terça-feira, junho 30, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja segue cauteloso no Sul


A demanda por esmagamento mantém os preços da soja no Rio Grande do Sul elevados, apesar da cautela no mercado, segundo a TF Agroeconômica. A quinta-feira registrou pouca movimentação e algumas quedas nos preços, mas os valores seguem acima da média nacional. 

A alta do dólar e a queda na Bolsa de Chicago influenciaram o cenário, enquanto os prêmios permaneceram firmes. A incerteza climática segue pesando nas projeções da safra, que variam entre menos de 17 milhões e quase 25 milhões de toneladas. No porto, a saca foi cotada a R$ 137,00, enquanto no interior os preços ficaram em R$ 130,00 nas principais praças. Em Panambi, o preço de pedra manteve-se em R$ 125,00.  

Em Santa Catarina, a safra de soja sofre com o clima irregular, reduzindo a produtividade de 70 para 50 sacas por hectare. A colheita começa na segunda semana de março, mas a expectativa é de um volume inferior ao da temporada passada. No porto de São Francisco, a cotação para junho ficou em R$ 130,87. No Paraná, a projeção da safra é de 21,2 milhões de toneladas, uma leve queda de 0,65% em relação ao mês anterior. O preço em Paranaguá chegou a R$ 135,00, enquanto no interior variou entre R$ 122,91 em Cascavel e R$ 127,00 em Ponta Grossa.  

No Mato Grosso do Sul, a colheita avança rapidamente, com algumas regiões, como Sidrolândia, superando 50% da área colhida. A produtividade varia entre 15 e 80 sacas por hectare, refletindo as chuvas irregulares. Em Dourados, Campo Grande e Sidrolândia, o spot foi cotado a R$ 117,65. No Mato Grosso, a colheita entra na fase final com produtividade entre 50 e 70 sacas por hectare. Apesar da boa safra, os preços seguem baixos, com cotações de R$ 106,64 em Sorriso e Lucas do Rio Verde, e R$ 116,09 em Rondonópolis e Primavera do Leste.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Demanda interna impulsiona alta do milho na B3



O milho na CBOT registrou sua quinta sessão consecutiva de queda



Nos contratos futuros da B3, o vencimento para março de 2025 fechou a R$ 86,83,
Nos contratos futuros da B3, o vencimento para março de 2025 fechou a R$ 86,83, – Foto: AgResource

O milho negociado na B3 encerrou o dia em alta nesta quinta-feira (27), descolando-se da tendência de queda observada na Bolsa de Chicago (CBOT), de acordo com informações da TF Agroeconômica. A forte demanda interna, especialmente impulsionada pela produção de etanol, tem sustentado os preços no mercado físico e na bolsa, mesmo em um período que tradicionalmente apresentaria recuo. Além disso, a valorização do dólar compensou a baixa externa, favorecendo as cotações brasileiras.

Nos contratos futuros da B3, o vencimento para março de 2025 fechou a R$ 86,83, com alta diária de R$ 0,47 e avanço de R$ 4,11 na semana. Já o contrato para maio de 2025 subiu R$ 0,41 no dia, encerrando a R$ 82,61, enquanto julho de 2025 teve um leve acréscimo de R$ 0,01, fechando a R$ 74,17. A dificuldade logística e a menor disponibilidade de grãos no mercado físico também contribuem para essa valorização.

Em contraste, o milho na CBOT registrou sua quinta sessão consecutiva de queda. O contrato de março fechou em baixa de 2,82%, cotado a US$ 4,64 por bushel, enquanto o vencimento para maio caiu 2,53%, encerrando a US$ 4,81 por bushel. A pressão negativa veio de fatores como a declaração do ex-presidente Donald Trump sobre a imposição antecipada de tarifas comerciais e a divulgação de dados pelo USDA, que apontaram uma redução de 45% nas exportações semanais do cereal.

A combinação desses fatores demonstra um cenário de divergência entre os mercados interno e externo. Enquanto o milho brasileiro se mantém valorizado pela demanda interna e pela alta do dólar, a Bolsa de Chicago segue pressionada por incertezas comerciais e queda nas exportações.

 





Source link

News

veja a previsão para o primeiro dia de março



O primeiro dia de março será marcado por muito calor e pancadas de chuva. No Sul, o destaque vai para as instabilidades que avançam pelo Uruguai, enquanto no Centro-Oeste, há alertas para temporais. Confira a previsão para todo o país:

Sul

O mês de março começa com instabilidades na Região Sul que avançam pelo Uruguai, estimulando a formação de nuvens carregadas na Campanha Gaúcha e em Uruguaiana. A chuva acontece em formato de pancadas entre os períodos da tarde e noite; temporais pontuais não são descartados. Nas demais regiões, chuva em pontos isolados. Em Porto Alegre, calorão de 36 graus e chuva passageira. Entre Santa Catarina e o Paraná, sábado estável. Chove isolado entre as capitais Florianópolis e Curitiba à tarde.

Sudeste

O mês de março começa com muito calor e pouca chuva na Região Sudeste. O sistema de alta pressão continua influenciando o tempo em todos os estados, afastando as nuvens carregadas e mantendo o dia ensolarado. Entre o interior de São Paulo e o Triângulo Mineiro, temperaturas acima dos 35 graus e nada de chuva. Na capital paulista, chove isolado à tarde. Em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, tempo firme. No litoral do Espírito Santo, os ventos que sopram do oceano formam as instabilidades. Em Vitória, tempo abafado com 30 graus de máxima e pancadas de chuva em vários momentos do dia.

Centro-Oeste

As instabilidades se concentram entre Mato Grosso e interior de Goiás, com alertas para Cuiabá e região oeste mato-grossense. A chuva pode acontecer já pela manhã e se intensificar à tarde. Campo Grande, Goiânia e a capital federal terão pouca chuva e tempo quente, com máximas acima dos 30 graus.

Nordeste

Chuva mais pontual e tempo abafado entre as capitais Natal e Salvador. Entre o Maranhão, Piauí e Ceará, a chuva ainda é volumosa e pode causar transtornos em São Luís e em Fortaleza, mas apenas em pontos isolados. No sertão, tempo ensolarado e temperaturas altas.

Norte

Tem previsão de chuva em todos os estados, exceto em Roraima. Contudo, são precipitações irregulares associadas ao calor e à alta umidade. Pontualmente, os acumulados podem ser bem elevados no Amazonas, Acre, Pará e no interior do Tocantins.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago com incerteza no mercado internacional


As cotações da soja encerraram fevereiro em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo um cenário de maior oferta global e incertezas na demanda chinesa. O contrato para o primeiro mês fechou em US$ 10,22 por bushel em 27 de fevereiro, contra US$ 10,45 na semana anterior. O farelo e o óleo de soja também recuaram, com perdas acumuladas de 7,4% e 5,4%, respectivamente, nos últimos dias.

Nos Estados Unidos, o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgou no Fórum Outlook de fevereiro que a área de soja pode ser reduzida para 34 milhões de hectares, abaixo dos 35,3 milhões do ciclo anterior. No entanto, a queda ficou abaixo das expectativas do mercado, o que contribuiu para a desvalorização dos contratos futuros.

No Brasil, o cenário cambial tem ajudado a sustentar os preços internos. Com o real desvalorizado para R$ 5,83 por dólar, a saca de soja fechou a semana em R$ 125,40 no Rio Grande do Sul, enquanto nas principais praças os valores oscilaram entre R$ 103,00 e R$ 124,50. O avanço da colheita, que atingiu 37,6% da área plantada, pode pressionar os preços no curto prazo.

Apesar das quedas, a projeção de safra brasileira segue robusta, variando entre 166 e 171 milhões de toneladas, dependendo do impacto das quebras no Sul do país. Consultorias como a AgRural estimam 168,2 milhões de toneladas, enquanto a Hedgepoint Global Markets aposta em 171,5 milhões de toneladas.

Por outro lado, as exportações brasileiras de soja desaceleraram em fevereiro. Até a terceira semana do mês, o país havia exportado 3,7 milhões de toneladas, uma redução de 29% em relação ao mesmo período de 2024. A colheita tardia pode estar limitando os embarques.

O mercado segue atento ao comportamento da demanda chinesa, que representa mais de 70% das exportações brasileiras. Com a economia chinesa crescendo a um ritmo mais lento e políticas para reduzir a dependência da soja importada, especialistas alertam para um possível excesso de oferta global nos próximos anos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho tem forte valorização no Brasil com baixa disponibilidade no mercado


Os preços do milho seguem firmes no Brasil, impulsionados pela menor oferta no mercado e pelo aumento da demanda. No Rio Grande do Sul, a saca fechou a semana em R$ 67,69, enquanto nas principais regiões produtoras os valores oscilaram entre R$ 66,00 e R$ 86,00.

Na B3, os contratos futuros atingiram patamares históricos, com o vencimento de março/25 negociado entre R$ 73,15 e R$ 83,70. A valorização é reflexo da relação estoque/consumo apertada. Segundo a Conab, essa relação estava em 2,5% em janeiro, o menor nível já registrado no país.

A retração dos vendedores tem sido um dos principais fatores de sustentação dos preços. Com a expectativa de novas valorizações, muitos produtores optaram por segurar as vendas. Enquanto isso, compradores enfrentam dificuldades para recompor seus estoques e se deparam com preços elevados.

A safra de milho segunda safra (safrinha) segue avançando, mas ainda com atrasos. No Centro-Sul, 64% da área já foi plantada, segundo a AgRural, enquanto a Conab aponta 53,6%. Em Mato Grosso, estado líder na produção do cereal, o plantio alcançou 67,7%, mas segue 13,2 pontos percentuais atrasado, devido ao plantio tardio da soja e excesso de chuvas.

Nas exportações, o Brasil embarcou 1,2 milhão de toneladas de milho nos primeiros 15 dias úteis de fevereiro, segundo a Secex. O volume está 11,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2024, mas ainda dentro das projeções da Anec, que estima exportações totais de 1,29 milhão de toneladas no mês.

A expectativa para os próximos meses dependerá do desempenho da safrinha, que pode definir a oferta no segundo semestre. Caso as condições climáticas favoreçam a colheita, os preços podem perder força. No entanto, com estoques historicamente baixos, o milho segue com viés de alta no mercado doméstico.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

colheita atrasada em SC e PR; preços variam no MS


A TF Agroeconômica destacou que o mercado de exportação de milho no Rio Grande do Sul encerrou suas compras, concentrando-se agora no embarque dos volumes adquiridos. Os terminais passam a focar exclusivamente na soja e seus derivados. Enquanto isso, as indústrias seguem comprando milho e aproveitam oportunidades de aquisição “a fixar”, permitindo ajustes graduais nos preços. As indicações de compra variam entre R$ 73,00 e R$ 75,00, dependendo da localidade, enquanto os armazenadores seguem vendendo conforme a demanda dos produtores, com preços entre R$ 72,00 e R$ 75,00. Em Panambi, o preço subiu para R$ 67,00 por saca.  

Em Santa Catarina, a Conab informou que a colheita avançou pouco na última semana, atingindo 29% da área apta, ainda abaixo dos 39% registrados na mesma época de 2024. A Epagri apontou que os preços internos no estado seguem um movimento de leve retração, divergindo do cenário internacional, onde há expectativa de alta para março de 2025. No acumulado anual, os preços subiram 13% no Oeste, região com maior demanda devido à presença de agroindústrias. Atualmente, as cooperativas locais pagam entre R$ 63,50 e R$ 67,00 por saca, enquanto nos portos os valores variam de R$ 72,50 a R$ 73,50 para entregas entre agosto e outubro.  

No Paraná, a Conab revisou os dados da colheita da primeira safra, confirmando atraso nos trabalhos. No mercado local, as ofertas para o milho spot giram em torno de R$ 70,00 por saca. No porto de Paranaguá, os preços para a safrinha variam de R$ 72,30 a R$ 74,50, dependendo do prazo de entrega e pagamento. Já no Mato Grosso do Sul, a Aprosoja indicou que o plantio da safrinha atingiu 24,2% da área prevista. Os preços no estado tiveram variação: recuaram 1,52% em Campo Grande (R$ 65,00), mas subiram em outras regiões, com Chapadão atingindo R$ 69,00 (+7,81%) e Dourados e Maracaju registrando R$ 70,00 por saca.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

mercado reage a novos ataques na Ucrânia e clima adverso nos EUA



Chuvas excessivas no norte da França e na Alemanha prejudicaram a qualidade dos grãos




Foto: Canva

As condições climáticas desfavoráveis na Europa impactam a safra de trigo e abrem espaço para a Rússia aumentar sua participação no mercado global. Chuvas excessivas no norte da França e na Alemanha prejudicaram a qualidade dos grãos, limitando a oferta de trigo para exportação. De acordo com analistas, a safra europeia pode sofrer uma redução de até 4 milhões de toneladas em relação ao projetado inicialmente. “Os problemas climáticos na colheita fizeram com que parte do trigo perdesse qualidade para moagem e fosse direcionado à alimentação animal”, explicou um consultor de mercado.

Enquanto isso, a Rússia segue com uma safra robusta e preços competitivos. A produção russa deve alcançar 91 milhões de toneladas em 2024, consolidando o país como o maior exportador global. Recentemente, Moscou reduziu tarifas de exportação para atrair mais compradores internacionais.

Os preços internacionais refletem esse cenário. O trigo europeu ganhou prêmio devido à menor disponibilidade, enquanto o trigo russo mantém cotações mais baixas e segue conquistando mercado no Norte da África e no Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, a produção também sofreu com o clima seco, especialmente nas regiões produtoras de trigo de primavera. O USDA revisou para baixo a estimativa da safra norte-americana, o que pode favorecer a valorização do trigo no médio prazo.

O cenário global segue volátil, e os próximos meses serão decisivos para os preços. Com menor oferta na Europa e produção elevada na Rússia, os importadores analisam oportunidades, enquanto produtores em diferentes países buscam estratégias para se manterem competitivos.





Source link

News

Preços em queda! Como ficou o mercado da soja?



A queda nos preços da soja travou o mercado brasileiro nesta sexta-feira (28), com reflexo nas quedas observadas em Chicago. O movimento de retração nos preços, entretanto, foi atenuado pela alta do dólar. Além disso, os prêmios recuaram e, mesmo assim, a indústria manteve as indicações mais firmes, evidenciando certa resistência do setor frente à pressão do mercado.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo a Safras & Mercado, a colheita segue sem maiores complicações no Brasil, com o ritmo de produção avançando conforme o esperado, enquanto a Argentina, que também está em colheita, viu uma melhoria nas condições climáticas, o que ajudou a estancar as perdas no potencial produtivo. Porém, a expectativa de uma ampla oferta sul-americana tem pressionado as cotações da soja.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00
  • Região das Missões (RS): recuou de R$ 133,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): diminuiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): estabilizou em R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve-se em R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 120,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): seguiu estável em R$ 113,00

Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, acentuando as perdas acumuladas ao longo da semana e de fevereiro. A pressão sobre os preços foi intensificada pelas incertezas acerca da política tarifária do governo Trump, com a iminente implementação de taxas de 25% para o Canadá e o México, e de 10% sobre os produtos chineses, a partir de 3 de março. Isso tem gerado preocupações no mercado sobre as possíveis retaliações, que podem afetar produtos agrícolas americanos.

Ademais, o avanço da maior colheita da história do Brasil também contribui para a pressão sobre os preços. As incertezas envolvendo o comércio internacional e os impactos nas tarifas, somados à oferta crescente de soja da América do Sul, tornam o cenário ainda mais desafiador para os produtores.

Contratos futuros da soja

Na sexta-feira, os contratos futuros de soja com vencimento em maio na Bolsa de Chicago fecharam com queda de 11,50 centavos, ou 1,10%, para US$ 10,25 3/4 por bushel. Já os contratos para julho recuaram 12 centavos, ou 1,14%, para US$ 10,40 por bushel. A pressão sobre os preços se deve tanto à expectativa de uma grande colheita sul-americana quanto ao aumento da oferta, o que tende a puxar os preços para baixo.

Nos subprodutos, o farelo de soja, com vencimento para maio, permaneceu estável a US$ 300,20 por tonelada. Por outro lado, o óleo de soja, também com vencimento em maio, fechou a 44,12 centavos por libra-peso, apresentando uma queda de 1,23 centavo, ou 2,71%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,47%, negociado a R$ 5,9153 para venda e a R$ 5,9133 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8229 e a máxima de R$ 5,9183. Nos acumulados da semana e do mês, o dólar fechou em alta de 3,25% e 1,37%, respectivamente, refletindo a pressão sobre a moeda local frente a incertezas econômicas internacionais e ao impacto das políticas fiscais dos Estados Unidos.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Clima deve variar e exige atenção no campo durante o feriado


A previsão do tempo para o Carnaval 2025 indica variações climáticas em diferentes regiões do país, exigindo planejamento para quem pretende viajar ou seguir com as atividades no agronegócio. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um boletim detalhado com as condições climáticas entre os dias 1º e 4 de março. Confira como será o clima e se programe.

Região Norte

O tempo deve permanecer instável em grande parte da região, com pancadas de chuva frequentes, principalmente no período da tarde e noite. Essas precipitações podem vir acompanhadas de raios, trovoadas e rajadas de vento, o que exige atenção redobrada, especialmente para quem trabalha com lavouras sensíveis à umidade excessiva. No norte do Amazonas e em Roraima, a possibilidade de chuva é menor, mas ainda há condições para pancadas isoladas no final do dia. O calor continua intenso, favorecendo a evapotranspiração e exigindo uma boa gestão hídrica para as plantações.

Região Nordeste

A previsão aponta para dias com muitas nuvens e pancadas de chuva intercaladas com períodos de sol em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. Essas precipitações podem beneficiar regiões produtoras que dependem da umidade para a lavoura, mas também podem gerar transtornos em locais com o solo saturado. Do Rio Grande do Norte até a Bahia, espera-se a ocorrência de chuvas mais intensas e localizadas, podendo impactar o escoamento da produção agrícola. No interior da região, predomina o tempo seco e quente, favorecendo a colheita e a secagem de grãos.

Região Centro-Oeste

Os produtores da região devem se preparar para chuvas distribuídas ao longo do dia, especialmente no período da tarde e noite. Essas condições climáticas podem trazer desafios para a colheita de grãos e o manejo das pastagens. Em algumas áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, as precipitações podem vir acompanhadas de rajadas de vento, exigindo cautela no transporte e armazenamento da produção. Apesar da instabilidade, as temperaturas se mantêm elevadas, impulsionando o crescimento vegetativo de diversas culturas.

Região Sudeste

A previsão indica dias de calor intenso, com máximas chegando a 37°C no Rio de Janeiro e 33°C em São Paulo. Essas condições favorecem a maturação de culturas como a cana-de-açúcar e a fruticultura, mas também aumentam a necessidade de irrigação nas lavouras. No entanto, áreas do litoral paulista e do Espírito Santo podem registrar chuvas isoladas, o que pode impactar regiões de produção de café e hortaliças. O predomínio de sol e tempo seco em algumas localidades também eleva o risco de incêndios em vegetações secas.

Região Sul

Os três estados da região têm previsão de temperaturas elevadas durante os dias de feriado. A sensação de calor será intensificada pelo tempo abafado e pelo aumento da nebulosidade ao longo do dia. A partir da tarde, as condições ficam favoráveis para pancadas de chuva isoladas, o que pode auxiliar na recuperação dos solos em algumas áreas, mas também pode atrasar trabalhos de colheita. No Rio Grande do Sul, o tempo quente e úmido favorece o desenvolvimento da soja e do milho, exigindo monitoramento para doenças fúngicas.





Source link

News

Preço dos alimentos está alto por causa dos gastos desenfreados do governo, diz Farsul



O governo federal fez mais uma ofensiva para tentar frear a inflação dos alimentos: convidou indústria, entidades representativas dos setores produtivos e ministérios para discutir soluções na noite de quinta-feira (27), em Brasília.

Algumas medidas práticas, como zerar a tarifa de importação de óleos vegetais, por exemplo, foram propostas. No entanto, para o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, a responsabilidade pelo aumento dos produtos nos supermercados é dos gastos públicos desenfreados.

“A inflação dos alimentos está em 8,02%, mas a inflação para produzir, que é o IPP, o Índice de Preços ao Produtor, do IBGE, está em 9,48%. Então, o que acontece é que está aumentando para o consumidor, mas também está aumentando para produzir. Está aumentando para o produtor rural, para a indústria, para o transporte, basta ver o preço dos combustíveis, da energia elétrica, ou seja, quando tudo sobe, não tem como não estourar lá na ponta, e as coisas estão subindo porque o governo não para de gastar”, considera.

Segundo ele, reduzir a Tarifa Externa Comum (TEC) do trigo, por exemplo, medida aventada nas reuniões do governo, não significa diminuir o preço do pão porque os fatores que impactam o consumidor e o produtor não são conectados. “Reduzir a TEC é um instrumento legítimo que está ‘dentro do jogo’. Vai funcionar? Não”, afirma.

A respeito proposta de taxar as exportações do agro, estabelecendo um piso mínimo de 5% para a tributação da venda externa de alimentos in natura e semielaborados, do projeto de lei complementar 48/2025, apresentado pelo Psol no Congresso Nacional, da Luz diz ser absurda. “É declaração de guerra [com o agro]”, frisou.



Source link