sábado, julho 4, 2026

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BNDES vai estruturar PPP de hidrovias nos rios Tapajós e Tocantins



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) assinaram nesta segunda-feira (17), um contrato para a estruturação do projeto de parceria para investimento e administração das hidrovias dos rios Tapajós e Tocantins. As hidrovias somam 2.400 km de extensão de vias navegáveis.

De acordo com o BNDES, o projeto tem como objetivo viabilizar investimentos para ampliação de capacidade, dragagens de manutenção, sinalização, monitoramento e incremento da segurança da navegação, transformando o que atualmente são rios navegáveis em hidrovias de fato.

“Ambos os rios enfrentam desafios comuns, como a necessidade de investimentos em dragagem e sinalização, especialmente em épocas de seca, conferindo perenidade para navegação ao longo do ano e um serviço de maior qualidade aos usuários transportadores de cargas”, explicou o banco de fomento em nota.

A parceria tem potencial para elevar em até 10 vezes volume movimentado de cargas, informou.

Prioridade

As duas hidrovias estão entre os seis “Trechos Hidroviários Estratégicos” definidos no Plano Geral de Outorgas (PGO) da ANTAQ, sendo priorizadas pela política pública federal com base em critérios como o volume atual de transporte e o potencial de crescimento.

A Hidrovia do Tapajós (650 km) é estratégica para a transferência de granéis sólidos vegetais oriundos principalmente do Mato Grosso, que seguem para transbordo em instalações portuárias aptas ao transporte marítimo em Santarém (PA), Santana (AP) ou Barcarena (PA).

A Hidrovia do rio Tocantins (1750 km) conecta o Centro-Oeste do Brasil ao Oceano Atlântico. Atualmente, a navegação de grande porte ocorre predominantemente entre o Porto de Vila do Conde (PA) e a foz do rio. O trecho entre Marabá (PA) e Barcarena (PA) também apresenta atividade de navegação comercial

“A maior utilização das hidrovias viabiliza o transporte de grandes volumes de carga de forma eficiente e com menor impacto ambiental em comparação ao transporte rodoviário. Além de reduzir as emissões de CO2, promovem o desenvolvimento regional, ao facilitar o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial da região, gerando empregos e renda para a população”, explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.



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Após o Japão, missão do Mapa realiza reuniões no Vietnã



Com o objetivo de reforçar os laços comerciais e oportunidades para o agronegócio brasileiro, uma equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve em visita oficial ao Vietnã, entre os dias 13 e 15 de fevereiro. Entre os principais temas discutidos estavam os investimentos no setor agropecuário e os avanços na abertura do mercado vietnamita para carnes bovina, suína e de frango do Brasil.

A delegação foi liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira Pinto, contou com representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e de exportadores brasileiros.

Durante a estadia em Hanói, capital do Vietnã, foram realizadas reuniões de trabalho com autoridades locais, incluindo o primeiro-ministro, Pham Minh Chính, a vice-ministra do Planejamento e Investimentos, Nguyen Thi Bich Ngoc, e o vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MARD), Phung Duc Tien.

Além das reuniões institucionais, a delegação também se reuniu com representantes do setor privado, como a Associação Vietnamita de Varejistas (AVR), importadores e distribuidores. O encontro possibilitou a identificação de novas oportunidades de negócios, reforçando o compromisso do Brasil em expandir sua presença no mercado internacional e fortalecer parcerias estratégicas.

Histórico

As relações comerciais entre Brasil e Vietnã têm crescido nos últimos anos. Em 2023, o fluxo comercial entre os dois países atingiu US$ 6,8 bilhões, com a expectativa de alcançar US$ 10 bilhões até 2030. O Vietnã se consolidou como um dos principais destinos das exportações brasileiras do agronegócio, ocupando a 5ª posição no ranking de parceiros comerciais do setor.

Além do milho, algodão e carnes, recentemente, o governo vietnamita autorizou a importação de alimentos para cães e gatos contendo ingredientes de origem animal provenientes do Brasil, abrindo novas oportunidades para o setor de pet food brasileiro.

Antes do Vietnã, a missão do Mapa também esteve no Japão. Em nota, o ministério reforçou o compromisso da pasta em abrir novos mercados e consolidar a competitividade do agronegócio brasileiro, promovendo oportunidades que beneficiam produtores e exportadores do país.



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veja os destaques do dia



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o foco do mercado no cenário doméstico após o feriado nos Estados Unidos. O Ibovespa subiu 0,26%, mantendo os 128 mil pontos, enquanto o dólar avançou 0,29%, para R$ 5,71.

O IGP-10, por sua vez, teve alta de 0,87% em fevereiro, e o IBC-Br registrou queda de 0,7% em dezembro, mas acumula nove altas anuais seguidas.

Lá fora, investidores monitoram a reunião EUA-Rússia sobre a guerra na Ucrânia. Hoje, o destaque fica para dados de inflação no Brasil e balanços do Carrefour, GPA e Iguatemi.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!



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Chuva ganha força em três regiões do país, mas calorão não dá folga em todo o país



Sul

A frente fria começa a se deslocar entre a costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Tempo segue instável sobre a porção noroeste e norte gaúcha, com condições para chuvas pontuais e persistentes entre o planalto, serra e litoral norte. Em território catarinense, predomínio de tempo instável ao longo de todo o dia, com a chuva ganhando força no decorrer da terça-feira. Nas primeiras horas do dia, haverá condições para pancadas sobre alguns pontos do interior de Santa Catarina. No Paraná, por sua vez, as pancadas avançam sobre o sul do estado ainda no fim da manhã e se espalham no decorrer do dia.

Sudeste

Fluxo de umidade associado à circulação dos ventos em baixos níveis da atmosfera deve favorecer algumas instabilidades sobre São Paulo, com a chuva adotando comportamento irregular e mal distribuído. No Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo, predomínio de tempo firme e bastante sol. Em todos os estados do Sudeste o calor será bastante intenso.

Centro-Oeste

O calor e a umidade seguem atuando como precursores da chuva. Fluxo de umidade em baixos níveis da atmosfera concentra a chuva entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Goiás e Distrito Federal com maior predomínio de tempo firme e bastante sol. Em todos os estados, os termômetros seguem apresentando elevação significativa ao longo do dia.

Nordeste

Circulação de ventos marítimos mantém as instabilidades atuantes sobre a costa leste, que fica sob condição de pancadas de chuva com raios ao longo do dia. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continua reforçando a chuva sobre a costa norte. Destaque segue entre o Maranhão e o Piauí. Sertão com maior predomínio de tempo firme e bastante calor.

Norte

Risco para temporais e volumes elevados continua sobre todos os estados da região, com destaque para Amazonas, Acre, Rondônia, parte de Roraima e do Pará. A ZCIT influencia a continuidade das instabilidades no Amapá. No Tocantins, há condições para pancadas de chuva irregulares, concentradas no período da tarde.



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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de umidade prejudica crescimento de pastagens



Milheto e capim-sudão sofrem atraso no crescimento




Foto: Canva

O boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), aponta que as condições das pastagens no Rio Grande do Sul variam conforme a região, com chuvas favorecendo algumas áreas e estiagem prejudicando outras.

Na região de Bagé, as pastagens de sorgo forrageiro, milheto e capim-sudão apresentaram bom rebrote após as chuvas de 5 de fevereiro. No entanto, em São Gabriel, as pastagens de braquiárias, panicuns e capim-elefante apresentam crescimento reduzido, exigindo menor carga animal para evitar desfolha excessiva.

Já em Santa Margarida do Sul, a situação é mais crítica, com novas queimadas atingindo grandes áreas de campo nativo.

Na Serra Gaúcha, a luminosidade e as temperaturas favoreceram o desenvolvimento das forrageiras, mas o estresse hídrico limitou o crescimento das pastagens. O capim-sudão e o milheto estão com desenvolvimento atrasado devido à baixa umidade.

No Alto Vale do Taquari, em Dois Lajeados, as chuvas regulares beneficiaram as pastagens. Já em Teutônia e Montenegro, no Baixo Vale do Taquari e Vale do Caí, a falta de chuvas e o calor excessivo dificultaram o crescimento forrageiro, com ataques de cigarrinhas e lagartas sendo registrados.

 

  • Passo Fundo: a escassez de chuvas impactou o crescimento do campo nativo, exigindo roçadas para controle de invasoras.
  • Santa Maria: chuvas beneficiaram as pastagens da Quarta Colônia, mas em São Francisco de Assis, a baixa oferta forrageira tem levado ao uso intensivo de feno, silagem e ração, aumentando os custos de produção.
  • Santa Rosa: há perda significativa de área foliar em tiftons devido à seca. No milheto e capim-sudão, observa-se menor consumo pelos animais, possivelmente devido à presença de alcaloides nas folhas.

     






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Variedade de feijão-guandu melhora nutrição animal e reduz custos


Pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) concluíram um estudo que avaliou a adaptabilidade de cultivares de feijão-guandu ao Semiárido brasileiro. O objetivo era encontrar uma variedade que proporcionasse maior economia na alimentação de caprinos, ovinos e bovinos. A pesquisa apontou a cultivar comercial Super N como a mais indicada para a região, apresentando produtividade média de 6,2 mil quilos por hectare (kg/ha) de matéria seca de forragem.

A pesquisa, conduzida ao longo de três anos, foi realizada em áreas experimentais em Sobral (CE), Boa Viagem (CE) e Sumé (PB). Os cientistas analisaram 21 genótipos, sendo quatro cultivares comerciais e 17 experimentais.

A avaliação considerou dias de florescimento, altura das plantas e produtividade de grãos, fatores essenciais para a escolha da variedade mais estável frente às condições climáticas do Semiárido.

Foto: Fernando Guedes/EmbrapaFoto: Fernando Guedes/Embrapa

Os resultados mostraram que todos os genótipos avaliados tiveram produtividade de matéria seca entre 4,6 mil e 9 mil kg/ha. A cultivar Super N destacou-se por apresentar 16% mais produtividade de grãos em relação à segunda melhor opção, a Iapar 43.

O desempenho da Super N supera em mais de 2 mil kg/ha a produtividade de outras cultivares já indicadas para o Semiárido, como a Taipeiro, que registrou apenas 2,49 mil kg/ha. A pesquisa foi realizada com o apoio da Embrapa Pecuária Sudeste (SP), Instituto Federal do Ceará (IFCE) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Melhoramento genético do feijão-guandu

O melhoramento genético do feijão-guandu no Brasil começou na década de 1970, com pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Embrapa Cerrados (DF), Embrapa Pecuária Sudeste (SP) e Embrapa Semiárido (PE). O grão tem sido utilizado para rotação de culturas, melhoria da qualidade do solo e produção de grãos para consumo humano.

Segundo o pesquisador Fernando Guedes, líder do estudo na Embrapa, o guandu é uma cultura altamente adaptável. No Sudeste, por exemplo, ele é utilizado na rotação com cana-de-açúcar e amendoim, além de ser cultivado em quintais por sua longevidade – podendo produzir por até quatro anos sem necessidade de replantio.

Impacto na pecuária do Semiárido

A pesquisa representa um avanço para produtores de caprinos e ovinos no Semiárido, que necessitam de opções de alimentação mais eficientes e acessíveis. Sumé (PB), uma das maiores regiões de produção de caprinos leiteiros no Brasil, é um dos locais beneficiados pela parceria entre Embrapa e UFCG.

Com a conclusão do estudo, a Embrapa iniciará a validação da cultivar em propriedades maiores. A próxima etapa inclui dias de campo para produtores e a divulgação das formas de aquisição das sementes.

Benefícios do guandu

O feijão-guandu, também chamado de andu, é uma leguminosa originária da África que se adaptou bem ao solo e clima do Brasil. Seus grãos são ricos em proteínas, fibras, vitaminas e minerais. Além disso, a planta fixa nitrogênio no solo, tornando-se uma alternativa sustentável para recuperação de terras degradadas.

Na alimentação animal, o guandu fornece proteína e energia para caprinos, ovinos, bovinos e aves. Sua forragem pode ser utilizada na forma de feno ou silagem, reduzindo a dependência de farelos de soja e milho, que possuem custos mais elevados.

“Ao incorporar o guandu na dieta dos animais, o produtor consegue diminuir custos com ração concentrada e melhorar o balanço nutricional da alimentação, aumentando a oferta de proteína para o rebanho”, explica Guedes.

Com a validação final e a introdução da cultivar no mercado, a expectativa dos pesquisadores é que o feijão-guandu Super N amplie a produtividade do Semiárido, garantindo um novo recurso para pequenos e médios produtores da região.



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Cooperativa mineira encerra atividades e deixa cafeicultores no prejuízo


A Cooperativa Central de Muzambinho (Coocem), no sul de Minas Gerais, encerrou as atividades e supreendeu os produtores de café do município e também os da cidade ao lado, de Nova Resende.

Isso porque a sede da empresa está fechada desde 11 de fevereiro e os cafeicultores não conseguem acesso às informações sobre as sacas de café que estavam estocadas no armazém da cooperativa.

A equipe da EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, esteve na sede da Coocem em Muzambinho e não encontrou ninguém que pudesse dar esclarecimentos. Por enquanto, dois produtores de Nova Resende registraram boletim de ocorrência.

A reportagem do Canal Rural tentou contato com a cooperativa por telefone, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Muzambinho, Cleber de Oliveira Marcon, disse ao portal G1 que o proprietário da cooperativa comunicou aos produtores, por meio de um áudio, que honrará com os pagamentos.

Marcon afirmou que um levantamento para identificar a quantidade de produtores lesados e o valor devido a eles está sendo feito.

A Central de Cafés, marca ligada à cooperativa, divulgou nota afirmando que o fechamento foi para a adequação dos negócios e que em breve os serviços serão reestabelecidos:

comunicado cooperativa cafécomunicado cooperativa café
Foto: Reprodução Redes Sociais

“A gente está pedindo que os produtores organizem os documentos que têm desse depósito de café e procure os sindicatos para que possa fazer o levantamento quantas sacas eram para existir no armazém. Estamos aguardando, de acordo com um áudio que saiu do dono da empresa, que seja realizado uma reunião esta semana para passar os produtores quais os próximos passos”, afirmou Marcon.



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Inflação entre 4% e 5% é relativamente normal, diz Haddad



O atual nível de inflação do Brasil está relativamente dentro da normalidade para o Plano Real, disse nesta segunda-feira (17) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Em conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Arábia Saudita, o ministro avaliou que o Brasil deixou para trás o período em que a inflação estava em torno de dois dígitos.

“O Brasil tem feito um trabalho, tentando encontrar um caminho de equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em fase de um ajuste importante. O Brasil deixou uma inflação de dois dígitos há três anos. Hoje, temos uma inflação em torno de 4% a 5%, que é uma inflação relativamente normal para o Brasil desde o Plano Real, há 26 anos”, declarou o ministro no painel “Um caminho para a resiliência dos mercados emergentes”.

Furou o teto

Apesar de estar em um dígito, a inflação estourou o teto da meta em 2024 e deve fazer o mesmo neste ano, de acordo com o mercado financeiro.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) com instituições financeiras, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2025 em 5,6%, mais de um ponto percentual acima do teto da meta, de 4,5%.

No ano passado, o IPCA ficou em 4,83%, também acima do teto de 4,5%. Com base na legislação, o BC enviou uma carta em que justificou o estouro da meta com base na alta do dólar, problemas climáticos e aquecimento da economia.

Pelo sistema de metas contínuas de inflação, a cada seis meses, o BC terá de enviar uma carta caso a inflação em 12 meses supere a meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.

No encontro do FMI, que ocorre na cidade saudita de Al-Ula, Haddad reafirmou as justificativas da carta do BC. O ministro atribuiu o repique inflacionário à alta do dólar em todo o planeta no segundo semestre do ano passado, período marcado pelas eleições presidenciais norte-americanas.

“Por volta de 12 a 30 anos, a inflação se manteve abaixo dos 5%, o que acontece neste momento. Com o fortalecimento do dólar pelo mundo, acabou fazendo com que nós tivéssemos um repique inflacionário no segundo semestre do ano passado; por isso, o Banco Central teve de intervir [com altas de juros] para garantir que a inflação fosse controlada”, justificou Haddad.

Valorização do real

Com a valorização do real nas últimas semanas, afirmou o ministro, os preços devem se estabilizar. “O aumento das taxas será no curto prazo. O dólar voltou a um nível adequado e caiu 10% nos últimos 60 dias. Eu acho que isso vai fazer com que a inflação se estabilize”, destacou.

Atualmente em 13,25% ao ano, a Taxa Selic deverá subir para 14,25% na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, como informou a própria instituição financeira no início do mês.

Presidência do Brasil no G20

Haddad destacou a reforma tributária sobre o consumo, regulamentada no fim do ano passado e que deverá gerar crescimento econômico nos próximos anos. Segundo o ministro, o Brasil trabalha para ter equilíbrio e sustentabilidade, mesmo em meio a um ajuste fiscal importante e com fortes incertezas externas.

O ministro relembrou a presidência do Brasil no G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana). Segundo Haddad, o Brasil deixou um legado de busca pela reglobalização sustentável, capaz de conciliar interesses de mercado, combate às desigualdades e transição para fontes de energia limpas.

Mediadora do debate, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, defendeu a capacidade de as economias se adaptarem a choques globais, que aumentaram nos últimos anos com incidentes como a pandemia de Covid-19 e a intensificação das mudanças climáticas.

Segundo ela, as economias emergentes devem pautar-se na “resiliência”, antecipando-se e absorvendo parte dos efeitos da geopolítica e das crises externas.



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Boi gordo: confira os preços da arroba neste início de semana


O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando manutenção dos preços em grande parte do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a arroba do boi gordo apresentou importante recuo em seus preços em Mato Grosso, com os frigoríficos locais passando a exercer pressão sobre o mercado.

“O cenário traçado para o curtíssimo prazo ainda aponta para as indústrias tentando pressionar o mercado, considerando a posição um pouco mais confortável das escalas de abate. Exportações em bom nível ainda são uma variável importante, oferecendo alguma sustentação aos preços”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 318,23 (R$ 318,15 na sexta)
  • Goiás: R$ 300,18 (estável)
  • Minas Gerais: R$ 306,47 (R$ 307,35)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 309,77 (inalterado)
  • Mato Grosso: R$ 313,22 (R$ 316,92 na sexta)

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista segue com preços acomodados para a carne bovina, com menores possibilidades para reajustes dos preços durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo. conforme Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17 por quilo. Já a ponta de agulha segue precificada a R$ 17,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,7119 para venda e a R$ 5,7099 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6952 e a máxima de R$ 5,7217.



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AgroNewsPolítica & Agro

milho segue valorizado com oferta apertada


Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado do milho apresentou valorização nas últimas semanas na Bolsa de Chicago, impulsionado pela redução da oferta global e estoques mais apertados nos Estados Unidos.

O preço do bushel, que em meados de dezembro de 2024 chegou a US$ 4,37, atingiu US$ 4,95 na primeira semana de fevereiro. No fechamento da última quinta-feira (13), a cotação ficou em US$ 4,93, levemente abaixo da semana anterior. A média de dezembro de 2024 foi de US$ 4,39/bushel, enquanto em janeiro de 2025 subiu para US$ 4,75, registrando um avanço de 8,2% em relação ao mês anterior.

A valorização do milho foi impulsionada pelos números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No relatório de 11 de fevereiro, a produção global foi reduzida em dois milhões de toneladas, ficando em 1,212 bilhão de toneladas. Já os estoques finais recuaram três milhões de toneladas, totalizando 290,3 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a relação estoque/consumo atingiu o menor nível em mais de uma década, segundo a Agrinvest. A incerteza sobre a produção na Argentina, que enfrenta problemas climáticos, também contribuiu para a alta das cotações.

O desempenho das exportações norte-americanas também ajudou a sustentar os preços. Na semana encerrada em 6 de fevereiro, os EUA embarcaram 1,3 milhão de toneladas de milho, próximo do limite máximo esperado pelo mercado. Com isso, o volume total exportado no ciclo já soma 23,1 milhões de toneladas, 34% acima do mesmo período do ano passado.

Com estoques mais apertados e a demanda aquecida, o mercado segue atento ao comportamento das cotações nas próximas semanas.





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