segunda-feira, junho 29, 2026

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Frango: volume e faturamento das exportações até a 2ª semana de fevereiro…


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De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (17), as exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas até a segunda semana de fevereiro (10 dias úteis), atingiram mais de 70% referentes ao volume e faturamento de fevereiro do ano passado.

A receita obtida com as exportações de carne de frango até o momento no mês de fevereiro, US$ 460.596,979, representa 72,06% do total arrecadado em todo o mês de fevereiro de 2024, que foi de US$ 639.124,931. No caso do volume embarcado, as 259.770,24 toneladas representam 70,48% do volume registrado em fevereiro de 2024, quantidade de 368.530,306 toneladas.

O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 46.059,6979 quantia 36,9% a mais do que o registrado em fevereiro de 2024. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 10,46% quando comparado aos US$ 51.442,724 vistos na semana passada.

No caso das toneladas por média diária, foram 25.977,024, houve aumento de 33,9% no comparativo com o mesmo mês de 2024. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se retração de 9,44% em relação às 28.686,752 toneladas da semana anterior.

Já o preço pago por tonelada, US$ 1.773,093, é 2,2% superior ao praticado em fevereiro do ano passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa redução de 1,12% no comparativo ao valor de US$ 1.793,257 visto na semana passada.

 





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Preço dos alimentos será tema de reuniões do governo hoje



O governo federal realiza, nesta quinta-feira (6), duas reuniões para tratar do preço dos alimentos, que preocupa o Executivo em meio a uma queda histórica na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A primeira reunião acontece pela manhã, no Palácio do Planalto.

O encontro da tarde será com representantes de entidades do setor alimentício como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE).

Os encontros têm o objetivo de procurar soluções para diminuir o preço dos alimentos e serão comandados pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e também terá presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário de Política
Econômica, Guilherme Mello, representam o ministro Fernando Haddad, que está em São Paulo.

No começo do mês, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) entregou ao governo federal um documento contendo 20 propostas para ajudar a combater a inflação de alimentos no Brasil.

O documento credita o impulso da inflação ao aumento dos gastos públicos e à desvalorização cambial. E teme pela aplicação de “medidas heterodoxas” por parte do governo que possam vir a prejudicar o setor produtivo, propondo medidas de fortalecimento da produção interna, como a diminuição de impostos.



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Plantio do trigo safrinha inicia com boas projeções


O mês de março marca o início do plantio do trigo safrinha no Cerrado, período em que a cultura pode ser semeada após a colheita da soja sem irrigação, aproveitando o final da estação chuvosa. Segundo dados da Embrapa, a área plantada pode chegar a 250 mil hectares, representando um crescimento entre 5% e 10% em relação à safra anterior. Em Goiás, o crescimento pode ser ainda maior, atingindo até 15%.

O trigo safrinha vem conquistando produtores interessados em diversificação de culturas. “O cultivo do trigo safrinha tem avançado principalmente entre produtores que desejam diversificar culturas, mitigar problemas e diminuir riscos ou, ainda, para aproveitar áreas que ficariam em pousio ou seriam cultivadas com plantas de cobertura”, destacam os pesquisadores da Embrapa.

Com o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas ao Cerrado, como a BRS 404, da Embrapa, o trigo tem se consolidado no plantio direto e na rotação com soja, milho e sorgo. A prática auxilia na quebra do ciclo de pragas e doenças, incluindo fungos de solo e nematoides. “Outro benefício é a possibilidade de rotacionar princípios ativos de defensivos agrícolas, como herbicidas que podem agir no controle de plantas daninhas resistentes ao glifosato usado nas lavouras de soja RR, assim como no controle de plantas dessa cultura germinadas após a colheita, contribuindo tanto com o vazio sanitário como para eliminar plantas tigueras de cultivos de milho na área”, aponta a Embrapa.

Segundo a Embrapa, a adoção do trigo após a soja permite a possibilidade de utilizar soja de ciclo mais longo, com maior potencial produtivo em comparação com variedades precoces voltadas ao milho safrinha. Além disso, o trigo do Cerrado é o primeiro a ser colhido no Brasil, permitindo comercialização a preços mais atrativos. “A colheita do trigo safrinha é realizada no período seco, entre os meses de junho e julho, o que tem garantido um produto de excelente qualidade de grãos e livre das micotoxinas que costumam afetar lavouras do Sul do País em anos de muita chuva na colheita, como a giberela”, observa Júlio Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados (DF). Os rendimentos das lavouras têm variado de 35 a 65 sc/ha em anos de precipitação normal, e as receitas com as vendas têm estimulado os produtores a ampliarem a área cultivada na região.

O cultivo do trigo safrinha no Cerrado requer planejamento e atenção às condições edafoclimáticas para garantir a produtividade. Segundo os pesquisadores Júlio Albrecht e Jorge Chagas, o trigo de sequeiro é indicado para áreas com altitude acima de 800 metros, sendo essencial que o produtor escolha cultivares adaptadas e consulte o zoneamento agrícola de risco climático, disponível no Ministério da Agricultura e Pecuária e no aplicativo Zarc Plantio Certo. Antes do plantio, a análise e correção do solo são fundamentais: a acidez deve ser corrigida com calcário, enquanto o alumínio em profundidade pode ser neutralizado com gesso agrícola. Além disso, a eliminação de camadas compactadas favorece o aprofundamento das raízes, permitindo melhor absorção de água e nutrientes, o que reduz os impactos de períodos secos.

O manejo adequado também inclui a prática do plantio direto, em que a semeadura ocorre sobre a palhada da cultura anterior, ajudando a conservar a umidade do solo e reduzir perdas por evapotranspiração. Para otimizar a produtividade, a semeadura deve ocorrer entre o início e o final de março, ajustando-se ao regime de chuvas da região. O escalonamento do plantio e a escolha de cultivares resistentes a doenças e estiagem são estratégias recomendadas. No início da safra, é preferível utilizar cultivares mais tolerantes a doenças como a brusone, que pode ser intensificada por chuvas excessivas. Já para semeaduras tardias, após 15 de março, o ideal é optar por variedades mais resistentes à seca, considerando que altas temperaturas e veranicos podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.

A cultivar BRS 404, desenvolvida pela Embrapa, foi especialmente adaptada para regiões de baixa precipitação e aproveita a umidade residual do solo. Com ciclo precoce de 105 a 118 dias, o trigo atinge espigamento entre 57 e 67 dias após a semeadura, dependendo da altitude da área de cultivo.

Entre suas características, a BRS 404 apresenta tolerância ao déficit hídrico, ao calor e ao alumínio no solo, além de elevada produção de palhada e excelente qualidade dos grãos. Os pesquisadores alertam, porém, para uma moderada suscetibilidade à brusone e à mancha amarela. Com o aumento da área plantada e o fortalecimento do trigo safrinha no Cerrado do Brasil Central, o cereal se consolida como alternativa viável para produtores que buscam inovação e sustentabilidade no sistema produtivo.





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Destruição de vegetação nativa é alvo da AGU



A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com 12 ações civis públicas (ACPs) contra infratores pela destruição de vegetação nativa nos biomas da Amazônia, Mata Atlântica, do Cerrado, Pampa e Pantanal. Juntas, as ACPs buscam o pagamento de R$ 76 milhões em virtude da destruição de uma área de 6,8 mil hectares em 11 estados brasileiros.

Os valores cobrados dos 23 réus dizem respeito ao montante necessário à recuperação das áreas de vegetação nativa degradadas e à indenização por dano moral coletivo, interino e residual e enriquecimento ilícito relativos ao dano ambiental.

As demandas foram ajuizadas no âmbito do AGU Recupera, grupo estratégico ambiental instituído em 2023 para atuação em demandas judiciais prioritárias, visando à proteção dos biomas brasileiros e do patrimônio cultural. As ações foram elaboradas a partir de autos de infrações e laudos produzidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Esse primeiro lote de 2025 do AGU tem extrema relevância diante de toda proteção que o meio ambiente carece, tendo em vista o efeito das ações ajuizadas na defesa dos mais diversos biomas brasileiros por meio da recuperação das áreas degradadas, pois, além da Amazônia, foram contemplados o Cerrado, o Pantanal, a Mata Atlântica e os Pampas”, disse Filipe Araújo Cavalcante, integrante da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente da AGU (Pronaclima).

Na avaliação da procuradora-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama, Karina Marx Macedo, “o ajuizamento desse lote reflete a atuação da área técnica da autarquia, da Procuradoria Federal Especializada do Ibama e da equipe do AGU-Recupera na busca da responsabilização civil de infratores ambientais”.

A procuradora explica que atuação da procuradoria especializada se desenvolve desde o assessoramento da autarquia, quando do direcionamento dos casos que serão judicializados, passando pela análise jurídica de viabilidade, até o encaminhamento à representação judicial para ajuizamento.

Proteção da vegetação nativa

Um exemplo ocorreu em Goiás, em uma área de reserva legal de uma propriedade rural. A vistoria do Ibama constatou desmatamento de vegetação nativa e uso de atividade agrícola em uma área de 1,4 hectare de vegetação do bioma Mata Atlântica, sem as devidas autorizações/licenciamentos ambientais, tampouco a adoção de medidas de regeneração.

A procuradora federal e coordenadora da Equipe em Meio Ambiente da Procuradora Regional Federal da 1a Região, Natália de Melo Lacerda, ressalta que o lote começa vitorioso, pois já houve uma decisão neste caso.

“Apesar da extensão territorial modesta, o caso representa um marco significativo por se tratar da primeira decisão favorável neste lote de ações, consolidando a jurisprudência em favor da proteção ambiental no bojo do grupo AGU Recupera”, afirma.

A Justiça determinou que o réu se abstenha de explorar a área desmatada cuja recuperação ambiental é buscada, devendo ficar tal área em repouso para que ocorra processo de regeneração natural durante a tramitação do processo.

A procuradora explica que, para garantir o cumprimento da ordem judicial, o réu deverá, no prazo de 30 dias, comprovar o cercamento da área protegida, apresentando documentação fotográfica e disponibilizando acesso aos fiscais do Ibama para verificação, quando necessário. O descumprimento da determinação acarretará multa diária de R$ 500,00.

“Essa decisão representa um importante precedente para as demais ações do projeto, reafirmando a relevância da preservação da Mata Atlântica, bioma considerado hotspot de biodiversidade e que possui apenas 12,4% de sua cobertura florestal original”, destaca a procuradora Natália Lacerda.



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Alckmin agenda conversa com secretário de comércio dos EUA



O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, vai conversar nesta quinta-feira (6), com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick. O encontro, por videoconferência, está marcado para às 17h30.

A expectativa é de que Alckmin trate na reunião sobre as tarifas anunciadas pelos EUA que devem afetar produtos brasileiros, em especial o aço, cuja sobretaxa já tem previsão de entrar em vigor na próxima quarta-feira (12).

O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, disse esperar que o país consiga recompor o acordo de cotas de exportação fechado em 2018 com os americanos, na primeira gestão de Donald Trump. A aposta de Lopes gira em torno da conversa de Alckmin com Lutnick.

Na terça (4), Donald Trump reforçou seu plano de impor tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio que chegam de fora aos Estados Unidos. Aqui, por sua vez, o setor siderúrgico aposta na função estratégica que o aço brasileiro exportado exerce na indústria americana para manter o acordo de 2018.

Se depender de Trump, o Brasil pode exportar anualmente 3,5 milhões de toneladas de aço semiacabado e 687 mil toneladas de laminados aos EUA, arranjo que evitou a sobretaxa anunciada pelo republicano em seu primeiro mandato.

Na gestão Trump 2, a velocidade das negociações de alto nível com os Estados Unidos foi impactada porque apenas recentemente os indicados do republicano para a área de comércio foram confirmados pelo Senado americano.

Entre os principais nomes estão Lutnick, com quem Alckmin conversará, e Jamieson Greer, escolhido como representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A expectativa de integrantes do governo é de que a reunião com o secretário de Comércio seja um divisor nas tratativas com os americanos.



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‘SeloVerde MG’ abre porteiras para o mercado internacional



O setor agropecuário brasileiro enfrenta um novo desafio com a Regulamentação para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR – sigla em inglês), da União Europeia (UE).

A norma proíbe a importação de produtos agropecuários originados de áreas desmatadas a partir dezembro de 2020.

A regulamentação entrará em vigor no país, no dia 30 de dezembro de 2025, para grandes propriedades rurais e, 30 de junho de 2026, para os micro e pequenos produtores rurais.

Diante deste cenário, a plataforma SeloVerde MG se consolida como uma ferramenta essencial para produtores mineiros que desejam manter acesso ao mercado europeu.

O sistema, lançado em 2023, utiliza análises geoespaciais avançadas para atestar a conformidade ambiental de propriedades rurais registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR), garantindo que as atividades sejam sustentáveis e estejam dentro das novas exigências internacionais.

Adequação ambiental e certificação digital

Com a regulamentação europeia se aproximando, os produtores brasileiros precisam demonstrar que seus produtos não contribuem para o desmatamento ilegal.

O Selo Verde MG já certifica a adequação de 97% das propriedades de pecuária bovina e 95% das áreas de soja no estado.

A emissão gratuita de certidões de conformidade ambiental, é uma ferramenta valiosa para os produtores que buscam comprovar sua adesão às práticas de preservação. 

Além disso, a plataforma não apenas comprova a conformidade ambiental, mas também ajuda os produtores a fortalecerem sua rastreabilidade, um dos principais critérios exigidos pelo mercado global.

Segundo Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o detalhamento do parque cafeeiro de Minas por meio da SeloVerde MG já trouxe informações valiosas.

“De todas as propriedades analisadas que produzem café, 99% estão em conformidade, o que habilita os nossos produtores a exportar conforme as exigências impostas pela União Europeia”, revela Fernandes.

A ferramenta inclui todos os produtores rurais de Minas Gerais por meio do CAR, o que significa mais de 1 milhão de propriedades georreferenciadas.

A plataforma já integra as culturas do café, soja, pecuária bovina, cana-de-açúcar e eucalipto, com informações individualizadas das propriedades a respeito do cumprimento da legislação nacional, rastreabilidade e critérios socioambientais para exportação de commodities agrícolas. 

O SeloVerde MG é fruto da parceria entre o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e a UFMG, com suporte do programa AL-INVEST Verde da União Europeia.

Clique aqui para acessar o SeloVerde MG.

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Acompanhe as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e aprenda a empreender de forma segura e responsável.

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Fonte: Secretaria de Estado de Agricultura



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Sem milho? Consórcios forrageiros são alternativa viável no Mato Grosso


Com o fim de fevereiro, encerrou-se a janela ideal para a semeadura do milho segunda safra na maior parte dos municípios de Mato Grosso, conforme indica o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Para as áreas onde o milho não pôde ser semeado a tempo, os consórcios forrageiros surgem como uma alternativa viável para os produtores rurais, conforme o informado pela Embrapa.

A Embrapa Agrossilvipastoril, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem desenvolvido estudos sobre diferentes opções de consórcios na segunda safra, com benefícios que vão desde o aumento de matéria orgânica no solo até a mitigação de nematoides e a melhoria da microbiota.

Entre as alternativas estudadas, destaca-se o Sistema Gravataí, que combina braquiária com feijão-caupi. A tecnologia pode ser utilizada tanto para formação de palhada em plantio direto quanto para pastejo animal na integração lavoura-pecuária (ILP). Além disso, o sistema promove fixação biológica de nitrogênio e gera palhada de qualidade, o que pode resultar em maior produtividade na safra seguinte ou em ganho de peso animal.

A Embrapa disponibilizou recentemente um curso on-line gratuito detalhando a implantação, o manejo e os resultados do Sistema Gravataí.

Outros consórcios também apresentam resultados promissores. O sorgo granífero BRS 373 consorciado com estilosantes Bela e a braquiária com Crotalaria spectabilis são opções que ajudam na mitigação de nematoides e no aporte de Nitrogênio ao solo. Já para a ciclagem de nutrientes, os consórcios de capim com nabo forrageiro e capim com trigo mourisco têm mostrado eficiência na disponibilização de Potássio, chegando a 340 kg/ha na palhada.

Para áreas com problemas de compactação do solo, os consórcios múltiplos com até seis espécies diferentes têm demonstrado resultados positivos, melhorando a estrutura do solo e aumentando o teor de matéria orgânica.

Esses consórcios vêm sendo estudados tanto em experimentos da Embrapa Agrossilvipastoril quanto em áreas comerciais. Um dos projetos, financiado pelo REM Mato Grosso, avaliou sete consórcios em plantio direto e seis em ILP durante três safras na fazenda Santana, em Sorriso (MT). Os resultados foram apresentados em um workshop, cuja gravação está disponível no canal da Embrapa no YouTube.

Segundo o boletim semanal do Imea, publicado em 24 de fevereiro, apenas 67% da área prevista para o milho havia sido semeada em Mato Grosso até aquela data. Mesmo que a semeadura alcance 100%, a área total plantada será a metade dos 12,6 milhões de hectares cultivados com soja na primeira safra. Na região médio-norte, onde o milho ocupa 71% da área de soja, ainda há 270 mil hectares disponíveis para outras culturas ou consórcios.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) define janelas ideais de plantio para mais de 40 culturas em cada município brasileiro, considerando fatores como clima, tipo de solo e ciclo das cultivares. As faixas de risco são classificadas em 20%, 30% e 40%. Além de orientar os produtores, o Zarc é referência para concessão de crédito rural e pagamento de seguros agrícolas. Com o avanço das pesquisas e a adoção de consórcios forrageiros, os produtores de Mato Grosso contam com alternativas sustentáveis e estratégicas para otimizar a produção e garantir a saúde do solo nas áreas onde o milho não foi semeado a tempo.





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Brasil dialoga com China para retomar exportação de 3 frigoríficos, diz secretário



O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, afirmou, em nota, que o governo brasileiro está em conversações com representantes da indústria de proteína bovina e o governo da China em busca de soluções que permitam a retomada das exportações por três frigoríficos suspensos pelo país asiático.

“Seguiremos em diálogo com o setor privado exportador e com as autoridades chinesas para solucionar os questionamentos apontados e retomar as exportações dessas unidades”, disse Goulart, na nota, ressaltando que o Brasil mantém um bom desempenho na defesa agropecuária, o que reforça a credibilidade do setor no mercado internacional.

O governo brasileiro foi notificado pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) sobre a suspensão temporária de três plantas frigoríficas do País: uma unidade da JBS em Mozarlândia (Goiás), uma da Frisa em Nanuque (Minas Gerais) e uma da Bon Mart em Presidente Prudente (São Paulo).

A decisão ocorreu após videoauditorias realizadas pelo órgão chinês, que identificou não conformidades em relação aos requisitos de importação estabelecidos pelo país asiático. As empresas afetadas já foram informadas e estão adotando medidas corretivas para atender às exigências regulatórias.

Fávaro se manifesta sobre parecer da China

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, minimizou, na nota, o impacto da decisão chinesa, destacando que o Brasil tem 126 plantas habilitadas para exportação à China.

“Quando nós assumimos, tínhamos 12 plantas suspensas. Nós retomamos essas 12 e abrimos mais 43, das 55 desse total de 126. Então, não é coerente que três plantas suspensas impactem a relação comercial”, afirmou Fávaro.

A China é o principal destino da carne bovina brasileira, e as exportações para o país asiático desempenham um papel estratégico para o mercado nacional.

Segundo Fávaro, os cortes exportados têm baixo consumo no Brasil, o que favorece a precificação no mercado interno. “O fato de estarmos exportando é bom para a formação do todo”, acrescentou o ministro.



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Otimismo do mercado brasileiro e desaceleração dos EUA: ouça o Diário Econômico



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o otimismo no mercado brasileiro após o feriado. O dólar caiu 2,71%, fechando em R$ 5,75, e o Ibovespa subiu 0,20%, puxado por Vale e setor financeiro.

Nos Estados Unidos, o Livro Bege do Fed indicou desaceleração econômica, enquanto Trump adiou tarifas sobre veículos do acordo EUA-México-Canadá. Na Europa, expectativa para a decisão de juros do BCE, com atenção ao discurso de Christine Lagarde. Sexta-feira será marcada pela divulgação do PIB do Brasil e do Payroll nos EUA.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!



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Temporais em dois estados abrem espaço no tempo seco e quente do restante do país



Dia de tempo mais aberto, com chuva passageira em algumas áreas. Apenas em parte do Nordeste há alerta de temporais. Veja a previsão para esta quinta-feira (6):

Sul

O dia começa com sol e pouca nebulosidade, mas, à tarde, nuvens carregadas se formam sobre Paraná, Santa Catarina e as regiões oeste e da Campanha Gaúcha, no Rio Grande do Sul, devido ao calor e à alta umidade. A chuva chega no fim da tarde, podendo ser forte, mas sem previsão de grandes volumes. Porto Alegre (RS) terá um dia ensolarado e sem chuva, enquanto Florianópolis (SC) e Curitiba (PR) podem registrar pancadas no fim da tarde.

Sudeste

O tempo segue predominantemente seco e muito quente. As instabilidades ficam concentradas no litoral do Espírito Santo, no norte do Rio de Janeiro e em algumas áreas do estado de São Paulo. Já nas capitais Belo Horizonte (MG), São Paulo e Rio de Janeiro, o tempo será estável e sem chuva.

Centro-Oeste

A chuva se espalha ao longo do dia em Mato Grosso, com alerta para temporais em Cuiabá. No centro-norte de Mato Grosso do Sul, as pancadas ocorrem no fim da tarde e podem ser intensas. Já no sul e leste do estado, as precipitações serão mais passageiras. Em Goiás e no Distrito Federal, o sol predomina e não há previsão de chuva.

Nordeste

A chuva diminui na costa leste, mas segue intensa entre o Maranhão e Rio Grande do Norte, com São Luís na rota de temporais e acumulados elevados. No sertão nordestino, o tempo continua seco e ensolarado.

Norte

Pancadas de chuva podem ocorrer a qualquer momento do dia, com os maiores acumulados previstos para Manaus (AM), Belém (PA) e Macapá (AP). Em Boa Vista (RR), o tempo será firme e seco.



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