quinta-feira, julho 2, 2026

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Milho fecha em alta na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho voltou a patamares de 2023 e fechou o dia e a semana em alta, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As cotações da B3 voltaram a subir, os fatores internos ainda são os mesmos. A dificuldade de escoar a primeira safra, com fretes em alta e logística de transporte e armazéns voltados para a soja”, comenta. 

“A proximidade do vencimento de março estimula a alta para outros vencimentos. Maio e junho subiram substancialmente. Mesmo com o avanço do plantio do milho safrinha, nem todos apostam que os produtores conseguirão semear a área pretendida até o fim da janela ideal”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 80,06 apresentando alta de R$ 2,34 no dia, alta de R$ 4,31 na semana; maio/25 fechou a R$ 80,15, alta de R$ 1,55 no dia, alta e R$ 2,97 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 74,28, alta de R$ 0,82 no dia e alta de R$ 1,19 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou o dia e a semana em baixa com perspectiva de aumento de área nos EUA. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em baixa de -1,41 % ou $ -6,75 cents/bushel a $ 491,00. A cotação para maio, fechou em baixa de -1,51 % ou $ -7,75 cents/bushel a $ 505,00”, informa.

“O milho negociado em Chicago fechou o dia e a semana em baixa. O mercado realizou lucros nesta semana mais curta de negociação. Após as cotações baterem a máxima de 18 meses, os operadores de mercado viram espaço para realizar lucros. O avanço do plantio da safrinha no Brasil e a perspectiva de aumento de área nos EUA foram a pressão para a baixa”, conclui.

 





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Confira como o milho encerrou a semana


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de milho no Rio Grande do Sul tornou-se mais atrativo para as indústrias locais do que a exportação. As cotações para a indústria variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00, dependendo da região. Enquanto isso, a exportação ofereceu R$ 78,50 por saca para entrega entre fevereiro e março, mas a demanda interna manteve os estoques fluindo para as indústrias locais. O porto de Rio Grande embarcou 133,3 mil toneladas na primeira quinzena de fevereiro, com mais 475,7 mil toneladas previstas até 9 de março, totalizando uma exportação projetada de 750 mil toneladas.  

Em Santa Catarina, o custo para trazer milho de fora do estado aumentou, segundo relatório da Epagri. Apesar da leve retração nos preços internos em janeiro de 2025, o mercado futuro aponta para alta em março. A demanda das agroindústrias de aves e suínos no Oeste catarinense fez com que a valorização anual do milho atingisse 13% nessa região, a maior do estado. No mercado físico, cooperativas pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto os valores no porto variam de R$ 72,50 a R$ 73,50 para entregas entre agosto e outubro.  

No Paraná, a atenção está voltada para a safrinha, com indústrias e exportadores disputando estoques. O milho spot tem sido negociado a cerca de R$ 70,00 no interior. No porto de Paranaguá, compradores oferecem entre R$ 72,70 e R$ 74,80 por saca, dependendo da data de entrega. Já no Mato Grosso do Sul, a Aprosoja reporta um avanço de 24,2% no plantio do milho safrinha, favorecido pelo clima. Chapadão do Sul, Costa Rica e São Gabriel do Oeste registram boas chuvas, enquanto produtores mantêm monitoramento constante das lavouras. Os preços recuaram 1,52% em Campo Grande (R$ 65,00), mas subiram em outras regiões, com destaque para Chapadão (+7,81%, R$ 69,00) e Dourados (+4,59%, R$ 70,00).

 





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Estudo revela planta nativa resistente à cigarrinha-das-pastagens



Pesquisadores brasileiros identificaram uma planta forrageira nativa do Brasil, a Paspalum regnellii, conhecida em algumas áreas do Sul do país como macega-do-banhado, que apresenta resistência natural à cigarrinha-das-pastagens (Mahanarva spectabilis).

A descoberta pode impulsionar novas estratégias de melhoramento genético, contribuindo para um manejo mais sustentável das pastagens tropicais.

O estudo, conduzido pela Embrapa Pecuária Sudeste e publicado na revista Plant Molecular Biology Reporter, analisou a resposta de dois genótipos da planta, BGP 248 e BGP 344, à infestação da cigarrinha. Os resultados mostraram que o BGP 344 tem uma resposta mais rápida, aumentando a taxa de mortalidade das ninfas nos primeiros 21 dias de ataque.

Esse genótipo demonstrou maior lignificação das raízes, dificultando a alimentação dos insetos e ativando vias metabólicas responsáveis pela produção de compostos defensivos. Já o BGP 248, embora também resistente, apresentou uma defesa mais lenta.

Prejuízos da cigarrinha-das-pastagens

A cigarrinha-das-pastagens causa severos danos aos pastos tropicais, resultando em prejuízos bilionários ao agronegócio brasileiro.

A identificação de uma planta nativa com resistência natural pode representar um avanço significativo no controle dessa praga, reduzindo a dependência de defensivos químicos, que apresentam desafios ecológicos e econômicos para grandes áreas de pastagens.

Potencial para o melhoramento genético

A pesquisa indica que a Paspalum regnellii pode ser utilizada como base para cruzamentos genéticos que resultem em forrageiras mais produtivas e resistentes.

“Nosso objetivo não é lançar essa planta como cultivar, mas utilizá-la como genitora em cruzamentos para obter materiais de maior qualidade nutricional e resistência à cigarrinha Mahanarva”, afirma a pesquisadora Bianca Vigna, da Embrapa Pecuária Sudeste.

Segundo Vigna, embora existam gramíneas resistentes a outras espécies de cigarrinhas, a Mahanarva spectabilis tem se tornado uma praga relevante nas pastagens, além de afetar culturas como milho e cana-de-açúcar. Assim, a identificação de mecanismos de defesa naturais é fundamental para reduzir os danos e melhorar a produtividade das áreas de pasto.

Além disso, o estudo sugere que características moleculares e anatômicas da planta podem ser usadas como marcadores para seleção de cultivares mais resistentes. A pesquisa também abre caminho para o uso de técnicas de biotecnologia, como a edição gênica, tanto para o Paspalum quanto para outras gramíneas forrageiras suscetíveis, como as braquiárias.

Impacto na pecuária e na sustentabilidade

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de carne bovina, e a qualidade das pastagens é essencial para a sustentabilidade da pecuária. Com a crescente preocupação ambiental e as restrições ao uso de defensivos químicos, o desenvolvimento de plantas mais resistentes se torna um fator chave para garantir a produtividade e reduzir os impactos ambientais.

Espécies nativas como o Paspalum regnellii já demonstram maior resistência às cigarrinhas-das-pastagens, além de boa produção de biomassa e alto potencial forrageiro. A Embrapa Pecuária Sudeste mantém um Banco de Germoplasma de Paspalum, que servirá de base para futuros programas de melhoramento genético.

O próximo passo da pesquisa será aprofundar o estudo dos microRNAs envolvidos no processo de resistência do BGP 344, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A expectativa é que esse conhecimento leve ao desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às adversidades, beneficiando o setor agropecuário de forma sustentável.

A pesquisa foi financiada por diversas instituições, incluindo a Embrapa, Capes, CNPq, Fapesp e Unipasto, demonstrando a relevância científica e econômica do estudo. O conhecimento gerado pode contribuir significativamente para a pecuária nacional, promovendo um manejo mais eficiente e reduzindo as perdas causadas pela cigarrinha-das-pastagens.



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nova campanha do Fundecitrus fortalece orientação para o controle do psilídeo



Para a incidência ser zero, o controle precisa ser dez


Foto: Fundecitrus

“Para a incidência ser zero, o controle precisa ser dez”. Esse é o lema da nova campanha do Fundecitrus para a mitigação da incidência de greening em pomares de citros no cinturão citrícola do estado de São Paulo e Triângulo Sudoeste Mineiro e nas áreas de expansão.

Lançada nesta segunda-feira, 17, a campanha ressalta a necessidade de um controle rigoroso do psilídeo, especialmente em novas regiões de avanço da citricultura, como nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e outras regiões mineiras. Diante da alta incidência do greening em algumas regiões do cinturão, a ampliação dos pomares para novas áreas livres ou com baixos níveis da doença tem sido uma medida adotada por alguns citricultores. Entretanto, é importante que os profissionais reforcem as medidas de controle tanto para o greening quanto para outras doenças da citricultura.

Para o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, o aumento de pomares comerciais na região é fator preponderante para a dispersão natural do psilídeo, o que agrava a disseminação da doença. “Por esse motivo, colocar em prática o manejo já conhecido é tarefa constante para as novas áreas. Rotação dos modos de ação dos inseticidas, frequência adequada de pulverização, qualidade de aplicação, escolha de produtos eficazes e eliminação de plantas doentes são as principais diretrizes de manejo que não devem faltar”, alerta.

Essas medidas devem constar no manejo, pois o surgimento de doenças é inerente ao crescimento da citricultura. A vigilância deve ser constante, desde o começo, para que nessas áreas não se cometa os mesmos erros que permitiram a doença crescer a níveis alarmantes em algumas regiões do estado de São Paulo.

Ocorrências

Levantamentos recentes realizados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro/MS) e Agrodefesa (GO), por meio de busca ativa em propriedades com a presença de citros, já registram a presença da bactéria do greening em mais de 30 municípios do Mato Grosso do Sul, assim como em Campo Limpo de Goiás e Quirinópolis, em Goiás. “Essas ocorrências de greening reforçam a necessidade de atenção e cuidado redobrado por parte do citricultor”, finaliza Ayres.





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Agricultores do Brasil inteiro poderão enviar produtos pelos Correios



Café, derivados de mandioca, mel e muitos outros produtos da agricultura familiar da Bahia podem ser comprados diretamente dos produtores por consumidores de qualquer região do país e do mundo. E como é feita a entrega? Pelos Correios.

A iniciativa, que parte do acordo de cooperação técnica com os ministérios das Comunicações (MCom) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) vai se estender para todo o país em breve, garante o presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos.

Segundo ele, o projeto, batizado de “Correios Agro”, visa auxiliar no escoamento dos bens produzidos pela agricultura familiar do país, sendo que a implementação em território baiano, em operação há cerca de seis meses, serviu como teste para a adoção nacional.

Santos contextualiza como deve ser feita a operação. “O ideal é que o produtor procure via cooperativa, por meio das entidades que centralizam a produção desses agricultores, assim conseguimos fazer uma tabela especial para as pessoas que postam os seus produtos. […] desta forma, conseguimos canalizar toda a nossa rede de logística para atender melhor esse público.”

O presidente conta que é a cooperativa que vai avaliar se o produto atende às normas sanitárias. “O produtor terá, inclusive, um cartão em que ele acessa os serviços dos Correios com desconto. Posso garantir que as pessoas vão ter um preço mais acessível e que, com isso, a gente vai conseguir realmente dinamizar esse setor que é tão importante para a economia brasileira e que, para nós, também é muito importante os Correios esteja em um projeto tão importante para o país como é a agricultura”, destaca.

Abrangência de serviços

O presidente dos Correios destaca que ainda existem restrições na lei postal que não permite que a estatal possa atuar, como na entrega de plantas vivas, mas já há uma nova regulamentação em curso, via decreto, que possibilitará atender a esse segmento.

“Mas hoje já podemos transportar sementes, por exemplo. Acredito que estamos conseguindo dinamizar os Correios para que deixe de ser uma empresa que entrega apenas mensagens, boletos, cartões de crédito, cartas e encomendas para também atuar como uma empresa de logística para esses segmentos tão importantes da sociedade brasileira.”

Santos também ressalta que, já na cooperativa, o produtor poderá avaliar se o custo de operação de entrega de seu produto via Correios é viável ou não. “Haverá uma tabela diferenciada e uma classificação específica [para os produtos da agricultura familiar].”

Experiência no Rio Grande do Sul

A campanha de solidariedade às vítimas das enchentes de maio de 2024 do Rio Grande do Sul serviu como experiência aos Correios, visto que a estatal precisou utilizar toda a sua rede logística para transportar diversos tipos de alimento à população gaúcha atingida. “Os Correios é uma empresa que tem expertise, que está presente em todos os municípios do país é a única que tem essa capilaridade para atender todos os interesses da agricultura”, considera Santos.

A respeito de como a empresa buscará os produtos dos agricultores para enviar aos destinatários, o presidente dos Correios disse que, além do recolhimento nas cooperativas, também há estudos sobre a possibilidade de coleta de grandes volumes diretamente da propriedade.

O compromisso entre os Correios e os ministérios da Comunicação e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) prevê, além do desenvolvimento de soluções logísticas para facilitar a comercialização da produção rural, a viabilização do transporte eficiente para aumentar a competitividade do setor e a ampliação da conectividade digital nas zonas rurais.



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Mapa apreende quase 11 mil litros de azeite fraudado; veja a marca



Denúncia registrada na Ouvidoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) levou à apreensão de 10.800 litros de suposto “azeite de oliva extravirgem” em um centro de distribuição de supermercados em Osasco, na Grande São Paulo, nesta segunda-feira (24).

A ação constatou que o produto da marca Azapa (lote 2024) continha mistura de óleos vegetais, sendo considerado impróprio para consumo humano.

Na sexta-feira passada (21), a pasta já havia desclassificado este rótulo de azeite e também o Doma por fraude em ação conduzida pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov).

De acordo com os auditores federais fiscais agropecuários que realizaram a apreensão de hoje, a responsabilidade pelo caso é do importador localizado em Osasco, que possui uma rede de supermercados nos estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul, onde o produto foi fiscalizado e coletado para análise.

“Trata-se de um produto caracterizado como fraudado por conter mistura de outros óleos vegetais”, afirmou o diretor do Dipov, Hugo Caruso.

Ele também ressaltou que a operação evitou riscos à saúde pública e prejuízos financeiros aos consumidores, destacando que a integração entre órgãos do Ministério nos dois estados foi fundamental para a agilidade da operação.

Direito à defesa

A empresa importadora do azeite terá direito à defesa e, caso a irregularidade seja comprovada, responderá às penalidades previstas na legislação, incluindo multas e possível interdição.

O Ministério da Agricultura e Pecuária informa que produtos fraudados devem ser destinados para fins industriais, como a produção de biodiesel, ou inutilizados sob supervisão de órgãos ambientais.

A pasta ainda lembra que consumidores podem denunciar irregularidades em produtos vegetais na plataforma Fala BR, do Mapa, que auxilia no planejamento de operações em todo o país.



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veja os preços deste início de semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com algumas tentativas de compra em patamares mais baixos, em particular na região Norte, informa o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

“A oferta de fêmeas ainda é representativa, fazendo com que as indústrias não encontrem dificuldades na composição de suas escalas de abate. Já as vendas de carne bovina no mercado interno durante a primeira quinzena de março serão uma variável-chave para a formação de preço no curto prazo.”

  • São Paulo: R$ 313,42 (R$ 314,58 na sexta)
  • Goiás: R$ 298,57 (estável)
  • Minas Gerais: R$ 305,32 (R$ 305,59 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 303,07 (R$ 303,86 na semana passada)
  • Mato Grosso: R$ 303,18 (R$ 303,58 na sexta)

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados para a carne bovina. No entanto, a entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena do mês de fevereiro deverá aquecer a demanda doméstica.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,80 por quilo. A ponta de agulha segue cotada a R$ 17,00 por quilo. Já o quarto dianteiro segue no patamar de R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,7290 para venda e a R$ 5,7270 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6943 e a máxima de R$ 5,7363. Na semana, a moeda teve valorização de 0,57%.



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Lentidão no mercado da soja; saiba as cotações no Brasil



O mercado brasileiro de soja seguiu em ritmo lento nesta segunda-feira (24), com poucas ofertas e alguns negócios sendo fechados, mas em volumes bastante reduzidos. Na Bolsa de Chicago, as quedas se acentuam, enquanto o dólar sobe levemente e os prêmios permanecem firmes. Com isso, os preços apresentam comportamento misto.

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Segundo a Safras Consultoria, no mercado interno, as indicações estão relativamente boas, acima da paridade de exportação, mas os vendedores seguem segurando as vendas, mantendo o spread elevado na tentativa de forçar melhores ofertas. No entanto, a indústria não está disposta a pagar muito acima desse nível.

Nos portos, o ritmo é lento, com o mercado focado na execução de contratos já firmados. As ofertas para novos negócios aparecem em volumes pequenos, mas, mesmo assim, os prêmios seguem firmes no curto prazo, especialmente para embarques em março.

Cotações no país

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 115,00 para R$ 114,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): preço subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. O avanço da colheita da maior safra da história do Brasil e a previsão de clima um pouco mais favorável na Argentina pressionaram as cotações.

A forte queda do milho também foi um fator importante para a retração. O cereal vinha de fortes altas, em meio à boa demanda no mercado exportador. Hoje, as condições propiciaram um movimento de realização de lucros, seguido pelas commodities vizinhas : soja e trigo.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 10,50 centavos de dólar ou 1,01% a US$ 10,29 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,47 1/2 por bushel, perda de 9,75 centavos ou 0,92%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 3,00 ou 1,01% a US$ 291,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,70 centavos de dólar, com baixa de 1,11 centavo ou 2,37%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,44%, negociado a R$ 5,7545 para venda e a R$ 5,7525 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7075 e a máxima de R$ 5,7550.



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Curso de combate ao mercado agrícola ilegal está com as inscrições abertas



A terceira edição do Programa de Formação no Combate aos Mercados Ilícitos de Insumos Agrícolas está com as inscrições abertas. O curso de extensão é gratuito e é voltado à formação profissional continuada de agentes de segurança pública e privada brasileiros e latino-americanos que atuam em regiões de produção, circulação e comercialização de insumos agrícolas ilegais.

A iniciativa é da Escola de Segurança Multidimensional (Esem), do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a CropLife Brasil (CLB). As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas neste site até 10 de março.

Reconhecimento de produtos ilegais

O curso acontece na modalidade EaD e será realizado de 10 de março a 23 de maio deste ano. De acordo com os organizadores, o objetivo central é que o concluinte esteja mais qualificado para atuar no reconhecimento, apreensão, manuseio, fiscalização e investigação de produtos agrícolas ilegais.

Além disso, os alunos estarão aptos a conhecer as técnicas, os procedimentos e riscos associados ao manejo para resguardar a saúde e segurança física dos profissionais. O curso é modular e permite a obtenção de certificados intermediários ao concluir cada modalidade.

O Programa de Formação no Combate aos Mercados Ilícitos de Insumos Agrícolas tem os seguintes atores como público-alvo:

  • Agentes de segurança pública (Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Técnico-Científica, Guardas Municipais);
  • Agentes de fiscalização de entidades federais, estaduais e municipais, públicas ou privadas;
  • Agentes do poder judiciário e dos Ministérios Públicos, federal e estaduais;
  • Servidores públicos e estudantes de graduação e pós-graduação

Aprimoramento da fiscalização

O gerente de Combate a Produtos Ilegais da CLB, Nilto Mendes, lembra a necessidade de formação e atualização constante dos agentes fiscalizadores agrícolas. “Os criminosos têm se organizado na exploração do mercado ilícito de defensivos agrícolas e outros insumos. Por isso, as autoridades públicas e os agentes precisam aprimorar as habilidades de fiscalização, investigação e repressão”.

Ele lembra que os insumos ilegais não possuem nenhum tipo de certificação e garantia de procedência e, portanto, representam um risco para a produção agrícola, para o meio ambiente, para a saúde de produtores rurais e consumidores, além de fomentar uma extensa rede de práticas criminosas.

Já o professor e coordenador acadêmico da Esem/USP, Leandro Piquet, ressalta que o curso aborda um problema central para a economia brasileira: a falsificação, o descaminho e o contrabando de insumos agrícolas, que afetam diretamente a posição brasileira na economia global.

“O curso aborda justamente o esforço das instituições de segurança, justiça e fiscalização para controlar essas práticas que podem ter impacto muito negativo para toda economia e sociedade brasileira. Temos um time de policiais, promotores e acadêmicos para apresentar os temas, os desafios e as estratégias de enfrentamento e controle desse grave problema que desafia nosso país”, comenta.



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Fundecitrus discute estratégias de combate ao greening no Mato Grosso do Sul



Encontro reforçou a necessidade de o governo sul-mato-grossense elaborar legislação


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus se reuniu, nesta terça-feira (18), em Campo Grande (MS), com representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Cie^ncia e Tecnologia do estado do Mato Grosso do Sul e da Agência Estadual de Defesa Sanita´ria Animal e Vegetal (Iagro) para discutir estrate´gias fundamentais de combate ao greening em regio~es de produc¸a~o citri´cola.

Em razão do avanço da doença no cinturão citrícola de Sa~o Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, o Mato Grosso do Sul vem ganhando, nos u´ltimos meses, novas áreas de pomares comerciais em momento de expansa~o da citricultura. O mesmo tambe´m vem ocorrendo em Goia´s e em outras regio~es de Minas Gerais.

O encontro reforçou a necessidade de o governo sul-mato-grossense elaborar legislação sobre a doença e contribuir com a orientac¸a~o ao citricultor sobre o potencial de impacto econômico do greening no pomar. “Nessas a´reas de expansão da nossa citricultura, e´ fundamental que haja uma unia~o muito forte entre o setor pu´blico-privado, assim como temos em Sa~o Paulo e Minas, com o objetivo central de impedir o progresso da doenc¸a no futuro, como ocorreu no atual parque citri´cola. E´ um trabalho estrate´gico, de planejamento e de troca de experiências muito importante, antevendo uma situac¸a~o de crescimento do greening”, explica o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres.

Também participaram do encontro Rogério Beretta, secretário executivo de desenvolvimento econômico sustentável do Mato Grosso do Sul; Karla de Nadai, coordenadora de citricultura da secretaria de agricultura; Daniel de Barbosa Ingold, o presidente da Iagro; o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau; o coordenador de departamento de Transfere^ncia de Tecnologia do Fundecitrus, Ivaldo Sala, e representantes das empresas Cambuhy Agrícola, AGT Citrus, Citrosuco e Cutrale.





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