ano da história do PicPay

A premiação coroa o ano de 2024, o melhor da história do PicPay, que foi marcado por novidades e resultados.

Entre os destaques, estão o lançamento do Assistente PicPay, que permite realizar Pix diretamente pelo WhatsApp com o auxílio de inteligência artificial generativa, e a integração do Pix por aproximação na Carteira do Google.

Além disso, de acordo com o CEO do banco, Eduardo Chedid, houve a expansão de portfólio com novos produtos e soluções, como Conta para Menores, Modo Seguro, Assistência Residencial e Portabilidade de Salário via Open Finance.

“A vitória no Prêmio iBest também reflete os avanços no atendimento ao cliente. Em 2024, o PicPay implementou a inteligência artificial generativa no suporte, resolvendo cerca de 60% das demandas dos usuários sem necessidade de intervenção humana”, destaca o executivo.

De acordo com ele, essa tecnologia, aliada a uma equipe dedicada, resultou em um aumento de 45 pontos no Net Promoter Score (NPS) e em uma melhora significativa na taxa de resolução de problemas.

“Essa vitória no Prêmio iBest mostra que estamos no caminho certo. Nosso compromisso é oferecer uma experiência financeira simples, segura e inovadora para todos os brasileiros. Isso só é possível graças ao empenho dos nossos colaboradores e à confiança dos nossos clientes”, afirma.

O que é o Prêmio iBest?

O Prêmio iBest é um dos mais importantes do cenário digital brasileiro, reconhecendo empresas, personalidades e iniciativas que se destacam no ambiente online. A premiação combina votos populares com análises técnicas de especialistas.

Segundo Chedid, com 12 anos de história e mais de 60 milhões de clientes, o PicPay segue firme em sua missão de construir um ecossistema financeiro cada vez mais completo e acessível.

“Esse prêmio nos dá ainda mais motivação para seguir adiante, sempre com foco em oferecer a melhor experiência para os nossos clientes”, destaca Eduardo Chedid.

Aproveite para acessar os episódios do podcast Diário Econômico diretamente do Youtube do Canal Rural.



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Projeto usa suplementos naturais para substituir antibióticos em suínos



A produção de suínos no Brasil deve atingir cerca de 5,53 milhões de toneladas em 2025, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

Para que o país se mantenha entre os maiores produtores e exportadores da proteína no mundo, têm sido realizadas pesquisas para uma produção mais sustentável e livre de antibióticos.

O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por exemplo, foca em melhoria na nutrição de leitões na fase de creche.

Segundo o pesquisador do órgão Fábio Enrique Lemos Budiño, o projeto “Resposta fisiológica de leitões desmamados suplementados com bacteriocina nisina e ácidos graxos de cadeia média”, tem o objetivo de avaliar o efeito dessas substâncias em dietas iniciais sobre o desempenho, incidência de diarreia, parâmetros sanguíneos, microbioma, histologia intestinal e mediadores inflamatórios.

“O desmame é uma fase de grande estresse para os leitões, além da separação da mãe, ocorre a mudança de ambiente, a passagem da alimentação líquida para sólida, e o convívio com outros animais devido a mistura de leitegadas. O uso de aditivos na dieta destes animais estimula o consumo, melhora a digestibilidade e reduz o nível de transtornos alimentares no pós-desmame, melhorando o desempenho dos animais”, destaca Budino.

De acordo com ele, com a utilização destes aditivos, é possível evitar a resistência bacteriana e, com isso, atingir mercados em que o uso de antimicrobianos é proibido, aumentando a exportação de carne e garantindo que o Brasil se mantenha entre os maiores produtores e exportadores de carne suína no mundo.

A nisina é um peptídeo que é produzido por bactérias comuns encontradas no leite, sendo considerada um antibiótico natural contra bactérias Gran-positivas. Ela inibe a multiplicação de bactérias patogênicas influenciando de forma positiva a modulação na microbiota intestinal.

Já os acidificantes apresentam atividade antimicrobiana, melhoram a digestão de proteínas, e influenciam positivamente as vilosidades intestinais.



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Seca reduz produção de citros em até 30%



Falta de chuvas compromete safra de citros no RS




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Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (13), a produção de citros no Rio Grande do Sul enfrenta desafios devido à seca. O déficit hídrico tem provocado queda na produtividade e prejudicado o desenvolvimento dos frutos em diversas regiões do estado.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, a produção de laranja e bergamota sofreu redução de aproximadamente 30%, resultado da falta de chuvas. Além disso, os citricultores relataram aumento na queda prematura dos frutos, o que agrava ainda mais as perdas.

Já na região de Lajeado, no município de São José do Sul, produtores realizam o raleio da variedade Caí, abrangendo cerca de 30% das áreas cultivadas. O preço da caixa de 25 kg está em R$ 20,00. Algumas plantas já demonstram sinais de estresse hídrico, como folhas ressecadas e crescimento lento dos frutos, mas ainda não há estimativa de perdas na produção.

Na região de Santa Rosa, os pomares estão em fase de frutificação. Apesar da intensa floração, a carga de frutos das bergamoteiras está abaixo do esperado. Além disso, queimaduras nas folhas e nos frutos, causadas pela forte exposição ao sol, foram observadas.

Por sua vez, na região de Soledade, os citros seguem em fase de formação dos frutos. Embora a seca tenha desacelerado o crescimento, a produção não sofreu impactos significativos até o momento. Além disso, a pressão de pragas e doenças permanece baixa. A variedade Bergamota Okitsu deve atingir a maturação no início de março.

A Emater/RS-Ascar segue monitorando as condições climáticas e seus impactos na fruticultura gaúcha. Produtorels estão atentos às mudanças no clima e possíveis novas perdas decorrentes da estiagem prolongada.





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Você viu? Distribuidoras querem dispensa do mandato de mistura do biodiesel ao diesel



As grandes distribuidoras de combustíveis do país consideram pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP), um “waiver”, espécie de dispensa temporária, do cumprimento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel B vendido a varejistas. Esta foi uma das reportagens mais lidas do site do Canal Rural na semana. Saiba todos os detalhes:

Segundo fontes do setor, a petição administrativa à ANP seria feita pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). A informação foi confirmada pelo diretor-executivo do Sindicom, Mozart Rodrigues.

O documento está pronto e aguarda aprovação final das presidências das empresas associadas. Contudo, não há reunião agendada para tratar do tema nesta segunda-feira (10).

O Sindicom reúne hoje Vibra, Raízen e Ipiranga, além de Shell, TotalEnergies, YPF, Castrol, Iconic, Moove e Petronas Lubrificantes.

Qual a razão do pedido?

O pedido de “waiver” por parte das grandes empresas do setor vem em resposta a uma suposta escalada das fraudes ligadas ao alto preço do biodiesel que, em dezembro, superou o do combustível fóssil em R$ 2,70 por litro, diferença que ficou comumente acima dos R$ 2,30 ao longo do ano.

Ao não realizar a mistura, empresas regionais obtêm vantagem de até R$ 0,37 por litro em cima de empresas que observam a regra, calcula o Instituto Combustível Legal (ICL), um think tank setorial financiado por algumas das empresas reclamantes.

Hoje o mandato do biodiesel está em 14% da mistura do diesel, o que deve passar a 15% a partir de março e aumentar em 1 ponto porcentual por ano até 2030, conforme previsão em lei.

A movimentação feita agora, portanto, também se antecipa ao aumento previsto em 1º de março, cujo efeito prático é tornar o descumprimento do mandato ainda mais vantajoso financeiramente.

Movimento de pressão

Executivos do setor enxergam o pedido mais como um “movimento de pressão” por maior fiscalização, visto que, dificilmente, a ANP concordaria em suspender o mandato do biodiesel.

Formalmente, a ideia é que o pedido de interrupção do cumprimento da mistura valha até que a agência demonstre capacidade de fiscalizar o setor.

Eles ressaltam que, nos últimos meses de 2024, o trabalho de fiscalização da qualidade dos combustíveis feito pela ANP chegou a ser interrompido por falta de verba.

“Chegamos a uma situação limite. Se há número tão grande de ‘players’ atuando de forma irregular, é preciso rever essa fiscalização. E até lá, que se suspenda a exigência. Pelo menos até que o xerife (ANP) tenha condições de fiscalizar”, diz uma fonte.



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