A previsão do tempo para a primeira semana de março indica condições climáticas favoráveis para os trabalhos com a soja em grande parte do país. No Centro-Sul, as chuvas devem atingir aproximadamente 50 mm em um período de cinco dias, sem comprometer as operações agrícolas. Além disso, a umidade será benéfica para o milho da segunda safra, que foi recentemente semeado em São Paulo e Minas Gerais.
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Nestes estados, o tempo permanecerá mais quente e seco, com a onda de calor prevista para se dissipar apenas no final da semana. Já no Oeste de Mato Grosso, as chuvas podem causar transtornos, pois o acumulado deve ultrapassar os 80 mm no mesmo período.
O tempo nas lavouras de soja
No Sudeste, está previsto o avanço das chuvas sobre São Paulo e Minas Gerais, porém em forma de pancadas isoladas durante a tarde, sem impacto nas atividades agrícolas. No Sul, a ausência de chuvas volumosas preocupa os produtores, especialmente aqueles com lavouras de soja em fase de enchimento de grãos. A previsão indica que volumes expressivos de chuva só devem retornar na virada da quinzena.
No Nordeste, incluindo a região do Matopiba, as chuvas persistem no Tocantins e Maranhão, com acumulados superiores a 100 mm em cinco dias. Na Bahia, os volumes não devem ultrapassar 50 mm, concentrando-se na faixa leste do estado, com pouca ocorrência de precipitações no interior da região.
Por fim, na Região Norte, os maiores volumes de chuva devem ocorrer no Pará, onde praticamente todo o estado poderá registrar acumulados acima de 150 mm em cinco dias.
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No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos – Foto: Sheila Flores
A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que as recentes chuvas melhoraram a condição hídrica da soja e do milho na Argentina, apesar de desafios regionais. A área de soja classificada como Normal/Excelente subiu 1,2 p.p., enquanto a condição Adequada/Ótima avançou 4,8 p.p. Cerca de 20% da soja de primeira está em enchimento de grãos sob melhores condições, especialmente nos núcleos norte e sul.
No entanto, no centro e sul de Buenos Aires, mais de 50% das lavouras enfrentam déficit hídrico, o que pode comprometer o rendimento. Já a soja de segunda entrou no período crítico em situação mais favorável, reduzindo perdas potenciais. Ainda assim, no Centro-Norte de Santa Fe e no sul da região agrícola, é essencial recompor a umidade do solo para evitar novas quedas na produtividade.
No milho, a colheita avança em Santa Fe e Entre Ríos, com início em Buenos Aires. As chuvas favoreceram os cultivos tardios, em período crítico (VT-R1) em 70,5% da área, resultando em uma melhora de 2,1 p.p. nos lotes entre Normal e Excelente. No entanto, os plantios intermediários sofreram com déficit hídrico e calor na floração, sem recuperação significativa. No sul da região agrícola, sem chuvas generalizadas, o desenvolvimento da cultura dependerá da previsão climática.
A colheita de girassol atingiu 10,8% da área apta, com rendimento médio de 22 qq/ha, mantendo a projeção de 4,1 milhões de toneladas. No NEA, a produtividade está entre as cinco melhores da série histórica, enquanto Buenos Aires e La Pampa ainda aguardam chuvas para garantir bons rendimentos.
Na última sexta-feira (28), o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou a entrega de diferentes máquinas e equipamentos para as famílias assentadas de São José do Povo, região Sul de Mato Grosso.
Segundo informações fornecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ação foi realizada no âmbito do Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O programa visa fortalecer a atividade agropecuária nas comunidades rurais.
Durante o evento, o ministro destacou o compromisso do presidente Lula com o desenvolvimento regional e o combate à fome, mencionando que o programa é um importante passo para reduzir desigualdades. “Mato Grosso é um dos expoentes da agropecuária mundial, mas os pequenos produtores ainda necessitam de apoio para impulsionar a produção”, afirmou Fávaro.
São cinco os assentamentos beneficiados com a entrega das patrulhas, caminhões e outros equipamentos, totalizando um investimento superior a R$ 4,3 milhões. Os assentamentos que receberam o apoio incluem Sandrini, João Pessoa, Márcio Pereira, Padre Josimo e Salete Strozake.
Júnior da Saúde, prefeito de São José do Povo, ressaltou a relevância da ação para a melhoria das condições dos pequenos produtores do município. O presidente da Câmara Municipal, vereador Nilsinho, também destacou a importância do programa para a região, mencionando que cerca de 700 pequenos produtores atuam em São José do Povo.
A cerimônia aconteceu no P.A. Márcio Pereira, onde 90 famílias assentadas, focadas na pecuária, foram beneficiadas. Toarpa Garcia Rocha, presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento Márcio Pereira (Aspram), explicou que o novo maquinário contribuirá para o aumento da competitividade dos produtores locais, resultando em mais alimentos para a comunidade.
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A regulamentação viabiliza a entrada do limão português no mercado brasileiro – Foto: Pixabay
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) do Brasil publicou a Portaria SDA/MAPA Nº 1.246, de 20 de fevereiro de 2025, estabelecendo os requisitos fitossanitários para a importação de frutos frescos de limão de Portugal. A decisão marca o fim de um longo impasse e representa um avanço nas relações comerciais entre os dois países, consolidado durante a XIV Cimeira Luso-Brasileira.
A regulamentação viabiliza a entrada do limão português no mercado brasileiro, um setor altamente competitivo e com forte demanda por frutas cítricas. A medida é fruto de negociações entre a Secretaria de Defesa Agropecuária do Brasil e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) de Portugal, além do envolvimento da diplomacia portuguesa. O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil destacou que a decisão reflete o compromisso com a ampliação do comércio internacional, garantindo padrões sanitários rigorosos.
Para o Brasil, a importação pode impactar o mercado interno de cítricos, especialmente a cadeia produtiva do limão Tahiti, amplamente cultivado no país. Produtores brasileiros devem acompanhar de perto os efeitos dessa abertura comercial, avaliando possíveis impactos sobre preços e concorrência. Já para Portugal, a nova regulamentação representa uma oportunidade estratégica de expansão, atendendo a uma demanda crescente por frutas de alta qualidade no Brasil. O setor agrícola brasileiro se mantém atento à implementação das exigências fitossanitárias estabelecidas, garantindo que a importação ocorra sem comprometer a sanidade vegetal local.
A produção de peixes de cultivo no Brasil atingiu 968,7 mil toneladas em 2024, um crescimento de 9,21% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Esse avanço demonstra a resiliência do setor, mesmo diante da oscilação dos preços da tilápia, principal espécie criada no país.
“Em um ano marcado pela oscilação de preços da tilápia ao produtor, nossa espécie mais relevante, a atividade superou adversidades e não apenas manteve o ritmo de crescimento como acelerou o avanço, aproximando-se de 1 milhão de toneladas”, assinala Francisco Medeiros, presidente executivo da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
A tilápia puxou o crescimento, totalizando 662,2 mil toneladas, um aumento expressivo de 14,36% sobre 2023. Já os peixes nativos enfrentaram dificuldades, com queda de 1,81% na produção, fechando o ano com 258,7 mil toneladas, afetados pela menor oferta na região amazônica. Outras espécies tiveram alta de 7,5%, atingindo 47,8 mil toneladas.
O presidente destacou a crescente demanda por peixes de cultivo, consolidando a tilápia como parte do cardápio dos brasileiros, especialmente no centro-sul. Além disso, diversos estados ampliaram a produção, contribuindo para o melhor resultado da piscicultura em dez anos. Desde 2015, o setor cresceu 51,8%, reforçando seu papel na produção de proteínas no país.
“Definitivamente, o brasileiro aprendeu a apreciar nossos peixes. Assim como na parte norte do país os nativos já fazem parte da alimentação das pessoas, a tilápia assumiu relevância indiscutível no centro-sul, tornando-se presença semanal no prato. Essa consistência da demanda é um ingrediente essencial para o contínuo aumento da produção desta que é a proteína animal que mais cresceu na última década”, ressalta Francisco Medeiros.
Altas generalizadas foram observadas no encerramento desta segunda-feira (17) para as cotações no mercado de suínos. De acordo com análise divulgada pelo Cepea, as cotações do suíno vivo e da carne estão em tendência de alta em fevereiro em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso vem das aquecidas demandas interna e internacional.
Segundo dados da Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo teve aumento de 2,96%, com preço médio de R$ 174,00, enquanto a carcaça especial subiu 0,71%, fechando em R$ 14,10/kg, em média.
Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à sexta-feira (14), houve alta de 1,45% em Minas Gerais, chegando a R$ 9,10/kg, elevação de 0,35% no Paraná, com valor de R$ 8,49/kg, incremento de 2,32% no Rio Grande do Sul, chegando a R$ 8,38/kg, avanço de 2,42% em Santa Catarina, custando R$ 8,47/kg, e de 1,53% em São Paulo, fechando em R$ 8,63/kg.
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O mercado físico do boi gordo teve preços mais baixos ao longo de fevereiro nas principais praças de produção e comercialização do país, pressionados por um cenário de maior oferta combinado com retração no consumo da proteína animal no varejo.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o crescimento da disponibilidade de fêmeas contribuiu também para incrementar a oferta, fazendo com que a indústria frigorífica conseguisse um bom avanço de suas escalas de abate.
“Esse cenário foi bastante representativo na Região Norte e acentuou a queda que se sucedeu nos demais estados que contam com abates relevantes. Por outro lado, as exportações de carne bovina em bom nível ainda são a principal variável de sustentação dos preços, evitando quedas ainda mais acentuadas”, disse.
Segundo ele, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição confortável das escalas de abate nos frigoríficos, somado ao comportamento dos preços da carne no atacado.
Projeção para março
Iglesias destaca que o enfraquecimento da demanda doméstica de carne bovina é agudo, com a população mais descapitalizada, como normalmente ocorre no início de cada ano. Assim, as pessoas optam por proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, os embutidos e ovos, principalmente.
“As indústrias conseguiram, sem muita dificuldade, pressionar os pecuaristas por preços mais baixos para as boiadas”, assinalou.
De acordo com o analista, o cenário para a primeira quinzena de março é um pouco mais favorável. “Os salários vão entrar na economia, o que vai motivar a reposição de carne e, além disso, a indústria pode entrar com mais apetite para a compra de gado por conta do feriado prolongado de Carnaval.”
Esses fatores, conforme o analista, devem trazer mais sustentação e até motivar altas da arroba, mas sem espaço para altas contundentes. “Os preços podem se recuperar, mas de maneira moderada”, ressalta.
Preços da arroba do boi (janeiro x fevereiro)
Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 27 de fevereiro em comparação a 31 de janeiro:
São Paulo: R$ 313,67, contra R$ 325,08 (-3,5%)
Goiás: R$ 294,64, ante R$ 307,86 (-3,64%)
Minas Gerais: R$ 304,12, contra R$ 314,41 (-3,3%)
Mato Grosso do Sul: R$ 302,05, ante R$ 312,39 (-3,3%)
Mato Grosso: R$ 300,38, contra R$ 321,93 (-6,7%)
Exportações de carne bovina
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 755,443 milhões em fevereiro (15 dias úteis), com média diária de US$ 50,362 milhões, conforme a Secretária de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 153,143 mil toneladas, com média diária de 10,209 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.932,90.
Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 18,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 8,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 9,0% no preço médio.
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST) disseram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará, na próxima sexta-feira (7), um assentamento do grupo pela primeira vez no mandato atual.
O local escolhido foi o Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, Minas Gerais. O compromisso ainda não está na agenda do chefe do Executivo. Contudo, o petista visa se reaproximar do movimento, historicamente a sua base de apoio mais fiel, diante da queda de popularidade e da pressão pelo aceleramento da reforma agrária.
Em entrevista ao jornal O Globo, a deputada Marina do MST (PT-RJ) disse que a ida do presidente servirá para que os líderes cobrem, novamente, mais agilidade no processo de criação dos assentamentos. “O governo precisa sair da inércia e destravar as políticas públicas voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar e da reforma agrária. Esta é a solução, inclusive, para a alta do preço dos alimentos”, disse.
Vale lembrar que em janeiro, Lula recebeu integrantes do movimento no Palácio do Planalto, encontro que ocorreu seis dias após o grupo divulgar carta que tinha o objetivo de pressionar o presidente a assentar 100 mil famílias.
Críticas ao Congresso
No documento de janeiro, o MST criticou a atuação do governo petista e contestou os cálculos de assentamentos divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Além disso, o grupo teceu comentários negativos ao Congresso Nacional, classificando o trabalho dos parlamentares como “atuação perversa” em defesa do agronegócio.
Em dezembro do ano passado, ministro Paulo Teixeira, do MDA, afirmou que o governo Lula assentou 71,4 mil famílias ao longo de 2024. O governo se comprometeu com a meta de incorporar 295 mil novas famílias ao Programa Nacional de Reforma Agrária até o fim de 2026. Contudo, os dados são contestados pelo MST.
Denúncia registrada na ouvidoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) levou à apreensão de 10.800 litros de suposto “azeite de oliva extravirgem” em um centro de distribuição de supermercados em Osasco, na Grande São Paulo, no dia 24 de fevereiro. Essa notícia ficou entre as matérias mais lidas do site do Canal Rural na última semana.
A ação constatou que o produto da marca Azapa (lote 2024) continha mistura de óleos vegetais, sendo considerado impróprio para consumo humano.
De acordo com os auditores federais fiscais agropecuários que realizaram a apreensão de hoje, a responsabilidade pelo caso é do importador localizado em Osasco, que possui uma rede de supermercados nos estados de São Paulo e no Rio Grande do Sul, onde o produto foi fiscalizado e coletado para análise.
“Trata-se de um produto caracterizado como fraudado por conter mistura de outros óleos vegetais”, afirmou o diretor do Dipov, Hugo Caruso.
Ele também ressaltou que a operação evitou riscos à saúde pública e prejuízos financeiros aos consumidores, destacando que a integração entre órgãos do Ministério nos dois estados foi fundamental para a agilidade da operação.
Direito à defesa
A empresa importadora do azeite terá direito à defesa e, caso a irregularidade seja comprovada, responderá às penalidades previstas na legislação, incluindo multas e possível interdição.
O Ministério da Agricultura e Pecuária informa que produtos fraudados devem ser destinados para fins industriais, como a produção de biodiesel, ou inutilizados sob supervisão de órgãos ambientais.
A pasta ainda lembra que consumidores podem denunciar irregularidades em produtos vegetais na plataforma Fala BR, do Mapa, que auxilia no planejamento de operações em todo o país.
A Embrapa, em parceria com a Litho Plant, desenvolveu um protetor solar para plantas que reduz a queima de folhas e frutos, melhora a resiliência e aumenta a produtividade. Batizado de Sombryt BR, o produto foi testado em culturas como abacaxi, banana, citros, mamão, manga e maracujá, mostrando alta eficiência na proteção contra danos físicos e no fortalecimento da planta contra estresses ambientais.
A inovação chega ao mercado classificada como fertilizante mineral simples à base de carbonato de cálcio. Aplicado diretamente nas folhas e frutos, o produto seria compatível com sistemas de cultivo orgânico e convencional. Os testes apontam redução de até 20% nos danos físicos aos frutos e um aumento médio de 12% na produtividade das laranjeiras da vsariedade pera, sob diferentes condições de irrigação.
Segundo Maurício Coelho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura e coordenador dos experimentos, o produto melhora o balanço energético das plantas. “Isso torna a planta mais eficiente no uso da água e na troca de gases, resultando em maior resiliência e produtividade”, conta.
Testes e impactos positivos no campo
Os estudos sobre o efeito do Sombryt BR começaram em 2021 e foram aplicados em diversas regiões do Brasil. Em Rio Real (BA), a tecnologia foi testada em citros ao longo de três colheitas, demonstrando um aumento de produtividade de até 17% em pomares sem irrigação. No Rio Grande do Norte, os testes com mamão indicaram uma melhora de 18% na firmeza da polpa e um aumento de 20% na massa dos frutos.
No caso do abacaxi, os experimentos em Itaberaba (BA), uma das principais regiões produtoras da fruta, mostraram uma redução de 20% nos danos físicos causados pelo sol. Essa descoberta beneficia especialmente os produtores orgânicos, que antes utilizavam jornais para cobrir os frutos.
Os benefícios também foram observados na produção de manga. Em fazendas na Bahia e Pernambuco, houve uma redução de 20% na incidência de queimaduras solares, problema que compromete a qualidade comercial dos frutos.
Foto: Embrapa
Já para os produtores de maracujá no Semiárido baiano, o foco foi melhorar a resistência das plantas ao estresse hídrico. Os experimentos, segundo a Embrapa, mostraram ganhos significativos na fotossíntese (+28%), transpiração da planta (+9%) e eficiência no uso da água (+17%), fatores que refletem diretamente no aumento da produtividade.
Tecnologia acessível e fácil aplicação
O protetor pode ser aplicado por pulverização em pomares e lavouras, diluído apenas em água, sem necessidade de aditivos auxiliares. As aplicações podem ser feitas com pulverizadores convencionais ou por drones, garantindo cobertura eficiente.
O diretor da Litho Plant, Luciano Rastoldo, destaca que a tecnologia tem potencial para transformar a produção agrícola brasileira. “Saímos da fase de testes para a certeza de que o produto funciona. Os trabalhos da Embrapa mostram que há diversos benefícios além da redução da queima dos frutos, como maior eficiência fisiológica das plantas”, afirma.
A produção industrial do Sombryt BR já está pronta para atender à demanda, com capacidade inicial de 100 mil litros por ano. O custo do litro do produto deve variar entre R$ 80 e R$ 100, com dosagem de 300 ml a 1,5 litro por hectare por aplicação.
Mudanças climáticas
Com a intensificação das mudanças climáticas e o aumento das temperaturas médias, tecnologias que ajudam a reduzir os impactos do calor na produção agrícola são cada vez mais necessárias. De acordo com a Embrapa, o Sombryt BR surge como uma solução inovadora para melhorar a produtividade e a sustentabilidade no campo, reduzindo as perdas causadas por queimaduras solares e otimizando o uso da água pelas plantas.
O lançamento comercial do produto ocorrerá em breve, e a expectativa é que pequenos, médios e grandes produtores possam incorporá-lo às suas lavouras para aumentar a resiliência das culturas e garantir frutos de melhor qualidade para o mercado.