O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com queda nos preços. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as indústrias testam patamares mais baixos e a grande quantidade de fêmeas ofertadas segue como a principal justificativa para o movimento de baixa nas últimas semanas.
“Os frigoríficos se deparam com maior conforto em suas escalas de abate e passam a exercer pressão de maneira rotineira; até mesmo em Mato Grosso esse movimento ganha intensidade nos últimos dias. Como ponto de suporte, pode ser mencionado o forte ritmo de embarques de carne bovina: o Brasil segue exportando grandes volumes.”
São Paulo: R$ 317 (R$ 318,23 ontem)
Goiás: R$ 300,18 (estável)
Minas Gerais: R$ 306,18 (R$ 306,47 na segunda)
Mato Grosso do Sul: R$ 306,02 (R$ 309,77 ontem)
Mato Grosso: R$ 312,43 (R$ 313,22 anteriomente)
Mercado atacadista
O mercado atacadista segue com preços acomodados para a carne bovina. O ambiente de negócios ainda sugere por pouco espaço para reajustes no curto prazo, em linha com o perfil de consumo deprimido durante a segunda quinzena do mês.
O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17,00, por quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 17,50 e o quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,40%, sendo negociado a R$ 5,6886 para venda e a R$ 5,6866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6754 e a máxima de R$ 5,7239.
O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, afirmou que a expectativa da pasta é de que o cronograma de 15% de mistura de biodiesel ao óleo diesel possa ser retomado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), considerando a perspectiva de acomodação do preço do óleo de soja.
“Com o início da safra, o preço do óleo de soja já começou a cair, mas precisamos agir com cautela. O adiamento do B15 vai permitir a maior disponibilidade de óleo de soja no mercado, não havendo disputa com óleo de cozinha, e a queda do preço do óleo de soja”, disse a jornalistas após reunião com o setor do biodiesel nesta terça-feira (18).
“Com a acomodação do preço do óleo de soja nas gôndolas dos supermercados, talvez possa ser possível fazer a mistura de B15 dentro de 60 dias”, afirmou.
Adiamento da mistura
O encontro ocorreu após o CNPE manter a mistura do biodiesel ao óleo diesel em 14%, derrubando o cronograma previsto da mistura de 15% para 1º de março. O ministro afirmou que a decisão do governo pela manutenção da mistura deve-se ao aumento significativo do preço do óleo de soja no ano passado após a quebra na safra nacional com eventos climáticos adversos.
“Em função da crise hídrica no ano passado, houve redução da safra de soja, ao mesmo tempo em que os estímulos ao biodiesel foram retomados e, com isso, houve descasamento no excedente de óleo para biodiesel e óleo na gôndola do supermercado. Houve aumento bastante significativo do preço do óleo de soja na gôndola do supermercados. A prioridade é com a alimentação do ser humano”, acrescentou Fávaro.
Segundo o ministro, o preço do óleo de soja ao consumidor e a oferta de óleo de soja nos supermercados são uma preocupação do presidente Lula. “Estamos demonstrando a ele que vivemos um momento diferente com super safra devendo colher 18 milhões de toneladas a mais de soja, o que vai aumentar o volume de óleo disponível”, destacou.
Apesar de os preços de óleo de soja já estarem caindo, Fávaro afirmou que o governo tem de agir com cautela e esperar a queda realmente chegar ao mercado.
“Talvez a adoção de B15 em momento que a indústria planeja suas compras de matéria-prima, ao fim de fevereiro, poderia quebrar esse ciclo de retração de preços comprando mais óleo para suprir 1 ponto porcentual mais de mistura. É necessário ter cautela”, ponderou.
Importância do combustível renovável
Foto: Governo Federal
O ministro reforçou, ao lado de dirigentes da indústria, que o governo Lula tem compromisso com biocombustíveis e com a energia renovável, lembrando que foi o presidente Lula em seu primeiro mandato que criou o Programa Nacional de Biodiesel em 2004.
“O governo passado vinha desestimulando o programa do biodiesel, retrocedendo a B10 e priorizando a importação de diesel S500. O governo Lula entende a importância do combustível renovável, do biodiesel. O governo Lula entende que o óleo ajuda na formação de preço do farelo de soja que se transforma em carne”, disse à imprensa.
De acordo com o ministro, o setor de biodiesel deve se encontrar na próxima semana com o presidente Lula. Caso haja disponibilidade de agenda, o encontro pode ocorrer na próxima quarta-feira (26).
Ao fim de janeiro, Lula sinalizou que queria explicações do setor sobre a relação do preço do óleo de soja, que subiu 29% em 2024, com a maior demanda por biodiesel. “Eu quero saber se a soja para o biodiesel está criando problema; quero saber se o milho para o etanol está criando problema. Só posso saber disso se chamar os empresários da área para conversar, ao invés de ficar falando da coisa sem ter conhecimento”, disse Lula em coletiva de imprensa na época.
O encontro é articulado por Fávaro e deve contar com a presença do empresário e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, um dos principais interlocutores do governo Lula com o agronegócio. O ministro Alckmin e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também devem comparecer.
Os preços da soja ficaram mistos no Brasil nesta terça-feira (18). Houve registro de negócios, ainda que em volumes não muito grandes. No curto prazo, a indústria traz suporte aos preços. Com os embarques atrasados, os pagamentos de quem tem pressa superam a paridade de exportação no interior. Confira as cotações do grão no Brasil:
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Preços por região
Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 130,00
Missões (RS): preço se manteve em R$ 131,00
Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 133,00
Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 124,50
Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 131,00
Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 112,00 para R$ 114,00
Dourados (MS): preço subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 110,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em alta. O mercado seguiu o desempenho de outros produtos, como milho e petróleo, em meio ao clima de menor aversão ao risco. O mercado vê com alívio a implementação gradual de tarifas comerciais do governo Trump, principalmente os sinais de disposição em negociar.
Os ganhos são limitados pelo avanço da colheita da ampla safra brasileira. O clima melhorou nesta semana, com chuvas no sul do país e na Argentina. No Mato Grosso, os trabalhos avançam com o clima mais seco.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 200,4 milhões de bushels em janeiro. A expectativa do mercado era de 204,536 milhões. Em dezembro, os esmagamentos somaram 206,604 milhões de bushels. Em janeiro do ano passado, ficaram em 185,780 milhões de bushels.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 720.332 toneladas na semana encerrada no dia 13 de fevereiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.097.445 toneladas.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 2,50 centavos de dólar ou 0,24% a US$ 10,38 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,55 1/2 por bushel, com ganho de 2,75 centavos ou 0,26%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,70% a US$ 293,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 47,30 centavos de dólar, com alta de 1,23 centavo ou 2,66%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,40%, sendo negociado a R$ 5,6886 para venda e a R$ 5,6866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6754 e a máxima de R$ 5,7239.
O mercado de milho no Brasil segue com perspectivas mistas para a safra 2024/25, segundo análise do especialista Grão Direto. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma produção total de 126 milhões de toneladas, com 70% desse volume vindo da segunda safra. O consumo interno deve atingir 87,5 milhões de toneladas, enquanto as exportações são estimadas em 46 milhões de toneladas.
De acordo com análise do Grão Direto, apesar da expectativa de uma colheita cheia, o atraso no plantio pode representar riscos à produtividade. Por outro lado, essa incerteza pode gerar boas oportunidades para os produtores, caso a oferta global sofra impactos e os preços se valorizem.
Na Argentina, a situação climática segue preocupante, impactando negativamente a safra de milho. A falta de chuvas e o calor excessivo reduziram em 3% a área de lavouras classificadas como boas ou excelentes, de acordo com a Bolsa de Cereales. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 31%.
Os próximos dias serão decisivos, principalmente para as lavouras tardias que estão em fase de floração. Caso o clima seco persista, novas revisões para baixo na produção argentina podem ser anunciadas, o que pode fortalecer os preços do milho no mercado internacional.
Os números do Relatório de Vendas de Exportação mostram que, até 6 de fevereiro, os Estados Unidos venderam aproximadamente 2 milhões de toneladas de milho, considerando os contratos para o ano comercial atual e o próximo. Esse volume já corresponde a 74,6% da previsão do USDA para a safra 2024/25, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 66,7%.
Para atingir a meta de exportação, os EUA precisam manter vendas médias de 537 mil toneladas por semana, o que, diante da demanda aquecida, parece factível. Com esse cenário, as cotações do milho podem continuar valorizadas, mantendo-se acima de R$ 80 por saca na B3.
Produtores de feijão do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia agora contam com um indicador diário do feijão, que disponibiliza a média de preços nos mercados destes estados.
A iniciativa é coordenada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e apoio do Sistema Faep. Os valores são publicados diariamente no site do Cepea.
O indicador abrange os preços da saca de 60 quilos dos feijões preto e carioca, levando em conta o tipo de produção em cada uma das seis unidades da federação. No Paraná, por exemplo, o foco será o feijão preto, já que o estado é responsável por 70% da produção nacional.
“Com as informações regionalizadas, o produtor pode planejar sua safra e seu negócio com mais clareza, entendendo os preços praticados em sua região. Isso facilita decisões sobre a venda, exportação e armazenagem do produto com mais confiança”, destaca o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Microrregiões paranaenses
Para estruturar a metodologia do indicador, o Paraná foi dividido em quatro microrregiões homogêneas. Assim, o Cepea realizou um roteiro de reuniões presenciais nos sindicatos rurais de Castro, Clevelândia, Guarapuava, Mangueirinha, Pato Branco, Ponta Grossa e Prudentópolis, para coletar informações sobre as condições e os valores de negociação nas diferentes regiões.
“O Paraná contribuiu na etapa de caracterização do sistema de comercialização regional, fundamental para subsidiar a metodologia do indicador. Os sindicatos rurais se destacaram pela mobilização dos produtores”, resume a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Ana Paula Kowalski.
“No âmbito nacional, o Paraná liderou em participação de produtores rurais, que representaram quase dois terços da amostra”, complementa.
Segundo o pesquisador do Cepea e responsável pelo indicador, Lucilio Alves, com base na metodologia, o valor regional é obtido pela coleta diária de preços de negócio efetivos ou de ofertas de compra e venda.
“Diariamente, o Cepea faz o contato com os produtores rurais e agentes compradores para coletar informações. Esses valores passam por um tratamento estatístico para gerar a média de preços à vista, sem a incidência de ICMS. A divulgação de preços dá oportunidade para todos relatarem os parâmetros de negócios”, afirma.
Demanda antiga da cadeia do feijão
Foto: Pixabay
A criação de um indicador de preços do feijão atende a uma antiga demanda da cadeia produtiva, que carecia de referência técnica para embasar as negociações de comercialização.
Para Tiago Galina, vice-presidente do Sindicato Rural de Clevelândia, no sudoeste do Paraná, o novo índice é uma iniciativa para retratar o preço do produto de forma mais fiel e de acordo com a realidade das regiões produtivas.
“Às vezes, dava muita diferença de preço nas negociações, deixando a gente em uma situação desfavorável. Agora o produtor paranaense terá mais embasamento para se planejar a longo prazo, com mais segurança”, avalia. “Esse indicador também chega em boa hora, pois percebemos um aumento do interesse comercial no feijão preto por outros países, o que valoriza o produto”, complementa.
Já Edimilson Rickli, presidente do Sindicato Rural de Prudentópolis, na região Centro-Sul, a comercialização do feijão sempre enfrentou desafios pela falta de informações. “Com uma referência, ajuda na negociação, já que o produtor nunca determinava o preço. Agora, ele poderá verificar se a oferta do comprador está de acordo com a média”, aponta.
Os dirigentes também acreditam que informações regionalizadas podem embasar políticas públicas voltadas ao setor, promovendo a estruturação necessária para a cadeia produtiva. “Com a valorização do produto, começa a se intensificar pesquisas, novas cultivares adaptadas, para melhorar o mercado. A criação do indicador é um ótimo ponto de partida”, observa Galina.
Produtores devem participar do indicador
O pesquisador do Cepea destaca a importância de os produtores rurais participarem da iniciativa, fornecendo dados sobre suas negociações.
“Todos são convidados a contribuir, seja grande comprador ou pequeno produtor. Assim, reduzimos a assimetria de informações, que se torna pública e de fácil acesso, permitindo que todos ajustem seus planos de negócio conforme a realidade do mercado”, diz.
Segundo ele, com o tempo, isso também possibilitará ao poder público identificar alternativas e melhorias para fortalecer toda a cadeia produtiva.
O prazo para plantio do algodão na Bahia foi prorrogado, em caráter excepcional, pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), até a próxima quinta-feira, dia 20 de fevereiro.
A portaria de n.º 010 de 10 de fevereiro de 2025, foi publicada pela Adab atendendo ao pedido da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).
A nova data para finalização da semeadura atende apenas os produtores de algodão irrigado da região Oeste do estado.
Com isso, os produtores tiveram uma janela de 10 dias para a conclusão das operações, uma vez que o data final estabelecia a finalização do plantio para o dia 10 de fevereiro.
Segundo a Abapa, a extensão excepcional do prazo é muito importante, diante das condições climáticas que provocaram atrasos na colheita da soja em algumas áreas.
Além disso, a entidade informou que essa decisão “reforça o compromisso da Abapa seus produtores, sempre em linha com a sustentabilidade e a segurança fitossanitária, pois o período do Vazio Sanitário continuará sendo rigorosamente respeitado.”, disse por meio de nota.
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Assim como boa parte dos alimentos, o ovo de galinha está caro! Pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) registrou o maior valor da série histórica: a caixa com 30 dúzias de ovos brancos do tipo extra em Bastos (SP), conhecida como a “Capital do Ovo”, teve uma variação nominal (sem descontar a inflação no período) de 51,38%.
“Eu estou comendo agora sabe o quê? Ovo de ema, que equivale a 12 ovos de galinha. Eu fui pesquisar se podia comer e eu posso comer, porque tenho 70 emas lá no Palácio da Alvorada e elas botam ovo do tamanho da cabeça de vocês”, disse durante um discurso no Amapá.
O Palácio da Alvorada é a residência oficial do Presidente da República e as aves ocupam os jardins do local desde sua construção, na década de 1960.
Fala gerou repercussão
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) fez uma representação, na última sexta-feira (14), contra Lula na Procuradoria-Geral da República (PGR) alegando crime ambiental. Por e-mail, o órgão informou que a denúncia “aguarda alguns andamentos administrativos para que seja distribuída para um gabinete de procurador.”
A acusação está baseada na Lei Nº 9.605, que trata de crimes ambientais. A Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal (Secom) foi procurada para esclarecer algumas dúvidas como:
De que forma a criação de emas e outros animais no Palácio da Alvorada está juridicamente baseada
Se o Ibama autoriza o consumo de ovos de ema no local
Porém, até o momento da publicação, a Secom não se manifestou. Em caso de resposta, o texto será atualizado.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (18), ao falar sobre a reunião que teve com o petista para a definição do leilão do túnel Santos-Guarujá.
Ele informou que o pregão acontecerá em 1º de agosto. “É bom que se registre, houve muita sensibilidade do governo federal e quero agradecer publicamente”, disse.
O presidente e o governador conversaram na quarta-feira passada (12), em reunião fora das agendas de ambos. Tarcísio também não publicou o encontro em suas redes sociais, preferindo postar um vídeo cumprimentando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em almoço.
Após a reunião com o presidente da República, ficou decidido que o governo de São Paulo assumirá a condução do processo de concessão público-privada.
“Apresentamos uma proposta que iria acelerar o leilão do túnel Santos-Guarujá e o governo federal topou. O presidente da República deu ok. Hoje publicaram o convênio de delegação”, disse Tarcísio. “No dia 27, o presidente da República vai estar em Santos conosco para lançar o edital. Já tem data para o leilão, que é 1º de agosto. Estaremos na Bolsa para celebrar.”
Investimentos na Sabesp
Nesta terça-feira, o chefe do Executivo paulista anunciou R$ 7,5 bilhões de investimentos junto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para saneamento em nove municípios da Baixada Santista.
O aporte inclui as obras da travessia de água no Santos-Guarujá, que têm início agora e ampliará a capacidade de abastecimento no Guarujá.
Tarcísio aproveitou para ressaltar o processo de privatização da empresa, conduzido por ele. “Iniciamos uma jornada de R$ 7,5 bilhões que serão contratados e executados até 2029. No contrato anterior da Sabesp, não alcançávamos as pessoas das áreas irregulares. O novo contrato alcança e abraça a todos. Era impossível falar em praias limpas, saúde, coleta e tratamento de esgoto.”
O agronegócio brasileiro, setor que deve movimentar quase R$ 1,3 trilhão em 2024, lançou a iniciativa “Marca Agro do Brasil” com o objetivo de fortalecer sua imagem e aproximar o campo da cidade. Com o apoio de autoridades, entidades do setor e da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agrícola (ABMRA), o projeto busca consolidar a reputação do Agro no Brasil e no exterior, evidenciando seu impacto econômico, tecnológico e sustentável.
A proposta nasceu a partir da pesquisa “Percepções sobre o Agro: O que pensa o Brasileiro”, que ouviu 4.215 pessoas em diferentes regiões do país.
O levantamento revelou que 70% da população têm uma visão positiva do setor, mas identificou que 30% dos entrevistados se dizem propensos a boicotar produtos agropecuários, sendo 51% desse grupo composto por jovens de 15 a 29 anos.
Estratégia de comunicação
O projeto “Marca Agro do Brasil” visa mudar a percepção pública sobre o setor, mostrando que o agro vai além da produção de alimentos e desempenha um papel fundamental na economia, inovação e sustentabilidade.
Para ampliar esse impacto, a iniciativa atuará em três pilares estratégicos:
Consistência: produção de conteúdos baseados em ciência e fontes oficiais;
Frequência: comunicação contínua e presente no dia a dia da população;
Sequência: informações transmitidas de forma gradual para facilitar a compreensão.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, destacou a necessidade de combater narrativas inverídicas sobre o setor. “A grande dificuldade do agro é a comunicação. Passamos o tempo todo combatendo informações erradas sobre o setor. Precisamos mostrar como o agronegócio impacta a vida de todos os brasileiros”, afirmou.
Fortalecimento da imagem do agro
A iniciativa tem o respaldo de diversas entidades do setor. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues celebrou o lançamento da marca e ressaltou a importância de unir esforços para melhorar a imagem do setor. “Essa iniciativa une o setor em prol do reconhecimento do Agro. Precisamos amar, respeitar e admirar o agronegócio, que fará do Brasil um campeão mundial na segurança alimentar”, afirmou.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, também reforçou a importância da comunicação estratégica do setor. “O Agro cresceu muito nos últimos 50 anos, mas ainda há desafios na comunicação, pois falamos muito para dentro, para os produtores. Precisamos nos conectar com o meio urbano e mostrar o impacto social, ambiental e econômico do setor”, destacou.
Para o presidente do Sistema Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles, a falta de uma política de comunicação estruturada prejudica o Agro. “Esse projeto é essencial para aproximar a imagem do agronegócio da realidade. Precisamos derrubar mitos e consolidar o Agro como um dos motores da economia nacional”, afirmou.
Plataforma online para ampliar alcance da iniciativa
Com o crescente interesse de empresas e associações em apoiar e patrocinar o projeto, a ABMRA lançou um site oficial que detalha a estrutura da iniciativa.
A plataforma disponibiliza o relatório completo da pesquisa “Percepções sobre o Agro”, além do plano comercial para patrocinadores interessados em fortalecer a comunicação do setor.
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“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação” – Foto: Pixabay
A alta do dólar no fim de 2024 tende a pressionar os custos da pecuária, mas a produção de carne bovina no Brasil segue firme, ainda que em ritmo mais moderado, segundo o Cepea. Dados do IBGE mostram que, até setembro do último ano, o volume de abates cresceu 19%, reforçando a resiliência do setor. Nesse cenário, otimizar a gestão da produção torna-se essencial para garantir rentabilidade.
Uma das ferramentas mais eficazes para isso é o acompanhamento técnico no abate, serviço oferecido pela Associação Novilho Precoce MS. Com a análise de dados como rendimento de carcaça, dentição e espessura de gordura, os pecuaristas podem corrigir falhas na produção e evitar prejuízos.
O veterinário Wender Oshiro destaca que uma novilha pode perder até R$ 500 em valorização se não atingir o peso ou a cobertura de gordura ideais. Em 2023, 98% dos mais de 900 animais abatidos por sua cliente, Clarice Barbosa Yutes, atenderam aos padrões da associação, garantindo total bonificação.
“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação, garantindo total bonificação. Conseguimos enxergar, com precisão, se é necessário investir em mais terminação, melhorar a alimentação ou ajustar a estratégia de venda”, afirma.
Segundo o superintendente da Novilho Precoce MS, Alexandre Guimarães, muitos produtores perdem dinheiro por falta de dados organizados. “Muitos produtores não têm acesso a essas informações de forma organizada e acabam perdendo dinheiro sem perceber. Com os dados detalhados do abate, conseguimos direcionar melhor as decisões do associado dentro da fazenda, garantindo um gado mais bem acabado e um retorno financeiro maior”, finaliza.