sábado, julho 4, 2026

Agro

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Rebanho bovino sofre com as altas temperaturas e precisa de cuidados; saiba quais



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta: as temperaturas ficarão acima da média histórica em praticamente todo o Brasil de fevereiro a abril de 2025. A situação reforça a importância da qualidade da água consumida pelos bovinos diante das ondas de calor, que estão cada vez mais frequentes, e que impactam a hidratação e o bem-estar dos animais.

O zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, explica que o animal pode perder 100% da sua gordura corporal e até 50% do seu tecido muscular, mas se perder de 10 a 12% da água do seu corpo, o resultado é fatal.

“A água é um fator produtivo, assim como a genética dos animais, a nutrição e o manejo de pastagem; e isso interfere no resultado dentro da propriedade”, disse.

Para mitigar o problema, o uso de bebedouros com água de boa qualidade são essenciais. “Quando é disponibilizado um bebedouro com água boa e um lago com água que está contaminada por fezes – dos próprios animais – o bovino consegue perceber a presença de dejetos na água na concentração de 50 g por litro de água. Eles, então, preferem consumir a água do bebedouro, que é uma água de melhor qualidade”, diz.

E a localização do bebedouro na área de pastagem pode garantir o consumo adequado. O animal que caminha demais para chegar na fonte de água, tende a ter um desempenho também menor. “Depois de 500 metros de caminhada, a cada quilômetro a mais que o animal percorrer num terreno plano, ele vai perder ou deixar de ganhar 40 gramas no seu ganho médio diário.

E a perda é maior quanto mais o terreno for ondulado; a perda de peso chega a ser a 60 gramas a menos do seu ganho médio diário (GMD). “Sempre que possível, busque instalar bebedouros para os animais dentro do seu sistema de produção e claro, dentro de uma viabilidade, mantendo uma frequência de limpeza bem estabelecida”, complementa o zootecnista.

Higienização

No caso do confinamento, quando a única fonte de água é o bebedouro, o foco é a limpeza (no mínimo, duas vezes por semana). Isso porque a dieta é mais farelada e a lotação é muito maior – a água tende a sujar muito rápido dentro desse sistema.

O consumo de água também está relacionado à ingestão de matéria seca, como o capim do pasto, ração e suplementos. Marson afirma que se o bovino consome menos água, menor também vai ser o consumo do pasto e o desempenho desses animais. “É primordial fazer a suplementação correta de cada categoria para que consigamos manter o desempenho dos animais num bom nível”, finaliza o zootecnista.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do trigo segue firme no Brasil



Farelo de trigo e as farinhas registraram alta na primeira semana de fevereiro




Foto: Canva

O mercado de trigo mantém preços firmes nos últimos meses no Brasil, mesmo diante da valorização do Real, que reduz o custo de importação. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a média de preços no Rio Grande do Sul fechou a semana em R$ 67,60 por saca, acima dos R$ 65,27 registrados em dezembro de 2024. No Paraná, os valores giram em torno de R$ 73,00 por saca, contra R$ 72,00 dois meses antes.

Segundo o Cepea/Esalq, os preços seguem sustentados pela retração dos vendedores, que reduzem a oferta no mercado interno diante da demanda aquecida nas exportações. Embora compradores domésticos tentem pressionar os valores para baixo, as importações continuam elevadas, mantendo os preços estáveis, conforme o divulgado pela Ceema.

Além disso, o farelo de trigo e as farinhas registraram alta na primeira semana de fevereiro, impulsionados pelo aumento da demanda, o que também contribui para o cenário de preços firmes.

De acordo com o Ceema, durante a Webinar “Mercado de Trigo – Desafios e Oportunidades para Nova Safra”, realizada pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Estado de São Paulo (Sindustrigo) no último dia 10, especialistas apontaram desafios para a nova safra.

Fatores climáticos e problemas logísticos podem impactar a produção nacional, estimada entre 7,8 e 8 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil deverá aumentar suas importações para cerca de 6,5 milhões de toneladas.

Empresas do setor indicam que a tendência é de manutenção ou alta nos preços, a menos que ocorra algum fator externo significativo que altere esse cenário, segundo análise da StoneX.





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Alta no preço dos ovos é sazonal, afirma ABPA; saiba quando cotações devem cair



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou, por nota, que a alta que vem sendo registrada no preço dos ovos no país é uma situação sazonal, “comum ao período pré e durante a quaresma”.

De acordo com a entidade, após longo período com preços em baixa, a comercialização de ovos aqueceu pela demanda natural da época, quando há substituição de consumo de carnes vermelhas por proteínas brancas e ovos.

Na semana passada, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) registrou o maior patamar diário para a cotação de ovos de sua série histórica. Desde o início do ano (2 de janeiro) até esta segunda-feira (17), o Cepea aponta que a caixa com 30 dúzias de ovos brancos do tipo extra em Bastos (SP), conhecida como a “Capital do Ovo”, saiu de R$ 138,05 para R$ 208,99, uma variação nominal (sem descontar a inflação no período) de 51,38%.

Já em Santa Maria de Jetibá, importante polo produtor do Espírito Santo, a caixa de 30 dúzias de ovos brancos nesse mesmo período foi de R$ 150,27 para R$ 232,83, variação nominal de quase 55%.

Custo de produção dos ovos

A ABPA chama atenção para a elevação continuada dos custos de produção dos ovos, o que afeta os preços ao consumidor. Segundo o cálculo da entidade, nos últimos oito meses, houve elevação de 30% no preço do milho e de mais de 100% nos custos de insumos de embalagens.

Além disso, a associação ressalta que as temperaturas em níveis históricos têm impactado diretamente a produtividade das aves, com reflexos na oferta de produtos.

Mesmo com estes fatores, os produtores esperam que o mercado deverá se normalizar até o fim do período da quaresma, em meados de abril, com o restabelecimento dos patamares de consumo das diversas proteínas.

“Vale lembrar que embora em alta, as exportações de ovos têm efeito praticamente nulo sobre a oferta interna, já que representam menos de 1% das 59 bilhões de unidades que deverão ser produzidas este ano, o que deve gerar um consumo per capita de 272 unidades anuais – mais de 40 unidades acima da média mundial de consumo”, traz a nota da ABPA.



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Custos na produção de frangos de corte e suínos aumentam em janeiro



Os custos de produção de frangos de corte e de suínos registraram aumento no mês de janeiro nos principais estados produtores e exportadores, conforme estudos conduzidos pela Embrapa Suínos e Aves através de sua Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,81, representando uma elevação de 0,5% em relação ao mês de dezembro do ano anterior. O aumento acumulado nos últimos doze meses foi de 9,55%, com o Índice de Custo de Produção (ICPFrango) alcançando 372,49 pontos.

A ração destacou-se como o principal componente de custo, com um aumento de 1,4% no mês e 8,9% no acumulado dos últimos doze meses, atingindo uma participação de 67,8% no custo total de produção.

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo de suíno vivo alcançou R$ 6,34, representando uma elevação de 2,2% em relação ao mês de dezembro do ano anterior. O aumento acumulado nos últimos doze meses foi de 7,39%, com o ICPSuíno alcançando 362,93 pontos.

Mais uma vez, a ração destacou-se como o principal componente de custo, com um aumento de 1,3% no mês e 5,9% no acumulado dos últimos doze meses, atingindo uma participação de 72,8% no custo total de produção.

Os estados de Santa Catarina e Paraná são referências nos cálculos dos Índices de Custo de Produção da CIAS devido à sua posição como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. No entanto, a Central de Inteligência também oferece estimativas para outros estados brasileiros.

É importante que avicultores e suinocultores monitorem a evolução dos seus próprios custos de produção, utilizando esses índices como referência para a tomada de decisões estratégicas. Com essa análise, a Embrapa Suínos e Aves reafirma seu compromisso em fornecer dados relevantes para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade dos setores avícola e suinícola brasileiros, disse a Embrapa em comunicado.

Revisão para o cálculo dos custos de produção de suínos no PR e no RS

Em janeiro de 2025, na CIAS, foram incorporadas alterações nos coeficientes técnicos para o cálculo dos custos de produção de suínos no Paraná e no Rio Grande do Sul. De acordo com o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcelo Miele, a atualização foi feita a partir de reuniões em painel realizadas, em 2024, com a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) e a Associação Paranaense de Suinocultores (APS), no âmbito da parceria entre a Embrapa Suínos e Aves e a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS).

As principais mudanças ocorreram na alteração de formulação das rações, da separação dos custos com transporte de ração dos custos com alimentação animal (ração) e dos custos com insumos veterinários.



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Correios atuará como parceiro logístico da agricultura familiar na Bahia


O governo da Bahia formalizou uma parceria com os Correios, por meio de um termo de cooperação técnica, para impulsionar agricultura familiar baiana com o apoio logístico, ampliando a comercialização de produtos.

O acordo foi firmada durante a Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, em dezembro de 2024.

Essa colaboração estabelece soluções logísticas que facilitam o escoamento da produção, permitindo que os produtos cheguem a todas as regiões do Brasil e até ao mercado internacional.

Viabilizada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e pelaUnião das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes Bahia), a parceria oferece aos agricultores familiares, cooperativas e associações a possibilidade de otimizar suas entregas, superando desafios logísticos históricos e fortalecendo a presença dos produtos no comércio digital.

O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, enfatiza que a parceria fecha um ciclo fundamental para o fortalecimento da agricultura familiar baiana.

“Ela conecta todos os elos da cadeia produtiva — o agricultor, a cooperativa e o consumidor. É mais uma revolução nesse segmento, um passo decisivo para expandir a presença dos produtos em todo o mundo”.

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Foto: André Frutuôso/CAR

Logística facilitada

De acordo com informações da CAR, com essa parceria, os Correios oferecem soluções logísticas que beneficiam produtores e consumidores.

O gerente regional de Desenvolvimento dos Correios, Juarez Pereira, destaca a abrangência do serviço:

“Somos o maior operador logístico da América Latina e estamos presentes em todos os municípios baianos. Com essa parceria, podemos entregar desde pequenas encomendas para consumidores individuais até grandes remessas de cooperativas para todo o Brasil e o exterior. Em Salvador, entregamos pedidos em até 24 horas, com prazos diferenciados para outras capitais e o interior do Estado.”

A parceria também inclui coleta programada nas sedes das cooperativas, envio de amostras para feiras nacionais e internacionais e personalização da logística do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Além disso, estão sendo criados Centros de Distribuição em Salvador, com planos de expansão para outras capitais, otimizando o abastecimento e reduzindo custos.

Impacto para as cooperativas

Para as cooperativas, a parceria representa um avanço estratégico, proporcionando maior previsibilidade e segurança nas entregas.

Rodolfo Moreno, diretor de Comercialização da Unicafes Bahia, destaca a importância da rastreabilidade e confiança no sistema dos Correios:

“Antes, enfrentávamos gargalos logísticos significativos. Agora, temos um sistema confiável, com rastreamento e segurança nas entregas, o que melhora a eficiência operacional das cooperativas filiadas à Unicafes.”, ressalta Moreno.

Cristóvão Roma, presidente da Cooperlad, comemora os resultados dessa colaboração: “Graças a essa parceria, conseguimos melhorar nossa logística, expandir nossa comercialização e aumentar em 23% o faturamento. Antes, atendíamos 5 municípios; agora, atendemos 11. Já enviamos mais de cinco toneladas de produtos pelos Correios, o que representa um grande avanço para as cooperativas e nossa presença no mercado.


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Com o apoio do Fundo JBS pela Amazônia, cooperativa lucra com exportação de açaí em pó



A Amazonbai, cooperativa amapaense da foz do Amazonas pioneira em rastreabilidade e certificação da cadeia do açaí no mundo, triplicou o faturamento em 2024 em relação ao ano anterior, chegando a uma receita de mais de R$ 2 milhões com a venda de produtos.

Os resultados foram impulsionados pelas primeiras exportações diretas de açaí liofilizado (em pó) para os Estados Unidos e para a Europa. As vendas de 3,6 toneladas do produto de alto valor agregado foram responsáveis por 33% do faturamento. Ainda no período, a cooperativa comercializou 138,8 toneladas de polpa.

O liofilizado é a polpa da fruta desidratada por meio de um processo de secagem a frio. A cada tonelada de açaí em pó, foram beneficiadas nove toneladas do fruto in natura. Esse processo mantém as características nutricionais e sensoriais do açaí, como o sabor, aroma e cor. O produto não precisa ser congelado, facilitando a conservação, o armazenamento e o transporte.

“Para atender à demanda do mercado, a Amazonbai ampliou a compra dos frutos in natura junto aos seus cooperados, gerando um retorno mais justo”, explica o presidente da cooperativa, Amiraldo Picanço.

Também houve uma ampliação da base de fornecedores, fechando uma parceria com a associação indígena Wajãpi Terra, Ambiente e Cultura (Awatac), no Amapá. “Essa parceria fortalece a cadeia produtiva do açaí, impulsiona o engajamento e o empoderamento indígena, além de promover a troca de conhecimento”, afirma Picanço.

As bases administrativas foram aprimoradas com a criação de dois novos escritórios em pontos estratégicos, um na região central de Macapá e outro no distrito do Bailique, facilitando o atendimento aos cooperados e a operação.

Planejamento

Para 2025, a Amazonbai planeja produzir 900 toneladas de polpa em parceria com outros territórios para atender novos grandes contratos e ampliar as exportações de liofilizado. A cooperativa estuda também uma parceria com Universidade Federal do Pará (UFPA) para modernizar o sistema de monitoramento e certificação.

Hoje, a área certificada é de 2,4 mil hectares. O açaizal é o primeiro do mundo a ser certificado pela Forest Stewardship Council (FSC) Manejo Florestal, Cadeia de Custódia e Procedimento de Serviços Ecossistêmicos, reconhecido globalmente.

O selo garante a rastreabilidade e a integridade dos produtos ao longo de toda a cadeia de suprimentos, desde a origem da matéria prima até o produto final. A cooperativa também adquiriu o atestado de Produto Vegano, o Selo Amapá e a certificação Orgânica.

Para Amiraldo Picanço, a Amazonbai tem uma dinâmica diferente de trabalhar com a floresta. “Pensamos no bem-estar da criança, da mulher, do jovem, do adulto, do idoso, melhorando a vida daqueles que são os guardiões e guardiãs da biodiversidade da floresta. Somos a prova de que é possível aliar desenvolvimento econômico e social e conservação na Amazônia, pensando no ecossistema como um todo”, afirma.

Apoio para superar barreiras da região

Desde 2023, o Fundo JBS pela Amazônia vem adotando uma estratégia diferenciada de apoio à Amazonbai, combinando R$ 3,1 milhões em recursos de doação direta e R$ 1,5 milhão em investimento reembolsável para capital de giro. Os juros praticados são bem abaixo do mercado e os prazos mais estendidos.

A cooperativa conta, desde sua criação, com doações filantrópicas para apoiar suas operações. Em 2022, o capital filantrópico representava 92% dos recursos. Em 2024, houve uma importante mudança, com a redução de 88% desses repasses em relação a 2023. Em paralelo, com o aumento das vendas, a Amazonbai diversificou as suas fontes de receita e fortaleceu sua sustentabilidade financeira.

“A autonomia da Amazonbai representa um grande salto quando pensamos nas peculiaridades de um negócio de base comunitária na Amazônia. Isso significa que uma cooperativa pode vencer as barreiras impostas em relação à logística, gestão e governança, e se tornar um modelo a ser replicado, gerando desenvolvimento territorial, prosperidade e bem-estar para aqueles que protegem a floresta”, afirma a diretora do Fundo JBS pela Amazônia, Andrea Azevedo.

O Fundo atua, desde 2021, no desenvolvimento territorial da cadeia do açaí na região por meio do projeto Economias Comunitárias Inclusivas, realizado em parceria com o Instituto Interelos, Instituto Terroá, Universidade do Estado do Amapá (UEAP) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). Até o momento, a organização doou para a iniciativa R$ 11,6 milhões. Esse recurso foi direcionado para processos mais estruturantes para a bioeconomia do território, como investimentos em educação, laboratórios de pesquisa e cursos formativos de equidade de gênero, transversais ao desenvolvimento da cooperativa.

De geração em geração

Localizada no estuário do rio Amazonas, nos territórios do Bailique e Beira Amazonas, a Amazonbai é composta de famílias ribeirinhas que realizam o manejo da floresta nativa para seu próprio sustento.

A cooperativa foi criada em 2017 e é fruto do Protocolo Comunitário do Bailique, elaborado em 2014 pelas comunidades ribeirinhas para organizar as cadeias produtivas em bases mais justas, com empoderamento local e ênfase no potencial do manejo do açaí de mínimo impacto. Hoje, a Amazonbai tem promovido renda justa para mais de 140 cooperados e cooperadas, com aumento de produtividade e desenvolvimento territorial.

O fruto é cultivado de geração em geração da forma mais natural possível, sem o uso de agrotóxicos, máquinas e fertilizantes, sendo cuidadosamente manejado apenas pelos próprios extrativistas.

Mulheres alcançam lugar de destaque na cooperativa

Em 2023, a Amazonbai criou a Política de Salvaguarda, um documento que visa garantir os direitos das mulheres e de jovens que trabalham na cooperativa. Nos últimos cinco anos, a participação feminina triplicou, ganhando lugar de destaque. Em janeiro de 2025, pela primeira vez, as mulheres foram eleitas para cargos de gestão da cooperativa.

Para Gabrielle Corrêa, eleita vice-presidente em janeiro deste ano, esse avanço reflete o impacto das capacitações. “A meta é chegar a mil cooperados até 2026, trazendo mais mulheres. Nosso planejamento estratégico prevê uma mulher na presidência até 2030”, enfatiza.

Saara Chaves, agora parte do novo conselho deliberativo, afirma que é uma conquista poder tomar decisões para fortalecer e melhorar a cooperativa através da perspectiva feminina. “O fato de estarmos na base da família faz de nós protagonistas de nossa história, passando o conhecimento de geração em geração”.

Sobre o Fundo JBS pela Amazônia

O Fundo JBS pela Amazônia foi criado em 2020 com dois grandes objetivos: contribuir para recuperar áreas degradadas e conservar a Amazônia, investindo em modelos de negócios escaláveis, que gerem renda e produtividade no bioma.
A organização já apoiou mais de 20 projetos com R$ 72,9 milhões comprometidos. Juntas, essas iniciativas beneficiaram mais de 6.500 famílias; conservaram 4,3 milhões de hectares sob manejo melhorado/recuperado; apoiaram 43 bolsas de pesquisas, fortaleceram 11 cadeias produtivas e destravaram R$ 6,24 milhões em crédito para negócios da bioeconomia. Saiba mais: www.fundojbsamazonia.org



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Safra de soja no Paraná deve superar os números anteriores; confira a colheita pelo Brasil



A safra de soja 2025 avança em diversas regiões do Brasil, com a colheita em andamento nos principais estados produtores. O Paraná, a Bahia, Mato Grosso e outros estados apresentam diferentes realidades e desafios nesta temporada. Confira as atualizações sobre o andamento da colheita e o desenvolvimento da soja no país:

A soja no Paraná

O relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), emitido na última semana, aponta que o Paraná já colheu mais de 570.000 hectares de soja, o que representa 33% da área total cultivada. O número marca um avanço de 10 pontos percentuais em relação à semana anterior.

No campo, ainda restam aproximadamente 3,8 milhões de hectares a serem colhidos, com destaque para a região Sul do estado, onde se concentra cerca de 40% da área ainda a ser colhida. No Norte do Paraná, cerca de 35% da soja ainda não foi colhida.

Em relação às condições das lavouras, 77% da área é considerada boa, enquanto 20% apresenta condições médias e apenas 4% está em condições ruins. Apesar da previsão de quebra de 4% em relação à estimativa inicial de produção, a previsão de 21,3 milhões de toneladas ainda é 15% superior à safra de 2023/24.

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Bahia: ferrugem asiática e colheita

Na Bahia, um caso de ferrugem asiática foi confirmado em uma lavoura no município de Correntina, no Oeste do estado, pela Associação de Agricultores Irrigantes da Bahia (Aiba). Felizmente, o aparecimento foi tardio, o que reforça a importância do monitoramento e controle fitossanitário. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária afirmou que, apesar do caso confirmado, os produtores não precisam se preocupar com grandes perdas.

Em relação à colheita, o ritmo se intensificou nas últimas semanas, mesmo com chuvas que causaram atrasos. A Aiba estima que já foram colhidos cerca de 190.000 hectares. As áreas monitoradas recentemente apresentam produtividades entre 66 e 85 sacas por hectare, superando os números registrados no mesmo período da safra anterior, que variaram entre 62 e 76 sacas por hectare.

Colheita de soja avança no Maranhão

No Maranhão, a Aprosoja do estado informou que 10% da safra já foi colhida, com projeções ainda positivas. A boa notícia é que não há registros de pragas ou doenças nas lavouras, o que tem colaborado para a continuidade da colheita.

Produtividade no Tocantins

No Tocantins, a colheita já alcançou 19% da área plantada, um avanço de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. A Aprosoja do estado relata que a produtividade está em aproximadamente de 60 sacas por hectare, dentro da média esperada para a safra. No entanto, a preocupação é com o escoamento da safra, que deve ser intensificado nos próximos 30 dias, conforme a colheita se aproxima da fase final.

Colheita em MT

Em Mato Grosso, a colheita da soja também tem avançado a um ritmo acelerado. O estado registrou o maior avanço semanal da safra de 2025, com 21,5 pontos percentuais a mais. No momento, metade da área total de 12.661.000 hectares já foi colhida.

Contudo, a comparação com o ano passado mostra que, nesta mesma época, já havia sido colhido 65% da produção, um número superior à média histórica das últimas cinco safras para este período, que é de 53%, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo inicia a semana com pouca movimentação



No Pará, o mercado mantém estabilidade




Foto: Pixabay

De acordo com dados do informativo “Tem Boi na Linha”, omercado do boi gordo começou a semana com pouca oferta de animais e frigoríficos retraídos nas compras. As escalas de abate seguem confortáveis, sem alterações nos preços.

No Pará, o mercado mantém estabilidade, com poucos negócios registrados:

  • Marabá: escalas de nove dias;
  • Redenção: escalas de sete dias, sem mudanças nos preços;
  • Paragominas: escalas de cinco dias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina com osso registraram recuo:

  • Carcaça casada do boi capão: queda de 0,7%;
  • Carcaça do boi comum: queda de 1,2%;
  • Carcaça da vaca casada: redução de 0,5%;
  • Novilha: também teve queda de preço.

Diferente da carne bovina, os preços das carnes alternativas subiram:

  • Frango médio: alta de 1,9% (+R$ 0,15/kg);
  • Carcaça suína especial: aumento de 6,8% (+R$ 0,90/kg).





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Agro já vê dificuldades na contratações dentro do ambiente da IA, diz executiva



O setor agro brasileiro, do campo à indústria, destacado pelo embarque de altas tecnologias, enfrenta atualmente o desafio de reter e de contratar mão de obra com a qualificação necessária, que demanda a adoção da Inteligência Artificial (IA) no segmento. A afirmação foi dada nesta segunda-feira (17), pela executiva Fernanda Hoe, da Elanco Brasil, empresa líder global em saúde animal, dedicada a inovar e a fornecer produtos e serviços para prevenir e tratar doenças em animais de produção e animais de estimação.

Hoe participou do “Plano de Voo 2025”, evento anual da Amcham Brasil, na Câmara Americana de Comércio para o Brasil, em São Paulo.

“A solução de tecnologia do agro é o que permitiu o aumento de velocidade nos últimos anos. Hoje em dia, com a questão da inteligência artificial, um dos grandes desafios hoje em dia é contratação e retenção de funcionários no campo”, disse Fernanda Hoe.

De acordo com a executiva, a dificuldade de se contratar funcionários num ambiente em que a IA passa a fazer parte da atividade do agronegócio não recai apenas só na parte de maquinários e equipamentos, mas também na parte de análise de dados.

Segundo Fernanda Hoe, outro pilar sobre o qual a Elanco tem trabalhado é o da produtividade no setor agro.

“É algo que está movendo bastante o setor”, disse a executiva acrescentando que a empresa também tem trabalhado para fornecer soluções para o agro, no ambiente da IA, para prover o setor de ferramentas que visam a melhorar a governança e uma gestão moderna.



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BNDES vai estruturar PPP de hidrovias nos rios Tapajós e Tocantins



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) assinaram nesta segunda-feira (17), um contrato para a estruturação do projeto de parceria para investimento e administração das hidrovias dos rios Tapajós e Tocantins. As hidrovias somam 2.400 km de extensão de vias navegáveis.

De acordo com o BNDES, o projeto tem como objetivo viabilizar investimentos para ampliação de capacidade, dragagens de manutenção, sinalização, monitoramento e incremento da segurança da navegação, transformando o que atualmente são rios navegáveis em hidrovias de fato.

“Ambos os rios enfrentam desafios comuns, como a necessidade de investimentos em dragagem e sinalização, especialmente em épocas de seca, conferindo perenidade para navegação ao longo do ano e um serviço de maior qualidade aos usuários transportadores de cargas”, explicou o banco de fomento em nota.

A parceria tem potencial para elevar em até 10 vezes volume movimentado de cargas, informou.

Prioridade

As duas hidrovias estão entre os seis “Trechos Hidroviários Estratégicos” definidos no Plano Geral de Outorgas (PGO) da ANTAQ, sendo priorizadas pela política pública federal com base em critérios como o volume atual de transporte e o potencial de crescimento.

A Hidrovia do Tapajós (650 km) é estratégica para a transferência de granéis sólidos vegetais oriundos principalmente do Mato Grosso, que seguem para transbordo em instalações portuárias aptas ao transporte marítimo em Santarém (PA), Santana (AP) ou Barcarena (PA).

A Hidrovia do rio Tocantins (1750 km) conecta o Centro-Oeste do Brasil ao Oceano Atlântico. Atualmente, a navegação de grande porte ocorre predominantemente entre o Porto de Vila do Conde (PA) e a foz do rio. O trecho entre Marabá (PA) e Barcarena (PA) também apresenta atividade de navegação comercial

“A maior utilização das hidrovias viabiliza o transporte de grandes volumes de carga de forma eficiente e com menor impacto ambiental em comparação ao transporte rodoviário. Além de reduzir as emissões de CO2, promovem o desenvolvimento regional, ao facilitar o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial da região, gerando empregos e renda para a população”, explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.



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