sábado, julho 4, 2026

Agro

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Como ficaram os preços da soja em dia de feriado nos EUA?



O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta segunda-feira (17). Os preços domésticos ficaram nominais, com o feriado nos Estados Unidos deixando a Bolsa de Chicago fechada. O dólar não trouxe efeito sobre as cotações.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 130,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço manteve-se em R$ 124,50
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): preço manteve-se em R$ 112,00
  • Dourados (MS): preço manteve-se em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço manteve-se em R$ 110,50

Chicago

Os mercados financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operaram na segunda-feira, 17, devido ao feriado do Dia do Presidente. Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos, trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não abriram.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,26%, negociado a R$ 5,7119 para venda e a R$ 5,7099 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6952 e a máxima de R$ 5,7217.



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Mais de 70 mil produtores podem ter desconto nos financiamentos de custeio do Plano Safra


Médios e grandes produtores rurais poderão contratar financiamentos de custeio no âmbito do Plano Safra 2024/25 com desconto de 0,5 ponto porcentual nas taxas de juros por boas práticas ambientais.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 71,7 mil produtores estão credenciados em programas de certificação de sustentabilidade da pasta, reconhecidos para o benefício financeiro e aptos a receber o desconto em operações de custeio. São eles:

  • Produção Orgânica: aproximadamente 50 mil produtores
  • Produção Integrada (PI Brasil): cerca de 18 mil
  • Boas Práticas Agropecuárias (BPA): mais de 3 mil produtores 

O desconto no chamado “custeio sustentável” está autorizado desde 2 de janeiro, conforme resolução do Conselho Monetário Nacional (CNM). Mas a implementação do programa atrasou, já que faltava a listagem dos programas e instituições certificadoras reconhecidas pelo governo.

A regulamentação foi publicada em portaria interministerial pelo Ministério da Agricultura e pelo Ministério da Fazenda na última quinta-feira (13).

A portaria reconhece as instituições e organismos certificadores dos programas de produção integrada, boas práticas agrícolas e produção orgânica. No âmbito da Produção Integrada (PI Brasil), o programa reconhece o Instituto Certifica Brasil.

Programas reconhecidos

Sete programas foram reconhecidos no âmbito do Programa de Boas Práticas Agrícolas (BPA):

  • Programa Soja Legal da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja);
  • Programa Certifica Minas Café da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais;
  • Programa Certifica Minas da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais;
  • Programa Boas Práticas Agrícolas IBS do Instituto BioSistêmico;
  • Programa Algodão Brasileiro Responsável da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa);
  • Programa Selo Ambiental do Arroz Rastreado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga/RS); e
  • Protocolo de Sustentabilidade Cooxupé Gerações da Cooperativa Guaxupé

Dentro dos sistemas de produção orgânica, foram reconhecidas 11 instituições certificadoras que poderão emitir os certificados aos produtores rurais. São elas:

  • Instituto Certifica Sociedade Simples;
  • IBD Certificações Ltda.;
  • Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar);
  • Instituto Mineiro de Agropecuária;
  • Ecocert Brasil Certificadora Ltda.;
  • Agricontrol OIA Ltda.;
  • Associação dos Produtores Orgânicos do Tapajós;
  • Central de Associações de Produtores Orgânicos Sul de Minas;
  • Associação de Agricultura Orgânica e Agroecologia da Zona da Mata/MG;
  • Associação de Agricultura Biodinâmica do Sul (ABD-SUL); e
  • Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (Abio)

Os produtores que tiverem a chancela das certificações dessas instituições passarão a ter direito ao benefício, chamado de juros verdes pelo governo.

A portaria interministerial estabelece que as instituições certificadoras serão as responsáveis pelo cumprimento dos critérios dos programas reconhecidos pelos seus produtores certificados, sendo passíveis de comprovação e verificação. As instituições devem assegurar que os produtores rurais certificados cumpram os requisitos estabelecidos nos programas.

Em caso de descumprimento dos critérios de práticas sustentáveis a instituição certificadora e os produtores certificados poderão ser penalizados, nos termos da legislação vigente, perdendo o direito à bonificação prevista na Resolução CMN nº 5.152, de 3 de julho de 2024.

A relação das instituições reconhecidas pela portaria interministerial pode ser revista a qualquer momento, prevê a normativa.

Para concessão do desconto aos produtores rurais, as instituições financeiras deverão validar as informações na Plataforma AgroBrasil + Sustentável (AB+S) por meio da consulta de práticas agropecuárias sustentáveis.

Cumprimento das regras de concessão

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Foto: Pixabay

Os bancos devem checar se os produtores cumprem as regras para concessão de descontos por meio dos dados informados na plataforma. As instituições e certificadoras reconhecidas pelo governo devem manter atualizadas as informações dos produtores na plataforma AB+S, em especial quanto a mudança de classificação, inclusão ou exclusão de produtores certificados.

O rebate nos juros será feito pelos agentes financeiros no momento da contratação das linhas quando a certificação ativa dos programas deve ser verificada.

O desconto é válido para operações contratadas até 30 de junho dentro do Plano Safra atual, ou seja, pode ser utilizado nas operações de custeio da safra de inverno. Outros 0,5 ponto porcentual de desconto nos juros pode ser obtido pelos produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado – pouco mais de 105 mil.

Médios e grandes produtores que contrataram financiamentos no RenovAgro (Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis, antigo ABC+) nos últimos cinco anos também poderão receber o abatimento adicional de 0,5 ponto porcentual nos juros para as áreas relacionadas com o investimento anterior – público estimado em 9 mil produtores rurais.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estiagem preocupa produtores de soja em Santa Catarina



Falta de chuva pode comprometer safra de soja no estado




Foto: United Soybean Board

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que, apesar das boas condições gerais das lavouras de soja em Santa Catarina, a redução das chuvas nas últimas semanas acendeu um alerta para os produtores.

O clima mais seco pode comprometer lavouras em fases mais suscetíveis, como floração e formação de grãos. Algumas áreas precoces já começaram a ser colhidas, mas ainda de forma pouco representativa.

A segunda safra de soja segue indefinida no estado. Alguns produtores iniciaram o plantio em áreas de milho silagem, mas muitos ainda estão indecisos. Com o zoneamento agrícola encerrado em 30 de janeiro, há possibilidade de que parte da área seja redirecionada para o feijão-safrinha.

O maior impacto do clima seco vem sendo registrado no oeste catarinense, onde a estiagem leve, observada desde dezembro, já compromete o desenvolvimento da soja. As lavouras implantadas mais tarde sofrem déficit hídrico, aumentando a preocupação dos agricultores.

Apesar dos desafios climáticos, as condições fitossanitárias das lavouras são consideradas boas. Os produtores vêm sendo orientados a monitorar possíveis focos de ferrugem asiática, doença que pode se intensificar conforme avança o ciclo da cultura.

Diante desse cenário, os órgãos de assistência técnica recomendam que os produtores analisem cuidadosamente as condições do solo antes de prosseguir com a semeadura, minimizando os riscos de perdas na safra.





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Coração no campo e dedicação desde jovem: Alberto Schlatterer e sua história com a soja



O candidato ao Prêmio Personagem Soja Brasil de hoje é o produtor de soja Alberto Schlatterer, de Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Filho de imigrantes suíços, Alberto compartilha sua história de vida e trabalho no campo, onde seus pais, em 1921, enxergaram no Brasil uma oportunidade de crescimento. Eles chegaram ao país na lua de mel e, em Presidente Venceslau, construíram um pequeno rancho à beira de um córrego e começaram a plantar café.

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Alberto conta que, apesar de não ter tido a oportunidade de cursar uma escola formal, sua infância foi marcada por muito esforço e dedicação. ”Eu não tive oportunidade de estudar, fui até a escola até os 7 anos, mas sempre acreditei no esforço pessoal”, lembra ele. Desde muito jovem, com apenas 10 anos, já estava ajudando no trabalho rural. Aos 15 anos, já possuía duas bezerras, que comprou com seu próprio dinheiro, resultado do trabalho árduo.

Ele destaca a importância de seu pai, que sempre foi um exemplo de vida e dedicação, algo que a sociedade reconheceu ao longo dos anos. Quando a família se mudou para o Paraná, Alberto usou o dinheiro da venda de suas bezerras para plantar 500 pés de café. A partir daí, seu trabalho foi crescendo, e ele acredita que o segredo do sucesso está na perseverança e na visão de longo prazo.

Hoje, ele é um grande defensor do agronegócio e tem o maior prazer em transmitir esse legado para seus descendentes. “Não só penso nos meus filhos como também nos meus netos e bisnetos, que estão chegando, para que eles também tenham essa visão de que o importante não é você saber, mas é o que os outros acham de você”, afirma.

Alberto é grato pela soja, uma cultura que considera abençoada. “Mesmo que você tenha uma terra fraca, se conseguir plantar soja, cada ano ela vai ser melhor”, destaca ele, refletindo sua experiência com a produção dessa commodity.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de algodão avança no Tocantins e Piauí



Chuvas impulsionam lavouras de algodão no Tocantins




Foto: Canva

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta um cenário positivo para o algodão nos estados do Tocantins e Piauí.

No Tocantins, 90% da área prevista já foi semeada, confirmando a tendência de expansão em relação à safra anterior. As chuvas regulares vêm favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras, além de permitir a realização de tratos culturais essenciais, como fertilização e controle fitossanitário.

No Piauí, a primeira safra, cultivada em sequeiro, já foi totalmente implantada e apresenta boas condições vegetativas. Enquanto isso, as áreas de segunda safra estão em fase de preparação e semeadura, com apoio da irrigação suplementar quando necessário.

Com o avanço da produção em áreas irrigadas, a expectativa é de um aumento expressivo na área cultivada em relação ao ciclo anterior. Apesar de desafios pontuais relacionados a solo, clima e sanidade, a projeção para a safra é otimista, com boa produtividade esperada.





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Onda de calor avança e temperaturas passam de 40°C; saiba até quanto isso vai durar


A onda de calor que já atinge diversas regiões do Brasil deve se intensificar nos próximos dias, elevando as temperaturas para acima de 40 ºC em estados do Sudeste, Centro-Oeste, Sul e parte do Nordeste. No Rio de Janeiro, os termômetros podem superar os 41,8ºC, enquanto em Mato Grosso do Sul, máximas acima dos 40 ºC já foram registradas.

Segundo o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, a massa de ar quente e seco, associada a uma alta pressão atmosférica, inibe a formação de nuvens e dificulta a ocorrência de chuvas volumosas.

No interior de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia, a onda de calor deve persistir até 23 de fevereiro, aumentando os impactos na agricultura e na população.

Impactos na produção agrícola

O calor intenso e a baixa umidade do solo preocupam produtores rurais, pois podem comprometer a produtividade dos grãos, especialmente em áreas onde a fase de desenvolvimento das lavouras ainda não foi concluída. Em regiões como o sul de Mato Grosso e o centro-norte de Goiás, a falta de chuvas significativas agrava o estresse térmico das plantas, reduzindo a qualidade das colheitas.

No interior da Bahia e Pernambuco, as temperaturas acima de 34 ºC e a demora para a chegada de chuvas volumosas reforçam a necessidade de monitoramento das condições climáticas, especialmente para culturas dependentes de boa umidade no solo.

Onda de calor.Onda de calor.
Fonte: Climatempo

Previsão por regiões

Sudeste

A alta pressão predomina e mantém as temperaturas elevadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. No interior paulista e no Triângulo Mineiro, as máximas podem ultrapassar 40 ºC.

A partir do fim de semana, uma frente fria pode amenizar o calor no sul de São Paulo, trazendo chuvas volumosas. No entanto, em Minas Gerais e Espírito Santo, a onda de calor deve persistir até 23 de fevereiro.

Centro-Oeste

As temperaturas seguem elevadas, com máximas acima de 36 ºC em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

A partir de quarta-feira (21), pancadas de chuva podem amenizar o calor no sul de Mato Grosso do Sul, enquanto no centro-norte de Goiás e sul de Mato Grosso, o calor continuará intenso.

Nordeste

O interior da Bahia e de Pernambuco permanece sob calor intenso, com máximas superiores a 34 ºC. A chegada de chuvas mais significativas está prevista apenas para a última semana de fevereiro, trazendo alívio temporário para as regiões mais secas.

No Piauí, Tocantins e Maranhão, as chuvas começam a aumentar ao longo da semana.

Sul

O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão sob alerta para temporais, com possibilidade de queda de granizo e ventos acima de 100 km/h.

A chegada de frentes frias pode reduzir as temperaturas em algumas áreas, mas o calor deve retornar ao Rio Grande do Sul ao longo da semana.

Norte

O Amazonas e Rondônia enfrentam chuvas intensas, com acumulados acima de 300 mm, prejudicando a logística e os trabalhos no campo. Enquanto isso, o calor continua no Acre e Roraima, mantendo condições de estresse térmico para os produtores rurais.

Tendências para os próximos dias

A expectativa é que a onda de calor se mantenha até 23 de fevereiro, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste. A partir do fim do mês, chuvas mais volumosas devem amenizar as temperaturas no interior de São Paulo, sul de Goiás e Mato Grosso do Sul.

No entanto, a previsão indica que, a partir de abril, as chuvas devem diminuir, marcando a transição para um período mais seco em diversas regiões.



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universidade desenvolve técnica para identificar fraudes com 99% de precisão


O azeite de oliva é um dos produtos agropecuários mais fraudados do mundo. Com a quebra de safra em Portugal e Espanha em 2024, os países que mais produzem o óleo vegetal, os preços tiveram grande alta nos supermercados, o que, por sua vez, intensificou a adulteração.

Pensando nisso, uma inovação desenvolvida na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP) alia sensoriamento em micro-ondas e inteligência artificial para quantificar até 5% de adulterantes em azeite de oliva extravirgem.

De acordo com o pesquisador Júlio Alarcon, autor da dissertação que detalha o estudo, o método é capaz de identificar óleos de soja, milho, girassol e canola com precisão de 99,2%.

Segundo ele, trata-se de uma solução mais acessível e prática em comparação às técnicas tradicionais, como ressonância magnética nuclear. Além de garantir menor custo, o sistema apresenta potencial para aplicação em larga escala na indústria e no mercado consumidor por permitir a fabricação de dispositivos portáteis.

“Nosso objetivo foi criar uma tecnologia acessível e eficiente para detectar adulterações em azeite de oliva, algo que, com os métodos tradicionais, exige equipamentos caros e pessoal especializado. Com o sensor planar em micro-ondas, conseguimos identificar adulterantes como óleo de soja e canola com alta precisão, além de quantificar os níveis de adulteração de forma prática e portátil.”.

Atuação em amostras de azeite

Alarcon detalha que o sensor desenvolvido opera a partir da análise da permissividade eletromagnética das amostras de azeite, ou seja, como o material reage à presença de um campo elétrico e influencia a interação entre cargas elétricas no seu interior.

Assim, em conjunto com redes neurais artificiais, o sistema é capaz de detectar não apenas a presença de adulterantes, mas também qual é o adulterante e sua quantidade, com margem de erro inferior a 2%.

Tecnologia de micro-ondas

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Foto: Reprodução/ Arquivo do pesquisador

A base do sistema desenvolvido está na tecnologia de micro-ondas, que utiliza frequências semelhantes às de sinais de Wi-Fi e celulares para analisar as propriedades do azeite. Um sensor planar, composto de tiras de cobre em uma placa, é inserido no material a ser analisado, emitindo sinais de micro-ondas e medindo a resposta eletromagnética do material analisado e previamente alocado.

“O sensor interage diretamente com o azeite, captando variações no ambiente que indicam a presença de adulterantes. É como uma espectrometria de micro-ondas, que detecta mudanças sutis nas propriedades do óleo”, destaca o pesquisador.

De acordo com ele, o funcionamento envolve a emissão de sinais eletromagnéticos por um lado do sensor e sua captação do outro. O sistema compara a entrada e a saída do sinal para identificar diferenças no perfil de permissividade do azeite puro em relação a misturas adulteradas.

“O sensor é imerso no óleo e detecta até mesmo alterações muito pequenas, graças à sensibilidade da tecnologia e ao refinamento das redes neurais que processam os dados”, detalha.

Para o pesquisador, além de sua eficiência, a tecnologia se destaca pela simplicidade. Com ajustes para torná-lo portátil, o sistema pode ser usado em laboratórios ou por profissionais do mercado de azeites.

“Nosso objetivo é que qualquer pessoa, com o mínimo de instrução, possa utilizar o sensor para identificar fraudes rapidamente”, afirma o pesquisador.

Redes neurais

O coautor do trabalho e pesquisador e professor no Grupo de Metamateriais: Microondas e Óptica (GMeta) do Departamento de Engenharia Elétrica e Computação da EESC,Vinicius Marrara Pepino, afirma que as redes neurais artificiais foram fundamentais para o sucesso da pesquisa.

Isso porque elas permitiram o processamento e a análise dos dados coletados pelo sensor de micro-ondas. Segundoe ele, essas redes são responsáveis por identificar padrões nos sinais captados, diferenciando os tipos de adulterantes e quantificando suas proporções.

“O sensor sozinho nos dá as informações brutas, mas é a rede neural que faz a mágica de transformar esses dados em resultados precisos, como identificar o tipo de óleo misturado e a porcentagem de adulteração”, conta.

Durante o desenvolvimento, os pesquisadores treinaram a rede neural com dados de 260 amostras, incluindo azeites puros e adulterados com óleos de soja, milho, girassol e canola. Para garantir precisão, foram aplicadas técnicas de pré-processamento que ajustaram os dados e minimizaram erros.

“Testamos diferentes configurações, desde redes mais simples, com duas camadas, até modelos mais complexos para encontrar o equilíbrio ideal entre eficiência e precisão”, detalha Pepino. “No final, conseguimos um sistema que atinge até 99% de acerto”, diz.

A rede neural utilizada foi configurada com perceptrons multicamada (MLP), “neurônios artificiais” que recebem, processam e transmitem informações, empregando arquiteturas com duas ou quatro características de entrada. Ela opera em um modelo no qual os dados fluem da camada de entrada para a saída e passam por uma ou mais camadas ocultas.

Esse modelo desenvolvido pode ser ajustado para detectar adulterações em outros produtos ou até mesmo para monitorar processos industriais. “A ideia é expandir o uso dessa tecnologia para diferentes aplicações, mantendo a simplicidade e a eficiência do sistema”, prospecta o pesquisador.

A pesquisa completa está disponível aqui.



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Atenção ao calor intenso nas lavouras de soja! Veja como fica o tempo no país



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil nos próximos dias indica condições favoráveis para algumas regiões, mas também desafios para outras. A frente fria que avançou no fim de semana trouxe chuvas ao Rio Grande do Sul, responsável por contribuir para a recuperação do déficit hídrico nas lavouras de soja.

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O que vem por aí?

Nos próximos dias, a chuva deve se deslocar para o Paraná e Santa Catarina, com previsão de mais de 80 mm de precipitação acumulada em 5 dias. Essa quantidade de chuva é uma excelente notícia para os produtores dessas regiões, que esperam melhorar as condições de solo e favorecer o desenvolvimento das culturas de soja.

Enquanto isso, no Sudeste, a onda de calor continua, o que favorece a maturação e a colheita da soja. No entanto, os produtores em Minas Gerais e São Paulo devem redobrar a atenção, pois as máximas podem ultrapassar os 36°C e chegar aos 40°C no interior paulista. A recomendação é de cuidados extras durante os trabalhos no campo, devido ao calor intenso.

Chuvas no Centro-Oeste

Na região Centro-Oeste, as chuvas devem chegar ao sul de Mato Grosso do Sul, mas não serão suficientes para aliviar o calor extremo que atinge Goiás, o norte de Mato Grosso do Sul e o sul de Mato Grosso. Com previsão de 20 mm de chuva em 5 dias nessas áreas, a onda de calor persistirá, e as temperaturas devem continuar próximas aos 37°C a 38°C.

Na região Nordeste, a situação também é desigual. No Tocantins e no Maranhão, a previsão é de muita chuva, o que pode prejudicar as operações no campo. Por outro lado, no centro-sul do Piauí e na Bahia, as condições de trabalho devem seguir normalmente, sem grandes interrupções.

O tempo no Norte do país

Na região Norte, a chuva é esperada em Rondônia e no Pará, com destaque para áreas como São Félix do Xingu e Altamira, que podem registrar mais de 100 mm de precipitação nos próximos dias. No entanto, em locais como Paragominas e Santarém, a chuva será mais moderada, na casa de 50 mm em 5 dias, o que pode melhorar as condições para as operações no campo e viabilizar os trabalhos.



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veja a previsão da semana


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou informativo sobre as condições de chuva e temperaturas para as cinco regiões do país entre esta segunda-feira (17) e a próxima (24). Confira:

Sul

A semana inicia com áreas de instabilidade em toda a Região Sul devido a atuação de um sistema frontal no oceano. Contudo, essa condição se afastará a partir de quarta-feira (19), permitindo que o tempo volte a ficar firme em grande parte do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina e no Paraná, a tendência é de pancadas de chuva ao longo da semana, com possibilidade de acumulados acima de 80 mm em algumas áreas (tons de vermelho no mapa abaixo).

Sudeste

A tendência é de tempo firme em grande parte de Minas Gerais, com possibilidade de pancadas de chuvas no final da tarde, típicas de verão. Devido à combinação de calor e umidade, o mesmo ocorre no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Já em São Paulo, a semana inicia com tempo firme em grande parte do estado. Contudo, a passagem de um sistema frontal pelo oceano favorecerá instabilidades, principalmente na faixa leste do território. Os maiores acumulados de chuvas estão previstos para o sudeste paulista, com volumes acima de 60 mm.

Centro-Oeste

mapa de chuvamapa de chuva
Foto: Reprodução Inmet

A combinação de calor e umidade mantém áreas de instabilidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e oeste de Goiás, que favorecerão pancadas de chuvas ao longo da semana. Acumulados acima de 40 mm estão previstos para o noroeste mato-grossense, enquanto que no leste desse estado, em grande parte do Goiás e de Mato Grosso do Sul, a tendência é de redução das precipitações, com volumes abaixo de 40 mm.

Nordeste

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorecerá a chuva no norte do Maranhão, do Piauí e do litoral do Ceará, com chuvas previstas acima de 80 mm. Na faixa leste da região, as precipitações poderão ocorrer em pontos isolados na forma de pancadas, com acumulados inferiores a 20 mm, enquanto na parte central da Bahia e de Pernambuco, a tendência é de tempo firme nos próximos dias.

Norte

As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade mantém as pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm na maior parte da região, com exceção de Roraima, onde as chuvas serão mais escassas, com volumes inferiores a 20 mm. As chuvas podem superar 100 mm (tons de vermelho a rosa) no Acre, sudoeste e noroeste do Amazonas e faixa central e nordeste do Pará. A ZCIT posicionada mais a sul provocará acumulados acima de 100 mm no nordeste do Pará e em áreas do leste do Amapá.

Temperaturas da semana

Para os próximos dias, as temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte do Nordeste, com valores entre 28°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C em algumas localidades do interior.

Na Região Norte, as máximas estarão entre 26°C e 34°C em grande parte da região. No Centro-Oeste e Sudeste, a semana também inicia com os termômetros lá em cima, variando entre 28°C e 38°C em grande parte dos territórios, com tendência a permanecer assim ao longo da semana.

Enquanto isso, na Região Sul, as temperaturas permanecem elevadas no sudoeste do Rio Grande do Sul, com valores entre 30°C e 34°C. Contudo, a partir de sexta-feira (21), a tendência é de aumento em todo o estado, com possibilidade de formação de uma nova onda de calor, permitindo que os termômetros ultrapassem 38°C em algumas localidades.

Enquanto isso, em Santa Catarina e no sul do Paraná, as condições estarão mais amenas, entre 18°C e 26°C, mas com tendência de elevação a partir de quinta-feira (20).



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Bebida de soja é distribuída para alunos da APAE



O programa Agrosolidário, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) continua com a missão de oferecer suporte essencial a diversas instituições em Mato Grosso, incluindo a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Tapurah. A iniciativa fornece a bebida de soja, que tem se mostrado importante nutriente para a alimentação e saúde de muitas crianças e jovens atendidos por essas entidades.

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Na unidade de Tapurah, que oferece cuidados especiais a 96 alunos, a bebida de soja fortalece a nutrição e se revela um aliado importante no processo de desenvolvimento. A bebida tem sido muito bem aceita pelos alunos, sendo utilizada em diversas preparações, como sucos, mingaus e bolos. Para muitos, que enfrentam uma alimentação escassa em casa, ela representa uma fonte nutricional valiosa, contribuindo significativamente para o bem-estar e a saúde dos estudantes.

Além dos cuidados com a saúde física, a instituição também se dedica a proporcionar lições de vida e motivação aos alunos. O trabalho realizado ali ensina a valorizar a vida de maneira única, especialmente ao observar o sorriso de uma criança com limitações recebendo carinho e acolhimento.

O impacto positivo da bebida de soja é visível também nas famílias. Para os pais de alunos com necessidades específicas, como o autismo, o suplemento foi aceito com facilidade, trazendo benefícios para a alimentação dos filhos. Muitas vezes, os alunos são seletivos com os alimentos, mas a bebida de soja tem se mostrado uma alternativa importante e bem-vinda no cotidiano das famílias.

Professores que acompanham o desenvolvimento dos alunos também destacam o sucesso do programa. A bebida tem sido especialmente bem aceita pelos alunos, com destaque para a versão de banana. Além disso, as famílias se empenham em criar receitas como mousse e ganache, que têm sido sucesso entre todos, reforçando o impacto positivo do programa Agrosolidário na comunidade.



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