sexta-feira, julho 3, 2026

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Brasil bateu recorde de cargas em 2024, com 1,32 bilhão de t



Os portos brasileiros bateram recorde de movimentação de cargas em 2024, com um total de 1,32 bilhão de toneladas. Os números foram apresentados pelo governo federal em evento na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Apesar de números mistos entre as diferentes categorias de terminais e cargas, o saldo final ficou 1,18% acima do volume verificado em 2023.

Os portos públicos registraram 474,38 milhões de toneladas, aumento de 5,13% em comparação com o ano anterior.

Dentre esses, o Porto de Santos, em São Paulo, destacou-se com a maior movimentação, alcançando 138,69 milhões de toneladas, crescimento de 2,05%. O Porto de Salvador, na Bahia, apresentou o maior crescimento porcentual, com acréscimo de 41,18% na comparação com 2023, totalizando 6,60 milhões de toneladas.

“O crescimento nos portos públicos mostra o trabalho que tem sido feito pelas autoridades portuárias”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Ele prometeu empenho do governo para manter as condições de avanço do setor. “Criar cada vez mais segurança jurídica para quem quer empreender”, afirmou.

Costa Filho disse que, ao lado de Antaq e do Tribunal de Contas da União (TCU), busca acelerar a carteira de concessões e arrendamentos. Os terminais autorizados experimentaram leve retração, movimentando 845,98 milhões de toneladas, redução de 0,91% em relação ao período anterior.

No segmento, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão, foi o destaque positivo, com 175,78 milhões de toneladas movimentadas, acréscimo de 5,68%.

Quanto ao tipo de navegação, o transporte de longo curso contabilizou 948,17 milhões de toneladas, crescimento de 2,29%. A cabotagem, que é a navegação entre os portos brasileiros, viu um acréscimo de 0,92%, totalizando 293,56 milhões de toneladas. A navegação interior, em cursos d’água internos como por rios, teve redução de 9,58%, movimentando 75,93 milhões de toneladas.

Em relação ao tipo de carga, o transporte de granel sólido teve queda de 0,25%, com 788,50 milhões de toneladas, enquanto o de granel líquido diminuiu 3,78%, somando 313,10 milhões de toneladas. Já a carga conteinerizada, experimentou um acréscimo de 20%, alcançando 153,33 milhões de toneladas.

Dentre as cargas em destaque, o trigo liderou com um aumento de 39,51%, totalizando 9,03 milhões de toneladas. O gás de petróleo apresentou crescimento de 35,31%, com 5,29 milhões de toneladas movimentadas. Os combustíveis, óleos e produtos minerais registraram um aumento de 23,63%, somando 4,06 milhões de toneladas.



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Brasil avança na tokenização de ativos ambientais



A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta



A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta
A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta – Foto: Divulgação

A tokenização de ativos ambientais tem ganhado destaque como ferramenta para impulsionar a economia sustentável e aprimorar a comercialização de créditos de carbono. Para regulamentar esse mercado, o Projeto de Lei n.º 3.434/2024, do senador Fernando Dueire (MDB/PE), propõe um marco regulatório que visa garantir transparência, rastreabilidade e segurança nas transações. 

Segundo a advogada Luciana Simões Rebello Horta, da ABToken, a medida estabelece critérios de governança e assegura que os tokens tenham lastro em ativos ambientais reais. “O PL 3.434/2024 representa um grande avanço ao definir critérios de governança e transparência, garantindo que os tokens tenham lastro em ativos ambientais reais e verificáveis”, afirma.

A tecnologia blockchain é um dos pilares da proposta, permitindo auditorias independentes e evitando fraudes, como a dupla contagem de créditos. Além disso, a regulamentação busca atrair investimentos para projetos sustentáveis, como reflorestamento e conservação de biomas, tornando o setor mais seguro para investidores.

Apesar do avanço, desafios persistem, como a adaptação às normas internacionais e a capacitação dos agentes do setor. O Grupo de Trabalho de Ativos Verdes da ABToken, coordenado por Luciana Horta, acompanha de perto a tramitação do PL para garantir um equilíbrio entre inovação e segurança jurídica. Se aprovado, o PL 3.434/2024 poderá posicionar o Brasil como referência global na tokenização de ativos ambientais. 

“Com a tramitação do PL 3.434/2024, o Brasil se aproxima de uma nova era na regulamentação de ativos digitais sustentáveis. Se aprovado, o projeto poderá consolidar o país como líder global na tokenização de ativos ambientais, atraindo investimentos e fortalecendo seu compromisso com a sustentabilidade e inovação tecnológica”, finaliza Luciana.

 





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ICL diz que manter mistura de 14% de biodiesel ajuda a discutir fiscalização



O Instituto Combustível Legal (ICL) disse que a decisão de manter o teor de 14% de biodiesel no diesel, tomada nesta terça-feira (18) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), foi acertada por dar mais tempo para se discutir uma fiscalização efetiva para evitar adulterações no teor verificado em lei.

“A definição do CNPE foi uma sinalização positiva para que possamos debater com as autoridades e representantes do setor como aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização e reduzir a perspectiva de adulteração da mistura em um trabalho estratégico e integrado ao longo deste próximo mês”, avaliou o presidente do ICL, Emerson Kapaz.

Na análise do ICL, cerca de 220 mil m³ de óleo diesel podem ter sido vendidos com menos biodiesel do que deveriam em novembro e dezembro de 2024, especialmente no Paraná e em São Paulo.

Neste total, foram visitados 154 postos nestes Estados. Do total das amostras coletadas, 55 – cerca de 36% – apresentaram mistura fora do padrão da legislação, sendo que 9 amostras tinham menos de 1% de biodiesel.

O Instituto estima que 14% do combustível comercializado no Paraná e 4,3% do diesel paulista apresentam risco de fraude e com amplo acesso ao mercado externo por meio dos portos de Paranaguá e de Santos, que são grandes portas de entrada de diesel importado no País.

O aumento na diferença nos preços entre o diesel mineral e o biodiesel vem estimulando os fraudadores.

Na análise do ICL, no caso do diesel S-10, a diferença entre o produto com e sem a mistura de biodiesel chegava a R$ 0,37 por litro em dezembro de 2024.

Segundo a entidade, estas adulterações na mistura são concentradas em algumas poucas distribuidoras, que, caso fossem penalizadas, poderiam representar uma queda de até 70% dos problemas relacionados ao cumprimento do teor previsto em lei.

“Este cenário da concorrência desleal é mais prejudicial para o setor do biodiesel. Se a composição for mantida em 14% e tiver uma fiscalização mais eficiente no mercado, o volume de biodiesel será maior porque se evitará descaminhos ou perda por agentes que vendem diesel como se fosse biodiesel”, concluiu Kapaz.



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Suspensão de aumento da mistura de biodiesel desorganiza cadeia produtiva, diz deputado


arnaldo jardim - pdl sobre emissão de gases - wesley amaral - câmara dos deputados
O deputado federal Arnaldo Jardim | Foto: Wesley Amaral/Câmara dos Deputados

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), presidente da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde e relator da Lei do Combustível do Futuro, disse que a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de suspender a elevação da mistura de biodiesel no diesel fóssil, de 14% para 15%, desorganiza uma cadeia produtiva que se planejou para atender as regras estabelecidas pela Lei do Combustível do Futuro. “Isso é um grande erro”, afirmou em nota.

Ele citou que dados do Ministério de Minas e Energia (MME) mostram impacto no preço da mistura de R$ 0,02.

“A questão aqui não é apenas sobre preço, mas sim sobre previsibilidade, fundamental para o fortalecimento do setor de biocombustível no Brasil.”

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Exportações de arroz devem crescer nos próximos anos, projeta diretora da CNA



A diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori, afirmou que as exportações de arroz do Brasil tendem a crescer nos próximos dois a três anos. A declaração foi feita durante a 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, evento realizado na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).

Mori destacou que o arroz brasileiro já tem presença consolidada nos mercados africano e americano, devido ao tipo de produto exportado. No entanto, ressaltou que, apesar da importância do setor, o volume exportado ainda é pequeno em relação ao potencial do país, que é o maior produtor de arroz do mundo ocidental, ficando atrás apenas dos países asiáticos.

“A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) prevê que o consumo global de arroz crescerá menos de 1% nos próximos dez anos. No entanto, o crescimento da demanda na África será três vezes superior a essa média, impulsionado pelo aumento da renda e da população”, explicou Mori.

Ela também destacou a expansão das exportações para o México, que tem reduzido tarifas para importação do arroz brasileiro por meio do programa anual Pacic, criado para conter a inflação do país.

“Isso fez com que nossas exportações para lá aumentassem significativamente. Diferente do Mercosul, onde negociamos em bloco, com o México temos a possibilidade de acordos bilaterais”, disse.

Mori acrescentou que a meta para este ano é garantir a continuidade do acesso ao mercado mexicano sem depender exclusivamente do Pacic, que pode ser revogado a qualquer momento.

35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas

O evento tem como tema “Produção de Alimentos no Pampa Gaúcho – Uma Visão de Futuro” e é promovido pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e conta com a correalização da Embrapa e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), além do patrocínio do Instituto Riograndense do Arroz (Irga).



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Exigência de ‘carimbo’ de validade para ovos de pequenas granjas será revista



O Ministério da Agricultura vai flexibilizar uma portaria que exige a marcação da data de validade a carimbo na casca de ovos. O ministro Carlos Fávaro disse a jornalistas, na tarde desta terça-feira (18), que a exigência será revista para granjas de pequeno porte.

Não haverá a necessidade de gravação a laser da data de validade ovo a ovo para as pequenas granjas, mas sim a exigência de que as embalagens sejam lacradas e contenham selo com a marca da granja e o prazo de validade impressos no adesivo. Para as demais granjas, a norma permanece com entrada em vigor em 5 de março.

A nova portaria deve ser publicada até esta quarta-feira (19), pela Secretaria de Defesa Agropecuária da pasta. O tamanho das granjas que serão alcançadas pela flexibilização ainda está sendo avaliado pelo ministério.

“Vimos que a gravação a laser poderia dificultar a operação para pequenas granjas, que são importantes na produção e no abastecimento brasileiro. Para que elas não tenham dificuldade de se adequar ao novo regramento, o que poderia trazer, talvez, até a diminuição de oferta no mercado, vamos alterar a portaria em vigor”, disse Fávaro.

Parlamentares haviam protocolado na Câmara pedido de Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para sustar a medida, alegando que a medida gera custo para granjas de pequeno e médio porte.

Para o ministro, o PDL perde o efeito com alteração da normativa. A portaria em questão, 1.179/2024, estabelece que ovos destinados ao consumo direto devem ser individualmente identificados, com a data de validade e com o número de registro do estabelecimento produtor, quando não seja utilizada uma embalagem primária, com tinta atóxica.

O ministro disse que o objetivo da pasta com a exigência de identificação da validade do ovo a laser em cada unidade era uma medida para elevar a régua na classificação dos ovos e evitar a comercialização de produtos fora da validade.

De acordo com Fávaro, o setor produtivo participou da elaboração da normativa, que foi publicada em setembro do ano passado. “O mundo inteiro adota a tecnologia do carimbo, com o ovo já saindo da granja com o prazo de validade marcado”, destacou.

De acordo com o ministro, as grandes granjas adotam o procedimento. Para elas, será mantida a obrigatoriedade do carimbo a partir de 5 de março. “Para não causar nenhum tipo de problema para as pequenas granjas, vamos alterar a normativa, mas não vamos precarizar a qualidade. É uma alternativa momentânea para os pequenos irem se adequando, garantindo que eles continuem produzindo e vendendo e, no futuro, possam ter a capacidade também de imprimir a validade ovo a ovo”, observou o ministro.

Preço dos ovos

Fávaro comentou também sobre o aumento recente do preço dos ovos. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmou que o preço dos ovos de galinha subiu até 40% desde a segunda quinzena de janeiro. De acordo com o ministro, o calor excessivo nas principais regiões produtoras afeta a produção, com uma retração temporária.

Do lado da demanda, Fávaro citou o aumento das exportações de carne de frango e ovos pelo Brasil, com o País passando a ser uma opção de fornecimento seguro após o recrudescimento da gripe aviária em outros países.

“Há um aumento da exportação de ovos nesse período. Além disso, estamos chegando no período da quaresma, quando muitas pessoas diminuem o consumo de carne vermelha e começam a consumir peixes, ou, se o peixe está caro, migram também para o consumo de ovos”, afirmou o ministro.

A expectativa, segundo ele, é de acomodação dos preços dos ovos nos próximos dias.



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Soja sustentável em debate: as iniciativas para a proteção climática e preservação ambiental



A 4ª Conferência Estadual de Meio Ambiente, realizada em Cuiabá, nesta terça-feira (18), se consolidou como um espaço de discussão sobre mudanças climáticas e práticas sustentáveis, também para a soja, com ênfase em soluções locais voltadas à preservação ambiental. Durante o evento, a proteção do clima foi o tema central, com destaque para as ações em Mato Grosso, um estado em que a agricultura e a preservação ambiental precisam caminhar juntas.

No painel “Soluções e iniciativas mato-grossenses para proteção do clima”, representantes de diversas áreas apresentaram projetos focados em promover a sustentabilidade no campo. Entre os presentes, representantes da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) trouxeram à tona importantes iniciativas voltadas à redução dos impactos ambientais e ao incentivo de práticas agrícolas responsáveis.

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A soja, cultura predominante em Mato Grosso, foi discutida durante a conferência. Representando um dos principais motores da economia estadual e nacional, a produção de soja também tem sido uma preocupação constante no que diz respeito à sustentabilidade. A Aprosoja MT tem trabalhado para garantir que a produção dessa oleaginosa aconteça de forma sustentável, alinhada à conservação ambiental. Projetos como o Soja Legal têm contribuído para garantir a certificação de propriedades e capacitação dos produtores em técnicas que minimizam o impacto ambiental, como o uso eficiente de recursos naturais e a preservação de áreas de vegetação nativa.

A prevenção de queimadas também foi um tema crucial abordado durante a conferência. O Tenente Coronel Marcondes, do Corpo de Bombeiros Militar, trouxe dados que destacaram que as áreas produtivas do estado apresentam os menores índices de focos de incêndio, demonstrando o compromisso do setor agrícola, incluindo o cultivo de soja, em adotar práticas responsáveis e evitar a degradação ambiental.

Além disso, foi discutida a Central de Informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta importante para os produtores de soja que buscam garantir a regularização das suas propriedades e cumprir as exigências legais de preservação. A central oferece suporte para que os agricultores se mantenham atualizados sobre a situação de suas áreas e colaborem com a melhoria da gestão ambiental no estado.

Giuliano Rensi, produtor rural e delegado da Aprosoja MT em Campo Novo do Parecis, destacou a importância de visibilizar as ações de sustentabilidade realizadas no campo. Segundo ele, é fundamental que a sociedade conheça o trabalho realizado pelos produtores e compreenda o comprometimento do setor com a preservação ambiental, especialmente no cultivo de soja, um dos pilares da economia de Mato Grosso. Ele enfatizou que as iniciativas estão sendo efetivamente aplicadas na prática, e que a sustentabilidade é um compromisso que vai além da retórica.



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Adesão do Brasil à Opep+ não é preferência a combustíveis fósseis, diz ministro da Agricultura



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, defendeu a decisão do governo brasileiro de aderir ao Fórum de Diálogo da Opep+, grupo de países aliados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A decisão foi tomada em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nesta terça-feira (18).

“A adesão à Opep+ não é preferência a combustíveis fósseis. É uma transição e nós não podemos abrir mão de participação da discussão de alto nível da produção, inclusive de petróleo, porque ele ainda é uma fonte de geração de energia muito relevante”, afirmou Fávaro a jornalistas. “Estar fora da Opep+ é estar fora da principal discussão”, acrescentou.

Questionado se a decisão é uma contradição em relação à agenda dos biocombustíveis, Fávaro negou haver divergência entre a política ambiental e de transição energética. “Seria contraditório retroceder ao B10 (10% de biodiesel na mistura do óleo diesel). O Brasil caminha a passos largos com a volta do presidente Lula e incentiva a produção de biocombustíveis”, observou o ministro.

A adesão do país à Opep+ é criticada por ambientalistas.



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Broca e bicho-mineiro exigem controle eficiente


O manejo de pragas e doenças é fundamental para garantir a qualidade e produtividade do café, segundo o engenheiro agrônomo e CEO da Experimental Agrícola/illycaffè, Dr. Aldir Alves Teixeira. Entre os desafios enfrentados pelos cafeicultores, duas ameaças se destacam: a broca-do-café (Hypothenemus hampei) e o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella).

A broca-do-café é uma praga bastante prejudicial ao cafeeiro e ataca os frutos em qualquer estágio de maturação. As infestações da broca-do-café podem ser influenciadas por diversos fatores, tais como o clima, a colheita, o sombreamento, o espaçamento e a altitude. Níveis a partir de 30% de infestação são prejudiciais à produtividade e qualidade do café. Os machos da broca-do-café apresentam as mesmas características morfológicas das fêmeas, porém são menores com asas rudimentares e possuem o comportamento de não saírem dos frutos onde se originam. As fêmeas, após o acasalamento, perfuram a região da coroa, e ovipositam em câmaras feitas nas sementes. Após 4 a 10 dias da postura, nascem as larvas que passam a broquear as sementes degradando o interior dos frutos de café. O período larval é de 14 dias, o período de pupa é de 7 dias em média, sendo que o desenvolvimento completo dura de 27 a 30 dias. Os prejuízos causados pela broca-do-café afetam a classificação e o beneficiamento do mesmo, comprometendo a bebida do ponto de vista comercial.

“A forma mais adequada para acompanhar a infestação da broca-do-café e para a tomada de decisão dos métodos de controle a serem utilizados é fazer a amostragem mensal dessa praga no cafezal, principalmente até cerca de 70 dias antes da colheita. Outra sugestão é iniciar a amostragem quando os frutos estiverem na fase de chumbo e chumbões, período em que as sementes já estão formadas e, portanto, fase em que a broca perfura o fruto, podendo ovipositar no fruto”, explica o engenheiro agrônomo.

Já a mariposa do bicho-mineiro é bem pequena, apresentando 6,5 mm de envergadura, asas brancas na parte dorsal. Sua postura ocorre durante a noite, com média de 7 ovos, colocando um ovo por folha, e durante o dia permanece na parte inferior das folhas. Nas infestações, a lagarta penetra na folha e aloja-se entre as duas epidermes, começando a alimentar-se e a construir minas, daí o nome bicho-mineiro. A ocorrência do bicho-mineiro está condicionada a diversos fatores. Entre esses fatores destacam-se as condições climáticas, sendo que a precipitação pluvial e a umidade relativa do ar influenciam negativamente na população da praga, ao contrário da temperatura, que exerce influência positiva; também a presença ou ausência de inimigos naturais como parasitoides, predadores e patógenos e diferenças de espaçamentos favorecem as infestações dessa praga. As larvas do bicho-mineiro eclodem de 5 a 21 dias após a postura, e penetram nas folhas, ficando entre as duas epidermes e causando a destruição do parênquima, consequentemente causam diminuição da área fotossintética e provocam queda das folhas. O período larval desta praga dura de 9 a 40 dias, formando um casulo em forma de X, no baixeiro do cafeeiro. Já o período de pupa dura de 5 a 26 dias e os adultos sobrevivem em média cerca de 15 dias.

“A amostragem de bicho-mineiro em cafeeiros de até 3 anos de idade deve ser realizada quinzenalmente no início, quando os primeiros danos aparecem nas folhas. Neste caso, o controle do bicho-mineiro deve ser iniciado quando forem encontradas 30% ou mais de folhas minadas nos terços médio e superior das plantas de café”, orienta Dr. Aldir Alves Teixeira.





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Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras realiza posse de nova diretoria



O Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) , realizou nesta terça-feira (18), a cerimônia de posse da nova diretoria para o quadriênio 2025-2029. O encontro aconteceu na sede do sindicato, em Barreiras, no Oeste da Bahia, e reuniu associados, membros da equipe e lideranças do setor, para oficializar o início de um novo ciclo de gestão.

A produtora rural, Rosicleia do Rocio Flizicoski Cerrato, assume a presidência ao lado de David Marcelino Almeida Schmidt, que ocupa agora a vice-presidência da entidade.

Durante a cerimônia de posse, Schmidt apresentou a nova gestão as ações desenvolvidas nos últimos quatro anos, e destacou os avanços alcançados.

“Foram quatro anos desenvolvendo muitas ações para o Oeste, e neste novo mandato pretendemos trabalhar ainda mais, trazendo inovação em projetos e ações para impulsionar ainda mais o setor produtivo. ”, ressaltou David Schmidt, agora como vice-presidente do SPRB.

Cerrato em seu discurso pretende dar continuidade aos trabalhos que já são realizados pela instituição e também trazer novas ideias que irão impulsionar ainda mais a atuação de jovens sucessores.

Além da nova diretoria, o evento também destacou a presença da Diretoria Jovem do SPRB, uma iniciativa já da nova gestão no qual visa preparar e incentivar a sucessão no agronegócio.

A Diretoria Jovem tem como missão envolver os futuros líderes do setor, promovendo capacitações, intercâmbios e ações que permitam aos jovens entender e participar ativamente das decisões e desafios do campo.

Nova diretoria (2025-2029)

Presidente: Rosicleia do Rocio Flizicoski Cerrato

Vice-Presidente: David Marcelino Almeida Schmidt

1ª Secretária: Suzana Muterle Viccini

2ª Secretária: Luciane Oliveira Miller

1º Tesoureiro: Gill Arêas Machado

2º Tesoureiro: Ildo João Rambo

Conselho Fiscal

1º Conselheiro Fiscal Titular: José Maria de Albuquerque Júnior

2º Conselheiro Fiscal Titular: Erick Yuzo Ischida Mizote

3º Conselheiro Fiscal Titular: Pedro Ovídio Tassi

1º Conselheiro Fiscal Suplente: José Cláudio Oliveira

2º Conselheiro Fiscal Suplente: Antonio Balbino de Carvalho Neto

3º Conselheiro Fiscal Suplente: José Henrique Ribeiro Piau


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