quarta-feira, julho 1, 2026

Agro

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À espera de dados do USDA, soja recua em Chicago



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta quarta-feira em baixa (26), com o mercado se ajustando diante da proximidade da virada de mês e da expectativa em torno do Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O dia foi marcado por realização de lucros, com investidores ajustando suas carteiras antes dos importantes dados que serão divulgados durante o evento.

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Uma das grandes preocupações do mercado gira em torno da política tarifária do governo Trump, especialmente com a aproximação da vigência da taxação sobre México e Canadá. A incerteza sobre possíveis retaliações e o impacto disso sobre os produtos agrícolas americanos gerou uma pressão adicional nos preços da soja. O mercado teme que os produtos agrícolas dos Estados Unidos, como a soja, possam ser visados nas ações retaliatórias.

Na América do Sul, o avanço da colheita de soja tem influenciado os preços. Apesar dos problemas climáticos na Argentina e no sul do Brasil, a expectativa é de uma oferta significativa de grãos entrando no mercado, o que tem ajudado a pressionar as cotações para baixo.

Fórum do USDA

No entanto, o foco principal para os próximos dias será o Fórum do USDA, que acontece amanhã (26). Durante o evento, serão divulgadas as primeiras sinalizações sobre a área que será plantada com soja nos Estados Unidos em 2025. Analistas consultados pela Reuters apontam que a área plantada poderá ocupar 84,4 milhões de acres, uma redução em relação aos 87,1 milhões de acres do ano passado.

Em relação à produção norte-americana, a média das previsões dos analistas aponta para uma safra de 4,355 bilhões de bushels em 2025/26, com rendimento médio de 52,1 bushels por acre. Os estoques de passagem devem somar 380 milhões de bushels em 2025/26, o que também será observado de perto pelos investidores.

Contratos futuros da soja

Nos contratos da soja em grão, os vencimentos de março fecharam com uma queda de 6,75 centavos de dólar, ou 0,65%, a US$ 10,24 1/2 por bushel. Já o contrato de maio teve uma cotação de US$ 10,41 1/4 por bushel, com uma perda de 7,50 centavos ou 0,71%.

Subprodutos

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em março fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,13%, a US$ 293,40 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento também em março, teve queda de 0,47 centavo, ou 1,03%, encerrando o dia a 44,97 centavos de dólar.



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Carteira agro do Banco do Brasil alcançou R$ 400 bilhões em fevereiro



A carteira de créditos de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil atingiu agora em fevereiro a marca de R$ 400 bilhões. A cifra representa um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com nota da instituição.

A atuação do banco alcança 96% dos municípios brasileiros e financia mais de 200 culturas e atividades agropecuárias em quase 700 mil operações, sendo dois terços delas para pequenos e médios produtores.

Os recursos são distribuídos em diversas modalidades de crédito, como custeio pecuário e agrícola (aquisição de sementes, adubos e outros insumos), investimentos em máquinas/equipamentos, obras, armazenagem, irrigação, energias renováveis e recuperação de solos e pastagens, biodiversidade e inovações no campo, além de linhas para comercialização, industrialização e capital de giro.

“Atingir o marco de R$ 400 bilhões na carteira agro é motivo de orgulho para o Banco do Brasil e é fruto de muito trabalho integrado das diversas áreas e equipes do time BB e da relação de confiança e parceria dos nossos clientes […]”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage.

Desembolso na safra 24/25

Na atual safra, o Banco do Brasil já desembolsou R$ 162 bilhões, número em linha com o mesmo período da temporada anterior.

A instituição destaca que apenas entre os dias 21 e 25 de fevereiro, período em que houve curta suspensão parcial de linhas com recursos de equalização do Plano Safra 2024/25, foram desembolsados R$ 2,2 bilhões nas diversas modalidades disponíveis.

“Do volume de recursos equalizáveis recebidos na safra, o BB já executou 65%, bem acima da média do mercado”, diz a nota da instituição. Para 2025, o Banco do Brasil projeta expansão da carteira de crédito agro de 5% a 9%.



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Brasil avança no reconhecimento internacional como livre sem vacinação



A Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OMS) aprovou o pedido do Brasil e da Bolívia para o reconhecimento dos dois países como livres da febre aftosa sem necessidade de vacinação. Entretanto, a decisão depende dos votos dos países-membros da organização, o que está previsto para acontecer no mês de maio, em Paris, na França.

Erradicação da febre aftosa

Em maio do ano passado, o Brasil se autodeclarou livre da doença — um marco para a pecuária nacional. Para a consultora do Departamento Internacional da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Izabelle Jardim, isso demonstra como o sistema sanitário do Brasil é sólido, mostrando que o trabalho feito por meio do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa tem dado resultados.

“O trabalho do Ministério da Agricultura, com as secretarias de Agricultura e nossos produtores rurais — esses últimos que colocaram a mão na massa — fez com que esse programa avançasse e chegasse ao status em que estamos hoje”, afirmou a consultora.

Livre da febre aftosa

Izabelle participou da edição de hoje (26) do programa Mercado & Companhia. Questionada pelo jornalista João Nogueira sobre a importância do reconhecimento do Brasil como um país livre de febre aftosa sem vacinação, Izabelle disse que o resultado é de extrema importância.

“Chegamos a um status sanitário superior ao de outros países, então conseguimos abrir novos mercados, novos caminhos. Isso demonstra como somos robustos ao ponto de fazer o Brasil ser livre de uma doença tão importante”, destacou.

A consultora acredita que, dentro do Brasil, teremos um trânsito livre de animais, pois todos os estados estarão com o mesmo status sanitário.



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Colheita de soja avança em área do Paraná



A colheita de soja na região da Coopavel, no oeste e sudoeste do Paraná, atingiu 85% de progresso, avançando 5 pontos percentuais em relação à semana anterior. As condições climáticas da região, marcadas por chuvas esparsas e intermitentes, têm impactado diretamente o ritmo da colheita.

Segundo a Safras & Mercado, essas precipitações têm sido frequentes, mas localizadas. Isso torna o processo de colheita desafiador, já que as chuvas ocorrem de forma irregular. Elas afetam tanto as áreas com maior umidade quanto aquelas em que as condições estão mais secas.

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Apesar do avanço na colheita, o rendimento da soja se manteve estável, com uma média de 3.600 quilos por hectare. Esse número, embora não tenha mostrado grandes variações em comparação com a semana anterior, segue abaixo da expectativa inicial, que previa um rendimento de 4.000 quilos por hectare.

O desempenho da soja, portanto, está aquém das estimativas, refletindo um cenário que, embora positivo em termos de colheita, não atingiu o potencial de produção inicialmente projetado.

A área cultivada na safra 2024/25 totaliza 411,6 mil hectares, um aumento em relação aos 405 mil hectares cultivados no ciclo anterior. Esse crescimento na área reflete a confiança dos produtores na capacidade de produção da soja na região, apesar dos desafios climáticos e das expectativas de rendimento abaixo do esperado.



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Setor de proteína animal projeta US$ 560 milhões após Gulfood



A participação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos do Oriente Médio, gerou US$ 47 milhões em negócios fechados nos cinco dias do evento.

Realizada entre 17 e 21 de fevereiro no World Trade Centre, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a ação consolidou a presença do setor avícola brasileiro no mercado internacional, segundo a ABPA.

Com base nos contatos estabelecidos na feira, as 23 agroindústrias participantes projetam US$ 560 milhões em negócios para os próximos 12 meses. A iniciativa deste ano foi a maior já realizada pelo projeto setorial da ABPA e ApexBrasil em todas as edições da Gulfood.

Além dos encontros de negócios, a ação contou com iniciativas estratégicas para fortalecer a imagem do setor avícola brasileiro. Foram exibidos vídeos institucionais e lançado o novo branding da marca Brazilian Chicken, utilizada para a promoção da carne de frango nacional no exterior.

Outro destaque foi a degustação de shawarma (prato típico do Oriente Médio) de carne de frango e de pato, além de omeletes, que apresentaram a qualidade e o sabor dos produtos avícolas brasileiros ao público da feira.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a participação na Gulfood reforça a crescente demanda pelos produtos brasileiros. “As boas expectativas de negócios gerados em Dubai serão primordiais para a consolidação do resultado positivo previsto para as exportações do setor em 2025”, avalia Santin.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do arroz cai com proximidade da nova safra



Fatores climáticos também podem influenciar as cotações nos próximos meses




Foto: José Luis da Silva Nunes

Os preços do arroz em casca seguem em queda no mercado brasileiro. De acordo com dados do Cepea, a proximidade da entrada mais expressiva da nova safra, a necessidade de liquidação de estoques por parte dos vendedores e a menor presença de compradores no mercado têm pressionado as cotações.

Na semana passada, as desvalorizações foram as mais intensas do ano, refletindo o cenário de maior oferta e menor demanda. O Indicador CEPEA/IRGA-RS iniciou a semana cotado a R$ 91,93 por saca de 50 kg no dia 24 de fevereiro, o menor patamar nominal desde agosto de 2023. No acumulado do mês, até o dia 24, a queda já chega a 8,6%.

Com a expectativa de aumento na disponibilidade do cereal nas próximas semanas, agentes do setor seguem monitorando o comportamento do mercado e os impactos da colheita sobre os preços. Segundo especialistas, a pressão baixista pode continuar caso a demanda interna e as exportações não consigam absorver a oferta crescente.

Além disso, fatores climáticos também podem influenciar as cotações nos próximos meses. O desenvolvimento da safra e possíveis desafios logísticos na colheita podem impactar a oferta disponível no mercado, trazendo volatilidade às negociações. 





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SC poderá contar com a primeira usina de etanol à base de cereais



O governador de Santa Catarina Jorginho Mello (PL) assinou um protocolo de intenções com a Copercampos para viabilizar a implantação da primeira usina de etanol à base de cereais no estado. O anúncio foi feito nesta terça-feira (25), durante a abertura oficial do 29º Show Tecnológico Copercampos, em Campos Novos.

O protocolo foi formalizado pelo governador e o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca. Desta forma, o estado garantirá incentivos econômicos e fiscais para viabilizar a implantação da primeira usina de etanol à base de cereais em Santa Catarina.

Benefícios da usina

Como contrapartida, a Copercampos investirá R$ 200 milhões na construção da usina, que deverá gerar 100 empregos diretos e 800 indiretos, além de uma produção estimada de 36 milhões de litros de etanol de milho no primeiro ano de operação.

Na ocasião, o governador também entregou a Licença Ambiental Prévia de Instalação, concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), ao presidente da Copercampos, garantindo mais um passo para a concretização do empreendimento.

O governador entregou ainda uma ambulância e um caminhão de combate a incêndios ao município de Campos Novos, cidade onde ocorre o Show Tecnológico Copercampos, resultado de uma parceria entre estado, município e a cooperativa. Jorginho Mello também anunciou o envio de 39 equipamentos agrícolas para 21 municípios do Meio-Oeste catarinense.

“Nosso agro é forte e precisa de todo o nosso apoio. Estamos com projeto de implementar voos regionais ligando nossas cidades e encurtando distâncias. Temos muitos programas de linhas de crédito para apoiar nossos produtores rurais”, destacou o governador.

“É um trabalho constante de pesquisa, validação de defensivos, de fertilizantes e lançamento de sementes. Realizamos esse evento para os produtores olharem o que está sendo feito, as inovações, as tecnologias novas, lançamento de variedade. Tudo isso é muito importante para o Copercampos e mais ainda para o produtor rural”, disse o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca.

O Show Tecnológico Copercampos reúne produtores, pesquisadores e empresas para apresentar novas tecnologias e soluções até o dia 27 de fevereiro, com palestras, demonstrações e oportunidades de negócios para os participantes.



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Associação divulga tema da Bahia Farm Show 2025


Foi divulgado nesta quarta-feira (26), pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o tema da Bahia Farm Show 2025. O “Agro Inteligente, Futuro Sustentável”, norteará os debates e negócios no Matopiba, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.

O evento que chega a 19ª edição, reunirá empresas expositoras, produtores rurais e instituições financeiras para apresentar o que há de mais novo em tecnologias agrícolas já adotadas no mundo.

Em 2024, a feira alcançou R$ 10,9 bilhões em negócios e comercialização. Em 2025 será realizada entre os dias 9 e 14 de junho e deverá proporcionar um ambiente propício à difusão de conhecimento, boas práticas e troca de experiências e parcerias, consolidando-se como uma vitrine de inovação do setor agrícola, com foco no que há de mais moderno e sustentável.

O presidente da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, acredita que o produtor rural já percebeu que o futuro chegou e que é preciso continuar aberto à tecnologia para se manter forte e competitivo.

“Estamos cercados pela inteligência artificial, e a gestão eficiente de dados já é uma realidade em nossos negócios. A feira é a melhor oportunidade para as empresas apresentarem inovações e para os agricultores incorporarem modernas tecnologias, muitas delas já embarcadas em máquinas e equipamentos utilizados no campo. A Bahia Farm Show é a chance de agir hoje, pensando em um futuro cada vez mais produtivo e sustentável”, afirma.

Espaços comercializados

De acordo com a Aiba, a 3 meses do início da feira, 90% da área do complexo já está comercializada para empresas que apresentarão grandes máquinas para todas as etapas do campo, do plantio à colheita, além de plataformas remotas de comunicação e sistemas sustentáveis de pulverização e irrigação, entre outros.

Em 2024, o evento ocupou 246 mil metros quadrados, reunindo 434 empresas expositoras e representando mais de mil marcas de produtos e serviços voltados ao agronegócio.

Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da BahiaBahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia
Bahia Farm Show, maior feira do Norte e Nordeste do Brasil, é realizada pela Aiba | Imagem: Marca Comunicação

Com a tradicional exposição de produtos e serviços, que encerra o calendário das grandes feiras agrícolas do Brasil, a Bahia Farm Show também promoverá palestras, workshops e fóruns técnicos, onde especialistas discutirão os desafios e oportunidades do setor, desde a produção até a comercialização.

A presença de instituições financeiras, que oferecem condições especiais de financiamento e crédito, eleva a feira ao status de uma das maiores do Brasil, reforçada pela participação de empresas que acreditam no agronegócio como propulsor da economia nacional.

“É indiscutível que a Bahia Farm Show é uma referência na área agrícola do Matopiba, que compreende também os estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. Os produtores da região aguardam ansiosos pelo evento, que é um momento de reencontro e de comemoração dos resultados da safra, já pensando nos investimentos para o próximo ciclo produtivo”, reforça Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), entidade realizadora da feira.

O evento é realizado todos os anos no Complexo Bahia Farm Show – BR 020/242, km 535, Luís Eduardo Magalhães.


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Programa Nacional de Estradas Rurais pode acelerar o escoamento da produção



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou o lançamento do Programa Nacional de Estradas Rurais (Proner). A iniciativa, oficializada pela Portaria nº 777/25, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (26), visa modernizar e expandir a infraestrutura das estradas vicinais, artérias cruciais para o escoamento eficiente da produção agropecuária brasileira.

Conectando o campo

O Proner surge como uma resposta estratégica para conectar as regiões produtoras aos grandes centros consumidores e aos polos de exportação, integrando as estradas vicinais ao Sistema Nacional de Viação, conforme previsto na Lei nº 12.379/2011. Além de impulsionar a economia, o programa busca melhorar a qualidade de vida das comunidades rurais, facilitando o acesso a serviços essenciais como escolas, unidades de saúde e comércio.

““Uma boa logística é fundamental no processo de produção e fornecimento de alimentos para a população, por isso, o Mapa investe na recuperação de estradas que permitem, não apenas que os alimentos cheguem com qualidade e com melhor preço à mesa das pessoas, mas contribuem substancialmente para a melhoria da qualidade de vida da população rural, melhorando acesso às escolas, unidades de saúde e ao comércio”, destacou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Implementação estratégica

A Subsecretaria de Orçamento, Planejamento e Administração, ligada à Secretaria-Executiva do Mapa, será a responsável pela coordenação do Proner. A implementação se dará por meio de parcerias com organizações públicas, privadas e internacionais, com o uso estratégico de recursos públicos e avaliações contínuas de resultados e impactos.

Eficiência para o escoamento pelas estradas

O Proner foi concebido com base no Modelo Lógico de Políticas Públicas e Programas, assegurando a eficiência na aplicação de recursos e a efetividade dos resultados. A Subsecretaria editará instruções normativas para priorizar o uso de créditos orçamentários e solucionar desafios técnicos.



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Liminar da Abiove é indeferida e Aprosoja entra com nova ação contra taxa de exportação



A justiça do Maranhão indeferiu um pedido de liminar da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) contra a Contribuição Especial de Grãos (CEG) de 1,8% que entrou em vigor no estado do Maranhão no último domingo (23). Outra entidade do setor, a Aprosoja Maranhão, entrou com nova ação, que já estava prevista.

A ação civil coletiva foi protocolada pela Aprosoja do estado nesta terça-feira (25), no Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão.

Conforme nota divulgada nesta semana, a Aprosoja Brasil ressalta, “o que salta aos olhos é que o impacto não se restringirá ao estado do Maranhão, mas se espalhará por toda a região do Matopiba, parte de Mato Grosso e de Goiás”.

O presidente da Aprosoja no estado, José Carlos Oliveira de Paula, disse que postos de empregos serão fechados, refletindo também na qualidade de vida da população maranhense, que piorará.

A CEG (Lei Estadual nº 12.428/2024) com alíquota de 1,8% sobre a tonelada de soja, milho, milheto e sorgo, se aplica sobre a produção, armazenamento e transporte desses produtos no Maranhão, especialmente nas operações destinadas à exportação.

Liminar indeferida

O pedido de liminar contra a (CEG), foi indeferido pelo juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Osmar Gomes dos Santos.

De acordo com a decisão, entre as justificativas, o magistrado relata que a “concessão de liminar exige a comprovação de risco iminente de dano irreparável ou de difícil reparação, capaz de justificar uma medida de urgência antes do julgamento do mérito”.

A Abiove considerou que a contribuição possui diversos vícios de inconstitucionalidade, uma vez que fere os princípios da imunidade tributária das exportações (art. 155, §2º, X, “a”, da Constituição Federal), da legalidade tributária e da não vinculação de tributo a receita específica.

No entanto, na decisão, Santos entendeu que “em análise preliminar, não se verifica, de plano, a inconstitucionalidade manifesta da contribuição, sendo necessária uma avaliação aprofundada”.

O segundo pedido, encabeçado pela Aprosoja do Maranhão, segue em análise pela justiça.


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