sábado, julho 4, 2026

Agro

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quarta safra seguida de seca causa prejuízo de R$ 117 bi



Uma boa parte da safra gaúcha de soja não deve se recuperar, mesmo com as chuvas dos últimos dias. A passagem de uma frente fria trouxe apenas um pequeno alívio. Áreas plantadas mais cedo têm perdas médias de 40%, podendo ser maiores dependendo da região. A preocupação é grande entre os produtores que contabilizam a quarta safra de prejuízos.

A repórter Eliza Maliszewski foi até o município de Pantano Grande, na região central do Rio Grande do Sul, e acompanhou o drama dos produtores – desde janeiro choveu apenas um acumulado de 12 milímetros. A jornalista entrevistou alguns produtores, como Márcio Schaeffer, que plantou 850 hectares de soja. O produtor afirma que nenhuma área vai produzir 100%.

“Estava tudo certo com as lavouras plantadas em outubro, mas na hora de encher o grão, a seca nos tirou quase que o total da produção. Então nossa estimativa, que era de colher 50 a 60 por hectare, nem chegue perto disso. Vamos conseguir uma produção de 15 a 20 sacas por hectare”, disse o agricultor.

Faltou chuva em momentos importantes e os grãos de soja brotaram em diversos momentos. Na plantação é possível observar grãos secos, grãos verdes e grãos que foram recentemente germinados, comprometendo a produtividade da colheita.

Dados da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul mostram que de 2020 a 2024, as estiagens provocaram perdas de R$ 117 bilhões no estado. Indústria e serviços ligados ao setor tiveram perdas que ultrapassam os R$ 319 bilhões.

O gerente técnico da Cooperativa Tritícola Caçapavana (Cotrisul), Fábio Rosso, crê numa queda de 40% na produtividade. “As lavouras estão bastante sentidas, principalmente a soja plantada do cedo e de ciclo precoce.

Segundo Alencar Rugeri, assistente técnico em culturas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), a situação é complexa, pois as circunstâncias variam muito entre as lavouras.

“É muito difícil quantificar valores de estado, de região e de município. Nós temos quem perdeu lavouras inteiras e tem produtor que não perdeu nada no mesmo município por época de plantio, de cultivar, manejo de solo.

Ajuda

Para Fábio Rosso, o desejo é que o produtor colha algo e consiga pelo menos pagar as contas da safra. “A nossa expectativa é para frente agora. O que vai sair dos órgãos competentes para auxiliar as cooperativas e os produtores, se não o agricultor está com poder de barganha muito baixo e é complicadíssimo. A nossa esperança é que normalize daqui pra frente”, desabafou



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Exposição gratuita mostrará evolução da agricultura ao longo dos séculos


A exposição Tesouros da Terra – Sementes da Inovação terá início na próxima quinta-feira (20), na Biblioteca São Paulo, localizada na capital paulista.

O objetivo é mostrar a evolução do agronegócio brasileiro, desde o uso da enxada às máquinas com inteligência artificial e tudo o que aconteceu no meio desta trajetória que transformou o setor responsável por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A iniciativa é voltada a educadores, estudantes, pesquisadores, agricultores e o público em geral. A promessa é a de abordar os avanços da agricultura e da pecuária sob uma perspectiva inédita. Assim, dinâmicas interativas e imersivas, jogos e experiências táteis, além de um simulador de colheitadeira fazem parte das atrações.

História e interatividade

Exposição Tesouros da Terra 2Exposição Tesouros da Terra 2
Foto: Divulgação

A exposição inicia a partir da chegada dos primeiros imigrantes ao Brasil e os dispositivos interativos mostram a realidade do campo nos dias de hoje e histórias de agricultores rurais e de seus familiares que dedicam suas vidas em lavouras de soja, milho, trigo e outros cultivos.

Os avanços da biotecnologia e o trabalho de cientistas, agrônomos, bioquímicos, biotecnólogos e veterinários, destacando desde a pesquisa até a implementação de tecnologias no mercado, também são destaques da exposição.

A exposição estará sediada de 20 de fevereiro a 20 de abril em um espaço de, aproximadamente, 100 metros quadrados. Trata-se de uma iniciativa cultural idealizada e produzida pela Yabá Consultoria.

“Um dos desafios do agronegócio é aproximar a realidade do campo moderno das grandes cidades. Acredito que, por meio de vivências culturais e projetos temáticos, essa conexão pode ser fortalecida, permitindo que os jovens das capitais conheçam mais sobre o setor e sua importância para o país”, destaca a CEO da Yabá, Andrea Moreira.

Serviço

Exposição Tesouros da Terra – Sementes da Inovação
Data: de 20 de fevereiro a 20 de abril
Local: Biblioteca São Paulo (Avenida Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana)



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adiamento do B15 compromete investimentos de todo o setor, critica Aprobio



O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reuniu nesta terça-feira (18) e decidiu adiar o calendário de evolução da mistura do biodiesel ao diesel fóssil estabelecido em dezembro de 2023. A medida, aprovada no Programa Combustível do Futuro, previa a adoção do teor de 15% (B15) a partir de 1 de março de 2025.

Agora, a mistura será mantida em 14% sem previsão de revisão, já que o tema será discutido na próxima reunião do Conselho, ainda sem data definida.

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) criticou o parecer, destacando repercussões negativas em toda a cadeia do setor.

“Parecia inconcebível ter uma quebra de compromisso estabelecido pelo país nesse processo de transição energética a partir da aprovação do Combustível do Futuro, mas uma visão equivocada do impacto da evolução da mistura de biodiesel na inflação vai comprometer o desempenho em toda a cadeia produtiva, colocando em risco altos volumes de investimentos anunciados”, disse o presidente da entidade, Francisco Turra.

Queda do preço do biodiesel

O setor destacou que o valor do biodiesel está em queda em função da redução do valor do óleo de soja e da desvalorização do dólar.

Assim, em nota, a Aprobio ressalta que não há nenhum vínculo entre o aumento do uso de biodiesel e o preço do óleo de soja, mas sim um impacto real da decisão nos planos de investimentos anunciados pelo setor produtivo, com reflexos para a agricultura familiar e para a competitividade dos preços de alimentos que dependem do farelo de soja para as rações animais.

“Não é possível afetar toda uma cadeia produtiva com 15 dias antes da decisão esperada de aumento de mistura. As empresas empenharam seus compromissos com aquisição de matéria-prima e prepararam a estrutura produtiva para uma ampliação de oferta em cerca de 7%, que, de uma hora para outra, é cancelada”, detalhou Turra.

De acordo com o presidente da Associação, este não é o primeiro desafio enfrentado pelo setor em 20 anos de história que, “mais uma vez, estará unido para reverter essa decisão em favor de um país mais saudável, reduzindo as condições de eventos climáticos extremos que tanto prejudicaram o país, com imensos prejuízos, e tantas vidas levaram.”



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Vote no seu candidato favorito ao Prêmio Soja Brasil!



A votação para definir o vencedor (a) do Prêmio Soja Brasil 2024 já está aberta! O prêmio reconhece os produtores e pesquisadores que mais têm se destacado, contribuindo com o desenvolvimento e a sustentabilidade da soja brasileira no cenário global. Vote aqui!

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Nos ajude a escolher os profissionais que mais contribuem para o crescimento e protagonismo da soja brasileira, uma das principais commodities agrícolas do país. Conheça os indicados deste ano:

Alberto Schlatter
Produtor Rural – MS
Alberto Schlatter é produtor rural em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Filho de suíços, seus pais desbravaram o Brasil em 1921 e escolheram Presidente Venceslau para iniciar sua produção agrícola.

Anderson Cavenaghi
Pesquisador – UNIVAG – MT
Anderson Cavenaghi é engenheiro agrônomo com doutorado em proteção de plantas (FCA/UNESP – Botucatu-SP), com foco em herbicidas e plantas daninhas. Pesquisador da Univag-MT, ele conduz estudos sobre controle de plantas daninhas nas principais culturas do Cerrado.

Cecilia Czepack
Pesquisadora – UFG – GO
Cecilia Czepack, formada em agronomia, é professora da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás. Com 26 anos dedicados à educação, ela atua na área de manejo integrado de pragas.

Claudia D’Agostini
Produtora Rural – PR
Claudia D’Agostini é produtora rural de Sabáudia, PR. A fazenda da família era cuidada por seu pai e, hoje, Claudia e sua irmã estão juntas no processo de sucessão familiar, mantendo o legado da produção rural.

Julio Cezar Franchini
Pesquisador – Embrapa Soja PR
Julio Franchini é pesquisador da equipe de manejo de solos da Embrapa Soja. Suas pesquisas estão fortemente ligadas aos desafios de produtividade, qualidade e sustentabilidade dos sistemas produtivos de soja.

Oliverio Alves de Melo
Produtor Rural – MA
Oliverio de Melo é produtor rural em Balsas, MA. Formado em técnico agropecuária e administrador de empresas, chegou ao Maranhão em 1995, integrando o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado.

Os profissionais estão na linha de frente da pesquisa, produção e desenvolvimento da soja e, em primeira mão, foram revelados durante o evento realizado em Santa Carmem (MT), na região de Sinop. Agora é a sua vez de contribuir para o reconhecimento dos mais destacados profissionais da soja brasileira!



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura da 2ª safra de feijão avança apesar da seca



Preço do feijão tem alta no mercado




Foto: Pixabay

A semeadura da segunda safra de feijão no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado, mesmo com as restrições hídricas. De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), 45% da área projetada já foi plantada.

Segudo informativo, as chuvas registradas em 5 de fevereiro favoreceram o avanço da semeadura e ajudaram no desenvolvimento das lavouras já implantadas. Atualmente, 92% das plantações estão em fase vegetativa, 6% em floração e 2% na formação de legumes.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a segunda safra 2024/25 é de 18.863 hectares, com uma previsão de produtividade de 1.572 kg por hectare.

Na região administrativa de Ijuí, o plantio avançou rapidamente após a colheita do milho. A emergência da cultura do feijão tem sido satisfatória, graças ao uso da irrigação nas lavouras.

Em Soledade, as chuvas beneficiaram parte da região, permitindo a retomada da semeadura, que já alcança 50% da área planejada. No entanto, no Alto da Serra do Botucaraí, a maior parte do plantio ainda depende de chuvas mais expressivas para ser finalizada.

A comercialização do feijão no estado também registrou valorização. O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar apontou um aumento de 0,84% no preço médio da saca de 60 kg, que passou de R$ 222,50 para R$ 224,38 em comparação à semana anterior.

A tendência para os próximos dias dependerá do clima e da evolução da colheita, que pode influenciar na oferta e nos preços do produto.





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Mauricio Buffon alerta os produtores de soja sobre a Lei Antidesmatamento



Os produtores brasileiros de soja estão sendo pressionados por algumas tradings que estão incluindo exigências ambientais em contratos de compra e venda, preocupando a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil). A entidade alertou que essas regras, relacionadas à sustentabilidade e ao desmatamento, estão sendo aplicadas antes mesmo de a legislação entrar em vigor. Veja o vídeo:

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O presidente da Aprosoja, Mauricio Buffon, abordou o tema em entrevista. Buffon explicou que algumas empresas já estão tentando impor essas regras ambientais, afetando diretamente os produtores, especialmente em estados como Goiás e Tocantins.

Buffon criticou a imposição dessas condições aos produtores de soja, destacando que elas são uma afronta à legislação brasileira. “Essas imposições acontecem antes mesmo da lei entrar em vigor, o que não é aceitável. O Brasil já faz o dever de casa, com várias áreas sendo convertidas para a agricultura, muitas delas em terras degradadas”, afirmou o presidente da Aprosoja.

Ele também alertou os produtores para que leiam atentamente seus contratos, uma vez que nem todas as tradings estão impondo essas novas regras. Buffon recomendou que os produtores busquem negociar com empresas que não exigem essas condições, evitando a imposição de cláusulas que ainda não são obrigatórias.

A Aprosoja está trabalhando para proteger os produtores de exigências que ainda não fazem parte da legislação vigente. Buffon destacou que essa situação tem gerado grande insegurança no mercado e pode impactar nas negociações de soja no Brasil.

Atualmente, apenas uma parte da produção nacional de soja é destinada ao mercado internacional, mas as novas exigências podem alterar a dinâmica do setor e afetar diretamente a competitividade do Brasil no comércio global.



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Colheita da soja atinge 25,5% da área semeada em 2024/25, diz Conab



A colheita de soja 2024/25 atingia, até domingo (16), 25,5% da área plantada no Brasil, avanço de 10,7 pontos percentuais (pp) na comparação com a semana anterior. Em relação a igual período da safra passada, porém, quando 29,4% da área havia sido colhida, ainda há atraso de 3,9 pp, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

No principal estado produtor de soja, Mato Grosso, a colheita alcançava 47,3% da área plantada, avanço expressivo de 19,8 pp em comparação com os 27,5% da área colhida na semana passada, mas atraso de 14 pp em relação aos 61,3% que haviam sido colhidos em 2023/24 neste mesmo estágio da safra.

O Paraná recuperou terreno, com 33% da área colhida, avanço de 10 pp na comparação semanal e de 3 pp em comparação com os 30% da área trabalhada em igual momento da safra 2023/24.

Já a semeadura da soja 2024/25 está praticamente concluída no país, com 99,7% da área trabalhada, avanço de 0,2 ponto percentual na comparação com a semana anterior e leve atraso de 0,3 ponto percentual em comparação com igual período da safra 2023/24, quando 100% da área havia sido plantada.

Milho segunda safra

O plantio de milho de segunda safra 2024/25, por sua vez, alcançava 35,7% da área no país, avanço de 16,9 pp ante os 18,8% da semana passada. Na comparação com igual período de 2023/24, há atraso de 9,6 pp. Mato Grosso já havia plantado, até o domingo, 43,3% da área prevista, avanço de 22,5 pp em comparação com os 20,8% da semana passada, porém atraso de 23,8 pp ante os 67,1% de 2023/24.

No Paraná, o plantio do milho safrinha atingia, até domingo, 46% da área prevista em 2024/25, avanço de 28 pontos porcentuais na comparação com os 28% da área trabalhada na semana passada. Em comparação com igual período do ciclo 2023/24, o plantio está 6 pontos percentuais adiantados.

Quanto à colheita do milho verão 2024/25, esta alcançava, até domingo, 21,1% da área, avanço de 7,8 pp em comparação com o domingo anterior e praticamente o mesmo porcentual em relação a igual período da safra passada, quando 21,4% da área havia sido ceifada. O Paraná segue liderando os trabalhos, com 67% da área trabalhada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 60%.

O plantio de milho verão 2024/25 está praticamente concluído no país, com 98,1% da área semeada, avanço de 1,3 ponto percentual na comparação semanal e leve atraso de 0,2 ponto percentual na comparação com igual momento da safra passada.

Algodão e arroz

Quanto ao algodão 2024/25, o plantio alcançava até domingo 95,9% no país, evolução de 8,5 pontos percentuais na comparação semanal e atraso de 3,1 pontos percentuais em comparação com igual período do ciclo 2023/24, com 99% da área semeada naquele momento.

Os estados que ainda faltam concluir os trabalhos de campo são Mato Grosso (95,8% da área semeada); Bahia (95%); Goiás e Minas Gerais, ambos com 97% da área plantada.

Por fim, o plantio de arroz 2024/25 estava 99,3% concluído até domingo no país, avanço de 0,6 ponto porcentual na comparação semanal, mas atraso de 0,3 ponto porcentual na comparação anual. Ainda faltam concluir os trabalhos de campo o Maranhão, com 90% da área plantada, e Goiás, com 95% da área. Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Santa Catarina já encerraram o plantio.

A colheita de arroz já começou no país, atingindo, até domingo, 7,1% da área plantada, avanço de 4,4 pp na comparação com a semana passada e de 1,5 pp em comparação com igual período de 2023/24.

Goiás, com 35% da área ceifada, e Santa Catarina, com 30,8%, lideram os trabalhos de campo. O Rio Grande do Sul, maior produtor do cereal, tinha até domingo 3% da área colhida.



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Produtor rural aumenta lucratividade com práticas inovadoras e soluções tecnológicas


Em Passagem Franca, no Maranhão, a história de Gardenio Assenço, proprietário da Fazenda Bela Vista, tem se destacado como um exemplo de superação e sucesso no campo. 

Com 12 anos de experiência na criação de gado de corte, sempre buscou otimizar os processos de sua propriedade.

Mas foi quando ele enfrentou dificuldades específicas, como o abastecimento de água para o rebanho, que as coisas começaram a mudar de forma significativa. 

O acesso à água era um grande problema, pois o gado precisava caminhar mais de um quilômetro até o rio Inhumas para beber água, o que impactava diretamente na saúde do rebanho e nos resultados financeiros da fazenda.

Ao buscar soluções para esses problemas, Assenço se deparou com uma consultoria especializada que poderia ajudá-lo a resolver essas questões de forma prática e eficiente. 

As mudanças iniciaram com uma solução simples, mas de grande impacto: a instalação de uma bomba para levar a água até o rebanho.

Com isso, o problema da distância foi resolvido, e, em apenas três meses, os resultados começaram a aparecer: o peso médio dos animais subiu de 140 kg para 170 kg. 

Esse ganho significativo não foi apenas uma melhoria no peso do gado, mas também representou um aumento no desempenho geral da fazenda e, consequentemente, na lucratividade da propriedade.

Mas as melhorias não pararam por aí.

 “Além disso, solicitei apoio para o início da regulamentação da propriedade. E o Sebrae trouxe as orientações que eu precisava”, afirmou o Assenço.

O georreferenciamento da propriedade foi uma das ações mais significativas no processo de regularização, e Assenço se dedicou a seguir cada etapa com precisão. 

 Além disso, a orientação sobre licenciamento ambiental ajudou a eliminar riscos, proporcionando maior tranquilidade para o produtor e seu negócio.

“Uma das vantagens do Sebraetec é o apoio financeiro entre 40% e 80% do valor da consultoria sendo custeado pelo Sebrae. Essa solução funciona, não apenas como um suporte técnico, mas como uma parceria estratégica na jornada empreendedora, potencializando a capacidade de inovação e o crescimento dos pequenos negócios”, explicou Diego Medeiros o analista técnico da Unidade de Negócios do Sebrae em Presidente Dutra.

Na regional, mais de 100 atendimentos foram realizados através das consultorias Sebraetec em 2024, um crescimento de 200% em relação ao ano anterior.

O trabalho realizado pelo Sebrae, serviu de inspiração para outros pequenos produtores da região, que têm se aproximado de Assenço para aprender mais sobre as práticas que levaram sua propriedade a alcançar um novo nível de desempenho. 

“As consultorias foram essenciais para organizar minha propriedade e aumentar a lucratividade. Agora, meus vizinhos em Passagem Franca estão se espelhando na minha experiência”, destacou o produtor, ressaltando a importância do conhecimento adquirido e do suporte técnico recebido.

Produtor realiza o georreferenciamento da propriedade, um passo importante para garantir a regularização ambiental. Foto: ASN| MA (Sebrae/Divulgação)

A importância da inovação no campo

A história de Gardenio Assenço é um exemplo claro de como a adoção de soluções inovadoras e o apoio técnico adequado podem transformar a realidade do agronegócio, mesmo para pequenos produtores. 

O uso de tecnologias como a instalação de bombas de água e o georreferenciamento da propriedade não são mais novidades em grandes propriedades, mas para muitos pequenos produtores, essas inovações fazem toda a diferença no sucesso do negócio. 

Quer saber mais sobre inovação e tecnologia?

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, na aba Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você é micro ou pequeno produtor rural e deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Confira onde assistir ao programa

No dia 27 de fevereiro, assista ao Porteira Aberta Empreender em um destes canais:

Arte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta EmpreenderArte com os canais de TV do Canal Rural. Assista ao Porteira Aberta Empreender
Canais disponíveis para assistir ao programa Porteira Aberta Empreender, às quintas-feiras, às 17h45, e aos domingos, às 7h30.

Acesse aqui e confira temas abordados como Exportação para Pequenos Produtores, Acesso ao Crédito, Indicação Geográfica, entre outros. Acesse e participe pelo WhatsApp!



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Fundecitrus lança campanha para conter incidência de ‘greening’



O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) lançou nesta segunda-feira (17) uma campanha de orientação para conter a incidência de greening em pomares de citros no cinturão citrícola do estado de São Paulo e Triângulo Sudoeste Mineiro e nas áreas de expansão.

A campanha, cujo lema é “para a incidência ser zero, o controle precisa ser dez”, ressalta a necessidade de um controle rigoroso do inseto psilídeo, especialmente em novas regiões de avanço da citricultura, como em Mato Grosso do Sul, Goiás e outras regiões mineiras. O psilídeo é vetor da bactéria que causa o greening.

Segundo o Fundecitrus, em virtude da alta incidência do greening em algumas regiões do cinturão, a ampliação dos pomares para novas áreas livres ou com baixos níveis da doença tem sido uma medida adotada por alguns citricultores.

O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, destacou em comunicado que o aumento de pomares comerciais na região é fator preponderante para a dispersão natural do psilídeo. “Por esse motivo, colocar em prática o manejo já conhecido é tarefa constante para as novas áreas”, disse.

“Rotação dos modos de ação dos inseticidas, frequência adequada de pulverização, qualidade de aplicação, escolha de produtos eficazes e eliminação de plantas doentes são as principais diretrizes de manejo que não devem faltar.”

Levantamentos recentes realizados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro-MS) e Agrodefesa (GO) já registram a presença da bactéria do greening em mais de 30 municípios de Mato Grosso do Sul, assim como em Campo Limpo de Goiás e Quirinópolis, em Goiás, disse o Fundecitrus.

“Essas ocorrências de greening reforçam a necessidade de atenção e cuidado redobrado por parte do citricultor”, afirmou Ayres.



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Rebanho bovino sofre com as altas temperaturas e precisa de cuidados; saiba quais



O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta: as temperaturas ficarão acima da média histórica em praticamente todo o Brasil de fevereiro a abril de 2025. A situação reforça a importância da qualidade da água consumida pelos bovinos diante das ondas de calor, que estão cada vez mais frequentes, e que impactam a hidratação e o bem-estar dos animais.

O zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, explica que o animal pode perder 100% da sua gordura corporal e até 50% do seu tecido muscular, mas se perder de 10 a 12% da água do seu corpo, o resultado é fatal.

“A água é um fator produtivo, assim como a genética dos animais, a nutrição e o manejo de pastagem; e isso interfere no resultado dentro da propriedade”, disse.

Para mitigar o problema, o uso de bebedouros com água de boa qualidade são essenciais. “Quando é disponibilizado um bebedouro com água boa e um lago com água que está contaminada por fezes – dos próprios animais – o bovino consegue perceber a presença de dejetos na água na concentração de 50 g por litro de água. Eles, então, preferem consumir a água do bebedouro, que é uma água de melhor qualidade”, diz.

E a localização do bebedouro na área de pastagem pode garantir o consumo adequado. O animal que caminha demais para chegar na fonte de água, tende a ter um desempenho também menor. “Depois de 500 metros de caminhada, a cada quilômetro a mais que o animal percorrer num terreno plano, ele vai perder ou deixar de ganhar 40 gramas no seu ganho médio diário.

E a perda é maior quanto mais o terreno for ondulado; a perda de peso chega a ser a 60 gramas a menos do seu ganho médio diário (GMD). “Sempre que possível, busque instalar bebedouros para os animais dentro do seu sistema de produção e claro, dentro de uma viabilidade, mantendo uma frequência de limpeza bem estabelecida”, complementa o zootecnista.

Higienização

No caso do confinamento, quando a única fonte de água é o bebedouro, o foco é a limpeza (no mínimo, duas vezes por semana). Isso porque a dieta é mais farelada e a lotação é muito maior – a água tende a sujar muito rápido dentro desse sistema.

O consumo de água também está relacionado à ingestão de matéria seca, como o capim do pasto, ração e suplementos. Marson afirma que se o bovino consome menos água, menor também vai ser o consumo do pasto e o desempenho desses animais. “É primordial fazer a suplementação correta de cada categoria para que consigamos manter o desempenho dos animais num bom nível”, finaliza o zootecnista.



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