sexta-feira, julho 3, 2026

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Plano Safra maior é o primeiro passo para conter inflação de alimentos, diz Haddad



Em entrevista nesta sexta-feira (21), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a primeira providência do governo federal para conter a inflação de alimentos é a expansão do Plano Safra.

“A primeira providência é a seguinte: vamos fazer planos safras cada vez mais robustos, maiores e melhores. E o governo [do presidente] Lula vai para o seu terceiro ano preparando um terceiro grande plano. Nós batemos dois recordes em 2023 e 2024 e queremos fazer o mesmo em 2025″, destacou o ministro.

Segundo ele, assim que o orçamento for aprovado, o programa para a próxima colheita será lançado. “Quero crer que o Brasil tem todas as condições de continuar ampliando a produção de forma adequada, sem desmatamento, que caiu vertiginosamente no país”, disse.

De acordo com Haddad, os problemas causados pela seca e as enchentes em 2024, além da manutenção dos juros norte-americanos em patamares elevados e que impactaram o valor do dólar em todo o mundo, contribuíram para a alta da inflação no Brasil. Esses problemas, ressaltou, precisam ser contornados pelo atual governo.

“Tivemos episódios que precisam ser contornados. Tivemos problema de seca e inundação no ano passado, isso afetou. Tivemos a manutenção dos juros norte-americanos em patamares muito elevados, o que faz com que o dólar fique muito forte no mundo inteiro. E quando o dólar está muito forte, ele causa inflação no mundo inteiro”, disse.

Redução do preço dos alimentos

Haddad ressaltou que a expectativa para este ano é de que haja grande safra, talvez recorde, o que deve ajudar a baixar o preço dos alimentos. “Provavelmente vamos colher uma grande safra a partir do final deste mês, começo de março. Uma grande safra, se não for a maior vai ser uma das maiores. E é assim que vamos continuar exportando muito alimento e garantindo o abastecimento interno”, garantiu.

Essa safra recorde, aliada à queda do dólar, disse o ministro, deve ajudar na queda do preço dos alimentos. “Com a queda do dólar, que começou a baixar para patamares mais aderentes aos fundamentos da economia brasileira, e com a safra que vai entrar a partir do final do mês, acreditamos que esses preços vão se estabilizar num patamar mais adequado”.

Outra medida necessária para ajudar na queda dos preços dos alimentos, disse Haddad, vem sendo tomada pelo ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro: a expansão das produções de determinada cultura agrícola para outras regiões do país.

“Ele tem feito vários instrumentos novos sobre a produção de alimentos pelo território nacional. Esse é o caso do arroz, por exemplo, que está muito concentrado numa região e agora há uma tentativa de espalhar as culturas por vários estados. Estamos num período de crise climática. Vamos ter que lidar hoje com a questão da mudança climática, diversificando as culturas pelo território”, acrescentou.

Crítica ao Congresso

Haddad criticou a demora do Congresso Nacional na aprovação do orçamento. Para ele, esse assunto deve ser prioritário para que o governo federal possa continuar subsidiando os produtores rurais.

Hoje de manhã, o Ministério da Fazenda disse ter encaminhado ofício para o Tribunal de Contas da União (TCU) buscando “respaldo técnico e legal para a imediata retomada das linhas de crédito com recursos equalizados do Plano Safra 24/25”.

Segundo o ministro, os juros altos acabam tornando as políticas públicas de subsídio aos pequenos e médios produtores rurais ainda mais importantes para garantir a safra. “Em geral, a gente compensa o aumento da Selic para não comprometer a produção”, explicou.

Sem a aprovação do orçamento, disse o ministro, esse subsídio ao pequeno ou médio produtor se torna difícil de ser feito. “O orçamento não foi aprovado ainda. Eu, inclusive, mandei para uma das lideranças da FPA [Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária] um comunicado, dizendo que nós estamos oficiando o TCU hoje sobre esse problema da não aprovação do orçamento. Não queremos nenhuma descontinuidade das linhas de crédito [do Plano Safra]”, afirmou.

“Quero crer que, aprovado o orçamento, um orçamento equilibrado, vamos ter, no médio prazo, taxas de juros menores e com sustentabilidade fiscal, sem penalizar a população que depende do Estado, inclusive os produtores que também dependem do Estado para continuar produzindo alimentos baratos.”

Governo anterior

Durante a entrevista, Haddad criticou a atuação do governo anterior durante o ano eleitoral. Para ele, o medo de perder as eleições em 2022 resultou em uso de recursos públicos sem controle para tentar ganhar.

De acordo com o ministro, isso levou a uma perda de controle sobre os gastos. Ao contrário do que, segundo ele, vem sendo feito pelo atual governo, que está melhorando a gestão de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“Não tem nada a ver com corte, tem a ver com racionalidade e responsabilidade de garantir que isso vai ter vida longa, não vai acabar em um governo, vai virar política de Estado e ninguém vai depois relar a mão para tirar um direito social garantido por lei”, disse.



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Tem programa novo do Soja Brasil no ar!



Tem programa novo no ar! No 30º episódio do Soja Brasil, a colheita da soja em Mato Grosso é destaque. Nossa equipe constatou que produtores estão otimistas com o desempenho das lavouras, mas enfrentam desafios devido ao excesso de chuvas e à escassez de infraestrutura para armazenagem.

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A umidade excessiva tem prejudicado o ritmo da colheita e comprometido a qualidade dos grãos. Além disso, a falta de armazéns na região tem gerado congestionamentos, com muitas empresas fechando suas portas, dificultando a entrega dos grãos.

As condições climáticas têm sido um obstáculo contínuo para os produtores, com chuvas constantes desde outubro, fazendo com que a soja brotasse antes de ser colhida. Isso afetou a produtividade e gerou perdas. No entanto, em municípios como Feliz Natal e Vera, os resultados são mais positivos, e os produtores já se preparam para a segunda safra de milho. A colheita da soja segue em andamento, com o clima sendo um fator determinante para o ritmo dos trabalhos.

Assista às reportagens completas:

Previsão do tempo para a soja

A previsão do tempo apresentada pelo meteorologista Arthur Miller indica que as regiões Norte e Oeste de Mato Grosso continuarão enfrentando chuvas intensas, o que pode prolongar a colheita. Por outro lado, o Centro-Sul do Brasil não deve ser tão impactado. No Nordeste e no Matopiba, as chuvas também podem atrasar o ritmo das colheitas, destacando a complexidade da situação climática em várias regiões produtoras de soja.

Logística

O episódio também falou sobre a logística da soja, destacando um plano do governo federal para melhorar o escoamento da safra, com investimentos em rodovias e ferrovias. No entanto, os desafios logísticos imediatos ainda persistem, como os altos custos de transporte. A concessão de rodovias pode ajudar, mas a execução será importante.

Tocantins

Por fim, o estado de Tocantins tem se destacado como uma nova potência agrícola, com grande crescimento na produção de soja. O estado tem atraído investidores, impulsionado por boas condições climáticas e inovações tecnológicas, além de feiras que promovem novos negócios e aproximam produtores.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi gordo registra quedas



Boi gordo segue em queda em importantes praças pecuárias do Brasil




Foto: Canva

O mercado do boi gordo segue em queda em importantes praças pecuárias do Brasil. De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, a oferta elevada de bovinos pressionou as cotações em estados como São Paulo, Goiás e Rondônia, resultando na desvalorização dos preços pagos aos produtores.

Em São Paulo, o aumento na oferta de boiadas levou à desvalorização de R$ 1,00/@ para o boi gordo e de R$ 3,00/@ para a novilha, enquanto a cotação da vaca permaneceu estável. As escalas de abate no estado estão, em média, para oito dias, indicando que os frigoríficos seguem com programação confortável.

A mesma tendência foi observada em Goiás, especialmente na região Sul do estado, onde a maior oferta de gado forçou queda de R$ 5,00/@ em todas as categorias. Já na região de Goiânia, os preços do boi e da novilha recuaram R$ 5,00/@, enquanto a vaca registrou baixa de R$ 2,00/@. As escalas de abate variam entre sete e 12 dias, reforçando a tranquilidade dos frigoríficos na região.

Em Rondônia, os relatos indicam uma grande oferta de animais para abate, o que resultou na queda de R$ 2,00/@ para o boi gordo e de R$ 3,00/@ para a vaca, enquanto a novilha manteve sua cotação. As escalas de abate no estado estão, em média, para sete dias.





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Suspensão do Plano Safra compromete investimento dos produtores, diz Orplana



A Organização das Associações de Produtores de Cana de Açúcar do Brasil (Orplana) manifestou em nota preocupação com a suspensão das novas contratações de financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2024/2025.

A organização acredita que a medida tenha como parâmetro o aumento dos custos de equalização das taxas de juros. Porém, crê que a decisão prejudica o setor agrícola, que necessita de investimentos em manutenção, renovação e melhoria na infraestrutura para os pequenos, médios e grandes produtores.

Cancelamento do Plano Safra

A suspensão foi anunciada nesta quinta-feira (20), por meio de um ofício assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira. Um dos motivos apontados pelo secretário é o fato de a Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) para o exercício de 2025 ainda não ter sido aprovada pelo Congresso Nacional.

“A suspensão comprometerá os planos de investimento dos produtores rurais, afetando a geração de empregos, inibição de investimentos e a descarbonização do Brasil”, disse José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana.

 A entidade pediu ao Ministério da Fazenda que reconsidere a decisão de suspender as novas contratações de financiamento do Plano Safra, tomada pelo Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira.



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Missão no Baixo Amazonas fortalece cadeias e inovação para preservar o ambiente



O Sebrae Nacional, em parceria com o Sebrae/PA, iniciou uma missão à região do Baixo Amazonas, no Pará, com o objetivo de fortalecer cadeias produtivas sustentáveis que promovam o uso racional dos recursos biológicos da região. 

A iniciativa visa unir inovação, empreendedorismo e sustentabilidade, criando uma base sólida para o desenvolvimento territorial da Amazônia.

Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae, destacou a importância de expandir o modelo de desenvolvimento além das atividades tradicionais. 

“Nosso objetivo é que, para além da mineração, da pecuária, da agricultura, da soja, dos grãos e da economia urbana, nós possamos, de fato, fomentar no Pará, a partir de Belterra, Alter do Chão, Santarém e Mojuí dos Campos, um modelo de desenvolvimento, em que todas as instituições servem a um formato baseado no desenvolvimento territorial, inovação por meio da ciência, empreendedorismo e bioeconomia”, informou Quick.

A missão também tem como foco apresentar a Amazônia como uma vitrine de inovação durante a próxima COP 30, que será realizada em Belém, em novembro de 2025.

“Nós temos essa expectativa e não poderia deixar de ressaltar esse trabalho espetacular liderado pelo Sebrae Pará na realização da COP-30, um evento planetário, com um dos temas mais importantes do momento, trazendo soluções concretas, reais e factíveis para a realidade amazônica e do nosso país como um todo”, diz o diretor técnico do Sebrae.

Bioeconomia: o caminho para o desenvolvimento sustentável

O conceito de bioeconomia está cada vez mais sendo visto como uma estratégia eficaz para o futuro da Amazônia. Além de preservar a floresta, a bioeconomia busca criar alternativas de geração de renda por meio do uso sustentável de recursos naturais. 

Neste contexto, o Sebrae se posiciona como um agente transformador, apoiando pequenos negócios e conectando-os a mercados globais.

“O objetivo é criar valor econômico em diferentes cadeias produtivas que preservem a floresta em pé. Isso se faz através de uma mobilização dos recursos das comunidades, o que nos leva a trazer para a região as mais modernas tecnologias”, pontuou Paulo Haddad consultor do Sebrae.

A parceria com organizações como a Embrapa e o Senar tem sido essencial para integrar o conhecimento científico com as necessidades locais. 

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Parcerias estratégicas para potencializar a região

A construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável na Amazônia depende de uma integração entre diferentes atores, como instituições de pesquisa, empresas, e as próprias comunidades locais. 

Ana Euler, diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, destacou a relevância da bioeconomia como “presente e futuro” da Amazônia. Segundo ela, o grande desafio é valorizar a floresta em pé e as comunidades locais, levando conhecimento e tecnologia para garantir um modelo de desenvolvimento diferente do passado.

“Essa ideia de hub de bioeconomia do Sebrae nessa região faz todo o sentido para a gente. Queremos trabalhar de mãos dadas com o Sebrae, com o Senar, com as comunidades, com empresas, para realmente potencializar esse ecossistema de inovação para trazer novas soluções e oportunidades para quem é daqui e para quem quer investir na Amazônia”, complementou.

Para Daniel Carrara, diretor-geral do Senar, o apoio às iniciativas sustentáveis precisa estar atrelado à geração de renda para as populações da região. 

“A preservação de uma floresta tem que estar vinculada à geração de renda. E o que a gente vê aqui são experiências que precisam de apoio, precisam crescer em escala.”

Wilson Poit, empreendedor e membro associado estatutário da Endeavor, considerou a experiência “inesquecível”.

“Está totalmente dentro do foco da Endeavor, que está com um olhar bastante voltado para a Amazônia, para a sustentabilidade”, declarou Poit.

“Somente através de uma ação integrada das entidades é que vamos conseguir fortalecer as comunidades e trazer soluções eficazes para a nossa Amazônia”, complementa Augusto Braun, presidente do Instituto Climático Von Bohlen Und Halbach.

Além das ações estratégicas voltadas para a bioeconomia, o Sebrae também tem investido no levantamento de informações iconográficas da região do Baixo Amazonas, o que permitirá qualificar produtos, serviços e espaços para os empreendedores locais.

Até setembro, a instituição programou uma série de capacitações e conexões de mercado, especialmente na região de Santarém, para fortalecer o ecossistema de inovação e garantir oportunidades reais para os pequenos negócios da Amazônia.

Quer saber mais sobre inovação, empreendedorismo no agronegócio?

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

Se você é micro ou pequeno produtor rural e deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.



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Haddad buscará respaldo do TCU para retomada das linhas de crédito do Plano Safra



“As linhas foram suspensas pelo Tesouro Nacional por necessidade legal, devido à não aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2025”, justificou o Ministério, que enfatizou que as linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), voltadas aos pequenos agricultores, seguem operando normalmente.

Sobre a suspensão do Plano Safra 2024/2025

O Tesouro Nacional anunciou ontem (20) a suspensão de novas contratações de financiamentos subvencionados pelo Plano Safra 2024/25. A medida, que passa a valer a partir de hoje (21), não contempla operações de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).



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Vem aí a quarta onda de calor! Confira quando chega e as áreas atingidas


A Climatempo atualizou recentemente os modelos meteorológicos e está prevendo uma nova onda de calor no Brasil, que terá maior influência sobre o Rio Grande do Sul a partir deste sábado (22). De acordo com Climatempo, a onda deve perder a intensidade na próxima quinta-feira (27).

Esta seria a quarta onda no país – a terceira influenciando o Rio Grande do Sul. A Climatempo esclarece que este novo evento climático não faz parte da onda de calor que já atua no centro-leste do Brasil.

Mapa da nova onda de calor (Climatempo)
Foto: divulgação/ Climatempo

A onda de calor que começou dia 12, termina nesta segunda (24). O instituto enfatiza que o novo fenômeno vai impactar os estados da região sul, especialmente o Rio Grande do Sul, o oeste e sul de Santa Catarina, proporcionando dias de calor mais intenso no Paraná.

Partes do oeste e sul de São Paulo e o sudoeste e sul de Mato Grosso do Sul também podem ser afetados. A Climatempo informa que as atualizações da área e do período serão revistas diariamente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas beneficiam lavouras de arroz, mas preços preocupam



Queda nos preços preocupa orizicultores




Foto: Divulgação

As recentes chuvas volumosas no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Centro e Oeste, contribuíram para a recarga hídrica de reservatórios e cursos d’água, favorecendo a irrigação das lavouras de arroz. Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20), a prática do “banho” – sistema de irrigação intermitente adotado em períodos de restrição hídrica – foi intensificada no início de fevereiro.

A colheita do arroz, iniciada no Extremo Oeste gaúcho, avançou para outras regiões, com produtividade elevada nas áreas que mantiveram um manejo adequado da irrigação. Onde a lâmina de inundação foi preservada entre 5 e 10 cm, os rendimentos se mantiveram altos. No entanto, em lavouras afetadas por déficit hídrico, houve redução de produtividade, pois a falta de água comprometeu processos fisiológicos essenciais para o desenvolvimento do arroz.

Apesar das boas condições em parte das lavouras, os produtores manifestam preocupação com a recente queda nos preços do arroz. O temor é de que, com o avanço da colheita, os valores fiquem abaixo do custo de produção, resultando em dificuldades financeiras para o setor.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA), a área efetivamente plantada no estado foi revisada para 970.194 hectares, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média inicial de 8.478 kg/ha. O mercado segue atento às variações de preço e ao impacto do aumento da oferta sobre a rentabilidade dos produtores.





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Decida o seu pesquisador (a) favorito ao Prêmio Personagem Soja Brasil!


Ei, você! Sabia que a votação do Personagem Soja Brasil já está aberta? Para votar no seu pesquisador (a) favorito basta acessar o link. Caso ainda tenha dúvidas sobre qual participante votar, saiba sobre as histórias dos três indicados.

Anderson Cavenaghi

Foto: Soja Brasil

O pesquisador Anderson Cavenaghi, engenheiro agrônomo com doutorado em proteção de plantas pela FCA/UNESP (Botucatu-SP), é especialista em herbicidas e controle de plantas daninhas. Ele atua como pesquisador na UNIVAG-MT, conduzindo estudos sobre o manejo de plantas daninhas nas principais culturas do Cerrado.

Cecilia Czepak

Foto: Soja Brasil

Formada em agronomia, Cecilia Czepack é professora na Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás, com 26 anos de experiência na educação. Ela é especialista em manejo integrado de pragas, contribuindo para a formação de profissionais e o avanço dessa área.

Julio Cezar Franchini

Foto: Soja Brasil

Pesquisador da equipe de manejo de solos da Embrapa Soja, Julio Franchini é especialista nos desafios da produtividade, qualidade e sustentabilidade dos sistemas de produção de soja, com ênfase na melhoria contínua e na inovação dos processos agrícolas.



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‘Não podemos continuar fazendo equalização sem orçamento aprovado’, diz Fávaro



O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, cobrou rapidez do Poder Legislativo para tentar resolver a suspensão de novos financiamentos do Plano Safra 2024/2025. O bloqueio ocorre devido à divulgação da nova grade de parâmetros oficial pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda e ao recebimento de informações atualizadas da previsão de gastos com o estoque de operações rurais contratadas com equalização de taxas de juros, cujas estimativas de gastos para 2025.

De acordo com o ofício, houve “aumento relevante dos gastos devido à forte elevação nos índices econômicos que compõem os custos das fontes em relação aos utilizados na confecção do Projeto de Lei Orçamentária (Ploa 2025), ainda em tramitação no Congresso Nacional”.

“Não podemos ser irresponsáveis e continuar fazendo equalização sem ter um orçamento aprovado. Nós estamos com duas situações: subiu a Selic e não tem orçamento aprovado. Tem que ser prudente, responsável e o Congresso precisa ter sensibilidade e votar rápido o orçamento, porque, se não votar, começam a ter consequências. O Plano Safra para”, destacou o ministro.

A medida entra em vigor a partir de hoje (21) e não contempla operações de custeio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). De acordo com o Ministério da Agricultura, a decisão afeta todos os programas de investimento. No caso do custeio, serão mantidas as taxas livres e alguns recursos dos depósitos à vista (Exigibilidades MCR 6-2).

Sobre o Plano Safra

O programa foi criado em 2002, na época denominado Plano Agrícola e Pecuário, e oferece linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para médios e grandes produtores. Durante o lançamento do Plano Safra 2024/2025, o governo informou que o programa era o maior da história do Brasil, com mais R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR).



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