sexta-feira, julho 3, 2026

Agro

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Boi gordo inicia ano com preços firmes


O mercado do boi gordo iniciou 2025 com preços firmes, sem grandes quedas nas carcaças no atacado e mantendo bons spreads da indústria no mercado interno, conforme análise do Itaú BBA. Além disso, as exportações registraram volumes expressivos, com preços de embarque em alta. Em janeiro, o indicador Cepea para o boi gordo teve valorização de 1,4% em relação a dezembro de 2024, refletindo uma oferta controlada de gado terminado e condições favoráveis das pastagens, que permitiram aos produtores espaçarem as entregas. No setor de carne, a carcaça casada apresentou recuo de 1,1%, reduzindo o spread da indústria de 11% para 8,4%, ainda assim um dos melhores níveis para o período nos últimos anos.  

No entanto, fevereiro começou com um novo recuo no spread, já que os preços do boi se estabilizaram no fim de janeiro, enquanto a carne apresentou maior enfraquecimento. As exportações de carne bovina in natura totalizaram 180,5 mil toneladas no primeiro mês do ano, uma queda de 0,6% em relação a janeiro de 2024 e de 10,9% sobre dezembro. Entretanto, o preço médio dos embarques subiu 1,7% frente ao mês anterior, o que moderou a alta do custo do boi gordo em dólares (2,5%). Assim, o spread cedeu 1 ponto percentual, para 8%, ligeiramente abaixo da média histórica de 10%.  

No segmento de reposição, o preço do bezerro no Mato Grosso do Sul, medido pelo Cepea, desvalorizou 6,1% em janeiro. Contudo, a partir da segunda quinzena do mês, a tendência de queda foi interrompida. Apesar disso, a relação de troca entre boi gordo em São Paulo e bezerro no MS melhorou para a recria e engorda. O ágio do bezerro sobre o boi gordo caiu de 24% em dezembro de 2024 para 15% em janeiro de 2025, tornando a reposição mais favorável aos pecuaristas.

“Nos próximos meses pode haver uma elevação da oferta para abate um pouco acima do normal de fêmeas não emprenhadas, em função da longa seca do ano passado, que deve ter interferido negativamente nas taxas de prenhez. Por outro lado, isto seria, mais adiante, ainda mais altista para o bezerro, com menos nascimentos previstos para 2026. Para os recriadores, vale reforçar a atenção com as oportunidades de realizarem uma boa reposição, após esta recente acomodação da cria”, comenta.

 





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Exportações do Agronegócio Paulista Caem 15% em Janeiro


De acordo com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o agronegócio paulista registrou uma queda de 15,0% nas exportações em janeiro de 2025, totalizando US$ 2,16 bilhões. Já as importações cresceram 6,1%, atingindo US$ 0,52 bilhão. Com isso, o saldo da balança comercial do setor permaneceu superavitário em US$ 1,64 bilhão, embora tenha sido 20,0% inferior ao do ano anterior. O desempenho do setor agropecuário foi essencial para reduzir o déficit comercial paulista, que chegou a US$ 3,59 bilhões nos demais setores.  

Os cinco principais grupos exportados representaram 76,8% do total: complexo sucroalcooleiro (US$ 599,47 milhões), sucos (US$ 334,41 milhões), produtos florestais (US$ 282,39 milhões), carnes (US$ 274,09 milhões) e café (US$ 166,43 milhões). Na comparação com janeiro de 2024, destacaram-se os aumentos nas exportações de café (+82,7%), sucos (+33,6%), produtos florestais (+27,2%) e carnes (+9,8%), enquanto o complexo sucroalcooleiro (-52,0%) e o complexo soja (-32,5%) tiveram retração.  

As importações do setor agropecuário paulista totalizaram US$ 515,28 milhões, com destaque para salmão (US$ 46,51 milhões), papel (US$ 40,32 milhões) e trigo (US$ 30,48 milhões). No Brasil, São Paulo liderou as exportações do agronegócio, com 19,6% de participação, seguido por Mato Grosso (13,2%) e Minas Gerais (12,3%).  

No cenário nacional, as exportações do agronegócio somaram US$ 11,00 bilhões, uma queda de 5,3% em relação a 2024. O saldo comercial do setor foi de US$ 9,16 bilhões, reforçando a importância do agro para a economia brasileira.

 





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Leitura de cocho: Estratégia para eficiência



Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca



Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca
Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca – Foto: Pixabay

O confinamento é uma técnica amplamente utilizada na terminação de bovinos de corte, garantindo maior eficiência produtiva. Com manejo nutricional adequado, essa prática reduz a idade ao abate, melhora a qualidade da carne e aumenta o peso dos animais. Além disso, contribui para a sustentabilidade ao diluir custos de manutenção, aliviar áreas de pastagem e possibilitar a produção de adubo orgânico.  

Nesse contexto, a leitura de cocho se destaca como ferramenta essencial para otimizar o manejo alimentar. A prática consiste em avaliar a quantidade de alimento não consumido pelos bovinos, permitindo ajustes na oferta de ração. Segundo Victor Fonseca, coordenador técnico de bovinos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, essa análise melhora a eficiência alimentar e evita desperdícios, garantindo consumo equilibrado e segurança ruminal. “A leitura de cocho permite identificar excessos ou faltas na alimentação, ajustando as quantidades conforme a necessidade dos animais”, explica o especialista.  

Com uma leitura precisa, o produtor pode evitar oscilações no consumo de matéria seca (CMS), garantindo uma curva de alimentação mais estável. Isso impacta diretamente no ganho de peso diário (GPD) e na conversão alimentar. Fonseca destaca que, além dos ajustes nutricionais, a prática ajuda a detectar falhas no manejo, como erros na formulação da dieta ou problemas de saúde no rebanho. Se os cochos apresentarem sobras excessivas ou estiverem constantemente vazios, pode haver inconsistências operacionais que exigem correção.  

A leitura deve ser realizada diariamente, preferencialmente pela manhã, antes da primeira alimentação. Quando possível, uma análise noturna complementa o diagnóstico. Além da quantidade, é essencial diferenciar sobra (alimento ainda consumível) de resto (impróprio para consumo). 

 





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Comercialização lenta no Brasil e alta nos preços; confira o resumo



A semana foi marcada por um cenário de preços entre estáveis e mais baixos no mercado brasileiro de soja disponível. O ritmo das negociações continua lento, com muitos produtores aproveitando as condições climáticas favoráveis para dar prioridade à colheita, em detrimento da comercialização.

Segundo a Safras & Mercado, nos Estados Unidos, a cotação da soja teve leve alta, embora insuficiente para animar os agentes do mercado. O dólar permanece próximo de R$ 5,70.

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Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): A saca recuou de R$ 137,00 para R$ 130,50
  • Cascavel (PR): Preço se manteve em R$ 125,00
  • Rondonópolis (MT): Cotação caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
  • de Paranaguá: Preço estabilizado em R$ 132,00

Chicago

Em Chicago, os contratos da soja com vencimento em março registraram uma alta de 0,97% no acumulado da semana, sendo cotados a US$ 19,46 por bushel na manhã da sexta-feira, 21. A recente declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que indicou estar aberto a negociações comerciais com a China, ajudou a sustentar as cotações.

Esse movimento inicial de Trump traz uma sinalização de que a tão temida guerra comercial com a China pode estar distante de ser declarada. Caso a China responda com retaliações a tarifas americanas, a demanda chinesa por produtos agrícolas dos Estados Unidos poderia se deslocar ainda mais para outros mercados, especialmente Brasil e Argentina.

A soja na América do Sul

A situação climática na América do Sul também continua a influenciar o mercado. No Rio Grande do Sul, chuvas trazidas pela semana ajudaram a minimizar as perdas produtivas nas lavouras. No Mato Grosso, o tempo seco predominou, favorecendo o andamento da colheita.

Na Argentina, a preocupação com o potencial produtivo persiste, já que a recente estiagem prejudicou o rendimento das lavouras. Embora tenha chovido nesta semana, os boletins meteorológicos apontam para uma nova onda de calor, o que gera incertezas quanto à recuperação das plantações.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) realizará seu Fórum Anual nos dias 27 e 28 de fevereiro. Durante o evento, serão apresentadas as primeiras estimativas sobre o plantio de 2025. Com uma oferta e demanda mais apertada e o bom ritmo das exportações, o mercado está projetando um possível aumento na área de plantio de milho, em detrimento da soja.



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Brasil fortalece presença no mercado árabe



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu uma missão bem-sucedida aos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 17 e 19 de fevereiro, consolidando a presença do agronegócio do Brasil no mercado árabe. A agenda incluiu a participação na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos e bebidas da região, além de visitas técnicas e reuniões bilaterais com autoridades locais.

Durante a feira, o Brasil inaugurou sete pavilhões temáticos organizados pela ApexBrasil, reunindo mais de 120 empresas nacionais. Entre os destaques, estavam os pavilhões Brazilian Beef, Superfoods e projetos voltados para carnes de frango, ovos e patos, evidenciando a diversidade e qualidade da produção agropecuária brasileira.

A missão também incluiu visitas às plantas industriais da BRF e da Seara Brasil, localizadas nos Emirados Árabes Unidos. A delegação conheceu de perto as operações dessas empresas e acompanhou as linhas de produção que abastecem a região, destacando a capacidade do Brasil em atender à crescente demanda por proteínas no Oriente Médio.

Os encontros reforçaram a importância da presença industrial brasileira na região, garantindo mais eficiência e competitividade para as exportações nacionais. Além das visitas técnicas, foram realizadas reuniões bilaterais estratégicas com autoridades locais para discutir temas essenciais ao comércio entre os países. Entre os principais pontos abordados estavam as certificações sanitárias exigidas para exportação, o avanço do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Emirados Árabes e a reabilitação de estabelecimentos brasileiros com SIFs suspensos.



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Cotações do milho na B3 recuam nesta segunda-feira


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A segunda-feira (17) chega ao final com os preços futuros do milho registrando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 72,75 e R$ 80,40. 

Sem a referência de Chicago, os vencimentos do milho brasileiro registraram pequenos recuos nesta segunda-feira. 

Apesar dessas quedas, a análise da Agrinvest aponta suporte para as cotações devido às preocupações com o atraso no plantio do milho safrinha. 

“A demanda interna segue aquecida, impulsionada pelo aumento do processamento em usinas de etanol. Com mais volume absorvido no mercado interno, o volume destinado à exportação é reduzido”, acrescentam os analistas da Agrinvest. 

Ainda nesta segunda-feira, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o Brasil exportou 827 mil toneladas de milho até aqui em fevereiro, contra 1,713 milhão de todo fevereiro de 2024. Sendo assim, a média diária de embarques de milho está 8,3% menor do que a registrada no segundo mês do ano passado. 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho registra preços firmes em todas as regiões do País.  

“A alta é mais consistente e constante em São Paulo, por conta da pouca oferta. A colheita da safra de verão está lenta, a logística complicada por conta da soja e a falta de interesse de vende pelo produtor, além dos baixos estoques nas mãos dos consumidores, deixam os preços firmes”, assinalou o analista da Consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento março/25 foi cotado à R$ 80,40 com queda de 0,35%, o maio/25 valia R$ 76,91 com perda de 0,35%, o julho/25 foi negociado por R$ 72,80 com desvalorização e o setembro/25 teve valor de R$ 72,75 com baixa de 0,34%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também teve avanços neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Sorriso/MT, Cândido Mota/SP e Palma Sola/SC. 





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Governo retoma financiamento rural com crédito subsidiado no Plano Safra



A governo anunciou, nesta sexta-feira (21), a retomada das contratações de financiamentos rurais subvencionados no âmbito do Plano Safra 2024/2025. A decisão revoga a suspensão temporária das novas operações, determinada pelo Ofício Circular SEI nº 282/2025/MF, de 20 de fevereiro de 2025, e entra em vigor imediatamente.

De acordo com o novo Ofício Circular SEI nº 297/2025/MF, a retomada das contratações ocorre diante da tramitação de uma Medida Provisória que abrirá crédito extraordinário para as ações orçamentárias referentes às subvenções econômicas do Plano Safra. No entanto, a liberação efetiva das operações está condicionada à publicação dessa Medida Provisória no Diário Oficial da União.

A autorização para a retomada das contratações ocorre em razão da tramitação de uma Medida Provisória que abrirá crédito extraordinário para as ações orçamentárias relacionadas às subvenções econômicas vinculadas ao Plano Safra. No entanto, a liberação efetiva dessas operações está condicionada à publicação da referida Medida Provisória no Diário Oficial da União.

O Tesouro Nacional reforça que seguirá monitorando a execução dos financiamentos para garantir a conformidade fiscal e orçamentária. Além disso, foi determinado que as instituições financeiras devem adotar as providências necessárias para normalizar os processos de contratação, observando os limites estabelecidos para os financiamentos subvencionados.

O documento também destaca que o crédito extraordinário será destinado exclusivamente ao pagamento da equalização de taxas de juros das operações que tiveram suas contratações suspensas pelo Ofício Circular SEI 282/2025/MF.



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Restrição ao crédito rural preocupa entidades



“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo”



“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores"
“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores” – Foto: Divulgação

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) manifestou preocupação com a suspensão das novas contratações de crédito rural subsidiado pelo Plano Safra 2024/25, em vigor desde 21 de fevereiro. A entidade alerta que a medida trará mais incertezas ao setor, responsável por 22% do PIB nacional, impactando a segurança alimentar e energética do país.  

Segundo a ABAG, a restrição ao crédito afeta não apenas os agricultores, mas também a indústria, tecnologia e logística, setores diretamente ligados ao dinamismo do agronegócio. A entidade destaca que a falta de financiamento pode comprometer a produtividade em um ano de safras recordes, pressionando os preços dos alimentos e reduzindo a competitividade brasileira no mercado global.  

“Essa limitação de crédito subsidiado vai atingir diretamente os agricultores em mais um ano de safras recordes, pois acarretará uma perda de produtividade no campo e consequentemente um aumento no preço dos alimentos, que serão repassados aos consumidores, além de provocar uma perda da competitividade no mercado internacional”, diz.

Além de prejudicar pequenos, médios e grandes produtores, a interrupção dos recursos ameaça investimentos essenciais em inovação, maquinário e infraestrutura, podendo gerar desemprego e elevar os custos de produção. A ABAG defende que o Plano Safra não pode ser reduzido por questões orçamentárias e cobra uma solução urgente do Governo Federal, envolvendo os Ministérios da Agricultura e da Fazenda.  

“A entidade reforça a necessidade de um diálogo aberto com o Governo para reverter essa decisão e garantir previsibilidade ao setor agropecuário, que desempenha um papel central na economia do país e no abastecimento global. O Brasil tem se consolidado como uma referência em sustentabilidade atrelada à eficiência produtiva, e a continuidade do Plano Safra é fundamental para manter esse protagonismo”, comenta.

 





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Crianças conhecem o agro ‘de perto’ em MT



Em 2025, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) celebra 20 anos de história. Entre os programas que fazem parte dessa trajetória existe o Futuro em Campo, que leva crianças e jovens estudantes ao campo, proporcionando uma experiência prática sobre a produção agrícola e a importância do setor para a economia local, nacional e global.

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O programa, que iniciou de forma simples, tem crescido desde a sua criação. Em 2024, mais de 2.200 crianças participaram da iniciativa, ampliando a compreensão das novas gerações sobre o agronegócio. O projeto nasceu a partir da ideia de um jovem que, interessado em compartilhar a rotina da fazenda com seus colegas, ajudou a transformar essa vontade em uma ação que hoje beneficia crianças de várias regiões de Mato Grosso.

A Aprosoja MT viu o potencial do programa e o expandiu, alcançando diversos núcleos no estado. O Futuro em Campo vai além das visitas às propriedades rurais, incorporando palestras, atividades educativas e até visitas a escolas.

O impacto do programa é visível no aprendizado das crianças. Elas descobrem a relevância da soja e do milho para a economia, aprendem sobre práticas sustentáveis e a tecnologia aplicada no agronegócio. Além disso, entendem que o milho vai muito além da pipoca, sendo utilizado na produção de ração animal e, também, etanol.

Os produtores que recebem os estudantes destacam a importância de mostrar a realidade do campo e a conexão com a natureza. O projeto contribui para desmistificar a imagem do agronegócio, reforçando o respeito dos agricultores pelo meio ambiente.

Além do impacto educacional, o programa gera resultados concretos nas escolas. Muitas delas criaram projetos de hortas, inspiradas pelos ensinamentos adquiridos durante as visitas ao campo. Essas iniciativas reforçam o aprendizado sobre sustentabilidade e preservação ambiental.



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Nova tecnologia da Embrapa reduz perdas pós-colheita e melhora qualidade das frutas


O Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de frutas do mundo, enfrenta desafios com perdas pós-colheita que podem chegar a 80% em algumas variedades. Para mitigar esse problema, a Embrapa Meio Ambiente (SP) desenvolveu um dispositivo inovador que permite monitorar, em tempo real, a distribuição do calor dentro das frutas durante o tratamento hidrotérmico.

Essa técnica, essencial para garantir a sanidade dos produtos, atende às exigências de mercados internacionais e preserva a qualidade das frutas.

Monitoramento térmico para evitar desperdício

De acordo com o pesquisador Daniel Terao, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, o tratamento térmico atua na eliminação de microrganismos e fortalece as defesas naturais das frutas.

“O calor provoca mudanças bioquímicas que protegem os frutos, como o fechamento de microferidas na camada de cera, evitando a entrada de fungos oportunistas”, afirma.

O dispositivo criado pela Embrapa promete validar o tratamento hidrotérmico em larga escala, garantindo que a temperatura aplicada seja eficiente na eliminação de patógenos sem comprometer a qualidade da fruta. “Sem um monitoramento adequado, há risco de danos na textura e no sabor dos frutos”, alerta Terao.

A tecnologia utiliza sensores de temperatura conectados a um registrador eletrônico de dados, permitindo acompanhar a distribuição térmica dentro da fruta durante a aplicação da água quente. Isso possibilita ajustes precisos para garantir que o calor alcance o interior do fruto sem comprometer sua integridade.

Dispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel TeraoDispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel Terao
Dispositivo acompanha, em tempo real, a temperatura da fruta durante o tratamento | Foto: Daniel Terao/Embrapa

Impacto nas exportações de frutas

Maior exportador mundial de suco de laranja e referência na produção de frutas como manga, melão e mamão, o Brasil enfrenta perdas expressivas devido a problemas no transporte, refrigeração inadequada e tratamentos sanitários ineficientes.

Entre os principais desafios estão doenças como mofo verde nos citros e podridões causadas pelo fungo Neofusicoccum parvum e pelo Fusarium pallidoroseum. Esses patógenos afetam diretamente a qualidade e a quantidade das frutas disponíveis, impactando a economia e a competitividade do agronegócio brasileiro.

 Foto: Daniel Terao/Embrapa

De acordo com Embrapa, a solução desenvolvida por seus pesquisadores é uma alternativa sustentável ao uso intensivo de defensivos químicos. Com as crescentes restrições a resíduos de pesticidas em mercados como União Europeia e Estados Unidos, o tratamento hidrotérmico se apresenta como uma técnica eficaz e alinhada às exigências ambientais.

Além disso, muitos dos microrganismos que atacam as frutas produzem micotoxinas, substâncias que podem tornar os alimentos impróprios para o consumo humano. Frutas mais suculentas, como mamão e melão, são particularmente vulneráveis a esses agentes, reforçando a importância de soluções alternativas de controle sanitário, reforça a Embrapa.

Parceria para comercialização

A Embrapa já solicitou a patente do dispositivo e busca parcerias para viabilizar sua aplicação comercial e ampliar sua adaptação para diferentes tipos de frutas. Empresas interessadas podem entrar em contato pelo e-mail [email protected].

A expectativa dos pesquisadores é que essa tecnologia ajude a reduzir significativamente as perdas pós-colheita, tornando a produção frutícola brasileira mais eficiente e sustentável. Além disso, a inovação contribui para o fortalecimento da competitividade do Brasil no mercado internacional, garantindo que suas frutas atendam aos padrões sanitários globais sem comprometer a qualidade.



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