quarta-feira, julho 1, 2026

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Calor extremo impacta produção de ovos e eleva preços


Os ovos são uma das fontes de proteína mais acessíveis e completas, mas o calor intenso dos últimos meses tem causado impacto na produção, reduzindo a oferta e impulsionando os preços. As altas temperaturas comprometem a produtividade das aves, tornando essencial o uso de estratégias nutricionais para minimizar os efeitos do estresse térmico.

Produção em alta, mas oferta pressionada pelo calor

A avicultura de postura tem apresentado crescimento expressivo no Brasil. Dados do IBGE mostram que, entre janeiro e setembro de 2024, a produção chegou a 2,8 bilhões de dúzias de ovos, um aumento de 10,5% em comparação ao mesmo período de 2023. No entanto, o calor excessivo tem reduzido o rendimento das poedeiras, afetando a disponibilidade do produto no mercado.

Janeiro de 2025 registrou temperaturas recordes, frequentemente acima dos 30°C nas principais regiões produtoras. Quando a temperatura supera os 28°C, as aves sofrem estresse térmico, o que compromete a postura e impacta a oferta de ovos.

Preço dos ovos dispara no atacado

Segundo levantamento do Cepea/USP, até 14 de fevereiro, a caixa com 30 dúzias de ovos extra branco em Bastos (SP), um dos principais polos produtores do país, foi comercializada a R$ 194,16 no atacado. Esse valor representa um aumento de 36,5% em relação a janeiro e 17,4% a mais do que no mesmo período de 2024.

Nutrição como ferramenta para minimizar impactos do calor

Para reduzir os danos causados pelo calor extremo, especialistas recomendam ajustes na nutrição das aves, garantindo maior bem-estar e manutenção da produtividade. A inclusão de aditivos nutricionais pode fortalecer o metabolismo das poedeiras, auxiliando na resistência térmica.

Um estudo publicado em 2021 avaliou o efeito da combinação de dois aditivos da empresa Kemin – CLOSTAT®, um probiótico, e KemTRACE™ Cromo, um micro mineral orgânico – na produtividade das aves sob temperaturas elevadas. Os resultados indicaram que essas soluções ajudaram a preservar o bem-estar animal e a manter o desempenho produtivo.

“A mudança nos sistemas produtivos, impulsionada pela demanda do consumidor, levou à redução no uso de antibióticos. O CLOSTAT®, por exemplo, contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal, favorecendo a saúde das aves e permitindo que expressem todo seu potencial produtivo”, afirma Gisele Neri, zootecnista e gerente de produtos da Kemin.

Além disso, o KemTRACE™ Cromo atua na conversão de energia e na redução dos hormônios do estresse, melhorando a eficiência alimentar e a produtividade das aves.

Dicas para escolher ovos de qualidade no supermercado

Embora não seja possível identificar visualmente se os ovos vieram de um sistema produtivo adequado, algumas características podem indicar um produto de qualidade:

Casca firme: ovos de aves bem nutridas tendem a ter cascas mais resistentes, evidenciando um bom aporte mineral.

Odor neutro: ovos frescos e de boa qualidade não devem apresentar cheiro forte ao serem quebrados.

Selo de certificação: produtos certificados passam por rigorosos controles de qualidade e sanidade.

Armazenamento adequado: ovos devem estar bem acondicionados, sem rachaduras ou sujeira na embalagem.

Verifique a validade: ovos mais frescos oferecem melhor qualidade nutricional e menor risco de contaminação.





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Vendas da indústria de máquinas e equipamentos sobem 19,5% em janeiro



A indústria de máquinas e equipamentos começou 2025 mantendo a trajetória de recuperação iniciada no segundo semestre do ano passado, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (26) pela Abimaq.

As vendas do setor, na soma de mercado interno e exportações, subiram 19,5% no comparativo com o mês passado com janeiro de 2024, chegando a R$ 20,5 bilhões em receita líquida.

Frente a dezembro, houve queda de 4,6% em janeiro, mas a variação negativa é explicada pela sazonalidade. Descontando os efeitos sazonais, o setor mostrou crescimento de 7,5% na margem – ou seja, de um mês para o outro.

Base de comparação fraca

A entidade pondera que o crescimento ante o mesmo mês do ano passado se deu sobre uma base de comparação fraca, uma vez que em janeiro de 2024 o setor registrou queda expressiva, de 21,3%, na comparação interanual.

Frente a janeiro de 2024, os investimentos em máquinas no Brasil, tanto nacionais quanto importadas, tiveram crescimento de 37,6% no mês passado, para R$ 33 bilhões. As compras de máquinas produzidas no Brasil, de R$ 15,6 bilhões, tiveram aumento de 32,3% em um ano, mas, ainda assim, os produtos nacionais representaram menos da metade do consumo total.

As importações, registradas em dólares, tiveram crescimento de 19,3%, para US$ 2,7 bilhões, o maior valor para o mês da série estatística histórica. Praticamente um terço das máquinas importadas no Brasil (36%) vem da China.

O balanço da Abimaq mostra que o maior volume de importação foi realizado pelo setor de infraestrutura e exploração de óleo e gás. Houve também aumento na aquisição de máquinas importadas pelas indústrias de bens de consumo.

Exportações de máquinas

As exportações de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil, por sua vez, caíram 22,3% em janeiro, em relação ao primeiro mês do ano passado, somando US$ 818,32 milhões.

Conforme a Abimaq, o desempenho dos embarques preocupa por aprofundar a queda das vendas ao exterior iniciada em 2024. A baixa na quantidade exportada, de 23%, foi intensa, e é em parte explicada pelo encolhimento das vendas para Estados Unidos e México.

O balanço mostra ainda um aumento de 0,4%, na passagem de dezembro para janeiro, do número de pessoas empregadas pela indústria de máquinas e equipamentos. O setor encerrou o mês passado com 400,2 mil trabalhadores.



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ambiente de negócios sugere por retomada de altas, diz analista



O mercado físico do boi gordo apresenta predominante acomodação nos preços da arroba. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de fêmeas segue presente na Região Norte do país, com preços bastante atrativos se comparados ao do boi.

Segundo ele, os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico têm priorizado a compra de fêmeas e o mercado pode apresentar uma mudança de contexto na próxima semana.

“Isso porque além da entrada dos salários na economia, que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva, temos a incidência de um feriado prolongado que vai quebrar o ritmo das negociações e pode resultar no encurtamento das escalas de abate, aumentando a necessidade de aquisição de boiadas na retomada dos negócios”, considera.

  • São Paulo: R$ 313,17
  • Goiás: R$ 295,18
  • Minas Gerais: R$ 304,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 302,39
  • Mato Grosso: R$ 300,88

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados no decorrer da quarta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por algum otimismo durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Importante mencionar que mesmo em um ambiente um pouco mais promissor, não há espaço para altas contundentes, em um momento em que a população está descapitalizada, priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos embutidos e de ovos”, frisou o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,80 por quilo. A ponta de agulha segue cotada a R$ 17,00 por quilo e o quarto dianteiro se mantém no patamar de R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,76%, sendo negociado a R$ 5,7965 para venda e a R$ 5,7945 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7342 e a máxima de R$ 5,8057.



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Brasil precisará importar 3 milhões de toneladas de trigo nos próximos 5 meses, diz analista



O ritmo de negócios segue lento no mercado brasileiro de trigo. A base de compra no Paraná está em torno de R$ 1,500 a tonelada, enquanto no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 1,350.

O analista de Safras & Mercado Elcio Bento destaca um reporte de negócio de pequeno volume, com saída do mercado gaúcho para outro estado a R$ 1,320 a tonelada no FOB interior.

“Os produtores, cientes da expressiva necessidade de importação do país, buscam preços que se equiparem ao custo das aquisições internacionais”, disse.

Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o Brasil deve embarcar 553,709 mil toneladas de trigo em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, as exportações somaram 538,406 mil toneladas. Já em janeiro, totalizaram 657,691 mil toneladas.

De acordo com a entidade, no acumulado da temporada (agosto de 2024 a fevereiro de 2025), as compras no exterior devem atingir 3,909 milhões de toneladas.

“Para alcançar os 6,85 milhões de toneladas necessários ao abastecimento, o país precisará importar mais 2,94 milhões de toneladas nos próximos cinco meses. No mesmo período da temporada anterior, foram adquiridas 2,87 milhões de toneladas”, salientou o analista.

Trigo em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos.

O mercado realizou lucros diante do fim do mês, com os investidores se posicionando diante da proximidade da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos contra México e Canadá. Eventuais retaliações podem afetar a demanda pelas commodities agrícolas estadunidenses.

A melhora climática no Hemisfério Norte contribui com a desvalorização. A força do dólar completou o quadro baixista. Os investidores operam em compasso de espera pelo Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará as primeiras projeções de oferta e demanda para a próxima safra.

Os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam cotados a US$ 5,79 3/4 por bushel, baixa de 8,00 centavos de dólar, ou 1,36%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2025 encerraram a US$ 5,93 3/4 por bushel, recuo de 8,50 centavos de dólar, ou 1,41% em relação ao fechamento anterior.



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Saiba se o mercado da soja apresentou novidades; confira os preços por região



Sem grandes novidades, o mercado brasileiro de soja negociou apenas lotes pontuais nesta quarta-feira (26). Os preços ficaram mistos, perto da estabilidade na maioria das praças de comercialização. Isso leva em conta a alta do dólar e a queda na Bolsa de Chicago. Os prêmios seguem fortalecidos e as indicações da indústria são firmes no curto prazo.

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Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 131,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 119,00 para R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 112,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa. Com a proximidade da virada de mês e diante do Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o dia foi de ajuste nas carteiras e realização de lucros.

As preocupações com a política tarifária do governo Trump crescem na medida que se aproxima a vigência da taxação sobre México e Canadá. O mercado aposta em retaliações e os produtos agrícolas americanos poderiam ser visados.

Na América do Sul, a colheita avança. Apesar de problemas climáticos na Argentina e no sul do Brasil, a perspectiva é de uma ampla oferta entrando no mercado, ajudando a pressionar as cotações.

Amanhã (27), durante o Fórum, serão divulgados a primeira sinalização sobre a área a ser plantada pelos Estados Unidos em 2025. A área a ser plantada com soja no país em 2025 poderá ocupar 84,4 milhões de acres, segundo a média de previsões de analistas consultados pela Reuters. No ano passado, o plantio ocupou 87,1 milhões de acres.

Para a produção norte-americana, a média dos analistas aponta para uma safra de 4,355 bilhões de bushels em 2025/26, com rendimento de 52,1 bushels por acre. Os estoques de passagem devem somar 380 milhões de bushels em 2025/26, segundo a média dos analistas consultados.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 6,75 centavos de dólar ou 0,65% a US$ 10,24 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,41 1/4 por bushel, perda de 7,50 centavos ou 0,71%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 0,40 ou 0,13% a US$ 293,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,97 centavos de dólar, com baixa de 0,47 centavo ou 1,03%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,76%, negociado a R$ 5,7965 para venda e a R$ 5,7945 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7342 e a máxima de R$ 5,8057.



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FPA articulará Plano Safra junto à Fazenda



O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra



O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra
O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra – Foto: Pixabay

O setor agropecuário conseguiu reverter a suspensão das contratações de crédito do Plano Safra 2024/25 após forte pressão de entidades do agronegócio e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A decisão inicial do Tesouro Nacional de interromper os financiamentos gerou preocupação entre produtores e parlamentares, levando o governo a editar uma Medida Provisória para recompor R$ 4,178 bilhões ao programa. O anúncio ocorreu menos de 24 horas após a mobilização do setor, garantindo a continuidade do crédito rural.  

“A organização e mobilização do setor agropecuário mostraram que não é necessário um comando central para reagir a decisões equivocadas. A resposta foi imediata, e o próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu o erro e anunciou uma nova MP para resolver a questão”, disse o presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), em coletiva de imprensa.

O impasse ocorreu em meio ao aumento da taxa Selic, que elevou os custos financeiros do programa e contribuiu para o esgotamento dos recursos disponíveis. A falta de comunicação prévia sobre a suspensão gerou críticas à articulação política do governo, ampliando a pressão para uma resposta imediata. Diante do impacto da medida, a interlocução entre o setor agropecuário e o Ministério da Fazenda se intensificou, resultando na edição da nova Medida Provisória.  

O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra, que atualmente é planejado no meio do ano, gerando incertezas para os produtores. A proposta defendida pelo setor produtivo busca a inclusão do programa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), permitindo maior previsibilidade e estabilidade no acesso ao crédito rural.

“Na carta, destacamos não apenas a relevância do Plano Safra, mas também a atuação firme da FPA, cuja reação imediata pressionou o governo a reverter o corte e garantir a continuidade dos recursos, indispensáveis para o setor agropecuário”, disse a presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella.

 





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À espera de dados do USDA, soja recua em Chicago



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam esta quarta-feira em baixa (26), com o mercado se ajustando diante da proximidade da virada de mês e da expectativa em torno do Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O dia foi marcado por realização de lucros, com investidores ajustando suas carteiras antes dos importantes dados que serão divulgados durante o evento.

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Uma das grandes preocupações do mercado gira em torno da política tarifária do governo Trump, especialmente com a aproximação da vigência da taxação sobre México e Canadá. A incerteza sobre possíveis retaliações e o impacto disso sobre os produtos agrícolas americanos gerou uma pressão adicional nos preços da soja. O mercado teme que os produtos agrícolas dos Estados Unidos, como a soja, possam ser visados nas ações retaliatórias.

Na América do Sul, o avanço da colheita de soja tem influenciado os preços. Apesar dos problemas climáticos na Argentina e no sul do Brasil, a expectativa é de uma oferta significativa de grãos entrando no mercado, o que tem ajudado a pressionar as cotações para baixo.

Fórum do USDA

No entanto, o foco principal para os próximos dias será o Fórum do USDA, que acontece amanhã (26). Durante o evento, serão divulgadas as primeiras sinalizações sobre a área que será plantada com soja nos Estados Unidos em 2025. Analistas consultados pela Reuters apontam que a área plantada poderá ocupar 84,4 milhões de acres, uma redução em relação aos 87,1 milhões de acres do ano passado.

Em relação à produção norte-americana, a média das previsões dos analistas aponta para uma safra de 4,355 bilhões de bushels em 2025/26, com rendimento médio de 52,1 bushels por acre. Os estoques de passagem devem somar 380 milhões de bushels em 2025/26, o que também será observado de perto pelos investidores.

Contratos futuros da soja

Nos contratos da soja em grão, os vencimentos de março fecharam com uma queda de 6,75 centavos de dólar, ou 0,65%, a US$ 10,24 1/2 por bushel. Já o contrato de maio teve uma cotação de US$ 10,41 1/4 por bushel, com uma perda de 7,50 centavos ou 0,71%.

Subprodutos

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em março fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,13%, a US$ 293,40 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento também em março, teve queda de 0,47 centavo, ou 1,03%, encerrando o dia a 44,97 centavos de dólar.



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Carteira agro do Banco do Brasil alcançou R$ 400 bilhões em fevereiro



A carteira de créditos de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil atingiu agora em fevereiro a marca de R$ 400 bilhões. A cifra representa um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com nota da instituição.

A atuação do banco alcança 96% dos municípios brasileiros e financia mais de 200 culturas e atividades agropecuárias em quase 700 mil operações, sendo dois terços delas para pequenos e médios produtores.

Os recursos são distribuídos em diversas modalidades de crédito, como custeio pecuário e agrícola (aquisição de sementes, adubos e outros insumos), investimentos em máquinas/equipamentos, obras, armazenagem, irrigação, energias renováveis e recuperação de solos e pastagens, biodiversidade e inovações no campo, além de linhas para comercialização, industrialização e capital de giro.

“Atingir o marco de R$ 400 bilhões na carteira agro é motivo de orgulho para o Banco do Brasil e é fruto de muito trabalho integrado das diversas áreas e equipes do time BB e da relação de confiança e parceria dos nossos clientes […]”, afirma o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage.

Desembolso na safra 24/25

Na atual safra, o Banco do Brasil já desembolsou R$ 162 bilhões, número em linha com o mesmo período da temporada anterior.

A instituição destaca que apenas entre os dias 21 e 25 de fevereiro, período em que houve curta suspensão parcial de linhas com recursos de equalização do Plano Safra 2024/25, foram desembolsados R$ 2,2 bilhões nas diversas modalidades disponíveis.

“Do volume de recursos equalizáveis recebidos na safra, o BB já executou 65%, bem acima da média do mercado”, diz a nota da instituição. Para 2025, o Banco do Brasil projeta expansão da carteira de crédito agro de 5% a 9%.



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Brasil avança no reconhecimento internacional como livre sem vacinação



A Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OMS) aprovou o pedido do Brasil e da Bolívia para o reconhecimento dos dois países como livres da febre aftosa sem necessidade de vacinação. Entretanto, a decisão depende dos votos dos países-membros da organização, o que está previsto para acontecer no mês de maio, em Paris, na França.

Erradicação da febre aftosa

Em maio do ano passado, o Brasil se autodeclarou livre da doença — um marco para a pecuária nacional. Para a consultora do Departamento Internacional da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Izabelle Jardim, isso demonstra como o sistema sanitário do Brasil é sólido, mostrando que o trabalho feito por meio do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa tem dado resultados.

“O trabalho do Ministério da Agricultura, com as secretarias de Agricultura e nossos produtores rurais — esses últimos que colocaram a mão na massa — fez com que esse programa avançasse e chegasse ao status em que estamos hoje”, afirmou a consultora.

Livre da febre aftosa

Izabelle participou da edição de hoje (26) do programa Mercado & Companhia. Questionada pelo jornalista João Nogueira sobre a importância do reconhecimento do Brasil como um país livre de febre aftosa sem vacinação, Izabelle disse que o resultado é de extrema importância.

“Chegamos a um status sanitário superior ao de outros países, então conseguimos abrir novos mercados, novos caminhos. Isso demonstra como somos robustos ao ponto de fazer o Brasil ser livre de uma doença tão importante”, destacou.

A consultora acredita que, dentro do Brasil, teremos um trânsito livre de animais, pois todos os estados estarão com o mesmo status sanitário.



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Colheita de soja avança em área do Paraná



A colheita de soja na região da Coopavel, no oeste e sudoeste do Paraná, atingiu 85% de progresso, avançando 5 pontos percentuais em relação à semana anterior. As condições climáticas da região, marcadas por chuvas esparsas e intermitentes, têm impactado diretamente o ritmo da colheita.

Segundo a Safras & Mercado, essas precipitações têm sido frequentes, mas localizadas. Isso torna o processo de colheita desafiador, já que as chuvas ocorrem de forma irregular. Elas afetam tanto as áreas com maior umidade quanto aquelas em que as condições estão mais secas.

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Apesar do avanço na colheita, o rendimento da soja se manteve estável, com uma média de 3.600 quilos por hectare. Esse número, embora não tenha mostrado grandes variações em comparação com a semana anterior, segue abaixo da expectativa inicial, que previa um rendimento de 4.000 quilos por hectare.

O desempenho da soja, portanto, está aquém das estimativas, refletindo um cenário que, embora positivo em termos de colheita, não atingiu o potencial de produção inicialmente projetado.

A área cultivada na safra 2024/25 totaliza 411,6 mil hectares, um aumento em relação aos 405 mil hectares cultivados no ciclo anterior. Esse crescimento na área reflete a confiança dos produtores na capacidade de produção da soja na região, apesar dos desafios climáticos e das expectativas de rendimento abaixo do esperado.



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