sexta-feira, julho 3, 2026

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Chuvas dificultam colheita de soja no Paraná



A colheita de soja nas regiões de atuação da Coopavel, cooperativa localizada no oeste e sudoeste do Paraná, está sendo severamente impactada pelas chuvas recorrentes. De acordo com informações fornecidas pela Safras & Mercado, a intensa precipitação tem dificultado o andamento das atividades no campo, fazendo com que a colheita se arraste por mais tempo do que o previsto.

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Até o momento, uma grande parte das lavouras já foi colhida, restando apenas uma pequena área em fase de maturação, o que ainda garante um bom potencial de produção. A alta umidade do solo, no entanto, representa um risco para a continuidade dos trabalhos. A expectativa é que a previsão de tempo mais firme nos próximos dias contribua para a normalização das condições climáticas, facilitando a retomada da colheita e permitindo o avanço das atividades no campo.

O rendimento médio de soja nesta safra 2024/25 está estimado em 3.600 quilos por hectare, apresentando uma leve redução em relação à previsão inicial de 4.000 quilos por hectare. Mesmo com essa diminuição na produtividade, a área plantada teve um crescimento, passando de 405 mil hectares para 411,6 mil hectares em comparação com a safra anterior.



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trigo e cevada avançam com umidade do solo



Turquia e Irã recebem chuvas essenciais para a agricultura




Foto: Canva

As condições climáticas no Oriente Médio apresentaram melhorias significativas para o desenvolvimento agrícola, segundo o Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A região recebeu chuvas e neve generalizadas, o que ajudou a recuperar a umidade do solo, favorecendo o crescimento das lavouras de trigo e cevada na primavera. O fenômeno foi impulsionado por uma massa de ar frio de movimento lento, que provocou precipitação entre 10 e 80 mm (equivalente líquido) em diversas áreas.

As chuvas foram particularmente benéficas para locais que enfrentavam seca, como o sudeste da Turquia (região GAP) e o sudoeste e nordeste do Irã. Já as temperaturas ficaram, em média, 2 a 6°C abaixo do normal em quase toda a região, exceto no sul do Irã. Esse cenário ajudou a manter os grãos de inverno dormentes no norte, o que pode ser favorável para a safra, mas também resultou em um desenvolvimento mais lento do trigo e da cevada nas áreas centrais e meridionais, onde normalmente o clima é mais quente.

 





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Ovos a R$ 40? Lula culpa gripe aviária por preços altos



Na luta para tentar minimizar a alta nos preços dos alimentos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (20) à rádio Tupi, do Rio de Janeiro, que problemas climáticos e a gripe aviária são os culpados pela alta nos valores da comida. Falando especificamente dos ovos de galinha, Lula informou que o Brasil virou o “supermercado do mundo”, dando como exemplo países como os Estados Unidos, Japão e Vietnã que se tornaram importadores do ovo brasileiro.

Para enfrentar o problema, Lula disse que vai discutir com os empresários a questão. “Nós queremos que eles (atacadistas) exportem, mas não pode faltar para o povo brasileiro”, e emendou.

“Vamos fazer uma reunião com os atacadistas para discutir como é que a gente pode trazer isso (preço do ovo) para baixo, porque o fato de você estar vendendo produto em dólar, que está alto, não significa que você tem que colocar no preço do brasileiro o mesmo valor que você exporta”, disse citando como absurdo uma cartela com 30 ovos custando R$ 40.

O presidente afirmou que às vezes prefere um arroz com dois ovos fritos do que um bife.Na semana passada, em visita ao Amapá, disse no palanque, acompanhado de outras autoridades, que está comendo ovos de ema que equivalem a 12 de galinha.

Alta no preço dos ovos é sazonal

No começo desta semana, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou, por nota, que a alta que vem sendo registrada no preço dos ovos no país é uma situação sazonal, “comum ao período pré e durante a quaresma”.

Segundo a ABPA, após longo período com preços em baixa, a comercialização de ovos aqueceu pela demanda natural da época, quando há substituição de consumo de carnes vermelhas por proteínas brancas e ovos.

Custos

Porém a entidade chamou a atenção para a elevação dos custos de produção dos ovos, o que afeta os preços ao consumidor. Segundo o cálculo da entidade, nos últimos oito meses, houve elevação de 30% no preço do milho e de mais de 100% nos custos de insumos de embalagens.



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‘A Moratória da Soja tem gerado impactos negativos à economia’, diz o presidente da Aprosoja MT



Em uma audiência realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (19), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) levou sua defesa em favor da Lei nº 12.709, sancionada em 2024, que visa encerrar a moratória da soja no estado.

A comitiva, que contou com a presença de importantes autoridades, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), os deputados Chico Guarnieri (PRD) e Wilson Santos (PSD), e o senador Wellington Fagundes (PL), se reuniu com o ministro do STF, Flávio Dino, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7774.

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A ação questiona a validade da Lei nº 12.709/2024, que proíbe a concessão de benefícios fiscais e terrenos públicos a empresas que aderirem a acordos comerciais com restrições à expansão da atividade agropecuária, como a Moratória da Soja. Em dezembro de 2024, o ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos da lei, e a Aprosoja MT busca agora reverter essa decisão, que, segundo a entidade, tem prejudicado o crescimento de muitos municípios em Mato Grosso.

“Fomos ao STF discutir a constitucionalidade da lei proposta pelo deputado Gilberto Cattani e outros coautores da ALMT, que trata da moratória da soja. A moratória tem gerado impactos negativos à nossa economia. Estamos confiantes de que essa conversa será um passo para conquistar justiça para os produtores e para Mato Grosso como um todo”, afirmou Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT.

Max Russi, presidente da ALMT, parabenizou o esforço da Aprosoja MT e reafirmou o compromisso da Assembleia Legislativa em apoiar a causa dos produtores mato-grossenses. “A Assembleia Legislativa está ao lado da Aprosoja MT, defendendo os interesses de Mato Grosso e seus produtores”, destacou.



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Brasil amplia frota e mantém segunda posição mundial



O Brasil iniciou 2025 com 2.722 aeronaves agrícolas em operação, um crescimento de 7,21% em relação ao ano anterior. O total inclui 2.088 aviões (77% da frota) e 634 helicópteros (23%).

Os dados foram divulgados pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) na 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada nesta quarta-feira (19) em Capão do Leão, no Rio Grande do Sul.

O país mantém a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que possuem cerca de 3.600 aeronaves. O levantamento do Sindag posiciona o Brasil à frente de países como Canadá, Argentina, México e Nova Zelândia.

Frota de aviação agrícola por estado

Mato Grosso lidera o ranking nacional, com 749 aeronaves agrícolas. Em seguida, aparecem o Rio Grande do Sul (385), São Paulo (320), Goiás (307) e Bahia (173). As demais 808 aeronaves estão distribuídas por 19 estados.

A frota se divide entre aviões operados por produtores rurais e cooperativas (1.054 aeronaves) e aqueles pertencentes a empresas aeroagrícolas, que prestam serviços ao setor (1.648 aeronaves).

Fabricantes e biocombustíveis

Segundo o Sindag, mais da metade da frota brasileira (51,65%) é composta por aeronaves de fabricação nacional, com destaque para o modelo Ipanema, da Embraer. O avião, lançado nos anos 1970 e atualmente em sua sétima geração, opera com etanol desde 2004. Esse modelo faz com que um terço da frota aeroagrícola brasileira seja movida a biocombustível.

Por outro lado, cresce a participação de aeronaves com motor turboélice, movidas a querosene de aviação e fabricadas nos Estados Unidos. Esses aviões, de maior porte e desempenho, têm sido cada vez mais utilizados no setor, aponta a entidade.

Novas tecnologias: drones e aeronaves autônomas

O Sindag também destacou avanços na aviação agrícola relacionados a drones e aeronaves autônomas. Um levantamento previsto para os próximos meses pretende mapear a frota de drones agrícolas em operação no país, uma vez que o número real pode ser maior que o registrado oficialmente no Ministério da Agricultura e na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Outra inovação no setor é a chegada da aeronave autônoma Pyka, da fabricante norte-americana de mesmo nome. O drone de grande porte, que pode transportar até 300 quilos, opera sem piloto e é capaz de realizar pulverizações agrícolas durante a noite. O modelo foi lançado em São Paulo no final de janeiro e fará sua primeira demonstração de voo na Show Safra 2025, em Lucas do Rio Verde (MT).

Segundo o diretor-executivo do Sindag, Gabriel Colle, a entrada desses equipamentos representa uma tendência de desenvolvimento acelerado da tecnologia na aviação agrícola. “É uma novidade que ainda precisamos conhecer de perto, mas que sinaliza mudanças significativas para o setor nos próximos anos”, afirmou.



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Nova lei impulsiona produção de bioinsumos no Brasil


A sanção da Lei nº 15.070, em 24 de dezembro de 2024, representa um marco para a regulamentação dos bioinsumos no Brasil, estabelecendo regras para sua produção, comercialização e uso. O novo texto legal traz avanços significativos para a agricultura sustentável, reduzindo a dependência de insumos químicos e importados.

Segundo Nelson Freitas, sócio do Lemos Advocacia para Negócios, a medida fortalece o setor agrícola ao criar um marco regulatório específico para os bioinsumos, que antes eram classificados como defensivos agrícolas ou fertilizantes. “Não obstante já serem utilizados no Brasil, tanto na produção para uso próprio, quanto na industrial, os bioinsumos ainda não possuíam um marco regulatório específico. Assim, determinados produtos classificados anteriormente como defensivos agrícolas e fertilizantes, a partir da vigência da nova lei, passam a compor uma categoria própria, com tratamento normativo específico”, explica.

Os bioinsumos são desenvolvidos a partir de microrganismos, extratos vegetais e enzimas, sendo usados no combate a pragas e doenças, no desenvolvimento das plantas e até na alimentação animal. A nova legislação se aplica a todos os sistemas de cultivo, incluindo o convencional, orgânico e agroecológico.

Uma das mudanças mais importantes, conforme destaca Freitas, é a permissão para a produção de bioinsumos para uso próprio. “A nova lei autoriza a produção de bioinsumos em unidade de produção para uso próprio, nesta hipótese, será vedada a sua comercialização para terceiros, garantindo que a produção seja utilizada exclusivamente para uso próprio”, pontua o advogado.

Além disso, a legislação possibilita a produção em associações, cooperativas e consórcios rurais, desde que os produtos não sejam comercializados. “Para tanto, a referida unidade de produção de bioinsumos para uso próprio fica dispensada do registro perante os órgãos oficiais, permitindo ao produtor maior liberdade e celeridade na produção. A nova lei determina também que a unidade de produção de bioinsumos para uso próprio estará sujeita ao cadastramento de forma simplificada e, ainda, o referido cadastramento poderá ser dispensado a critério do órgão federal de defesa agropecuária”, comenta.

A agricultura familiar também foi contemplada: unidades de produção de pequeno porte ficam dispensadas do cadastro obrigatório de estabelecimento produtor. “Outra novidade que estabelece a nova lei é que na unidade de produção de bioinsumos para uso próprio, poderá ser desenvolvida a produção para uso próprio individual ou na forma de associação de produtores ou cooperativas, produção integrada, consórcio rural, condomínio agrário ou congêneres, desde que os bioinsumos produzidos não sejam objeto de comercialização. Além disso, a unidade de produção de bioinsumos da agricultura familiar é dispensada da obrigatoriedade de cadastro de estabelecimento produtor de bioinsumos” continua.

Para Nelson Freitas, a sanção da Lei nº 15.070 representa um avanço significativo na busca por um modelo agrícola mais sustentável e seguro. “Esta nova lei é um marco importante para a agricultura sustentável do Brasil, que se torna uma referência na área regulatória, criando segurança jurídica aos diferentes modelos e uso de bioinsumos”, conclui.





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carreta com 30 toneladas de silagem perde o freio e atropela 13 cabeças de gado



Um motorista de uma carreta carregada com 30 toneladas de silagem evitou uma tragédia na cidade de Paraíso das Águas, no interior do Mato Grosso do Sul. Um vídeo mostra o momento exato em que o caminhão com problemas no freio atropela diversos bois. O acidente foi gravado por um outro caminhoneiro que aguardava a passagem de uma comitiva pela rodovia.

Segundo o Boletim de Ocorrência, o motorista conduzia uma Mercedez Benz LS 1935 pela rodovia MS-320, na pista sentido Três Lagoas, quando perdeu o sistema de frenagem. Na sequência, o condutor disse que avistou uma boiada atravessando a pista com uma fila de veículos parados, incluindo um outro caminhão. Para não atingi-los, ele desviou de faixa e atropelou 13 cabeças de gado. O caminhão parou somente na subida da via com a parte frontal do cavalo mecânico danificada.

De acordo com o motorista, três boiadeiros conduziam a comitiva e ninguém ficou ferido. O caso aconteceu na tarde do último sábado (15). O próprio motorista da carreta foi ao Distrito Policial e relatou a ocorrência. O caso foi registrado como Preservação de Direito, pelo condutor do veículo.



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Maior comboio fluvial do Brasil transportará 75 mil toneladas de grãos



No próximo sábado (22), o Brasil testemunhará a maior operação de transporte fluvial de grãos já registrada no país. A empresa Bertolini Transporte e Navegação será responsável por conduzir um comboio que transportará 75 mil toneladas de soja e milho – carga equivalente a 1.500 caminhões – entre Porto Velho (RO) e Santarém (PA).

A operação será viabilizada pelo novo empurrador Bertolini CL, projetado para movimentar 30 barcaças em um único comboio, superando o padrão atual de 20 unidades. Construída no estaleiro Beconal, a embarcação conta com quatro motores Mitsubishi S12R-MPTA, de 1.180 hp cada, garantindo maior potência e eficiência no transporte.

“A nova configuração amplia nossa capacidade de carga por viagem, reduzindo custos e diminuindo a pressão sobre o transporte rodoviário”, destacou Flávio Silveira, diretor Industrial da Bertolini.

Alternativa ao escoamento rodoviário

O rio Madeira tem se consolidado como uma das principais rotas hidroviárias para a exportação do agronegócio do Centro-Oeste. Antes transportada por longas distâncias rodoviárias até Santos (SP) e Paranaguá (PR), a produção agrícola da região agora segue por vias fluviais até Santarém (PA), Itacoatiara (AM) e Barcarena (PA), reduzindo custos logísticos e prazos de entrega.

Rodrigo Teixeira, líder de negócios marítimos da Mitsubishi Marine, destacou a robustez dos motores do novo empurrador, projetados para operações de longa duração. “São equipamentos robustos e eficientes, compatíveis com as normas ambientais internacionais”, afirmou.



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Trump anuncia taxas de até 25% sobre a madeira e produtos florestais



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que imporá novas tarifas sobre produtos como madeira, carros, semicondutores e farmacêuticos nos próximos meses. Durante uma conferência em Miami, Trump mencionou que as tarifas sobre madeira e produtos florestais poderão chegar a 25%, com previsão de entrarem em vigor no início de abril, junto com tarifas semelhantes sobre automóveis. O Brasil é um dos maiores produtores florestais do mundo e os EUA e União Europeia foram os principais destinos dos produtos brasileiros de madeira em 2024.

O republicano afirmou que essas medidas visam gerar receitas significativas para os EUA, mas também ofereceu a outros países a possibilidade de evitar as tarifas caso reduzam ou eliminem suas próprias barreiras comerciais contra produtos americanos.

Outros produtos

Além da madeira, Trump também planeja impor tarifas de 25% ou mais sobre semicondutores e produtos farmacêuticos, que aumentariam progressivamente ao longo de um ano. Ele destacou que dará tempo para que empresas desses setores estabeleçam fábricas nos EUA, evitando assim as tarifas. Essas medidas fazem parte de uma série de ações que têm o potencial de impactar significativamente o comércio internacional.

Desde seu retorno à presidência, Trump já impôs uma tarifa adicional de 10% sobre todas as importações da China, em resposta ao tráfico de fentanil, e anunciou tarifas de 25% sobre produtos do México e importações não energéticas do Canadá, embora tenha adiado a implementação por um mês. Ele também propôs tarifas recíprocas contra países que impõem barreiras comerciais aos produtos americanos.

As ameaças de tarifas têm gerado incertezas entre parceiros comerciais e especialistas, que alertam para o risco de inflação e disrupções no comércio global. Enquanto isso, representantes da União Europeia se reuniram com autoridades americanas em Washington para discutir as implicações dessas medidas.

A abordagem de Trump em relação às tarifas tem sido volátil, deixando outros países e empresas em alerta sobre os próximos passos. Economistas alertam que as tarifas generalizadas podem aumentar os preços internos e criar tensões comerciais, mas Trump afirma que as medidas são necessárias para proteger a economia americana e gerar receitas.



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Exportações de frangos seguem estáveis


A oferta de carne de frango seguiu restrita no início de 2025, sustentando os preços da ave mesmo em um período de demanda mais fraca, segundo análise do Itaú BBA. Esse cenário, aliado a custos de produção controlados, elevou o spread do frango abatido, garantindo um início de ano positivo para as processadoras. 

Em São Paulo, o frango inteiro e congelado registrou alta de 1,7% em relação a dezembro de 2024, com média de R$ 8,40/kg, 15% acima de janeiro do ano passado. Apesar da valorização, a carne de frango segue competitiva frente à carcaça dianteira bovina, com a relação de preços alcançando 2,3 kg de frango por kg de dianteiro, contra 1,8 kg um ano antes. 

No mercado externo, as exportações de carne in natura somaram 395 mil toneladas, praticamente estáveis frente a dezembro (-1,1%) e janeiro de 2024 (-0,3%). O preço médio do produto caiu 1,8% no mês, moderando o spread das vendas internacionais, que ainda se manteve em 104%, acima da média histórica de 78% e bem superior aos 58% de um ano atrás. 

Já no mercado doméstico, o spread do frango abatido avançou devido à alta dos preços, superando o leve aumento nos custos de produção (0,8%). Enquanto isso, os preços do frango vivo seguiram em queda, contrariando a tendência do atacado. Com custos ainda favoráveis e preços firmes, o setor de processamento de frango manteve bons resultados no início de 2025.

“Já no mercado doméstico, o spread do frango abatido escalou um pouco mais, dada a elevação do preço, um pouco acima da variação positiva dos custos de produção (0,8%). Por outro lado, os preços do frango vivo continuaram em queda, apesar da direção contrária no atacado. Ou seja, os bons ventos de 2024, com custos contraídos e preços evoluindo, continuaram favorecendo as agroindústrias processadoras de frango no primeiro mês do ano”, comenta.

 





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