quarta-feira, julho 1, 2026

Agro

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Brasil precisará importar 3 milhões de toneladas de trigo nos próximos 5 meses, diz analista



O ritmo de negócios segue lento no mercado brasileiro de trigo. A base de compra no Paraná está em torno de R$ 1,500 a tonelada, enquanto no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 1,350.

O analista de Safras & Mercado Elcio Bento destaca um reporte de negócio de pequeno volume, com saída do mercado gaúcho para outro estado a R$ 1,320 a tonelada no FOB interior.

“Os produtores, cientes da expressiva necessidade de importação do país, buscam preços que se equiparem ao custo das aquisições internacionais”, disse.

Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o Brasil deve embarcar 553,709 mil toneladas de trigo em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, as exportações somaram 538,406 mil toneladas. Já em janeiro, totalizaram 657,691 mil toneladas.

De acordo com a entidade, no acumulado da temporada (agosto de 2024 a fevereiro de 2025), as compras no exterior devem atingir 3,909 milhões de toneladas.

“Para alcançar os 6,85 milhões de toneladas necessários ao abastecimento, o país precisará importar mais 2,94 milhões de toneladas nos próximos cinco meses. No mesmo período da temporada anterior, foram adquiridas 2,87 milhões de toneladas”, salientou o analista.

Trigo em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos.

O mercado realizou lucros diante do fim do mês, com os investidores se posicionando diante da proximidade da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos contra México e Canadá. Eventuais retaliações podem afetar a demanda pelas commodities agrícolas estadunidenses.

A melhora climática no Hemisfério Norte contribui com a desvalorização. A força do dólar completou o quadro baixista. Os investidores operam em compasso de espera pelo Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará as primeiras projeções de oferta e demanda para a próxima safra.

Os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam cotados a US$ 5,79 3/4 por bushel, baixa de 8,00 centavos de dólar, ou 1,36%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2025 encerraram a US$ 5,93 3/4 por bushel, recuo de 8,50 centavos de dólar, ou 1,41% em relação ao fechamento anterior.



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Saiba se o mercado da soja apresentou novidades; confira os preços por região



Sem grandes novidades, o mercado brasileiro de soja negociou apenas lotes pontuais nesta quarta-feira (26). Os preços ficaram mistos, perto da estabilidade na maioria das praças de comercialização. Isso leva em conta a alta do dólar e a queda na Bolsa de Chicago. Os prêmios seguem fortalecidos e as indicações da indústria são firmes no curto prazo.

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Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 131,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 119,00 para R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 112,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa. Com a proximidade da virada de mês e diante do Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o dia foi de ajuste nas carteiras e realização de lucros.

As preocupações com a política tarifária do governo Trump crescem na medida que se aproxima a vigência da taxação sobre México e Canadá. O mercado aposta em retaliações e os produtos agrícolas americanos poderiam ser visados.

Na América do Sul, a colheita avança. Apesar de problemas climáticos na Argentina e no sul do Brasil, a perspectiva é de uma ampla oferta entrando no mercado, ajudando a pressionar as cotações.

Amanhã (27), durante o Fórum, serão divulgados a primeira sinalização sobre a área a ser plantada pelos Estados Unidos em 2025. A área a ser plantada com soja no país em 2025 poderá ocupar 84,4 milhões de acres, segundo a média de previsões de analistas consultados pela Reuters. No ano passado, o plantio ocupou 87,1 milhões de acres.

Para a produção norte-americana, a média dos analistas aponta para uma safra de 4,355 bilhões de bushels em 2025/26, com rendimento de 52,1 bushels por acre. Os estoques de passagem devem somar 380 milhões de bushels em 2025/26, segundo a média dos analistas consultados.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 6,75 centavos de dólar ou 0,65% a US$ 10,24 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,41 1/4 por bushel, perda de 7,50 centavos ou 0,71%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 0,40 ou 0,13% a US$ 293,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,97 centavos de dólar, com baixa de 0,47 centavo ou 1,03%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,76%, negociado a R$ 5,7965 para venda e a R$ 5,7945 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7342 e a máxima de R$ 5,8057.



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AgroNewsPolítica & Agro

FPA articulará Plano Safra junto à Fazenda



O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra



O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra
O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra – Foto: Pixabay

O setor agropecuário conseguiu reverter a suspensão das contratações de crédito do Plano Safra 2024/25 após forte pressão de entidades do agronegócio e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A decisão inicial do Tesouro Nacional de interromper os financiamentos gerou preocupação entre produtores e parlamentares, levando o governo a editar uma Medida Provisória para recompor R$ 4,178 bilhões ao programa. O anúncio ocorreu menos de 24 horas após a mobilização do setor, garantindo a continuidade do crédito rural.  

“A organização e mobilização do setor agropecuário mostraram que não é necessário um comando central para reagir a decisões equivocadas. A resposta foi imediata, e o próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu o erro e anunciou uma nova MP para resolver a questão”, disse o presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), em coletiva de imprensa.

O impasse ocorreu em meio ao aumento da taxa Selic, que elevou os custos financeiros do programa e contribuiu para o esgotamento dos recursos disponíveis. A falta de comunicação prévia sobre a suspensão gerou críticas à articulação política do governo, ampliando a pressão para uma resposta imediata. Diante do impacto da medida, a interlocução entre o setor agropecuário e o Ministério da Fazenda se intensificou, resultando na edição da nova Medida Provisória.  

O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra, que atualmente é planejado no meio do ano, gerando incertezas para os produtores. A proposta defendida pelo setor produtivo busca a inclusão do programa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), permitindo maior previsibilidade e estabilidade no acesso ao crédito rural.

“Na carta, destacamos não apenas a relevância do Plano Safra, mas também a atuação firme da FPA, cuja reação imediata pressionou o governo a reverter o corte e garantir a continuidade dos recursos, indispensáveis para o setor agropecuário”, disse a presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella.

 





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À espera de dados do USDA, soja recua em Chicago



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta quarta-feira em baixa (26), com o mercado se ajustando diante da proximidade da virada de mês e da expectativa em torno do Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O dia foi marcado por realização de lucros, com investidores ajustando suas carteiras antes dos importantes dados que serão divulgados durante o evento.

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Uma das grandes preocupações do mercado gira em torno da política tarifária do governo Trump, especialmente com a aproximação da vigência da taxação sobre México e Canadá. A incerteza sobre possíveis retaliações e o impacto disso sobre os produtos agrícolas americanos gerou uma pressão adicional nos preços da soja. O mercado teme que os produtos agrícolas dos Estados Unidos, como a soja, possam ser visados nas ações retaliatórias.

Na América do Sul, o avanço da colheita de soja tem influenciado os preços. Apesar dos problemas climáticos na Argentina e no sul do Brasil, a expectativa é de uma oferta significativa de grãos entrando no mercado, o que tem ajudado a pressionar as cotações para baixo.

Fórum do USDA

No entanto, o foco principal para os próximos dias será o Fórum do USDA, que acontece amanhã (26). Durante o evento, serão divulgadas as primeiras sinalizações sobre a área que será plantada com soja nos Estados Unidos em 2025. Analistas consultados pela Reuters apontam que a área plantada poderá ocupar 84,4 milhões de acres, uma redução em relação aos 87,1 milhões de acres do ano passado.

Em relação à produção norte-americana, a média das previsões dos analistas aponta para uma safra de 4,355 bilhões de bushels em 2025/26, com rendimento médio de 52,1 bushels por acre. Os estoques de passagem devem somar 380 milhões de bushels em 2025/26, o que também será observado de perto pelos investidores.

Contratos futuros da soja

Nos contratos da soja em grão, os vencimentos de março fecharam com uma queda de 6,75 centavos de dólar, ou 0,65%, a US$ 10,24 1/2 por bushel. Já o contrato de maio teve uma cotação de US$ 10,41 1/4 por bushel, com uma perda de 7,50 centavos ou 0,71%.

Subprodutos

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em março fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,13%, a US$ 293,40 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento também em março, teve queda de 0,47 centavo, ou 1,03%, encerrando o dia a 44,97 centavos de dólar.



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Carteira agro do Banco do Brasil alcançou R$ 400 bilhões em fevereiro



A carteira de créditos de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil atingiu agora em fevereiro a marca de R$ 400 bilhões. A cifra representa um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com nota da instituição.

A atuação do banco alcança 96% dos municípios brasileiros e financia mais de 200 culturas e atividades agropecuárias em quase 700 mil operações, sendo dois terços delas para pequenos e médios produtores.

Os recursos são distribuídos em diversas modalidades de crédito, como custeio pecuário e agrícola (aquisição de sementes, adubos e outros insumos), investimentos em máquinas/equipamentos, obras, armazenagem, irrigação, energias renováveis e recuperação de solos e pastagens, biodiversidade e inovações no campo, além de linhas para comercialização, industrialização e capital de giro.

“Atingir o marco de R$ 400 bilhões na carteira agro é motivo de orgulho para o Banco do Brasil e é fruto de muito trabalho integrado das diversas áreas e equipes do time BB e da relação de confiança e parceria dos nossos clientes […]”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage.

Desembolso na safra 24/25

Na atual safra, o Banco do Brasil já desembolsou R$ 162 bilhões, número em linha com o mesmo período da temporada anterior.

A instituição destaca que apenas entre os dias 21 e 25 de fevereiro, período em que houve curta suspensão parcial de linhas com recursos de equalização do Plano Safra 2024/25, foram desembolsados R$ 2,2 bilhões nas diversas modalidades disponíveis.

“Do volume de recursos equalizáveis recebidos na safra, o BB já executou 65%, bem acima da média do mercado”, diz a nota da instituição. Para 2025, o Banco do Brasil projeta expansão da carteira de crédito agro de 5% a 9%.



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Brasil avança no reconhecimento internacional como livre sem vacinação



A Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OMS) aprovou o pedido do Brasil e da Bolívia para o reconhecimento dos dois países como livres da febre aftosa sem necessidade de vacinação. Entretanto, a decisão depende dos votos dos países-membros da organização, o que está previsto para acontecer no mês de maio, em Paris, na França.

Erradicação da febre aftosa

Em maio do ano passado, o Brasil se autodeclarou livre da doença — um marco para a pecuária nacional. Para a consultora do Departamento Internacional da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Izabelle Jardim, isso demonstra como o sistema sanitário do Brasil é sólido, mostrando que o trabalho feito por meio do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa tem dado resultados.

“O trabalho do Ministério da Agricultura, com as secretarias de Agricultura e nossos produtores rurais — esses últimos que colocaram a mão na massa — fez com que esse programa avançasse e chegasse ao status em que estamos hoje”, afirmou a consultora.

Livre da febre aftosa

Izabelle participou da edição de hoje (26) do programa Mercado & Companhia. Questionada pelo jornalista João Nogueira sobre a importância do reconhecimento do Brasil como um país livre de febre aftosa sem vacinação, Izabelle disse que o resultado é de extrema importância.

“Chegamos a um status sanitário superior ao de outros países, então conseguimos abrir novos mercados, novos caminhos. Isso demonstra como somos robustos ao ponto de fazer o Brasil ser livre de uma doença tão importante”, destacou.

A consultora acredita que, dentro do Brasil, teremos um trânsito livre de animais, pois todos os estados estarão com o mesmo status sanitário.



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Colheita de soja avança em área do Paraná



A colheita de soja na região da Coopavel, no oeste e sudoeste do Paraná, atingiu 85% de progresso, avançando 5 pontos percentuais em relação à semana anterior. As condições climáticas da região, marcadas por chuvas esparsas e intermitentes, têm impactado diretamente o ritmo da colheita.

Segundo a Safras & Mercado, essas precipitações têm sido frequentes, mas localizadas. Isso torna o processo de colheita desafiador, já que as chuvas ocorrem de forma irregular. Elas afetam tanto as áreas com maior umidade quanto aquelas em que as condições estão mais secas.

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Apesar do avanço na colheita, o rendimento da soja se manteve estável, com uma média de 3.600 quilos por hectare. Esse número, embora não tenha mostrado grandes variações em comparação com a semana anterior, segue abaixo da expectativa inicial, que previa um rendimento de 4.000 quilos por hectare.

O desempenho da soja, portanto, está aquém das estimativas, refletindo um cenário que, embora positivo em termos de colheita, não atingiu o potencial de produção inicialmente projetado.

A área cultivada na safra 2024/25 totaliza 411,6 mil hectares, um aumento em relação aos 405 mil hectares cultivados no ciclo anterior. Esse crescimento na área reflete a confiança dos produtores na capacidade de produção da soja na região, apesar dos desafios climáticos e das expectativas de rendimento abaixo do esperado.



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Setor de proteína animal projeta US$ 560 milhões após Gulfood



A participação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos do Oriente Médio, gerou US$ 47 milhões em negócios fechados nos cinco dias do evento.

Realizada entre 17 e 21 de fevereiro no World Trade Centre, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a ação consolidou a presença do setor avícola brasileiro no mercado internacional, segundo a ABPA.

Com base nos contatos estabelecidos na feira, as 23 agroindústrias participantes projetam US$ 560 milhões em negócios para os próximos 12 meses. A iniciativa deste ano foi a maior já realizada pelo projeto setorial da ABPA e ApexBrasil em todas as edições da Gulfood.

Além dos encontros de negócios, a ação contou com iniciativas estratégicas para fortalecer a imagem do setor avícola brasileiro. Foram exibidos vídeos institucionais e lançado o novo branding da marca Brazilian Chicken, utilizada para a promoção da carne de frango nacional no exterior.

Outro destaque foi a degustação de shawarma (prato típico do Oriente Médio) de carne de frango e de pato, além de omeletes, que apresentaram a qualidade e o sabor dos produtos avícolas brasileiros ao público da feira.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a participação na Gulfood reforça a crescente demanda pelos produtos brasileiros. “As boas expectativas de negócios gerados em Dubai serão primordiais para a consolidação do resultado positivo previsto para as exportações do setor em 2025”, avalia Santin.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do arroz cai com proximidade da nova safra



Fatores climáticos também podem influenciar as cotações nos próximos meses




Foto: José Luis da Silva Nunes

Os preços do arroz em casca seguem em queda no mercado brasileiro. De acordo com dados do Cepea, a proximidade da entrada mais expressiva da nova safra, a necessidade de liquidação de estoques por parte dos vendedores e a menor presença de compradores no mercado têm pressionado as cotações.

Na semana passada, as desvalorizações foram as mais intensas do ano, refletindo o cenário de maior oferta e menor demanda. O Indicador CEPEA/IRGA-RS iniciou a semana cotado a R$ 91,93 por saca de 50 kg no dia 24 de fevereiro, o menor patamar nominal desde agosto de 2023. No acumulado do mês, até o dia 24, a queda já chega a 8,6%.

Com a expectativa de aumento na disponibilidade do cereal nas próximas semanas, agentes do setor seguem monitorando o comportamento do mercado e os impactos da colheita sobre os preços. Segundo especialistas, a pressão baixista pode continuar caso a demanda interna e as exportações não consigam absorver a oferta crescente.

Além disso, fatores climáticos também podem influenciar as cotações nos próximos meses. O desenvolvimento da safra e possíveis desafios logísticos na colheita podem impactar a oferta disponível no mercado, trazendo volatilidade às negociações. 





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SC poderá contar com a primeira usina de etanol à base de cereais



O governador de Santa Catarina Jorginho Mello (PL) assinou um protocolo de intenções com a Copercampos para viabilizar a implantação da primeira usina de etanol à base de cereais no estado. O anúncio foi feito nesta terça-feira (25), durante a abertura oficial do 29º Show Tecnológico Copercampos, em Campos Novos.

O protocolo foi formalizado pelo governador e o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca. Desta forma, o estado garantirá incentivos econômicos e fiscais para viabilizar a implantação da primeira usina de etanol à base de cereais em Santa Catarina.

Benefícios da usina

Como contrapartida, a Copercampos investirá R$ 200 milhões na construção da usina, que deverá gerar 100 empregos diretos e 800 indiretos, além de uma produção estimada de 36 milhões de litros de etanol de milho no primeiro ano de operação.

Na ocasião, o governador também entregou a Licença Ambiental Prévia de Instalação, concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), ao presidente da Copercampos, garantindo mais um passo para a concretização do empreendimento.

O governador entregou ainda uma ambulância e um caminhão de combate a incêndios ao município de Campos Novos, cidade onde ocorre o Show Tecnológico Copercampos, resultado de uma parceria entre estado, município e a cooperativa. Jorginho Mello também anunciou o envio de 39 equipamentos agrícolas para 21 municípios do Meio-Oeste catarinense.

“Nosso agro é forte e precisa de todo o nosso apoio. Estamos com projeto de implementar voos regionais ligando nossas cidades e encurtando distâncias. Temos muitos programas de linhas de crédito para apoiar nossos produtores rurais”, destacou o governador.

“É um trabalho constante de pesquisa, validação de defensivos, de fertilizantes e lançamento de sementes. Realizamos esse evento para os produtores olharem o que está sendo feito, as inovações, as tecnologias novas, lançamento de variedade. Tudo isso é muito importante para o Copercampos e mais ainda para o produtor rural”, disse o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca.

O Show Tecnológico Copercampos reúne produtores, pesquisadores e empresas para apresentar novas tecnologias e soluções até o dia 27 de fevereiro, com palestras, demonstrações e oportunidades de negócios para os participantes.



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