quinta-feira, julho 2, 2026

Agro

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Vendas internas de açúcar são mais lucrativas que as externas, aponta Cepea



Cálculos do Cepea mostram que as vendas domésticas de açúcar cristal seguem vantajosas frente ao valor equivalente das exportações, cenário observado desde a segunda quinzena de outubro do ano passado.

De 17 a 21 de fevereiro, enquanto a média semanal do Indicador do açúcar cristal Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 141,49/saca de 50 kg, a das cotações do contrato nº 11 da ICE Futures (vencimento Março/25) foi de R$ 141,00 a saca.

Assim, o spot paulista remunerou 0,34% a mais que as vendas externas. Para esse cálculo, foram considerados US$ 59,99/ tonelada no frete tipo FOB, US$ 58,68/ tonelada de prêmio de qualidade e R$ 5,711 de dólar.

Comércio interno do açúcar

No mercado doméstico, levantamento do Cepea aponta que os preços da saca do açúcar cristal não têm mostrado sustentação, já que algumas usinas continuam reduzindo os valores de suas ofertas. Comparando-se as médias do Indicador Cepea/Esalq nas últimas duas semanas, a queda foi de 1,95%.

Açúcar no exterior

Indicadores apontam para uma queda na produção de açúcar na Índia, segunda maior produtora mundial, para 26 milhões de toneladas. A queda na oferta pressiona o mercado global e impulsiona os preços.

Cepea

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP) e é um grupo de pesquisas registrado no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como fechou o mercado de trigo


A disponibilidade de trigo no Rio Grande do Sul caiu para 940 mil toneladas, conforme levantamento da TF Agroeconômica. Do total de 3,9 milhões de toneladas da safra estimada, 2,96 milhões já foram utilizadas, com 1,7 milhão destinadas à exportação, 70 mil para ração, 550 mil adquiridas pelos moinhos, 470 mil enviadas para fora do estado e 170 mil para sementes. Isso representa um comprometimento de 75,9% da safra. Os moinhos locais avançam lentamente na cobertura de abril, com preços entre R$ 1.300,00 e R$ 1.400,00 por tonelada, dependendo da localização e qualidade do grão. Exportações tiveram cotações de R$ 1.320,00 no porto para entrega em fevereiro, sem registro de negócios.

Em Santa Catarina, a dificuldade de repassar custos para o preço das farinhas mantém o mercado travado. Os preços do trigo no estado seguem estáveis, com a sexta semana consecutiva de valores inalterados em Canoinhas (R$ 72,00/saca), Chapecó (R$ 69,00), Joaçaba (R$ 74,33), Rio do Sul (R$ 80,00), São Miguel do Oeste (R$ 72,00) e Xanxerê (R$ 73,00). A demanda de farelo caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00 por tonelada ensacada. Algumas cooperativas seguram as vendas, aguardando valorização futura do cereal.

No Paraná, a disponibilidade de trigo caiu de 200 mil toneladas há um mês para cerca de 40 mil toneladas, o que elevou os preços para R$ 1.550,00/t FOB. Os compradores oferecem R$ 1.500,00/t, posto no Centro-Sul do estado, para entrega em março e pagamento em abril. O início da colheita de milho e soja reduziu a atenção ao trigo, enquanto os fretes seguem em alta. O trigo importado da Argentina via rodoviária chega ao Oeste paranaense a R$ 1.590,00/t. O preço médio da saca subiu 0,49% na semana, atingindo R$ 73,24, enquanto o custo de produção caiu para R$ 68,68, elevando o lucro médio do triticultor de 6,10% para 6,64%.

 





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Cortes de Trump geram preocupação com monitoramento da gripe aviária



Os cortes feitos pelo Departamento de Eficiência Governamental da administração de Donald Trump estão gerando preocupação quanto ao monitoramento da gripe aviária pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O USDA anunciou que eliminou US$ 132 milhões em contratos, como parte de um esforço para reduzir gastos públicos considerados excessivos.

“Os americanos não têm como se proteger da gripe aviária, a menos que o governo Trump pare de reter irresponsavelmente as informações mais recentes sobre onde e como o vírus está se espalhando”, disse em comunicado Hannah Connor, do Centro para a Diversidade Biológica.

Combate contra a gripe aviária

Segundo relatos, o governo Trump reduziu em cerca de 25% a equipe responsável pelo monitoramento da gripe aviária, mas há informações na mídia de que o governo estaria tentando recontratar parte desses funcionários.

De acordo com dados do USDA, cerca de 159 milhões de aves comerciais foram perdidas para a gripe aviária desde fevereiro de 2022. Representantes do USDA e do CDC não responderam aos pedidos de comentário.

Além disso, a gripe aviária tem causado problemas aos americanos. Desde o início do surto, a doença provocou a diminuição da oferta de ovos e no aumento dos preços do produto em todo o país.



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Veja a situação da colheita da safra 2024/25 do arroz, milho e da soja



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou relatório com dados obtidos até o último domingo (23) sobre a colheita da safra 2024/25 da soja, milho e arroz. De acordo com a entidade, a colheita de soja atinge 36,4% da área no Brasil, conforme o relatório da entidade.

Na semana passada os trabalhos atingiam 25,5% da área e, no mesmo período do ano passado, a ceifa estava completa em 38,0% da área.

Semeadura da soja

Já o plantio da safra de soja estava completo em 100% da área até o dia 23 de fevereiro. Na semana passada a semeadura atingia 99,7% da área. Em igual período do ano passado, os trabalhos de plantio atingiam 100% da área.

Safra do milho

A colheita de milho 1° safra 2024/25 atingiu 20,9% da área estimada no Brasil, até o dia 23 de fevereiro, segundo a Conab. Na semana anterior, a colheita atingia 17,3% da área. No mesmo período do ano passado, a ceifa estava completa em 24,9% da área.

O plantio de milho 1° safra 2024/25 avançou para 99,6% da área. Na semana anterior, a semeadura estava em 98,1%. Em igual período do ano passado, o número era de 99,5%.

O plantio de milho 2° safra atingiu 53,6%. Na semana anterior, a semeadura atingia 35,7% da área. Em igual período do ano passado, os trabalhos de plantio haviam sido concluídos em 59% da área.

Safra do arroz

A colheita de arroz avançou para 11,7% da área estimada para a temporada 2024/25 nos seis principais estados produtores do Brasil (Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que representam 88% do total), conforme levantamento da Conab.

Na semana anterior, a colheita da safra estava em 7,1%. Em igual período do ano passado, o número era de 5,9%.



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Preço do trigo segue em alta no Brasil com escassez de produto de qualidade



Compradores enfrentam dificuldades para encontrar lotes com bom padrão




Foto: Canva

Os preços do trigo em grão continuam em alta no Brasil, impulsionados pela escassez de produto de qualidade no mercado interno. De acordo com o boletim informativo do Cepea, compradores enfrentam dificuldades para encontrar lotes com bom padrão, o que tem levado à priorização das importações.

Por outro lado, vendedores, com estoques reduzidos, evitam fechar novos negócios à espera de cotações ainda mais elevadas nos próximos meses, em plena entressafra nacional. Segundo o Cepea, a comercialização do trigo com PH igual ou superior a 78 está restrita a lotes pontuais, reforçando a limitação da oferta interna.

Enquanto isso, os produtores já começam a se planejar para a próxima safra. Dados oficiais apontam uma redução de 2,1% na área plantada no Brasil, mas a expectativa de aumento na produtividade deve garantir uma oferta maior em 2025 na comparação com o ano anterior.





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Governo publica MP que abre crédito extra de R$ 4,178 bi para Plano Safra



O governo federal publicou na noite desta segunda-feira (24), a Medida Provisória 1.289/2025, que abre crédito extraordinário de R$ 4,178 bilhões para as operações oficiais de crédito rural equalizadas pelo Tesouro Nacional no âmbito do Plano Safra.

A medida visa atender as linhas de crédito subsidiado do Plano Safra, com taxas de juros equalizadas pelo Tesouro, com contratações suspensas pelo Tesouro Nacional desde a última sexta-feira (21). A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor hoje e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Do montante total, R$ 2,752 bilhões serão destinados à subvenção econômica de operações de investimento rural e agroindustrial, R$ 763,519 milhões vão para subvenção econômica de operações de custeio agropecuário e R$ 17,002 milhões para equalização de operações de comercialização nas linhas voltadas a médios e grandes produtores.



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o impacto das questões fiscais e geopolíticas nos mercados


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o impacto das questões fiscais e geopolíticas nos mercados. O Ibovespa caiu para 125 mil pontos após declarações do presidente Lula, que reforçaram preocupações fiscais. O dólar fechou em alta, atingindo R$ 5,75, enquanto a curva de juros ganhou inclinação.

No exterior, investidores acompanham possíveis negociações de paz na Ucrânia. Commodities avançaram, com ouro em máxima histórica e petróleo pressionado por preocupações de oferta. Hoje, o foco fica no IPCA-15 e na agenda geopolítica.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Aproximação de frente fria traz chuva com raios, mas calor persiste



A Região Sul será impactada pela aproximação de uma frente fria. No Sudeste, temporais localizados em algumas áreas, o que se repete no Centro-Oeste. Veja a previsão para as cinco regiões do país:

Sul

A aproximação de uma nova frente fria provoca pancadas de chuva com raios na metade sul do Rio Grande do Sul a partir da tarde. Entre Paraná e Santa Catarina, chove isolado, enquanto no norte gaúcho o sol predominará ao longo do dia. O calor segue intenso em toda a região.

Sudeste

Tempo instável, com pancadas de chuva em São Paulo, no sul e no Triângulo Mineiro. A chuva pode vir acompanhada de raios e na forma de temporais localizados. Entre o Rio de Janeiro, o Espírito Santo e o norte de Minas Gerais, o predomínio é de sol, com algumas variações de nebulosidade.

Centro-Oeste

Dia com mais nuvens e chuva que pode ocorrer ao longo do dia no norte de Mato Grosso do Sul, em Goiás e em Mato Grosso, onde há risco de temporais. Na metade sul do território sul-matogrossense, as pancadas vêm acompanhadas de raios, especialmente no período da tarde.

Nordeste

Tempo instável, com chuva a qualquer hora no Maranhão. Entre o Piauí e o Ceará, há pancadas com trovoadas. Na costa leste, a infiltração marítima contribui para chuva isolada, mas com trovoadas. No sertão nordestino, o sol predominará. As temperaturas seguem elevadas por toda a região.

Norte

O calor e a alta umidade continuarão favorecendo as pancadas de chuva, que ocorrem alternadas com períodos de sol. Há risco de temporais entre o Amazonas, Pará e Tocantins. No norte paraense e no Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a condição para chuva com trovoadas.



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Fixação na B3 é alternativa diante de mercado fraco


A TF Agroeconômica destaca que as safras de milho ainda não estão definidas tanto nos EUA quanto no Brasil, e o mercado segue incerto. Nos EUA, há intenção de ampliação do plantio, mas os números exatos ainda precisam ser confirmados. No Brasil, o atraso da Safrinha pode impactar a produção da segunda safra, influenciando os preços. Atualmente, as cotações do milho na B3 atingiram o pico do ano passado e recuaram, mas ainda há espaço para uma alta de R$ 3 a R$ 5 por saca, segundo análise do CEPEA. No mercado físico, os preços seguem abaixo do custo na maioria das regiões, com perdas de até 13,59% no PR, GO, MT e MS e 3,51% no RS, SC e MG.

Entre os fatores de alta, as vendas de milho 2024/2025 nos EUA somaram 1,45 milhão de toneladas, uma queda de 12% em relação à semana anterior, mas ainda dentro das expectativas do mercado. No Brasil, a demanda interna segue aquecida, impulsionada pelos preços das carnes e do etanol de milho, o que tem reduzido os negócios de exportação no último mês. Além disso, a possibilidade de menor exportação brasileira beneficia as cotações da CBOT, pois pode aumentar a demanda pelo milho dos EUA, especialmente considerando a seca que afeta a produção argentina.

Por outro lado, há fatores de baixa no horizonte. A previsão do CoBank para a safra 2025/2026 nos EUA indica um aumento de 4,42% na área plantada, chegando a 38,28 milhões de hectares. No Brasil, o plantio avança, com o Imea reportando um progresso semanal de 22,2 pontos percentuais no Mato Grosso, atingindo 67,15% da área prevista, contra 80,38% no mesmo período de 2024 e a média de 70,27% dos últimos cinco anos.

Diante desse cenário, a recomendação da TF Agroeconômica é evitar vendas no mercado físico, onde os preços seguem baixos, e optar pela fixação de preços na B3. A Bolsa pode apresentar uma tendência de alta no curto prazo, mas a possibilidade de baixa futura reforça a necessidade de cautela e estratégia para otimizar os ganhos.





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Milho fecha em alta na B3


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho voltou a patamares de 2023 e fechou o dia e a semana em alta, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As cotações da B3 voltaram a subir, os fatores internos ainda são os mesmos. A dificuldade de escoar a primeira safra, com fretes em alta e logística de transporte e armazéns voltados para a soja”, comenta. 

“A proximidade do vencimento de março estimula a alta para outros vencimentos. Maio e junho subiram substancialmente. Mesmo com o avanço do plantio do milho safrinha, nem todos apostam que os produtores conseguirão semear a área pretendida até o fim da janela ideal”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 80,06 apresentando alta de R$ 2,34 no dia, alta de R$ 4,31 na semana; maio/25 fechou a R$ 80,15, alta de R$ 1,55 no dia, alta e R$ 2,97 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 74,28, alta de R$ 0,82 no dia e alta de R$ 1,19 na semana”, indica.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou o dia e a semana em baixa com perspectiva de aumento de área nos EUA. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em baixa de -1,41 % ou $ -6,75 cents/bushel a $ 491,00. A cotação para maio, fechou em baixa de -1,51 % ou $ -7,75 cents/bushel a $ 505,00”, informa.

“O milho negociado em Chicago fechou o dia e a semana em baixa. O mercado realizou lucros nesta semana mais curta de negociação. Após as cotações baterem a máxima de 18 meses, os operadores de mercado viram espaço para realizar lucros. O avanço do plantio da safrinha no Brasil e a perspectiva de aumento de área nos EUA foram a pressão para a baixa”, conclui.

 





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