quarta-feira, julho 1, 2026

Agro

News

Pequenos criadores das raças angus e brangus ganham incentivo genético


A Associação Brasileira de Angus (ABA), através do Núcleo de Criadores de Angus do Oeste do Paraná, fechou uma parceria com o Sebrae/PR para incentivar a realização de avaliações genômicas e ultrassonografia de carcaça de animais das raças angus e brangus com subsídios para os criadores. 

A iniciativa busca ampliar o acesso dos pequenos produtores a tecnologias que impulsionam o melhoramento genético dos rebanhos, ampliar a capacidade de produção de carne e ter maior precisão nos dados genéticos de desempenho.

“[Vamos] atender os pequenos produtores com dois serviços tecnológicos, que é a avaliação genômica e o outro é a avaliação de carcaça do gado angus com intuito de incentivar a inovação na pecuária paranaense e também fortalecer o associativismo”, destaca Caren Santos, coordenadora de Agronegócio do Sebrae/PR.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Genômica acelera progresso e produtividade de gado angus e brangus

Para quem ainda não está familiarizado, a avaliação genômica é uma ferramenta que analisa o DNA dos animais, ajudando os criadores a tomarem decisões mais precisas sobre reprodução e seleção.

O processo permite identificar características produtivas e de carcaça logo nos primeiros meses de vida do animal, acelerando o progresso genético e garantindo um rebanho mais produtivo.

“A genotipagem permite tomadas de decisão mais precisas, acelerando o progresso genético e aumentando a eficiência produtiva”, reforça Ândrea Plotzki Reis, coordenadora de projetos técnicos da Associação Brasileira de Brangus.

O resultado das amostras deve sair em cerca de 60 dias, com envio ao Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), Brangus+ ou qualquer outro de escolha do pecuarista.

Seis pessoas em pé, entre homens e mulheres, com o fundo do Sebrae/PRSeis pessoas em pé, entre homens e mulheres, com o fundo do Sebrae/PR
Assinatura do convênio aconteceu na sede do Sebrae/PR, em Curitiba. Foto: Eduardo Pereira.

Apoio ao pequeno produtor e competitividade global

A parceria prevê a prestação de serviços técnicos por meio do programa de estímulo à inovação Sebraetec, que aplicará tecnologias de ultrassonografia de carcaça e avaliação genômica para aprimorar o processo de criação do gado.

A iniciativa contará ainda com o apoio do Núcleo de Criadores de Angus do Oeste do Paraná, que atuará na mobilização dos pecuaristas do Paraná.

“Quanto mais avaliações forem realizadas, mais robustos serão os dados, permitindo a seleção de animais superiores e a valorização do plantel nacional”, acrescenta Reis.

Porteira Aberta Empreender: conectando o campo e o mundo

O programa é uma produção do Canal Rural em parceria com o Sebrae, e é o lugar certo para você, micro e pequeno produtor rural, descobrir soluções, produtos, serviços e inovações que vão fortalecer seu o empreendedorismo.

Todos os dias, aqui no site Canal Rural, Empreendedorismo, você fica por dentro de todas as novidades para empreender de forma segura e responsável.

Então, se você deseja abrir as portas do seu negócio de forma sustentável, assista e participe do programa Porteira Aberta Empreender.



Source link

News

Projeto leva capacitação, maquinas e equipamentos para comunidades rurais



Com o objetivo de promover a capacitação em associações e cooperativas de assentamentos e o aumento da produtividade com entrega de máquinas e equipamentos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desenvolveram o Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar em Mato Grosso. O investimento será de mais de R$ 30 milhões.

De acordo com o Mapa, serão beneficiadas mais de 3,9 mil famílias mato-grossenses de diferentes cidades e regiões do estado. Associações e cooperativas localizadas em assentamentos rurais nestes municípios que já passaram pela capacitação, começam a receber as máquinas e equipamentos para atuar na produção de alimentos.

Conforme as necessidades de cada comunidade, serão entregues tratores, roçadeiras, carreta, reboque, perfurador de solo, distribuidor de sementes, grade aradora ,kit irrigação, entre outros, e até equipamentos como freezer, caixa de abelhas, beneficiadora de arroz, de acordo com o demanda para o desenvolvimento da produção da localidade.

“Pensamos em um programa estruturante que desse mais competitividade e oportunidade aos agricultores e agricultoras que precisam desse incentivo para alavancar a produção das comunidades rurais e, assim, promover mais uma ferramenta de desenvolvimento regional, dando chance às pequenas propriedades de alavancarem sua produção de forma moderna e sustentável”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Mulheres na agricultura

Além disso, o programa conta com formação voltada à capacitação de mulheres rurais e suas famílias, com enfoque na gestão prática, na liderança feminina e na diversificação das atividades produtivas. Voltado ao empreendedorismo feminino no campo, o projeto é realizado diretamente nas comunidades beneficiadas promovendo a participação das mulheres no desenvolvimento da atividade.

Máquinas e equipamentos

As primeiras entregas de máquinas e equipamentos acontecem a partir do dia 28 de fevereiro nos municípios de Pedra Preta e São José do Povo, seguindo para Rondonópolis, Tangará da Serra, Nortelândia, Várzea Grande e Acorizal.

Patrulhas completas serão destinadas às associações e cooperativas cadastrados para preparo do solo e cultivo de alimentos. Em seguida, serão entregues os equipamentos da fase seguinte do projeto, para utilização no beneficiamento da produção.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho volta a subir na B3: Veja o motivo


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho voltou a subir com dificuldade logística do mercado físico, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O milho da B3 voltou a se recuperar, visto que o mercado físico ainda tem dificuldade de acesso ao grão, neste momento que o produtor está atento a colheita da soja”, comenta.

“Apesar dos esforços de colheita da primeira safra e plantio do milho safrinha, o ritmo ainda está mais lento que o de 2024, principalmente em alguns estados chaves, onde a janela ideal de semeadura está se fechando. Após o fechamento da sessão desta segunda-feira, a Conab apontou que a colheita da 1ª safra está em 20,9% da área apta, ante 24,9% do ano anterior. O plantio do milho safrinha saltou para 53,6%, ante 59% do ano anterior. Apesar de atrasados, os trabalhos estão reduzindo semana a semana a diferença”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta no dia. “O vencimento de março/25 foi de R$ 84,82 apresentando alta de R$ 1,07 no dia, alta de R$ 4,08 na semana; maio/25 fechou a R$ 80,75, alta de R$ 3,80 no dia, alta e R$ 3,80 na semana; o vencimento julho/25 fechou a R$ 74,17, alta de R$ 0,40 no dia e alta de R$ 1,27 na semana”, indica.

Em Chicago, o milho fechou em baixa com tarifas para México e Canadá de volta ao radar. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,57 % ou $ -2,75 cents/bushel a $ 479,75. A cotação para maio, fechou em baixa de -0,55 % ou $ – 2,75 cents/bushel a $ 494,25”, comenta.

“O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. O milho fechou a sua terceira sessão em queda, com os Fundos de Investimentos desmontando lentamente as posições montadas desde agosto passado. A possibilidade de volta das tarifas de 25% para Canadá e México voltou ao radar depois que Trump afirmou na segunda-feira que as tarifas estão avançando no prazo, dentro do cronograma”, conclui.

 





Source link

News

Declaração de ministro e Wall Street otimista agitam o mercado: ouça o Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o impacto dos dados de emprego e do cenário político no mercado. O CAGED surpreendeu com a criação de 137 mil vagas em janeiro, pressionando os juros e impulsionando o dólar para R$ 5,81.

Declarações do ministro Luiz Marinho contra a alta da Selic aumentaram a incerteza. O Ibovespa caiu 0,40%, encerrando nos 125 mil pontos. No exterior, Wall Street se mantém otimista com um possível acordo entre EUA e Ucrânia, enquanto tensões comerciais seguem no radar. Hoje, atenção para IGP-M, PIB dos EUA e reuniões do G20.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Bioinsumos já dominam 11,3% do mercado global


O mercado de bioinsumos no Brasil está em plena ascensão e deve ultrapassar R$ 9 bilhões até o final da década. De acordo com dados apresentados no 2º Workshop ANPII Bio de Inteligência de Mercado, realizado em Campinas (SP), o setor movimentou R$ 5,7 bilhões na última safra, com uma área tratada que atingiu 156 milhões de hectares.

Brasil se consolida como líder global

O Brasil já detém 11,3% do mercado mundial de bioinsumos e se destaca especialmente nos segmentos de bioinoculantes e biodefensivos, onde a participação nacional é de 12,6%, com projeção de atingir 16,4% até 2030. Esse crescimento reflete a forte adesão dos produtores às tecnologias biológicas, impulsionadas por benefícios como maior eficiência no manejo agrícola e sustentabilidade.

Apesar do avanço, o setor enfrentou desafios em 2024, como altos estoques de passagem, retração nas compras e dificuldades de crédito, o que limitou a rentabilidade dos produtores de grãos. Mesmo assim, o volume de vendas de bioinsumos cresceu 12,4% em relação a 2023, enquanto a área tratada aumentou 13,4%.

Inovações tecnológicas impulsionam adoção

O futuro dos bioinsumos está diretamente ligado à inovação. Entre as principais tecnologias que devem ganhar força nos próximos anos estão os inoculantes solubilizadores de nutrientes e os bioinseticidas. A expectativa das empresas associadas à ANPII Bio é que, em 2025, as vendas de inoculantes cresçam 12,4%, enquanto os biodefensivos terão uma alta ainda mais expressiva, de 20,4%.

“O setor segue otimista, mesmo diante dos desafios econômicos recentes. A adoção de bioinsumos continua crescendo e novas tecnologias devem ampliar ainda mais a participação no mercado”, explica Larissa Simon, Diretora de Operações da ANPII Bio.

Lei de Bioinsumos: Novo impulso para o setor

Outro fator que promete acelerar a expansão do mercado é a Lei de Bioinsumos, sancionada no final de 2024. O novo marco regulatório cria um ambiente mais favorável para a produção, comercialização e uso desses produtos, reduzindo burocracias e incentivando investimentos em inovação.

A ANPII Bio defende que a regulamentação da lei permita o registro de produtos multifuncionais, ou seja, bioinsumos que desempenham mais de uma função nas lavouras, tornando o manejo agrícola mais eficiente. Além disso, a entidade reforça a necessidade de linhas de financiamento com taxas de juros reduzidas para produtores que adotarem essas tecnologias.

Mercado estratégico para o agronegócio

Com a crescente demanda por soluções sustentáveis, os bioinsumos se consolidam como uma alternativa essencial para a redução do uso de defensivos químicos e a melhoria da produtividade agrícola. O evento da ANPII Bio reuniu cerca de 120 participantes, incluindo CEOs e diretores de mais de 30 empresas do setor, reforçando a importância do segmento para o futuro do agronegócio.

“O workshop se tornou um espaço estratégico para que as empresas se antecipem às tendências e desafios do mercado. O compartilhamento de informações e análises especializadas fortalece a competitividade do setor”, destaca Larissa Simon.

Com um crescimento anual médio de 14%, o Brasil se firma como protagonista global no uso de bioinsumos, ampliando sua relevância na busca por uma agricultura mais eficiente e sustentável.





Source link

News

Frente fria no Sul e temporais por todo o Brasil; veja a previsão de hoje



Pancadas de chuva, calor e temporais. Confira a previsão do tempo para esta quinta-feira (27) nas cinco regiões brasileiras:

Sul

A frente fria avança em alto mar, na altura do Rio Grande do Sul, espalhando chuva pelo estado. Nas áreas de fronteira com o Uruguai, o céu fica mais nublado e há risco de temporais localizados. Entre Santa Catarina e o Paraná, as pancadas de chuva são isoladas, principalmente no período da tarde.

Sudeste

O dia começa com predomínio de sol em toda a região, mas, a partir da tarde, aumenta a chance para pancadas de chuva em São Paulo, no sul, no oeste e no Triângulo Mineiro, onde não se descarta chuva forte e alguns temporais isolados. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-leste mineiro, o tempo fica firme, com variação de nuvens.

Centro-Oeste

Alerta de temporais em Mato Grosso e em Goiás. Em Mato Grosso do Sul, a chuva inicia-se a partir da tarde, com chance de temporais localizados no norte do estado. Enquanto isso, nas demais regiões, chove isolado, mas com intensidade entre moderada a forte.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém as instabilidades sobre a costa norte, desde o Rio Grande do Norte até o Maranhão, com risco de temporais localizados. Na faixa leste, o transporte de umidade do oceano em direção ao continente favorece a ocorrência de chuva isolada, enquanto o sol aparece entre poucas nuvens no interior dos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.

Norte

A ZCIT estimula a formação de nuvens carregadas entre o Pará e o Amapá, onde chove forte. Nas demais áreas da região, ocorrem pancadas associadas ao calor e à umidade, com maior chance de temporais em Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o mercado do milho


A TF Agroeconômica destacou as movimentações do mercado de milho nas principais regiões produtoras do Brasil. No Rio Grande do Sul, os preços médios da indústria subiram R$ 1,00, enquanto as cotações para exportação recuaram no mesmo valor. As indústrias continuam adquirindo milho e pegando lotes “a fixar”, o que mantém os preços relativamente estáveis. 

As cotações variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00 em diferentes praças do estado, enquanto os armazenadores negociam entre R$ 71,00 e R$ 75,00 para entregas em fevereiro e março. A exportação indicou R$ 77,00 por saca, e os embarques em Rio Grande somaram 133.380 toneladas na primeira quinzena de fevereiro, com previsão de atingir 750.000 toneladas. 

Em Santa Catarina, a colheita segue atrasada, conforme dados da Conab. No mercado local, as cooperativas pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, dependendo da região. No porto, os preços para entrega futura variam entre R$ 72,50 para agosto e R$ 73,50 para outubro, com pagamentos programados para setembro e novembro, respectivamente. 

No Paraná, a Conab revisou os dados da colheita da primeira safra, que também apresenta atraso. No mercado interno, o milho spot é negociado a R$ 70,00 por saca. No porto de Paranaguá, os preços da safrinha começam em R$ 72,70 para entrega em agosto e chegam a R$ 74,80 para novembro, com pagamentos entre setembro e dezembro.  

Já no Mato Grosso do Sul, o plantio da safrinha avançou para 24,2%, segundo a Aprosoja. No mercado físico, as cotações recuaram 1,52% em Campo Grande, para R$ 65,00, mas subiram em outras regiões, como Chapadão (R$ 69,00, alta de 7,81%) e Dourados e Maracaju (R$ 70,00, alta de 4,59%). Outras praças, como Ponta Porã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia, registraram preços a R$ 66,00.

    





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo segue lento em SC e PR


A TF Agroeconômica destacou que a comercialização de trigo segue com desafios no Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, a menor moagem dos moinhos e a falta de caminhões – muitos deslocados para a colheita da soja no Centro-Oeste – têm atrasado entregas. As compras para fevereiro foram encerradas, mas ainda há um grande volume de trigo adquirido com retirada até 28/02 que não foi carregado. As negociações estão focadas na segunda quinzena de março e abril, com compradores oferecendo entre R$ 1.300,00 e R$ 1.350,00/t no interior, enquanto os vendedores pedem de R$ 1.350,00 a R$ 1.450,00/t. O estado já comercializou 75% do trigo produzido, um recorde histórico para essa época do ano.  

Em Santa Catarina, o mercado permanece lento devido à dificuldade na venda de farinhas, o que impede reajustes de preços. As ofertas FOB estão em R$ 1.400,00/t, enquanto moinhos catarinenses têm recebido trigo gaúcho a R$ 1.300,00/t FOB – ou cerca de R$ 1.600,00/t CIF no leste do estado. A demanda por farelo de trigo também caiu, pressionando os preços para R$ 1.100,00/t ensacado. Algumas cooperativas optam por segurar estoques, aguardando melhores preços. Os valores pagos aos triticultores mantiveram-se estáveis, exceto em Rio do Sul, onde houve alta para R$ 80,00/saca.  

No Paraná, a oferta de trigo caiu de 200 mil para apenas 40 mil toneladas, o que tem elevado os preços. Os vendedores pedem R$ 1.550,00/t FOB, enquanto o trigo branqueador é ofertado a R$ 1.700,00/t ou mais. Os compradores oferecem R$ 1.500,00/t, posto no Centro-Sul do estado, para entrega em março e pagamento em abril. Com o avanço da colheita de milho e soja, os produtores dão menos atenção ao trigo. Importações argentinas via rodoviária chegam ao Oeste paranaense por R$ 1.590,00/t. A média de preços na semana subiu 0,49% para R$ 73,24/saca, enquanto o custo de produção caiu levemente, elevando a margem de lucro do produtor para 6,64%.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de grãos inicia o dia com soja em baixa


Segundo a TF Agroeconômica, a soja opera em baixa na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (26), cotada a US$ 1.028,50 por bushel (-2,75). A pressão vem do avanço da colheita no Brasil e das chuvas na Argentina, que melhoraram a perspectiva para as lavouras. No Brasil, o indicador Cepea registra alta de 1,01% no dia, chegando a R$ 132,19 por saca. O mercado aguarda o Fórum Anual do USDA, que pode projetar redução na área de soja nos EUA para 2025/26.  

“O mercado continua a sentir pressão devido às melhores condições ambientais na Argentina; devido ao avanço do plantio no Brasil; devido à possibilidade de que tarifas contra o México e o Canadá entrem em vigor na próxima semana e à chance de que o USDA projete um aumento na área destinada ao milho na nova safra dos EUA”, comenta.

O milho apresenta leve recuperação em Chicago, cotado a US$ 481,50 (+1,75), após três dias de queda. O avanço do plantio no Brasil e as boas condições na Argentina seguem pressionando os preços. Além disso, o mercado monitora a possível implementação de tarifas contra México e Canadá e a expectativa de aumento da área de milho nos EUA. No Brasil, o Cepea registra R$ 86,67 por saca (+2,14% no dia e +15,58% no mês).  

“Os preços do milho em Chicago flutuam ligeiramente após caírem nos três dias anteriores. O mercado continua a sentir pressão devido às melhores condições ambientais na Argentina”, completa.

O trigo tem alta em Chicago, cotado a US$ 575,75 (+3,0), impulsionado pela menor preocupação com as safras de inverno nos EUA e no Mar Negro após a onda de frio. O mercado também reage à proposta dos EUA para exploração de minerais estratégicos na Ucrânia, aceita por Zelensky. No Brasil, o trigo segue estável no RS (R$ 1.326,76) e tem leve alta no PR (R$ 1.476,74).

“O trigo está sendo negociado um pouco mais alto. Entre os fatores que influenciarão o mercado hoje estão a menor preocupação dos comerciantes sobre o destino das safras de inverno nos EUA e na região do Mar Negro”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Calor extremo impacta produção de ovos e eleva preços


Os ovos são uma das fontes de proteína mais acessíveis e completas, mas o calor intenso dos últimos meses tem causado impacto na produção, reduzindo a oferta e impulsionando os preços. As altas temperaturas comprometem a produtividade das aves, tornando essencial o uso de estratégias nutricionais para minimizar os efeitos do estresse térmico.

Produção em alta, mas oferta pressionada pelo calor

A avicultura de postura tem apresentado crescimento expressivo no Brasil. Dados do IBGE mostram que, entre janeiro e setembro de 2024, a produção chegou a 2,8 bilhões de dúzias de ovos, um aumento de 10,5% em comparação ao mesmo período de 2023. No entanto, o calor excessivo tem reduzido o rendimento das poedeiras, afetando a disponibilidade do produto no mercado.

Janeiro de 2025 registrou temperaturas recordes, frequentemente acima dos 30°C nas principais regiões produtoras. Quando a temperatura supera os 28°C, as aves sofrem estresse térmico, o que compromete a postura e impacta a oferta de ovos.

Preço dos ovos dispara no atacado

Segundo levantamento do Cepea/USP, até 14 de fevereiro, a caixa com 30 dúzias de ovos extra branco em Bastos (SP), um dos principais polos produtores do país, foi comercializada a R$ 194,16 no atacado. Esse valor representa um aumento de 36,5% em relação a janeiro e 17,4% a mais do que no mesmo período de 2024.

Nutrição como ferramenta para minimizar impactos do calor

Para reduzir os danos causados pelo calor extremo, especialistas recomendam ajustes na nutrição das aves, garantindo maior bem-estar e manutenção da produtividade. A inclusão de aditivos nutricionais pode fortalecer o metabolismo das poedeiras, auxiliando na resistência térmica.

Um estudo publicado em 2021 avaliou o efeito da combinação de dois aditivos da empresa Kemin – CLOSTAT®, um probiótico, e KemTRACE™ Cromo, um micro mineral orgânico – na produtividade das aves sob temperaturas elevadas. Os resultados indicaram que essas soluções ajudaram a preservar o bem-estar animal e a manter o desempenho produtivo.

“A mudança nos sistemas produtivos, impulsionada pela demanda do consumidor, levou à redução no uso de antibióticos. O CLOSTAT®, por exemplo, contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal, favorecendo a saúde das aves e permitindo que expressem todo seu potencial produtivo”, afirma Gisele Neri, zootecnista e gerente de produtos da Kemin.

Além disso, o KemTRACE™ Cromo atua na conversão de energia e na redução dos hormônios do estresse, melhorando a eficiência alimentar e a produtividade das aves.

Dicas para escolher ovos de qualidade no supermercado

Embora não seja possível identificar visualmente se os ovos vieram de um sistema produtivo adequado, algumas características podem indicar um produto de qualidade:

Casca firme: ovos de aves bem nutridas tendem a ter cascas mais resistentes, evidenciando um bom aporte mineral.

Odor neutro: ovos frescos e de boa qualidade não devem apresentar cheiro forte ao serem quebrados.

Selo de certificação: produtos certificados passam por rigorosos controles de qualidade e sanidade.

Armazenamento adequado: ovos devem estar bem acondicionados, sem rachaduras ou sujeira na embalagem.

Verifique a validade: ovos mais frescos oferecem melhor qualidade nutricional e menor risco de contaminação.





Source link