quinta-feira, julho 2, 2026

Agro

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Déficit primário de 2025 e 2026 seguem em 0,60% do PIB



A mediana do relatório Focus para o déficit primário do setor público consolidado em 2025 continuou em 0,60% do Produto Interno Bruto (PIB) pela nona semana consecutiva. A meta fiscal é de déficit zero nas contas do governo federal este ano, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.

A estimativa intermediária para o déficit primário do setor público em 2026 permaneceu em 0,60% do PIB pela quarta semana seguida. O alvo do ano que vem é de um superávit de 0,25% do PIB para o governo, também com tolerância de 0,25 ponto para mais ou para menos.

Déficit nominal do PIB

A estimativa intermediária do Focus para o déficit nominal de 2025 passou de 8,97% para 8,96% do PIB. Um mês antes, era de 8,72%. A mediana para o rombo nominal de 2026 passou de 8,50% para 8,43%, contra 8,33% quatro semanas atrás.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.

A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2025 caiu de 66,10% para 65,95%. Um mês antes, era de 66,40%. A estimativa intermediária para 2026 passou de 70,73% para 70,50%. Quatro semanas atrás, estava em 70,80%.



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Perdeu o último Programa Soja Brasil? Vem assistir!



Perdeu o novo episódio do programa Soja Brasil? Não se preocupe, você pode assistir agora mesmo! Saiba tudo sobre a colheita da soja em Mato Grosso, que foi destaque no episódio. Nossa equipe acompanhou de perto a situação dos produtores, que estão otimistas com o desempenho das lavouras, mas enfrentam desafios devido ao excesso de chuvas e à falta de infraestrutura para armazenagem.

Assista:

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A umidade excessiva tem prejudicado o ritmo da colheita e comprometido a qualidade dos grãos. Além disso, a falta de armazéns na região tem causado congestionamentos, com muitas empresas fechando suas portas e dificultando a entrega dos grãos.

As condições climáticas têm sido um obstáculo contínuo para os produtores, com chuvas constantes desde outubro, fazendo com que a soja brotasse antes de ser colhida. Isso impactou a produtividade e gerou perdas. No entanto, em municípios como Feliz Natal e Vera, os resultados têm sido mais positivos, e os produtores já se preparam para a segunda safra de milho. A colheita da soja segue em andamento, com o clima sendo um fator determinante para o ritmo dos trabalhos.

Previsão do tempo para a soja

A previsão do tempo apresentada pelo meteorologista Arthur Müller indica que as regiões Norte e Oeste de Mato Grosso continuarão enfrentando chuvas intensas, o que pode prolongar a colheita. Por outro lado, o Centro-Sul do Brasil não deve ser tão impactado. No Nordeste e no Matopiba, as chuvas também podem atrasar o ritmo das colheitas, destacando a complexidade da situação climática em várias regiões produtoras de soja.

Logística

O episódio também abordou a logística da soja, destacando um plano do governo federal para melhorar o escoamento da safra, com investimentos em rodovias e ferrovias. No entanto, os desafios logísticos imediatos ainda persistem, como os altos custos de transporte. A concessão de rodovias pode ajudar, mas a execução será fundamental.

Tocantins: uma nova potência agrícola

O estado de Tocantins tem se destacado como uma nova potência agrícola, com grande crescimento na produção de soja. A região tem atraído investidores, impulsionada por boas condições climáticas e inovações tecnológicas, além de feiras que promovem novos negócios e aproximam produtores.



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Onda de calor deixa termômetros 5°C acima da média nos próximos dias; confira onde


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou hoje (24) um aviso de Perigo Potencial, por causa da onda de calor, em áreas da região Sul do Brasil, com leve risco à saúde, e com os termômetros 5ºC acima da média nos próximos três dias.

As regiões mais afetadas serão o Oeste catarinense e quase a totalidade do estado do Rio Grande do Sul, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre. O Inmet pede que, em caso de emergência, a população contate a Defesa Civil através do telefone 199.

Onda de calor atinge o BrasilOnda de calor atinge o Brasil
Foto: reprodução/ Inmet

ZCIT provoca chuvas alivia o calor pelo país

A semana será marcada por pancadas de chuva e muito calor na faixa norte do país, abrangendo áreas desde o Amapá até o Ceará, além de partes das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

Destaque para áreas do Acre, Amazonas, Pará e Amapá, além de uma faixa que vai de Rondônia até o Tocantins, passando por Mato Grosso e Goiás, com precipitações que podem chegar a 100 milímetros e ventos de até 100 km/h até amanhã (25).

Tudo isso ocorre devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), com precipitações que podem atingir 50 mm.

Além das regiões mencionadas, há previsão de calor e chuvas – que podem ser fortes – em áreas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro até amanhã (25). As precipitações podem alcançar 50 mm, com ventos de até 60 km.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra semana com leve alta


A soja fechou em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), mas encerrou a semana com saldo positivo, conforme dados da TF Agroeconômica. O contrato para março, referência para a safra brasileira, caiu 0,57%, fechando a US$ 1039,50 por bushel. O contrato de maio recuou 0,54%, para US$ 1057,25 por bushel. 

O farelo de soja para março teve queda de 0,41%, cotado a US$ 294,8 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja caiu 0,95%, fechando a US$ 46,81 por libra-peso. “A soja negociada em Chicago fechou o dia em baixa, mas a semana terminou com saldo positivo. Em uma semana mais curta, o relatório de vendas para exportação foi divulgado nesta sexta-feira”, comenta.

A pressão de baixa veio do relatório semanal de vendas para exportação, divulgado nesta sexta-feira, que, apesar de melhor que o anterior, mostrou uma queda de 32% em relação à média das últimas quatro semanas. Além disso, o Brasil está avançando na colheita e compensando rapidamente os atrasos do plantio, colocando novos volumes no mercado internacional, o que também influencia os preços.  

Apesar da queda diária, o saldo da semana foi positivo para a soja, que acumulou alta de 0,34% ou US$ 3,50 cents/bushel. Já o farelo de soja recuou 0,37%, perdendo US$ 1,1 por tonelada curta. O óleo de soja, por outro lado, registrou valorização de 1,61%, subindo US$ 0,74 por libra-peso.  

O mercado segue atento aos movimentos do Brasil e às condições climáticas, que podem impactar a oferta global. A evolução da demanda chinesa e os próximos relatórios de exportação serão fundamentais para definir a tendência dos preços na CBOT nos próximos dias.

 





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Você sabia que o Soja Brasil tem uma comunidade? Participe!



Se você quer ficar por dentro de tudo sobre o mercado da soja, como fechamento do mercado, previsão do tempo e as últimas notícias do setor, não pode deixar de participar da nossa comunidade no WhatsApp. Acompanhe tudo de perto!

Por dentro do clima

Uma das últimas notícias compartilhadas é referente ao calor intenso dos últimos dias, que tem prejudicado as lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil, além de plantações de café e frutas na Região Sudeste. De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, os efeitos das mudanças climáticas sobre a produção de alimentos estão se intensificando ano após ano.

Com a intensificação das mudanças climáticas, os agricultores enfrentam a imprevisibilidade do clima, o que tem alterado as janelas de plantio e colheita da soja, comprometendo a produção. As ondas de calor, além disso, favorecem o aumento de insetos, fungos e bactérias, que danificam as lavouras.

Na comunidade você sabe tudo sobre o tempo!

De acordo com o meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, a previsão do tempo para as áreas produtoras de soja indica desafios e boas perspectivas. Até o final da semana, o Centro-Sul será favorecido para o andamento das atividades agrícolas.

Porém, a partir do último sábado (22), a previsão é de chuvas intensas no Centro-Norte, incluindo Mato Grosso, Sul de Goiás e Tocantins, com volumes de até 80 mm em cinco dias. Esse aumento nas chuvas pode desacelerar as atividades no campo, mas a expectativa é que o tempo se firme novamente na próxima semana.

No Mato Grosso do Sul, a situação segue tranquila, com pouca probabilidade de chuvas volumosas, permitindo o andamento das atividades agrícolas sem maiores interrupções. Já no Nordeste, a precipitação no Tocantins e Maranhão deve afetar os trabalhos, dificultando a colheita, mas na Bahia e no Piauí, a operação segue normalmente.

No Sudeste, a previsão indica o retorno das chuvas, especialmente em forma de temporais. As áreas de Minas Gerais e São Paulo devem registrar chuvas fortes, mas sem grandes impactos nas colheitas.

Porém, no Norte do país, especialmente no Pará e Rondônia, as chuvas devem superar os 100 mm em cinco dias, o que pode gerar dificuldades para o andamento das atividades no campo.

Já no Sul, a situação é mais delicada no Rio Grande do Sul, que enfrentará uma nova onda de calor nos próximos dias, com temperaturas acima dos 40ºC e pouca chuva. As lavouras em fase final podem sofrer com a falta de água e o estresse térmico, prejudicando a produtividade.



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Mapa firma acordo para fomentar produção sustentável de suínos



Para estimular a produção sustentável de suínos, como prevê a Instrução Normativa SDA nº 113 de 2020 – que estabelece as boas práticas de manejo e bem-estar animal nas granjas de suínos de criação comercial – o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI), firmou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) em conjunto com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) e a Alianima para colocar em prática a ação.

Segundo o Mapa, a assinatura representa um marco, promovendo o esforço conjunto em prol de melhorias na produção, trazendo uma nova estratégia de fomento às boas práticas para a cadeia suinícola.

Suínocultura

Em 2016, o Mapa publicou uma resolução sobre a produção sustentável de carne suína. No documento, feito em parceria com a Embrapa, a utilização de todos os recursos de forma racional e o uso coerente dos recursos naturais são enfatizados.

No documento, a gestão racional da água e da ração no uso dos insumos básicos da produção são destacados como formas de aplicação para o bem-estar animal.

Impressões sobre a produção sustentável de suínos

O secretário da SDI, Pedro Neto, disse que a iniciativa é um passo importante para o direcionamento da suinocultura brasileira, possibilitando o emprego de boas práticas e o bem-estar animal.

“Nosso intuito agora é estimular também o reconhecimento e a premiação dos atores cuja forma de produção tem como foco a sustentabilidade e a saúde de humanos e animais. Acreditamos que esta é uma excelente oportunidade para mostrar à sociedade brasileira e aos mercados internacionais como a suinocultura nacional está alinhada com as melhores práticas para o nosso futuro comum”, afirmou.

O Secretário da SDA, Carlos Goulart, parabenizou a ação. “Muita satisfação em ver que cinco anos após a publicação da IN SDA 113, diferentes atores estão unidos em prol da inovação da suinocultura, ao buscar reconhecer formalmente as empresas que já estão pondo em prática as diretrizes para fomentar mais saúde e bem estar dos animais, que é um dos grandes alicerces da SDA, de modo geral”.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, também comentou o acordo de cooperação. “Ações como essa incentivam ainda mais produtores e empresas a se engajarem, atendendo à demanda crescente dos consumidores e da sociedade por um padrão cada vez mais elevado de proteína de qualidade. A ABCS reafirma o compromisso com o desenvolvimento da suinocultura nacional, que segue em constante aprimoramento.”

De acordo com a médica veterinária e presidente da Alianima, Patrycia Sato, com o convênio, a instituição mantém compromissos com a indústria e acompanha a evolução dos produtores na implementação de melhorias na suinocultura.

“Agora, com o Acordo de Cooperação Técnica, podemos de forma mais assertiva reforçar o diálogo construtivo e reconhecer oficialmente os esforços dos produtores em se adequarem à Normativa”, afirma Sato.



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Programa Desenrola Rural entra em vigor hoje



O Programa Desenrola Rural já está em vigor! Sancionada pelo presidente Lula por meio do Decreto 12381/2025, a medida dará a oportunidade aos agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, de renegociarem créditos em situação de inadimplência.

Os beneficiários poderão voltar a acessar o crédito rural e aumentar a oferta da produção de alimentos.

Sobre o Desenrola Rural

O agricultor familiar já pode procurar uma agência bancária para renegociar as suas dívidas, que podem ter descontos de até 96%. A renegociação vale para aqueles que possuem dívidas no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras, como cartões e empréstimos nas instituições financeiras, do Crédito de Instalação e dívidas já inscritas na Dívida Ativa da União (DAU), como impostos e outros débitos federais, todas com inadimplência superior a 1 ano.

Não haverá impedimentos para a obtenção de novos créditos para o agricultor familiar que tiver pendências relacionadas a pequenas dívidas, como, por exemplo, débitos em contas de água, luz ou telefone.

Como funciona o Desenrola Rural

Quem estiver inscrito na Dívida Ativa da União poderá acessar, a partir de hoje (24), o site do Regularize com o CPF e selecionar “Consultar Dívida” para selecionar as opções de pagamento. Se a dívida for do Pronaf, ou outras adquiridas junto aos bancos, o interessado deve procurar sua instituição financeira para regularizar sua situação.

Se a dívida for de Crédito de Instalação, o interessado pode ir direto ao Incra para quitar os débitos com desconto ou acessar a Sala da Cidadania. O interessado em aderir ao Desenrola Rural também pode procurar os sindicatos, associações e entidades representativas para obter auxílio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja ainda tem incertezas


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul ainda está cheio de incertezas, segundo informações da TF Agroeconômica. “No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 132,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 131,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 132,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 125,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra de soja em Santa Catarina segue impactada por chuvas irregulares e altas temperaturas em janeiro, reduzindo a produtividade de 70 para 50 sacas por hectare. A colheita começa na segunda semana de março, com algumas áreas já iniciando os trabalhos de forma localizada. A expectativa é de uma safra inferior à anterior. No porto de São Francisco, os preços variam entre R$ 131,17/t em fevereiro e R$ 141,00/t em junho.

No Paraná, a diminuição da produção segue impactando. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 129,86. Em Ponta Grossa foi de R$ 120,66 por saca CIF, Cascavel, o preço foi R$120,66, mas com baixa liquidez. Em Maringá, o preço foi de R$ 119,92 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 120,73 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 126,00”, completa.

Clima adverso no Mato Grosso do Sul afeta soja precoce e leva a revisão nas estimativas da safra nacional. “A equipe técnica do Rally da Safra, que percorreu o estado na semana passada, confirmou os prejuízos. Diante desse cenário, as estimativas nacionais foram modificadas, reduzindo a previsão em 1,1 milhão de toneladas. Em Dourados, o spot da soja ficou em 114,75, Campo Grande a 114,75, Maracaju a 114,75, Chapadão

do Sul a 108,86 e Sidrolândia a 114,75”, indica.

A colheita da soja 2024/25 em Mato Grosso atingiu 66,16% da área plantada, superando a média histórica de 65,63%, mas ainda abaixo dos 76,44% registrados no ciclo anterior, segundo o Imea. O plantio tardio e chuvas intensas atrasaram o início da colheita, mas a redução das precipitações permitiu maior avanço nas últimas semanas. O atraso também impactou o plantio da segunda safra, afetando culturas como milho e algodão. Os preços variam entre R$ 106,00 em Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, e R$ 109,39 em Sorriso.

 





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Mediana do IPCA 2025 passa de 5,60% para 5,65%, acima do teto da meta



A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 subiu pela 19ª semana consecutiva, de 5,60% para 5,65% – 1,15 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, era de 5,50%. Considerando só as 105 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa passou de 5,58% para 5,66%.

A partir deste ano, a meta começa a ser apurada de forma contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro continua em 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.

Na última ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que o cenário para a inflação de curto prazo é adverso, com destaque para a alta dos preços de alimentos, influenciados pela estiagem e o ciclo do boi e com tendência de propagação. Os bens industriais são pressionados pelo câmbio.

“Em se concretizando as projeções do cenário de referência, a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta nos próximos seis meses consecutivos”, disse o BC.

IPCA 2026

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela nona semana seguida, de 4,35% para 4,40%. Um mês antes, estava em 4,22%. Considerando apenas as 102 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a projeção oscilou de 4,23% para 4,36%.

O Copom aumentou a taxa Selic em 1 ponto porcentual, de 12,25% para 13,25%, na reunião de janeiro, e voltou a sinalizar que vai elevar os juros em mais 1 ponto, a 14,25%, no encontro de março.

O horizonte relevante do BC é o terceiro trimestre de 2026, quando o Copom espera uma inflação de 4,0%, considerando o cenário de referência. A projeção para o IPCA de 2025 é de 5,2%. O balanço de riscos do Comitê está assimétrico para cima.

IPCA 2027

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0%. Quatro semanas antes, estava em 3,90%. A projeção para o IPCA de 2028 caiu de 3,80% para 3,79%, após seis semanas em alta. Um mês antes, era de 3,73%.



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‘Sabíamos que o Plano Safra iria ficar sem recursos’, diz Fávaro à CNN



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, abordou as recentes indefinições em torno do Plano Safra durante uma entrevista à CNN no final de semana. Carlos Fávaro revelou que o governo já estava ciente da necessidade de paralisar temporariamente o programa devido à escassez de recursos. Segundo o ministro, o Ministério da Agricultura estava acompanhando de perto a situação e sabia que, em algum momento, seria necessário interromper o fluxo de liberação de recursos.

Fávaro destacou que, diante desse cenário, o governo tomou a decisão estratégica de priorizar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O ministro enfatizou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu desejo de evitar uma interrupção prolongada do Plano Safra.

Continuidade do Plano Safra

Em resposta a essa diretriz presidencial, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entrou em contato com o Tribunal de Contas da União (TCU) e editou uma medida provisória para garantir a continuidade das contratações.



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