segunda-feira, junho 29, 2026

Agro

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Preços altos ou queda nas cotações da soja?



O mercado brasileiro de soja teve preços em alta nesta quinta-feira (6). Os prêmios seguiram em firme valorização durante boa parte do dia. A Bolsa de Chicago subiu e o dólar ficou estável.

Segundo a Safras & e Mercado, os preços foram bons para os vendedores, o que gerou realização de negócios. Em Paranaguá, houve chances de negócios até R$ 139,00 nos melhores momentos, com entrega rápida e pagamento em abril.

Posteriormente, os prêmios recuaram e os preços recuaram. No geral, as indicações estiveram em bons níveis. O mercado interno operou próximo da paridade de exportação, em algumas regiões, até acima. Aos poucos, a paridade vai pesando sobre o mercado físico.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Região das Missões (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 130,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,50 para R$ 133,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00.
  • Dourados (MS): subiu de R$ 118,50 para R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 115,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com bons ganhos. Informações de adiamento do início da cobrança de tarifas sobre produtos do Canadá e do México impulsionaram os preços. A queda do dólar frente a outras moedas completou o cenário positivo.

As notícias de hoje voltaram a ser mais moderadas sobre a política comercial externa dos Estados Unidos. As taxas sobre o setor de automóveis do México e do Canadá foram transferidas para abril. Hoje, o governo americano confirmou ainda que qualquer tarifa sobre os produtos mexicanos também foi adiada para o próximo mês.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá, no seu relatório de março, indicar poucas alterações no quadro de oferta e demanda americano de soja. Na avaliação do mercado, o Departamento poderá elevar a estimativa de safra do Brasil e cortar a previsão para a Argentina. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na terça, 11, às 13h.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 381 milhões de bushels em 2024/25. Em fevereiro, a previsão do USDA foi de 380 milhões.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 124,2 milhões de toneladas. No mês de fevereiro, o número ficou em 124,3 milhões.

O USDA deverá elevar a estimativa para a safra do Brasil de 169 milhões para 169,3 milhões de toneladas. Já a estimativa para a Argentina deverá ser reduzida de 49 milhões para 48,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 16,25 centavos de dólar ou 1,53% a US$ 10,27 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,39 1/2 por bushel, ganho de 14,50 centavos ou 1,41%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 5,10 ou 1,70% a US$ 304,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 43,17 centavos de dólar, com alta de 0,18 centavo ou 0,41%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,06%, negociado a R$ 5,7592 para venda e a R$ 5,7572 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7323 e a máxima de R$ 5,7808.



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Bezerro teve alta de 26% e deve continuar valorizando, diz Emater-MG



Em 2024, a carne bovina teve alta de 20,8%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já 2025, devido a maior oferta de animais, o produto começou a baixar, mas muitos especialistas apostam em uma virada do ciclo pecuário no segundo semestre.

Os pecuaristas têm visto um aumento na procura dos animais para a recria, o que contribui para uma subida das cotações do bezerro. Pelo aquecimento da atividade no país, a Emater-MG, por exemplo, espera uma retomada dos investimentos no setor, dentre eles as feiras e leilões do programa Pró-Genética, iniciativa do governo mineiro que visa facilitar a compra de touros e fêmeas melhorados geneticamente por meio de feiras e leilões.

Alta do bezerro

De acordo com dados do Cepea, a tendência de alta do bezerro teve início em setembro de 2024, quando o nelore macho (8 a 12 meses) estava cotado a R$ 2.100. O valor foi aumentando todos os meses, chegando a R$ 2.650 em janeiro deste ano, ou seja, 26% de valorização. Atualmente, a arroba do bezerro nelore em Minas Gerais está valendo R$ 337,27, em fechamento de 3 de março disponibilizado pela Scott Consultoria.

“A cria e recria tiveram um longo período de preços desvalorizados e agora vemos um cenário de recuperação. Historicamente, o valor médio do ágio da arroba do bezerro em relação a arroba do boi é de 25% e, atualmente, esse índice é de 21%, o que sugere que uma continuação da tendência de alta de preços dos animais de recria”, comenta o coordenador técnico Estadual de Bovinocultura da Emater-MG, Manoel Lúcio Pontes Morais.

Exportações em alta

A oferta reduzida de animais devido ao elevado abate de fêmeas nos últimos dois anos é um dos fatores que contribuem para as expectativas de valorização do preço do bezerro, destaca o coordenador.

“Em 2025, o mercado pecuário brasileiro segue cauteloso pelo baixo poder aquisitivo da população e os juros altos, que desestimulam os investimentos em atividades produtivas. Mas a baixa oferta de animais e as exportações em alta geram uma expectativa de que, no segundo semestre, a atividade de cria seja bastante rentável”, esclarece Manoel.

No entanto, o coordenador da Emater-MG faz um alerta aos pecuaristas: não adianta contar com um mercado de reposição aquecido se a rentabilidade da atividade não for satisfatória.

“Mais importante que o preço é a margem de lucro. Os custos de produção também tiveram uma forte elevação. Para aumentar a rentabilidade do negócio, o produtor precisa aprimorar as práticas da atividade, dentre elas a gestão da propriedade e a melhoria genética dos animais”, salienta.



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Frente de calor e chuvas abundantes na Argentina


De acordo com a perspectiva agroclimática divulgada pela Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), a Argentina enfrentará condições climáticas intensas nos próximos dias. O norte e o centro-leste do país experimentarão um calor extremo, enquanto o oeste e o sul terão temperaturas mais amenas. 

As altas temperaturas são atribuídas aos ventos tropicais, que continuarão a influenciar a região, elevando as máximas para níveis significativamente acima da média. Simultaneamente, um frente de tempestade deverá provocar precipitações em grande parte da área agrícola, com exceção das porções nordeste e sudoeste, que ficarão com precipitações escassas. O evento será finalizado com a chegada de uma massa de ar polar, que trará uma queda moderada de temperatura para o oeste e sul do país, sem afetar o centro e o norte.

No Brasil, a perspectiva é marcada por intenso calor, principalmente no interior do país, com focos extremos de altas temperaturas. O calor será intensificado pelos ventos tropicais que sopram com força, enquanto a região amazônica e o norte do Cerrado receberão chuvas significativas. Por outro lado, a maior parte da área agrícola brasileira, incluindo o Cerrado, grande parte da Região Nordeste e o Sul, não deve receber precipitações significativas. A situação será concluída com a entrada de ventos do sul, que trarão um alívio temporário no litoral atlântico, mas sem afetar o interior, onde o calor persistirá.

No início da primeira etapa, os ventos tropicais continuarão a afetar a região, causando temperaturas máximas muito acima da média no norte e centro-leste da área agrícola, enquanto o oeste, centro-oeste e sul terão registros menos intensos. O leste de Salta, grande parte da Região do Chaco, o Paraguai, a Mesopotâmia, o nordeste de Córdoba e grande parte do Uruguai terão máximas superiores a 35°C, enquanto o leste do NOA, o leste de Cuyo, a maior parte da Região Pampeana e o norte e sudeste do Uruguai registrarão máximas entre 30 e 35°C. O centro-leste do NOA, o oeste de Cuyo e o sul de Buenos Aires terão máximas entre 25 e 30°C, e apenas as áreas serranas e montanhosas do oeste observarão temperaturas abaixo de 25°C.

 





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pessoas e empresas em situação irregular na Receita terão chave excluída


O Banco Central (BC) alterou o regulamento do Pix para excluir chaves de pessoas e de empresas cuja situação não esteja regular na Receita Federal. Segundo a autoridade monetária, a medida visa aprimorar a segurança das transações e impedir a aplicação de golpes via Pix, utilizando nomes diferentes daqueles armazenados na base de dados da Receita Federal.

A norma, publicada nesta quinta-feira (6), determina que CPF com situação cadastral “suspensa”, “cancelada”, “titular falecido” e “nula” não poderá ter chave Pix registrada na base de dados do BC.

No caso das empresas, o CNPJ com situação cadastral “suspensa”, “inapta”, “baixada” e “nula” também não poderá ter chaves Pix registradas na base de dados do BC. 

O BC ressalta que a inconformidade de CPF e CNPJ que restringirá o uso do Pix não tem relação com o pagamento de tributos, mas apenas com a identificação cadastral do titular do registro na Receita Federal.

As novas regras de uso do Pix devem afetar 8 milhões de chaves ligadas ao Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), informou o chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Breno Lobo.

Segundo o BC, a medida visa aprimorar a segurança das transações e impedir a aplicação de golpes via Pix, utilizando nomes diferentes daqueles armazenados na base de dados da Receita Federal.

Atualmente, o BC registra 836 milhões de chaves Pix cadastradas, das quais 796 milhões são ligadas a pessoas físicas (CPFs). Desse total, 99% estão em situação regular e apenas 1% – cerca de 8 milhões – apresenta problemas. Os dados são de fevereiro. Breno Lobo informou ainda que o BC identificou que a maior parte das inconsistências está relacionada a problemas com a grafia de nomes e que a medida também vai ajudar a resolver esse tipo de problema cadastral de pessoas físicas.

“No banco você só pode abrir uma conta com CPF e CNPJ válido; por falhas nesse processo os bancos deixam passar nomes diferentes do CPF e do CNPJ”, disse. “Meu nome é Breno e vamos dizer que o banco registre, na minha conta, o nome Bruno, isso é um problema e o próprio banco tem mecanismos para resolver”, explicou.

Além dos problemas com grafia de nomes, o Banco Central também identificou irregularidades envolvendo CPFs de pessoas falecidas e que ainda constam da base de dados cadastrais dos bancos. Na avaliação do BC, a medida vai ajudar a resolver esse problema cadastral, já que esses CPFs têm sido usados para aplicar golpes.

O diretor do BC reiterou que a medida não é voltada para questões fiscais, mas para erros ou inconsistências cadastrais e foi tomada após o BC identificar a utilização de chaves Pix vinculadas a nomes e CPFs que não correspondiam ao registrado nas bases da Receita Federal.

“O que a gente quer impedir é que um fraudador registre qualquer chave em qualquer banco com um nome diferente do que está [registrado] na Receita Federal. Um exemplo é o fraudador que registra, por exemplo, o nome de pagamentos IPVA com o CPF e outro nome cadastrado na Receita”, disse Lobo durante entrevista, em Brasília, para explicar as mudanças. “Essa é a fraude que a gente está querendo impedir”, reiterou.
Empresas

Em relação a empresas, a norma diz que o CNPJ com situação cadastral suspensa, inapta, baixada e nula também não poderá ter chaves Pix registradas na base de dados do Banco Central.

Atualmente, o BC tem registradas 39,8 milhões de chaves vinculadas a CNPJs. Desse total, 95% estão com a situação regular, o restante – cerca de 2 milhões – apresenta problemas na comparação com a base de dados da Receita. Desse total, 59% estão com o CNPJ inapto, 39% na situação de CNPJ baixado, quando a empresa encerra suas atividades, e 2% estão com o CNPJ suspenso.

Entre os problemas encontrados pelo BC estão CNPJ sem validade, não cumprimento de obrigações legais, indícios de fraude e mais de dois anos sem apresentar demonstrativos ou declaração contábil, o que, na avaliação da autoridade monetária, configuraria uma situação que beira a fraude.

Questionado se as regras de suspensão poderiam afetar diretamente microempreendedores individuais (MEIs), que, muitas vezes, por não contar com estrutura contábil adequada acabam atrasando a entrega de declarações e ficam com pendências fiscais junto à Receita Federal, Lobo disse que o BC está trabalhando com o órgão para minimizar a situação.

“A gente vai acompanhar junto à Receita Federal a situação do MEI para que isso não aconteça. Operacionalmente, ainda não desenhamos a forma, mas conversamos com a Receita para poder operacionalizar e não permitir que situações fiscais interfiram no uso do Pix por parte dos MEIs”, acentuou.
Sem data para vigorar

As novas regras ainda não têm data para entrar em vigor. Breno Lobo esclareceu ainda que toda chave Pix contém informações que ficam vinculadas à chave, como CPF, CNPJ, nome do titular, nome fantasia, data de abertura da conta na qual a chave está vinculada e data de criação da chave, por exemplo.

A estimativa do BC é que – dentro de 30 dias – os bancos já tenham limpado as informações fraudulentas ou incorretas de suas bases de dados.

“A gente quer evitar o uso de empresas abertas com nomes para legitimar golpes. [Pretendemos] Dificultar a vida dos fraudadores e dos golpistas na hora da aplicação de golpes”, disse.



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Brasil deve embarcar mais de 14 milhões de toneladas de soja



As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 14,798 milhões de toneladas em março, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). No mesmo mês do ano passado, as exportações ficaram em 13,549
milhões de toneladas.

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Em fevereiro, o Brasil teve um bom desempenho nas exportações de soja, com um total de 9,586 milhões de toneladas embarcadas. Este volume representa um avanço, evidenciando o papel do Brasil no mercado global de soja.

Durante a semana entre 23 de fevereiro e 1º de março, o país continuou a manter seu ritmo robusto de exportações, embarcando 3,394 milhões de toneladas, o que reforça ainda mais a importância do setor agrícola brasileiro no cenário internacional.

Para o período entre 2 e 8 de março, as previsões da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indicam que o Brasil deverá exportar cerca de 4,122 milhões de toneladas de soja, continuando a tendência positiva.

Esse aumento reflete na alta demanda global, principalmente da Ásia, onde os principais países importadores, como China, seguem com uma demanda crescente. Além disso, as expectativas para o farelo de soja são igualmente altas, com projeção de embarques de 2,045 milhões de toneladas em março.



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Com queda do petróleo, gasolina e diesel ficam mais caros no Brasil do que fora



Com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, a gasolina e o diesel vendidos nas refinarias brasileiras estão mais caros do que os comercializados no mercado internacional, segundo informa a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

De acordo com o fechamento de quarta-feira (5), o preço da gasolina no Brasil está em média 3% acima do exterior, e o preço do diesel está 2% superior ao praticado no Golfo do México. A gasolina já vinha se equiparando aos preços externos há alguns dias, enquanto o diesel ultrapassou a paridade de importação ontem.

Também na quarta-feira, a defasagem da Petrobras registrava maior paridade com a importação do que a da Refinaria de Mataripe, privatizada no governo Bolsonaro e que afirma seguir a política de paridade de importação (PPI), abandonada pela Petrobras em maio de 2023.

Segundo a Abicom, em Mataripe a diferença do preço da gasolina em relação ao mercado internacional era de 6% no fechamento de ontem, e do diesel, de 2%, enquanto, na média dos polos atendidos pela Petrobras, essa diferença era de 2% para o diesel e de 3% para a gasolina, a mesma média de todas as refinarias somadas.

O último reajuste da Petrobras foi há um mês: para o diesel, uma alta de 6%. Mas a gasolina não é reajustada há 240 dias. Já a Refinaria de Mataripe faz reajustes semanais.



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produtores do Nordeste renegociam até 80% das dívidas



O programa Desenrola Rural já está em vigor e conseguiu obter os primeiros casos de renegociação de dívidas no estado do Rio Grande do Norte. Os acordos foram celebrados durante o mutirão da mulher trabalhadora, realizado no município de Riachuelo.

As ações estão beneficiando agricultores familiares como a assentada Francisca Costa de Figueiredo que havia contratado a modalidade de crédito Fomento Mulher. Francisca explica que o crédito rural oferecido pelo Incra para assentados foi essencial para investir em recursos, promovendo a sustentabilidade e o desenvolvimento de sua atividade agrícola.

Mas, devido às secas e à pandemia de Covid-19, ela não conseguia realizar os pagamentos; Francisca foi uma das contempladas com 80% de desconto dos débitos de crédito

“Dona Francisca Costa está no rol das pessoas de um novo tempo, que permite a agricultores familiares, assentados e assentadas da reforma agrária liquidarem suas dívidas e assumirem novamente o protagonismo que lhes é de direito, ajudando a aumentar a produção de alimentos para o nosso povo”, disse o superintendente do Incra/RN, Adans Santiago.

Sobre o Desenrola Rural

O Desenrola Rural oferece condições especiais para produtores regularizarem sua situação financeira e continuarem investindo em sua produção. O programa, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), oferece a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, em situação de inadimplência, uma oportunidade de liquidar e renegociar dívidas.

Assim, os beneficiários poderão voltar a acessar o crédito rural e investir na produção de alimentos para todo o Brasil, ampliando o acesso às linhas de financiamento no âmbito do Pronaf.



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Como a onda de calor está afetando as lavouras?


A safra de verão entra em sua reta final. Segundo o levantamento de safra da Conab divulgado na segunda-feira (3), a colheita de soja teve um avanço de 48,4%, o que representa um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período da safra passada. O milho avançou 25,3%, mas o apresenta um atraso de 4,1% em relação à última safra. Já o feijão de primeira safra, cerca de 56,4% do grão já foi colhido, apresentando um avanço de 12,4% em relação à safra anterior.

O plantio do milho safrinha avança com bom ritmo, com 69,6% das lavouras já em campo. Embora isso represente um atraso de 4,12% em relação ao mesmo período da safra anterior. Dentre as condições mais recentes, o calor vem afetando a qualidade das lavouras, como no feijão de Santa Catarina, onde onde se observa restrição devido às chuvas mais escassas e às altas temperaturas recentes.

No Rio Grande do Sul, o milho de primeira safra apresenta perdas maiores por estresse hídrico, que é intensificado pelas temperaturas mais elevadas. Sobretudo nas regiões do Planalto Superior, Sul, Campanha e Depressão Central, onde as operações de colheita recém começaram.

De acordo com o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, nos próximos dias, as altas temperaturas podem causar distúrbios fisiológicos em parte das lavouras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além de reduzir o armazenamento hídrico no solo e causar restrição hídrica à soja em enchimento de grãos nesses dois estados, além do milho segunda safra em início do desenvolvimento em algumas regiões do Paraná.

Segundo a Consultoria Agroconsult em seus resultados preliminares do Rally da Safra 2025, há áreas de soja com perdas consolidadas no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul.No estado gaúcho, foram pelo menos 30 dias sem chuva e temperaturas acima de 40°C, derrubando a estimativa de produtividade para 39 sc/ha – bem abaixo das 49,5 sc/ha projetadas antes do Rally. Já no Mato Grosso do Sul, o encurtamento do ciclo reduziu a produtividade para 49,5 sc/ha.

O Paraná, São Paulo e Santa Catarina também apresentam uma redução na estimativa de produtividade em decorrência das elevadas temperaturas e chuvas mais escassas ao longo do ciclo da soja. Em contrapartida, a consultoria Céleres não indica uma perda de produtividade tão grande quanto à Agroconsult. Os maiores destaques ficam para Santa Catarina (redução de -6,8%)e Rio Grande do Sul (redução de -8,3%).

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Fim da onda de calor e temperaturas amenas

A partir da próxima sexta-feira (07) uma frente fria deve se formar sobre o centro da Argentina, com força o suficiente para quebrar o padrão de temperaturas elevadas no Brasil. No sábado (08), as primeira chuvas dessa frente fria devem chegar ao sul do Brasil, trazendo acumulados na ordem dos 7 a 15 mm no sul do Rio Grande do Sul, no final do dia, com potencial para temporais localmente fortes. “O calor deve se intensificar, devido ao fenômeno “pré-frontal” quando há um acúmulo de ar quente à frente das instabilidades da frente fria. Ainda no sábado temperaturas devem se aproximar dos 38°C no Rio Grande do Sul, oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo”, explica Rodrigues.

No domingo (9), a expectativa é que as chuvas da frente fria consigam avançar pelo Rio Grande do Sul, ainda na madrugada, avançando até Santa Catarina. Os acumulados podem atingir valores de 50 a 70 mm no decorrer do período, com possibilidade de tempestades severas, especialmente na parcela central do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina. 

Com o avanço das chuvas, a expectativa é de redução nas temperaturas máximas.

Rodrigues prevê que, na próxima segunda-feira (10) as temperaturas máximas podem ficar abaixo dos 30°C, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Parana. As temperaturas mínimas podem atingir os melhores valores desde o início do verão, com 10°C no sul gaúcho e serras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.  

Por outro lado, ainda na segunda (10), o calor segue intenso em Mato Grosso do Sul e São Paulo. A expectativa é de que as chuvas da frente fria cheguem nestas regiões ao final do dia. 

Segundo o especialista, deste modo, a tendência é de que as temperaturas apresentem uma redução mais significativa a partir de terça (11), saindo da marca dos 35°C de segunda, para valores mais próximos de 30°C. Assim, com o avanço dessa nova frente fria boa parte do Brasil, terá temperaturas próximas à média do período. Ou seja, ainda são esperadas temperaturas elevadas, típicas de verão, mas pode ser o fim da atual onda de calor.





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produtores de soja dos EUA criticam tarifas de Trump à China


Tarifas têm impactos negativos imediatos e, em muitos casos, duradouros nas fazendas norte-americanas e na economia rural de toda a nação. É o que diz trecho de comunicado da American Soybean Association (ASA), entidade que representa cerca de 500 mil sojicultores do país.

Para a associação, uma guerra comercial entre o país e a China — tema recorrente nas falas do presidente Donald Trump — beneficiaria principalmente o Brasil, maior produtor da oleaginosa no mundo e que vem nas últimas décadas aumentando siginificativamente a suas remessas de produtos agropecuários ao gigante asiático.

Reflexo desse crescimento é que em 2024, produtores brasileiros exportaram quase 69 milhões de toneladas do grão ao gigante asiático, atingindo receita de, aproximadamente, US$ 30 bilhões.

De acordo com a ASA, seus membros mantém há anos a posição de que não apoiam o uso de tarifas, visto que elas ameaçam mercados importantes e aumentam os custos de insumos para os agricultores.

“Os fazendeiros estão frustrados. Tarifas não são algo para se encarar levianamente e ‘se divertir’. Elas não só atingem diretamente nossos negócios familiares no bolso, mas também abalam um princípio fundamental sobre o qual nossos relacionamentos comerciais são construídos, que é a confiabilidade. Ser capaz de fornecer a eles [compradores internacionais] um produto de qualidade de forma consistente e confiável”, diz o presidente da entidade e produtor de soja de Magnolia, Kentucky, Caleb Ragland.

Supersafra de soja brasileira à espreita

Ragland destaca que os produtores de soja dos Estados Unidos enfrentam impactos “enormes e desproporcionais de interrupções no fluxo comercial”, particularmente para a China, maior mercado para os sojicultores norte-americanos.

“Sabemos que os produtores estrangeiros de soja no Brasil e em outros países estão esperando colheitas abundantes este ano e estão preparados para atender a qualquer demanda decorrente de uma nova guerra comercial entre Estados Unidos e China”, ressalta.

Segundo ele, os produtores de soja do país ainda não recuperaram totalmente os volumes de mercado dos impactos prejudiciais da guerra comercial de 2018. Assim, uma nova rodada de tarifas agravaria ainda mais as dificuldades econômicas dos agricultores norte-americanos.

A preocupação da ASA a respeito da rentabilidade dos produtores do país tem lastro nos números: na safra 2023/2024, os exportadores dos Estados Unidos enviaram 46,1 milhões de toneladas de soja para mercados internacionais, o que totalizou quase US$ 24 bilhões em vendas. Contudo, durante a guerra comercial de 2018 com a China, a agricultura dos Estados Unidos perdeu mais US$ 27 bilhões, sendo a soja responsável por 71% desses prejuízos.

“Os produtores de soja continuam a lutar com impactos de reputação de longo prazo, pois os mercados que eles trabalharam por anos para construir — mais de 40 anos para a China — são baseados na capacidade de fornecer uma safra confiável e de qualidade”, diz trecho do comunicado da entidade.

Segundo o presidente da ASA, diferentemente de 2018, os agricultores estão em uma situação financeira mais provisória em 2025. Isso porque os preços das commodities caíram quase 50% em relação há três anos.

A associação frisa que os produtores norte-americanos estão gerenciando suas propriedades em um período em que os custos de terra e insumos como sementes, defensivos e fertilizantes estão altos, o que significa margens muito mais estreitas. Tal cenário resulta em “menos gordura” para queimar quando as tarifas tornam as circunstâncias ainda piores.

Tarifas a México e Canadá

Donald Trump, EUA, Estados Unidos
Foto: The White House/ Andrea Hanks

As tarifas de 25% do presidente Trump sobre produtos de México e Canadá entraram em vigor logo após a meia-noite da última terça-feira (4). Contudo, nesta quinta-feira (6), o presidente norte-americano suspendeu a medida aos mexicanos até o dia 2 de abril.

O Canadá, por outro lado, respondeu rapidamente com planos de também impor tarifas de 25% sobre quase US$ 100 bilhões em importações dos Estados Unidos em duas parcelas.

O governo Trump adicionou, ainda, uma tarifa adicional de 10% sobre as importações chinesas. A resposta da China veio rapidamente: anúncio de tarifas retaliatórias de 10% sobre a soja dos Estados Unidos e ações adicionais que limitam o acesso ao mercado.

Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja dos Estados Unidos, a entidade representa quase meio milhão de agricultores norte-americanos que cultivam soja e dependem do comércio bidirecional que entra e sai do México e do Canadá.

“Esses dois mercados não são apenas vitais para a exportação de soja integral, farelo de soja e óleo de soja, mas também dependemos deles para fertilizantes e outros produtos necessários para produzir com sucesso nossas safras. Por exemplo, cerca de 87% do potássio que usamos aqui nos Estados Unidos é importado do Canadá.”

Por fim, a ASA e os produtores de soja pedem ao governo norte-americano que reconsidere as tarifas vigentes e as possíveis futuras às quais o presidente Trump fez alusão e continue as negociações com os três países que incluem soluções não tarifárias.



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USDA deve elevar projeção da safra de soja no Brasil



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá anunciar, no seu relatório de março, poucas alterações nos números de oferta e demanda da soja nos Estados Unidos.

Segundo a Safras & Mercado, o mercado prevê ajustes nas estimativas para a América do Sul, com o Brasil possivelmente registrando um aumento na projeção de safra, enquanto a Argentina deverá ter sua previsão reduzida.

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Soja nos EUA

Em relação à soja nos Estados Unidos, analistas consultados pelas agências internacionais estimam que os estoques do país, para o ciclo 2024/25, fiquem em 381 milhões de bushels. O número é ligeiramente superior aos 380 milhões projetados pelo USDA em fevereiro.

No mercado global, a expectativa é que os estoques finais de soja para a temporada 2024/25 se aproximem de 124,2 milhões de toneladas, um pequeno ajuste em relação aos 124,3 milhões previstos no relatório anterior.

Brasil e Argentina

O foco do mercado está voltado para as projeções de safra na América do Sul. O USDA deverá aumentar sua previsão para a safra do Brasil de 169 milhões para 169,3 milhões de toneladas, refletindo uma leve recuperação da produção brasileira.

Por outro lado, a estimativa para a Argentina, que sofre com condições climáticas adversas, deverá ser revista para baixo, passando de 49 milhões para 48,6 milhões de toneladas.



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