sexta-feira, julho 3, 2026

Agro

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Potencial produtivo da soja no RS varia de acordo com o solo, clima e época do ano



O potencial produtivo da soja no Rio Grande do Sul é influenciado por diversos fatores, incluindo as condições climáticas, o momento do plantio e as características do solo. De acordo com a Emater/RS, as chuvas recentes ajudaram a aliviar o estresse hídrico nas lavouras, promovendo um crescimento mais favorável das plantas. No entanto, a umidade continua sendo um fator determinante para o bom enchimento dos grãos.

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Em algumas áreas, onde os danos causados pela falta de chuvas foram mais graves, as perdas se tornaram irreversíveis, resultando em uma expectativa de produtividade baixa. A situação é ainda mais crítica devido ao controle fitossanitário, retomado em algumas regiões, mas a proliferação de pragas continua sendo um desafio constante para os produtores, comprometendo ainda mais o potencial da safra. A combinação desses fatores prejudiciais pode reduzir drasticamente a qualidade e a quantidade da soja.

Além disso, a baixa adesão aos seguros agrícolas tem exposto muitos agricultores a sérios riscos financeiros. Muitos produtores estão ficando vulneráveis a perdas irreparáveis, sem a cobertura necessária para mitigar os impactos. Para enfrentar esses desafios, o planejamento adequado, aliado à diversificação das estratégias agrícolas e ao incentivo à adesão aos seguros, se torna fundamental para garantir a viabilidade econômica e a continuidade da produção no futuro.



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Soja: Trump anuncia negociações com a China e contratos sobem em Chicago



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram esta quinta-feira em alta (20), impulsionados pela declaração do presidente Donald Trump sobre possíveis negociações comerciais com a China. Esse sinal positivo deu suporte aos preços da soja.

O mercado, no entanto, continua atento à situação das lavouras na Argentina, que enfrentam previsões de clima quente e temperaturas elevadas na próxima semana, o que pode impactar ainda mais a produtividade.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, além disso, o cenário foi favorecido pela menor aversão ao risco, com o petróleo em alta e o dólar em queda, beneficiando as commodities agrícolas americanas.

Os investidores começam a se preparar para o Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), agendado para os dias 27 e 28 de fevereiro, que deve trazer os primeiros indicativos sobre o plantio da safra americana de 2025. O mercado especula uma possível expansão da área de milho, em função da demanda crescente e do ritmo acelerado das exportações dos EUA, o que pode resultar em uma redução da área destinada à soja.

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Contratos futuros da soja

Os contratos de soja em grão para março fecharam com alta de 13,75 centavos de dólar (1,33%), a US$ 10,45 1/2 por bushel. Já a posição de maio registrou um ganho de 14,75 centavos (1,40%), atingindo US$ 10,63 por bushel.

Subprodutos

Nos subprodutos, o farelo de soja para março subiu US$ 1,30 (0,44%), fechando a US$ 296,00 por tonelada. O óleo de soja com vencimento em março registrou alta de 0,96 centavo (2,07%), cotado a 47,26 centavos de dólar.



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AgroNewsPolítica & Agro

produtividade da limeira ‘Tahiti’ tem surpreendido



Projeto impulsiona a produção de lima ácida ‘Tahiti’ no Vale do São Francisco




Foto: Divulgação

Segundo dados divulgados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a limeira ácida ‘Tahiti’ tem se consolidado como uma alternativa promissora para fruticultores do Semiárido nordestino, especialmente no Vale do São Francisco. Com boa adaptação ao clima seco e alta produtividade, a cultura tem ganhado espaço na região, oferecendo novas oportunidades para pequenos e grandes produtores.

Através de um convênio entre a Embrapa Semiárido e a Eletrobras, áreas demonstrativas de 0,5 hectare foram implantadas em Casa Nova (BA) para mostrar o potencial da cultura e incentivar sua adoção pela agricultura familiar. O projeto também conta com o apoio da prefeitura local.

Pesquisas apontam que a limeira ácida ‘Tahiti’ se adapta bem às condições do Semiárido, exigindo técnicas de manejo mais simples em comparação com outras culturas cítricas. Além disso, a fruta se destaca pela rusticidade e facilidade de cultivo, o que atrai produtores de diferentes portes.

Outro fator que impulsiona a expansão da cultura é a crise citrícola enfrentada por estados como São Paulo e Minas Gerais, onde o greening (HLB) tem afetado pomares. O clima seco do Semiárido reduz o risco da doença, tornando a região mais segura para o cultivo.

A produtividade da limeira ‘Tahiti’ tem surpreendido. Em uma área experimental de 0,5 hectare, foram colhidas 341 caixas de 25 kg entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, totalizando 17 toneladas por hectare. Os resultados econômicos também são animadores: a receita bruta chegou a R$ 29 mil por 0,5 hectare, com preços variando entre R$ 70 e R$ 100 por caixa.

Além disso, o escalonamento da produção permite atender ao mercado nas épocas de maior demanda e melhores preços, entre agosto e novembro, aumentando as oportunidades de comercialização no Brasil e no exterior.





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ABCZ comemora decisão do TRF-3 sobre exportação de animais vivos



A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) disse, em nota, que a exportação de animais vivos, além de ser uma demanda de mercado, é fortemente regulamentada. A manifestação ocorreu após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que, por unanimidade, declarou que a exportação de bovinos vivos não infringe a legislação brasileira.

“A notícia trouxe satisfação para os criadores de todo o Brasil, que estavam impedidos de praticar esse tipo de exportações desde abril de 2023”, disse a ABCZ.

O advogado que representou a entidade na ação, Eduardo Diamantino, lembrou que a exportação de animais vivos está sujeita à fiscalização pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em todas as etapas, além da vigilância sanitária dos países que recebem as cargas vivas.

A corte julgou um recurso da União, que alegou que o transporte de animais vivos não estaria “intrínseca e inerentemente” relacionado a maus tratos.



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Consultoria aponta recorde na produção de soja no Brasil, mas alerta para os desafios climáticos



O mercado global de soja enfrenta um ano de grandes expectativas e desafios, com fatores climáticos e econômicos desempenhando papéis importantes na dinâmica de oferta e demanda. A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) indica uma queda na inflação global de 4,2% para 3,5% em 2025.

Por outro lado, a dinâmica da política monetária e comercial nos Estados Unidos, Europa e principais mercados emergentes segue como fator de volatilidade para os mercados financeiros e de commodities.

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Cenário americano e política monetária

Nos Estados Unidos, preocupações com a persistência da inflação e possíveis impactos da nova administração de Donald Trump levaram o índice do dólar a novas máximas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve a estimativa de safra em 118,8 milhões de toneladas, permitindo crescimento nas exportações e esmagamento. Estima-se que os estoques americanos aumentem em relação à temporada anterior, chegando a 10,3 milhões de toneladas.

Após três cortes consecutivos, o Federal Reserve decidiu manter as taxas de juros inalteradas, sinalizando que é improvável um aumento em 2025. O real brasileiro, por sua vez, fechou 2024 desvalorizado devido ao fortalecimento do dólar e ao quadro fiscal do país.

A elevação da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) pode atrair mais capital para o Brasil, mas incertezas fiscais continuam a restringir uma valorização mais expressiva da moeda.

Mercados globais

O ressurgimento de disputas comerciais também adiciona incerteza ao cenário global. A imposição de tarifas pelos EUA sobre produtos de diversos países, incluindo China, México e Canadá, tem gerado reações e retaliações. Entre os produtos que entraram na mira das tarifas de Donald Trump estão commodities agrícolas como café e etanol.

O risco de uma escalada na guerra comercial pode afetar a demanda chinesa por soja, como ocorreu em 2018, quando a China reduziu as compras dos EUA devido à imposição de tarifas por ambos os países.

Soja: produção recorde no Brasil

A consultoria Hedgepoint Global Markets elevou sua estimativa para a produção brasileira de soja em 2025 para 171,5 milhões de toneladas, impulsionada por altos rendimentos em estados como Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Bahia. Isso deve levar a um volume recorde de exportações, apesar das incertezas sobre o consumo doméstico de óleo de soja após a manutenção da mistura de biodiesel B14.

Nos Estados Unidos, a safra foi mantida em 118,8 milhões de toneladas pelo USDA, enquanto o esmagamento e as exportações devem crescer em 2024/25. No entanto, estoques também tendem a aumentar, adicionando pressão sobre os preços.

Na Argentina, o USDA reduziu a estimativa de produção, e novos cortes podem ocorrer caso as condições climáticas não melhorem. Com a produção menor, o país pode reduzir exportações e esmagamento, beneficiando subprodutos do Brasil e dos EUA.

Expectativas para a soja

Após neutralidade recente, os especuladores voltaram a assumir posições “vendidas” nos contratos futuros de soja, farelo e óleo de soja na Chicago Board of Trade (CBOT), refletindo expectativas de maior oferta. Apesar disso, alguns fatores podem oferecer suporte aos preços no médio prazo, como os riscos climáticos na Argentina e a possibilidade de que o USDA esteja superestimando a produção do país.

No curto prazo, boas perspectivas para a oferta global e uma redução do apetite de compra da China são fatores baixistas, enquanto questões políticas e climáticas adicionam volatilidade ao mercado. Além disso, devido ao cenário atual de preços de soja e milho na Bolsa de Chicago, é provável que o USDA indique uma área de soja menor nos EUA em 2025/26, o que pode trazer volatilidade extra para o mercado.

Condições climáticas

A influência climática também segue no radar para o mercado global de soja. O fenômeno La Niña está ativo e deve persistir entre fevereiro e abril de 2025, com uma transição para condições neutras entre março e maio. Esse movimento pode afetar a produção e logística de importantes regiões produtoras.

Em relação à produção argentina, o clima ainda é o grande ponto de atenção, levando em consideração que o USDA pode estar superestimando a produção dos argentinos.



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Onda de calor ainda vai ‘derreter’ 10 estados nos próximo dias; veja áreas atingidas


Os meteorologistas da Climatempo realizaram nesta quinta-feira (20) uma atualização sobre a onda de calor que vem atingindo o Brasil há mais de uma semana e que deve seguir até a próxima segunda-feira (24).

O mapa elaborado pela empresa (veja abaixo) mostra que dez estados, além do Distrito Federal, ainda vão enfrentar uma onda de temperaturas bem acima da média para o período. Lembrando que o “normal” para o mês de fevereiro já são temperaturas bem altas.

A onda de calor, que ocorre quando os termômetros marcam de 5 °C a 7 °C acima da média, permanece em áreas de Paraná, São Paulo e Minas Gerais, todo Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso, parte de Goiás, faixa oeste da Bahia, áreas do Piauí e oeste de Pernambuco, além do Distrito Federal.

O mapa da Climatempo ainda mostra que outras regiões do país tecnicamente não estarão sob a influência dessa onda, mas enfrentarão calorão de 3 °C a 5 °C acima da média.

Estão incluídas nessa situação uma pequena faixa no noroeste de Santa Catarina, sul do Paraná, sul e litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e áreas do Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Ceará, Piauí e Tocantins, assim como norte de Goiás, boa parte de Mato Grosso e sudeste de Rondônia.

Onda de calor e chuva

Apesar do calor intenso, os meteorologistas informam que a chuva ainda deve ocorrer nos próximos dias, mas de forma isolada. As pancadas serão mais esparsas e terão pouco efeito na redução do calor. Isso acontece porque a massa de ar quente inibe a formação de nuvens carregadas. Dessa forma, os dias tendem a ser mais secos e quentes na maior parte das regiões impactadas.

Ainda falta pouco mais de um mês para o fim do verão. De acordo com a Climatempo, a tendência é de que o período de chuva retorne, amenizando o calor mais forte, a partir do dia 24. Mas ainda poderá haver alguns novos episódios de onda de calor até o término da estação.



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Com Jorginho Mello presente, Itaipu Rural Show foca em pesquisa e tecnologia



A Itaipu Rural Show traz o que há de mais recente na área de pesquisa científica, inovações tecnológicas e práticas sustentáveis para o produtor rural. No primeiro dia do evento, o sistema CNA/Faesc/ Senar selou um termo de cooperação técnica com a Cooperitaipu para investimento em cursos de inseminação artificial na área de bovinocultura.

A entidade trouxe para a feira a Carreta Agro, uma estrutura itinerante projetada para ser multiuso que oferece imersões em tecnologia, inovação e conhecimento. À repórter Valéria Burbello, o vice-presidente da Faesc, Clemerson José Pedrozo, falou que a feira é uma oportunidade para debater e buscar soluções sobre os desafios enfrentados pelos produtores catarinenses.

Agro mais sustentável

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) trouxe para feira uma unidade demonstrativa do sistema de plantio direto de hortaliças e outra unidade portátil de biofertilizante aeróbico, que oferecem soluções inovadoras para o setor

A cerimônia de abertura contou com a presença do governador do estado, Jorginho Mello (PL). Durante entrevista coletiva, ele ressaltou os esforços para garantir a rentabilidade dos produtores, por meio de políticas públicas e destacou a importância do cooperativismo catarinense como pilar para o desenvolvimento do agronegócio no estado.

“O agronegócio de Santa Catarina é um dos carros chefes do estado. O sistema cooperativista é um dos melhores do Brasil. O governo do estado está fazendo todas as políticas públicas que nós podemos fazer”, discursou.

Conflitos

Outro tema abordado pelo governador durante a coletiva foi sobre as disputas entre indígenas e produtores rurais da região. Mello afirmou que existem dificuldades para resolver o problema.

“Recebi um pedido sobre Cunha Porã, sobre a reserva indígena. Depende do Incra, do governo federal… enfim, uma série de dificuldades para que a gente possa fazer os cadastros”, disse Jorginho.

A 26° edição da Itaipu Rural Show é uma realização da Cooperativa Regional Itaipu e segue até o dia 22 na cidade de Pinhalzinho.



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Tecnoshow Comigo espera atingir R$ 10 bilhões em negócios e atrair 150 mil visitantes



A 22ª edição da Tecnoshow Comigo será realizada entre os dias 7 a 11 de abril, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Os organizadores esperam cerca de 150 mil visitantes e 695 expositores.

Este ano, a feira tem como mote a difusão da sucessão familiar no agronegócio e, por conta disso, busca atingir um público de novos produtores rurais.

A expectativa é que o evento gere R$ 10 bilhões em receita de negócios. Caso o número se confirme, o faturamento será 7% superior ao evento de 2024, mas ainda aquém do atingido em 2023, quando R$ 11 bilhões foram gerados, o recorde da feira.

De acordo com o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral da Tecnoshow, Claudio Teoro, a área de exposição conta com 130 hectares, destinados aos experimentos agropecuários.

Feira sustentável

Além disso, a edição terá como meta zerar a sua emissão de carbono. “Em parceria com a Eccaplan, a cooperativa neutralizará as emissões de carbono da estruturação do evento, assegurando o Selo Evento Neutro, fazendo a compensação com créditos de carbono”, afirmou Teoro.

Além disso, também será permitindo que os visitantes calculem sua pegada de carbono por meio de totens interativos e QR Codes na feira.

Além destas ações, o diretor ressalta que a Tecnoshow prevê que a coleta seletiva de resíduos gerados atinja 100 toneladas. Desse total, 70% serão reciclados pela Coop-Recicla, enquanto os 30% restantes serão encaminhados ao aterro sanitário.

Serviço

Data: 7 a 11 de abril de 2025 (segunda a sexta-feira)
Local: Centro Tecnológico Comigo (CTC) – Rio Verde – GO (Rodovia GO 174 S/N área rural de Rio Verde)
Horário: 8h às 18h
Preço: entrada gratuita
Mais informações aqui.



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Decida o seu produtor (a) favorito ao Prêmio Personagem Soja Brasil!


A votação para decidir o vencedor do Prêmio Personagem Soja Brasil já está aberta! E você, já decidiu em qual produtor (a) votar? Confira os três candidatos que disputam nesta categoria e faça parte da escolha.

Alberto Schlatter

Homem segurando a soja Homem segurando a soja
Foto: Soja Brasil

Alberto Schlatter é produtor rural em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Filho de imigrantes suíços que desbravaram o Brasil em 1921, seus pais escolheram Presidente Venceslau para iniciar a produção agrícola da família, marcando o início de uma longa trajetória no campo.

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Claudia D’Agostini

Mulher em meio à lavoura de sojaMulher em meio à lavoura de soja
Foto: Soja Brasil

Claudia D’Agostini é produtora rural em Sabáudia, Paraná. A fazenda familiar, que foi cuidada por seu pai, agora é conduzida por Claudia e sua irmã, que juntas lideram o processo de sucessão familiar e continuam a tradição de excelência na produção rural.

Oliverio Alves de Melo

Foto de homem segurando a soja de cima para baixo Foto de homem segurando a soja de cima para baixo
Foto: Soja Brasil

Oliverio de Melo é produtor rural em Balsas, Maranhão. Formado em técnico agropecuária e administração de empresas, chegou ao Maranhão em 1995, quando se integrou ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado, contribuindo para o avanço da agricultura na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agricultura 4.0, inovação e tecnologia impulsionam o futuro do Campo no Rio Grande do Sul


A tecnologia e a inovação são fundamentais para o desenvolvimento da agricultura gaúcha. Entre outros fatores, elas podem impulsionar a produtividade com, por exemplo, o uso de tratores autônomos e drones, que permitem um cultivo mais eficiente; promovem a sustentabilidade ao adotar técnicas de biotecnologia no desenvolvimento de sementes mais resistentes a pragas e ao clima; reduzem a necessidade de defensivos químicos; enquanto tecnologias de monitoramento e irrigação inteligente ajudam os agricultores a se anteciparem aos efeitos de mudanças climáticas que impactam a produção. E é para divulgar essas possibilidades de aperfeiçoamento para o setor agrícola que a Abertura Oficial da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas – que está sendo realizada em Capão do Leão (RS) – promove a segunda edição da Arena Digital.

A abertura oficial das atividades, que ocorreu na tarde desta terça-feira, 18 de fevereiro, contou com representantes de entidades do setor agrícola e de esferas governamentais de âmbito estadual e federal. As autoridades saudaram a retomada da iniciativa, que se propõe a ser um hub de compartilhamento de informações por meio de painéis e palestras sobre temas como meio ambiente, sustentabilidade, tributação e finanças, proporcionando debates enriquecedores para o setor. “É um ambiente que reúne startups, onde se trabalha práticas de cocriação, de conectividade, um ecossistema de inovação. As informações estão aí, muitas vezes dispersas, e o público não sabe, não tem um alcance. Se temos a informação e não conseguimos disponibilizá-la para que chegue onde deveria chegar, ela perde o sentido”, valorizou o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Leonardo Dutra.

O chefe de Gabinete, Inteligência e Novos Mercados da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, Joel Maraschin, lembrou que foi o emprego de novas tecnologias que permitiram ao setor agropecuário responder por 40% do PIB do Estado. Ele acredita que iniciativas como a Arena Digital são fundamentais para novos saltos de crescimento, produtividade e competitividade no campo.

Andréia Dullius, diretora do Departamento de Ambientes de Inovação da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado, por sua vez, destacou que a palavra “inovação”, muitas vezes evoca nos produtores rurais uma ideia de complexidade que nem sempre é verdadeira. “Na verdade, inovar é simplesmente tentar ajudar as pessoas com conhecimentos que, às vezes, estão muito próximos delas, com ferramentas, formas mais simples. O que importa é realmente chegar a um resultado positivo para elas no campo, conseguir mostrar esse desenvolvimento econômico acontecendo na ponta de uma cadeia que é extremamente complexa”, comentou.

O diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, destacou que inovar é fazer as coisas de uma forma diferente do que vinha sido feito, e acrescentou que só os produtores rurais com capacidade de encarar as mudanças necessárias poderão sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo e exigente. “Nossa vida mudou muito mais nos últimos 70 anos do que nos últimos 2000. Se o produtor não se atentar, não vai seguir o caminho da agricultura 4.0. Vai quebrar”, disse “Eu vou precisar de mais comida nos próximos 70 anos do que nos últimos 8 mil, porque aumentou a renda, porque aumentou a população e as pessoas estão vivendo mais. A nossa vida mudou e a agricultura tem que acompanhar”.

A 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas segue até a próxima quinta-feira, dia 20, na Estação Experimental da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS). O evento é uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) com correalização da Embrapa e Senar e patrocínio Premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga). A Arena Digital tem o patrocínio de ATM/Affectum, Canoa Mirim, TIM, BRDE e Irga e apoio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia. Para conferir a programação completa acesse o site colheitadoarroz.com.br.





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