sábado, julho 4, 2026

Agro

News

Apesar de alcançar quase US$ 11 bilhões, exportações do agro recuam 5,3% em janeiro



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou, em nota, que as exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram em janeiro US$ 10,999 bilhões. O valor é o segundo maior registrado para o mês, mas 5,3% inferior ao obtido em igual mês do ano passado, o equivalente a uma queda de US$ 616 milhões ante US$ 11,615 bilhões registrados um ano antes. O setor representou 43,7% dos embarques totais do país no último mês, em comparação com 43,5% de janeiro de 2024.

No mês, segundo o ministério, houve redução nas exportações de soja, milho e do complexo sucroalcooleiro, o que afetou o resultado de janeiro. “A queda ocorreu em função, principalmente, da redução do índice de quantidade das exportações, que caiu 10,1%”, afirmou a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) da pasta, em nota técnica.

“Por outro lado, houve elevação no índice de preço das exportações em 5,3%, compensando, em parte, a queda no volume exportado. Uma análise dos preços internacionais de diversas commodities agropecuárias revela aumento de preços de diversos produtos exportados pelo Brasil: café, celulose, carnes, suco de laranja, fumo, cacau, dentre outros”, ponderou a secretaria.

O Mapa destacou que seis setores superaram a cifra de US$ 1 bilhão em exportação cada um: carnes (18,9% do total), produtos florestais (13,8%), café (13,2%), complexo soja (10,1%), complexo sucroalcooleiro (10,0%) e cereais, farinhas e preparações (9,1%). Juntos, representaram 75,1% de tudo o que foi exportado pelo agronegócio brasileiro no último mês e foram os principais produtos vendidos ao exterior em janeiro.

Todos os demais setores exportadores embarcaram ao exterior o equivalente a US$ 2,7 bilhões, cifra que significou um crescimento nas vendas externas de 32,5% na comparação com os US$ 2,1 bilhões exportados em janeiro de 2024.

“Pode-se dizer, desta forma, que houve uma desconcentração das exportações dentre os demais setores exportadores”, observou a secretaria na nota técnica. No mês, também houve recorde nas exportações brasileiras de café verde, celulose, algodão e carne suína, segundo o ministério.

Principais destinos

A China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro em janeiro, seguida pela União Europeia e Estados Unidos. Os embarques brasileiros à China, contudo, caíram 31,1% em janeiro, com as vendas externas recuando para US$ 2,05 bilhões.

A queda nas vendas reduziu a participação da China de 25,6% para 18,6% em um ano. “A queda nas vendas de soja em grãos (-US$ 677,2 milhões); milho (-US$ 230,4 milhões); algodão não cardado e não penteado (-US$ 175,6 milhões) e açúcar de cana em bruto (-US$ 143,1 milhões) foi o que mais contribuiu para o resultado observado”, explicou a secretaria na nota técnica.

No último mês, os principais produtos exportados para o mercado chinês foram celulose, carne bovina in natura, soja em grãos, fumo não manufaturado e algodão não cardado e nem penteado, que, juntos, representaram 83,9% de tudo que foi comercializado ao país asiático no período.

As importações de produtos agropecuários cresceram 9,5% no primeiro mês do ano em relação a janeiro de 2024, para US$ 1,841 bilhão, equivalente a 8% do total internalizado pelo País no período.

Entre os principais produtos importados, houve crescimento de 113,7% na aquisição de produtos do complexo sucroalcooleiro; de 36,5% de produtos florestais; de 33,8% de óleo de palma e de 18,7% de malte.

“Além das aquisições desses produtos, houve importações de inúmeros insumos necessários à produção agropecuária no Brasil: fertilizantes (US$ 931,3 milhões; +15,5%) e defensivos (US$ 409,9 milhões; +11,4%)”, destacou a pasta.

O saldo da balança comercial do setor em janeiro ficou positivo em US$ 9,158 bilhões, abaixo dos US$ 9,934 bilhões de igual período de 2024.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado brasileiro de inoculantes em expansão



O gênero Bradyrhizobium se destaca



"Os inoculantes seguem desempenhando um papel estratégico na redução da dependência de fertilizantes nitrogenados"
“Os inoculantes seguem desempenhando um papel estratégico na redução da dependência de fertilizantes nitrogenados” – Foto: Canva

Segundo Tiago Zucchi, fundador da MAVEZ ASSESSORIA, a crescente demanda por práticas agrícolas sustentáveis tem impulsionado o uso de inoculantes no Brasil, promovendo maior qualidade biológica do solo e redução nos custos de produção. Estudos recentes de Andreata e colaboradores (2024) indicam um avanço significativo desse mercado, com 636 produtos registrados até abril de 2024, sendo 366 específicos para a soja. Além disso, feijão e milho representam juntos cerca de 20% dos registros, enquanto os demais se distribuem entre 34 culturas, incluindo amendoim e trigo.  

“É nesse contexto que o uso de inoculantes ganha destaque, promovendo não apenas a melhoria da qualidade biológica do solo, mas também otimizando os custos de produção, tornando a agricultura mais rentável e sustentável”, comenta.

O gênero Bradyrhizobium se destaca, somando 340 registros, com a combinação B. japonicum + B. elkanii como a mais frequente. Também cresce a formulação de produtos com múltiplos isolados, reforçando a eficiência da fixação biológica de nitrogênio. A co-inoculação tem ganhado espaço no campo, e os números refletem essa tendência: na safra 2019/2020, a prática foi aplicada em 25% das áreas de soja, gerando economia de US$ 15,2 bilhões na substituição da ureia, além de um lucro estimado de US$ 914 milhões. Na safra 2022/2023, a adoção aumentou para 35%, consolidando o crescimento dessa tecnologia.  

“Apesar de terem sido introduzidos na agricultura brasileira na década de 1960, os inoculantes seguem desempenhando um papel estratégico na redução da dependência de fertilizantes nitrogenados. Sua adoção contínua não apenas reforça a produtividade agrícola, mas também impulsiona uma agricultura mais sustentável e eficiente para o futuro”, conclui.





Source link

News

Inflação entre 4% e 5% está dentro da normalidade para Plano Real, diz Haddad



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ponderou nesta segunda-feira (17), que o Brasil ter uma inflação em torno de 4% a 5%, está “relativamente” dentro da normalidade para o Plano Real e reforçou que o país deixou para trás o período em que os indicadores de preço superavam o patamar dos dois dígitos.

Ele lembrou, ainda, que o câmbio e a valorização do dólar no mundo pressionaram a inflação. Isso exigiu a ação do Banco Central (BC), que adotou uma política monetária contracionista para controlar a inflação. Com a valorização do real ante o dólar nas últimas semanas, o ministro espera uma estabilização nos preços.

Ele participa do painel “Um caminho para a resiliência dos Mercados Emergentes” na Conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Al-Ula, na Arábia Saudita.

Ajuste fiscal

O ministro defendeu, ainda, a reforma tributária sobre o sistema de consumo e disse que o ajuste fiscal que está em curso não é recessivo. No entendimento do ministro, esse ajuste garantiu uma taxa de crescimento próxima de 3,5% em 2024, mesmo com a elevação dos juros para garantir a convergência da inflação à meta.

“O aumento das taxas será no curto prazo. O dólar voltou a um nível adequado e caiu 10% nos últimos 60 dias. Eu acho que isso vai fazer com que a inflação se estabilize”, afirmou.

Ao iniciar sua fala, Haddad defendeu que o Brasil trabalha para encontrar um caminho de equilíbrio e sustentabilidade, mesmo encarando um ajuste fiscal importante e em meio a adversidades do cenário externo, como o fortalecimento do dólar.

G20

O ministro também falou sobre a presidência do Brasil no G20, reforçando que o País defendeu uma reglobalização sustentável, não só dirigida pelos interesses de mercado, mas também pelo combate às desigualdades regionais e à distribuição de oportunidades econômicas.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, que mediou o debate, reforçou no início de sua fala que o foco na resiliência ganhou relevância nos últimos anos com o aumento da frequência e intensidade dos choques. Por isso, defendeu que as economias tenham capacidade para antecipá-los e também para absorver esses impactos.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sindag pede reforço na fiscalização de drones ilegais



O uso de drones agrícolas é regulado pelo Mapa e pela Anac



“A subida de tom da entidade contra os ilegais busca barrar a concorrência desleal"
“A subida de tom da entidade contra os ilegais busca barrar a concorrência desleal” – Foto: Pixabay

O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) enviará ofícios a órgãos de vigilância agrícola e ambiental estaduais na próxima semana, solicitando apoio no combate a Drones ilegais usados na pulverização de lavouras. O anúncio foi feito na quinta-feira (13) pelo diretor-executivo da entidade, Gabriel Colle, durante reunião com associados do setor. No encontro, também foi apresentado o Plano de Reestruturação da Associação de Drones, com ações previstas para 2025.  

Segundo o Sindag, a maioria dos drones em operação no país não possui registro junto ao Ministério da Agricultura (Mapa), exigência obrigatória para prestadores de serviços e agricultores. A entidade busca coibir a concorrência desleal de operadores que atuam sem seguir normas ambientais e de segurança.  

“A subida de tom da entidade contra os ilegais busca barrar a concorrência desleal de operadores que atuam sem seguir as regras de segurança ambiental e de proteção às pessoas”, indica.

O uso de drones agrícolas é regulado pelo Mapa e pela Anac, exigindo registro do equipamento, maioridade do operador, curso de aplicação remota e supervisão de um engenheiro agrônomo ou florestal. O Sindag defende que os Estados intensifiquem a fiscalização, cruzando dados de compra e registro e realizando inspeções em campo.  

“Porém, a expectativa é de os Estados (que controlam o uso de agrotóxicos e a proteção ao meio ambiente) a estreitar a malha da rede de vigilância sobre a atividade. Por exemplo, com forças-tarefa para  comparar informações sobre compras de equipamentos com os dados de quem realmente registrou seus drones. Isso além de ir a campo para assegurar o cumprimento da lei nas propriedades rurais”, comenta.

 





Source link

News

saiba tintim por tintim o que mexe com os mercados na semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o otimismo dos mercados, impulsionado pela sinalização dos EUA sobre negociações tarifárias e pelo cenário político no Brasil.

O Ibovespa subiu 2,7%, enquanto o dólar recuou 1,26%. A inflação de janeiro avançou 0,16%, mas os núcleos seguem pressionados.

Lá fora, dados fracos do varejo americano derrubaram os juros e o dólar.

Nesta semana, o foco estará na ata do Fed e no IBC-Br de dezembro, que deve apontar alta de 3,2% na comparação anual.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

News

Semana começa com alerta de temporais e possíveis recordes de calor; confira as áreas



Veja como ficam as condições do tempo em todas as regiões do Brasil nesta segunda-feira (17), de acordo com os meteorologistas da Climatempo. Tem temporais e muito calor no horizonte.

Sul

O Rio Grande do Sul entra em alerta para temporais e chuva volumosa. Há chance de raios e granizo em algumas localidades do oeste e norte do estado.

A chuva também aumenta no oeste e sul de Santa Catarina, mantendo-se em forma de pancadas mais localizadas no sudoeste e sul do Paraná.

Não chove no norte paranaense, e o calorão continua na região.

Sudeste

Não há previsão de chuva em grande parte da região. Uma área de alta pressão ganha força na atmosfera, e as quatro capitais do Sudeste terão um dia ensolarado e com tempo firme. Há possibilidade de recorde de calor em áreas dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro

Pouca chuva deve ser registrada no noroeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro.

Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal registram pouca chuva, com pancadas irregulares entre tarde e a noite.

O calorão continua sendo destaque no oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul.

Temporais devem ocorrer na divisa de Mato Grosso com Rondônia, Amazonas e Pará.

Nordeste

Chuva fraca deve ser registrada no norte e oeste da Bahia, assim como no sul do Piauí e no interior da Paraíba e de Pernambuco.

O dia será sol com chuva moderada no leste e sul da Bahia e no litoral do Rio Grande do Norte de Alagoas.

Além disso, devem ocorrer temporais no Maranhão e chuva forte no norte do Piauí e no Ceará.

Norte

O sol e pancadas irregulares devem permanecer marcando o dia no Tocantins e norte de Roraima. Há ainda risco de temporais no Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá e Pará, com possibilidade de raios e ventos de moderada a forte intensidade.



Source link

News

Saiba as projeções da soja em semana de divulgação do USDA



A semana foi marcada pela divulgação do relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe números neutros para o mercado de soja, confirmando a ampla oferta mundial e pressionando as cotações na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O USDA manteve a previsão para a safra norte-americana de soja em 4,366 bilhões de bushels (118,82 milhões de toneladas) para a temporada 2024/25, com produtividade de 50,7 bushels por acre, números que permanecem inalterados desde o mês anterior. Além disso, os estoques finais dos EUA para 2024/25 foram estimados em 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas), abaixo da expectativa do mercado.

No cenário mundial, o USDA indicou uma previsão de safra global de soja de 420,76 milhões de toneladas para 2024/25, uma redução em relação aos 424,26 milhões estimados em janeiro. Para 2023/24, a projeção de produção global foi de 394,97 milhões de toneladas. Já os estoques finais para a temporada 2024/25 estão projetados em 124,34 milhões de toneladas, também abaixo das expectativas do mercado.

Brasil e Argentina

Para o Brasil, o USDA manteve a estimativa de produção para 2023/24 em 153 milhões de toneladas, com previsão de 169 milhões para a safra 2024/25. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também indicou uma safra recorde para o Brasil, com 166,01 milhões de toneladas na temporada 2024/25, representando um aumento de 12,4% em relação à safra anterior, mas com uma projeção conservadora. A Conab havia estimado 166,33 milhões de toneladas em seu levantamento anterior.

Por outro lado, a produção de soja na Argentina sofreu um corte devido às condições climáticas adversas. A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) ajustou suas previsões para a safra 2024/25, passando para 47,5 milhões de toneladas, um número inferior ao intervalo normal de 53 a 53,5 milhões de toneladas.

A previsão do USDA também foi revisada para 49 milhões de toneladas, abaixo dos 52 milhões de toneladas estimados anteriormente. Agora, a expectativa é que as chuvas, que são fundamentais para a safra, tragam pelo menos 40 mm nas próximas duas semanas.

Desafios e expectativas

O cenário atual é de grande atenção, principalmente para a soja na Argentina, onde as condições climáticas podem ainda alterar o prognóstico. Já no Brasil, a expectativa é de uma safra recorde, embora a produção esteja sendo acompanhada de perto devido a variações nas estimativas de diferentes fontes, como a Conab e o levantamento de Safras & Mercado, que aponta uma produção de 174,9 milhões de toneladas.



Source link

News

Inmet e Defesa Civil do RS emitem alerta para risco de chuvas intensas


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiram, neste domingo (16), alertas quanto ao risco de chuvas intensas atingirem boa parte do território gaúcho entre hoje e amanhã (17), podendo causar transtornos em diferentes regiões do estado.

Segundo o Inmet, além do risco de chuvas fortes, entre 30 milímetros (mm) e 60 mm por hora, e de queda de granizo, os ventos podem atingir entre 60 quilômetros (km) e 100 km/h, com riscos de corte de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e estragos.

O aviso do instituto vale das 13h deste domingo às 10h da segunda-feira (17), para a região metropolitana de Porto Alegre e regiões sudoeste, noroeste, sudeste, nordeste, centro ocidental e centro oriental e rio-grandense, além das regiões serrana do estado e para o sul catarinense.

Já a Defesa Civil gaúcha prevê que, nas próximas horas, deve chover muito, em pouco tempo, o que potencializa o risco de cheia de rios, arroios, córregos, pequenos cursos d´água e demais áreas suscetíveis a alagamentos.

“Em função de elevados acumulados previstos, com chuvas de altas intensidades (elevado volume em pouco tempo), é indicada a condição de alerta em praticamente todas as bacias hidrográficas do estado”, comunicou o órgão estadual, que também já emitiu, hoje, alertas para chuvas e ventos fortes, com a possibilidade de queda de granizo, em Eldorado do Sul, Guaíba, Porto Alegre, Viamão, Alvorada, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga, Taquari, Charqueadas, Arroio dos Ratos e Montenegro.

Os órgãos públicos recomendam que, caso sejam surpreendidas por condições adversas de tempo, com perigo iminente, as pessoas devem buscar abrigo imediatamente. Se estiverem em casa, o recomendável é fechar bem portas e janelas. E durante os temporais, retirar os fios de eletroeletrônicos das tomadas, além de abrigar animais e mantê-los em segurança. Também é importante conhecer os planos de contingência municipais para saber como proceder em caso de risco ou desastre. Os planos podem ser obtidos com os órgãos de proteção municipais.



Source link

News

Sensação de calor em São Paulo deve piorar; saiba até quando


A Defesa Civil de São Paulo emitiu, neste domingo (16), um alerta de calor intenso para todo o estado, com temperaturas podendo chegar a 38 °C em algumas localidades. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências do órgão, a elevação da temperatura, provocada por uma massa de ar quente, será sentida em várias regiões paulistas até, pelo menos, a próxima quarta-feira (19).

As temperaturas máximas devem atingir 38 °C na região de Itapeva e no Vale do Ribeira; 36 °C na Baixada Santista e nas regiões de São José dos Campos, Araçatuba, Marília e Presidente Prudente e 35 °C no litoral norte e nas regiões de Bauru e Araraquara.

Já no Vale do Paraíba e nas regiões de Presidente Prudente, Barretos e Franca, os termômetros devem chegar à casa dos 34 °C. E aos 33 °C na região metropolitana da capital paulista e nas regiões de Sorocaba e Campinas.

Segundo a Defesa Civil paulista, nessas circunstâncias, é preciso redobrar a atenção com idosos e crianças, que devem ingerir bastante água a fim de se manterem bem hidratados e protegidos do sol.

Animais de estimação também devem ser mantidos em locais com sombra e água fresca disponível.

Veja recomendações da Defesa Civil para enfrentar onda de calor

  • Evite exposição ao sol entre 10h e 16h;
  • Use protetor solar, boné ou chapéu e roupas leves;
  • Mantenha-se hidratado, bebendo bastante água;
  • Evite atividades físicas intensas ao ar livre durante o calor;
  • Mantenha os ambientes ventilados;
  • Nunca deixe crianças ou animais dentro de veículos estacionados, pois a temperatura interna pode subir rapidamente e causar risco de morte.



Source link

News

Técnica holandesa proporciona bem-estar animal e aumento de produtividade pecuária


Uma técnica desenvolvida nos Países Baixos (popularmente conhecido como Holanda) leva em conta o bem-estar animal e, de forma personalizada, os gargalos em cada propriedade com o objetivo de aumentar a produtividade pecuária. Trata-se da metodologia Cowsignals (sinais da vaca, em tradução livre).

Cada vez mais adotada no Brasil, está diretamente inserida no conceito de sustentabilidade. O gerente de Bovinos da Auster Nutrição Animal, Wiliam Tabchoury, destaca que a metodologia costuma ser bem-sucedida na produção de bovinos de leite e de corte.

Assim, a técnica é baseada em seis fundamentais fatores que interferem, diretamente, na produtividade: alimentação, água, ventilação, iluminação, espaço e descanso.

“A metodologia é prática e científica e identifica os gargalos que podem ser trabalhados e, além disso, priorizar as ações onde elas podem ter mais resultado”.

Nesta linha, Tabchoury aconselha o pecuarista a identificar e a investir em três pontos prioritários que mais são deficitários em sua propriedade para, só então, investir nos outros três.

Identificação de problemas na alimentação

confinamentoconfinamento
Foto: Plínio Queiroz/Canal Rural

O gerente de bovinos esclarece que um dos pontos mais críticos entre os seis gargalos da técnica Cowsignals é a alimentação do animal. Isso porque não basta que a dieta seja bem equilibrada, é preciso se assegurar que o animal ingira os nutrientes necessários.

“O ventre do animal, a barriga, [é um desses indicativos], se ela estiver estufada é uma medida de como esse animal ingeriu na última semana. Se a barriga estiver com o rúmen vazio, ela não ingeriu nas últimas 24 horas. Se a barriga estiver ‘chupada’, o animal não vem se alimentando bem na última semana”.

Neste ponto, a avaliação do escore corporal serve para entender a forma como o animal vem se alimentando nos últimos meses.

“O animal que está mais gordo, está recebendo uma dieta superior à demanda nutricional dele, então seria necessário retirá-lo do lote para ter a dieta ajustada. O mesmo vale para o animal que está muito magro. […] Veja que isso acontece com a mesma dieta que está disponível no coxo porque existem outros fatores que interferem na ingestão e, obviamente, no desempenho do animal”.



Source link