segunda-feira, junho 29, 2026

Agro

News

Três histórias de mulheres que fazem a diferença no agronegócio



Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, destacamos três trajetórias inspiradoras de mulheres que atuam no agro. Em um setor historicamente liderado por homens, elas provam que a agricultura tem espaço para todos, independentemente da idade, do ramo ou da experiência.

No Rio Grande do Sul, uma jovem lidera a produção de arroz

Aos 20 anos, a produtora Eduarda Maria Silveira comanda uma lavoura de arroz em Rio Pardo (RS), seguindo os passos do avô e do pai.

“Eu já nasci no meio da lavoura, e o amor pelo campo só cresceu. Hoje ajudo meu pai e meu avô e pretendo continuar plantando com eles. É o que sempre me imaginei fazendo”, afirma.

Eduarda participa de todas as etapas da produção, da gestão financeira à colheita. “Aqui, fazemos de tudo: da mecânica ao plantio e colheita”, conta. Para ela, o agro tem espaço para todos e destaca a importância das mulheres assumirem papéis de liderança.

“É um setor desafiador, mas essencial. Produzimos o alimento que chega à mesa de todos, e precisamos seguir nossos sonhos.”

No Paraná, produção de frutas impulsiona uma produtora

Nair Claudia Brongiel Klenk cresceu vendo os pais cultivarem frutas. Após um período na cidade, decidiu voltar ao campo há 26 anos. Hoje, cultiva mais de 15 variedades de peras em Lapa (PR).

“Desde pequena, sempre fui apaixonada pelo campo. Quando retornei, senti que era o meu lugar. Agora, não me vejo fazendo outra coisa”, conta.

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), pelo menos 30 mil mulheres atuam no agro estadual, principalmente em cadeias produtivas como agroecologia, leite, citricultura e café.

Para Claudia, a presença feminina traz um olhar mais detalhado ao setor. “As mulheres valorizam pequenas coisas que, muitas vezes, passam despercebidas. Isso faz toda a diferença no campo.”

No Mato Grosso, da química para a agricultura

Caroline Reolon Yamaji sempre viveu na cidade e se formou em química em Curitiba (PR). No entanto, durante a pandemia, descobriu sua verdadeira vocação ao passar três meses na fazenda da família no Mato Grosso.

“Foi quase por acaso. No início, vínhamos só para passear, mas, com o tempo, comecei a aprender, operar máquinas e entender que era isso que eu queria para minha vida”, relembra.

Atualmente, Caroline conduz sozinha as máquinas agrícolas e planeja assumir a gestão da propriedade. “Hoje, sei que meu futuro está no agro, e quero mostrar que as mulheres têm um papel fundamental no setor.”



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Iniciativa busca ampliar cultivo de pêssego e figo



Agricultura familiar aposta na fruticultura no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), a fruticultura segue ganhando espaço com iniciativas para incentivar o plantio de pêssego e figo voltados à indústria conserveira no Rio Grande do Sul. No dia 27 de fevereiro, a cidade de Arroio do Padre, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, sediou mais uma reunião do programa de fomento à fruticultura.

O encontro, realizado em parceria entre a Prefeitura Municipal, o Sindicato das Indústrias de Conservas (SINDOCOPEL) e a Emater/RS-Ascar, reuniu produtores interessados em diversificar suas atividades e ampliar a renda no campo. Além disso, uma das pautas foi a busca por estratégias para engajar jovens rurais no setor.

Enquanto o planejamento para novos plantios avança, as atividades de pós-colheita continuam na região. Os produtores seguem com a aplicação de tratamentos fungicidas, adubação e poda verde de verão. As novas plantações previstas para a próxima safra serão destinadas à reposição e renovação de pomares antigos.

Com essa iniciativa, espera-se fortalecer a fruticultura regional, garantindo maior produtividade e oportunidades para os produtores.





Source link

News

Intervenção artificial nos preços dos alimentos está descartada, diz Fávaro



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, rejeitou a possibilidade de o governo federal realizar uma intervenção artificial nos preços dos alimentos para conter a inflação. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews para comentar as medidas anunciadas pelo governo.

“Nada que seja artificial resolve. O fato é que, apesar da renda da população ter crescido – e ninguém pode negar isso, especialmente nos dois anos do governo do presidente Lula, em que o desemprego caiu muito, nós estamos quase chegando a pleno emprego, e isso faz com que o aumento do consumo também aconteça”, disse.

Para o ministro Carlos Fávaro, o aumento do consumo, impulsionado pela queda no desemprego, se dá em um contexto de alta dos preços dos alimentos no mercado mundial, o que afeta a percepção a respeito do poder de compra da população. No entanto, ele acredita que as ações em curso serão fundamentais para frear a alta dos preços. “O governo tem de se preocupar com isso. É óbvio que o governo está tomando medidas, como a redução de impostos, porque se preocupa com os impactos”, disse.

Fávaro destacou, ainda, a importância de campanhas publicitárias para informar os consumidores sobre onde os preços estão mais baixos. “Precisamos fazer campanhas publicitárias mostrando onde os produtos estão mais baratos no Brasil. Esse conjunto de ações, somado à super safra, tenho certeza de que resultará em uma diminuição significativa no preço dos alimentos no Brasil”, concluiu.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do algodão avança, mas negociações seguem travadas no Brasil



Com o mercado interno travado, produtores redirecionaram lotes para exportação




Foto: Canva

As negociações de algodão em pluma no mercado brasileiro foram limitadas ao longo de fevereiro devido a uma forte disputa entre compradores e vendedores. Segundo o boletim informativo do Cepea, a dificuldade em aprovar os lotes disponibilizados fez com que alguns agentes evitassem até mesmo discutir valores.

Com o mercado interno travado, produtores redirecionaram lotes para exportação e focaram no cumprimento de contratos a termo, principalmente para algodão de qualidade superior. Ainda conforme o Cepea, muitos vendedores deram prioridade às atividades de campo, mantendo uma postura firme nos negócios.

Apesar da baixa liquidez, o Indicador CEPEA/ESALQ registrou alta de 1,55% entre 31 de janeiro e 28 de fevereiro, fechando o mês a R$ 4,1781/lp. A média mensal, de R$ 4,1440/lp, ficou 5,7% acima da paridade de exportação, sendo a maior vantagem da cotação interna desde março de 2023.





Source link

News

De inseminação de bovinos à operação de drone: confira 400 cursos gratuitos


Aperfeiçoamento de técnicas no campo para o produtor. É o que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar-SC) vai oferecer neste mês de março aos agricultores do estado. Ao todo, cerca de 400 cursos gratuitos estarão disponíveis ao público.

A iniciativa é realizada em parceria com os sindicatos rurais catarinenses e abrangem diversas áreas. A programação completa pode ser conferida aqui.

No site, é possível encontrar as oportunidades por região (Sul, Planalto Serrano, Vale do itajaí, Norte, Meio Oeste, Oeste e Extremo Oeste).

No Sul, por exemplo, há o curso de Inseminação Artificial em Bovinos, no município de Rio Fortuna; Já no oeste do estado, mais precisamente em Concódia, é possível aprender e praticar a pilotagem e operação de drones.

Cursos atualizados

cursos Senar/SCcursos Senar/SC
Foto: Divulgação Sistema Faesc/Senar/Sindicato

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca a relevância dessa iniciativa ao comentar que as capacitações contribuem para o contínuo avanço no campo.

“Priorizamos conteúdos atualizados, que combinam teoria e prática nas mais diversas áreas, com o objetivo de promover inovação e crescimento nos negócios rurais”, afirmou.

De acordo com o superintendente do Senar-SC, Gilmar Antônio Zanluchi, os cursos são planejados conforme as necessidades específicas de cada região.

“Há um trabalho realizado anualmente pelo Sistema Faesc/Senar, em parceria com os Sindicatos Rurais e parceiros locais, para identificar as demandas do setor. Com base nisso, oferecemos cursos que geram resultados significativos para os produtores rurais”, considera.

Os cursos são divididos por dois módulos principais:

  • Formação profissional rural: envolve capacitações nas áreas de agricultura, agroindústria, aquicultura, atividades de apoio agrossilvipastoril e relativas à prestação de serviços, pecuária e silvicultura.
  • Promoção social: são oferecidos treinamentos focados na educação, organização comunitária, saúde, alimentação e nutrição, além de artesanato.

Acesse a programação completa da agenda de treinamentos aqui ou faça a inscrição no sindicato rural de sua região.



Source link

News

Produtora transforma palmito em negócio sustentável focado na educação ambiental 


Já imaginou brindar com uma cerveja de palmito? Ou então varrer a casa com uma vassoura feita da palmeira? E que tal tocar um tambor com material retirado da palmeira enquanto come um bombocado feito… hum, adivinha do quê? 

Pois é, na Palmitolândia, em Iporanga, interior de São Paulo (SP), o palmito vai muito além da salada e ganha formas que nunca se imaginou.

Quem comanda essas novidades é a Gabriela Rodrigues, produtora rural e jornalista. 

Faz 20 anos que ela trocou as redações e o barulho da capital pelo som da Mata Atlântica, junto às margens do Rio Ribeira de Iguape e na Foz do Ribeirão de Iporanga, que se tornou empreendedora rural.

Hoje, ela não só cultiva palmito pupunha e preserva o juçara como também cria produtos que dão um novo significado ao que se conhece. 

“O dia na roça é assim: começa cedo, alimento os passarinhos, cuido dos animais e começo a ‘palmitar’. Vou cortar, cozinhar, atender turistas e até ensinar os visitantes sobre palmitos”, conta Rodrigues. 

A história de empreendedorismo da Gabriela, mostra como é possível transformar um produto agrícola em um negócio sustentável e inovador, com forte foco em agregação de valor e educação ambiental.

Duas latas de cervejas de palmito Duas latas de cervejas de palmito
Cerveja à base de palmito. Foto: arquivo pessoal

Sabor, criatividade e palmito em tudo

A empreendedora rural já criou mais de mil receitas, incluindo sushi, quibe, pizza, patê, geleia, macarrão, cerveja e até um doce que parece um bombocado. E tem mais! 

Das fibras da palmeira, ela faz papel. Das folhas que envolvem o fruto, pratos ecológicos. E das folhas secas, saem vassouras que varrem qualquer dúvida sobre o miolo da palmeira.

E como a criatividade não tem limite, até biojoias como colares e pulseiras, a empreendedora já desenvolveu. 

Um dia Gabriela olhou para um caule da palmeira e pensou: “e se a gente fizesse um instrumento musical?” E fez, um tambor. 

Agora, o próximo passo é construir outros instrumentos. Mas os projetos não param por aí, não. 

“Paralelo a tudo isso, a gente está fazendo uma casa com material da palmeira. A intenção é fazer com que os visitantes [colham e comam o palmito] dentro da casa”, relata a produtora que utiliza toda a planta para criar novos produtos que vão muito além do in natura. 

Mas para tirar as ideias do papel e colocá-las em prática, ela buscou qualificação e fez vários cursos no Sebrae, para que o negócio fosse além das porteiras da Palmitolândia. 

Além disso, Gabriela também atua como educadora, promovendo o local como um centro de conscientização e vivência sobre a produção sustentável. 

“Eu me sinto privilegiada por poder viver e passar ensinamentos dos saberes e sabores da floresta e da agricultura, que a gente chama de ouro branco. E quem quiser ‘palmitar’, é só chegar”, ressalta a empreendedora.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Mulher no agro

Para Gabriela, a mulher que trabalha no agro tem um olhar diferente e faz a diferença.

“Ser mulher na agricultura, para mim, é uma honra e um privilégio. É a certeza de que é possível fazer diferente. Porque a gente pensa diferente. A gente enxerga diferente. Eu pelo menos tenho uma visão totalmente diferente do meu marido. Mas acho que juntos a gente se completa”, afirma a produtora.

Quem diria que uma palmeira poderia virar tantas coisas? 

Porém, pode! E acontece nesse mundo mágico da Palmitolândia! 

Quer saber mais histórias como esta da Palmitolândia ?

Então, acompanhe as novidades no site do Canal Rural/ Empreendedorismo e fique por dentro de todas as inovações no agronegócio. Este é o seu canal para adquirir conhecimento e aprender a empreender de forma segura e responsável.

Participe enviando dúvidas, sugestões e compartilhando sua história de empreendedorismo rural pelo nosso WhatsApp.

O Porteira Aberta Empreender deseja a todas as empreendedoras um feliz e produtivo Dia Internacional da Mulher!



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz tem bons rendimentos, mas qualidade oscila


No Rio Grande do Sul, a colheita do arroz segue avançando com bons índices de produtividade em algumas regiões, enquanto outras enfrentam desafios. Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), orizicultores de Uruguaiana, na Fronteira Oeste, estão satisfeitos com a qualidade do grão. Em São Borja, os rendimentos são considerados adequados, mas há preocupação com a proporção de grãos inteiros, que está abaixo de 55%.

Na região administrativa de Pelotas, as atividades de colheita começaram nos municípios de Turuçu do Sul, Arroio Grande e São Lourenço do Sul. Cerca de 55% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos atualmente, 8% em floração e 36% em maturação. Apenas 1% da área implantada já foi colhida.

As chuvas de fevereiro foram importantes para garantir a irrigação e recuperar os níveis dos reservatórios, o que impulsionou a colheita, que já superou 10% da área cultivada em Santa Maria. Cachoeira do Sul, maior produtora do cereal no estado, já colheu 12% dos 23.640 hectares plantados, com produtividade estimada em 7 mil kg/ha. Jaguari, por sua vez, colheu 30% da safra, superando expectativas iniciais e atingindo 9 mil kg/ha.

No entanto, em municípios como Cacequi e Restinga Sêca, a produtividade está abaixo do esperado. Na região de Soledade, a colheita ainda está no início, com 40% das lavouras em fase de enchimento de grãos, 8% em maturação e 2% já colhidos.

O comércio internacional de arroz registrou forte queda em 2024. Segundo a edição de fevereiro do Boletim Agropecuário da Epagri, as exportações entre janeiro e dezembro somaram US$ 3,837 milhões, uma redução de 61% em relação ao ano anterior. Os principais destinos do cereal catarinense foram Trinidad e Tobago (38,9%), Senegal (24%) e Gâmbia (13,5%).

A valorização do dólar e problemas na safra dos Estados Unidos favoreceram a participação do Brasil no mercado externo em 2023. No entanto, em 2024, a menor oferta interna, devido a problemas climáticos no Sul do país, elevou as importações, que cresceram 19,56% no período. Os principais fornecedores foram Uruguai (55,36%), Paraguai (10,55%) e Tailândia (10,27%).

Em janeiro de 2025, tanto exportações quanto importações apresentaram queda. Santa Catarina exportou apenas US$ 44,3 mil, um recuo de 77% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as importações somaram US$ 932,66 mil, 79% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. A Itália foi o principal fornecedor, com destaque para o arroz arbóreo, conforme dados da Epagri.





Source link

News

Frente fria no Sul e tempestades em outras duas regiões; veja a previsão de hoje



Uma frente fria chega ao Sul do país e pode provocar queda de granizo no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina. Confira a previsão do tempo para este sábado (8) em todo o Brasil:

Sul

Uma frente fria se aproxima do Sul e forma nuvens carregadas no interior gaúcho à noite, como já havia sido antecipado em reportagem. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, há probabilidade de queda de granizo e vendaval sobre o Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina. Porém, continua sem chover em Porto Alegre. No Paraná, pancadas no fim da tarde no litoral.

Sudeste

Pancadas isoladas são previstas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral de São Paulo. Continua quente nessas áreas, com sensação de tempo abafado. Em Minas Gerais, chove no Vale do Rio Doce, enquanto em Belo Horizonte o sol continua predominando.

Centro-Oeste

A chuva continua com força em Mato Grosso, com alertas em Cuiabá. Goiás, Distrito Federal e grande parte de Mato Grosso do Sul terão tempo firme.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém a chuva forte entre o Maranhão e Rio Grande do Norte. Tem alerta de temporal para São Luís, Fortaleza e Natal. Entre a Paraíba e Bahia, pouca chuva, tempo abafado e muito sol.

Norte

Volta a chover em Roraima, mas de forma pontual. No Tocantins, muito sol e pouca chuva. Os temporais continuam no Acre, Amapá e Pará.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de algodão deve crescer 1,56% na safra 2024/25



Algodão avança, mas desafios persistem




Foto: Canva

O Boletim Semanal produzido pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontou que a produção brasileira de algodão deve chegar a 6,50 milhões de toneladas na safra 2024/25, o que representa um aumento de 1,56% em relação à temporada anterior. 

A estimativa de área plantada foi mantida em 1,52 milhão de hectares em março de 2025. O valor significa um crescimento de 4,2% comparada com a safra 2023/24. A produtividade média ponderada das últimas três safras foi projetada em 284,32 arrobas por hectare.

Segundo o boletim, o desempenho da safra ainda depende de fatores climáticos que podem impactar o desenvolvimento do algodão ao longo do ciclo. A semeadura foi finalizada no dia 28 de fevereiro, e os efeitos das condições meteorológicas sobre a lavoura serão fundamentais para confirmar as projeções.

O atraso na colheita da soja no estado encurtou a janela ideal para o plantio do algodão, influenciando a decisão dos produtores sobre a área efetivamente cultivada. Com o fim da semeadura, a área total será mensurada com maior precisão nas próximas semanas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

produtores enfrentam impacto da estiagem


A colheita da primeira safra de feijão foi concluída na maior parte das regiões produtoras do Rio Grande do Sul, atingindo 65% da área cultivada no estado. As lavouras remanescentes, concentradas nos Campos de Cima da Serra (35% da área total), ainda estão em fase de floração, enchimento de grãos e maturação fisiológica. A previsão é que a colheita dessas áreas ocorra até meados de março.

De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), o perfil fitossanitário das lavouras segue adequado, com baixa pressão de pragas e produtividade média estimada em 2.400 kg/ha. Para a safra 2024/25, a entidade projeta o cultivo de 28.896 hectares no estado, com uma produtividade média esperada de 1.864 kg/ha.

Na região administrativa de Ijuí, a colheita foi finalizada, e a produtividade ficou em 1.250 kg/ha.

O boletim agropecuário da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), divulgado pelo Observatório Agro Catarinense, apontou desafios climáticos para a cultura do feijão. Em janeiro, o estado teve períodos distintos de chuvas e estiagem. Na primeira quinzena, as precipitações foram regulares, mas na segunda metade do mês, o volume de chuvas caiu drasticamente, e as temperaturas superaram os 37°C em várias regiões.

O calor extremo pode comprometer a produtividade das lavouras ainda em desenvolvimento, acelerando a maturação e reduzindo a qualidade dos grãos. Até o final de janeiro, 61% das áreas cultivadas já haviam sido colhidas. Das lavouras remanescentes, 67% estavam em maturação, 16% em floração e 18% em desenvolvimento vegetativo.

Apesar dos desafios climáticos, a expectativa para a safra 2024/25 em Santa Catarina é de crescimento. A área plantada deve aumentar em 9,84%, e a produtividade média pode chegar a 1.956 kg/ha, um avanço de 13,16%. Com isso, a produção total pode atingir 59,7 mil toneladas, representando um crescimento de 24,30% em relação à safra anterior.





Source link