sexta-feira, julho 3, 2026

Agro

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Novo presidente da Comissão de Agricultura do Senado quer acelerar regularização fundiária



O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) foi eleito presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado para o biênio 2025-2026 nesta quarta-feira (19).

Ainda não foi definido o vice-presidente da comissão. O cargo seguirá vago até que os blocos partidários entrem em acordo para a indicação dessa vaga. 

Durante seu primeiro discurso como presidente da CRA, Zequinha reforçou seu compromisso com o avanço de pautas que incentivem a agricultura sustentável, a regularização fundiária, o licenciamento ambiental e a desburocratização do acesso ao crédito rural.

COP30 em Belém

O senador lembrou que Belém, capital do estado que ele representa, será a sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro deste ano.

Ele afirmou que o evento é uma oportunidade para mostrar ao mundo não somente a potência da agricultura brasileira, que garante ao Brasil ser um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas também os avanços feitos pelo país para alcançar bases produtivas mais sustentáveis.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) enfatizou que a CRA deve assumir papel fundamental nessa articulação, mostrando que o Brasil “não é só campeão na agricultura, mas também na proteção do meio ambiente.”

“A nossa agricultura é a mais sustentável do mundo. Pode ser que tenha alguém que chegue perto, mas não tem como a nossa. Há 50 anos nós transformamos nossa agricultura e fomos para o caminho de uma agricultura sustentável, tropical, com tecnologias próprias do Brasil”, enfatizou.

PIB do agro

Zequinha destacou pesquisa da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) que projeta, para o PIB do Agronegócio, um crescimento de até 5% em 2025. Essa alta será impulsionada, segundo a CNA, pelo aumento da produção primária agrícola (com destaque para os grãos) e pela expansão da indústria de insumos e da agroindústria exportadora.

Assim, de acordo com a pesquisa, o Valor Bruto da Produção está estimado em R$ 1,34 trilhão para este ano.

Apesar disso, o senador aponta um cenário desafiador para o país, em razão da política fiscal, do câmbio, da inflação, da taxa Selic e de fatores externos, o que exige uma atuação eficiente da comissão, conforme ele.

Regularização fundiária e licenciamento

Existem 75 projetos tramitando na CRA que tratam, basicamente, de regularização fundiária. De acordo com Zequinha, trata-se de assunto que precisa avançar no país. “Não dá para passar a vida toda falando disso sem tomar medidas para que a regularização fundiária aconteça efetivamente, principalmente na região Norte.”

Isso porque, segundo o presidente da CRA, a agricultura familiar é um sucesso “do meio do Brasil até o Sul, mas para o Norte ainda é muito carente. E nós vamos trabalhar para que isso aconteça. O crédito rural nem sempre é suficiente e às vezes é ‘burocrático’ também, o que impede o acesso de muita gente [a esse financiamento]. O licenciamento ambiental precisa andar; temos de avançar, temos de modernizar, agilizar, porque certamente ele mexe com a economia do país, não só do agro, mas de todos os setores produtivos do país”, declarou Zequinha.

O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) também defendeu a ampliação da discussão sobre a regularização fundiária, assim como a sua votação. Ele apontou a reforma agrária como uma política pública fundamental para o desenvolvimento regional, principalmente do Norte do país.

“O que a gente está vendo hoje, especialmente no sul do Pará, é que houve incentivo para as pessoas irem para aquela região. E agora elas estão tendo suas casas queimadas, estão sendo expulsas. Não tem aonde ir. Foram pessoas que acreditaram no governo da época”, considera.

Tereza Cristina, por sua vez, pediu atenção especial para que se avance nos diálogos e na votação do PL 2.159/2021, projeto que trata da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Essa matéria tramita simultaneamente em dois colegiados do Senado, com dois relatores diferentes: ela mesma na CRA e Confúcio Moura (MDB-RO) na Comissão de Meio Ambiente (CMA).

Crédito rural

O senador Alan Rick (União-AC), que deixou a presidência da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), disse que os bancos de fomento precisam entender o cenário de crise que há no país. 

Ele ressaltou que o Brasil vem enfrentando uma série de eventos climáticos gravíssimos, que este é um momento difícil para o setor e que, por essa razão, é necessário que o processo de liberação de recursos para investimentos na agropecuária seja menos burocrático. 

“Vamos chamar os presidentes dos bancos de fomento para falar sobre o crédito rural. Os bancos querem emprestar dinheiro para custeio, que você tem de pagar com um ano. Mas no [crédito] de investimento, em que você tem mais carência, em que você tem mais tempo para pagar, para poder investir na sua lavoura, comprar equipamento, fazer os investimentos para aumentar a sua produção, há uma enorme dificuldade para a liberação de recursos.”

Áreas degradadas

Zequinha Marinho informou que apresentou nesta semana um projeto de lei — o PL 514/2025 — que altera a política agrícola brasileira e estabelece, entre suas diretrizes, o estímulo à conversão de pastagens degradadas em sistemas de produção agropecuários e florestais sustentáveis.

A proposta, que integra a lista de prioridades do presidente da CRA, também prevê que o crédito rural terá condições favorecidas para projetos de recomposição de áreas degradadas.



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Como os auditores agropecuários fiscalizarão ovos a partir de 5 de março?



Os ovos comercializados no Brasil deverão cumprir novas exigências de rotulagem a partir de 4 de março deste ano [Nova portaria do Mapa divulgada após a publicação desta reportagem adiou o prazo para 4 de setembro]. Assim, informações como prazo de validade e classificação do produto deverão ser carimbadas diretamente em suas cascas.

Para o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), a regulamentação faz parte de um conjunto de medidas para aumentar a segurança, garantir a rastreabilidade e oferecer informações claras aos consumidores.

As novas regras de classificação dos ovos constam na Portaria nº 1.179, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 5 de setembro do ano passado.

O documento determina que, além da data de validade e da classificação por peso e qualidade, cada unidade deve conter: identificação do produto, com nome e razão social; e o número de registro do estabelecimento no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisb) e no Serviço de Inspeção Federal (SIF).

Trabalho dos auditores na inspeção de ovos

Os auditores fiscais federais agropecuários atuam, entre outras atividades, na fiscalização nos estabelecimentos classificados como granjas avícolas e como unidades de beneficiamento de ovos e derivados.

O Anffa Sindical esclarece que essa fiscalização é periódica e depende do volume da produção, da natureza dos produtos fabricados e do desempenho de cada estabelecimento em auditorias anteriores.

De acordo com os profissionais da carreira, o mais importante é garantir que o fluxo produtivo esteja adequado, de modo que não sejam aproveitados ovos sujos, trincados ou quebrados.

Por isso, o foco da fiscalização se dirigem aos programas de autocontrole, que envolvem a manutenção de instalações, equipamentos e utensílios, além de procedimentos sanitários. São verificadas balanças e máquinas utilizadas na ovoscopia eletrônica, que também é inspecionada. Nesta operação de pré-seleção, são removidos os ovos impróprios para consumo.

O Sindicato destaca que também há um controle integrado de pragas e da matéria-prima. Neste caso, é verificado o uso de medicamentos na granja para evitar que ovos de aves em tratamento sejam destinados ao consumo humano.

Os auditores fiscais federais agropecuários fiscalizam, ainda, os procedimentos de classificação dos ovos por peso, as embalagens e a rotulagem, que não podem causar dúvidas ao consumidor. Os locais de armazenamento também são inspecionados.

Transparência ao consumidor

O Anffa Sindical destaca que a rastreabilidade permitirá ao consumidor identificar a origem do produto com mais facilidade, promovendo maior transparência no mercado.

Para o Sindicato, trata-se de uma oportunidade de abrir novas oportunidades de exportação ao alinhar os padrões de qualidade do Brasil aos exigidos por mercados internacionais.

“A implementação de novas regras para a rotulagem de ovos, incluindo a obrigatoriedade de indicação da data de validade e a classificação do produto, é uma medida essencial para aumentar a confiança do consumidor. Com essas informações claramente disponíveis, os consumidores poderão fazer escolhas mais informadas, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos que chegam às suas mesas”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

A produção de ovos no Brasil atingiu um marco histórico em 2024, com uma estimativa de 57,6 bilhões de unidades, representando um crescimento de 9,8% em relação a 2023. Esse aumento reflete o fortalecimento do setor avícola nacional e a crescente demanda por ovos no mercado interno.



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Justiça decide que exportação de bois vivos para abate não fere legislação brasileira



O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) decidiu, nesta quarta-feira (19), que a exportação de animais vivos para abate não viola a legislação brasileira. Por 3 votos a 0, os desembargadores da corte determinaram a reforma da sentença de primeiro grau que havia proibido a exportação em todos os portos do país.

A corte julgou um recurso da União, que alegou que o transporte de animais vivos não estaria “intrínseca e inerentemente” relacionado a maus-tratos. A procuradoria federal também apontou que a regulação existente já é suficiente para disciplinar o assunto.

O julgamento no TRF-3 começou em dezembro do ano passado, mas foi interrompido por um pedido de vista. Naquela ocasião, o desembargador Nery Júnior já havia votado favoravelmente às exportações.

“A decisão do TRF3 de reverter a sentença é acertada. Trata-se de uma discussão de questões estruturais, em que a mera proibição de exportação não seria capaz de atingir a solução pretendida e, também, causaria uma série de outros problemas na cadeia produtiva”, afirma o advogado Eduardo Diamantino, sócio do Diamantino Advogados Associados, que representou a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) na ação.

“A exportação de animais vivos, além de ser uma demanda de mercado, já é fortemente regulamentada e está sujeita à fiscalização pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em todas as suas várias etapas, além da vigilância sanitária dos países que recebem as cargas vivas”, acrescenta Diamantino, que sustentou oralmente no processo.

A ação foi aberta pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, que em abril de 2023 conseguiu o veto à exportação. O juiz federal Djalma Moreira Gomes entendeu que os animais são titulares de direitos e que, por isso, merecem proteção jurídica.

O magistrado, entretanto, ressalvou que a sentença só seria colocada em prática se fosse confirmada pelo TRF3. “A presente sentença não produz efeitos até que a matéria seja apreciada pelo TRF da 3ª Região”, escreveu o magistrado na ocasião.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil fortalece comércio agropecuário com o Vietnã



Comércio Brasil-Vietnã pode chegar a US$ 10 bi até 2030




Foto: Divulgação

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu com êxito uma missão oficial ao Vietnã, realizada entre os dias 13 e 15 de março, para fortalecer laços comerciais e ampliar oportunidades para o agronegócio brasileiro.

A delegação foi liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Marcel Moreira Pinto, e contou com a presença de representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e de exportadores brasileiros.

Durante a estadia na capital Hanói, a equipe participou de reuniões estratégicas com autoridades vietnamitas, incluindo o primeiro-ministro Pham Minh Chính e representantes dos ministérios do Planejamento e Investimentos e da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MARD). Os encontros abordaram investimentos no setor agropecuário e avanços na abertura do mercado vietnamita para carnes bovina, suína e de frango do Brasil.

Além disso, a delegação teve encontros com representantes do setor privado, como a Associação Vietnamita de Varejistas (AVR), importadores e distribuidores, ampliando as oportunidades de negócios entre os dois países.

Nos últimos anos, as relações comerciais entre Brasil e Vietnã têm se fortalecido. Em 2023, o fluxo comercial alcançou US$ 6,8 bilhões, com a expectativa de atingir US$ 10 bilhões até 2030. O Vietnã já figura entre os cinco principais mercados do agronegócio brasileiro.

Outro avanço importante foi a recente autorização do governo vietnamita para a importação de alimentos para cães e gatos contendo ingredientes de origem animal brasileiros, impulsionando a expansão do setor de pet food no mercado asiático.

A missão ao Vietnã reforça a estratégia do Mapa de abrir novos mercados e consolidar a competitividade do agronegócio brasileiro, garantindo novas oportunidades para produtores e exportadores do país.





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Itaipu Rural Show deve atrair 70 mil visitantes gerando R$ 250 milhões em negócios



O município de Pinhalzinho, na região oeste de Santa Catarina, recebe a partir de hoje (19) a vigésima sexta edição da Itaipu Rural Show. Organizado desde 1988 pela Cooperativa Regional Itaipu (Cooperitaipu), o evento tem como objetivo promover conhecimento e inovação no setor.

A repórter Valéria Burbello conversou com o presidente da Cooperitaipu, Arno Pandolfo, e com o coordenador geral do evento, Fernando Rohr, que trouxeram mais informações sobre o encontro.

A expectativa é que o encontro receba mais de 70 mil visitantes durante os quatro dias de programação. A atual safra catarinense de grãos atravessa um período excelente de produtividade, por isso, os organizadores esperam gerar mais de 250 milhões de reais em negócios.

A Itaipu Rural Show 2025 conta com mais de 350 expositores que trazem as principais tendências dos mais diversos setores da agropecuária, com destaque para automação e operação via aplicativos para produtores de culturas como aves, suínos, leite e grãos.

Tradição

A Itaipu Rural Show é reconhecida como o maior evento agropecuário catarinense e uma importante referência nacional para pequenos e médios agricultores. Durante essa edição,
produtores rurais, pesquisadores, empresários e técnicos terão acesso à capacitação e às novidades do setor.

O encontro segue até o dia 22 de fevereiro, na rodovia BR-282, KM 580, na cidade de Pinhalzinho.



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Rally da Safra percorre seis estados e reduz expectativa para a safra nacional de soja


A 22ª expedição Rally da Safra, organizada pela Agroconsult, acaba de divulgar resultados parciais do ciclo 2024/25 de soja após percorrer mais de 36 mil quilômetros em seis estados brasileiros.

Diante da piora na situação climática que impactou as lavouras de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul e dos bons resultados do Centro Norte, a nova projeção aponta para 171,3 milhões de toneladas, redução de 1,1 milhão de toneladas sobre o número pré-Rally, de 16 de janeiro.

Ainda assim, a safra 2024/25 tende a ser 15,8 milhões de toneladas acima da temporada passada.

“Apesar da projeção ter sido alterada em apenas 1,1 milhão de toneladas na estimativa da safra brasileira, as mudanças foram significativas quando avaliamos individualmente cada estado”, afirma o coordenador da expedição técnica, André Debastiani.

De acordo com ele, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais e a região do Matopiba (áreas produtivas de (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) acrescentaram 5 milhões de toneladas à safra nacional, enquanto Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina retiraram 6,2 milhões de toneladas.

Aumento de área

A Agroconsult também ampliou em 100 mil hectares a área plantada no país, que passa a ser de 47,6 milhões de hectares, 1,7% acima da última temporada.

Após as visitas às lavouras, a estimativa de produtividade foi revista de 60,5 para 60 sacas por hectare.

Agora, com outras cinco equipes pela frente, o Rally tem a missão de consolidar os resultados dos estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil. A Agroconsult informa que a partir desta semana, os técnicos vão percorrer Goiás, Minas Gerais, a região do Matopiba e o Rio Grande do Sul.

Perdas irreversíveis

lavoura de soja seca sem chuva, seguro rurallavoura de soja seca sem chuva, seguro rural
Lavoura de soja em Mato Grosso do Sul. Foto: Pedro Silvestre/ Canal Rural

Os dados preliminares do Rally consolidam os estados em três grupos. No primeiro, estão Mato Grosso do Sul e o Rio Grande do Sul, com produtores que tiveram perdas irreversíveis por conta das adversidades climáticas.

Segundo a equipe do Rally, há abandono de áreas em razão da estiagem e ondas de calor nos dois estados. Isso porque o Rio Grande do Sul enfrentou um período de pelo menos 30 dias consecutivos sem chuvas e temperaturas acima de 40 graus.

Desta forma, a situação que já era crítica na metade Sul do estado acabou se espalhando para outras regiões e a estimativa de produtividade caiu para 39 sacas por hectare (49,5 sacas por hectare no pré-Rally). Assim, o território gaúcho tem, agora, safra projetada em 16 milhões de toneladas, contra 20,5 milhões de toneladas em 2023/24.

Já o Mato Grosso do Sul sofreu com o encurtamento do ciclo nas áreas prejudicadas pela estiagem. “O Rally esteve em campo no estado, na última semana, constatando as perdas in loco. A produtividade foi reduzida para 49,5 sacas por hectares (56,5 sacas por hectare no pré-Rally)”, diz a nota da Agroconsult.

Produção histórica de soja em MT

Nos estados do Centro-Norte, o cenário é outro. Os dados coletados no campo com o Rally da Safra e os levantamentos da Agroconsult mostram um segundo grupo com ótimo potencial produtivo, formado por seis estados.

Neste rol, o destaque é o Mato Grosso, que registra aumento de produtividade de 63 sacas por hectare (em janeiro, no pré-Rally) para 66,5 sacas por hectare, novo recorde. Os técnicos da expedição avaliaram, pela segunda vez nesta temporada, as lavouras do oeste, médio-norte e sudeste do estado.

“O estande elevado de plantas, o alto número de grãos por hectare e o peso dos grãos apontam que, pela primeira vez na história, a safra poderá ultrapassar 50 milhões de toneladas”, diz a Agroconsult.

Se confirmado o volume, será o equivalente à soma de Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

A Bahia, com estimativa de 70 sacas por hectare (67 no pré-Rally), tem a maior produtividade média nacional. Goiás, com 68 sacas por hectare (65,5 em janeiro) e Minas Gerais, com 67 (66 na projeção anterior), além do Tocantins e Maranhão, integram o grupo dos estados com ótimo potencial produtivo e que também vão registrar rendimentos recordes.

Já o terceiro grupo, com bom potencial, registrou intercorrências, mas traz produtividade inalterada: Piauí, com 60 sacas por hectare; pequena elevação em Rondônia (60 sacas por hectare); e queda nos estados do Paraná (62,5 sacas por hectare), São Paulo (63,5) e Santa Catarina (65).

No total, os técnicos do Rally da Safra percorrerão até o dia 22 de março mais de 80 mil km por 13 estados (Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará), que respondem por 95% da área de soja.



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Secretaria de Agricultura de SP anunciará 4 medidas para o agro do estado


cana-de-açúcar exportações SP
Foto: Governo do Estado de São Paulo

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo anunciará, na próxima quinta-feira (20), um novo pacote de medidas que, conforme o secretário Guilherme Piai, tem o objetivo de fortalecer o agronegócio do estado.

O evento, que será realizado no Palácio dos Bandeirantes, terá como destaque as seguintes medidas:

  • ICMS: apresentação do encaminhamento de renovação de benefícios fiscais à Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp);
  • Patrulha Rural: celebração de convênios com 54 municípios paulistas para o Programa Patrulha Rural, com investimento de R$ 16,2 milhões;
  • Agrologística: assinatura de decreto e anúncio da criação do novo programa de estradas, pontes e sinalização rural da SAA. Investimento de R$ 145 milhões.
  • Regularização fundiária: entrega de títulos rurais para duas comunidades quilombolas do Vale do Ribeira.

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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura do feijão-caupi avança no Maranhão



Falta de sementes pode afetar feijão-caupi




Foto: Canva

O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a semeadura do feijão-caupi no Maranhão está em fase avançada, se aproximando de dois terços da área total prevista.

As lavouras já implantadas encontram-se entre as fases de emergência, desenvolvimento vegetativo e floração, apresentando boas condições fitossanitárias. A primeira safra do feijão-caupi no estado é tradicionalmente cultivada por agricultores familiares, que utilizam baixa tecnologia e adotam sistemas consorciados com arroz, milho e mandioca. Esse modelo produtivo, no entanto, costuma resultar em baixos rendimentos.

Grande parte dos produtores utiliza sementes adquiridas por meio de programas de doação do governo estadual ou reaproveitadas de safras anteriores. Entretanto, para o atual ciclo, não há previsão de distribuição de sementes pelo governo, o que pode impactar a área total plantada nesta temporada.

A expectativa é de que a produtividade seja influenciada pela disponibilidade de insumos e pelas condições climáticas, fatores essenciais para a manutenção da produção do feijão-caupi, cultura de grande importância para a segurança alimentar e a economia da agricultura familiar no Maranhão.





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Acompanhe ao vivo o Fórum Soja Brasil Cotricampo!


Foto: Reprodução Soja Brasil

A 9ª ExpoAgro Cotricampo, realizada em Campo Novo (RS), está em andamento e aborda temas relevantes para o setor agrícola. O evento reúne produtores e especialistas para discutir questões essenciais para o futuro da agricultura no Brasil, com destaque para os desafios climáticos que afetam a produção de soja. Assista ao vivo:

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Programação do evento:

  • 14h00 – Abertura
  • 14h10 – Painel 1: Perspectivas de produção e mercado da soja 2024/25
    Sílvia Bampi, StoneX Brasil; Miguel Daoud, Canal Rural
  • 15h00 – Impacto do clima em safra de La Niña
    Arthur Müller, meteorologista Canal Rural
  • 15h10 – Painel 2: Volume e qualidade desafiam autossuficiência no trigo
    Elcio Bento, Safras & Mercado; Jorge Lemainski, Embrapa Trigo
  • 16h00 – Encerramento

Se você não está em Campo Novo, não se preocupe! A ExpoAgro Cotricampo está sendo transmitida ao vivo no YouTube e pelo Canal Rural, permitindo que todos acompanhem, em tempo real, as discussões mais importantes que estão moldando o futuro do agro brasileiro.

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EUA querem combater o vírus da gripe aviária sem eliminar milhões de aves



Com a disparada dos preços dos ovos nos Estados Unidos, a administração de Donald Trump planeja uma nova estratégia para combater a gripe aviária. O governo buscará “melhores maneiras, com segurança biológica e medicamentos”, em vez da prática atual de eliminar todas as aves de uma fazenda quando uma infecção é detectada, disse o diretor do Conselho Econômico Nacional escolhido por Trump, Kevin Hassett, no programa Face the Nation da CBS.

Segundo ele, mais detalhes seriam divulgados nesta semana. Porém, porta-vozes do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não responderam aos pedidos por mais informações.

Normalmente, quando galinhas ou perus começam a morrer pela doença, os oficiais “despopulam”, ou seja, eliminam todas as aves da fazenda para impedir a propagação do vírus. Contudo, o abate de milhões de aves por mês fez com que os preços dos ovos disparassem, com escassez que levou alguns varejistas ao racionamento das vendas. O preço médio de uma dúzia de ovos de Classe A nas cidades dos EUA chegou a US$ 4,95 em janeiro, e o USDA prevê que subirá mais 20% neste ano.

A indústria avícola tem resistido à vacinação de planteis contra a gripe aviária por causa dos possíveis efeitos nos mercados de exportação, bem como ao custo. A maioria dos parceiros comerciais dos EUA não aceita exportações de países que permitem vacinas, com preocupações de que possam mascarar a presença do vírus.

“Apoiaremos a administração e seus objetivos de reduzir a inflação dos alimentos e cortar a burocracia regulatória e, esperançosamente, eliminar este vírus”, disse Tom Super, porta-voz do National Chicken Council, que representa a indústria de frangos. Mas ele afirmou em entrevista que os produtores precisam de “proteção robusta ao comércio” para garantir que não percam mercados.

Líderes do Congressional Chicken Caucus disseram em carta para a secretária do USDA, Brooke Rollins, que, embora a indústria de ovos tenha perdido a maior parte das aves, a indústria de frangos de corte pode acabar arcando com uma parte desproporcional dos custos de qualquer mudança na política.

De acordo com dados do USDA, 77,5% das cerca de 159 milhões de aves comerciais perdidas para a gripe aviária desde fevereiro de 2022 foram galinhas poedeiras, ou mais de 123 milhões. Isso em comparação com 13,7 milhões de frangos para abate, ou 8,6%, e 18,7 milhões de perus, cerca de 11,8%.

Entre outras barreiras, há dificuldade logística em vacinar até 3 milhões de aves ou mais em uma única fazenda de ovos, uma vez que as vacinas atuais são injetáveis. Vacinas que possam ser administradas economicamente por meio do fornecimento de água exigiriam inovações mas, sem um mercado, não há incentivo para desenvolvê-las, disse a especialista em gripe aviária da Universidade de Minnesota, Carol Cardona.



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