quarta-feira, julho 1, 2026

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Frente fria no Sul e temporais por todo o Brasil; veja a previsão de hoje



Pancadas de chuva, calor e temporais. Confira a previsão do tempo para esta quinta-feira (27) nas cinco regiões brasileiras:

Sul

A frente fria avança em alto mar, na altura do Rio Grande do Sul, espalhando chuva pelo estado. Nas áreas de fronteira com o Uruguai, o céu fica mais nublado e há risco de temporais localizados. Entre Santa Catarina e o Paraná, as pancadas de chuva são isoladas, principalmente no período da tarde.

Sudeste

O dia começa com predomínio de sol em toda a região, mas, a partir da tarde, aumenta a chance para pancadas de chuva em São Paulo, no sul, no oeste e no Triângulo Mineiro, onde não se descarta chuva forte e alguns temporais isolados. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-leste mineiro, o tempo fica firme, com variação de nuvens.

Centro-Oeste

Alerta de temporais em Mato Grosso e em Goiás. Em Mato Grosso do Sul, a chuva inicia-se a partir da tarde, com chance de temporais localizados no norte do estado. Enquanto isso, nas demais regiões, chove isolado, mas com intensidade entre moderada a forte.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém as instabilidades sobre a costa norte, desde o Rio Grande do Norte até o Maranhão, com risco de temporais localizados. Na faixa leste, o transporte de umidade do oceano em direção ao continente favorece a ocorrência de chuva isolada, enquanto o sol aparece entre poucas nuvens no interior dos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.

Norte

A ZCIT estimula a formação de nuvens carregadas entre o Pará e o Amapá, onde chove forte. Nas demais áreas da região, ocorrem pancadas associadas ao calor e à umidade, com maior chance de temporais em Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins.



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AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o mercado do milho


A TF Agroeconômica destacou as movimentações do mercado de milho nas principais regiões produtoras do Brasil. No Rio Grande do Sul, os preços médios da indústria subiram R$ 1,00, enquanto as cotações para exportação recuaram no mesmo valor. As indústrias continuam adquirindo milho e pegando lotes “a fixar”, o que mantém os preços relativamente estáveis. 

As cotações variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00 em diferentes praças do estado, enquanto os armazenadores negociam entre R$ 71,00 e R$ 75,00 para entregas em fevereiro e março. A exportação indicou R$ 77,00 por saca, e os embarques em Rio Grande somaram 133.380 toneladas na primeira quinzena de fevereiro, com previsão de atingir 750.000 toneladas. 

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, conforme dados da Conab. No mercado local, as cooperativas pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, dependendo da região. No porto, os preços para entrega futura variam entre R$ 72,50 para agosto e R$ 73,50 para outubro, com pagamentos programados para setembro e novembro, respectivamente. 

No Paraná, a Conab revisou os dados da colheita da primeira safra, que também apresenta atraso. No mercado interno, o milho spot é negociado a R$ 70,00 por saca. No porto de Paranaguá, os preços da safrinha começam em R$ 72,70 para entrega em agosto e chegam a R$ 74,80 para novembro, com pagamentos entre setembro e dezembro.  

Já no Mato Grosso do Sul, o plantio da safrinha avançou para 24,2%, segundo a Aprosoja. No mercado físico, as cotações recuaram 1,52% em Campo Grande, para R$ 65,00, mas subiram em outras regiões, como Chapadão (R$ 69,00, alta de 7,81%) e Dourados e Maracaju (R$ 70,00, alta de 4,59%). Outras praças, como Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia, registraram preços a R$ 66,00.

    





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Mercado de trigo segue lento em SC e PR


A TF Agroeconômica destacou que a comercialização de trigo segue com desafios no Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, a menor moagem dos moinhos e a falta de caminhões – muitos deslocados para a colheita da soja no Centro-Oeste – têm atrasado entregas. As compras para fevereiro foram encerradas, mas ainda há um grande volume de trigo adquirido com retirada até 28/02 que não foi carregado. As negociações estão focadas na segunda quinzena de março e abril, com compradores oferecendo entre R$ 1.300,00 e R$ 1.350,00/t no interior, enquanto os vendedores pedem de R$ 1.350,00 a R$ 1.450,00/t. O estado já comercializou 75% do trigo produzido, um recorde histórico para essa época do ano.  

Em Santa Catarina, o mercado permanece lento devido à dificuldade na venda de farinhas, o que impede reajustes de preços. As ofertas FOB estão em R$ 1.400,00/t, enquanto moinhos catarinenses têm recebido trigo gaúcho a R$ 1.300,00/t FOB – ou cerca de R$ 1.600,00/t CIF no leste do estado. A demanda por farelo de trigo também caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00/t ensacado. Algumas cooperativas optam por segurar estoques, aguardando melhores preços. Os valores pagos aos triticultores mantiveram-se estáveis, exceto em Rio do Sul, onde houve alta para R$ 80,00/saca.  

No Paraná, a oferta de trigo caiu de 200 mil para apenas 40 mil toneladas, o que tem elevado os preços. Os vendedores pedem R$ 1.550,00/t FOB, enquanto o trigo branqueador é ofertado a R$ 1.700,00/t ou mais. Os compradores oferecem R$ 1.500,00/t, posto no Centro-Sul do estado, para entrega em março e pagamento em abril. Com o avanço da colheita de milho e soja, os produtores dão menos atenção ao trigo. Importações argentinas via rodoviária chegam ao Oeste paranaense por R$ 1.590,00/t. A média de preços na semana subiu 0,49% para R$ 73,24/saca, enquanto o custo de produção caiu levemente, elevando a margem de lucro do produtor para 6,64%.

 





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Mercado de grãos inicia o dia com soja em baixa


Segundo a TF Agroeconômica, a soja opera em baixa na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (26), cotada a US$ 1.028,50 por bushel (-2,75). A pressão vem do avanço da colheita no Brasil e das chuvas na Argentina, que melhoraram a perspectiva para as lavouras. No Brasil, o indicador Cepea registra alta de 1,01% no dia, chegando a R$ 132,19 por saca. O mercado aguarda o Fórum Anual do USDA, que pode projetar redução na área de soja nos EUA para 2025/26.  

“O mercado continua a sentir pressão devido às melhores condições ambientais na Argentina; devido ao avanço do plantio no Brasil; devido à possibilidade de que tarifas contra o México e o Canadá entrem em vigor na próxima semana e à chance de que o USDA projete um aumento na área destinada ao milho na nova safra dos EUA”, comenta.

O milho apresenta leve recuperação em Chicago, cotado a US$ 481,50 (+1,75), após três dias de queda. O avanço do plantio no Brasil e as boas condições na Argentina seguem pressionando os preços. Além disso, o mercado monitora a possível implementação de tarifas contra México e Canadá e a expectativa de aumento da área de milho nos EUA. No Brasil, o Cepea registra R$ 86,67 por saca (+2,14% no dia e +15,58% no mês).  

“Os preços do milho em Chicago flutuam ligeiramente após caírem nos três dias anteriores. O mercado continua a sentir pressão devido às melhores condições ambientais na Argentina”, completa.

O trigo tem alta em Chicago, cotado a US$ 575,75 (+3,0), impulsionado pela menor preocupação com as safras de inverno nos EUA e no Mar Negro após a onda de frio. O mercado também reage à proposta dos EUA para exploração de minerais estratégicos na Ucrânia, aceita por Zelensky. No Brasil, o trigo segue estável no RS (R$ 1.326,76) e tem leve alta no PR (R$ 1.476,74).

“O trigo está sendo negociado um pouco mais alto. Entre os fatores que influenciarão o mercado hoje estão a menor preocupação dos comerciantes sobre o destino das safras de inverno nos EUA e na região do Mar Negro”, conclui.

 





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Calor extremo impacta produção de ovos e eleva preços


Os ovos são uma das fontes de proteína mais acessíveis e completas, mas o calor intenso dos últimos meses tem causado impacto na produção, reduzindo a oferta e impulsionando os preços. As altas temperaturas comprometem a produtividade das aves, tornando essencial o uso de estratégias nutricionais para minimizar os efeitos do estresse térmico.

Produção em alta, mas oferta pressionada pelo calor

A avicultura de postura tem apresentado crescimento expressivo no Brasil. Dados do IBGE mostram que, entre janeiro e setembro de 2024, a produção chegou a 2,8 bilhões de dúzias de ovos, um aumento de 10,5% em comparação ao mesmo período de 2023. No entanto, o calor excessivo tem reduzido o rendimento das poedeiras, afetando a disponibilidade do produto no mercado.

Janeiro de 2025 registrou temperaturas recordes, frequentemente acima dos 30°C nas principais regiões produtoras. Quando a temperatura supera os 28°C, as aves sofrem estresse térmico, o que compromete a postura e impacta a oferta de ovos.

Preço dos ovos dispara no atacado

Segundo levantamento do Cepea/USP, até 14 de fevereiro, a caixa com 30 dúzias de ovos extra branco em Bastos (SP), um dos principais polos produtores do país, foi comercializada a R$ 194,16 no atacado. Esse valor representa um aumento de 36,5% em relação a janeiro e 17,4% a mais do que no mesmo período de 2024.

Nutrição como ferramenta para minimizar impactos do calor

Para reduzir os danos causados pelo calor extremo, especialistas recomendam ajustes na nutrição das aves, garantindo maior bem-estar e manutenção da produtividade. A inclusão de aditivos nutricionais pode fortalecer o metabolismo das poedeiras, auxiliando na resistência térmica.

Um estudo publicado em 2021 avaliou o efeito da combinação de dois aditivos da empresa Kemin – CLOSTAT®, um probiótico, e KemTRACE™ Cromo, um micro mineral orgânico – na produtividade das aves sob temperaturas elevadas. Os resultados indicaram que essas soluções ajudaram a preservar o bem-estar animal e a manter o desempenho produtivo.

“A mudança nos sistemas produtivos, impulsionada pela demanda do consumidor, levou à redução no uso de antibióticos. O CLOSTAT®, por exemplo, contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal, favorecendo a saúde das aves e permitindo que expressem todo seu potencial produtivo”, afirma Gisele Neri, zootecnista e gerente de produtos da Kemin.

Além disso, o KemTRACE™ Cromo atua na conversão de energia e na redução dos hormônios do estresse, melhorando a eficiência alimentar e a produtividade das aves.

Dicas para escolher ovos de qualidade no supermercado

Embora não seja possível identificar visualmente se os ovos vieram de um sistema produtivo adequado, algumas características podem indicar um produto de qualidade:

Casca firme: ovos de aves bem nutridas tendem a ter cascas mais resistentes, evidenciando um bom aporte mineral.

Odor neutro: ovos frescos e de boa qualidade não devem apresentar cheiro forte ao serem quebrados.

Selo de certificação: produtos certificados passam por rigorosos controles de qualidade e sanidade.

Armazenamento adequado: ovos devem estar bem acondicionados, sem rachaduras ou sujeira na embalagem.

Verifique a validade: ovos mais frescos oferecem melhor qualidade nutricional e menor risco de contaminação.





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Vendas da indústria de máquinas e equipamentos sobem 19,5% em janeiro



A indústria de máquinas e equipamentos começou 2025 mantendo a trajetória de recuperação iniciada no segundo semestre do ano passado, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (26) pela Abimaq.

As vendas do setor, na soma de mercado interno e exportações, subiram 19,5% no comparativo com o mês passado com janeiro de 2024, chegando a R$ 20,5 bilhões em receita líquida.

Frente a dezembro, houve queda de 4,6% em janeiro, mas a variação negativa é explicada pela sazonalidade. Descontando os efeitos sazonais, o setor mostrou crescimento de 7,5% na margem – ou seja, de um mês para o outro.

Base de comparação fraca

A entidade pondera que o crescimento ante o mesmo mês do ano passado se deu sobre uma base de comparação fraca, uma vez que em janeiro de 2024 o setor registrou queda expressiva, de 21,3%, na comparação interanual.

Frente a janeiro de 2024, os investimentos em máquinas no Brasil, tanto nacionais quanto importadas, tiveram crescimento de 37,6% no mês passado, para R$ 33 bilhões. As compras de máquinas produzidas no Brasil, de R$ 15,6 bilhões, tiveram aumento de 32,3% em um ano, mas, ainda assim, os produtos nacionais representaram menos da metade do consumo total.

As importações, registradas em dólares, tiveram crescimento de 19,3%, para US$ 2,7 bilhões, o maior valor para o mês da série estatística histórica. Praticamente um terço das máquinas importadas no Brasil (36%) vem da China.

O balanço da Abimaq mostra que o maior volume de importação foi realizado pelo setor de infraestrutura e exploração de óleo e gás. Houve também aumento na aquisição de máquinas importadas pelas indústrias de bens de consumo.

Exportações de máquinas

As exportações de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil, por sua vez, caíram 22,3% em janeiro, em relação ao primeiro mês do ano passado, somando US$ 818,32 milhões.

Conforme a Abimaq, o desempenho dos embarques preocupa por aprofundar a queda das vendas ao exterior iniciada em 2024. A baixa na quantidade exportada, de 23%, foi intensa, e é em parte explicada pelo encolhimento das vendas para Estados Unidos e México.

O balanço mostra ainda um aumento de 0,4%, na passagem de dezembro para janeiro, do número de pessoas empregadas pela indústria de máquinas e equipamentos. O setor encerrou o mês passado com 400,2 mil trabalhadores.



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ambiente de negócios sugere por retomada de altas, diz analista



O mercado físico do boi gordo apresenta predominante acomodação nos preços da arroba. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de fêmeas segue presente na Região Norte do país, com preços bastante atrativos se comparados ao do boi.

Segundo ele, os frigoríficos que operam apenas no mercado doméstico têm priorizado a compra de fêmeas e o mercado pode apresentar uma mudança de contexto na próxima semana.

“Isso porque além da entrada dos salários na economia, que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva, temos a incidência de um feriado prolongado que vai quebrar o ritmo das negociações e pode resultar no encurtamento das escalas de abate, aumentando a necessidade de aquisição de boiadas na retomada dos negócios”, considera.

  • São Paulo: R$ 313,17
  • Goiás: R$ 295,18
  • Minas Gerais: R$ 304,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 302,39
  • Mato Grosso: R$ 300,88

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados no decorrer da quarta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por algum otimismo durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Importante mencionar que mesmo em um ambiente um pouco mais promissor, não há espaço para altas contundentes, em um momento em que a população está descapitalizada, priorizando o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, dos embutidos e de ovos”, frisou o analista.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,80 por quilo. A ponta de agulha segue cotada a R$ 17,00 por quilo e o quarto dianteiro se mantém no patamar de R$ 17,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,76%, sendo negociado a R$ 5,7965 para venda e a R$ 5,7945 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7342 e a máxima de R$ 5,8057.



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Brasil precisará importar 3 milhões de toneladas de trigo nos próximos 5 meses, diz analista



O ritmo de negócios segue lento no mercado brasileiro de trigo. A base de compra no Paraná está em torno de R$ 1,500 a tonelada, enquanto no Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 1,350.

O analista de Safras & Mercado Elcio Bento destaca um reporte de negócio de pequeno volume, com saída do mercado gaúcho para outro estado a R$ 1,320 a tonelada no FOB interior.

“Os produtores, cientes da expressiva necessidade de importação do país, buscam preços que se equiparem ao custo das aquisições internacionais”, disse.

Dados divulgados nesta semana pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicam que o Brasil deve embarcar 553,709 mil toneladas de trigo em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, as exportações somaram 538,406 mil toneladas. Já em janeiro, totalizaram 657,691 mil toneladas.

De acordo com a entidade, no acumulado da temporada (agosto de 2024 a fevereiro de 2025), as compras no exterior devem atingir 3,909 milhões de toneladas.

“Para alcançar os 6,85 milhões de toneladas necessários ao abastecimento, o país precisará importar mais 2,94 milhões de toneladas nos próximos cinco meses. No mesmo período da temporada anterior, foram adquiridas 2,87 milhões de toneladas”, salientou o analista.

Trigo em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos.

O mercado realizou lucros diante do fim do mês, com os investidores se posicionando diante da proximidade da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos contra México e Canadá. Eventuais retaliações podem afetar a demanda pelas commodities agrícolas estadunidenses.

A melhora climática no Hemisfério Norte contribui com a desvalorização. A força do dólar completou o quadro baixista. Os investidores operam em compasso de espera pelo Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trará as primeiras projeções de oferta e demanda para a próxima safra.

Os contratos com entrega em maio de 2025 fecharam cotados a US$ 5,79 3/4 por bushel, baixa de 8,00 centavos de dólar, ou 1,36%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2025 encerraram a US$ 5,93 3/4 por bushel, recuo de 8,50 centavos de dólar, ou 1,41% em relação ao fechamento anterior.



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Saiba se o mercado da soja apresentou novidades; confira os preços por região



Sem grandes novidades, o mercado brasileiro de soja negociou apenas lotes pontuais nesta quarta-feira (26). Os preços ficaram mistos, perto da estabilidade na maioria das praças de comercialização. Isso leva em conta a alta do dólar e a queda na Bolsa de Chicago. Os prêmios seguem fortalecidos e as indicações da indústria são firmes no curto prazo.

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Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 131,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 132,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 133,00
  • Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 116,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 119,00 para R$ 118,50
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 112,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em baixa. Com a proximidade da virada de mês e diante do Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o dia foi de ajuste nas carteiras e realização de lucros.

As preocupações com a política tarifária do governo Trump crescem na medida que se aproxima a vigência da taxação sobre México e Canadá. O mercado aposta em retaliações e os produtos agrícolas americanos poderiam ser visados.

Na América do Sul, a colheita avança. Apesar de problemas climáticos na Argentina e no sul do Brasil, a perspectiva é de uma ampla oferta entrando no mercado, ajudando a pressionar as cotações.

Amanhã (27), durante o Fórum, serão divulgados a primeira sinalização sobre a área a ser plantada pelos Estados Unidos em 2025. A área a ser plantada com soja no país em 2025 poderá ocupar 84,4 milhões de acres, segundo a média de previsões de analistas consultados pela Reuters. No ano passado, o plantio ocupou 87,1 milhões de acres.

Para a produção norte-americana, a média dos analistas aponta para uma safra de 4,355 bilhões de bushels em 2025/26, com rendimento de 52,1 bushels por acre. Os estoques de passagem devem somar 380 milhões de bushels em 2025/26, segundo a média dos analistas consultados.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 6,75 centavos de dólar ou 0,65% a US$ 10,24 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,41 1/4 por bushel, perda de 7,50 centavos ou 0,71%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 0,40 ou 0,13% a US$ 293,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,97 centavos de dólar, com baixa de 0,47 centavo ou 1,03%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,76%, negociado a R$ 5,7965 para venda e a R$ 5,7945 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7342 e a máxima de R$ 5,8057.



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AgroNewsPolítica & Agro

FPA articulará Plano Safra junto à Fazenda



O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra



O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra
O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra – Foto: Pixabay

O setor agropecuário conseguiu reverter a suspensão das contratações de crédito do Plano Safra 2024/25 após forte pressão de entidades do agronegócio e da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A decisão inicial do Tesouro Nacional de interromper os financiamentos gerou preocupação entre produtores e parlamentares, levando o governo a editar uma Medida Provisória para recompor R$ 4,178 bilhões ao programa. O anúncio ocorreu menos de 24 horas após a mobilização do setor, garantindo a continuidade do crédito rural.  

“A organização e mobilização do setor agropecuário mostraram que não é necessário um comando central para reagir a decisões equivocadas. A resposta foi imediata, e o próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu o erro e anunciou uma nova MP para resolver a questão”, disse o presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), em coletiva de imprensa.

O impasse ocorreu em meio ao aumento da taxa Selic, que elevou os custos financeiros do programa e contribuiu para o esgotamento dos recursos disponíveis. A falta de comunicação prévia sobre a suspensão gerou críticas à articulação política do governo, ampliando a pressão para uma resposta imediata. Diante do impacto da medida, a interlocução entre o setor agropecuário e o Ministério da Fazenda se intensificou, resultando na edição da nova Medida Provisória.  

O episódio reforçou a necessidade de mudanças estruturais no modelo do Plano Safra, que atualmente é planejado no meio do ano, gerando incertezas para os produtores. A proposta defendida pelo setor produtivo busca a inclusão do programa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), permitindo maior previsibilidade e estabilidade no acesso ao crédito rural.

“Na carta, destacamos não apenas a relevância do Plano Safra, mas também a atuação firme da FPA, cuja reação imediata pressionou o governo a reverter o corte e garantir a continuidade dos recursos, indispensáveis para o setor agropecuário”, disse a presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella.

 





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