quinta-feira, julho 2, 2026

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Soja com mais uma queda em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a segunda-feira em queda, pressionada pelo avanço da colheita no Brasil e pela expectativa de um grande volume de grãos chegando ao mercado. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para março fechou em baixa de 1,01%, a US$ 10,29 por bushel, enquanto o vencimento para maio caiu 0,92%, a US$ 10,47. No complexo da oleaginosa, o farelo de soja para março recuou 1,02%, a US$ 291,80 por tonelada curta, e o óleo de soja desvalorizou 2,37%, a US$ 45,70 por libra-peso.

A queda foi impulsionada pelo ajuste de posições antes do Fórum Anual do USDA e pela redução dos atrasos na colheita brasileira. Dados da Conab indicam que 36,4% da área apta já foi colhida, contra 38% no mesmo período do ano passado, praticamente zerando o atraso. Além disso, a consultoria AgRural apontou que a colheita atingiu 39% da área plantada, contra 23% na semana anterior e 40% no mesmo período de 2024, com destaque para o Mato Grosso, que lidera os trabalhos.

Apesar do avanço na colheita, há um fator baixista relevante: a revisão da estimativa de produção de soja no Brasil. A AgRural reduziu sua projeção de 171 para 168,2 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, refletindo impactos climáticos e ajustes nos rendimentos esperados. Essa revisão pode influenciar a dinâmica de preços nas próximas semanas, especialmente se houver novas atualizações sobre a oferta global.

O cenário segue volátil, com operadores monitorando não apenas a entrada da safra brasileira, mas também as condições de demanda global. A proximidade do Fórum do USDA pode trazer novos elementos para o mercado, enquanto o comportamento do clima na América do Sul e os fluxos de exportação devem seguir no radar dos investidores.

 





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Copercampos deve movimentar R$ 400 milhões em negócios



Começou hoje (25), em Campos Novos, Santa Catarina, a 29° edição do Show Tecnológico Copercampos. A feira acontece no Parque Experimental da Copercampos, reunindo mais de 192 expositores, num espaço de 15 hectares e se destaca pela apresentação de novas tecnologias de produção.

No local os visitantes podem conhecer modelos de cultivares e máquinas. Há também opções para os produtores de outros setores como a pecuária e suinocultura. A repórter Eliza Maliszewski acompanhou o primeiro dia do evento.

O público que vier ao evento também poderá acompanhar palestras e debates. A expectativa dos organizadores da Copercampos é movimentar cerca de R$ 400 milhões em negócios.

A cidade de Campos Novos, onde ocorre o encontro, está localizada em uma das principais áreas produtoras de grãos catarinense. Grande parte da produção de soja, milho e cereais de inverno são produzidas na região e tecnologias para esse tipo de lavoura estão reunidas no evento.

O Show Tecnológico Copercampos acontece no Campo Demonstrativo Copercampos, na
BR-282, Km 347, em Campos Novos. O evento termina na quinta-feira (27).



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Colheita da soja ultrapassa 30% no Brasil; assista ao vídeo



A colheita da soja já alcançou 36,4% do total previsto para a safra 24/25, de acordo com os dados mais recentes da Companhia Nacional da Abastecimento (Conab). Embora o avanço seja expressivo, o número está abaixo do registrado no ciclo passado, onde, neste mesmo período, a colheita da safra 2023/24 já havia atingido 38%.

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Entre as regiões, o Centro-Oeste se destaca com grandes progressos. Mato Grosso, por exemplo, já ultrapassou 70% da colheita. O clima tem ajudado, com boas condições de tempo para o trabalho no campo. Já Tocantins, Goiás e Paraná estão com cerca de 40% da safra colhida, se aproximando da metade do total.

Os desafios da soja no Matopiba

Na comparação com o ciclo passado, algumas regiões do Matopiba apresentam avanços. O Maranhão, por exemplo, registra um avanço de 27%, o maior da região. No entanto, algumas áreas ainda enfrentam desafios. Mato Grosso segue com um pequeno atraso de 3%, enquanto Goiás também sofre com uma leve lentidão.

O maior atraso foi registrado em Mato Grosso do Sul, onde chuvas nas últimas semanas resultaram em um atraso de 15%, o mesmo índice que afeta São Paulo. Já em Minas Gerais, o atraso é de 11%, e em Santa Catarina, 7%.

O impacto do clima na soja

A previsão climática indica que, nos próximos 5 dias, o tempo vai continuar favorável para os trabalhos em campo, especialmente no Centro-Oeste e Matopiba. No entanto, o Norte de Mato Grosso e o Maranhão devem enfrentar chuvas volumosas de até 100mm, o que pode atrasar um pouco o andamento da colheita.

Em Mato Grosso do Sul, por outro lado, a previsão aponta uma janela de tempo firme até o dia 10 de março, o que deve acelerar as atividades de colheita, especialmente na região de São Gabriel do Oeste.

Nos próximos 10 dias, o Sul e o Sudeste também têm boas perspectivas de tempo firme, com exceção do Norte de Mato Grosso e Pará, que devem continuar com chuvas frequentes devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Muito calor e tempestades à vista!

Em relação às temperaturas, o calorão deve continuar até o dia 10-12 de março, com máximas que podem ultrapassar os 35°C em algumas áreas do Rio Grande do Sul e São Paulo. Já o restante do país verá máximas em torno de 30°C. Além disso, o risco de tempestades aumenta, com possibilidade de granizo e rajadas de vento intensas, especialmente no Centro-Sul, que Mato Grosso do Sul, Goiás, interior de São Paulo e Sul de Minas Gerais.



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Valor Bruto da Produção deve crescer 9,1% neste ano, diz CNA



O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária deve atingir R$ 1,46 trilhão em 2025, o que representa crescimento de 9,1% em relação ao valor registrado em 2024. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25), em comunicado técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores de todo o país.

Para a agricultura, a CNA espera a recuperação na produção em razão das melhores condições climáticas previstas para este ano. A soja, cultura com maior participação no VBP agrícola (37,1%), deve registrar aumento expressivo na produção (12,4%). Assim, mesmo com a previsão de queda nos preços (- 4,5%), a projeção é de alta do VBP da oleaginosa, de 7,3% em 2025.

O milho, segunda cultura com maior participação na agricultura (15,6%), deverá registar crescimento na produção (5,46%) e também nos preços (11,6%). Com isso, o VBP do cereal deve aumentar 17,6% este ano.

O café arábica e o robusta também devem registrar avanço no VBP em 2025, de 42,6% e 81,1%, respectivamente. A variação será reflexo principalmente da continuidade da valorização do produto.

Nesse contexto, o VBP estimado da agricultura é de R$ 966,5 bilhões em 2025, o que representa alta de 9% em relação ao registrado em 2024.

VBP da pecuária

Na pecuária bovina, a inversão do ciclo pecuário deve provocar redução na produção (-2,87%), dada a maior retenção de fêmeas e diminuição de oferta para abate, e aumentos nos preços da carne bovina (21,2%). Com isso, a carne bovina – que representa metade do VPB da pecuária (50,1%) – deve registrar aumento de 17,8% em seu faturamento, conforme o boletim.

Já a pecuária leitera, que representa 18,8% do VBP do segmento, deve registar alta de 3,9% na produção, mas queda de 2,1% nos preços, resultando em leve alta de 1,8% no seu VBP.

Nesse cenário, espera-se que o VBP do segmento pecuário atinja R$ 496,4 bilhões, 9,2% maior em comparação a 2024.



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Soja ainda com pouco movimento no mercado


No momento, praticamente não há cotações para soja disponível nos portos do Rio Grande do Sul, sendo as indicações restritas apenas às indústrias processadoras locais, segundo informações da TF Agroeconômica. “No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 131,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril). Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 125,00 por saca para o produtor”, comenta.

A safra de soja em Santa Catarina segue impactada por chuvas irregulares e altas temperaturas em janeiro, reduzindo a produtividade de 70 para 50 sacas por hectare. A colheita deve começar na segunda semana de março, com algumas regiões já iniciando de forma pontual. No porto de São Francisco, os preços da soja variam, com cotação de R$ 131,17 por saca em junho. Esse cenário reflete as incertezas climáticas e seus impactos na produção.

O Paraná lidera a colheita de soja no país, mas veranico impacta produtividade em áreas isoladas. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 131,00. Em Ponta Grossa foi de R$ 125,00 por saca CIF, Cascavel, o preço foi R$120,24, mas com baixa liquidez. Em Maringá, o preço foi de R$ 120,94 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 125,00 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 126,00”, indica.

A seca e as altas temperaturas continuam prejudicando a soja precoce em Mato Grosso do Sul, resultando em uma perda de 1,6 milhão de toneladas, segundo o Rally da Safra. A equipe do Rally da Safra confirmou os impactos, levando a uma redução de 1,1 milhão de toneladas na projeção nacional. Nos preços do dia, a soja spot ficou em R$ 115,12 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, enquanto em Chapadão do Sul a cotação foi de R$ 106,64.

No Mato Grosso, a colheita de soja no centro-oeste acelera graças a condições climáticas favoráveis. “Campo Verde: R$ 116,59, Lucas do Rio Verde: R$ 107,35. Nova Mutum: R$ 107,35. Primavera do Leste: R$ 116,59. Rondonópolis: R$ 116,59. Sorriso: R$ 107,35”, conclui.

 





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Para 68,9% das pessoas, aumento de preços está acentuado, e 41% culpam o governo



Pesquisa CNT divulgada nesta terça-feira (25), mostra que 68,9% dos brasileiros avaliam que o aumento de preços no Brasil ocorre de forma acentuada, acima dos índices de inflação.

Outros 14,9% dizem crer que o aumento ocorre de forma natural, de acordo com os índices de inflação, e para 12,3%, ocorre de forma lenta, abaixo dos índices de inflação, segundo o levantamento, feito no formato estimulado.

Para 41%, o governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva são os principais responsáveis pelo aumento de preços no Brasil. Outras pessoas atribuíram às seguintes questões:

  • 11,2% às questões climáticas;
  • 9,5% às políticas externas;
  • 8,6% aos produtores;
  • 5,3% aos comerciantes;
  • 3,7% aos governos estaduais;
  • 1,4% aos governos municipais;
  • 10,5% a todas as alternativas;
  • 1,2%, a nenhuma das alternativas; e
  • 7,6% não souberam ou não responderam

Para 72,4%, o café foi o produto que teve os maiores aumentos de preços entre os itens consumidos usualmente. O levantamento foi espontâneo e com respostas múltiplas. Outros 55,4% mencionaram a carne; 40,9% citaram os grãos; 21,8%, os ovos; 10%, as frutas e as verduras; 8,8%, os lácteos; 7,8%, o óleo; 3,3%, os pães, 2,6%, o azeite, e 2,2%, os produtos de limpeza. Outros 9,1% responderam outros itens.

Na avaliação de 53% dos entrevistados, raramente é possível substituir itens com preço alto por outro. Já 31,3% dizem que às vezes é possível fazer substituições, e 13,8% afirmam que sempre é possível substituir.

Segundo a pesquisa, 42,1% dizem que não deixaram de comprar algum item de seu consumo normal devido ao preço. Outros 31,1% dizem que sim, deixaram de comprar alguns itens, e 26,8% afirmam que deixaram de comprar vários itens.



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gestão vive colapso, diz ex-secretário de Política Agrícola do Mapa



O consultor jurídico e ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), José Carlos Vaz comentou a medida provisória (MP) que abre um valor extraordinário de R$ 4,178 bilhões para as operações oficiais de crédito rural equalizadas pelo Tesouro Nacional no âmbito do Plano Safra.

Vaz criticou o governo e disse que o problema foi causado pelo caos financeiro da área econômica do Executivo. Na visão do consultor, a edição da MP serve para resolver um ‘soluço’ antecipado do Plano Safra, um episódio infeliz da estrutura orçamentária.

“É um sinal de colapso do modelo de gestão brasileiro, que repercute no segmento que melhor tem capacidade de funcionamento sem a dependência do governo, que é o agronegócio”, afirmou.

De acordo com Vaz, todo ano, entre maio e junho, o governo fecha linhas de crédito do Plano Safra vigente e se prepara para o subsequente. Porém, no caso específico, o orçamento não foi aprovado pelo Parlamento e isso levou a uma antecipação da suspensão.

“Houve uma falha de comunicação do governo. Na área econômica, tanto o setor privado, como a população em geral estranharam esse rigor ‘legal’ por parte do Executivo com o setor que mais beneficia o Brasil que é o agronegócio”, destacou.

Vaz reiterou que para manter uma garantia de preços das commodities, o produtor tem que contar com um fundo rural pré-estabelecido, independentemente de um Plano Safra, para não ficar na dependência do governo se reorganizar.

José Carlos Vaz concedeu um depoimento ao jornalista do Canal Rural, Ricardo Araújo. A íntegra do conteúdo você pode conferir em nosso canal do YouTube.

Retomada Plano Safra

O governo federal publicou na noite desta segunda-feira (24), a MP 1.289/2025, que abre crédito extraordinário de R$ 4,178 bilhões para as operações oficiais de crédito rural equalizadas pelo Tesouro Nacional no âmbito do Plano Safra.

A medida visa atender as linhas de crédito subsidiado do Plano Safra, com taxas de juros equalizadas pelo Tesouro, com contratações suspensas pelo Tesouro Nacional desde a última sexta-feira (21). A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor hoje e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.



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Quinta onda de calor será ainda mais abrangente; veja quando começa e onde atinge


O calorão mal foi embora do Sudeste e do Centro-Oeste do país e já tem data para retornar. Isso porque a quinta onda de calor do ano já tem data para ocorrer. A massa de ar quente deve se estabelecer a partir da próxima sexta-feira (28) e se estenderá até pelo menos 6 de março.

Já no Sul, a quarta onda de calor acabou de começar e continuará atuando por mais alguns dias. Assim, o início de março será marcado por temperaturas elevadas, consolidando um período de altas temperaturas.

Esse novo episódio de calor extremo afeta as áreas em destaque no mapa abaixo e será causado pela atuação de um sistema de alta pressão em médios níveis da atmosfera.

O fenômeno intensificará a circulação do ar de cima para baixo, inibindo a formação de nuvens e favorecendo o aumento dos termômetros de maneira mais expressiva ao longo dos próximos dias.

De acordo com a Climatempo, o próximo evento é distinto da onda de calor que começou no final de semana no Sul por conta da atuação da massa de ar mais seco na Argentina. Os gaúchos terão apenas um dia com ligeira redução no calor, que será na quinta-feira (27), mas, a partir de sexta, volta a esquentar.

Regiões mais afetadas

mapa quinta onda de calor Brasilmapa quinta onda de calor Brasil
Foto: Climatempo

Como mostrado no mapa acima, áreas em vermelho indicam regiões onde as temperaturas ficarão entre 5°C e 7°C acima da média climatológica de março. Esse cenário inclui estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, que enfrentarão calor acima do normal para esta época do ano.

Já as áreas em laranja, abrangendo uma porção ainda maior do Brasil, terão temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média histórica de março, o que reforça a intensidade dessa nova onda de calor.



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Banco do Brasil participa do Desenrola Rural



Anunciado pelo governo federal no começo do mês, o Programa Desenrola Rural busca facilitar a regularização de dívidas de agricultores familiares e suas cooperativas e ampliar o acesso às linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). As condições começaram a vigorar nesta segunda-feira (24) e estarão disponíveis até 31 de dezembro deste ano.

A iniciativa também contribui para fortalecer as atividades e cadeias produtivas e garantindo segurança alimentar e a geração de emprego e renda no campo. O Banco do Brasil participa do programa, buscando reforçar o desenvolvimento da agricultura familiar.

Condições diferenciadas

Os produtores que fazem parte do público-alvo do programa terão acesso a condições especiais para quitação ou renegociação de dívidas:

a) Descontos de até 70% para liquidação ou renegociação de débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU);
b) Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária – Incra (PNRA);
c) Descontos de até 80% para liquidação ou renegociação de operações com risco integral do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), observados os saldos devedores das operações na data de liquidação;
d) Condições diferenciadas para liquidação ou renegociação de dívidas junto ao Banco do Brasil, observada a Políticas de Crédito e Cobrança do BB.

Os agricultores familiares com dívidas inscritas na DAU deverão realizar a renegociação de seus débitos diretamente com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por meio da Plataforma Regularize.

Para as dívidas de Crédito Instalação do PNRA, os beneficiários deverão procurar diretamente o Incra para quitação dos débitos com desconto.

Clientes que possuam operações de Pronaf contratadas entre 1º/1/2012 e 31/12/2022 com recursos e risco integral do FCO, cujas parcelas tenham sido contabilizadas em prejuízo pelo Fundo até 12/02/2025 (data de publicação do Decreto), poderão procurar o BB para liquidar ou renegociar as parcelas com descontos de até 80%, observados o somatório dos saldos devedores na data de liquidação.

Os clientes que possuam dívidas financeiras contabilizadas em prejuízo ou em atraso há mais de 180 dias em operações contratadas com recursos e com risco integral do BB, deverão procurar o Banco para renegociar suas dívidas.

Acesso ao crédito

Além da regularização de dívidas, o Desenrola Rural tem como objetivo impulsionar a concessão de novos financiamentos nas linhas Pronaf A, A/C e B com recursos do Tesouro Nacional ou Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), abrangendo os clientes com dívidas enquadráveis no Desenrola Rural ou aqueles que não possuam dívidas elegíveis, mas estejam inscritos nos cadastros privados de crédito, desde que o somatório dessas dívidas não ultrapasse R$ 20 mil.

Outra novidade é a possibilidade dos agricultores familiares assentados da reforma agrária, que já tenham atingido o teto de contratação, poderem contratar novas operações na linha Pronaf A, com teto de até R$ 50 mil e bônus de adimplência de 25%.

Com essas medidas, estima-se que, apenas no BB, 406 mil produtores sejam beneficiados com o Desenrola Rural.

Canais de atendimento do Banco do Brasil

Além do atendimento na rede de agências, os produtores interessados na renegociação por meio do Desenrola Rural podem utilizar o app BB e o Internet Banking (www.bb.com.br/renegocie).

Pelo WhatsApp BB, basta enviar uma mensagem com #renegocie para o número 61 4004 0001. Além da Central de Relacionamento pelos números 4004 0001 (Capitais) e 0800-729-0001 (demais regiões).



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aprovações devem chegar a 2% do PIB até 2026 e, desembolsos, a 1,5%



O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (25), que o banco planeja chegar ao fim de 2026 com um aprovação de crédito em patamar de 2% do PIB e desembolsos na faixa de 1,5% do PIB.

Hoje, informou o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do banco, Nelson Barbosa, as aprovações estão em 1,8% do PIB e o desembolso em 1,1% do PIB.

“Essa é a meta, mas os desembolsos são mais lentos, porque estamos crescendo muito em (crédito de) longo prazo, em infraestrutura, como por exemplo projetos de energia, rodovias, além de construção naval”, disse Mercadante.

Barbosa voltou a dizer que a atuação do BNDES não tem forte impacto no mercado de crédito do país nem maiores consequências no cenário monetário.

“O BNDES representou 1,4% do fluxo de crédito da economia em 2024”, disse, alegando que qualquer insinuação de que o aumento de sua participação afetaria decisivamente o mercado de crédito seria dizer que “o rabo abana o cachorro”.

Segundo Barbosa, o tamanho do banco voltou ao patamar de antes de 2008 na proporção de desembolsos com relação ao PIB (2,39%) e não teria nada a ver com a proporção maior verificada entre 2009 e 2014, quando chegou a superar os 4%. “Qualquer comparação do BNDES de hoje para o de 2014 não faz sentido”, afirmou.

Ao justificar o crédito maior concedido pelo BNDES à indústria na comparação ao agronegócio, algo inédito, Mercadante disse que a atividade industrial gera maior valor agregado e empregos mais qualificados.

“É por isso que a indústria lidera expansão e crédito, porque gera muito valor agregado, empregos mais qualificados. Para a própria agricultura, a indústria é decisiva, com máquinas e equipamentos, enfim, todo o impulso tecnológico”, comentou Mercadante.

As aprovações para indústria somaram R$ 52,4 bilhões em 2024, alta de 132% em um ano. Já para o agronegócio, essas aprovações totalizaram R$ 52,3 bilhões, 92% acima do registrado em 2023. No ano passado, as aprovações totais do BNDES subiram 22% ante 2023, para R$ 212,6 bilhões.



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