quinta-feira, julho 2, 2026

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Essenciais para a microbiota vegetal



Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos



Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos
Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos – Foto: Divulgação

As bactérias da ordem Xanthomonadales são componentes fundamentais da microbiota vegetal, adaptadas para sobreviver no solo e nas raízes das plantas. Segundo um estudo do Instituto Max Planck de Pesquisa sobre Melhoramento Vegetal, publicado na Nature Plants, essas bactérias têm a capacidade de modular as respostas imunes das plantas. Esse mecanismo não apenas garante sua permanência no ecossistema radicular, mas também contribui para a estabilidade da microbiota, reduzindo os impactos das defesas imunológicas das plantas.  

O sistema imunológico vegetal é altamente sensível e identifica ameaças com base em sinais moleculares, como a flagelina, uma proteína presente no flagelo bacteriano. Quando detectada pelo receptor FLS2 da planta, ativa respostas de defesa que redirecionam recursos do crescimento para a proteção contra microrganismos. Entretanto, a flagelina está presente tanto em bactérias patogênicas quanto em comensais, levantando uma questão-chave: como as bactérias benéficas conseguem colonizar as plantas sem serem eliminadas?  

Os cientistas, liderados por Ka-Wai Ma e Paul Schulze-Lefert, descobriram que cerca de 40% das bactérias encontradas em raízes saudáveis possuem mecanismos de imunossupressão. A pesquisadora Jana Ordon e sua equipe aprofundaram a investigação e confirmaram que essa característica é comum entre as Xanthomonadales. Um exemplo é a cepa R179, que reduz a ativação da defesa vegetal removendo flagelina e transportando moléculas imunossupressoras para o espaço entre a bactéria e a planta.  

Essa descoberta reforça a importância das interações entre plantas e microrganismos na estabilidade da microbiota. O entendimento desses mecanismos pode abrir caminho para novas estratégias no manejo biológico da agricultura, favorecendo a saúde das plantas e o equilíbrio do ecossistema radicular.

 





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Novo coronavírus na China e desaceleração dos EUA preocupam mercados; saiba o que esperar na semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana passada foi marcada por aversão a risco nos mercados, impulsionada por preocupações com um novo coronavírus na China e desaceleração econômica nos EUA.

Nesta semana, destaque para o PCE nos EUA e, no Brasil, para o IPCA-15 e dados do mercado de trabalho.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Novo coronavírus na China e desaceleração dos EUA preocupam mercados; saiba o que esperar na semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana passada foi marcada por aversão a risco nos mercados, impulsionada por preocupações com um novo coronavírus na China e desaceleração econômica nos EUA.

Nesta semana, destaque para o PCE nos EUA e, no Brasil, para o IPCA-15 e dados do mercado de trabalho.

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Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
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Preço da arroba do boi caiu até 3,7% na semana; analista responde o que está por vir


O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em baixa ao longo desta semana nas principais praças de produção e comercialização do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de fêmeas é decisivo nesse movimento de queda, fazendo com que a indústria frigorífica conseguisse um bom avanço de suas escalas de abate.

“Esse cenário foi bastante representativo na Região Norte e contribuiu para a queda que se sucedeu nos demais estados que contam com abates relevantes. Por outro lado, as exportações de carne bovina em bom nível são a principal variável de sustentação dos preços, evitando quedas ainda mais contundentes.”

Segundo o analista, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição das escalas de abate, somado ao comportamento dos preços da carne no atacado.

Iglesias aponta o enfraquecimento da demanda doméstica de carne bovina como parte das justificativas para este movimento. “O fato é que as indústrias seguem exercendo pressão sobre o mercado, estratégia que deve prevalecer, ao menos no curto prazo”, assinalou.

Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 20 de fevereiro em comparação a uma semana antes (14):

  • São Paulo: R$ 315,33, contra R$ 318,15, queda de 0,88%
  • Goiás: R$ 298,57, ante R$ 300,18 (-0,53%)
  • Minas Gerais: R$ 305,59, frente R$ 307,35 (-1,12%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 304,43, contra R$ 309,77 (-1,72%)
  • Mato Grosso: R$ 305,07, ante R$ 316,92 (-3,73%).

Exportações de carne

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil, renderam US$ 494,078 milhões em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 49,407 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 99,848 mil toneladas, média diária de 9,984 mil toneladas.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.948,30. Assim, em relação a janeiro de 2024, houve alta de 16,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 6,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,3% no preço médio.



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Produção de camarão longe do mar avança como alternativa rentável


O Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está conduzindo uma pesquisa inovadora para viabilizar a produção de camarão marinho em regiões afastadas do litoral. O projeto “Viabilidade Técnica e Econômica da Produção de Camarão Marinho Longe do Mar” busca tornar o cultivo sustentável e economicamente viável para produtores aquícolas, utilizando água salinizada artificialmente.

Diferente de experimentos anteriores, o estudo é realizado em uma estrutura que simula as condições reais de cultivo do camarão, garantindo análises precisas do potencial produtivo, econômico e ambiental. A pesquisa acontece em Jaguariúna (SP), onde a produção é feita com água captada da chuva e sem descarte no meio ambiente, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.

Água salinizada para a criação de camarão

O segredo da técnica está na composição química da água. A salinização artificial não busca imitar a salinidade do oceano, mas sim fornecer os seis sais essenciais para o desenvolvimento do camarão: cloreto, sódio, cálcio, potássio, sulfato e magnésio. Com esse controle, a criação pode ser levada para regiões interioranas sem prejuízo ao desempenho dos animais.

Criação camarão em cativeiro interior de SP_IICriação camarão em cativeiro interior de SP_II
Foto: Divulgação Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo

Alta produtividade e desafios do cultivo

O diferencial do projeto está na densidade de estocagem. Para viabilizar economicamente o sistema, o pesquisador Fábio Sussel trabalha com até 300 camarões por metro cúbico. Esse modelo permite maior produção por área, mas também exige estratégias para lidar com desafios sanitários, como doenças comuns na carcinicultura mundial.

“A convivência com patógenos é um dos principais desafios, mas buscamos protocolos específicos para garantir o equilíbrio do sistema”, explica Sussel.

Vantagens e perspectivas

A técnica oferece diversas vantagens, como a descentralização da produção, a redução da pressão sobre os ecossistemas costeiros e o aumento das oportunidades econômicas para pequenos e médios produtores. Além disso, o ambiente controlado possibilita um manejo mais eficiente da água e da alimentação, garantindo um camarão mais saudável e sustentável.

A pesquisa avança como um divisor de águas para a aquicultura brasileira, abrindo novos caminhos para o cultivo de camarão no interior e ampliando a oferta de um produto de alto valor agregado com menor impacto ambiental.



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Genética e passaporte equestre são temas de reunião entre o Mapa e CNA



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) marcou presença na última quinta-feira (20) de uma reunião da Câmara Setorial de Equideocultura do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), onde foram discutidos temas cruciais para o setor equestre brasileiro.

Controle Genético e Clonagem em Foco

Um dos pontos centrais da discussão foi a Lei 15.021/2024, que estabelece diretrizes para o controle de material genético animal e a clonagem de animais domésticos de interesse zootécnico. Kalinka Koza, assessora técnica da CNA, ressaltou que, embora a lei abranja todas as espécies, as particularidades serão definidas por normas e portarias complementares.

“A participação da CNA junto ao Ministério é essencial para assegurar que a legislação reflita as necessidades do setor, especialmente na reprodução equina e em outras cadeias produtivas”, afirmou Koza.

Passaporte Equestre

Outro tema de destaque foi o passaporte equestre, previamente debatido na Comissão Nacional de Equideocultura da CNA. Segundo Kalinka Koza, essa ferramenta tem o potencial de simplificar o trânsito de equídeos, garantindo a rastreabilidade sanitária.

“Nosso objetivo é oferecer aos produtores um instrumento prático que facilite a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), mantendo a rastreabilidade. A implementação do passaporte equestre nos estados é o primeiro passo para sua adoção nacional e internacional, em consonância com o programa ‘High Health, High Performance’ do Mapa”, explicou.



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Os desafios climáticos nas lavouras de soja em MT



As chuvas intensas em Feliz Natal, no Mato Grosso, têm gerado sérios desafios para os produtores de soja, o que afeta tanto a colheita quanto o escoamento da safra 2024/25. Algumas propriedades já acumulam até 1.500 milímetros de precipitação em fevereiro, o que tem dificultado o trabalho no campo.

Além dos prejuízos nas lavouras, o volume de chuva tem danificado as rodovias estaduais, como as MT-130 e MT-255, impactando quem depende dessas vias para suas atividades diárias. O tráfego dessas estradas está mais lento, aumentando os riscos e dificultando o transporte da soja.

O agricultor Edemilson Pasqualotto da Paixão, que cultivou 1.405 hectares de soja na região, explica que o atraso na colheita é uma consequência das condições climáticas adversas. Segundo ele, a cada dia de atraso, a perda pode chegar a até dois sacos por hectare. Como o plantio foi realizado de forma concentrada em outubro, todas as lavouras atingiram o ponto de colheita simultaneamente, o que intensifica o impacto.

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Os desafios na colheita de soja

Conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de soja em Mato Grosso, o maior produtor do grão no Brasil, alcançou 47,3% da área plantada. Isso representa um avanço de 19,8 pontos percentuais em relação à semana anterior (27,5%), mas ainda há um atraso significativo de 14 pontos percentuais em comparação com o mesmo período da safra 2023/24, quando 61,3% da produção já havia sido colhida.

Maicon Rech, outro agricultor local, destaca o esforço contínuo para colher a soja, aproveitando os raros períodos de sol. “Estamos trabalhando intensamente, com máquinas voltando a levantar poeira após a chuva, e conseguimos adiantar a colheita em alguns dias,” diz Maicon.

Além dos prejuízos nas lavouras, o excesso de chuvas tem afetado ainda mais as estradas não pavimentadas da região. As vias, como a MT-225, que já são difíceis de transitar, acabam se deteriorando rapidamente com o tráfego intenso de caminhões. Maicon também observa que a falta de infraestrutura nas rodovias tem gerado enormes dificuldades para o transporte da soja.

Em relação à situação das estradas, os caminhoneiros Marcelo Luiz dos Reis e Calil Koch relatam que percorrer 40 quilômetros pode levar até duas horas, devido às condições precárias das vias. Já os motoristas de ônibus enfrentam desafios ainda maiores, como destaca o motorista Roque Scheide, que chama a atenção para a necessidade de responsabilidade no trânsito.

De acordo com Antônio Carlos de Assis, gerente de produção da região, o escoamento dos grãos também é afetado pela péssima condição das estradas, piorando com a chuva constante. “A estrada está em péssimas condições e, com a chuva, fica ainda mais difícil”, comenta.

Rafael Bilibio, presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal, enfatiza que quase 60% da produção de Feliz Natal depende de rotas não pavimentadas, e reforça a necessidade de pavimentação das vias para facilitar o escoamento. “Precisamos da pavimentação para garantir o fluxo da produção. A ajuda do governo tem sido importante, mas ainda há muito o que fazer”, conclui.

Em resposta a esses desafios, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) garantiu que está trabalhando na manutenção das rodovias e na correção dos pontos críticos.



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Você viu? Carreta perde o freio e atropela 13 cabeças de gado



Um motorista de uma carreta que trafegava pela rodovia MS-320, na pista sentido Três Lagoas, interior sul-mato-grossense, perdeu o sistema de frenagem atropelou uma boiada. Segundo o Boletim de Ocorrência, o caminhoneiro desviou de uma das faixas de rolamento da pista para não bater na fila de veículos parados, incluindo um outro caminhão, que esperavam a comitiva passar.

A carreta atingiu 13 cabeças de gado e parou somente na subida da via com a parte frontal do cavalo mecânico danificada.

O caso aconteceu no dia 15 e o próprio motorista da carreta foi ao Distrito Policial e relatou a ocorrência. O caso foi registrado como Preservação de Direito, pelo condutor do veículo.



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queda no preço perde força, e lácteos iniciam ano em alta



Pesquisa do Cepea mostra que o preço do leite captado em dezembro de 2024 fechou a R$ 2,5805/litro (“Média Brasil”), queda de 2,7% em relação ao mês anterior, mas elevação de 21% frente a dezembro de 2023, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de dezembro).

Desse modo, a média de 2024 foi de R$ 2,6362/litro, 1,9% acima da verificada em 2023, também em termos reais. Levantamentos do Cepea ainda em andamento mostram, porém, que os preços do leite captado em janeiro devem apresentar alta, devido ao recuo da oferta e ao aumento na competitividade entre laticínios pela compra de matéria-prima.

Preços dos lácteos em recuperação

Outra pesquisa realizada pelo Cepea em parceria com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) aponta que os preços dos lácteos negociados no atacado paulista iniciaram 2025 em movimento de recuperação.

Dentre os itens analisados, o queijo muçarela foi o que mais se valorizou de dezembro de 2024 a janeiro de 2025, em 1,82%, cotado à média de R$ 33,09/kg. Para o leite em pó (400g), a variação foi positiva em 0,97%, para média de R$ 31,58/kg. A cotação do leite UHT, por sua vez, ficou praticamente estável (+0,02%), a R$ 4,27/litro.

Importações têm ligeiro aumento; exportações recuam

Em janeiro, as importações brasileiras de lácteos cresceram ligeiros 3,93% em relação a dezembro de 2024, porém caíram 2,18% frente ao mesmo período do ano passado (janeiro/24). Já as exportações recuaram 13,91% no comparativo mensal e expressivos 41,19% no anual.

Insumos em alta para dieta dos animais​

Os custos de produção da pecuária leiteira subiram em janeiro pelo quinto mês consecutivo. Cálculos do Cepea mostram que o Custo Operacional Efetivo (COE) teve avanço de 0,81% de dezembro/24 para janeiro/25, considerando-se a “média Brasil” (BA, GO, MG, SC, SP, PR e RS). Os desembolsos com a dieta do rebanho continuam sendo o principal fator que influencia o movimento altista.



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Dos 550 milhões de produtores rurais do mundo, metade são de países do Brics



Os países do Brics tem uma grande parcela de contribuição para a produção agrícola e o comércio agropecuário mundial. Segundo Luís Rua, secretário de comércio e relações internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), dos 550 milhões de produtores do mundo, cerca da metade está em países do Brics.

O grupo corresponde a 30% da pesca de cultivo, 70% da aquicultura e tanto a produção nesses países de matérias-primas utilizadas na agropecuária, como os fertilizantes, quanto a alta produtividade em cereais e carnes demonstram a importância do debate em torno da agricultura e da cooperação entre os membros do grupo.

O secretário Luís Rua participou de uma coletiva de imprensa na última sexta-feira (21), em Brasília, após a reunião do Grupo de Trabalho de Agricultura do Brics.

“Os países do Brics são muito relevantes para nós, o Brasil exportou no ano passado cerca de US$ 165 bilhões em produtos agropecuários, mais de 60 milhões, ou seja 41% de tudo que nós exportamos, foram para os países do Brics”, afirmou.

Luís Rua acrescentou também que em termos de comércio justo e inclusivo, um dos pilares da discussão é a segurança alimentar. Pois, em um mundo onde 733 milhões de pessoas passam fome, ele acredita que países grandes produtores de alimentos devem ter uma postura ativa para erradicar o problema.

Agricultura e COP 30

O secretário destacou ainda que o Brasil vive um momento marcante porque além da reunião do Brics, vai sediar a COP 30, e há uma conexão entre o que está sendo discutido no GT de Agricultura e os temas debatidos na Conferência das Nações Unidas.

Como exemplo, ele citou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas que busca converter uma pastagem degradada em lavoura eficiente e dessa forma melhorar a produtividade dentro de um sistema de integração entre lavoura, pecuária e florestas.

“No ano passado foram mais de 1 milhão de hectares recuperados e nós queremos fazer essa agricultura sustentável, sem precisar derrubar árvores ou mexer nos nossos biomas e melhorar as condições das nossas pastagens. Assim, a gente vai poder garantir um objetivo maior – a segurança alimentar, que inclusive vai ao encontro ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 2, da Organização das Nações Unidas (ONU), para 2030, que é o Fome Zero”.

Certificação eletrônica

Em termos de comércio, de acordo com o secretário, o grupo tem debatido sobre a certificação eletrônica com o objetivo de diminuir a burocracia e levar mais oportunidades para produtores e exportadores em todos os países do Brics.

A expectativa é poder comerciar bens e serviços sem travas, por exemplo, como no caso de uma mercadoria parada em um porto por falta de um certificado. Além de demonstrar para o mundo como o Sul Global pode contribuir com práticas inovadoras para o comércio internacional.

“Então, eu acho que estamos em um momento de concertação para justamente trazer essas boas práticas e juntos mostrar que podemos avançar com o peso de boa parte da produção agropecuária mundial”, concluiu.

O que são os Brics?

Em 2001, o economista britânico Jim O’Neill cunhou o acrônimo “BRIC” para descrever as chamadas economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China e recomendá-las aos investidores em um artigo para os assinantes da Goldman Sachs Assets Management, um serviço especializado de gestão de ativos. Jim O’Neill recomendou o investimento nos quatro países descrevendo-os como o futuro da economia mundial.

O termo se popularizou e os países formaram um grupo de fato com a primeira reunião a nível de Ministros das Relações Exteriores em 2006, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. A partir da crise financeira de 2008, os quatro países buscaram atuar de forma concertada, no âmbito do G20, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, com propostas para a reforma da governança econômica e financeira internacional, de modo a refletir o aumento do peso relativo dos países emergentes na economia mundial. Dentro desse espírito de renovação aconteceu a primeira Cúpula de Chefes de Estado em 2009, na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia.

Com a incorporação da África do Sul em 2011, o “S” foi acrescentado ao acrônimo original, consolidando a primeira expansão do agrupamento.



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