quinta-feira, julho 2, 2026

Agro

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aprovações devem chegar a 2% do PIB até 2026 e, desembolsos, a 1,5%



O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (25), que o banco planeja chegar ao fim de 2026 com um aprovação de crédito em patamar de 2% do PIB e desembolsos na faixa de 1,5% do PIB.

Hoje, informou o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do banco, Nelson Barbosa, as aprovações estão em 1,8% do PIB e o desembolso em 1,1% do PIB.

“Essa é a meta, mas os desembolsos são mais lentos, porque estamos crescendo muito em (crédito de) longo prazo, em infraestrutura, como por exemplo projetos de energia, rodovias, além de construção naval”, disse Mercadante.

Barbosa voltou a dizer que a atuação do BNDES não tem forte impacto no mercado de crédito do país nem maiores consequências no cenário monetário.

“O BNDES representou 1,4% do fluxo de crédito da economia em 2024”, disse, alegando que qualquer insinuação de que o aumento de sua participação afetaria decisivamente o mercado de crédito seria dizer que “o rabo abana o cachorro”.

Segundo Barbosa, o tamanho do banco voltou ao patamar de antes de 2008 na proporção de desembolsos com relação ao PIB (2,39%) e não teria nada a ver com a proporção maior verificada entre 2009 e 2014, quando chegou a superar os 4%. “Qualquer comparação do BNDES de hoje para o de 2014 não faz sentido”, afirmou.

Ao justificar o crédito maior concedido pelo BNDES à indústria na comparação ao agronegócio, algo inédito, Mercadante disse que a atividade industrial gera maior valor agregado e empregos mais qualificados.

“É por isso que a indústria lidera expansão e crédito, porque gera muito valor agregado, empregos mais qualificados. Para a própria agricultura, a indústria é decisiva, com máquinas e equipamentos, enfim, todo o impulso tecnológico”, comentou Mercadante.

As aprovações para indústria somaram R$ 52,4 bilhões em 2024, alta de 132% em um ano. Já para o agronegócio, essas aprovações totalizaram R$ 52,3 bilhões, 92% acima do registrado em 2023. No ano passado, as aprovações totais do BNDES subiram 22% ante 2023, para R$ 212,6 bilhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho sofre correções na B3: Confira


No dia de ontem, o milho sofreu correções na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) com o rápido avanço dos trabalhos no campo, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Dia de correção na B3, após as cotações do cereal tocarem os mesmos patamares de 2023. A forte alta dos preços está reduzindo o ritmo das negociações, o que pode levar a novos acordos. O rápido avanço no campo também pressiona os preços, visto que apesar de atrasado em relação a 2024, os trabalhos de colheita e plantio estão se recuperando em um bom ritmo”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de março/25 foi de R$ 83,75 apresentando baixa de R$ -1,31 no dia, alta de R$ 3,27 na semana; maio/25 fechou a R$ 79,66, baixa de R$ -0,49 no dia, alta e R$ 2,69 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 73,77, baixa de R$ -0,51 no dia e alta de R$ 0,97 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago o milho fechou em baixa com perspectiva de maior plantio de milho nos EUA em 25/26. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em baixa de -1,73 % ou $ -8,75 cents/bushel a $ 482,50. A cotação para maio, fechou em baixa de -1,58 % ou $ – 8,00 cents/bushel a $ 497,00”, indica.

“O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta segunda-feira. Dia de perdas generalizada no complexo de grãos. O mercado está ajustando posições antes de Fórum Anual do USDA. No caso milho a perspectiva do mercado é de aumento de produção, área e estoques finais. O produtor brasileiro reduziu o percentual de atraso na colheita da primeira safra e plantio do milho safrinha. O salto nos trabalhos foi considerável, com a Conab corroborando os dados no boletim semanal divulgado após o fechamento do mercado. Para o milho ainda pesou a queda de -30,11% nos embarques para exportação em relação à semana anterior”, conclui.

 





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Chicago segue no vermelho no meio-pregão, mas se aproxima da estabilidade



A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais baixos no meio-pregão de hoje. O mercado reduziu as perdas do início do dia, mas segue no negativo.

Segundo a Safras & Mercado, caso a tendência se confirme, esta será a terceira queda consecutiva. Segundo agências internacionais, sinais de demanda aquecida pelo cereal dos Estados Unidos estão ajudando a conter as quedas, impulsionando uma tentativa de recuperação dos contratos.

A pressão sobre as cotações também continua devido ao avanço da colheita da soja no Brasil e à previsão de chuvas em algumas regiões secas do país, além da Argentina. Os investidores aguardam ainda o Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que ocorrerá nos dias 27 e 28 de fevereiro, onde serão divulgadas as projeções iniciais de oferta e demanda para a próxima temporada.

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Andamento da colheita

No Brasil, a colheita da safra 2024/25 de soja já atingiu 36,4% da área, conforme relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados até 23 de fevereiro. Na semana passada, o avanço estava em 25,5% da área, e no mesmo período do ano passado, a colheita estava concluída em 38% da área.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros para março de 2025 estavam cotados a US$ 10,46 3/4 por bushel, uma queda de 0,75 centavo de dólar por bushel ou 0,07%. A posição para maio de 2025 era negociada a US$ 10,61 3/4 por bushel, com recuo de 1,50 centavo de dólar por bushel ou 0,14%.

No mercado de farelo, o contrato para março de 2025 foi cotado a US$ 301,70 por tonelada, com alta de 0,80 centavo de dólar ou 0,26% em relação ao fechamento anterior. Já a posição para março do óleo era negociada a 46,07 centavos de dólar por libra-peso, com retração de 0,23 centavo de dólar ou 0,49%.



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Colheita de soja avança para a reta final em Nova Mutum (MT)



A colheita da soja na região de Nova Mutum, no médio-norte do Mato Grosso, está avançando rapidamente e se aproxima da sua conclusão. A colheita foi praticamente finalizada até o momento, com apenas algumas áreas restantes. Na última noite choveu desde as 23 horas, mas até ontem a colheita foi total.

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Apesar da chuva recente, acredita-se que não haverá prejuízos para a safra. Embora ainda existam algumas regiões com bastante soja para colher, as condições permanecem favoráveis e o impacto das chuvas será mínimo. Com 90% da área já colhida, o progresso da colheita foi notável nos últimos dias, acelerando consideravelmente.

Quanto ao rendimento, os produtores que investiram mais em tecnologia e manejo obtiveram melhores resultados. Há talhões alcançando até 80 sacas (de 60 quilos) por hectare, enquanto a média geral no município deve ficar entre 60 e 65 sacas por hectare, refletindo uma boa produtividade da safra.

Além disso, o plantio do milho safrinha segue em ritmo acelerado na região. Até o final desta semana, espera-se que a maior parte da área destinada ao milho já esteja plantada. A janela ideal para o plantio do milho vai até o dia 1º de março, e os produtores têm aproveitado essa janela para garantir boas condições para o desenvolvimento da cultura.



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preços dos alimentos sobem 0,61% em fevereiro



A prévia da inflação de fevereiro mostra desaceleração nos preços dos alimentos em comparação com o mês de janeiro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) indica que, neste mês, houve alta de 0,61%, a menor desde setembro de 2024 (0,05%). A informação foi divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O IPCA-15 funciona como prévia da inflação oficial. O índice leva em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.

A diferença para a inflação oficial (IPCA) é que os preços são pesquisados antes mesmo de acabar o mês de referência, justamente para servir como prévia. Em relação a divulgação atual, o período de coleta foi de 15 de janeiro a 12 de fevereiro.

Preocupação

A inflação dos alimentos tem sido uma das principais preocupações do governo. Entre os fatores que têm elevado o custo figuram questões climáticas.

O IPCA-15 de fevereiro mostrou que os alimentos tiveram impacto de 0,14 ponto percentual (p.p.) no índice geral de preços. O IBGE mostrou que a alimentação no domicílio subiu 0,63%, abaixo do registrado em janeiro, 1,10%.

Os principais aumentos foram da cenoura (17,62%) e café moído (11,63%). Entre as quedas, destacam-se a batata-inglesa (-8,17%), arroz (-1,49%) e frutas (-1,18%).

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,93% para 0,56% em fevereiro. Dentro deste subgrupo, a refeição (0,43%) e o lanche (0,77%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior (0,96% e 0,98%, respectivamente).

Doze meses

Apesar da desaceleração dentro do IPCA-15 de fevereiro, a inflação dos alimentos no acumulado de 12 meses está acima da inflação geral.

Enquanto o IPCA-15 soma 4,96%, o grupo alimentos e bebidas registra 7,12%. Em janeiro, o acumulado dos alimentos era de 7,49%. Em dezembro, chegou a 8%.

Veja as principais influências de itens alimentícios no IPCA-15 de fevereiro:

Altas

  • Café moído: 11,63% e Refeição: 0,43%

Baixas

Todos os grupos: IPCA-15 é de 1,23% em fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou variação de 1,23% em fevereiro de 2025, 1,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em janeiro de 2025 (0,11%).

Dos nove grupos pesquisados, Habitação (4,34%) teve o maior impacto (0,63 p.p.) no índice do mês, enquanto Educação apresentou a maior variação (4,78% e impacto de 0,29 p.p.). As demais variações ficaram entre o -0,08% de Vestuário e Alimentação.

Possibilidades

De acordo com o Sebrae, apesar dos desafios, a inflação também pode abrir oportunidades para os pequenos empreendedores que adotarem estratégias inteligentes para prosperar em ambiente dinâmico; saiba quais!



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Nova diretoria do IPA toma posse para biênio 2025-2026



Tomou posse nesta segunda-feira (24), em Brasília, a nova diretoria do Instituto Pensar Agropecuária (IPA) para o biênio 2025-2026. A presidência da entidade no período será de Tania Zanella, que ocupa o posto ocupado até então pelo ex-deputado federal Nilson Leitão.

Zanella, que é superintendente do Sistema OCB, é membro da diretoria do IPA desde 2011 e integra o Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias de São Paulo.

“O momento é de juntar forças, arregaçar as mangas e trabalhar pelo fortalecimento do agro em parceria com os deputados, senadores, o Judiciário, o governo federal e a sociedade. A nossa função é organizar prioridades e subsídios para apoiar a atuação da FPA no Congresso Nacional”, disse a nova presidente do IPA.

Também fazem parte da atual diretoria do instituto Fabrício Morais Rosa (Aprosoja Brasil) como 1º vice-presidente; Sergio Luís Bortolozzo (SRB), como vice-presidente secretário; e Nilson Leitão (CNA) como vice-presidente tesoureiro. O 2º vice-presidente tesoureiro é Roberto Ignácio Betancourt (Fiesp).

O Conselho Fiscal do IPA é composto pelos membros titulares Gustavo Beduschi (Viva Lácteos), Glauber Silveira da Silva (Abramilho), e Paulo Sérgio de Marco Leal (Feplana), além dos suplentes André Luis de Freitas (Abia), Gabriel Garcia Cid (ABCZ) e Clorialdo Roberto Levrero (Abisolo).



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Saiba como está a colheita de soja no Paraná



Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, a colheita da safra 2024/25 de soja no estado alcançou 49% da área cultivada de 5,774 milhões de hectares. A área cultivada está ligeiramente abaixo dos 5,784 milhões registrados na safra 2023/24.

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Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), 80% das lavouras da safra de soja 2024/25 no estado do Paraná estão apresentando boas condições, 17% estão em condições médias e apenas 3% encontram-se em condições ruins. No relatório anterior, datado de 17 de fevereiro, 78% das lavouras estavam em boas condições, 19% em condições médias e 3% em condições ruins, com a colheita alcançando 40% da área cultivada até aquele momento.

Atualmente, as plantas de soja se encontram nas fases de frutificação (32%) e maturação (68%), em comparação com o levantamento anterior, que indicava 1% das lavouras em floração, 42% em frutificação e 57% em maturação. Essa evolução nas fases das plantas demonstra o progresso da safra, com uma predominância da fase de maturação.

Quanto à produtividade, a média estimada para a safra 2024/25 é de 3.696 quilos por hectare, um valor superior aos 3.200 quilos registrados na safra 2023/24. Esse aumento na produtividade, aliado ao incremento de área, resulta em uma projeção de produção de soja de 21,341 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 15% em relação aos 18,508 milhões de toneladas obtidos na safra anterior (2023/24).



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita segue pautando mercado do milho: Confira


A TF Agroeconômica informou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) concluiu oficialmente o plantio da primeira safra de milho no Rio Grande do Sul. O estado lidera a colheita no país, com 69% da área apta já colhida, superando os 60% da semana anterior e os 63% registrados no mesmo período de 2023. No entanto, a Conab destacou que lavouras mais tardias enfrentam dificuldades devido à irregularidade das chuvas.  

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, de acordo com a Conab. No mercado local, cooperativas pagam R$ 64,50 por saca em Campo Alegre, R$ 63,50 em Papanduva, R$ 67,00 no oeste catarinense e R$ 67,00 na região serrana. No porto, os preços variam entre R$ 72,50 para entrega em agosto e pagamento em 30/09, até R$ 73,50 para entrega em outubro e pagamento em 28/11.  

No Paraná, a Conab revisou os dados de colheita da primeira safra, apontando alguns atrasos. No mercado local, o milho spot é negociado a R$ 70,00/saca no interior. No porto de Paranaguá, compradores oferecem R$ 72,70 para entrega em agosto, R$ 73,50 para setembro, R$ 73,80 para outubro e R$ 74,80 para novembro, com pagamentos programados para o mês seguinte à entrega.  

Já no Mato Grosso do Sul, o plantio do milho safrinha atingiu 24,2% da área, segundo a Aprosoja. No mercado físico, os preços caíram 1,52% em Campo Grande, chegando a R$ 65,00. Entretanto, houve alta nas demais regiões: Chapadão subiu 7,81% para R$ 69,00, Dourados e Maracaju atingiram R$ 70,00, enquanto Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia registraram R$ 66,00 por saca.

 





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Área tratada com defensivos agrícolas cresceu 9,2% em 2024, diz Sindiveg



A área tratada com defensivos agrícolas no país cresceu 9,2% em 2024, para mais de 2 bilhões de hectares, segundo pesquisa da Kynetec Brasil, encomendada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).

O volume de defensivos agrícolas utilizados para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas cresceu 8,5% em relação ao mesmo período de 2023. A distribuição desse total é composta por herbicidas (45%), inseticidas (23%), fungicidas (23%), tratamentos de sementes (1%) e outros (8%).

Para a safra 2024/2025, a projeção é de que a área tratada com defensivos agrícolas cresça 6%, mantendo os mais de 2 bilhões de hectares do ano anterior.

Essa área deve ser distribuída entre soja (55%), milho (17%), algodão (8%), pastagem (5%), cana (4%), trigo (3%), feijão (2%), hortifrúti (2%), café (1%), citros (1%), arroz (1%) e outros (1%).

Na soja, a área tratada deve crescer 7%, com ênfase no combate a percevejos (4,9%) e lagartas (14,6%).

“Para realizar a análise (de 2024), foi utilizada a métrica denominada PAT (potencial de área tratada ou área tratada por produto), que leva em consideração o número de aplicações e o número de produtos no tanque utilizados para o controle das diversas pragas, doenças e plantas invasoras. No total, a área tratada está representada por soja (56%), milho (16%), algodão (8%), pastagem (5%), cana (4%), trigo (3%), feijão (2%), hortifruti (2%), citros (1%), café (1%), arroz (1%) e outros (2%)”, disse o Sindiveg em nota.

Em termos regionais, o valor de mercado dos defensivos agrícolas está concentrado principalmente em Mato Grosso e Rondônia (28%), São Paulo e Minas Gerais (18%), Bamatopipa (15%), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (11%), Paraná (10%), Mato Grosso do Sul (8%), Goiânia e Distrito Federal (8%) e outras regiões (3%). O crescimento observado é atribuído à maior infestação por pragas, como lagartas, cigarrinhas e mosca branca.



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O efeito da inflação dos alimentos em pequenos negócios


O aumento no preço dos alimentos tem deixado a refeição dos brasileiros mais cara e continua sendo debate. Apesar da prévia da inflação de fevereiro apontar uma desaceleração nos preços dos alimentos em relação à janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) indicou a alta de 0,61%. Alcance percentual de menor proporção desde setembro de 2024.  

A informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O IPCA-15 funciona como prévia da inflação.

Já o IPCA, que mede oficialmente a inflação dos principais produtos e serviços consumidos no Brasil, apontou recuo de 0,16% em janeiro.

De acordo com o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esta foi a menor taxa para um mês de janeiro desde o início do Plano Real, em 1994. 

Apesar da ligeira retração no índice geral, o grupo formado por Alimentação e Bebidas registrou alta de 0,96% em janeiro, quinto aumento consecutivo. 

Enquanto a alimentação no domicílio subiu 1,07%, influenciada pelas altas da cenoura (36,14%), do tomate (20,27%) e do café moído (8,56%); a alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro.

De acordo com o Sebrae, apesar dos desafios, esta inflação também pode abrir oportunidades para os pequenos empreendedores que adotarem estratégias inteligentes para prosperar em ambiente dinâmico.

“Negócios que conseguem se adaptar rapidamente às mudanças de preços e custos, renegociando contratos com fornecedores e otimizando processos produtivos, tendem a sair fortalecidos”. Giovanni Bevilaqua, coordenador de Acesso ao Crédito e Investimentos do Sebrae.

Para o Sebrae, a alta da inflação, influenciada pelo aumento dos juros e pela desvalorização do real frente ao dólar, pode impactar nos custos das empresas.

Além dos motivos relacionados ao mercado, pequenos produtores rurais também passam por desafios com a oscilação do clima, aumento de pragas, entre outros.

Mas Giovanni Bevilaqua afirmou que a busca do consumidor por alternativas mais baratas pode impulsionar o crescimento de marcas próprias e soluções mais acessíveis, abrindo um novo espaço aos empreendedores.

No intuito de criar formas para reduzir o efeito da inflação na rotina dos pequenos negócios, o Sebrae orienta:

  • Conheça a sua real situação: empreendedores dos ramos de alimentação (como restaurantes, padarias e mercearias) tendem a ser mais afetados com o aumento do preço dos alimentos. Conhecer a sua real situação financeira e elaborar estratégias contribuem para evitar, quando possível, os repasses ao consumidor, que também sofre com a alta de preços.
  • Fique atento à gestão financeira: invista no planejamento orçamentário, monitorando de perto os custos e margens de lucro. Nesse contexto, a boa gestão das finanças torna-se um diferencial competitivo. Coloque os custos em ordem de prioridade: a gestão financeira e o fluxo de caixa devem ser feitos com muita atenção.
  • Mude: a diversificação de fornecedores e a adoção de estratégias de precificação mais dinâmicas podem ajudar a mitigar os efeitos da inflação.
  • Negocie: renegocie dívidas, preços com fornecedores, aluguéis, taxas e financiamentos com instituições financeiras e o que mais pesar no orçamento da empresa.
  • Inove: programas de fidelização e diferenciação de produtos ou serviços podem contribuir para manter a clientela, mesmo em um ambiente de alta de preços.



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