quinta-feira, julho 2, 2026

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Preço do trigo segue em alta no Brasil com escassez de produto de qualidade



Compradores enfrentam dificuldades para encontrar lotes com bom padrão




Foto: Canva

Os preços do trigo em grão continuam em alta no Brasil, impulsionados pela escassez de produto de qualidade no mercado interno. De acordo com o boletim informativo do Cepea, compradores enfrentam dificuldades para encontrar lotes com bom padrão, o que tem levado à priorização das importações.

Por outro lado, vendedores, com estoques reduzidos, evitam fechar novos negócios à espera de cotações ainda mais elevadas nos próximos meses, em plena entressafra nacional. Segundo o Cepea, a comercialização do trigo com PH igual ou superior a 78 está restrita a lotes pontuais, reforçando a limitação da oferta interna.

Enquanto isso, os produtores já começam a se planejar para a próxima safra. Dados oficiais apontam uma redução de 2,1% na área plantada no Brasil, mas a expectativa de aumento na produtividade deve garantir uma oferta maior em 2025 na comparação com o ano anterior.





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Governo publica MP que abre crédito extra de R$ 4,178 bi para Plano Safra



O governo federal publicou na noite desta segunda-feira (24), a Medida Provisória 1.289/2025, que abre crédito extraordinário de R$ 4,178 bilhões para as operações oficiais de crédito rural equalizadas pelo Tesouro Nacional no âmbito do Plano Safra.

A medida visa atender as linhas de crédito subsidiado do Plano Safra, com taxas de juros equalizadas pelo Tesouro, com contratações suspensas pelo Tesouro Nacional desde a última sexta-feira (21). A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor hoje e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Do montante total, R$ 2,752 bilhões serão destinados à subvenção econômica de operações de investimento rural e agroindustrial, R$ 763,519 milhões vão para subvenção econômica de operações de custeio agropecuário e R$ 17,002 milhões para equalização de operações de comercialização nas linhas voltadas a médios e grandes produtores.



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o impacto das questões fiscais e geopolíticas nos mercados


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o impacto das questões fiscais e geopolíticas nos mercados. O Ibovespa caiu para 125 mil pontos após declarações do presidente Lula, que reforçaram preocupações fiscais. O dólar fechou em alta, atingindo R$ 5,75, enquanto a curva de juros ganhou inclinação.

No exterior, investidores acompanham possíveis negociações de paz na Ucrânia. Commodities avançaram, com ouro em máxima histórica e petróleo pressionado por preocupações de oferta. Hoje, o foco fica no IPCA-15 e na agenda geopolítica.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Aproximação de frente fria traz chuva com raios, mas calor persiste



A Região Sul será impactada pela aproximação de uma frente fria. No Sudeste, temporais localizados em algumas áreas, o que se repete no Centro-Oeste. Veja a previsão para as cinco regiões do país:

Sul

A aproximação de uma nova frente fria provoca pancadas de chuva com raios na metade sul do Rio Grande do Sul a partir da tarde. Entre Paraná e Santa Catarina, chove isolado, enquanto no norte gaúcho o sol predominará ao longo do dia. O calor segue intenso em toda a região.

Sudeste

Tempo instável, com pancadas de chuva em São Paulo, no sul e no Triângulo Mineiro. A chuva pode vir acompanhada de raios e na forma de temporais localizados. Entre o Rio de Janeiro, o Espírito Santo e o norte de Minas Gerais, o predomínio é de sol, com algumas variações de nebulosidade.

Centro-Oeste

Dia com mais nuvens e chuva que pode ocorrer ao longo do dia no norte de Mato Grosso do Sul, em Goiás e em Mato Grosso, onde há risco de temporais. Na metade sul do território sul-matogrossense, as pancadas vêm acompanhadas de raios, especialmente no período da tarde.

Nordeste

Tempo instável, com chuva a qualquer hora no Maranhão. Entre o Piauí e o Ceará, há pancadas com trovoadas. Na costa leste, a infiltração marítima contribui para chuva isolada, mas com trovoadas. No sertão nordestino, o sol predominará. As temperaturas seguem elevadas por toda a região.

Norte

O calor e a alta umidade continuarão favorecendo as pancadas de chuva, que ocorrem alternadas com períodos de sol. Há risco de temporais entre o Amazonas, Pará e Tocantins. No norte paraense e no Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a condição para chuva com trovoadas.



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Fixação na B3 é alternativa diante de mercado fraco


A TF Agroeconômica destaca que as safras de milho ainda não estão definidas tanto nos EUA quanto no Brasil, e o mercado segue incerto. Nos EUA, há intenção de ampliação do plantio, mas os números exatos ainda precisam ser confirmados. No Brasil, o atraso da Safrinha pode impactar a produção da segunda safra, influenciando os preços. Atualmente, as cotações do milho na B3 atingiram o pico do ano passado e recuaram, mas ainda há espaço para uma alta de R$ 3 a R$ 5 por saca, segundo análise do CEPEA. No mercado físico, os preços seguem abaixo do custo na maioria das regiões, com perdas de até 13,59% no PR, GO, MT e MS e 3,51% no RS, SC e MG.

Entre os fatores de alta, as vendas de milho 2024/2025 nos EUA somaram 1,45 milhão de toneladas, uma queda de 12% em relação à semana anterior, mas ainda dentro das expectativas do mercado. No Brasil, a demanda interna segue aquecida, impulsionada pelos preços das carnes e do etanol de milho, o que tem reduzido os negócios de exportação no último mês. Além disso, a possibilidade de menor exportação brasileira beneficia as cotações da CBOT, pois pode aumentar a demanda pelo milho dos EUA, especialmente considerando a seca que afeta a produção argentina.

Por outro lado, há fatores de baixa no horizonte. A previsão do CoBank para a safra 2025/2026 nos EUA indica um aumento de 4,42% na área plantada, chegando a 38,28 milhões de hectares. No Brasil, o plantio avança, com o Imea reportando um progresso semanal de 22,2 pontos percentuais no Mato Grosso, atingindo 67,15% da área prevista, contra 80,38% no mesmo período de 2024 e a média de 70,27% dos últimos cinco anos.

Diante desse cenário, a recomendação da TF Agroeconômica é evitar vendas no mercado físico, onde os preços seguem baixos, e optar pela fixação de preços na B3. A Bolsa pode apresentar uma tendência de alta no curto prazo, mas a possibilidade de baixa futura reforça a necessidade de cautela e estratégia para otimizar os ganhos.





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Milho fecha em alta na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho voltou a patamares de 2023 e fechou o dia e a semana em alta, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As cotações da B3 voltaram a subir, os fatores internos ainda são os mesmos. A dificuldade de escoar a primeira safra, com fretes em alta e logística de transporte e armazéns voltados para a soja”, comenta. 

“A proximidade do vencimento de março estimula a alta para outros vencimentos. Maio e junho subiram substancialmente. Mesmo com o avanço do plantio do milho safrinha, nem todos apostam que os produtores conseguirão semear a área pretendida até o fim da janela ideal”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 80,06 apresentando alta de R$ 2,34 no dia, alta de R$ 4,31 na semana; maio/25 fechou a R$ 80,15, alta de R$ 1,55 no dia, alta e R$ 2,97 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 74,28, alta de R$ 0,82 no dia e alta de R$ 1,19 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou o dia e a semana em baixa com perspectiva de aumento de área nos EUA. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em baixa de -1,41 % ou $ -6,75 cents/bushel a $ 491,00. A cotação para maio, fechou em baixa de -1,51 % ou $ -7,75 cents/bushel a $ 505,00”, informa.

“O milho negociado em Chicago fechou o dia e a semana em baixa. O mercado realizou lucros nesta semana mais curta de negociação. Após as cotações baterem a máxima de 18 meses, os operadores de mercado viram espaço para realizar lucros. O avanço do plantio da safrinha no Brasil e a perspectiva de aumento de área nos EUA foram a pressão para a baixa”, conclui.

 





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Confira como o milho encerrou a semana


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de milho no Rio Grande do Sul tornou-se mais atrativo para as indústrias locais do que a exportação. As cotações para a indústria variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00, dependendo da região. Enquanto isso, a exportação ofereceu R$ 78,50 por saca para entrega entre fevereiro e março, mas a demanda interna manteve os estoques fluindo para as indústrias locais. O porto de Rio Grande embarcou 133,3 mil toneladas na primeira quinzena de fevereiro, com mais 475,7 mil toneladas previstas até 9 de março, totalizando uma exportação projetada de 750 mil toneladas.  

Em Santa Catarina, o custo para trazer milho de fora do estado aumentou, segundo relatório da Epagri. Apesar da leve retração nos preços internos em janeiro de 2025, o mercado futuro aponta para alta em março. A demanda das agroindústrias de aves e suínos no Oeste catarinense fez com que a valorização anual do milho atingisse 13% nessa região, a maior do estado. No mercado físico, cooperativas pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto os valores no porto variam de R$ 72,50 a R$ 73,50 para entregas entre agosto e outubro.  

No Paraná, a atenção está voltada para a safrinha, com indústrias e exportadores disputando estoques. O milho spot tem sido negociado a cerca de R$ 70,00 no interior. No porto de Paranaguá, compradores oferecem entre R$ 72,70 e R$ 74,80 por saca, dependendo da data de entrega. Já no Mato Grosso do Sul, a Aprosoja reporta um avanço de 24,2% no plantio do milho safrinha, favorecido pelo clima. Chapadão do Sul, Costa Rica e São Gabriel do Oeste registram boas chuvas, enquanto produtores mantêm monitoramento constante das lavouras. Os preços recuaram 1,52% em Campo Grande (R$ 65,00), mas subiram em outras regiões, com destaque para Chapadão (+7,81%, R$ 69,00) e Dourados (+4,59%, R$ 70,00).

 





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Estudo revela planta nativa resistente à cigarrinha-das-pastagens



Pesquisadores brasileiros identificaram uma planta forrageira nativa do Brasil, a Paspalum regnellii, conhecida em algumas áreas do Sul do país como macega-do-banhado, que apresenta resistência natural à cigarrinha-das-pastagens (Mahanarva spectabilis).

A descoberta pode impulsionar novas estratégias de melhoramento genético, contribuindo para um manejo mais sustentável das pastagens tropicais.

O estudo, conduzido pela Embrapa Pecuária Sudeste e publicado na revista Plant Molecular Biology Reporter, analisou a resposta de dois genótipos da planta, BGP 248 e BGP 344, à infestação da cigarrinha. Os resultados mostraram que o BGP 344 tem uma resposta mais rápida, aumentando a taxa de mortalidade das ninfas nos primeiros 21 dias de ataque.

Esse genótipo demonstrou maior lignificação das raízes, dificultando a alimentação dos insetos e ativando vias metabólicas responsáveis pela produção de compostos defensivos. Já o BGP 248, embora também resistente, apresentou uma defesa mais lenta.

Prejuízos da cigarrinha-das-pastagens

A cigarrinha-das-pastagens causa severos danos aos pastos tropicais, resultando em prejuízos bilionários ao agronegócio brasileiro.

A identificação de uma planta nativa com resistência natural pode representar um avanço significativo no controle dessa praga, reduzindo a dependência de defensivos químicos, que apresentam desafios ecológicos e econômicos para grandes áreas de pastagens.

Potencial para o melhoramento genético

A pesquisa indica que a Paspalum regnellii pode ser utilizada como base para cruzamentos genéticos que resultem em forrageiras mais produtivas e resistentes.

“Nosso objetivo não é lançar essa planta como cultivar, mas utilizá-la como genitora em cruzamentos para obter materiais de maior qualidade nutricional e resistência à cigarrinha Mahanarva”, afirma a pesquisadora Bianca Vigna, da Embrapa Pecuária Sudeste.

Segundo Vigna, embora existam gramíneas resistentes a outras espécies de cigarrinhas, a Mahanarva spectabilis tem se tornado uma praga relevante nas pastagens, além de afetar culturas como milho e cana-de-açúcar. Assim, a identificação de mecanismos de defesa naturais é fundamental para reduzir os danos e melhorar a produtividade das áreas de pasto.

Além disso, o estudo sugere que características moleculares e anatômicas da planta podem ser usadas como marcadores para seleção de cultivares mais resistentes. A pesquisa também abre caminho para o uso de técnicas de biotecnologia, como a edição gênica, tanto para o Paspalum quanto para outras gramíneas forrageiras suscetíveis, como as braquiárias.

Impacto na pecuária e na sustentabilidade

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de carne bovina, e a qualidade das pastagens é essencial para a sustentabilidade da pecuária. Com a crescente preocupação ambiental e as restrições ao uso de defensivos químicos, o desenvolvimento de plantas mais resistentes se torna um fator chave para garantir a produtividade e reduzir os impactos ambientais.

Espécies nativas como o Paspalum regnellii já demonstram maior resistência às cigarrinhas-das-pastagens, além de boa produção de biomassa e alto potencial forrageiro. A Embrapa Pecuária Sudeste mantém um Banco de Germoplasma de Paspalum, que servirá de base para futuros programas de melhoramento genético.

O próximo passo da pesquisa será aprofundar o estudo dos microRNAs envolvidos no processo de resistência do BGP 344, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A expectativa é que esse conhecimento leve ao desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às adversidades, beneficiando o setor agropecuário de forma sustentável.

A pesquisa foi financiada por diversas instituições, incluindo a Embrapa, Capes, CNPq, Fapesp e Unipasto, demonstrando a relevância científica e econômica do estudo. O conhecimento gerado pode contribuir significativamente para a pecuária nacional, promovendo um manejo mais eficiente e reduzindo as perdas causadas pela cigarrinha-das-pastagens.



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nova campanha do Fundecitrus fortalece orientação para o controle do psilídeo



Para a incidência ser zero, o controle precisa ser dez


Foto: Fundecitrus

“Para a incidência ser zero, o controle precisa ser dez”. Esse é o lema da nova campanha do Fundecitrus para a mitigação da incidência de greening em pomares de citros no cinturão citrícola do estado de São Paulo e Triângulo Sudoeste Mineiro e nas áreas de expansão.

Lançada nesta segunda-feira, 17, a campanha ressalta a necessidade de um controle rigoroso do psilídeo, especialmente em novas regiões de avanço da citricultura, como nos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e outras regiões mineiras. Diante da alta incidência do greening em algumas regiões do cinturão, a ampliação dos pomares para novas áreas livres ou com baixos níveis da doença tem sido uma medida adotada por alguns citricultores. Entretanto, é importante que os profissionais reforcem as medidas de controle tanto para o greening quanto para outras doenças da citricultura.

Para o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, o aumento de pomares comerciais na região é fator preponderante para a dispersão natural do psilídeo, o que agrava a disseminação da doença. “Por esse motivo, colocar em prática o manejo já conhecido é tarefa constante para as novas áreas. Rotação dos modos de ação dos inseticidas, frequência adequada de pulverização, qualidade de aplicação, escolha de produtos eficazes e eliminação de plantas doentes são as principais diretrizes de manejo que não devem faltar”, alerta.

Essas medidas devem constar no manejo, pois o surgimento de doenças é inerente ao crescimento da citricultura. A vigilância deve ser constante, desde o começo, para que nessas áreas não se cometa os mesmos erros que permitiram a doença crescer a níveis alarmantes em algumas regiões do estado de São Paulo.

Ocorrências

Levantamentos recentes realizados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro/MS) e Agrodefesa (GO), por meio de busca ativa em propriedades com a presença de citros, já registram a presença da bactéria do greening em mais de 30 municípios do Mato Grosso do Sul, assim como em Campo Limpo de Goiás e Quirinópolis, em Goiás. “Essas ocorrências de greening reforçam a necessidade de atenção e cuidado redobrado por parte do citricultor”, finaliza Ayres.





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Agricultores do Brasil inteiro poderão enviar produtos pelos Correios



Café, derivados de mandioca, mel e muitos outros produtos da agricultura familiar da Bahia podem ser comprados diretamente dos produtores por consumidores de qualquer região do país e do mundo. E como é feita a entrega? Pelos Correios.

A iniciativa, que parte do acordo de cooperação técnica com os ministérios das Comunicações (MCom) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) vai se estender para todo o país em breve, garante o presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos.

Segundo ele, o projeto, batizado de “Correios Agro”, visa auxiliar no escoamento dos bens produzidos pela agricultura familiar do país, sendo que a implementação em território baiano, em operação há cerca de seis meses, serviu como teste para a adoção nacional.

Santos contextualiza como deve ser feita a operação. “O ideal é que o produtor procure via cooperativa, por meio das entidades que centralizam a produção desses agricultores, assim conseguimos fazer uma tabela especial para as pessoas que postam os seus produtos. […] desta forma, conseguimos canalizar toda a nossa rede de logística para atender melhor esse público.”

O presidente conta que é a cooperativa que vai avaliar se o produto atende às normas sanitárias. “O produtor terá, inclusive, um cartão em que ele acessa os serviços dos Correios com desconto. Posso garantir que as pessoas vão ter um preço mais acessível e que, com isso, a gente vai conseguir realmente dinamizar esse setor que é tão importante para a economia brasileira e que, para nós, também é muito importante os Correios esteja em um projeto tão importante para o país como é a agricultura”, destaca.

Abrangência de serviços

O presidente dos Correios destaca que ainda existem restrições na lei postal que não permite que a estatal possa atuar, como na entrega de plantas vivas, mas já há uma nova regulamentação em curso, via decreto, que possibilitará atender a esse segmento.

“Mas hoje já podemos transportar sementes, por exemplo. Acredito que estamos conseguindo dinamizar os Correios para que deixe de ser uma empresa que entrega apenas mensagens, boletos, cartões de crédito, cartas e encomendas para também atuar como uma empresa de logística para esses segmentos tão importantes da sociedade brasileira.”

Santos também ressalta que, já na cooperativa, o produtor poderá avaliar se o custo de operação de entrega de seu produto via Correios é viável ou não. “Haverá uma tabela diferenciada e uma classificação específica [para os produtos da agricultura familiar].”

Experiência no Rio Grande do Sul

A campanha de solidariedade às vítimas das enchentes de maio de 2024 do Rio Grande do Sul serviu como experiência aos Correios, visto que a estatal precisou utilizar toda a sua rede logística para transportar diversos tipos de alimento à população gaúcha atingida. “Os Correios é uma empresa que tem expertise, que está presente em todos os municípios do país é a única que tem essa capilaridade para atender todos os interesses da agricultura”, considera Santos.

A respeito de como a empresa buscará os produtos dos agricultores para enviar aos destinatários, o presidente dos Correios disse que, além do recolhimento nas cooperativas, também há estudos sobre a possibilidade de coleta de grandes volumes diretamente da propriedade.

O compromisso entre os Correios e os ministérios da Comunicação e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) prevê, além do desenvolvimento de soluções logísticas para facilitar a comercialização da produção rural, a viabilização do transporte eficiente para aumentar a competitividade do setor e a ampliação da conectividade digital nas zonas rurais.



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