sexta-feira, julho 3, 2026

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Sinal de telefonia móvel 4G pode chegar em áreas rurais



Sinal de telefonia móvel 4G e internet de alta velocidade no campo podem ser viabilizados em assentamentos rurais e comunidades quilombolas e de povos tradicionais de diferentes regiões do país. É o que prevê acordo de cooperação técnica assinado nesta quarta-feira (19), em Brasília, entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), das Comunicações (MCom), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O evento marcou a 6ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).

O projeto de expansão da conectividade será financiado com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Pelo acordo, caberá ao MDA e ao Incra mapearem, em até 120 dias, as áreas de relevância da agricultura familiar que poderá ser contempladas com a medida.

Já a pasta das Comunicações e a Anatel vão atuar para ativar políticas de inclusão digital, promovendo ações de conectividade e acesso à rede de internet e telefonia móvel em áreas rurais, a partir da articulação com associações representativas e cooperativas que atendem a agricultura familiar, os assentados da reforma agrária, os quilombolas e a outros povos e comunidades tradicionais. O acordo prevê investimentos em infraestrutura e capacitação de agentes, inclusive agricultores, e de profissionais que atuam em escolas rurais.

De acordo com a justificativa do acordo de cooperação, a medida interministerial tem o objetivo de enfrentar o problema da desigualdade digital. “Tem-se que, por um lado, a expansão das telecomunicações nas áreas rurais tem sido mais lenta do que nas áreas urbanas, por outro, a capacidade de conexão oferecida às camadas mais pobres da população precisa ser melhorada”, diz o texto.

Correios e agricultores

Durante a reunião do Condraf, outro acordo foi assinado entre MDA e a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), para viabilizar o transporte de produtos da agricultura familiar, incluindo alimentos, cosméticos e farmacêuticos. Segundo a empresa estatal, a ideia é viabilizar a logística para os pequenos agricultores, já que os Correios têm presença capilarizada em praticamente todo o território nacional.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra maior derruba preços do suco de laranja


O Itaú BBA destacou que as estimativas do USDA para a safra 2024/25 indicaram um aumento na produção global de laranjas, pressionando os preços do suco concentrado na bolsa de Nova York. No Brasil, a Fundecitrus revisou para cima sua projeção para o cinturão citrícola, contribuindo para a estabilidade dos preços da fruta no mercado interno. Segundo o Cepea, a laranja posta à indústria foi cotada a R$ 88,24/cx (+0,2%), enquanto a oferta foi beneficiada pelo bom desenvolvimento da quarta florada da safra.  

O suco de laranja concentrado iniciou janeiro em alta, mas após a divulgação do USDA em 10 de janeiro, as cotações caíram. O mês terminou com o produto negociado a USDc 474,7/lb, queda de 4,1% frente a dezembro, e o movimento de baixa persistiu até 11 de fevereiro, com preço de USDc 390,45/lb. Já a Fundecitrus aumentou sua projeção de safra em 2,4%, para 228,52 milhões de caixas, impulsionada pelas chuvas bem distribuídas nos últimos meses, que favoreceram o tamanho dos frutos. Ainda assim, a produção é 26% menor que a safra anterior devido ao impacto do greening.  

Nas exportações, o Brasil embarcou cerca de 519 mil toneladas de suco de laranja (equivalente FCOJ) entre junho de 2024 e janeiro de 2025, uma queda de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior, reflexo dos estoques limitados. No entanto, a receita aumentou 38%, atingindo US$ 2,3 bilhões, impulsionada pelos preços mais elevados do produto no mercado externo.

“De acordo com o USDA, a produção global de suco de laranja para 2024/25 está prevista para aumentar em 4%, alcançando 1,4 milhão de toneladas. Essa previsão está pautada no indicativo de uma maior produção no Brasil que terá mais laranjas para o processamento, e espera-se que o país aumente a produção de suco em 9%, para 1 MM t”, conclui.

 





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Mercado segue atento a Trump e há risco de inflação global; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a queda do Ibovespa, que fechou em 127 mil pontos, pressionado pelo cenário externo.

A ata do Fed reforçou a necessidade de cautela nos cortes de juros, enquanto dados do Reino Unido aumentaram as preocupações com a inflação.

O dólar subiu para R$ 5,72, e os juros futuros abriram com expectativa de forte oferta de títulos pelo Tesouro.

Na China, novas medidas buscam estimular o consumo e o investimento estrangeiro.

Hoje, o mercado acompanha dados de auxílio-desemprego nos EUA e confiança do consumidor na Zona do Euro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Pecuária sente efeitos da estiagem nas pastagens



Irrigação ameniza impactos, mas seca ainda preocupa




Foto: Sheila Flores

De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (13), a falta de chuvas regulares tem afetado a qualidade e o crescimento das pastagens no Rio Grande do Sul. Em regiões mais secas, especialmente no Oeste do estado, observa-se queda na qualidade forrageira, estresse hídrico e até senescência de plantas, prejudicando a alimentação dos rebanhos.

De acordo com o relatório, pastagens perenes e anuais cultivadas também enfrentam dificuldades de rebrote e queda expressiva na produção forrageira. Em locais onde a irrigação é possível, a técnica tem sido essencial, mas alguns reservatórios já operam em níveis críticos.

Nas áreas que receberam chuvas regulares, a recuperação das pastagens tem permitido a realização de manejos como adubação e roçadas. No entanto, a escassez de água aliada às altas temperaturas segue representando um desafio para a pecuária, tornando indispensável o uso de estratégias de suplementação alimentar para manter a nutrição do gado.

A previsão climática para as próximas semanas será determinante para a recuperação das áreas afetadas e a manutenção da produtividade do setor agropecuário.





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Dia tem alerta de temporais e temperaturas chegando a 40°C



A Região Sul do país tem alerta de temporais para as três capitais, condição que praticamente se repete no Norte. Na Região Metropolitana de São Paulo, risco de alagamentos. Centro-Oeste sem folga para o calorão e os termômetros explodindo no Nordeste. Confira:

Sul

A formação de um sistema de baixa pressão na altura do litoral de Santa Catarina vai favorecer o aumento das instabilidades nos três estados da Região Sul nesta quinta-feira. A chuva acontece desde a madrugada em pontos do norte gaúcho, interior de Santa Catarina e no litoral do Paraná. Ao longo das horas, a chuva vai ganhando intensidade, principalmente à tarde, por conta do calorão. Tem alerta para temporais em Porto Alegre, Florianópolis e em Curitiba, ou seja, nas três capitais. Apesar da chuva, o sol ainda aparece em alguns momentos e as temperaturas são altas, com sensação de tempo abafado.

Sudeste

A presença do sistema de alta pressão sobre grande parte dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro afasta as nuvens carregadas, o que mantém o dia bem ensolarado, seco e com temperaturas altas. Não há previsão de chuva em grande parte da Região Sudeste. No interior de São Paulo e na região metropolitana do estado, as pancadas acontecem bem típicas da estação à tarde, sem previsão de altos volumes, mas podem vir com forte intensidade e causar alguns pontos de alagamentos.

Centro-Oeste

As instabilidades continuam concentradas sobre o interior de Mato Grosso do Sul e no norte de Mato Grosso por conta da circulação de ventos, calor e umidade. Tem previsão de pancadas pontualmente fortes em Campo Grande, enquanto em Cuiabá e em Goiânia a chuva é mais passageira e o sol aparece em mais momentos do dia. Em Brasília, quinta-feira ensolarada e sem chuva. O destaque continua sendo as altas temperaturas.

Nordeste

A chuva se espalha mais nesta quinta-feira em áreas do interior do Piauí, de Pernambuco, do Ceará e na Paraíba. É uma chuva associada ao calor e à alta umidade, com previsão de volumes mais expressivos no Maranhão e no litoral do Ceará. Entre as capitais Natal e Salvador, o dia continua bem ensolarado, abafado e com chuva mais rápida e passageira. No interior da Bahia, tempo ensolarado, com as máximas se aproximando dos 40°C e nada de chuva.

Norte

Chove sobre todos os estados da Região Norte nesta quinta-feira. As instabilidades são associadas ainda ao calor e à umidade, e as pancadas acontecem a qualquer hora do dia. Tem previsão de altos volumes de chuva no Acre, em Rondônia e no interior do Amazonas. As capitais Manaus, Porto Velho e Rio Branco seguem na rota dos temporais. No norte do Pará e no Amapá, o tempo é um pouco mais carregado e também com chuva em vários momentos do dia. Tem risco para alagamentos e também subida rápida nos níveis dos rios. No Tocantins, a chuva se concentra sobre a metade norte do estado, enquanto nas áreas de divisa com Goiás e Bahia, o tempo continua ensolarado.



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Acordo entre Correios e ministérios deve facilitar distribuição de produtos da agricultura familiar



Os Correios assinaram, nesta quarta-feira (19), um acordo de cooperação técnica com o Ministério das Comunicações (MCom) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Objetivo é o de promover a produção de produtos da sociobiodiversidade e da agricultura familiar consumidos para fins alimentício, cosmético e farmacêutico.

A formalização aconteceu durante a 6ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), em Brasília, com a presença de Fabiano Silva dos Santos, presidente dos Correios, e dos ministros Juscelino Filho (MCom) e Paulo Teixeira (MDA), além de outras autoridades.

Logística e inclusão digital

A parceria visa fortalecer a inclusão digital e social de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e comunidades tradicionais.

“Os Correios estão presentes em todos os municípios e podem contribuir significativamente com a agricultura familiar. Queremos disponibilizar soluções logísticas eficazes e, futuramente, criar uma vitrine virtual no nosso marketplace para impulsionar a comercialização desses produtos”, destacou Fabiano Silva dos Santos, presidente da estatal.

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, ressaltou a importância da conectividade no campo. “A inclusão digital é um direito de todos. Esse acordo permitirá ampliar o acesso à tecnologia e melhorar a vida de quem produz no campo.”

Já o ministro do MDA, Paulo Teixeira, destacou o impacto social da iniciativa: “Facilitar o acesso digital nas zonas rurais é essencial para manter as famílias no campo e fortalecer suas atividades produtivas.”

Ações previstas no acordo

O compromisso entre os Correios e os ministérios prevê diversas iniciativas, incluindo:

  • Desenvolvimento de soluções logísticas para facilitar a comercialização da produção rural
  • Promoção da excelência e inovação na distribuição de produtos da agricultura familiar
  • Viabilização do transporte eficiente para aumentar a competitividade do setor
  • Ampliação da conectividade digital nas zonas rurais.

Em dezembro de 2023, os Correios estabeleceram uma parceria estratégica para impulsionar a agricultura familiar na Bahia. Em colaboração com a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e o Governo do Estado da Bahia, a estatal passou a operar a logística de envio de produtos para todo o Brasil. Assim, os envios são realizados de duas formas:

  • Correios Log+: Os produtos são armazenados no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Salvador (CTCE Salvador), onde são separados, embalados e entregues ao consumidor final.
  • Envio direto pelos produtores: Agricultores podem despachar seus produtos diretamente nas agências dos Correios, facilitando a comercialização no interior do estado.

De acordo com o Governo do Estado, a parceria simplifica o acesso dos pequenos produtores ao mercado nacional, reduz custos logísticos, agiliza entregas e melhora a competitividade dos produtos. “Além disso, contribui para a sustentabilidade econômica das comunidades rurais, permitindo que os agricultores familiares aumentem sua margem de lucro e ampliem suas vendas”, diz o comunicado estadual baiano.

“Essa iniciativa reforça o compromisso dos Correios com o desenvolvimento rural, consolidando sua atuação como um elo estratégico entre produtores e consumidores de todo o país”, diz a estatal, em nota.



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Marcação individual em ovos é prorrogada pelo Mapa para setembro


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) adiou para 4 de setembro de 2025 o prazo para que as granjas produtoras de ovos identifiquem individualmente os produtos vendidos a granel. Anteriormente, conforme a antiga Portaria SDA/Mapa n° 1.179, a obrigatoriedade entraria em vigor em 4 de março.

A alteração do prazo foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (19). O regulamento estabelece os requisitos de instalação, equipamentos e procedimentos para o funcionamento de granjas avícolas e unidades de beneficiamento de ovos e derivados.

A Portaria determina que a tinta utilizada na marcação da casca dos ovos deve ser específica para alimentos, atóxica e segura para consumo. Contudo, a identificação individual não será exigida para ovos comercializados em embalagens rotuladas.

Além disso, a nova portaria do Mapa define a nomenclatura dos ovos in natura e dos produtos de ovos não submetidos a tratamento térmico. A classificação considera categorias A e B, além de produtos como ovos líquidos, resfriados e congelados, gema e clara processadas.

O Mapa reforça que a produção de ovos no país vem em crescente e lembra que o Brasil é um dos únicos países do mundo livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em granjas comerciais, sendo o maior exportador de frango do mundo e um grande produtor de ovos.

De acordo com a pasta, a produção de ovos no Brasil atingiu um marco histórico em 2024, com uma estimativa de 57,6 bilhões de unidades, representando um crescimento de 9,8% em relação a 2023.

Transparência ao consumidor

classificação de ovosclassificação de ovos
Foto: Divulgação Anffa Sindical

A medida do Mapa tem como objetivo aumentar a segurança e transparência para o consumidor e prevenir fraudes, protegendo também os produtores.

Para o ministro Carlos Fávaro, o aperfeiçoamento das legislações do setor impulsionam o crescimento do mercado interno e da participação do Brasil no contexto internacional.

“O Brasil só é o que é na produção de ovos, de frangos e de alimentos porque tem uma grande sanidade. O aperfeiçoamento das legislações tem que ser constante e precisa evoluir com a regra sempre muito alta nesse sentido. Tanto que esta portaria foi construída junto com o setor, aqui no Ministério da Agricultura e Pecuária, para fazer a nova classificação de ovos, tão desejada pelo setor, até para agregar valor e ganhar competitividade”, comentou.



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Primeira planta de hidrogênio renovável a partir do etanol inicia testes


A Universidade de São Paulo (USP) desenvolve testes da primeira estação experimental do mundo dedicada à produção de hidrogênio renovável a partir do etanol.

O projeto, conduzido pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da instituição, tem o objetivo de buscar soluções energéticas limpas e colaborar na transição para uma economia de baixo carbono.

Com um investimento de R$ 50 milhões, a estação está localizada na Cidade Universitária, em São Paulo, para demonstrar a viabilidade do etanol como vetor para a produção de hidrogênio sustentável, aproveitando a infraestrutura já existente no país.

Capacidade da planta

A planta-piloto tem capacidade para produzir 100 quilos de hidrogênio por dia, volume que será utilizado para abastecer três ônibus e dois veículos leves, entre outros. O combustível será testado em coletivos de transporte público da própria USP e nos veículos Toyota Mirai e Hyundai Nexo, ambos movidos a hidrogênio.

Nesta fase, serão avaliados a taxa de conversão de etanol em hidrogênio e os índices de consumo e rendimento do combustível nos veículos.

“Estamos promovendo uma revolução na matriz energética ao demonstrar que é possível produzir hidrogênio sustentável a partir do etanol, com grande eficiência logística”, destaca Julio Meneghini, diretor científico do RCGI.

Segundo ele, ao considerar a estrutura já consolidada para o etanol, o Brasil tem condições únicas para esse desenvolvimento.

“Isso abre possibilidades para a descarbonização da indústria em setores com alto nível de emissões, como a siderúrgica e a cimenteira, além dos setores químico e petroquímico, na produção de fertilizantes e no transporte de carga e passageiros em larga escala.”

Produção de hidrogênio

A produção de hidrogênio da planta-piloto ocorre por meio da reforma a vapor do etanol, um processo químico no qual o etanol reage com água sob altas temperaturas, resultando na liberação de hidrogênio.

De acordo com Meneghini, esse método se destaca por sua eficiência e pela possibilidade de reduzir emissões de carbono, uma vez que o CO2 liberado no processo é biogênico, ou seja, pode ser compensado no ciclo do cultivo da cana-de-açúcar.

Mobilidade sustentável

ônibus mobilidade sustentávelônibus mobilidade sustentável
Foto: Pixabay

Fabricantes de aviões e montadoras de caminhões e ônibus podem se beneficiar diretamente da estação experimental, uma vez que terão acesso a uma fonte importante e sustentável de hidrogênio para o desenvolvimento de tecnologias baseadas em células a combustível.

“O fomento dessa tecnologia pode trazer benefícios enormes para a indústria brasileira. A disponibilidade de hidrogênio em grande escala é fundamental para permitir avanços em diversas frentes, desde a mobilidade até a produção de fertilizantes sustentáveis”, destaca Meneghini.

De acordo com o diretor científico, a partir dos resultados deste projeto de Pesquisa e Desenvolvimento, espera-se obter dados que possam orientar estudos futuros sobre sua aplicação em maior escala.

“Nosso objetivo é demonstrar o potencial dessa solução e gerar conhecimento técnico-científico sobre sua viabilidade, aproveitando a infraestrutura do etanol para viabilizar a produção e distribuição do hidrogênio renovável.”

Líder na produção de energia limpa

O reitor da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, também celebrou o desenvolvimento de testes e ressaltou a relevância do projeto: “O papel das universidades é desenvolver tecnologias que ainda não existem para permitir que o Brasil faça uma transição energética e, com isso, possa se posicionar como um país de primeiro mundo. Se conseguirmos oferecer uma energia mais barata e com menor pegada de carbono, certamente seremos lideranças mundiais […].”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou a importância da iniciativa para a economia do estado e seu potencial de expansão.

“O Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa da Universidade de São Paulo representa uma das forças que permitem que nosso estado lidere a transição energética no Brasil: a pesquisa científica. Além disso, temos disponibilidade hídrica, a maior e melhor infraestrutura do país e mão de obra qualificada, que nos credenciam a sermos parceiros na produção de energia limpa e renovável para outros estados e também no exterior […].”

Para Meneghini, a tecnologia contribuirá para consolidar o país como um dos líderes mundiais na produção de energia limpa, reduzindo dependência de combustíveis fósseis e impulsionando diversos setores econômicos de maneira sustentável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar fecha em alta e volta a superar R$ 5,70



Moeda dos EUA avança apesar de dia sem grandes notícias


Foto: Pixabay

Segundo dados da análise do InfoMoney, o dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (14) em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,7258, após registrar na véspera o menor valor de fechamento do ano (R$ 5,6887). A valorização da moeda norte-americana ocorreu mesmo sem grandes notícias no cenário econômico, refletindo o viés positivo global para o dólar e as novas ameaças dos Estados Unidos de imposição de tarifas comerciais.

Na B3, às 17h04, o contrato futuro do dólar para março — o mais negociado no momento — subia 0,61%, para R$ 5,7345.

Apesar da valorização no dia, o dólar acumula queda de 7,33% em 2025, após um período de forte desvalorização no início do ano.

Dólar comercial:

Compra: R$ 5,725

Venda: R$ 5,725

Dólar turismo:

Compra: R$ 5,743

Venda: R$ 5,923





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Queda da arroba do boi poderia ser maior, diz analista. Veja as cotações



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com queda nos preços. “Novamente precisa ser mencionado o papel da oferta de fêmeas nesse movimento de baixa, fazendo com que a indústria frigorífica conseguisse um bom avanço de suas escalas de abate”, diz o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

De acordo com ele, esse cenário foi bastante representativo na Região Norte e contribuiu para a redução de patamares que se sucedeu nos demais estados que contam com abates relevantes.

“Por outro lado, as exportações de carne bovina em bom nível são a principal variável de sustentação dos preços, evitando quedas ainda mais contundentes.”

  • São Paulo: R$ 315,92 (R$ 317 ontem)
  • Goiás: R$ 300,18 (estável)
  • Minas Gerais: R$ 305,82 (R$ 306,18 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 305,34 (R$ 306,02 na terça)
  • Mato Grosso: R$ 310,27 (R$ 312,43 ontem)

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços acomodados para a carne bovina. “No entanto, a perspectiva ainda é de queda dos preços no curto prazo, considerando a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês”, considera Iglesias.

Além disso, conforme o analista, o perfil de consumo traçado para o primeiro bimestre ainda aponta a preferência por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, do ovo e dos embutidos.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17,00 por quilo. A ponta de agulha segue a R$ 17,50 e o quarto traseiro ainda está a R$ 25.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,65%, sendo negociado a R$ 5,7256 para venda e a R$ 5,7236 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6825 e a máxima de R$ 5,7325.



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